Recuperação de lesões: combinação de laser de alta potência e crioterapia amplia opções na medicina esportiva

Técnica utilizada em centros especializados combina tecnologias com diferentes mecanismos de ação para auxiliar na recuperação de lesões musculoesqueléticas, em atletas e não atletas

Por Ester Ellwanger

A recuperação de lesões musculoesqueléticas tem incorporado recursos tecnológicos que buscam complementar os protocolos tradicionais de reabilitação. Entre eles está a associação entre o laser terapêutico de alta potência e a crioterapia, técnica que utiliza resfriamento controlado durante a aplicação.

O método passou a fazer parte da prática clínica do traumatologista Dr. Paulo Cezar Schutz, médico com mais de 30 anos de experiência no tratamento não cirúrgico da dor.

Terapia de recuperação funcional

O interesse por terapias que auxiliem na recuperação funcional acompanha um cenário de alta incidência de doenças musculoesqueléticas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,71 bilhão de pessoas vivem com algum distúrbio desse grupo, enquanto a dor lombar permanece como a principal causa de incapacidade em todo o mundo, afetando aproximadamente 619 milhões de indivíduos. A projeção é que esse número alcance 843 milhões até 2050.

De acordo com Schutz, a nova abordagem combina a ação fotobiomoduladora do laser de alta potência com um sistema de resfriamento intenso da pele. O objetivo é permitir a aplicação de maiores doses de energia com controle térmico, buscando estimular processos fisiológicos relacionados à microcirculação e ao reparo dos tecidos, ao mesmo tempo em que proporciona maior conforto durante o procedimento.

O equipamento utilizado monitora continuamente a temperatura da pele e interrompe automaticamente a emissão do laser caso o limite previamente estabelecido seja atingido, contribuindo para um controle mais preciso da aplicação.

A terapia pode ser indicada, após avaliação médica individualizada, em casos como tendinites, distensões musculares, entorses, dores articulares e outras lesões frequentes tanto em atletas quanto em pessoas fisicamente ativas ou em processo de reabilitação. Entretanto, o especialista ressalta que esses recursos devem ser encarados como parte de um plano terapêutico mais amplo.

 “Não existe tecnologia capaz de substituir um diagnóstico preciso, um programa de exercícios bem conduzido e a progressão adequada da carga durante a reabilitação. Esses recursos funcionam como aliados dentro de um tratamento individualizado”, afirma.

Segundo o médico, a resposta ao tratamento varia conforme o tipo e a gravidade da lesão, a fase clínica e as características de cada paciente. “Nosso objetivo é favorecer uma recuperação segura, permitindo que o paciente retorne às suas atividades no momento adequado, sempre respeitando os limites biológicos do processo de cicatrização”, conclui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

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