Mesmo sem estar sob decreto de calamidade pública, município enfrenta o desafio de recolher toneladas de entulho vindas de outras regiões; gestão local busca soluções para o custeio da operação.
O recuo das águas do Rio Jacuí e do Guaíba trouxe à tona um problema indigesto para a população e para a administração pública de Guaíba, na Região Metropolitana. Toneladas de resíduos, que variam de galhos e vegetação a móveis, plásticos e entulho urbano, arrastados pelas correntezas dos rios da bacia, se acumularam ao longo da orla do município. A prefeitura iniciou hoje os trabalhos de limpeza na região.

Impasse
O grande impasse é que a conta da remoção ficou para a cidade, que agora precisa remanejar recursos públicos para retirar um lixo que não é do seu povo.
Estimativas preliminares da prefeitura indicam que a operação de recolhimento e destinação correta desse material vai exigir, no mínimo, 250 cargas de caminhão. A logística envolve máquinas pesadas, equipes em mutirão e local adequado para o descarte final do volume.
“É uma situação complexa. Trata-se de um lixo que não é nosso, trazido pela força das águas lá de cima, mas que travou na nossa orla e nos nossos canais. O morador de Guaíba não pode conviver com esse passivo ambiental e sanitário, por isso estamos mobilizados para agir o mais rápido possível”, destaca a prefeita.
Busca por apoio
A equação fica ainda mais delicada pelo enquadramento legal: no momento, o município de Guaíba não se encontra em decreto de calamidade pública. Isso impede o acesso automático a verbas de emergência federais e estaduais destinadas exclusivamente a cidades nessa condição.
Para não comprometer o orçamento de áreas essenciais, como saúde e educação, com uma operação extraordinária dessa magnitude, o Executivo municipal busca soluções junto a órgãos estaduais e federais. A meta é conseguir apoio logístico ou o ressarcimento do custeio das máquinas e equipes.
Foto: Luis Adriano Madruga/Divulgação | Fonte: Assessoria


