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Saúde

Saúde

Formação do VER-SUS aborda SUS e rede de saúde de Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 27/01/2026
Por Jonathan da Silva

Estudantes e residentes da área da saúde participam, nesta semana, de uma imersão do programa Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS) em Novo Hamburgo. A ação conta com atividades formativas sobre os princípios do SUS e a organização da Rede de Atenção à Saúde da cidade, com foco em saúde mental, em ações organizadas pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Saúde.

A formação ocorreu na segunda-feira (25), no Centro de Espiritualidade Pe. Arturo (CEPA), no bairro Arroio da Manteiga, em São Leopoldo, local que também serve de alojamento para os participantes. Ao todo, 35 estudantes e residentes integram a imersão, que propõe vivência intensiva na saúde pública.

A secretária municipal de Saúde de Novo Hamburgo, Betina Espindula, participou do encontro, que também contou com a presença do professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dário Pasche. Durante a atividade, foram discutidos a trajetória histórica do SUS e desafios atuais da gestão pública em saúde.

Objetivos do programa

A programação do VER-SUS busca promover a integração entre ensino, serviço e comunidade, com foco na qualificação de futuros profissionais e no aprimoramento das práticas no sistema público de saúde. “O VER-SUS é um espaço de aprendizado e troca. Para nós, enquanto gestão, é fundamental investir na formação e na educação permanente dos profissionais da rede SUS, garantindo um cuidado cada vez mais humanizado, integrado e alinhado às demandas dos territórios”, destacou a secretária Betina.

Atividades previstas

Ao longo da semana, os participantes, chamados de viventes, realizam palestras e visitas a serviços que integram a rede de saúde de Novo Hamburgo. Estão previstas atividades com agentes da atenção básica, visitas a serviços de média e alta complexidade e a equipamentos da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial.

Também está programada uma visita ao Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre. O encerramento do VER-SUS ocorrerá com um sarau cultural no sábado, dia 31, das 14h às 18h, na Casa da Praça, no bairro Boa Vista. A atividade será aberta ao público e integra as ações da Secretaria Municipal de Saúde em alusão ao Janeiro Branco.

Realização

O VER-SUS é realizado pela Associação da Rede Unida, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde, da Prefeitura de Novo Hamburgo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Núcleo Municipal de Educação em Saúde Coletiva, com apoio do PET-Saúde, da Universidade Feevale e da Associação Cultural Casa da Praça.

Foto: PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/01/2026 0 Comentários 76 Visualizações
Saúde

Banco de Sangue do Hospital Moinhos de Vento precisa de doadores

Por Jonathan da Silva 23/01/2026
Por Jonathan da Silva

O Banco de Sangue do Hospital Moinhos de Vento, localizado em Porto Alegre, está precisando de doações devido ao momento em que os estoques se encontram abaixo do ideal, em meio ao período de férias, com baixa especialmente de plaquetas, em razão da redução no número de doadores. A coleta é realizada pelo Serviço de Hemoterapia do Grupo Pulsa, sem necessidade de agendamento, em horários definidos ao longo da semana.

Com o aumento de viagens e a diminuição da disponibilidade de doadores neste período do ano, o Hospital Moinhos de Vento entrou em nível de atenção para os estoques de sangue. A instituição informa que a situação é mais sensível no que se refere às plaquetas, componente essencial para diversos tratamentos hospitalares.

Como funciona a coleta

O processo de doação é realizado pelo Serviço de Hemoterapia do Grupo Pulsa, de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 13h, e aos sábados, das 7h30min às 12h. Não há necessidade de agendamento prévio para realizar a doação.

A coleta ocorre no Bloco E do Hospital Moinhos de Vento, com acesso externo pela Rua Tiradentes, ao lado do estacionamento, com isenção do ticket no dia da doação. Para doar, é necessário apresentar um documento oficial de identificação com foto.

Serviço

  • Onde doar: Bloco E do Hospital Moinhos de Vento, Rua Tiradentes, 333, acesso externo ao lado do estacionamento
  • Que horário doar: segunda a sexta-feira, das 7h30min às 13h, e sábado, das 7h30min às 12h
  • Contato: (51) 3314-3072 ou WhatsApp (51) 99235-6964
  • Mais detalhes: hospitalmoinhos.org.br/institucional/o-hospital/doacao-de-sangue
Foto: Prostooleh/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
23/01/2026 0 Comentários 101 Visualizações
Saúde

Saúde de Campo Bom é selecionada para a ExpoEPI 2026

Por Jonathan da Silva 23/01/2026
Por Jonathan da Silva

A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Bom teve o trabalho “Educação com Saúde: Estratégia Intersetorial para Ampliar Coberturas Vacinais e Enfrentar a Hesitação Vacinal em Campo Bom” selecionado para apresentação oral na 18ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (ExpoEPI 2026), que será de 13 a 17 de abril em Brasília. A seleção, anunciada pela Comissão Científica do evento, reconhece a atuação do município na ampliação das coberturas vacinais e no enfrentamento da hesitação vacinal.

O trabalho foi selecionado na modalidade Vigilância, prevenção e controle das doenças imunopreveníveis. A Comissão Científica destacou a experiência da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Bom entre iniciativas de diferentes regiões do país apresentadas à Mostra Competitiva da ExpoEPI.

Evento nacional

A ExpoEPI é uma premiação do Ministério da Saúde voltada à valorização de práticas em epidemiologia, prevenção e controle de doenças. O evento reúne iniciativas que contribuem para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a promoção da saúde pública no Brasil.

Projeto Educação com Saúde

Segundo a secretária municipal de Saúde de Campo Bom, Luana Schnorr, o trabalho apresenta os resultados do Projeto Educação com Saúde. “O trabalho selecionado apresenta os resultados e aprendizados do Projeto Educação com Saúde, uma iniciativa que desenvolveu estratégias inovadoras para a recuperação das coberturas vacinais, o enfrentamento da desinformação e da hesitação vacinal, promovendo o estímulo à vacinação no município”, afirmou a titular da pasta.

Atuação intersetorial

A experiência relatada envolve a atuação integrada entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Educação, com ações voltadas à aproximação com pais e alunos sobre doenças imunopreveníveis. O trabalho aborda o enfrentamento da desinformação e a ampliação do diálogo com a comunidade escolar sobre vacinação.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/01/2026 0 Comentários 98 Visualizações
Saúde

Excesso de telas nas férias eleva alerta para miopia

Por Jonathan da Silva 21/01/2026
Por Jonathan da Silva

O aumento do uso de dispositivos eletrônicos durante as férias de verão tem intensificado os alertas para a saúde ocular, especialmente entre crianças, diante do crescimento dos casos de miopia, condição que afeta a visão à distância. O cenário preocupa entidades médicas como a Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul (Sorigs) em razão da relação entre o uso excessivo de telas, atividades a curta distância e a progressão da doença, observada em consultórios e em dados de organismos internacionais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 50% da população mundial deverá ter miopia até 2050. A entidade aponta que o aumento do tempo de exposição a telas e a redução de atividades ao ar livre estão entre os principais fatores associados à progressão do problema. Dados da OMS também indicam que, em 2023, uma em cada três crianças no mundo já apresentava miopia, proporção que pode chegar a 40% até 2050.

Avaliação dos especialistas

O presidente da Sorigs, Guilherme Diehl, relata que o crescimento é perceptível na prática clínica. “Temos percebido no consultório um aumento significativo no número de casos de miopia. Existem fatores genéticos que contribuem, entretanto, o que observamos na prática é que o excesso de telas tem sido um dos fatores mais preponderantes nesse processo”, afirmou Diehl.

Impacto nas crianças

Segundo o presidente da entidade, a preocupação é maior na infância, período em que a visão ainda está em desenvolvimento. “Durante o período de férias, é fundamental estimular as crianças a se afastarem das telas. Pausas regulares ao longo do dia, especialmente a cada hora de uso, além da priorização de atividades ao ar livre, podem trazer benefícios importantes para a saúde ocular”, orientou Diehl.

Riscos associados à miopia

A miopia pode estar relacionada a complicações como descolamento de retina, glaucoma, catarata e degenerações da retina, que podem levar à perda da visão. Entre os principais sintomas estão visão embaçada para longe, dificuldade para enxergar objetos distantes, necessidade de semicerrar os olhos para focar, dores de cabeça frequentes e cansaço visual, principalmente após atividades prolongadas ou ao dirigir à noite. A orientação é procurar um médico oftalmologista diante desses sinais.

Avanços no tratamento

O presidente da Sorigs também destacou a evolução das abordagens terapêuticas. “Evoluímos muito em relação aos tratamentos, especialmente nos últimos anos, acompanhando o aumento do uso de telas no cotidiano, que acelera o número de casos”, pontuou Diehl. Entre as opções indicadas para desacelerar a progressão da miopia estão óculos ou lentes de contato especiais, uso de colírio de atropina e a ortoceratologia, técnica que utiliza lentes de contato noturnas para remodelação temporária da córnea.

O que é a Sorigs

A Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul (Sorigs) reúne especialistas voltados à promoção da saúde ocular, com ações educativas e científicas focadas na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças oftalmológicas.

Foto: Banco de imagens/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/01/2026 0 Comentários 100 Visualizações
Saúde

Prioridade para a saúde: Amrigs defende avanço do Exame Nacional de Proficiência em Medicina

Por Marina Klein Telles 19/01/2026
Por Marina Klein Telles

A qualificação da formação médica e a segurança da população estão no centro do debate sobre o Exame Nacional de Proficiência em Medicina, tema que segue em tramitação no Congresso Nacional e deve ocupar posição estratégica na agenda da saúde em 2026. A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) acompanha de perto o andamento do Projeto de Lei nº 2294/2024, que institui a avaliação obrigatória para médicos recém-formados, e reafirma seu posicionamento favorável à proposta.

O Projeto de Lei nº 2294/2024, de autoria do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), foi aprovado por unanimidade na Comissão de Educação e Cultura em 17 de dezembro de 2024. Na sequência, a proposta passou a tramitar na Comissão de Assuntos Sociais, onde tem como relator o senador Hiran Gonçalves. No âmbito da comissão, já foram realizadas pelo menos três audiências públicas, etapas em que houve pedidos de vista para aprofundamento do debate. Atualmente, o projeto permanece em análise na Comissão de Assuntos Sociais, aguardando os próximos encaminhamentos para dar continuidade à sua tramitação.

A iniciativa conta com o apoio da Associação Médica Brasileira (AMB), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e de diversas sociedades médicas de todo o país, que defendem a criação de um instrumento nacional capaz de avaliar conhecimentos, habilidades e competências mínimas antes do início do exercício profissional.

Para o presidente da AMRIGS, Dr. Gerson Junqueira Jr., o debate é urgente e necessário diante do atual cenário da formação médica no Brasil. “O Exame Nacional de Proficiência representa um passo fundamental para assegurar qualidade, responsabilidade e segurança no atendimento à população. Não se trata de restringir o exercício profissional, mas de proteger a sociedade e valorizar uma boa qualificação”, afirmou.

O peso da proposta se amplia em um contexto marcado pela expansão acelerada de cursos de Medicina, nem sempre acompanhada de critérios rigorosos de qualidade, infraestrutura adequada e corpo docente qualificado. Para a entidade gaúcha, a adoção de uma avaliação nacional contribui para estabelecer parâmetros mínimos e fortalecer a confiança da sociedade no sistema de saúde.

A instituição ressalta que o Exame Nacional de Proficiência em Medicina envolve não apenas o parlamento, mas também universidades, entidades médicas, gestores públicos e a sociedade civil. A expectativa é de que o tema avance no debate legislativo nos próximos meses.

A Associação Médica do Rio Grande do Sul seguirá atuando de forma institucional e propositiva, alinhada à Associação Médica Brasileira e às entidades federadas, defendendo políticas que promovam a qualificação profissional, a valorização da Medicina e a segurança dos pacientes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2026 0 Comentários 115 Visualizações
Saúde

Canela oferece implante contraceptivo e amplia investimentos com aquisição pelo SUS

Por Jonathan da Silva 19/01/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Canela oferece gratuitamente o implante anticoncepcional subdérmico Implanon às usuárias da rede pública de saúde desde 2020 e, com a incorporação do método ao Sistema Único de Saúde (SUS) anunciada pelo Ministério da Saúde em julho de 2025, o município passará a receber os dispositivos pelo Governo Federal. De acordo com a administração canelense, a mudança permitirá redirecionar recursos próprios para outras áreas da saúde.

Em Canela, o implante subdérmico contraceptivo passou a ser ofertado após a definição de protocolo específico em 2020, como parte do fortalecimento da política de planejamento reprodutivo iniciada em 2018. Desde então, mais de 400 mulheres em idade reprodutiva receberam o método na rede pública municipal. Naquele primeiro ano, foram adquiridas 50 unidades do Implanon, com 49 aplicações realizadas. Nos anos seguintes, a Prefeitura ampliou a compra dos dispositivos com recursos próprios conforme a demanda registrada nas unidades de saúde.

Alcance do programa

Em 2025, cinco anos após o início da oferta, o município alcançou a marca de 449 mulheres atendidas com o implante subdérmico, sendo 106 aplicações somente no ano passado. Para este ano, a Secretaria Municipal de Saúde projeta a retirada ou troca de 142 implantes e estima que cerca de 100 usuárias mantenham o método contraceptivo.

Planejamento reprodutivo

O secretário de Saúde de Canela, Jean Spall, relata que o fortalecimento da política de planejamento reprodutivo teve como base a necessidade de ampliar a autonomia das mulheres e reduzir o número de gestações não planejadas. O titular da pasta lembra que dados da pesquisa Nascer no Brasil II, realizada entre 2021 e 2023, apontaram que até 40% das gestantes no país não haviam planejado a gravidez e que mulheres com até 19 anos representavam mais de 12% das parturientes.

Economia com a aquisição federal

Com a incorporação do Implanon ao rol de métodos contraceptivos oferecidos pelo SUS, anunciada em julho do ano passado, os implantes passarão a ser adquiridos pelo Governo Federal. Na rede privada, o dispositivo pode custar até R$ 4 mil. Na aquisição pública municipal, cada unidade tem custo de R$ 482,00. Jean Spall afirma que a mudança permitirá redirecionar recursos. “Isso representa um avanço importante para a sustentabilidade da política pública de planejamento familiar, permitindo a ampliação do acesso ao método e a garantia dos direitos reprodutivos, além de fortalecer as ações de saúde da mulher no município, reforçando o compromisso da gestão com práticas baseadas em evidências e equidade”, aponta o secretário.

Próximos passos

O município aguarda o envio de uma nova remessa de implantes subdérmicos contraceptivos pelo Ministério da Saúde, assim como a realização de capacitações para os profissionais locais responsáveis pela inserção do material nas usuárias da rede pública.

Métodos contraceptivos disponíveis no SUS

O Implanon apresenta taxa de falha estimada em cerca de 0,05%, com duração de até três anos e retorno rápido da fertilidade após a retirada. Além do implante subdérmico, o SUS disponibiliza preservativos feminino e masculino, DIU de cobre, anticoncepcional oral combinado, pílula oral de progestagênio, injeções hormonais mensal e trimestral, laqueadura e vasectomia. A definição do método é feita entre a paciente e o profissional de saúde, e a orientação é que as interessadas procurem uma Unidade Básica de Saúde para obter informações sobre as opções disponíveis.

Foto: Agência Brasil/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2026 0 Comentários 210 Visualizações
Saúde

Sindisaúde-RS denuncia coação e cobra pagamento de direitos trabalhistas no Projeto Campi

Por Marina Klein Telles 16/01/2026
Por Marina Klein Telles

Na quinta-feira (15), o Sindisaúde-RS participou de ato ao lado de trabalhadoras e trabalhadores do Projeto Campi (Centro de Atendimento Multidisciplinar Pedagógico), no bairro Santa Tereza, em Porto Alegre. A empresa, especializada no atendimento de pessoas com autismo e outras neurodivergências, teria coagido seus funcionários após uma troca de CNPJ da empresa.

Segundo relatos, a administração reuniu os trabalhadores e apresentou duas opções: pedir demissão e ser posteriormente recontratado, sem o pagamento imediato das verbas rescisórias, ou não aceitar o acordo e ser demitido, sem possibilidade de recontratação. Parte dos trabalhadores aceitou o acordo e foi recontratada, abrindo mão dos seus direitos trabalhistas para manterem seus empregos. Os que não aceitaram foram demitidos e, até o momento, não receberam sequer o salário referente ao mês de dezembro. A empresa informou que pretendia pagar esse valor junto à rescisão, de forma parcelada, o que fere a legislação trabalhista.

Além disso, há relatos de desvio de função, assédio e sobrecarga de trabalho, com técnicos de enfermagem atendendo um número de pacientes muito superior ao permitido pelas normas.

Na ocasião, o Sindisaúde-RS, junto de representantes dos trabalhadores demitidos, reuniu-se com a diretora Noemia de Oliveira, em busca de uma solução. A empresa negou ter imposto pressão e alegou que problemas herdados da gestão anterior causaram a situação. Na intervenção do sindicato foi cobrada a liberação imediata do salário de dezembro e a revisão de todas as demissões e contratações ocorridas durante o processo. O sindicato também exigiu que a empresa se manifeste formalmente em até cinco dias úteis. Uma reunião com os trabalhadores foi marcada para a próxima segunda-feira (19), às 14h, na sede do sindicato.

O Sindisaúde-RS reforça que nenhuma mudança administrativa ou estrutural pode servir como instrumento para retirada de direitos, coação ou precarização das condições de trabalho. O sindicato continuará acompanhando o caso, adotando todas as medidas necessárias para garantir os direitos das trabalhadoras e trabalhadores envolvidos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/01/2026 0 Comentários 84 Visualizações
Saúde

Estudo do Hospital Moinhos de Vento usa IA para prever risco de AVC

Por Jonathan da Silva 14/01/2026
Por Jonathan da Silva

Um estudo iniciado em janeiro de 2025 no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, usa inteligência artificial e angiotomografia computadorizada para identificar placas de gordura nas artérias carótidas com maior risco de se romper e causar acidente vascular cerebral. A iniciativa tem o objetivo de aprimorar a prevenção e orientar decisões de tratamento em pacientes com suspeita de AVC.

A pesquisa utiliza imagens de angiotomografia reprocessadas por um módulo de software chamado CT Plaque Analysis, que avalia a composição das placas nas carótidas do pescoço, diferenciando gordura, tecido fibroso e cálcio. Até então, o risco era medido principalmente pelo grau de estreitamento da artéria, e agora passa a considerar a composição da placa, se ela é mais rica em gordura ou em tecido fibroso ou cálcio.

Como funciona a pesquisa

O projeto prevê a análise de cerca de 100 pacientes que realizaram angiotomografia por suspeita de AVC. Além da composição das placas, os pesquisadores avaliam a relação entre o volume de gordura e o de tecido fibroso para criar um índice de vulnerabilidade que pode prever o risco de embolização cerebral. Os resultados finais devem ser apresentados no primeiro semestre de 2026.

Uso da IA nos procedimentos

Durante a pesquisa, pela primeira vez, a imagem gerada por inteligência artificial foi usada para escolher o tipo de stent implantado em um procedimento. Os achados foram confirmados em tempo real por ultrassom intravascular, exame realizado dentro da artéria. “Nem sempre a artéria mais estreita é a mais perigosa. Às vezes, uma placa menor, mas instável, pode se romper e causar um AVC”, ressalta o cirurgião vascular Alexandre Araújo Pereira, idealizador do estudo.

Tecnologia utilizada

O software utilizado foi desenvolvido pela Siemens Healthineers e aplica algoritmos de IA para identificar automaticamente o tipo de tecido dentro da placa com base nos diferentes tons captados pela tomografia, gerando uma imagem colorida e tridimensional da artéria. As análises são realizadas pela residente em radiologia Gabriela Carboni e pelo chefe do Serviço de Radiologia do Hospital Moinhos de Vento, Henrique Guerra. O objetivo inicial do estudo é descrever as características das placas para que o protocolo possa ser usado futuramente na prática clínica.

Estudo piloto

Em um estudo piloto, os dados do software foram usados para escolher o tipo de stent para um paciente de 72 anos que havia sofrido um AVC recente. O algoritmo analisou características da placa para indicar o modelo mais adequado, e o ultrassom intravascular confirmou durante o procedimento a correspondência entre o que a IA identificou e o que estava na artéria.

Resultados preliminares

As análises iniciais indicam que placas com maior proporção de núcleo lipídico e superfície irregular estão associadas à instabilidade. O estudo busca transformar essas informações em ferramentas para orientar tanto a indicação do tratamento quanto a forma como ele será realizado. “É um passo além da previsão de risco. Agora conseguimos usar a própria imagem gerada pela IA para guiar a estratégia terapêutica, personalizando o tratamento para cada paciente”, destacou Alexandre Araújo Pereira. Segundo o coordenador do estudo, o uso combinado de IA e ultrassom intravascular pode resultar em menos complicações e tratamentos mais direcionados. “O uso combinado de IA e ultrassom intravascular representa um novo paradigma na medicina vascular, unindo diagnóstico avançado e personalização terapêutica em um mesmo fluxo de cuidado”, complementou Pereira. “Ao usarmos a inteligência artificial para entender melhor o comportamento das placas nas carótidas, que podem causar AVCs graves, conseguimos prever e evitar o acidente antes que ele aconteça. É um exemplo concreto de como a inovação pode transformar a prevenção e o tratamento”, pontuou a chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento, Sheila Martins.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
14/01/2026 0 Comentários 111 Visualizações
Saúde

Casos de dengue em Montenegro caem 73%

Por Jonathan da Silva 13/01/2026
Por Jonathan da Silva

O município de Montenegro registrou, em 2025, uma redução de 73% nos casos de dengue em relação a 2024, passando de 280 para 75 ocorrências, de acordo com dados divulgados nesta semana pela administração municipal. A gestão montenegrina atribui o resultado às ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti realizadas ao longo do último ano.

O relatório divulgado informa que, em 2025, foram contabilizados 75 casos de dengue no município e não houve registro de óbitos. Em 2024, o número de casos havia sido de 280 pessoas infectadas pelo vírus.

Ações de vigilância

De acordo com a chefe de Vigilância e Saúde Ambiental, Joana dos Santos, o trabalho tem sido focado na eliminação de criadouros do mosquito. “Nosso objetivo é agir antes que a doença se instale, monitorando, eliminando focos e contando com o apoio da comunidade”, afirmou Joana.

Entre as medidas adotadas está o controle e monitoramento mensal de 178 ovitrampas instaladas em diferentes pontos da cidade. No período de dezembro de 2025 a dezembro de 2026, foram coletados e destruídos 18.333 ovos do mosquito. Durante as visitas domiciliares, as equipes identificaram e eliminaram 2.283 focos de criadouros em residências, com a participação dos moradores.

Aplicação de inseticidas

Também foram realizadas aplicações de inseticida do tipo BRI em locais de grande circulação de pessoas. No período de 2024 a 2025, foram feitas 2.842 aplicações, enquanto no período de 2025 a 2026 foram registradas 192, todas em caráter preventivo. Em 2026, até o momento, não há casos confirmados de dengue no município, com dois casos suspeitos em investigação.

Posicionamento da Prefeitura

O prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta (Republicanos), destacou a necessidade de manter as ações de prevenção. “Os números mostram que estamos no caminho certo, mas não podemos relaxar. A participação da população é fundamental para manter Montenegro protegida”, enfatizou o chefe do executivo montenegrino.

Orientações à população

Com o aumento das chuvas neste período do ano, a Vigilância em Saúde reforçou o alerta para a eliminação de recipientes que acumulam água, como vasos, potes e objetos descartados, que podem se tornar criadouros do mosquito Aedes aegypti, além da importância de permitir o acesso dos agentes e seguir as orientações de prevenção e controle.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
13/01/2026 0 Comentários 110 Visualizações
Saúde

Professor da Ufrgs completa 45 anos de uma carreira dedicada a consolidar o RS como referência em genética médica

Por Marina Klein Telles 13/01/2026
Por Marina Klein Telles

O médico geneticista Roberto Giugliani, professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), completou recentemente 45 anos de atuação na Instituição, dedicados à formação de médicos e pesquisadores. Ao longo dessa trajetória, construída a partir do Rio Grande do Sul, seu trabalho foi fundamental para a estruturação de serviços especializados, a capacitação de gerações de profissionais e a consolidação da genética médica gaúcha nos cenários nacional e internacional.

Em 2025, Giugliani passou a integrar o ranking World’s Top 2% Scientists, elaborado pela Universidade de Stanford em parceria com a Elsevier, que reúne os pesquisadores mais influentes do mundo. No mesmo ano, também esteve no ranking da Research.com entre os principais cientistas brasileiros na área da Medicina e recebeu a Medalha Sylvio Torres, em reconhecimento à sua contribuição científica e tecnológica ao Rio Grande do Sul.

No campo assistencial, teve papel determinante na criação do Serviço de Genética Médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), em 1982, além de conduzir sua consolidação como Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde, em 2004, e Serviço de Referência em Doenças Raras, em 2016. É fundador do Instituto Genética para Todos e cofundador da Casa dos Raros, primeiro centro da América Latina dedicado exclusivamente à assistência, ao ensino e à pesquisa em doenças raras, com sede no Rio Grande do Sul.

A triagem neonatal é um dos eixos centrais de sua atuação. Giugliani participou da implantação do teste do pezinho no Estado, ainda na década de 1980, contribuindo para o diagnóstico precoce de doenças genéticas e para o aprimoramento do cuidado no SUS. Sua trajetória nesse campo foi reconhecida com o Prêmio Guthrie, a mais alta distinção internacional na área, concedida pela International Society for Neonatal Screening (ISNS).

Com mais de 600 artigos científicos publicados e dezenas de teses orientadas, Giugliani permanece ativo na pesquisa, na formulação de políticas públicas e na articulação entre academia, sistema de saúde e inovação. Atualmente, coordena o Instituto de Multiômica Aplicada à Saúde de Precisão, um dos Institutos Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação (INCTs), dedicado ao desenvolvimento de pesquisas avançadas voltadas à personalização do cuidado em saúde. Também é diretor executivo da Casa dos Raros, Head de Doenças Raras da Dasa Genômica e médico geneticista no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).

“Escolhi a genética porque ela permite compreender a origem de muitas doenças e enfrentar desafios complexos ligados ao diagnóstico e ao tratamento. É uma área que exige inovação e dedicação, com potencial para mudar radicalmente a vida das pessoas. O conhecimento científico só faz sentido quando se traduz em cuidado, acesso e impacto real para pacientes e famílias”, afirma.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/01/2026 0 Comentários 119 Visualizações
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