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Business

Últimos dias para propriedades se inscreverem em programa de qualificação e valorização do turismo rural gaúcho

Por Ester Ellwanger 16/09/2026
Por Ester Ellwanger

Encerram na próxima segunda-feira, 21 de setembro, as inscrições das propriedades que desejarem participar do projeto Coleção Terra Gaúcha, do Programa Juntos pelo Agro, voltado à identificação, qualificação e promoção de propriedades rurais com experiências turísticas diferenciadas e potencial de agregação de valor.

Fruto da parceria entre CNA, Farsul, Senar RS e Sebrae RS, com apoio do Governo do Estado, a iniciativa busca fortalecer o turismo rural como alternativa de diversificação de renda e ampliar sua participação na oferta turística do Rio Grande do Sul. O primeiro ciclo selecionará até 50 propriedades e empreendimentos rurais, que passarão por um processo de qualificação e terão suas experiências promovidas ao mercado.

A proposta parte de atributos já presentes no meio rural gaúcho, como produtos de origem, gastronomia, contato com a natureza, cultura e modos de vida. A intenção é organizar esses elementos em experiências capazes de atender a um público que busca autenticidade e qualidade, contribuindo também para um novo posicionamento do segmento.

“Quando a gente fala de turismo autêntico, do papel dos produtos de origem, de uma gastronomia autêntica, isso está na pauta do turismo rural, mas ela não está posicionada dessa forma”, explica a especialista em Turismo do Sebrae RS, Amanda Paim. Segundo ela, o desafio é fazer com que essas características sejam percebidas como parte de uma oferta turística de excelência e contribuam para fortalecer o posicionamento do Estado como destino.

O projeto

O projeto prevê ainda uma identidade própria para diferenciar as experiências participantes. As propriedades selecionadas integrarão a primeira edição de um guia de experiências e terão acesso a ações de promoção e visibilidade.

O Senar RS ficará responsável pela qualificação técnica dos empreendimentos, com capacitações e consultorias em áreas como organização da atividade, atendimento ao cliente, gestão financeira, segurança e adequações sanitárias e ambientais. Para o coordenador do Departamento de Desenvolvimento e Inovação do Senar RS, Henrique Padilha, a estruturação é fundamental para transformar o potencial das propriedades em negócios sustentáveis.

“A Coleção Terra Gaúcha nasce para identificar e impulsionar aquelas propriedades que já carregam em sua essência a riqueza da nossa cultura, gastronomia e modo de vida no campo, mas que precisam de estruturação técnica para se transformarem em rotas turísticas atrativas e consolidadas”, afirma.

De acordo com Padilha, o acompanhamento será direcionado às necessidades de cada empreendimento: “A ideia é diversificar a fonte de renda dos produtores e oferecer uma experiência de excelência ao visitante, fortalecendo a economia de todo o Estado”.

Já o Sebrae RS atuará no posicionamento estratégico, na gestão dos pequenos negócios e na busca por novos canais de comercialização. A perspectiva é aproximar a produção rural da atividade turística e transformar itens como azeites, vinhos, queijos, carnes e produtos artesanais em parte de experiências associadas à identidade dos territórios.

“O nosso objetivo é unir a vocação do Rio Grande do Sul para produtos de qualidade com a vocação para a hospitalidade, entregando um produto de alto valor para os mercados nacional e internacional”, destaca Amanda.

Plataforma Viva o RS

Como parte da estratégia de promoção, as propriedades qualificadas passarão a integrar a plataforma Viva o RS, que reúne roteiros, eventos, gastronomia e experiências turísticas de diferentes regiões do Estado. A presença no ambiente digital amplia a exposição dos empreendimentos e facilita o acesso do público a experiências ligadas às tradições, aos sabores e ao modo de vida rural gaúcho.

Para a especialista, o impacto esperado ultrapassa a seleção dos empreendimentos participantes. “O turismo diversifica a renda, e isso já acontece. Mas a gente quer agregar valor e, através dos produtos, receber as pessoas, contar histórias e ter isso alinhado a uma estratégia de promoção de Estado”, complementa.

Com a Coleção Terra Gaúcha, as instituições estabeleceram uma estratégia de qualificação e valorização do turismo rural, buscando dar maior visibilidade a experiências que reúnem produção, identidade territorial e hospitalidade. A iniciativa também cria possibilidades de geração de valor para os negócios do campo e de inserção dessas experiências na promoção turística do Rio Grande do Sul.

Inscrições

Os produtores e empreendedores interessados em qualificar suas ofertas e transformar suas propriedades em rotas estruturadas já podem se inscrever pelo link.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

16/09/2026 0 Comentários 83 Visualizações
Business

Be8 apresenta modelo para fortalecer a cadeia do trigo

Por Ester Ellwanger 03/09/2026
Por Ester Ellwanger

A Be8 reuniu lideranças setoriais, representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), produtores rurais e o economista Antonio da Luz durante a Noite dos Cereais, realizada na Casa Be8, na Expointer, na noite de quarta-feira, 02 de setembro. O encontro teve como foco a apresentação do projeto da planta multicereais e o aprofundamento do diálogo com a cadeia produtiva.

A iniciativa tem como prioridade fomentar a produção de trigo no Rio Grande do Sul, criando uma nova demanda para o cereal e contribuindo para tornar o cultivo mais atrativo. Por ser multicereal, a futura unidade de etanol, em construção em Passo Fundo, também permitirá trabalhar com outras matérias-primas e apoiar os produtores na busca por melhores resultados com o conjunto de culturas desenvolvidas ao longo do ano.

A proposta

A proposta da Be8 vai além da compra dos grãos. A companhia trabalhará em conjunto com os agricultores parceiros na gestão da produção, apoiando o planejamento e a rotação de culturas. O objetivo é aproveitar melhor o potencial de cada área, conciliar diferentes cultivos e ampliar a produtividade e a rentabilidade no campo.

O modelo também tem previsibilidade comercial, com a compra de 100% da produção dos agricultores parceiros. “Estamos falando sobre a construção de uma cadeia produtiva completa. Queremos atuar ao lado do produtor, ajudando a planejar as culturas, estimular uma rotação mais eficiente e assegurar mercado para a produção. É um modelo pensado para gerar mais valor por hectare, mais previsibilidade e novas oportunidades de renda no campo”, afirma Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8.

Apoio a iniciativa

A Farsul apoia a iniciativa de fomento ao trigo e a outros cereais, contribuindo para aproximar o projeto dos produtores e das entidades que representam o setor agropecuário gaúcho.

“O fomento ao trigo e aos cereais de inverno vai muito além de ocupar o solo na entressafra, é uma estratégia de sustentabilidade econômica e segurança para o produtor gaúcho. Hoje, o Rio Grande do Sul vive um momento histórico de abertura de novas oportunidades, onde a garantia de mercado se consolida não apenas pela demanda tradicional de panificação e ração animal, mas fortemente pelo avanço dos biocombustíveis. O fortalecimento da cadeia do biodiesel e o crescimento do etanol de cereais são motores que transformam nossa agricultura. Ao integrarmos a produção de grãos com a matriz energética limpa, criamos um ciclo virtuoso que gera valor agregado dentro das propriedades, traz estabilidade financeira e coloca o agronegócio do Rio Grande do Sul na vanguarda da transição energética global”, Domingos Velho Lopes, presidente do Sistema Farsul.

 

Trigo como oportunidade para o campo

O projeto busca ampliar as alternativas para o trigo, cultura que nem sempre oferece a atratividade necessária ao produtor. Com uma demanda industrial estruturada, planejamento produtivo e contratos de compra, a Be8 pretende incentivar a produção e contribuir para a consolidação de uma cadeia capaz de gerar negócios, renda, empregos e desenvolvimento regional.

“Para que o projeto industrial seja sustentável, precisamos construir uma relação sólida com quem produz. A planta multicereais permite olhar para o sistema produtivo como um todo, considerando a rotação e a combinação de culturas que ofereçam os melhores resultados agronômicos e econômicos para cada propriedade”, acrescenta Battistella.

Com investimento previsto de R$ 1,5 bilhão, o projeto industrial transformará cereais em energia e alimentos. Além da produção de etanol, a unidade produzirá glúten vital e coprodutos destinados à nutrição animal, agregando valor à produção agrícola e conectando o campo a novos mercados.

 

Noite de Cereais

A Noite dos Cereais integra a programação da primeira Casa Be8 na Expointer. O espaço foi criado para aproximar a companhia de produtores, clientes, parceiros, autoridades e lideranças setoriais, promovendo debates sobre o futuro do agronegócio, a industrialização da produção e a transição para uma economia de baixo carbono.

Durante o evento, o economista Antonio da Luz apresentou a palestra “Uma análise econômica do sistema trigo-soja: o que os números revelam”. Ele abordou a relação entre as duas culturas sob a perspectiva do resultado global da propriedade, destacando a importância de avaliar a rotação, o aproveitamento da área e a rentabilidade ao longo de todo o ciclo produtivo — visão alinhada ao projeto da Be8 de fomentar o trigo e apoiar os produtores na gestão integrada de diferentes cultivos.

Foto: Edu Defferrari/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

03/09/2026 0 Comentários 66 Visualizações
Variedades

Milanesa de cordeiro atrai público na Expointer

Por Jonathan da Silva 31/08/2026
Por Jonathan da Silva

A carne ovina foi destaque na Vitrine da Carne Gaúcha durante o primeiro dia da 49ª Expointer, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Cerca de 40 pessoas acompanharam a preparação de uma milanesa de pernil desossado de cordeiro com risoto de limão siciliano, elaborada pelo chef Bruno Ivanoff. A atividade foi realizada em parceria entre a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Farsul, Celebra Gourmet e Escola de Gastronomia do Senac, com o objetivo de apresentar o produto ao público e abordar uma resistência relacionada ao odor e ao sabor da carne ovina.

Entre os participantes, alguns não haviam experimentado a carne ovina ainda. Segundo a gerente executiva da Arco, Lorena Riambau Garcia, a resistência de consumidores está relacionada a uma prática de comercialização de décadas atrás. De acordo com ela, eram vendidas em açougues ovelhas mais velhas, o que deixava a carne com características diferentes de odor e sabor. “Só coloque na sua mesa, para sua família, aquilo que você sabe de onde vem. Senão, não coma”, pontuou a gerente executiva da Arco.

Cordeiro certificado

Lorena explicou ainda que, atualmente, os frigoríficos certificados trabalham com cordeiros abatidos com até 12 meses. A iniciativa na Expointer busca apresentar diferentes formas de preparo e cortes da carne ovina ao público.

A carne ovina será apresentada diariamente na Vitrine da Carne Gaúcha, sempre às 11h. Ao longo da programação, serão preparadas diferentes receitas utilizando cortes variados. A 49ª Expointer ocorre até 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Foto: Tamires de Moraes/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/08/2026 0 Comentários 125 Visualizações
Variedades

Preço do litro de leite no RS é projetado a R$ 2,53 em abril

Por Jonathan da Silva 29/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) projetou em R$ 2,5333 o valor de referência do litro do leite no estado em abril. O dado foi divulgado nesta terça-feira (28), durante reunião na sede da Federação da Agricultura do RS (Farsul), reunindo representantes de produtores, indústrias e entidades do setor. A projeção representa alta de 10,47% em relação ao valor estimado para março, de R$ 2,2932, e sinaliza recuperação no mercado leiteiro gaúcho.

Além da projeção de abril, o Conseleite também consolidou o valor final de março em R$ 2,3721 por litro, um índice 11,67% superior ao resultado fechado de fevereiro, que havia sido de R$ 2,1243, o que representa, de acordo com a entidade, um cenário de recuperação.

Como foi realizada a projeção

Os indicadores divulgados pelo Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em informações repassadas pelas indústrias e considerando a movimentação registrada nos primeiros 20 dias de cada mês.

Segundo representantes do colegiado, os números apontam melhora na remuneração da cadeia produtiva após período de queda nos preços e dificuldades tanto no campo quanto na indústria.

O coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes, representante da Fetag, defendeu a metodologia utilizada pelo conselho. “Quando o mercado está em baixa, se bate na metodologia e nos cálculos. Este momento é ideal para reforçar a importância desse colegiado e sua legitimidade. Temos a prova real dessa metodologia que são os demais Conseleites do Brasil. Estamos realmente captando a tendência do mercado”, afirmou Prestes.

Mercado interno

O vice-coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, representante do Sindilat, avaliou o momento atual como positivo, mas destacou a necessidade de sustentação dos preços. “Estamos em um bom momento. Precisamos trabalhar agora para manter esses preços por mais tempo, e isso passa por garantir o escoamento do leite brasileiro para diferentes mercados. Apesar de o poder de compra do brasileiro ser baixo e do alto endividamento das famílias, o ano eleitoral deve ajudar a injeção de recursos na economia com a antecipação dos 13º salários dos aposentados e liberação de recursos do FGTS”, salientou Palharini.

O dirigente também alertou que a produção nacional tende a se recuperar nos próximos meses e sugeriu atenção das entidades quanto ao avanço das importações de leite da Argentina, diante do aumento da oferta naquele país.

Ofício ao governo federal

Durante a reunião, o Conseleite deliberou pelo envio de ofício aos ministérios da Agricultura e Pecuária, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O objetivo é alertar o governo federal sobre os impactos do excesso de importações de leite pelo Brasil.

Segundo Kaliton Prestes, a manutenção do tema junto aos ministérios é necessária para o acompanhamento permanente da situação.

Foto: Carolina Jardine/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/04/2026 0 Comentários 211 Visualizações
Variedades

Fenovinos será realizada junto à Fenasul Expoleite em Esteio no mês de maio

Por Jonathan da Silva 27/03/2026
Por Jonathan da Silva

A 38ª Feira Nacional de Ovinos (Fenovinos) será realizada de 13 a 17 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, integrada à 19ª Fenasul e à 46ª Expoleite. Promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), a feira ocorrerá de forma conjunta com outros segmentos da pecuária, reunindo cadeias de corte, leite e ovinocultura em um mesmo ambiente, com foco na apresentação de animais, avaliação genética e ampliação da participação de criadores.

A mudança no formato insere a Fenovinos em uma programação unificada com outras feiras do setor, conectando diferentes cadeias produtivas e ampliando a exposição de animais e da genética. A proposta, segundo a organização, busca reposicionar o evento no calendário da pecuária e concentrar atividades em uma única agenda.

Integração entre cadeias

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, Edemundo Ferreira Gressler, a realização conjunta com a Fenasul Expoleite tem como objetivo ampliar a visibilidade da ovinocultura. “A ovinocultura estará inserida neste encontro das cadeias pecuárias, o que amplia a visibilidade e favorece a participação dos criadores”, afirma Gressler.

O dirigente também destacou a expectativa de participação na exposição. “Esperamos um número significativo de ovinos na exposição para mostrar a qualidade genética das raças”, projeta Gressler.

Organização do evento

A Fenasul Expoleite é promovida pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e pela Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi), com copromoção da Febrac, Farsul, Fetag e Prefeitura Municipal de Esteio. A programação completa do evento deve ser divulgada pelas entidades organizadoras nas próximas semanas.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/03/2026 0 Comentários 212 Visualizações
Variedades

Arrozeiros gaúchos pedem prorrogação de incentivo fiscal

Por Jonathan da Silva 17/03/2026
Por Jonathan da Silva

Arrozeiros do Rio Grande do Sul solicitaram, nesta segunda-feira (16), a prorrogação do crédito presumido de ICMS nas vendas de arroz para São Paulo e Minas Gerais, durante reunião realizada na Assembleia Legislativa (ALRS), em Porto Alegre. O encontro reuniu representantes do setor, parlamentares e integrantes do governo estadual para discutir a manutenção do benefício previsto no Decreto Estadual nº 58.296/2025. A medida, segundo o setor, é considerada necessária para manter a competitividade do produto gaúcho diante da redução de área plantada e do aumento dos custos de produção.

A reunião foi promovida pela Frente Parlamentar em Defesa do Arroz, presidida pelo deputado estadual Marcus Vinícius (PP), com o objetivo de debater a renovação do incentivo fiscal e evitar distorções tributárias. O crédito presumido de ICMS permite às indústrias deduzirem parte do imposto devido, reduzindo a carga tributária nas operações interestaduais e ampliando a competitividade do arroz beneficiado.

Participaram representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), do Sindicato da Indústria do Arroz (Sindarroz), da Federação das Associações de Rizicultores do Estado do RS (Fearroz), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), além de parlamentares e representantes do governo estadual.

Impacto no setor

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou a relevância do setor para a metade sul do estado, que concentra cerca de 4 milhões de hectares de terras baixas aptas ao cultivo de arroz irrigado e um dos maiores parques industriais de beneficiamento fora da Ásia. Dias Nunes afirmou que há redução na área plantada como estratégia para enfrentar custos elevados e queda nos preços. “Quando o Estado investe em programas de irrigação para ampliar a produção e garantir mais segurança à agricultura, o setor já tem 100% da área irrigada. No entanto, viemos fazendo um movimento contrário no sentido de diminuir a área plantada numa tentativa de reduzir os efeitos do alto custo de produção e queda nos preços de venda. Além disso, a indústria está localizada justamente na metade sul, que é a região que mais precisa de geração de emprego e renda”, destacou o dirigente.

Dias Nunes também relacionou a manutenção do incentivo a aspectos sociais. “Não estamos falando de mais geração de emprego em regiões já desenvolvidas, mas em uma área que precisa dessa atividade econômica. É uma questão estratégica para o Rio Grande do Sul”, afirmou o presidente da entidade.

Empregos e produção

O vice-presidente da Federarroz, Roberto Fagundes Ghigino, questionou os cálculos do governo sobre o impacto fiscal da medida e defendeu a análise das perdas já registradas pelo setor. Segundo ele, cerca de 90 mil hectares deixaram de ser cultivados, o que impacta diretamente a cadeia produtiva. “Estamos falando de uma cadeia que gera cerca de 24 mil empregos. Se apenas 10% das indústrias fecharem, seriam 2,4 mil postos de trabalho perdidos. E quando uma indústria fecha ou vai para outro estado, dificilmente volta a produzir aqui”, ressaltou Ghigino.

Encaminhamentos

Ao final da reunião, o presidente da Frente Parlamentar, deputado estadual Marcus Vinícius, informou que os relatos apresentados serão levados à sessão deliberativa do plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 17 de março. A proposta é coletar assinaturas de deputados em apoio à prorrogação do benefício e encaminhar o documento ao governador Eduardo Leite (PSD).

Foto: Érika Ferraz/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/03/2026 0 Comentários 278 Visualizações
Política

Entidades lançam manifesto cobrando desassoreamento urgente no RS

Por Jonathan da Silva 30/06/2025
Por Jonathan da Silva

As federações que representam a indústria, o comércio e a agricultura do Rio Grande do Sul apresentaram nesta sexta-feira (27) um manifesto ao governador Eduardo Leite (PSD) solicitando a adoção imediata de medidas para o desassoreamento de rios e canais do estado, além da construção e manutenção de obras de contenção. O documento foi assinado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Affonso Amoretti Bier; pelo presidente da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), Luiz Carlos Bohn; e pelo presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Silveira Pereira.

No texto, as entidades afirmam que o assoreamento já comprometia a navegação e a segurança hídrica antes mesmo das enchentes de 2024 e que o acúmulo de sedimentos reduziu ainda mais a vazão dos rios, dificultando o escoamento das águas. “Reparar a capacidade dos rios de cumprir sua função mais básica — transportar água — é urgente. É também estratégico: a economia do Rio Grande do Sul precisa de rios navegáveis, rios vivos, rios desobstruídos”, apontam os signatários.

O manifesto defende que o desassoreamento seja transformado em política pública permanente, com planos técnicos regionais, participação comunitária e prioridade para construção e manutenção de diques e demais estruturas de contenção. As federações solicitam que os processos de contratação das empresas responsáveis pelo trabalho sejam acelerados, já que, segundo o documento, as projeções atuais indicam que as obras só teriam início dois anos após as enchentes. “Não estamos falando apenas de dragar rios. Estamos falando de garantir o futuro do nosso estado. De proteger vidas. De manter o Rio Grande do Sul navegável, produtivo e resiliente”, finaliza o manifesto.

Foto: Wirestock/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
30/06/2025 0 Comentários 646 Visualizações
Business

Produtores de tabaco e BAT fecham acordo de reajuste para safra 2024/2025

Por Jonathan da Silva 04/02/2025
Por Jonathan da Silva

A comissão representativa dos produtores regionais de tabaco e a British American Tobacco (BAT) firmaram, nesta segunda-feira (3), um acordo de reajuste nos valores do Virgínia e do Burley para a safra 2024/2025. O aumento será de 10,55% para o Virgínia e 7,01% para o Burley, o que representa a reposição da variação do custo de produção. Com isso, a BAT passará a pagar R$ 23,30 por quilo da classe BO1 do Virgínia e R$ 20,55 por quilo da classe B1 do Burley.

O acordo foi fechado durante mais uma rodada de negociação de preços do tabaco. Segundo a comissão, o reajuste representa um avanço. “Essa assinatura de protocolo com a BAT nos mostra que a empresa leva em consideração a valorização do produtor e a manutenção do sistema integrado”, afirmaram os integrantes da comissão.

Além da BAT, participaram da rodada de negociação representantes da Universal Leaf, Alliance One, China Brasil e Philip Morris. No entanto, não houve consenso com essas empresas, e as discussões continuam. A comissão aguarda o retorno das empresas que ficaram de analisar as contrapropostas e das que ainda podem revisar seus índices.

Validação das tabelas de preços

A comissão reiterou que somente tabelas negociadas diretamente com a representação dos produtores serão reconhecidas, em conformidade com a Lei de Integração.

A comissão representativa dos produtores de tabaco é composta pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Foto: Luciana Jost Radtke/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/02/2025 0 Comentários 1,1K Visualizações
Variedades

Arena da Exportação Técnica discute desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro

Por Jonathan da Silva 19/11/2024
Por Jonathan da Silva

A Arena da Exportação Técnica reuniu líderes empresariais, especialistas em economia e representantes do setor exportador na sede da Farsul, em Porto Alegre, na quinta-feira (14), para discutir o papel do agronegócio brasileiro no mercado global. O encontro, realizado sob o tema “Agronegócio Brasileiro: Economia, Preservação Ambiental e Impacto Social”, abordou desafios, oportunidades e estratégias para ampliar a presença internacional do Brasil, maior exportador de alimentos do mundo.

Com mediação do assessor de Relações Internacionais da Farsul e membro do conselho do Prêmio Exportação RS, Renan Hein dos Santos, o evento incluiu apresentações de cases de empresas vencedoras da 52ª edição do Prêmio Exportação RS. O vice-presidente de operações da Be8, Leandro Luiz Zat, e o diretor da Divinut, Edson Ortiz, compartilharam práticas estratégicas para se destacar no comércio exterior.

Zat enfatizou a importância do planejamento para atender às exigências de cada mercado internacional. “Não basta só querer exportar, é fundamental estudar as normas, as preferências locais e as regulamentações específicas de cada país. Esse conhecimento nos ajuda a adaptar nossos produtos e processos para atender melhor os clientes internacionais e aumentar nossas chances de sucesso”, explicou o vice-presidente de operações da Be8.

Ortiz complementou destacando a relevância da execução para o sucesso das operações globais. “É importante se preparar para os requisitos específicos de cada mercado e estar pronto para adaptar a operação diante de imprevistos, garantindo assim o sucesso da exportação”, afirmou o diretor da Divinut.

O economista-chefe da Farsul e CEO da Agromoney, Antônio da Luz, destacou o impacto social do setor agropecuário e a responsabilidade do Brasil na segurança alimentar global. “Quando entramos em um novo mercado, assumimos uma grande responsabilidade não só econômica, mas também no campo social, pois atendemos a demandas alimentares globais essenciais. Sem o Brasil, o mundo enfrenta escassez alimentar”, salientou da Luz.

O evento também abordou a relevância do agronegócio para o desenvolvimento regional. O membro do conselho do Prêmio Exportação RS, Fabrício Forest, considerou as discussões fundamentais. “Esse evento é essencial para refletirmos sobre o papel do setor na economia brasileira e, especialmente, no contexto gaúcho, onde o agronegócio é uma base de desenvolvimento econômico”, destacou Forest.

Foto: Anderson Gradischer/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/11/2024 0 Comentários 503 Visualizações
Variedades

Arena da Exportação Técnica debate economia, preservação e impacto social do agro

Por Jonathan da Silva 07/11/2024
Por Jonathan da Silva

O Conselho do Prêmio Exportação RS e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) promovem no dia 14 de novembro mais uma edição da Arena da Exportação Técnica. Desta vez o evento discutirá os temas “Agronegócio Brasileiro: Economia, Preservação Ambiental e Impacto Social”. Aberto ao público e com entrada gratuita, o encontro reunirá representantes do setor exportador para analisar desafios e oportunidades no mercado internacional.

O CEO do Prêmio Exportação RS, Edmilson Milan, afirma que o evento é uma oportunidade para aprofundar questões relevantes para a economia brasileira e especialmente para o agronegócio gaúcho. “Acreditamos que abordar essas questões é essencial para profissionais e empresas exportadoras, promovendo reflexão e troca de experiências”, ressalta Milan.

A programação da Arena da Exportação Técnica inclui palestras de especialistas no setor, como o economista-chefe do Sistema Farsul e CEO da Agromoney – Assessoria Econômica, Antônio da Luz, que fará uma análise do cenário atual e das perspectivas do agronegócio brasileiro. Além disso, cases de empresas vencedoras do Prêmio Exportação RS 2024 serão apresentados. O diretor da Divinut, Edson Ortiz, e o vice-presidente de Operações da Be8, Leandro Luiz Zat, compartilharão suas estratégias de expansão no comércio internacional, sob a mediação do assessor de Relações Internacionais da Farsul e membro do conselho do Prêmio Exportação RS, Renan Hein dos Santos.

As inscrições para o evento devem ser feitas até o dia 13 de novembro pelo link forms.gle/oaruzekC3NJgxuRP7](https://forms.gle/oaruzekC3NJgxuRP7.

Fotos: Wirestrock/Freepik e Arena da Exportação Técnica/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/11/2024 0 Comentários 622 Visualizações
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Edição 309 | Agosto 2026

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