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Cidades

Defesa Civil reforça monitoramento por previsão de chuva em Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Defesa Civil de Novo Hamburgo está mantendo um monitoramento permanente das condições meteorológicas e as equipes em prontidão diante da previsão de instabilidade para a segunda quinzena de julho. Conforme os modelos divulgados por órgãos especializados e empresas de meteorologia, o Vale do Sinos poderá registrar cerca de 200 milímetros de chuva nos próximos dias. Apesar da previsão, o município informa que os volumes esperados para a região são inferiores aos previstos para outras áreas do Rio Grande do Sul, reduzindo os riscos de ocorrências mais severas.

O diretor interino da Defesa Civil, Jocemar de Souza, explicou que o cenário previsto para a bacia hidrográfica do Rio dos Sinos difere de outras regiões do estado. “É importante destacar que, embora a previsão indique chuva intensa em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, a bacia hidrográfica do Rio dos Sinos e de seus afluentes não deve receber volumes tão elevados quanto outras regiões do Estado, o que reduz os riscos para a nossa região”, afirmou  o dirigente.

Plano de contingência permanece ativo

A Prefeitura informou que seguirá acompanhando a evolução das previsões e poderá adotar as medidas previstas no Plano de Contingência, caso haja necessidade. De acordo com boletim elaborado pela Catavento Meteorologia para os municípios da Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag), a sequência mais significativa de episódios de chuva deverá ocorrer entre os dias 16 e 26 de julho.

Nos últimos meses, o município também intensificou ações preventivas para reduzir os impactos de eventos climáticos. Entre os serviços executados estão o desassoreamento de arroios, o hidrojateamento das redes de drenagem e intervenções para melhorar o escoamento da água em diferentes regiões da cidade.

Canais de atendimento

Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelos números de WhatsApp (51) 98058-9979, (51) 99467-6568, (51) 99707-9954 e (51) 98013-9178. Também estão disponíveis a Guarda Municipal, pelo telefone 153, e o Corpo de Bombeiros Militar, pelo número 193.

Já os contatos administrativos da Defesa Civil, pelo WhatsApp (51) 99222-3201 e pelo telefone (51) 3587-7863, funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, para esclarecimento de dúvidas.

Orientação à população

Segundo a Prefeitura, embora a previsão indique um período prolongado de instabilidade, não há indicativos de um cenário semelhante ao evento climático extremo registrado em maio de 2024. A orientação é que a população acompanhe as atualizações divulgadas pelos canais oficiais e siga as recomendações dos órgãos de proteção e defesa civil.

Foto: RawPixel.com/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 107 Visualizações
Saúde

Novo medicamento para calvície ainda depende de estudos, alerta SBD-RS

Por Jonathan da Silva 13/07/2026
Por Jonathan da Silva

Uma nova formulação oral de minoxidil de liberação prolongada, chamada VDPHL01, tem gerado expectativa como possível alternativa para o tratamento da calvície. O medicamento ainda está em fase de estudos clínicos e não tem previsão para chegar ao Brasil. Diante da divulgação de resultados iniciais pela fabricante Veradermics, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alerta que os dados disponíveis são preliminares, ainda não foram publicados em artigo científico revisado por pares e precisam de confirmação em estudos de longo prazo.

Segundo comunicado da Veradermics, o estudo clínico avaliou homens com alopecia androgenética leve a moderada e apontou aumento médio de 30,3 a 33 fios por centímetro quadrado após seis meses de tratamento entre os participantes que receberam a medicação. A empresa informou que pretende solicitar a aprovação do medicamento nos Estados Unidos em 2027, mas ainda não há prazo para avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nem previsão de disponibilidade no mercado brasileiro.

Como funciona a nova formulação

A médica dermatologista associada da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), Fernanda Lagares Xavier Peres, explica que o princípio ativo do VDPHL01 é o mesmo do minoxidil oral já utilizado atualmente, mas a diferença está na forma como a substância é liberada no organismo. “O minoxidil oral utilizado atualmente atinge picos de concentração no sangue logo após a ingestão. A formulação de liberação prolongada reduziria esses picos, fazendo a entrega da medicação de forma mais lenta e constante. A expectativa é combinar eficácia com menor risco de efeitos colaterais, mas isso ainda precisa ser confirmado com dados completos e de longo prazo”, detalha Fernanda.

Tratamento continua em avaliação

A SBD-RS destaca que, no Brasil, o minoxidil oral em baixas doses já é utilizado de forma off-label, ou seja, fora das indicações originalmente previstas em bula, sempre mediante avaliação médica. No entanto, o VDPHL01 permanece em fase de desenvolvimento e ainda não existem comparações diretas publicadas entre essa formulação e o minoxidil oral de baixa dose utilizado na prática clínica.

A entidade também reforça que a calvície, ou alopecia androgenética, é uma condição crônica e progressiva. Os tratamentos disponíveis contribuem para controlar a evolução do quadro enquanto estão em uso, mas não representam cura definitiva. A definição da terapia mais adequada depende de avaliação individual, considerando fatores como idade, intensidade da queda de cabelo, histórico de saúde e possíveis causas associadas.

Orientação médica

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul orienta que pessoas com suspeita de calvície ou aumento da queda de cabelo procurem um médico dermatologista para avaliação. A relação de profissionais habilitados está disponível no site da SBD-RS.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/07/2026 0 Comentários 74 Visualizações
Saúde

CRMV-RS orienta tutores sobre prevenção de doenças oculares em animais

Por Jonathan da Silva 10/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) iniciou uma campanha de mídia digital para orientar tutores sobre a prevenção e a identificação precoce de doenças oculares em animais de estimação. A ação marca o Dia da Saúde Ocular, celebrado neste 10 de julho, e busca alertar para a importância do acompanhamento veterinário na preservação da visão e do bem-estar de cães, gatos e outras espécies.

De acordo com o CRMV-RS, problemas oftalmológicos podem provocar dor, desconforto e até perda permanente da visão quando não são diagnosticados e tratados em tempo. A campanha reúne orientações de profissionais para incentivar os tutores a observarem os primeiros sinais de alterações e manterem uma rotina de acompanhamento preventivo.

Principais doenças e sintomas

Entre as enfermidades oculares mais frequentes estão olho seco, catarata, glaucoma, úlceras de córnea e alterações na retina. Os sintomas podem incluir vermelhidão, secreção, lacrimejamento excessivo, dificuldade para enxergar, sensibilidade à luz e o hábito de esfregar os olhos com as patas ou em móveis e objetos da casa.

Segundo o Conselho, animais idosos e algumas raças apresentam maior predisposição genética ao desenvolvimento de doenças oftalmológicas. Além disso, traumas, infecções, alergias e doenças sistêmicas também podem comprometer a saúde dos olhos.

Diagnóstico precoce

A médica-veterinária e membro da Comissão Clínica de Pequenos Animais do CRMV-RS, Jeane Trein, destaca a importância da identificação precoce das doenças. “Muitos tutores procuram atendimento apenas quando percebem que o animal já está com dificuldade para enxergar. No entanto, diversas doenças oculares evoluem de forma silenciosa. Quanto mais cedo identificamos o problema, maiores são as chances de preservar a visão e proporcionar qualidade de vida ao paciente”, ressalta Jeane.

O CRMV-RS recomenda manter a higiene da região dos olhos, evitar a exposição dos animais a agentes irritantes e não utilizar medicamentos de uso humano sem orientação profissional. Conforme a entidade, a automedicação pode agravar lesões e dificultar o tratamento.

Avanços da oftalmologia veterinária

O Conselho informa que a oftalmologia veterinária dispõe atualmente de exames especializados e procedimentos cirúrgicos, como cirurgia de catarata e tratamentos para glaucoma e doenças da córnea. Essas técnicas ampliam as possibilidades de recuperação e reduzem os riscos de sequelas.

A campanha reforça que a observação dos primeiros sintomas e o acompanhamento veterinário regular contribuem para a prevenção de complicações e para a manutenção da saúde ocular dos animais.

Foto: Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/07/2026 0 Comentários 86 Visualizações
Cidades

Defesa Civil alerta para chuvas intensas, granizo e ventos fortes no RS

Por Jonathan da Silva 30/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado (CMDEC) atualizou, nesta terça-feira (30), a previsão meteorológica para o Rio Grande do Sul e alertou para a ocorrência de chuvas volumosas, granizo e ventos intensos entre esta terça-feira e quinta-feira, dia 2. A previsão indica possibilidade de transtornos como alagamentos, enxurradas, destelhamentos e queda de árvores, principalmente em regiões do Norte, Noroeste, Nordeste e Serra, em razão da atuação de áreas de instabilidade sobre o Estado.

Segundo o prognóstico, a quarta-feira, 1º de julho, concentra o maior potencial para ocorrência de chuva intensa. As regiões Noroeste, Norte, Nordeste e parte da Serra poderão registrar volumes entre 70 e 120 milímetros, com acumulados que podem ultrapassar 160 milímetros em 24 horas nas regiões Noroeste e Norte.

De acordo com o Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado, parte desse volume poderá ocorrer em um curto intervalo de tempo, com acumulados de até 120 milímetros em apenas seis horas.

Além da chuva, a previsão indica ocorrência de tempestades com possibilidade de queda de granizo isolado, inclusive com pedras de maior tamanho em alguns pontos, e rajadas de vento que podem atingir até 90 quilômetros por hora entre a tarde desta terça-feira e a madrugada de quinta-feira.

Previsão hidrológica

O Centro de Monitoramento da Defesa Civil do estado informa que a condição hidrológica atual apresenta rios com níveis variando entre a normalidade e os limiares de atenção para inundação, com tendência predominante de estabilidade ou elevação.

As regiões Norte e Noroeste concentram a situação de maior atenção. Nos últimos dias, os elevados volumes de chuva provocaram cheias em arroios e pequenos rios de diversos municípios, além de ocorrências de alagamentos e inundações em áreas que não possuem monitoramento hidrológico.

Em função da previsão de novas chuvas para as regiões Noroeste, Norte e Nordeste, a Defesa Civil indica condição de Atenção para os municípios destacados em amarelo no mapa hidrológico e de Alerta para aqueles identificados em laranja.

Nessas áreas, existe risco de elevação dos níveis de arroios e pequenos rios, além da possibilidade de alagamentos em áreas urbanas, conforme a intensidade das precipitações.

Rios em monitoramento

Nos rios principais do estado, a previsão é de níveis variando entre a normalidade e os limiares de alerta para inundação. O maior acompanhamento está voltado ao Rio Uruguai, que poderá atingir o limiar de inundação no trecho entre Iraí e Porto Lucena, com possibilidade de impactos em áreas ribeirinhas.

Foto: Bantersnaps/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
30/06/2026 0 Comentários 93 Visualizações
Saúde

SBD-RS alerta para possível queda de cabelo durante uso de canetas para emagrecimento

Por Jonathan da Silva 30/06/2026
Por Jonathan da Silva

O uso de medicamentos agonistas do peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1), como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, pode estar associado à queda de cabelo em pacientes submetidos a tratamentos para obesidade e diabetes. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), que orienta que alterações capilares durante o tratamento sejam avaliadas por um médico dermatologista. Segundo a entidade, a perda acelerada de peso, aliada à restrição calórica e à deficiência de nutrientes, pode favorecer o surgimento do eflúvio telógeno, condição caracterizada pela queda acentuada dos fios.

De acordo com a secretária-geral da SBD-RS e médica dermatologista, Dra. Larissa Rodrigues Leopoldo, a relação entre os medicamentos e a queda capilar deve ser analisada considerando as mudanças provocadas no organismo ao longo do tratamento, e não apenas o uso da medicação. “Os medicamentos inibidores do GLP-1 podem estar ligados à queda de cabelos porque promovem emagrecimento rápido e de grande porcentagem de peso. Esse processo acelerado está relacionado ao eflúvio telógeno, especialmente quando há restrição calórica e redução de nutrientes essenciais”, afirma Larissa.

Velocidade da perda de peso influencia risco

Segundo a dermatologista, a intensidade da perda de peso pode influenciar o risco de queda dos cabelos, havendo diferenças entre os medicamentos disponíveis. “Existe diferença entre os medicamentos. A tirzepatida, por promover maior perda de peso e de maneira mais rápida, pode provocar maior risco de queda de cabelos”, observa Larissa.

A SBD-RS ressalta que a queda capilar não deve ser atribuída automaticamente ao medicamento, já que pode estar relacionada a outras condições, como alopecia androgenética, alopecia areata, alterações hormonais, deficiência de ferro ou fatores emocionais.

Acompanhamento médico

A entidade orienta que pacientes não interrompam o tratamento por conta própria nem iniciem suplementação sem orientação profissional. Conforme a SBD-RS, a investigação da causa da queda de cabelo deve ser realizada por um médico dermatologista, com avaliação individualizada.

Para reduzir os riscos, a recomendação é manter acompanhamento médico e nutricional durante o tratamento, garantindo ingestão adequada de proteínas, vitaminas e ferro. “O ideal é garantir quantidades adequadas de proteínas, vitaminas e ferro, nutrientes essenciais para a saúde capilar. Quando a queda de cabelos acontece durante o tratamento emagrecedor, um médico dermatologista deve ser consultado para investigação e tratamento”, destaca Larissa.

Sinais de alerta

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul orienta que medicamentos para obesidade e diabetes sejam utilizados apenas com prescrição e acompanhamento médico. Também recomenda que pacientes procurem avaliação especializada diante de sinais como queda intensa de cabelo, falhas no couro cabeludo, afinamento progressivo dos fios, coceira, descamação ou dor na região. A relação de profissionais habilitados está disponível no site da SBD-RS.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/06/2026 0 Comentários 117 Visualizações
Saúde

Dia Mundial do Vitiligo reforça alerta contra preconceito e desinformação

Por Jonathan da Silva 22/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) aproveita as ações do Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, para reforçar a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do combate ao preconceito relacionado à doença. A mobilização busca ampliar o acesso à informação correta sobre a condição, incentivar a procura por acompanhamento médico especializado e reduzir o estigma social enfrentado por pessoas que convivem com o vitiligo.

Criada em 2011 por organizações internacionais ligadas à causa, a data tem caráter global de conscientização e homenageia o cantor Michael Jackson, que conviveu com a doença e faleceu em 25 de junho de 2009. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o vitiligo afeta entre 0,5% e 2% da população mundial. No Brasil, mais de um milhão de pessoas apresentam a condição, caracterizada pela perda da coloração da pele em razão da diminuição ou ausência de melanina.

O que é o vitiligo

O vitiligo não é contagioso e não pode ser transmitido por toque, convívio social ou contato com as lesões. A doença é considerada autoimune, já que o sistema de defesa do organismo passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele.

Além dos fatores imunológicos, a condição também pode estar associada a fatores genéticos e ambientais. O estresse severo figura entre os elementos que podem atuar como gatilho ou agravante em pessoas predispostas ao desenvolvimento da doença.

Impactos além da pele

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul, Juliano Peruzzo, o desconhecimento sobre a doença ainda contribui para situações de discriminação e sofrimento emocional entre os pacientes. “O vitiligo precisa ser compreendido como uma condição dermatológica que exige diagnóstico adequado, acompanhamento e acolhimento. O preconceito, muitas vezes, causa mais sofrimento do que as próprias manchas. Por isso, informação de qualidade é fundamental para que a sociedade entenda que não há risco de transmissão e que existem recursos terapêuticos capazes de controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Peruzzo.

Tratamentos disponíveis

Embora não exista cura definitiva para o vitiligo, os tratamentos disponíveis têm como objetivo conter a progressão das manchas, estimular a repigmentação da pele e minimizar os impactos emocionais associados à condição.

Entre as opções terapêuticas estão medicamentos tópicos, imunomoduladores, corticoides, fototerapia com radiação ultravioleta, laser e, em situações específicas, técnicas cirúrgicas.

Orientação médica

A SBD-RS orienta que pessoas com suspeita de vitiligo procurem avaliação com médico dermatologista para diagnóstico e definição do tratamento mais adequado. A relação de profissionais habilitados pode ser consultada no site da entidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 118 Visualizações
Saúde

Inverno eleva circulação de vírus respiratórios e aumenta alerta na saúde

Por Jonathan da Silva 19/06/2026
Por Jonathan da Silva

A chegada oficial do inverno, em 21 de junho, deve intensificar a circulação de vírus respiratórios no Rio Grande do Sul e ampliar a procura por atendimento médico, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas ou baixa imunidade. O alerta é reforçado pelo Hospital Ernesto Dornelles (HED), em Porto Alegre, diante do aumento sazonal de casos de síndromes respiratórias e da descompensação de enfermidades pré-existentes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções respiratórias estão entre as principais causas de hospitalização e mortalidade em populações vulneráveis.

No Hospital Ernesto Dornelles, o crescimento da demanda por atendimentos relacionados a problemas respiratórios faz parte da rotina dos meses mais frios. De acordo com a pneumologista e coordenadora da Unidade de Cuidados Respiratórios (UCR) do HED, Juliana Cardozo Fernandes, pacientes com doenças já diagnosticadas estão entre os mais afetados. “A grande maioria dos pacientes que procuram as emergências hospitalares são pessoas com condições crônicas respiratórias ou enfermidades de outras naturezas, como diabetes e cardiopatia. Por conta da maior circulação de vírus e infecções nesta época, essas doenças acabam descompensando e gerando situações de maior risco à vida”, explica Juliana.

A médica acrescenta que sintomas persistentes costumam levar pacientes e familiares à busca por assistência imediata. “Muitas vezes o paciente tem receio de permanecer em casa porque apresenta falta de ar importante, febre persistente ou porque um idoso fica mais sonolento e prostrado. Isso gera insegurança e leva a família a procurar uma emergência hospitalar”, afirma Juliana.

Atenção aos sintomas

Durante o inverno, aumentam os registros de Influenza, Covid-19 e outras síndromes respiratórias virais. Entre os sinais que exigem atenção estão febre alta persistente, dores intensas no corpo, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, secreção nas vias respiratórias e falta de ar. “Febre alta persistente, dores intensas no corpo, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, secreção nas vias respiratórias e falta de ar podem indicar uma doença mais limitante, capaz de comprometer as atividades diárias e exigir avaliação médica”, observa Juliana.

A especialista destaca a importância dos testes diagnósticos. “Para quem apresenta sintomas sugestivos, o teste é fundamental para identificar se o quadro está relacionado à Influenza ou à Covid-19. Também é importante adotar medidas simples, como repouso, hidratação adequada e o uso das medicações orientadas pelo médico”, reforça a médica.

Momento adequado para os exames

Segundo a pneumologista, o período em que os testes são realizados interfere na precisão do diagnóstico. “Hoje existem testes capazes de identificar diferentes vírus respiratórios, permitindo ao médico uma boa rastreabilidade inicial da síndrome viral. Mas é importante respeitar o tempo adequado. Muitas vezes o paciente apresenta os primeiros sintomas pela manhã e já quer realizar o exame. O ideal é aguardar entre 48 e 72 horas para obter um melhor aproveitamento diagnóstico”, explica Juliana.

A especialista ressalta ainda que o tempo de afastamento das atividades deve considerar a gravidade dos sintomas. “A gravidade do quadro é o que vai determinar a necessidade de repouso e o tempo de afastamento das atividades sociais e profissionais”, acrescenta a médica.

Vacinação como principal estratégia

Embora a campanha nacional de vacinação contra a gripe destinada aos grupos prioritários tenha sido oficialmente encerrada, a Secretaria Estadual da Saúde mantém a orientação para preservação de estoques estratégicos, a fim de garantir a imunização contínua de crianças, idosos e gestantes. A ampliação da vacinação para o público em geral depende da disponibilidade de doses nos municípios.

Para a médica, a vacinação segue sendo a principal estratégia para reduzir complicações. “No geral, a vacina é o que muda a trajetória desse desfecho. Hoje temos uma distribuição cada vez mais precoce das doses porque sabemos que os vírus começam a circular já a partir de abril. Infelizmente, ainda observamos uma adesão menor do que a desejada”, alerta Juliana.

Grupos mais vulneráveis

Crianças pequenas, idosos e pessoas imunossuprimidas estão entre os grupos que exigem maior vigilância durante a estação. “A criança está construindo sua imunidade e depende muito do calendário vacinal, especialmente nos primeiros meses de vida. Já os idosos enfrentam uma redução natural da resposta imunológica em razão do envelhecimento. Por isso, esses são os grupos que mais preocupam”, destaca Juliana.

Pacientes em tratamento oncológico, pessoas com doenças inflamatórias crônicas ou em uso de medicamentos imunossupressores também apresentam maior suscetibilidade às infecções respiratórias. “Nessas situações, o uso de máscara em determinados ambientes e a intensificação do uso de álcool gel para higiene das mãos, pode ser uma estratégia importante de proteção”, orienta a médica.

A especialista lembra que a transmissão viral pode ocorrer tanto pelo ar quanto pelo contato com superfícies contaminadas. “A gotícula pode permanecer em maçanetas, mesas, teclados e outros objetos de uso coletivo. Por isso, além da vacinação, medidas como higiene frequente das mãos, ventilação dos ambientes e uso de máscara por pessoas mais vulneráveis continuam sendo ferramentas importantes de proteção”, conclui Juliana.

Estrutura especializada

Para atender pacientes com doenças pulmonares agudas e crônicas, o Hospital Ernesto Dornelles mantém a Unidade de Cuidados Respiratórios (UCR), localizada no 9º andar da instituição. O serviço dispõe de recursos de oxigenoterapia e ventilação não invasiva, além de equipe multidisciplinar composta por pneumologistas, fisioterapeutas, profissionais de enfermagem, farmácia clínica, nutrição, nutrologia e psicologia.

O modelo assistencial inclui monitoramento contínuo, suporte nutricional individualizado, acompanhamento psicológico para pacientes e familiares e fisioterapia diária voltada à reabilitação respiratória e motora.

Fundado em 1962, o Hospital Ernesto Dornelles possui 220 leitos e atua em 33 especialidades médicas. A instituição desenvolve atividades de assistência, ensino, pesquisa e inovação em saúde no Rio Grande do Sul.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/06/2026 0 Comentários 132 Visualizações
Saúde

Levantamento aponta que Novo Hamburgo registra alto risco para surto de dengue

Por Jonathan da Silva 09/06/2026
Por Jonathan da Silva

Novo Hamburgo apresenta alto risco de surto de dengue e de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, conforme aponta o segundo boletim informativo de 2026 do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O estudo foi elaborado pelo Projeto de Prevenção e Combate à Dengue, desenvolvido pela Universidade Feevale em parceria com a Prefeitura de Novo Hamburgo. O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 19 de maio e identificou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 4%, indicando que um em cada 25 imóveis vistoriados apresentou presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O LIRAa tem como objetivo medir os níveis de infestação do mosquito para orientar ações de controle. Durante o período de coleta, agentes de combate às endemias visitaram 3.924 imóveis, o equivalente a cerca de 5% das propriedades do município. Ao todo, foram coletadas 252 amostras de larvas e pupas de mosquitos, encaminhadas para análise no laboratório da Universidade Feevale. Destas, 76% foram identificadas como pertencentes ao Aedes aegypti.

Principais criadouros

De acordo com o boletim, os criadouros mais frequentes continuam sendo recipientes utilizados no cotidiano da população, como baldes, bebedouros de animais, vasos de plantas e pratos de vasos de flores.

Também foram identificados focos em locais com acúmulo de lixo, sucatas, entulhos de construção civil, pneus, ralos, calhas, piscinas e outros recipientes que acumulam água e dificultam sua remoção.

O coordenador do Projeto de Combate e Prevenção à Dengue da Universidade Feevale, Tiago Filipe Steffen, destacou que a redução das temperaturas tende a diminuir naturalmente a população do mosquito nos próximos meses, mas reforçou a necessidade de manutenção dos cuidados preventivos. “Esperamos que a população siga auxiliando, mesmo durante o período mais frio e com menores índices de mosquitos. Assim, contribuirá para que, no próximo período de elevação das temperaturas, uma menor quantidade de criadouros estará disponível para o mosquito”, afirmou Steffen.

Situação da dengue em Novo Hamburgo

Até a semana epidemiológica 21, encerrada em 30 de maio, Novo Hamburgo havia registrado 1.928 notificações de casos suspeitos de dengue. Desse total, 791 casos foram confirmados, 640 permaneciam em investigação, 478 haviam sido descartados e um óbito foi registrado.

Segundo o levantamento, o município concentra 42% dos casos confirmados de dengue no Rio Grande do Sul. Até o fim da mesma semana epidemiológica, todos os bairros da cidade já haviam registrado ocorrências positivas da doença.

Orientações à população

A Prefeitura informa que denúncias relacionadas a possíveis focos do mosquito podem ser encaminhadas ao serviço de fiscalização municipal por meio da Ouvidoria SUS, pelo WhatsApp (51) 99831-6500.

O Projeto de Combate e Prevenção à Dengue da Universidade Feevale também disponibiliza atividades educativas sobre o tema para escolas, entidades comunitárias e empresas. Os agendamentos podem ser realizados pelo e-mail [email protected].

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/06/2026 0 Comentários 141 Visualizações
Variedades

Cartórios orientam gaúchos sobre como evitar golpes na compra de imóveis

Por Jonathan da Silva 03/06/2026
Por Jonathan da Silva

O aumento dos casos de estelionato no Rio Grande do Sul tem levado os cartórios de registro de imóveis a reforçarem orientações para a prevenção de fraudes na compra, venda e locação de imóveis. Com cerca de 67 mil ocorrências anuais de estelionato no estado, o equivalente a sete golpes por hora, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, a recomendação é que compradores consultem informações oficiais sobre os imóveis antes de concluir qualquer negociação. Para isso, está disponível a plataforma RI Digital, que reúne dados de mais de 7,8 milhões de propriedades registradas no território gaúcho.

Por meio do sistema, os usuários podem verificar a titularidade de um imóvel, consultar sua situação jurídica e identificar eventuais restrições legais que possam impedir a transferência da propriedade. A ferramenta também permite a emissão da certidão digital da matrícula, documento que reúne o histórico completo do bem.

Consulta à matrícula

Segundo o Registro de Imóveis do Brasil – Seção Rio Grande do Sul (RIB-RS), a consulta à matrícula é uma das principais formas de evitar fraudes imobiliárias. O documento informa quem é o proprietário atual do imóvel e registra a existência de penhoras, dívidas, indisponibilidades ou outros bloqueios que possam afetar a negociação.

De acordo com o presidente do RIB-RS, Ricardo Martins, a consulta ao Registro de Imóveis tornou-se uma etapa necessária diante do aumento dos golpes. “Em um cenário de crescimento das fraudes, a consulta ao Registro de Imóveis deixa de ser uma etapa opcional e passa a ser uma medida essencial de segurança. É ali que o cidadão encontra a informação oficial, capaz de confirmar a titularidade do imóvel e revelar qualquer restrição que possa comprometer a negociação”, afirma Martins.

Principais fraudes identificadas

Entre os golpes mais recorrentes estão a venda de imóveis por pessoas que não são proprietárias, a oferta de imóveis inexistentes ou que não estão disponíveis para venda, a comercialização do mesmo bem para mais de um comprador e a omissão de dívidas ou restrições que impedem a transferência da propriedade.

Segundo o RIB-RS, a falta de verificação em bases oficiais costuma ser um dos fatores que favorecem esse tipo de crime. Anúncios, contratos particulares e documentos apresentados durante negociações podem ser falsificados, o que aumenta os riscos para compradores que não realizam consultas prévias.

Casos recentes de atuação de falsos corretores e a desarticulação de uma quadrilha que atuava em seis estados brasileiros, causando prejuízos estimados em R$ 12 milhões, são citados pela entidade como exemplos do impacto financeiro dessas fraudes. Em muitos casos, as vítimas descobrem o golpe apenas ao tentar formalizar a escritura ou registrar o imóvel, quando constatam que o vendedor não é o proprietário ou que existem impedimentos legais para a transferência.

Orientações para compradores

A orientação dos cartórios é que, antes de efetuar qualquer pagamento, o comprador consulte as informações do imóvel diretamente na plataforma RI Digital. Caso não possua o número da matrícula, o sistema permite pesquisar imóveis vinculados ao CPF ou CNPJ do suposto vendedor.

Após localizar a matrícula, o interessado deve solicitar uma certidão digital atualizada para verificar a titularidade do imóvel e seu histórico registral. O documento apresenta informações sobre dívidas, penhoras e outras restrições eventualmente existentes.

Segundo o RIB-RS, a recomendação é que a negociação prossiga somente após a confirmação de que o imóvel está registrado em nome do vendedor e de que não existem impedimentos legais para a transação.

O que é o RIB-RS

O Registro de Imóveis do Brasil – Seção Rio Grande do Sul (RIB-RS) é a entidade que representa os Cartórios de Registro de Imóveis do estado. Fundada em 24 de novembro de 2017, a instituição atua sem fins lucrativos e tem como objetivos contribuir para o aperfeiçoamento legislativo e jurídico do setor imobiliário, além de promover melhorias na prestação de serviços aos cidadãos e no desenvolvimento tecnológico da atividade registral.

Foto: Anna Tarazevich/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
03/06/2026 0 Comentários 168 Visualizações
Saúde

Dor de garganta em crianças exige atenção no inverno, alerta SPRS

Por Jonathan da Silva 02/06/2026
Por Jonathan da Silva

A dor de garganta, uma das queixas mais frequentes entre crianças durante o inverno, exige atenção de pais e responsáveis diante de sinais que podem indicar desde quadros virais comuns até infecções bacterianas. Com a chegada dos dias mais frios no Rio Grande do Sul, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) alerta para a necessidade de observar sintomas como febre persistente, dificuldade para engolir, alterações respiratórias e piora do estado geral da criança. O aumento das infecções respiratórias nesta época do ano está relacionado ao frio, ao ar seco e à maior permanência em ambientes fechados, fatores que favorecem a circulação de vírus e a irritação das vias respiratórias.

Segundo o 1º vice-presidente da SPRS, Silvio Baptista, a dor de garganta costuma aparecer associada a gripes e resfriados, acompanhada de sintomas como coriza, tosse, rouquidão, vermelhidão na garganta e febre. Em algumas situações, também pode provocar dificuldade para se alimentar, recusa de líquidos, sonolência excessiva e redução da disposição.

Sinais de alerta

De acordo com Silvio Baptista, embora muitas ocorrências estejam relacionadas a infecções virais, a dor de garganta também pode indicar infecções bacterianas, especialmente em crianças maiores. Nesses casos, os sintomas mais comuns incluem febre, dor importante ao engolir, mal-estar e ausência de sinais respiratórios, como coriza. “A dor de garganta, assim como as demais doenças infantis, preocupa quando atinge significativamente o estado geral da criança, com dificuldade para respirar, diminuição da ingesta alimentar e de líquidos, prostração, sonolência excessiva e queixas progressivas de dor”, explica Baptista.

O médico destaca que a avaliação do conjunto de sintomas é fundamental para diferenciar quadros leves daqueles que exigem atendimento médico. Nos primeiros dois ou três anos de vida, as infecções bacterianas de orofaringe causadas principalmente pelo Streptococcus pyogenes são menos frequentes, sendo os vírus os principais responsáveis pelos casos nessa faixa etária. Já em crianças maiores, as infecções bacterianas costumam provocar dor, febre e mal-estar sem sintomas respiratórios associados.

Diagnóstico

Conforme a SPRS, pode ser difícil distinguir infecções virais de bacterianas apenas pela observação clínica. Em alguns casos, exames específicos realizados na orofaringe podem auxiliar na identificação de bactérias causadoras da infecção. “Pode ser difícil diferenciar as causas infecciosas, entre virais e bacterianas. Existem exames com pesquisa direta na orofaringe para identificação de bactérias patogênicas, como Streptococcus sp., que podem ser solicitados para ajudar o médico nessa diferenciação”, destaca Silvio Baptista.

Em casa, a orientação é observar o estado geral da criança, manter a hidratação e utilizar apenas medicamentos previamente orientados pelo pediatra, como analgésicos para alívio da dor. Medicamentos para controle da febre devem ser administrados quando houver mal-estar ou dor associados, sempre conforme recomendação profissional.

Prevenção

A SPRS alerta que a automedicação deve ser evitada, principalmente com antibióticos, anti-inflamatórios e xaropes sem prescrição médica. O uso inadequado desses medicamentos pode mascarar sintomas, provocar efeitos adversos e contribuir para o aumento da resistência bacteriana. “Nem toda dor de garganta precisa de antibiótico. Na maioria das vezes, a causa é viral e o tratamento envolve hidratação, repouso, controle da dor e acompanhamento da evolução. O antibiótico só deve ser usado quando houver confirmação de infecção bacteriana, sempre com prescrição médica”, afirma Baptista.

Entre as medidas preventivas recomendadas estão manter a criança hidratada, estimular a respiração pelo nariz, evitar exposição ao frio intenso, utilizar roupas adequadas para baixas temperaturas e manter os ambientes ventilados. Em locais com ar muito seco, ações para aumentar a umidade do ambiente também podem ajudar a reduzir o ressecamento das vias respiratórias. Líquidos mornos, quando adequados à idade da criança, podem contribuir para aliviar o desconforto.

Quando procurar atendimento

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta que a criança seja levada ao pronto atendimento ou à emergência em casos de dificuldade para respirar, piora do estado geral, prostração, sonolência excessiva, sinais de desidratação, recusa persistente de líquidos, dor intensa que impeça a alimentação ou febre e dor que persistam mesmo após o uso das medicações orientadas. A recomendação vale especialmente para bebês, crianças pequenas e pacientes com doenças crônicas, que demandam atenção redobrada.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/06/2026 0 Comentários 157 Visualizações
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