O furto de fios e sua destinação foi o tema principal discutido pelos integrantes do Fórum de Segurança da Granpal, no Instituto Caldeira. Na região metropolitana, o roubo de cabos afeta a realidade de todas as cidades envolvidas, tornando a discussão atual e pertinente para promover ações e combater o problema. O encontro foi realizado na quarta-feira, 18, no Instituto Caldeira.
A Grande Porto Alegre sofre com o furto de fios há anos, mas viu o problema se intensificar com o encarecimento do cobre devido à Guerra da Ucrânia (2022). Em 2026, o problema se tornou crítico com o aumento de ocorrências e o impacto direto em serviços essenciais, danificando a linha de trens urbanos, os semáforos, postes e locais específicos que frequentemente são visitados para o roubo dos cabos.
Alexandre Augusto Aragon, secretário de Segurança de Porto Alegre, e coordenador do Fórum, argumenta que o tema afeta todo cidadão brasileiro, e não apenas a região metropolitana. “Isso está acontecendo em todo o Brasil. Os materiais vindos do Uruguai e outras cidades brasileiras vão para um determinado centro que pica e manda para o exterior. Nós chegamos a pegar em um dia 3 toneladas roubadas”, analisa Aragum.
O secretário explica que os integrantes do Fórum de Segurança procuram a união entre as 19 cidades, preparando novas operações conjuntas e de inteligência. “Cada município tem sua realidade. No momento, os municípios estão se unindo juntamente ao Estado para fazer essas ações no âmbito da região metropolitana”.

