Destroços trazidos pelo Jacuí acumulam na orla de Guaíba

Prefeitura de Guaíba estima no mínimo 250 caminhões de lixo

Por Gabrielle Pacheco

Mesmo sem estar sob decreto de calamidade pública, município enfrenta o desafio de recolher toneladas de entulho vindas de outras regiões; gestão local busca soluções para o custeio da operação.

O recuo das águas do Rio Jacuí e do Guaíba trouxe à tona um problema indigesto para a população e para a administração pública de Guaíba, na Região Metropolitana. Toneladas de resíduos, que variam de galhos e vegetação a móveis, plásticos e entulho urbano, arrastados pelas correntezas dos rios da bacia, se acumularam ao longo da orla do município. A prefeitura iniciou hoje os trabalhos de limpeza na região.

Impasse

O grande impasse é que a conta da remoção ficou para a cidade, que agora precisa remanejar recursos públicos para retirar um lixo que não é do seu povo.

Estimativas preliminares da prefeitura indicam que a operação de recolhimento e destinação correta desse material vai exigir, no mínimo, 250 cargas de caminhão. A logística envolve máquinas pesadas, equipes em mutirão e local adequado para o descarte final do volume.

“É uma situação complexa. Trata-se de um lixo que não é nosso, trazido pela força das águas lá de cima, mas que travou na nossa orla e nos nossos canais. O morador de Guaíba não pode conviver com esse passivo ambiental e sanitário, por isso estamos mobilizados para agir o mais rápido possível”, destaca a prefeita.

Busca por apoio

A equação fica ainda mais delicada pelo enquadramento legal: no momento, o município de Guaíba não se encontra em decreto de calamidade pública. Isso impede o acesso automático a verbas de emergência federais e estaduais destinadas exclusivamente a cidades nessa condição.

Para não comprometer o orçamento de áreas essenciais, como saúde e educação, com uma operação extraordinária dessa magnitude, o Executivo municipal busca soluções junto a órgãos estaduais e federais. A meta é conseguir apoio logístico ou o ressarcimento do custeio das máquinas e equipes.

Foto:  Luis Adriano Madruga/Divulgação | Fonte: Assessoria

Publicidade

Você também pode gostar

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.