Novo Hamburgo está ampliando, em 2026, o projeto de robótica no contraturno escolar, após experiência piloto realizada no ano anterior, passando a oferecer turmas ao longo de todo o ano letivo para estudantes da rede pública. A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) no Centro de Experimentação, Pesquisa e Iniciação Científica (Cepic), com encontros semanais até dezembro. O objetivo é promover formação contínua em programação, mecânica e noções de eletrônica, fortalecendo a aprendizagem e ampliando o acesso à tecnologia.
O projeto conta com duas turmas que reúnem 40 alunos, participantes de atividades práticas e experimentações voltadas ao desenvolvimento do raciocínio lógico, trabalho em equipe e resolução de problemas. As aulas ocorrem no Cepic e atendem estudantes de diferentes escolas da rede municipal, que realizaram inscrição prévia.
O secretário municipal de Educação de Novo Hamburgo, André Luis da Silva, destacou que a proposta vai além do ensino técnico. “Robótica é muito mais do que construir robôs”, afirmou o titular da pasta. Segundo ele, o projeto, iniciado em 2025 como piloto, passa a ter maior continuidade em 2026, ampliando as possibilidades pedagógicas.
Integração com o currículo
De acordo com o secretário, a manutenção das turmas ao longo do ano permite qualificar o ensino com programas e projetos voltados à tecnologia. O titular da pasta ressaltou que a iniciativa está alinhada à Base Nacional Comum Curricular, especialmente no eixo da Computação, contribuindo para o desenvolvimento de competências no processo de aprendizagem.
A gerente de Informática Educacional, Letícia do Amaral Franco, explicou que o curso integra teoria e prática. “Durante este ano eles terão aprendizados em mecânica, robótica e programação. As atividades promovem o desenvolvimento de habilidades fundamentais para o cotidiano escolar e para o futuro dos estudantes”, contextualizou Letícia.
Como participar
Segundo a gerente, as aulas são abertas a estudantes de toda a rede pública municipal, mediante inscrição prévia, o que permite a participação de alunos de diferentes unidades escolares. A proposta busca ampliar o acesso ao ensino tecnológico e promover oportunidades dentro da rede pública.
O estudante Gabriel Moraes, de 14 anos, relatou a experiência nas aulas. “Estou achando este curso muito legal sobre robótica e programação”, contou Gabriel. Já a aluna Joana Dapper, de 11 anos, disse que pretende aprofundar os conhecimentos na área de programação.


