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Agptea

Variedades

Mostra reúne projetos de escolas agrícolas na Expointer

Por Jonathan da Silva 01/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Mostra de Ensino Técnico Agrícola (Meta) iniciou nesta segunda-feira (31) a apresentação de dez projetos desenvolvidos por estudantes de escolas técnicas agrícolas do Rio Grande do Sul durante a 49ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Os trabalhos estão expostos na Casa da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea) e foram selecionados entre cerca de 28 projetos encaminhados por 29 escolas. A iniciativa utiliza a iniciação científica como ferramenta de aprendizado e formação dos estudantes, aproximando-os de temas relacionados à inovação, tecnologia e resolução de problemas do agronegócio.

A Meta é coordenada pelo professor Carlos Fontoura e, devido à limitação de espaço para a exposição, foram estabelecidos critérios para selecionar os dez trabalhos apresentados na feira. Segundo o coordenador, cinco projetos do primeiro grupo apresentado nesta segunda-feira também estão sendo demonstrados no auditório central da Expointer nesta terça-feira (1º), a partir das 9h. Os demais integram a programação da mostra na Casa da Agptea. “Para nós é uma grata satisfação poder receber esses trabalhos. Eles demonstram o que os professores, os alunos e as escolas agrícolas fazem no seu dia a dia”, afirmou o coordenador.

Além da exposição na Expointer, os dez projetos selecionados terão a oportunidade de participar da Mostratec, feira de ciência e tecnologia realizada em outubro, na Fenac, em Novo Hamburgo. Para Fontoura, a pesquisa contribui para a aplicação de novas metodologias de ensino e para o desenvolvimento da capacidade de análise dos estudantes. “A educação hoje trabalha com metodologias ativas. A iniciação científica é uma das melhores ferramentas para trazer inovação, tecnologia e tornar o aluno um ser pensante”, destacou o professor.

Projetos desenvolvidos nas escolas

Entre os trabalhos selecionados estão pesquisas relacionadas a um alimentador automático com placa solar, ao cultivo sustentável de hortaliças, ao uso de biochar para transformar resíduos em sustentabilidade, ao desenvolvimento de um sucedâneo de lácteo para cordeiros e ao uso de defensivos e nutrientes alternativos na agricultura.

Fontoura também destacou a participação de estudantes de escolas técnicas agrícolas gaúchas em feiras científicas nacionais, como a Febrace, a Mostratec e a Febic, além de eventos realizados em diferentes regiões do país. Segundo ele, os resultados indicam a necessidade de investimentos na formação dos estudantes e na qualificação dos professores. “Se a gente investir nessa juventude e na qualificação dos nossos professores, teremos resultados cada vez melhores”, afirmou o coordenador.

A Meta é desenvolvida durante todo o ano, com acompanhamento das escolas e dos projetos. “É um trabalho contínuo, de formação em serviço, de mentoria e de visita às escolas durante o ano inteiro. A gente conhece esse potencial e tem a oportunidade de trazê-lo para o grande público”, explicou Fontoura.

Pesquisa como ferramenta pedagógica

A participação na Expointer permite que os projetos desenvolvidos nas escolas sejam apresentados ao público que visita a feira agropecuária. Para Fontoura, a exposição também amplia o contato da sociedade com a produção científica realizada nas escolas técnicas agrícolas. “Trazer esse trabalho para a Expointer é uma grata satisfação e sempre um motivo de alegria. É a oportunidade de mostrar o potencial das nossas escolas agrícolas para a sociedade”, expressou o coordenador.

O presidente da Agptea, Fritz Roloff, afirmou que a realização da Meta durante a Expointer amplia a exposição dos projetos e permite apresentar diferentes áreas de pesquisa desenvolvidas pelos estudantes. “Mais uma vez a Agptea está abrindo a casa aqui na Expointer, trazendo projetos de pesquisa e de inovação na área agrícola. E, neste ano, temos uma variedade de temas que abrangem tanto a pesquisa e a tecnologia quanto questões relacionadas ao meio ambiente e ao fazer pedagógico”, reforçou Roloff.

Para o presidente da entidade, a pesquisa científica também pode ser utilizada como ferramenta pedagógica para ampliar a participação dos estudantes no processo de aprendizagem. “É uma ferramenta fundamental que o professor tem na mão para incentivar cada vez mais seus alunos, para que eles deixem de ser meros assistentes de aula e sejam protagonistas, aqueles que vão justamente buscar o conhecimento”, pontuou Roloff.

O presidente da Agptea também destacou a necessidade de os estudantes não apenas receberem informações, mas conseguirem organizar, interpretar e aplicar os conhecimentos adquiridos.

O conhecimento está aí. Depende da sistematização que o aluno consiga fazer, para que não seja só uma reprodução de conteúdos, mas realmente uma participação na vida, para que possa aproveitar esse conhecimento e trazer para o seu cotidiano melhorias, principalmente para o seu futuro”, afirmou Fritz Roloff.

Foto: Tamires de Moraes/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/09/2026 0 Comentários 59 Visualizações
Política

Escolas agrícolas defendem parcerias para fortalecer projetos pedagógicos no RS

Por Jonathan da Silva 30/06/2026
Por Jonathan da Silva

As escolas técnicas agrícolas do Rio Grande do Sul apresentaram demandas voltadas à gestão, ao financiamento e à estrutura dessas instituições nesta segunda-feira (29), durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa. O encontro, que debateu o futuro do ensino técnico no estado, reuniu representantes de escolas, entidades do setor e da Superintendência da Educação Profissional do Estado (Suepro), com o objetivo de discutir medidas para fortalecer a formação técnica e ampliar o atendimento às necessidades específicas das escolas agrícolas.

Entre os participantes esteve o presidente da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), professor Fritz Roloff, que afirmou que a audiência permitiu evidenciar as diferenças entre as escolas agrícolas e as demais unidades da rede estadual. “As escolas agrícolas são diferentes. Elas não fecham ao longo do ano, trabalham com laboratórios vivos e exigem uma demanda especial de recursos humanos, especialmente professores qualificados para a área técnica e profissionais de apoio pedagógico”, afirmou Roloff.

Demandas por estrutura e equipes

Durante o debate, representantes das instituições destacaram dificuldades relacionadas à gestão das Unidades Educativas de Produção (UEPs), utilizadas como espaços de aprendizagem prática. Segundo o presidente da Agptea, a falta de equipes técnicas compromete a administração dessas estruturas. “Muitas escolas têm grandes dificuldades de gestão justamente pela falta de setores estratégicos”, ponderou o professor Fritz Roloff.

Parcerias para financiar projetos

Outro tema discutido foi a ampliação das formas de financiamento das escolas técnicas agrícolas. A proposta apresentada pela Agptea prevê a possibilidade de estabelecer parcerias com empresas locais para apoiar projetos pedagógicos, sem transferir a gestão das instituições à iniciativa privada. “Não se trata de transferir a gestão da escola para uma empresa, mas de criar condições para que as próprias instituições busquem parcerias com empresas interessadas em apoiar projetos pedagógicos”, explicou o presidente da Agptea.

Segundo o dirigente, o objetivo é ampliar o envolvimento da comunidade com as escolas. “A ideia não é ter uma única empresa gerenciando tudo, mas permitir que diferentes parceiros contribuam, fortalecendo o vínculo da escola com a comunidade”, acrescentou Roloff.

Participação dos jovens

A audiência reuniu representantes de oito escolas técnicas agrícolas: Escola Técnica Estadual Visconde de São Leopoldo; Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato, de Palmeira das Missões; Escola Estadual de Ensino Médio Ildefonso Simões Lopes, de Osório; Escola Estadual Técnica de Agricultura (Eeta), de Viamão; Colégio Estadual Técnico Agropecuário Dr. Zeno Pereira Luz, de Encruzilhada do Sul; Escola Estadual Técnica Guaramano, de Guarani das Missões; Escola Estadual de Educação Profissional de Carazinho (Eeprocar); e Escola Estadual de Ensino Médio Getúlio Vargas, de Fontoura Xavier.

Também participaram representantes de entidades ligadas ao setor e da Suepro. Durante o encontro, o presidente do Conselho de Diretores das Escolas Técnicas Agrícolas do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Cosmam, destacou a participação do ensino técnico na formação dos jovens. “O Rio Grande do Sul tem um grande desafio ao lembrar que nos países desenvolvidos o percentual de jovens que cursam o ensino técnico chega a mais de 70%. Aqui no Estado este índice fica entre 11% e 12% e sabemos o quanto as escolas técnicas abrem portas e preparam os jovens para serem empreendedores, protagonistas, independentemente de onde irão atuar”, colocou Cosmam.

Apoio à educação profissional

Ao final da audiência, o presidente da Agptea também defendeu o fortalecimento da estrutura da Superintendência da Educação Profissional do Estado para ampliar o suporte às escolas técnicas. “É fundamental apoiar a estrutura para que tenha maior abrangência em recursos e suporte pedagógico às escolas”, concluiu Roloff.

Foto: Rejane Costa/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/06/2026 0 Comentários 163 Visualizações
Variedades

Estudantes agrícolas recebem orientações sobre manejo e mercado em Esteio

Por Jonathan da Silva 15/05/2026
Por Jonathan da Silva

Integrantes do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da UFRGS (NESPro/Ufrgs) participaram de um ciclo de palestras sobre bovinocultura durante a programação da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), na 19ª Fenasul e 46ª Expoleite. A atividade ocorreu no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, e reuniu estudantes do terceiro ano de escolas técnicas agrícolas com o objetivo de aproximar os futuros profissionais da universidade e apresentar temas ligados à produção de gado de corte.

A programação foi aberta pela doutoranda do NESPro, Marcela Rocha, que abordou a sanidade animal como um dos pilares da produção pecuária. Durante a palestra, Marcela explicou que os cuidados com a saúde do rebanho começam ainda na gestação das vacas.

Sanidade animal

Segundo Marcela Rocha, a imunidade do terneiro está relacionada ao manejo realizado antes do nascimento. “Nós vamos vacinar as vacas previamente para que elas desenvolvam uma imunidade para que seja um colostro adequado. A sanidade começa nesse momento importantíssimo. Temos que ter consciência que o terneiro é a categoria mais eficiente que nós temos”, ressaltou a doutoranda.

A veterinária também citou situações relacionadas ao manejo da água nas propriedades rurais. Conforme explicou, problemas na qualidade da água podem impactar diretamente a saúde do rebanho. Marcela relatou o caso de uma propriedade que registrou elevado índice de abortos em vacas durante um período de estiagem, em razão das condições dos aguadouros.

Outro ponto abordado foi a necessidade de diagnóstico das mortes do gado em campo. “É assim que vamos saber se é preciso uma nova dose de vacina ou entrar com outro produto”, detalhou Marcela.

A especialista também orientou os estudantes sobre os cuidados no transporte e armazenamento de vacinas. “Também é preciso cuidar da cadeia do frio ao comprar vacinas. Sempre deve ser levada uma bolsa térmica ou isopor com gelo. E também levar na mangueira em uma caixa térmica em que caiba a pistola”, explicou Marcela Rocha.

Aproximação com a universidade

O vice-presidente de Assuntos Educacionais da Agptea, Danilo Oliveira de Souza, afirmou que a participação do NESPro proporciona aos estudantes contato com novas tecnologias aplicadas ao setor agropecuário.

Outras palestras

Além da palestra de Marcela Rocha, o ciclo contou com a participação do coordenador do NESPro, Júlio Barcellos, e de Maria Antônia Arcari, que falaram sobre “A operacionalização de recorrer os campos”. Também participaram Carolina Décimo, com a palestra “Como otimizar o processo de desmame”, e Mariana Diniz, que abordou o tema “Como interpretar o mercado”.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/05/2026 0 Comentários 169 Visualizações

Edição 309 | Agosto 2026

Entrevista | Márcio Madalena destaca o papel da Expointer no fortalecimento do agronegócio

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