Entidades médicas gaúchas alertam população após aumento de casos de Mpox no Brasil

Por Jonathan da Silva

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) e a Sociedade Gaúcha de Infectologia (SGI) divulgaram orientações à população diante do registro de casos de Mpox no Brasil em 2026. A nota conjunta foi publicada com base em dados atualizados do Ministério da Saúde em março, que apontam 149 registros relacionados à doença no país neste ano, sendo 140 confirmados e nove prováveis. O objetivo das entidades é informar sobre sintomas, formas de transmissão e prevenção, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce e da vigilância epidemiológica.

De acordo com o levantamento, há ainda 539 casos suspeitos em investigação e não foram registradas mortes no período. A maior concentração de ocorrências está em São Paulo, com 93 registros confirmados ou prováveis, seguido por Rio de Janeiro, com 18, e pelos estados de Minas Gerais e Rondônia, com 11 casos cada.

No Rio Grande do Sul, de acordo com o monitoramento da Secretaria Estadual da Saúde, não há aumento significativo de casos até o momento. Ainda assim, a circulação do vírus em outras regiões do país é considerada um fator de atenção, especialmente devido ao fluxo de pessoas entre estados.

O que é a Mpox

A Mpox é uma infecção viral do mesmo grupo da varíola humana, geralmente com menor gravidade. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas, além de situações de proximidade prolongada ou contato íntimo.

As entidades destacam que a circulação de pessoas, especialmente em viagens e eventos, pode favorecer a introdução de novos casos em regiões sem aumento expressivo, como o Rio Grande do Sul.

Quais são os sintomas

Entre os principais sinais da doença estão febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, aumento dos gânglios e lesões na pele ou mucosas. As manifestações podem incluir bolhas ou feridas em regiões como rosto, mãos, pés, boca, área genital ou anal, além de dor ao urinar, ao engolir ou desconforto anorretal.

O que orientam os especialistas

A recomendação é buscar atendimento em serviços de saúde diante do surgimento desses sintomas, especialmente quando houver lesões cutâneas associadas a febre ou mal-estar. A confirmação do diagnóstico pode exigir exames laboratoriais, já que a doença pode ser confundida com outras condições.

As medidas de prevenção incluem evitar contato direto com lesões de pessoas com suspeita da doença, não compartilhar objetos pessoais e manter a higiene frequente das mãos. Também é orientado procurar avaliação médica ao identificar alterações na pele ou outros sintomas.

As entidades ressaltam que o país conta com sistemas de vigilância epidemiológica, notificação obrigatória e fluxos de diagnóstico e acompanhamento. A resposta ao cenário depende do reconhecimento precoce dos sinais e da comunicação com a população.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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