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Fecomércio-RS

Política

Fecomércio-RS apresenta demandas contra o impacto das enchentes ao Congresso Nacional e ministérios

Por Jonathan da Silva 08/05/2024
Por Jonathan da Silva

A Fecomércio-RS realizou contato com deputados federais, senadores e ministros da Fazenda e do Planejamento entre terça (7) e quarta-feira (8) apresentando sugestões e demandas para mitigar os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul. A entidade representa mais de 500 mil estabelecimentos gaúchos do comércio de bens, serviços e turismo, e vem atuando pela implantação de medidas que contenham os prejuízos causados pela catástrofe climática que afeta do estado desde o final de abril.

Dentre as solicitações ao Senado e à Câmara dos Deputados, a Fecomércio sugeriu medidas de iniciativa própria do poder legislativo e outras ações em prol dos gaúchos. Dentre elas, destacam-se a disponibilização de linhas de financiamento extraordinárias para reconstrução e capital de giro, com atenção à capacidade das empresas em prestar garantias reais, a interrupção e a postergação de obrigações tributárias, abrangendo tanto a tributação de bens e serviços quanto sobre a folha de pagamentos (depósitos no FGTS e Contribuição Previdenciária Patronal) e medidas de flexibilização trabalhista, como a possibilidade de aplicação do banco de horas para períodos em que as empresas estejam impedidas de funcionar, de antecipação de férias e auxílio para o pagamento de salários por parte do Governo Federal.

De acordo com o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, é fundamental destacar que as ações não impactam diretamente apenas as empresas destas localidades. “Elas afetam o setor mais abrangente e mais intensivo em trabalho da economia, representando a manutenção de emprego e renda em muitos municípios gaúchos”, salienta Bohn. “As medidas solicitadas, caso adotadas, estariam respondendo a eventos ambientais e de caráter completamente extraordinário, não significando, assim, nenhum tipo de risco no que diz respeito a incentivos indesejáveis ao setor privado”, completa o presidente da entidade.

A Fecomércio entende que os recursos necessários para a reconstrução do estado, especialmente em termos de infraestrutura, são inalcançáveis pelas capacidades do Governo Estadual e dos municípios gaúchos. Diante esse cenário, reforçou aos ministros da Fazenda e do Planejamento a demanda de que os pagamentos da dívida do RS com a União possam ser prorrogados, e que os recursos para a reconstrução de infraestrutura pública e para auxílios às famílias e às empresas não enfrentem as limitações usuais de despesas da União, a exemplo do ocorrido com ajudas emergenciais durante a pandemia de Covid-19.

Além da atuação de articulação política, a Fecomércio-RS também presta ajuda humanitária à população, através dos sindicatos filiados e das Unidades Sesc e Senac que são, atualmente, pontos de arrecadação de doações aos atingidos. Nas áreas mais afetadas, muitas também servem como abrigo ou ponto de apoio aos desalojados.

Foto: Prefeitura de Guaíba/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/05/2024 0 Comentários 620 Visualizações
Business

Fecomércio-RS pede apoio das administrações municipais

Por Marina Klein Telles 08/05/2024
Por Marina Klein Telles

A Fecomércio-RS pediu apoio da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), junto às administrações municipais das localidades atingidas pela enchente, para a implantação de medidas mitigatórias dos prejuízos das empresas afetadas. Entre elas, a Federação pede a isenção de ISS e IPTU para as empresas com as maiores perdas; a prorrogação dos vencimentos destes tributos para as demais empresas afetadas, incluindo parcelamentos em vigor e a isenção de ITBI nas doações de imóveis para afetados pelas enchentes.

“O estado de calamidade assola diversos municípios gaúchos atingidos por enchentes que causam a perda de vidas, moradias e patrimônio de famílias. No balanço atual da Defesa Civil estadual, são quase 1,3 milhão de pessoas afetadas, sendo 200 mil desalojados ou em abrigos de refugiados. Diante desta situação extraordinária, além de ajudar a população atingida, também atuamos para evitar desdobramentos socioeconômicos ainda maiores nessas regiões”, explica o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn.

Com o desastre, além de equipamentos de infraestrutura fundamentais, como estradas e pontes, inúmeras empresas do comércio de bens, serviços e turismo sofreram perdas incalculáveis. Em muitos casos, todo seu ativo, incluindo edificações e estoques, foi destruído. Essa destruição, aliada à situação extrema em que ficou a população destas localidades, obstrui o funcionamento da economia e, com ele, a capacidade das empresas de manter empregos, de gerar receitas e renda para as comunidades locais e de cumprir com suas obrigações rotineiras.

As medidas demandadas pela entidade não representam, apenas, impacto direto sobre as empresas destas localidades. Atingindo o setor mais abrangente e mais intensivo em trabalho da economia, elas significam a manutenção de emprego e renda em muitos municípios gaúchos.

A Fecomércio ainda destaca que, diante do tamanho da tragédia ocorrida, será inevitável um auxílio por parte do Governo Federal para as cidades afetadas. Mais do que permitir a recuperação de ambientes urbanos, este auxílio deverá, no mínimo, atenuar o impacto financeiro das medidas elencadas.

A Fecomércio-RS, com seus 100 sindicatos empresariais filiados, representa mais de 500 mil estabelecimentos do comércio de bens, serviços e turismo do Estado, com mais de 1,5 milhão de empregos formais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/05/2024 0 Comentários 499 Visualizações
Cidades

Órgãos da União prorrogam prazos de obrigações tributárias para contribuintes gaúchos

Por Marina Klein Telles 07/05/2024
Por Marina Klein Telles

Na segunda-feira, dia 6 de maio, órgãos da União publicaram medidas que prorrogam prazos de diferentes obrigações tributárias e acessórias a fim de mitigar os efeitos econômicos da crise gerada pelas chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul. Elas atendem a algumas das demandas apresentadas pela Fecomércio-RS na última semana. Entre as principais, os tributos do Simples Nacional com vencimento em 20 de maio foram prorrogados para 20 de junho e os com vencimento em 20 de junho prorrogados para 22 de julho. A medida vale para todas as empresas da categoria com matriz em municípios gaúchos no geral.

A Receita Federal, além disso, prorrogou o prazo de entrega do Imposto de Renda, de 31 de maio para 31 de agosto, nas 336 cidades do Estado que decretaram situação de calamidade pública em razão das cheias. Nos mesmos municípios, foram postergados todos os prazos de pagamentos de tributos federais, incluindo parcelamentos e a entrega de obrigações acessórias. Vencimentos em abril, maio e junho ficaram prorrogados até o último dia útil de julho, agosto e setembro, respectivamente.

Parcelas dos programas de negociação administrados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional também tiveram alterações. Aquelas com vencimento em abril, maio e junho foram adiadas para julho, agosto e setembro, respectivamente. A prorrogação dos prazos não implica direito à restituição ou compensação de quantias eventualmente já recolhidas.

No âmbito da Procuradoria, ficam suspensos por 90 dias o prazos relacionados a procedimentos administrativos, exclusão do Programa Especial de Regularização Tributária, pedidos de revisão de dívida inscrita, casos de rescisão de transação tributária, além de cobranças administrativas na apresentação a protesto de certidões de dívida ativa, averbação pré-executória e instauração de novos processos administrativos de reconhecimento de responsabilidade. Outra suspensão de 90 dias concedida foi ao início de procedimentos de exclusão de contribuintes de negociações administrados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional por inadimplência de parcelas. As medidas valem exclusivamente aos sujeitos passivos com domicílio tributário nos municípios com calamidade pública decretada.

“Essas medidas oferecem algum alívio aos contribuintes, frente a tantas outras preocupações que os assolam. É evidente que é necessário e possível fazer mais, mas agradecemos a sensibilidade da União de atenderem nossas sugestões e aguardamos novas medidas”, analisa o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Além dos órgãos da União, a Prefeitura de Porto Alegre prorrogou para agosto os vencimentos de tributos como o IPTU, o ISS e a taxa de coleta de lixo. Serão suspensos na Capital Gaúcha, também, os prazos de sindicâncias, os processos administrativos disciplinares, os prazos para interposição de reclamações, impugnações, recursos administrativos e recursos tributários no âmbito Municipal, além dos prazos para atendimento da Lei de Acesso à Informação. Medidas parecidas são tomadas em dezenas dos municípios afetados e detalhes podem ser obtidos diretamente com as prefeituras.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/05/2024 0 Comentários 636 Visualizações
Business

Fecomércio-RS pede por medidas para minimizar os impactos econômicos após as enchentes

Por Marina Klein Telles 06/05/2024
Por Marina Klein Telles

A Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) encaminhou na última sexta-feira, 3 de maio, ofícios para Receita Federal, Secretaria Estadual da Fazenda, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e Comitê Gestor do Simples Nacional. Os documentos defendem solicitações de medidas emergenciais para mitigar os danos causados pelas enchentes.

Mediante estado de calamidade pública instituído por meio de decreto, a entidade pede que a Receita Federal postergue o vencimento de impostos e prorrogue o prazo para parcelamentos das empresas com sede nos municípios atingidos. Para a Secretaria Estadual da Fazenda, as solicitações contemplam a concessão de isenção de ICMS para as empresas mais afetadas, o adiamento do vencimento do ICMS (Categoria Geral e Simples Nacional) por um período mínimo de seis meses, o adiamento de parcelamentos em vigor, o não estorno dos créditos referentes aos estoques perdidos e a prorrogação de datas de entrega das obrigações acessórias (GIA, DeSTDa, SPED) por um período mínimo de três meses. Além disso, o documento reitera os pedidos feitos anteriormente de implementação do instituto da Transação Tributária e de protelação da vigência do decreto de aumento de alíquotas de diversos alimentos.

Ao Comitê Gestor do Simples Nacional, a Fecomércio-RS requisitou a renovação do pedido de postergação dos vencimentos dos tributos dos contribuintes do Simples Nacional e maior prazo de pagamento dos parcelamentos em vigor. Nesse contexto, também foi solicitado à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional a renovação do pedido de adiamento das parcelas dos programas de renegociação para as empresas.

“A tragédia que assola o Rio Grande do Sul atualmente tem afetado o estado de forma horizontal. Inúmeras casas foram destruídas, famílias estão desabrigadas ou desalojadas, estabelecimentos comerciais estão totalmente inundados e com absolutamente tudo destruído. Vidas foram perdidas e estradas, pontes, moradias e estabelecimentos comerciais foram completamente devastados. Essa situação vem sendo recorrente no Estado, mas nunca com essa magnitude. Em momentos anteriores, várias medidas foram implementadas pelos órgãos públicos e solicitamos que elas sejam revistas a fim de mitigar minimamente os destrutivos impactos que a sociedade gaúcha sofrerá”, defende o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/05/2024 0 Comentários 673 Visualizações
Variedades

Unidades do Sistema Fecomércio-RS e Sindicatos são pontos de coleta de doações

Por Marina Klein Telles 03/05/2024
Por Marina Klein Telles

Diante do estado de calamidade pública decretado pelo Governo do Rio Grande do Sul na quarta-feira, 1 de maio, em função dos temporais, enchentes, inundações e deslizamentos de terra que assolam o Estado desde 24 de abril, o Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e Sindicatos filiados estão mobilizados como pontos de coleta de doações para as pessoas atingidas. Os endereços dos Sindicatos podem ser consultados no site www.fecomercio-rs.org.br/sindicato e a lista de Unidades do Sesc e do Senac está abaixo.

Duas Unidades do Sesc, nas cidades de Montenegro e Lajeado, estão fechadas em função das condições climáticas. No entanto, o prédio do Sesc Mesa Brasil em Lajeado (Rua José Schmatz, 1478 – Moinhos) não foi atingido e está recebendo donativos. Em Montenegro, o Ginásio do Sesc (Rua Capitão Porfírio, 2295) está sendo usado como abrigo para pessoas que tiveram que sair de suas casas. Moradores do município que, porventura precisem, devem procurar a Defesa Civil nos telefones (51) 3632-4784 e (51) 99999-8335, para que sejam alocadas nos espaços disponíveis.

Quem preferir, pode doar em dinheiro, via Pix para [email protected] ou depósito/transferência para Banco do Brasil, agência 3418-5, conta corrente 6461-0, CNPJ 03.575.238-0001/33, em nome de Sesc Mesa Brasil 2020.

Pontos de coleta de doações para atingidos pelas enchentes

O que doar: Itens sinalizados pelas unidades da Defesa Civil como essenciais no município em que a doação está sendo feita.

Em dinheiro: Via Pix para [email protected] ou depósito/transferência para Banco do Brasil, agência 3418-5, conta corrente 6461-0, CNPJ 03.575.238-0001/33, em nome de Sesc Mesa Brasil 2020

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/05/2024 0 Comentários 635 Visualizações
Business

Palestra com ex-Ministro da Economia Paulo Guedes tem ingressos à venda

Por Marina Klein Telles 19/04/2024
Por Marina Klein Telles

Está aberta a venda de ingressos para a próxima edição do Fecomércio-RS Debates. O evento acontece na sede da Fecomércio-RS (Rua Fecomércio, 101), em Porto Alegre, no dia 17 de junho, com palestra do ex-Ministro da Economia (2019-2022), Paulo Guedes. PhD em Economia pela Universidade de Chicago, com longa trajetória no setor financeiro, ele abordará diferentes aspectos da atual conjuntura econômica do Brasil, com foco no comércio. A atividade acontece das 11h30 às 14h e é voltada a empreendedores e demais interessados. As entradas podem ser adquiridas através da plataforma Sympla, no link www.sympla.com.br/evento/fecomercio-debate-paulo-guedes/2383227.

Paulo Guedes já foi professor da FGV, da PUC-Rio e do IMPA. Também foi fundador, CEO e acionista majoritário do Ibmec, rede das principais escolas de negócios do País que é reconhecida pelas inovações no setor de Educação. Pioneiro em MBAs executivos no Brasil, ele fundou a rede K-12 Abril Educação e a coleção de escolas de Medicina e healthtechs Afya. Foi conselheiro de alguns dos maiores IPOs do Brasil, incluindo K-12 SEB e a instituição de Ensino Superior Anima, e fundou o Banco Pactual, banco brasileiro de investimentos, o JGP Hedge e a BR Investimentos (atual Crescera Private Equity).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/04/2024 0 Comentários 682 Visualizações
Business

Fecomércio-RS apresenta a Agenda Legislativa do Comércio Gaúcho

Por Marina Klein Telles 09/04/2024
Por Marina Klein Telles

Nesta segunda-feira, 8 de abril, a Fecomércio-RS reuniu empresários, sindicatos representantes do comércio de bens, serviços e turismo e parlamentares da Assembleia Legislativa e do Congresso Nacional para o lançamento da Agenda Legislativa de 2024. O objetivo, conforme disse o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn, foi apresentar as prioridades do setor e projetos que estão na plataforma colaborativa Representa+ .

Bohn lembrou que, no ano passado, a Fecomércio-RS lançou a Representa+, a plataforma digital que incorpora a agenda legislativa da entidade de fácil acesso e que, ainda com grande economia de papel e ganho de eficiência, tem subsidiado o trabalho da Fecomércio-RS junto aos parlamentares. “Hoje estamos celebrando também o número de 10 mil empresas cadastradas na Representa+, que demonstra a grande aceitação da plataforma pelos empresários do nosso setor. Agora, todas as empresas conseguem participar ativamente do trabalho da Fecomércio-RS não apenas consultando, mas também registrando opinião e grau de prioridade nos projetos que acompanhamos na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional”, comemora.

O presidente contou que para a agenda legislativa de 2024, 285 projetos constam na plataforma. No âmbito federal, Bohn destaca como pauta prioritária a reforma tributária. “Aos senhores deputados federais aqui presentes, quero enfatizar que a regulamentação da reforma será tão ou mais importante que a própria PEC aprovada no ano passado, pois irá determinar a carga tributária e a complexidade de apuração de incidentes sobre as atividades do nosso setor”, disse.

O gerente de Relações Governamentais da Fecomércio-RS, Lucas Schifino, apontou que o comércio de bens, serviços e turismo “é o setor que mais gera PIB e renda, que mais emprega, que tem o maior número de empresas (e empresários) e o que está mais disseminado pelo estado”. Destacou também que na agenda do Congresso Nacional estão os projetos de regulamentação da Reforma Tributária e enfatizou os pontos de atenção para o comércio, tais como “IVA não cumulativo” (restrições para aproveitamento de créditos), Simples Nacional (flexibilidade de enquadramento), Regimes específicos (Hotelaria, bares/restaurantes, imobiliárias, combustíveis, serviços financeiros), especificação das atividades enquadradas nas alíquotas diferenciadas, imposto seletivo e sua abrangência e o período de referência para repartição do IBS durante a transição, além da relevância de um prazo mínimo para análise dos projetos antes da votação. “Outro ponto importante é a reoneração da folha de pagamento e a extinção gradual do Perse, que causa grande dificuldade de planejamento para as empresas”, afirmou.

Foto: João Alves/divulgação | Fonte: Assessoria
09/04/2024 0 Comentários 555 Visualizações
Business

Fecomércio-RS lança Sondagem do Segmento Atacadista de 2024

Por Marina Klein Telles 08/04/2024
Por Marina Klein Telles

O tempo de atividade para a maior parte dos estabelecimentos entrevistados (59,9%) é de mais de 10 anos de atuação no mercado. No que se refere a pessoas trabalhando, a maior parcela (50,8%) opera com 1 a 5 trabalhadores. Quanto ao número de estabelecimentos por empresa, mais de três quartos (77,6%) tem apenas um estabelecimento. Em relação às finanças, a maioria (84,4%) indica que há uma clara separação entre finanças da empresa e dos sócios, porém, para 10,5% as finanças se misturam e outros 5,1% não souberam informar. Quanto à frequência com que são analisadas, 22,7% dos entrevistados realizam semestralmente ou em intervalo maior, indicando parcela importante com controle muito superficial sobre as finanças do negócio.

Em relação a vendas, o controle de vendas e de estoques é informatizado para 79,8%, e o acompanhamento contínuo do desempenho das vendas é indicado por 52,6% dos entrevistados; 17,1% realizam de forma esporádica e 0,4% não realizam. Quanto à busca por novos clientes e fornecedores, prevalece a indicação de uma busca ativa tanto para captação clientes (73,0%) quanto para fornecedores (80,1%). Sobre o desempenho das vendas nos últimos seis meses, 49,7% consideram que foi no mínimo bom, enquanto 36,2% consideram regular e 14,0% ruim. Para 60,7%, as vendas atingiram as expectativas, porém para 36,0%  dos entrevistados ficaram aquém do esperado. Dentre os empecilhos, o mais citado foi o baixo crescimento da economia (40,1%) seguido pela forte concorrência (39,3%) e pela carga tributária (30,4%). Sobre a reposição de estoques, prevalece a avaliação de não haver dificuldades.

Quanto às expectativas para os próximos seis meses, os empresários esperam que as vendas se mantenham estáveis (44,4%) ou melhorem (45,7%); apenas 9,9% tem expectativa de piora. Entre os entrevistados, 48,5% espera realizar investimentos na empresa. A pesquisa também questionou a percepção do segmento sofre os efeitos da Reforma Tributária recentemente aprovada no Congresso Nacional, sobre a qual maior parte (63,0%) não soube avaliar; 18,4% considera que seus efeitos serão negativos, 12,8% neutros e apenas 5,9% entendem que serão positivos. “Os anos de 2024 e 2025 serão muito importantes para o desenho do novo sistema tributário sobre o consumo no Brasil pois durante esse períddo iremos aprovar as leis complementares e conhecer toda a regulamentação.  Somente aí seremos capazes de dimensionar, realmente, as transformações e os impactos setoriais derivados da reforma”, comentou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomérico-RS. Confira a Sondagem completa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/04/2024 0 Comentários 620 Visualizações
Business

Confiança dos empresários do Comércio tem alta em março

Por Marina Klein Telles 04/04/2024
Por Marina Klein Telles

O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio Gaúcho (ICEC-RS) registrou, na edição de março, 108,6 pontos. Esse resultado representou um aumento de 3,8% na margem e uma queda de 1,3% em relação a março de 2023 (110,0 pontos). A pesquisa é da CNC e foi divulgada pela Fecomércio-RS.

A alta na margem do índice refletiu os aumentos de todas os componentes do índice. O indicador de avaliação das Condições Atuais registrou 84,4 pontos e teve aumento de 0,4% na margem. Já na comparação com o mesmo período de 2023, esse resultado teve baixa de 3,5%. Em 64,0% dos casos, os entrevistados relataram que a economia tem estado pior que no mesmo período do ano anterior. “Apesar dos números revelarem uma conjuntura econômica mais favorável ao comércio neste início de ano, a percepção é de uma situação ruim, especialmente quando o foco de análise é a economia brasileira”, comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Se a avaliação das condições atuais não é boa, quanto ao futuro os empresários permanecem otimistas. O índice de Expectativas dos Empresários do Comércio atingiu os 134,5 pontos e teve uma variação de 7,6% na margem. Com relação ao mesmo período do ano anterior, houve um recuo de 3,6%.

Já o indicador de investimentos teve aumento marginal de 2,0% e registrou 106,9 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado houve alta de 3,6%. O subindicador de contratação de funcionários registrou 119,1 pontos e aumentou 4,0% na margem e 3,7% na comparação interanual. “Os dados do mercado de trabalho tem surpreendido, especialmente quando se fala em mercado formal de trabalho. As respostas do ICEC quanto às expectativas de contratações tendem a reforçar que o mercado de trabalho tende a continuar a seguir robusto”, comentou o presidente da Fecomércio-Rs, Luiz Carlos Bohn. Quando questionados em relação ao investimento na empresa (101,2 pontos), houve alta de 3,5% na margem e de 5,3% na comparação interanual. Na avaliação da situação dos estoques, o indicador atingiu 100,5 pontos e teve recuo marginal de 1,8% e aumento interanual de 2,0%. Confira os dados completos e a análise econômica.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/04/2024 0 Comentários 486 Visualizações
Política

Fecomércio-RS comemora aprovação na AL de recurso que pode barrar o aumento do ICMS

Por Jonathan da Silva 28/03/2024
Por Jonathan da Silva

A Assembleia Legislativa (AL) do Rio Grande do Sul acolheu nesta terça-feira (26) o recurso para que o requerimento que visa interromper os efeitos de decretos do governador que tratam da suspensão de incentivos fiscais possa tramitar na Casa. A Fecomércio-RS comemora o movimento, que pode evitar o aumento de ICMS, principalmente nos alimentos que compõem a cesta básica. O RC 15/2024, de autoria dos deputados Rodrigo Lorenzoni (PL) e Paparico Bacchi (PL), recebeu 24 votos favoráveis e 23 votos contrários, e impugna o arquivamento do RDI 76/2023, rejeitado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça.

Para o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, a ação mostra a força da entidade na atuação política em rede. “Foi uma batalha dura e agradecemos a todos que atenderam ao nosso chamado e também se posicionaram junto aos deputados. No entanto, aproveito para pedir que sigam engajados, pois a possibilidade de revogação seguirá tramitando na Assembleia e ainda precisa ser aprovada em definitivo”, destaca Bohn.

Os decretos estaduais passam a valer a partir da próxima segunda-feira, 1° de abril, e atingem diversos setores da economia. O mais preocupante, para a Federação, é o aumento de tributos nos alimentos, que passam em alguns casos de 0% para 12% e em outros de 7% para 12%. “As imposições do governo não atingem apenas o empresariado, mas, principalmente, a população de baixa renda que irá sentir no bolso a compra de itens básicos. Essa vitória demonstra a insatisfação da sociedade. Esperamos, com esse resultado, maior espaço de diálogo com o Executivo, no mínimo a postergação da vigência dos decretos, para encontrarmos possíveis caminhos para o tema ”, defende Bohn.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/03/2024 0 Comentários 526 Visualizações
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