A Prefeitura de Canela suspendeu, por tempo indeterminado, a emissão de autorizações para novas obras da Corsan em vias municipais. A decisão foi determinada pela Secretaria de Segurança Pública, Mobilidade e Fiscalização e mantida após o indeferimento do pedido de reconsideração apresentado pela concessionária. A medida foi adotada após fiscalizações realizadas desde 2025 identificarem problemas na recomposição do pavimento em diferentes pontos da cidade, como material solto, desníveis, cortes sem acabamento e valas não corrigidas dentro dos prazos estabelecidos.
Segundo a Prefeitura, após as primeiras notificações, a Corsan apresentou um compromisso para regularizar as intervenções em até 60 dias. O prazo encerrou em setembro de 2025, mas parte das pendências permaneceu sem solução, conforme a Secretaria de Segurança Pública, Mobilidade e Fiscalização.
Ao longo de 2026, os departamentos de Trânsito e Fiscalização realizaram novas vistorias, emitiram notificações e promoveram reuniões com a concessionária. Também foi criada uma comissão para acompanhar as demandas e buscar uma solução conjunta.
Diante da continuidade dos problemas, a suspensão das novas autorizações foi definida após reunião entre o prefeito Gilberto Cezar (PSD), o vice-prefeito Gilberto Tegner e o secretário de Segurança Pública, Mobilidade e Fiscalização, Adriel Buss.
Exigências à concessionária
A Corsan terá o prazo de dez dias para apresentar um plano de ação e um cronograma de execução, assinados por um engenheiro responsável. O documento deverá contemplar todos os pontos identificados pelo Município. As novas obras permanecerão suspensas até que as exigências sejam cumpridas.
A decisão não impede a realização de atendimentos emergenciais. No entanto, essas intervenções deverão obedecer às normas de sinalização, segurança e trânsito. Obras executadas sem autorização ou sem a sinalização exigida poderão ser autuadas e paralisadas.
Fiscalização
Na sexta-feira (24), uma equipe que prestava serviços à concessionária foi flagrada realizando um reparo emergencial sem a sinalização exigida. De acordo com a Prefeitura, os agentes municipais lavraram os autos de infração correspondentes.
O processo administrativo que embasa a suspensão reúne notificações, registros fotográficos, autos de constatação, atas de reuniões e relatórios de fiscalização produzidos ao longo de mais de um ano.
A Prefeitura informou que continuará acompanhando as intervenções realizadas pela concessionária e fiscalizando a recomposição das vias, o cumprimento dos prazos estabelecidos e as condições de segurança para motoristas e pedestres.


