Por meio de interlocução da prefeita Fátima Daudt, o MDB nacional destinará R$ 3 milhões para ações de enfrentamento à calamidade pública em Novo Hamburgo. O município já recebeu R$ 1,650 milhão para ações em saúde. Ainda estão previstos R$ 850 mil para obras e R$ 500 mil para turismo. Os recursos são oriundos de emendas parlamentares de deputados federais e senadores do partido em todo o Brasil. Todos os 44 deputados federais e 11 senadores do MDB concordaram em remanejar R$ 1 milhão, cada um, para as cidades gaúchos afetadas pelas enchentes.
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São Leopoldo esteve presente no seminário “Desafio da Região Metropolitana: o que fazer após a maior enchente da história do Rio Grande do Sul”, realizado na Ulbra, em Canoas, nesta segunda-feira (8). O prefeito Ary Vanazzi (PT) foi um dos painelistas do evento e apresentou um balanço dos acontecimentos na cidade do Vale dos Sinos, bem como as ações de enfrentamento da Prefeitura e as perspectivas para o futuro.
Durante a apresentação, Vanazzi ressaltou a importância do seminário. “Acho que é a primeira vez que nós temos a oportunidade real de resolver parte do nosso problema ambiental a longo prazo. Sempre tivemos problemas com chuvas, com cheias e depois com as secas. É um ciclo que sempre acontece e agora podemos mudar isso […] O que falta, é decisão e vontade política. Se não pensarmos de forma ampla, de forma global, e só aumentarmos os diques, daqui 20 anos vem outra enchente maior e leva tudo de novo”, alertou o chefe do executivo leopoldense.
Vanazzi também destacou o impacto emocional da enchente e trouxe seu caso pessoal como exemplo. “Eu nunca falo em recolhimento de lixo domiciliar, porque aquilo não é lixo, é a alma das pessoas. Eu ainda não voltei para casa porque não tem mais casa. Tem paredes, mas casa não. Meu filho de seis anos não quer voltar. Não tem mais as fotos, os quadros, os brinquedos”, revelou o prefeito.
Na primeira metade do seminário, representantes e autoridades introduziram as atividades do evento. Neste momento, falaram o capelão da Aelbra/Ulbra, Maximiliano Wolfgramm, o jornalista e presidente do Grupo Sinos, Mário Gusmão, o reitor da Ulbra, Thomas Heimann, o presidente da Assembleia Legislativa, Adolfo Brito (PP), o secretário executivo do Ministério da Reconstrução, Maneco Hassen, que representou o ministro Paulo Pimenta, o deputado federal Luiz Carlos Busato (UNIÃO) e o governador Eduardo Leite (PSDB). Os painelistas, além de Vanazzi, foram os prefeitos de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), de Canoas, Jairo Jorge (PSD), de Novo Hamburgo, Fátima Daudt (MDB) e o de Gravataí, Luiz Zaffalon (PSDB), além de representantes técnicos e de entidades empresariais.
Foto: Thales Ferreira/Divulgação | Fonte: Assessoria
O Banrisul realizou uma doação de 76 computadores para a Secretaria de Educação de Santa Cruz do Sul. As máquinas serão utilizadas nas práticas pedagógicas de alunos da rede municipal de ensino, principalmente nas escolas atingidas pelas enchentes. A entrega simbólica dos equipamentos aconteceu na tarde de sexta-feira (5), na agência do banco no Centro da cidade.
O evento de entrega dos computadores contou com a presença da prefeita Helena Hermany (PP) e dos secretários municipais de Educação, Mário Colombo, e Desenvolvimento Econômico e Turismo, Cesar Cechinato, além do superintendente regional do Banrisul, Clodemar Borrasca, e dos gerentes Nelson Cobalchini, da agência Centro, e Rodrigo Monteiro, da agência Bairro Cidade. Outros servidores do banco e da Prefeitura também acompanharam a cerimônia.
Agradecendo pela iniciativa, a prefeita Helena destacou que a prioridade será contemplar as instituições de ensino afetadas pelas recentes inundações. “Quando soube que o Banrisul faria esta doação ao município, logo pensei nas nossas escolas, principalmente nas que tiveram computadores danificados pelas águas”, revela a chefe do executivo municipal.
Helena Hermany também afirmou que, com a crescente informatização do mercado de trabalho, o ensino com o uso de recursos digitais se torna cada vez mais essencial. “Precisamos garantir a formação de alunos que estejam aptos ao futuro profissional informatizado que os aguarda. Por isso, podem ter certeza que vamos utilizar esses equipamentos de maneira muito eficaz. Obrigada, de coração, em nome das crianças”, destacou a prefeita.
Os computadores, anteriormente usados para as operações bancárias na superintendência regional e nas agências do Centro e do Bairro Arroio Grande, foram recentemente substituídos por máquinas novas e mais modernas, adaptadas às atuais necessidades do Banrisul. “Estão em bom estado e poderão ter um excelente proveito pela Prefeitura”, destacou o superintendente Borrasca. “Conhecendo o lado humano da prefeita, sabemos que o município fará o melhor uso possível para beneficiar a comunidade”, afirmou o dirigente do Banrisul.
BTec fará recuperação gratuita das máquinas
Antes de serem disponibilizados aos estudantes, todos os computadores passarão por um processo de recuperação e instalação de softwares necessários conforme as demandas educacionais. O trabalho será feito pelo Banco Social de Tecnologia (BTec), organização ligada à Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp), que presta este tipo de serviço de forma voluntária na cidade a fim de evitar o descarte e beneficiar entidades sociais. Os membros da BTec Luis Henrique Rauber e Eduardo Kroth participaram da entrega e elogiaram a iniciativa do banco. As manutenções serão feitas nas dependências do Gauten Parque de Inovação e Tecnologia de Santa Cruz do Sul.
Foto: Claudine Friedrich/Divulgação | Fonte: Assessoria
Uma doação de 28 toneladas de carne de frango e suína foi realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) para instituições que atendem pessoas atingidas pelas inundações no Rio Grande do Sul. Com os donativos, foram preparadas 31 mil refeições, posteriormente distribuídas em Porto Alegre e na região metropolitana.
A iniciativa é parte de uma campanha de solidariedade contínua das duas entidades em ajuda aos afetados pela catástrofe climática, totalizando mais de 320 toneladas de carne e mais de 65 mil dúzias de ovos doados a diversas instituições e abrigos do estado. “Vamos continuar promovendo essas ações em parceria com produtores e frigoríficos, porque entendemos que o movimento em prol do estado não pode enfraquecer, especialmente neste momento de reconstrução que vai demandar tempo e esforço de todos nós”, afirmou o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos.
Estamos atentos às necessidades do campo e também da cidade. Vamos ajudar nessa reconstrução do estado”, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Foto: DC Studio/Divulgação | Fonte: Assessoria
A dragagem urgente de recuperação do trecho mais crítico do canal de acesso ao Porto do Rio Grande foi iniciada nesta quarta-feira (3) pela Portos RS, administradora do terminal. A obra, localizada em área externa aos Molhes da Barra, está sendo executada pela draga Galileo Galilei, que pertence à frota da empresa Jan de Nul, a partir de um contrato continuado existente entre a autoridade portuária e a empresa Van Oord Serviços de Operações Marítimas.
De acordo com o diretor de infraestrutura da Portos RS, Lucas Meurer, serão investidos R$ 21,5 milhões para a retirada de 593 mil m3 de sedimentos. A previsão é de que o serviço seja concluído em até 20 dias. A quantidade a ser dragada foi apontada por uma batimetria realizada em maio após um incidente envolvendo uma embarcação.
As enchentes contribuíram para o assoreamento da hidrovia e do canal de acesso ao porto. Todavia, a obra compreenderá apenas um trecho de aproximadamente 3 km. Uma dragagem mais ampla deverá ser realizada futuramente para o restabelecimento das profundidades.
A Portos RS tem buscado, junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT), uma alternativa para a realização da obra. Em reunião recente, o órgão federal se comprometeu a realizar o desenvolvimento do projeto e encaminhá-lo ao Ministério de Portos e Aeroportos após o recebimento dos dados de batimetria, do volume a ser dragado e dos custos da dragagem.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
O sétimo lote dos recursos previstos pelo programa Volta por Cima foi pago pelo Governo do Estado na sexta-feira (28) a famílias atingidas pelas chuvas no Rio Grande do Sul entre 1º de janeiro e 31 de maio. O benefício foi creditado no Cartão Cidadão de 4.703 famílias em 109 municípios. O valor do lote soma R$ 11.757.500 em apoio financeiro por parte do poder executivo gaúcho.
Foram destinados R$ 2,5 mil para famílias desabrigadas ou desalojadas, de acordo com os seguintes critérios: ter sido desabrigada ou desalojada em razão de eventos meteorológicos adversos ocorridos entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2024, conforme Decreto Estadual 57.607; residir em município com Decreto de Situação de Emergência ou Calamidade Pública homologado pelo Governo do Estado; ter cadastro incluído pelas equipes municipais de Assistência Social em formulário disponibilizado pelo programa Volta por Cima ou ter sido identificada como moradora de área atingida a partir do mapeamento realizado pelo governo estadual; e constar no Cadastro Único (CadÚnico) na condição de pobre ou extremamente pobre, mesmo com a inscrição sendo realizada após os eventos meteorológicos.
Para saber se têm direito ao benefício ou se foram contemplados nos lotes já pagos, os cidadãos podem realizar consulta pelo número do CPF no site SOS Rio Grande do Sul.
Além do valor de R$ 180 milhões já destinado para esta edição do Volta por Cima, foi realizado um novo aporte de mais R$ 30 milhões. Até o momento, são R$ 183.117.500 repassados a 73.247 famílias. A gestão do recurso do programa compete à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), com apoio das secretarias de Planejamento, Governança e Gestão e da Fazenda.
O Volta por Cima integra o Plano Rio Grande, programa de reconstrução, adaptação e resiliência climática do Estado que visa planejar, coordenar e executar ações para enfrentar as consequências sociais, econômicas e ambientais da enchente histórica.
Foto: Maurício Tonetto/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
Oito novas medidas em auxílio às empresas afetadas pelas enchentes foram anunciadas pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (24). As iniciativas, que fazem parte do Plano Rio Grande, foram apresentadas pelo governador Eduardo Leite (PSDB) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS). Das medidas, seis ainda dependem de aprovação na Assembleia ou no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Em função disso, ainda podem sofrer modificações.
A maior catástrofe climática da história do Rio Grande do Sul atingiu 95% dos municípios do estado e tem potencial de se tornar também o maior da história recente do Brasil em termos de impactos econômicos. A arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) projetada antes das inundações era de R$ 6,74 bilhões para o período entre 1º de maio e 18 de junho. Na prática, no entanto, foram arrecadados R$ 5,16 bilhões, o que representa uma queda de R$ 1,58 bilhão, equivalente a 23,4%.
Detalhamento das medidas
Alterações no ITCD
O governo estadual propõe uma nova isenção de Imposto sobre a Transmissão “Causa Mortis” e Doação (ITCD) exclusiva para atingidos pelas enchentes. O objetivo é não haver cobrança de imposto sobre doações destinadas a ações de resposta, recuperação e reconstrução nas áreas afetadas em abril e maio de 2024.
O valor total das doações não poderá ultrapassar R$ 100 mil para pessoas físicas. Já para pessoas jurídicas, de qualquer porte, não será prevista limitação, mas as empresas precisarão comprovar que foram afetadas pela catástrofe. A ideia do governo é de que a isenção apenas seja aceita em áreas atingidas e dentro do período de calamidade, considerado até dezembro de 2024. A medida vale para as chamadas “vaquinhas” ou para sucessivas doações para o mesmo destinatário, mas não abrange artigos supérfluos, ações, imóveis, joias e direitos hereditários. A iniciativa está sendo construída com a Assembleia Legislativa. Deste modo, precisará de aprovação dos deputados para que entre em vigor.
Ampliação do incentivo do Fundopem/RS para novos projetos
O Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem/RS) é um instrumento de parceria com a iniciativa privada que tem o objetivo de promover o desenvolvimento socioeconômico. O programa não libera recursos financeiros para os empreendimentos, que são apoiados por meio do financiamento parcial do ICMS incremental mensal devido gerado a partir de sua operação.
O ICMS incremental é o valor do imposto devido nas vendas dos produtos fabricados que seja acima da média que a empresa tinha antes do projeto.
Uma das novas propostas do governo é reduzir para zero o valor da base utilizada para fins de cálculo do ICMS incremental de estabelecimentos atingidos. A mudança abrange estabelecimentos afetados que forem dar andamento a novos projetos, como novas aquisições e investimentos. Dessa forma, todo o imposto devido passaria a ser considerado incremental, portanto, sempre haveria aumento na comparação entre antigos e novos projetos.
Para que sejam beneficiadas, as empresas deverão comprovar que foram prejudicadas pelas chuvas de abril e maio. Contribuintes de todos os portes podem ser apoiados pelo Fundopem/RS, desde que cumpram os requisitos do programa. Para que o novo regramento seja colocado em prática, é necessária a aprovação de convênio no Confaz.
Ampliação do incentivo do Fundopem/RS para projetos em andamento
Da mesma forma que a anterior, a medida prevê a diminuição do valor da base utilizada para fins de cálculo do ICMS incremental dos estabelecimentos atingidos, mas em relação a projetos já em andamento. A redução seria feita até o patamar necessário para que o imposto seja considerado incremental. A mudança possibilita a continuidade no programa para os contribuintes afetados, já que em muitos casos as empresas poderiam ter faturamento mais baixo nas próximas apurações, o que inviabilizaria sua permanência no Fundopem/RS.
O impacto da medida é de R$ 120 milhões, considerando os projetos em andamento no programa. Pela proposta, as empresas deverão comprovar que foram afetadas pelos eventos meteorológicos de abril e maio. Assim como na medida anterior, é necessária a aprovação de convênio no Confaz para que o novo regramento seja colocado em prática.
Redução do prazo de apropriação dos créditos do ativo permanente
A ação está relacionada à compra de mercadorias destinadas ao ativo permanente, composto por bens duráveis e necessários às operações das empresas, como máquinas, equipamentos e veículos. Atualmente, o crédito de ICMS referente a essas transações é apropriado à razão de 1/48 por mês. Dessa forma, os contribuintes demoram quatro anos para recuperar o crédito fiscal a que têm direito.
Com a proposta do Piratini, a apropriação passa a ser à razão de 1/12 por mês, em até doze meses, por estabelecimentos que comprovarem terem sido atingidos pela catástrofe climática. A medida também vale para novos investimentos anteriores a maio que não tenham sido perdidos ou deteriorados e que possuam mais de 12 parcelas pendentes. Com isso, o governo prevê a antecipação do crédito fiscal, permitindo a recuperação do fluxo financeiro das empresas.
A mudança não traz impacto direto aos cofres públicos, já que prevê apenas alterações no fluxo de caixa. Ainda assim, também é necessário passar pelo Confaz para que seja colocada em prática.
Crédito presumido para aquisição de máquinas e de equipamentos
Com impacto de R$ 100 milhões, a proposta do Piratini é de concessão de crédito presumido de ICMS em montante igual a até 20% do valor das aquisições de máquinas e de equipamentos. A medida abrange compras feitas entre maio e dezembro de 2024 para a recomposição do ativo permanente por estabelecimentos localizados em municípios em situação de calamidade pública ou de emergência. O objetivo é reduzir os gastos dos contribuintes para a recuperação dos bens necessários à retomada de suas atividades. Para que passe a valer, a mudança também precisa de autorização do Confaz.
Isenção na aquisição de veículos por locadoras
A medida prevê a isenção de ICMS nas compras feitas por locadoras de veículos para a recomposição dos que foram inutilizados em função das enchentes. Nesse caso, o benefício será limitado ao número de veículos que foram baixados definitivamente no Detran-RS. O governo projeta impacto de R$ 6 milhões aos cofres públicos. Para que a concessão do benefício possa entrar em vigor, também faz-se necessária aprovação de convênio no Confaz.
Flexibilização do programa de parcelamento
O governo planeja a flexibilização de requisitos obrigatórios previstos na legislação tributária para que as empresas possam aderir ao parcelamento em 60 vezes de débitos de ICMS, estejam eles inscritos em dívida ativa ou não. A medida já deve estar disponível em breve, inclusive para contribuintes que não conseguirem honrar os pagamentos do imposto com vencimento do fato gerador até 28 de junho. Uma instrução normativa deve ser publicada nos próximos dias.
A flexibilização prevê ainda a dispensa de garantias e da entrada mínima de 6%. Para que as empresas possam ser beneficiadas, deverão fazer a adesão até 13 de dezembro de 2024. A implementação dos benefícios depende de publicação de normativas pelo estado.
Transação tributária
A Receita Estadual e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) estão promovendo estudos sobre uma possível implantação da transação tributária, já prevista no Convênio 2010/23 do Confaz. O instrumento extingue o litígio tributário mediante concessões do fisco e dos contribuintes. Para que a medida seja colocada em prática, é preciso que haja a edição de decretos estaduais. Estudos buscam definir como seriam a regulamentação e a operacionalização.
Foto: Paul Loh/Divulgação | Fonte: Assessoria
Esteve no gabinete da prefeita Helena Hermany na manhã desta quarta-feira, 26, o general Marcus Augusto Bastos Neuvald, comandante da 6° Brigada de Infantaria Blindada, de Santa Maria. Ele, que atua na coordenação dos trabalhos de ajuda humanitária do Exército em vários municípios da região desde o fim de abril, quando começaram as inundações no Rio Grande do Sul, parabenizou a postura da Prefeitura de Santa Cruz do Sul no acolhimento dos desabrigados, presenteando a prefeita com um broche, como forma de homenagem.
“A estrutura montada no Parque da Oktoberfest foi um espetáculo, com boxes individuais para as famílias e um alojamento para os animais muito organizado”, avaliou Neuvald, que também elogiou Santa Cruz do Sul por ser uma cidade “bonita e próspera”. Ao receber agradecimentos da prefeita Helena pela “parceria incondicional e trabalho incessante do Exército, tanto no salvamento de pessoas e construção de pontes, quanto nos trabalhos posteriores e atuais, de limpeza e organização”, o general disse ser este um dever das organizações militares. “Nossa finalidade constitucional é proteger a população em situação de crise, e é isso que estamos fazendo há 54 dias de trabalho contínuo”, pontuou.
Também participou da reunião o comandante do 7º Batalhão de Infantaria Blindado (BIB), de Santa Cruz do Sul, coronel de infantaria Orlando Mattos Sparta de Souza, que está à frente dos trabalhos em âmbito local. Sparta e sua corporação também receberam reconhecimento da prefeita: “em nome da comunidade santa-cruzense, só temos a agradecer ao 7º BIB que sempre está presente, ajudando a população fragilizada. Sem este apoio, não conseguiríamos atender nossa comunidade como foi atendida”.
A articulação do encontro foi feita pelo secretário municipal de Segurança e Mobilidade Urbana, José Joaquim Dias Barbosa, que mencionou o “serviço fabuloso” do Exército e o suporte oferecido pela Prefeitura para viabilizar a reconstrução social e econômica das famílias e empresas afetadas. “Uma atuação conjunta, com ajuda humanitária de muita eficiência durante e após a tragédia, aliada às iniciativas de aluguel social, linhas de crédito e programas habitacionais para que toda a comunidade possa ficar bem atendida neste momento de dificuldades”, destacou.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
Empresa alemã com fábrica em São Leopoldo há mais de 50 anos, a Stihl Brasil realizou nesta terça-feira (25) uma cerimônia de entrega de equipamentos para as prefeituras de municípios do Rio Grande do Sul fortemente atingidos pelas enchentes. Os itens doados foram motosserras, roçadeiras, sopradores, lavadoras de alta pressão, motopodas, motores estacionários, motobombas e cortadores de pedra e ferro. O objetivo da empresa na doação foi contribuir com as ferramentas necessárias para a reestruturação das cidades.
As cidades beneficiadas pela doação da Stihl foram Agudo, Arroio do Meio, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado, Marques de Souza, Muçum, Roca Sales, Sinimbu e Vale Real. A cerimônia de entrega dos equipamentos, que aconteceu na sede da empresa, contou com os prefeitos e com bombeiros voluntários dos municípios envolvidos, o presidente da Stihl, Cláudio Guenther, o vice-presidente de Marketing e Vendas da empresa, Romário Britto, o vice-presidente de Operações, Arno Tomasini, e o vice-presidente de Administração e Finanças, Cleomar Prunzel.
O presidente da Stihl Brasil, Cláudio Guenther, destacou a importância da colaboração com a sociedade. “A prática da responsabilidade social faz parte da cultura corporativa da Stihl e este DNA aproxima a empresa da comunidade. Neste momento, que se vive os impactos da pior tragédia da história do Rio Grande do Sul, mais do que nunca se faz necessário a nossa capacidade de mobilização e de ajuda para populações que tiveram suas cidades devastadas. Atuamos em diversas frentes desde o início das enchentes nos diferentes momentos de enfrentamento e esta significativa doação é uma demonstração de que seguimos juntos dos gaúchos na reconstrução do estado”, afirmou Guenther.
Com o objetivo de visitar os concessionários da empresa que foram impactados pela enchente, o vice-presidente de Marketing e Vendas da Stihl, Romário Britto, esteve nas regiões afetadas e presenciou a situação nos municípios. “São localidades extremamente afetadas, com muitos impactos negativos. O cenário é complexo e de extrema preocupação pela dimensão do trabalho necessário que demanda das Prefeituras. Muitas soluções produzidas pela Stihl podem contribuir com a produtividade deste trabalho para que as comunidades possam retomar, gradativamente, sua normalidade. Portanto, ao observar esta realidade, conseguimos ver a contribuição que os equipamentos podem agregar”, relatou Britto.
Iniciativas da Stihl para amenizar os impactos das enchentes
A Stihl abriu a sede da Associação dos Funcionários (AFAS), localizada na sede da empresa, para 132 pessoas afetadas que receberam atendimento e abrigo, inclusive com escala de médicos e enfermeiros voluntários para atender os feridos que chegavam, assim como veterinário para os animais resgatados. A empresa também disponibilizou ao município de São Leopoldo um gerador de energia e a equipe técnica para auxiliar na instalação para que a Semae, responsável pela distribuição de água na cidade, pudesse retomar o abastecimento para a população.
Além disso, a Stihl prestou apoio ao Corpo de Bombeiros Militar, à Brigada Militar e a Prefeituras da região com doação de gasolina e óleo para as embarcações, além da doação de outros equipamentos, como motor estacionário para barco, motobomba, motosserras, lavadoras, botas de segurança. Também prestou apoio logístico no recebimento de materiais e doações. Entregou lavadoras de alta pressão para a Prefeitura de São Leopoldo. Contribuiu com lavadoras para o projeto Meu Lar de Volta, uma plataforma que conecta voluntários e pessoas afetadas pela enchente que precisam de ajuda para a limpeza de suas casas. Ao total já foram mais de 680 equipamentos doados pela empresa.
Para auxiliar a Prefeitura de Porto Alegre e contribuir na limpeza do Mercado Público, cerca de 30 colaboradores de diversas áreas da Stihl atuaram em trabalho voluntário. Foram disponibilizados equipamentos, como gerador de energia, ainda não lançado no Brasil, lavadoras de alta pressão, motobombas e aspiradores de pó e líquidos. Além disso, a empresa realizou uma força-tarefa com colaboradores voluntários para a limpeza de casas de funcionários atingidos.
As ações são parte da atuação da Stihl para minimizar os impactos das enchentes no estado, que afetam diretamente colaboradores e a comunidade gaúcha em geral. A Stihl seguirá atuando para garantir segurança e bem-estar para a comunidade afetada e valorizando a mobilização de todos como imprescindível para a reconstrução do estado”, afirma a Stihl em posicionamento oficial.
Foto: Stihl/Divulgação | Fonte: Assessoria
A primeira edição do mutirão Central Cidadania recebeu 4.814 pessoas entre segunda-feira (17) e domingo (23) e realizou 10.148 atendimentos. A iniciativa do governo gaúcho, por meio da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), e do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) reuniu 41 instituições municipais, estaduais e federais no Shopping Total, em Porto Alegre, que disponibilizaram a segunda via de documentos e diversos serviços gratuitos para a população desabrigada ou em situação de vulnerabilidade.
O secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, Fabrício Peruchin, agradeceu aos que apoiaram para a ideia do mutirão sair do papel para a prática. “O nosso objetivo com a iniciativa foi o de ajudar a população afetada pelas enchentes para que ela pudesse acessar de maneira facilitada uma gama, quase completa, de serviços básicos da nossa sociedade”, pontuou Peruchin. “ Tenho convicção de que deixamos um legado de articulação e trabalho em rede”, acrescentou o titular da SJCDH.
De acordo com a diretora do Departamento de Justiça da secretaria, Viviane Viegas, o evento superou as expectativas de público e atendimentos. “O mutirão foi fundado na transversalidade, e conseguimos, por meio dela, aproximar os cidadãos dos seus direitos da forma mais ampla possível. Um dos pontos positivos mais apontados pelas pessoas foi a possibilidade de acessar os serviços em um único lugar, facilitando, inclusive, os atendimentos dependentes e/ou conectados”, detalhou Viviane.
Durante o mutirão, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) prestou atendimentos de orientação sobre os programas sociais do Governo do Estado como o Volta Por Cima e as doações via Pix para o SOS Rio Grande do Sul. “Essa ação, realizada em parceria com outras instituições do estado, foi muito importante para ajudar aquelas pessoas que estão lá na ponta e que foram atingidas pelos eventos meteorológicos. Nossa equipe da Sedes conseguiu, nesses dias, atender a comunidade e prestar informações sobre os benefícios sociais que são fundamentais para que as pessoas consigam retomar suas vidas”, comentou o titular da Sedes, Beto Fantinel.
Instituições mais procuradas e os respectivos serviços prestados
- 1º) Instituto Geral de Perícias: reimpressão da carteira de identidade;
- 2º) Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais: segundas vias de certidões de nascimento, casamento e óbito;
- 3º) Tribunal Regional Eleitoral: reimpressão de título e certidão de quitação eleitoral;
- 4º) Prefeitura de Porto Alegre: Cadastro Único (CadÚnico), acesso a programas sociais, atendimento médico e odontológico e aplicação de vacinas contra influenza, covid-19 e tétano;
- 5º) Secretaria e Desenvolvimento Social RS: orientações sobre benefícios sociais, como o programa Volta por Cima e as doações via pix para o SOS Rio Grande do Sul.
Com a conclusão da primeira edição do mutirão, as equipes trabalham para organizar novos eventos em outros municípios do estado que também foram atingidos pelas enchentes.
A iniciativa de promover um mutirão unificado que oferecesse, em um único lugar, documentos e serviços gratuitos ao cidadão surgiu da parceria firmada através de termo de cooperação entre as instituições assinado pelo governador Eduardo Leite (PSDB).

