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Saúde

Saúde

Caso suspeito de Ebola é investigado em Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 12/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Novo Hamburgo acompanha, em conjunto com o Governo do Estado, a investigação de um caso suspeito de doença pelo vírus Ebola identificado no município. O paciente, um homem de 64 anos com histórico recente de permanência em Uganda, na África Oriental, procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Canudos na quarta-feira (10), apresentando sintomas compatíveis com a doença. O caso segue os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e aguarda exames laboratoriais para confirmação ou descarte definitivo do diagnóstico.

De acordo com a Prefeitura de Novo Hamburgo, a SMS acionou imediatamente o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS) após o atendimento inicial. Desde então, equipes municipais e estaduais passaram a adotar as medidas de vigilância epidemiológica, assistência médica e biossegurança previstas para situações dessa natureza.

Teste rápido indica malária

Durante o atendimento, foi realizado teste rápido para malária, que apresentou resultado positivo para Plasmodium falciparum. A partir da confirmação, o paciente iniciou tratamento específico para a doença.

Apesar do resultado positivo para malária, as autoridades sanitárias mantêm a investigação para doença pelo vírus Ebola, conforme determinam os protocolos nacionais vigentes para pacientes com histórico de viagem recente a regiões com circulação da enfermidade e sintomas compatíveis.

O descarte definitivo da suspeita dependerá da análise de exames laboratoriais pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), laboratório nacional de referência para esse tipo de investigação.

Transferência para unidade de referência

Conforme orientação das autoridades sanitárias estaduais e dos protocolos clínicos estabelecidos, o paciente será transferido para o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, unidade de referência estadual para acompanhamento especializado e continuidade da investigação.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, caso haja confirmação da doença pelo vírus Ebola, o paciente será posteriormente encaminhado para uma unidade de referência nacional destinada ao tratamento desses casos.

Monitoramento de contatos

Paralelamente ao acompanhamento clínico do paciente, as equipes de vigilância em saúde do estado iniciaram o levantamento e o monitoramento das pessoas que tiveram contato com ele.

O procedimento segue as orientações do Ministério da Saúde para identificação e acompanhamento de possíveis contatos, com o objetivo de prevenir eventuais riscos de transmissão e monitorar o surgimento de sintomas.

Orientações à população

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a transmissão do vírus Ebola ocorre por meio do contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas, bem como por contato com objetos e superfícies contaminados por esses materiais.

A pasta também reforçou que não há evidências de transmissão pelo ar nas condições habituais de convivência.

Segundo a secretaria, todas as medidas de prevenção, monitoramento e assistência estão sendo realizadas de forma integrada entre município, estado e Ministério da Saúde. Até o momento, não há recomendação de restrições adicionais à população.

Foto: Pavel Danilyuk/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
12/06/2026 0 Comentários 156 Visualizações
Saúde

Associações gaúchas apoiam manifesto sobre hidradenite supurativa projetado em SP

Por Marina Klein Telles 09/06/2026
Por Marina Klein Telles

Uma doença crônica, inflamatória, dolorosa, progressiva e ainda pouco conhecida até mesmo dentro da medicina ganhou visibilidade em uma das regiões mais movimentadas de São Paulo em uma ação que também teve participação gaúcha. No dia 6 de junho, Dia Mundial de Conscientização da Hidradenite Supurativa (HS), a comunidade Nossa Pele HS realizou uma ação pública na Rua da Consolação, com a projeção de um vídeo manifesto na fachada de um prédio para chamar atenção para a realidade de mais de um milhão de pessoas que convivem com a doença no Brasil e, muitas vezes, passam anos sem diagnóstico correto.

Com o mote “Você não vê, mas está na nossa pele”, a mobilização foi organizada por Jessica Tauane e Mavi Barrada, pacientes ativistas que convivem com a HS e atuam à frente da comunidade. A ação contou com apoio das associações de pacientes Psoríase Brasil e Doenças de Pele Brasil, além da parceria com o coletivo Projetemos, responsável pela projeção urbana, reunindo pacientes, ativistas e apoiadores em torno de uma mensagem de conscientização. As duas associações, com atuação nacional e sede no RS, vêm trabalhando para ampliar a visibilidade das doenças crônicas de pele, fortalecer o diagnóstico precoce, o acolhimento dos pacientes e o acesso ao tratamento.

A hidradenite supurativa costuma se manifestar em áreas de dobra e atrito do corpo, como axilas, virilha, região abaixo dos seios, coxas e nádegas. Por atingir regiões geralmente escondidas, a doença muitas vezes é atravessada por vergonha, dor, isolamento e falta de informação. Muitas pessoas passam anos acreditando que têm furúnculos de repetição, foliculite, acne grave ou outras condições dermatológicas — o que atrasa o acesso ao tratamento adequado e pode agravar o quadro. Segundo relato das organizadoras, o tempo médio até o diagnóstico correto é de sete a 12 anos, período em que a doença pode progredir, deixando cicatrizes, fístulas e impactos físicos e emocionais profundos.

O vídeo manifesto projetado reuniu informações, fotos de pacientes e um mosaico de lesões de pessoas que convivem com HS. Exibida em um ponto de grande fluxo urbano e simbólico da capital paulista, a intervenção pôde ser vista por quem passava pelo entorno da Consolação. A proposta foi colocar no espaço público aquilo que, na maior parte do tempo, permanece escondido no corpo e na rotina dos pacientes. “Só a gente sabe como é estar na nossa pele. A HS é uma doença difícil de lidar, difícil de identificar e difícil de explicar. Somos pessoas muito vulneráveis e invisibilizadas”, afirma Jessica Tauane, uma das idealizadoras da ação. Para ela, levar o tema às ruas é uma forma de romper o silêncio em torno da doença e ampliar a compreensão pública sobre seus impactos.

O impacto também foi percebido por quem passava pelo local e não conhecia a hidradenite supurativa. Johnny Rodrigues, que assistiu à ação e foi surpreendido pelas imagens projetadas, conta que a intervenção despertou curiosidade imediata entre as pessoas que estavam com ele. “Eu não conhecia a doença. Quando entrou a campanha, imediatamente todo mundo pegou o celular para entender o que era. A gente começou a pesquisar, a ver no Google, e aquilo virou uma discussão na mesa”, relata.

Para quem convive com a doença, ver aquelas imagens em grande escala também teve um significado particular. Gabriella Rodrigues, paciente que acompanhou a projeção, diz que a primeira sensação foi de nervosismo, logo substituída pela percepção de que aquela realidade precisava ocupar espaços públicos: “Numa fração de segundos, dá um nervosismo, tipo: ‘está todo mundo vendo’. E depois passa um segundo e você pensa: ‘nossa, mas a gente precisa que todo mundo veja’”.

Mais do que uma projeção urbana, a ação buscou transformar uma dor frequentemente invisibilizada em presença pública. Em uma das vias mais conhecidas da cidade mais populosa do Brasil, pacientes com hidradenite supurativa fizeram São Paulo olhar para uma doença que, muitas vezes, permanece fora do debate público — mas está na pele, na rotina e na vida de quem convive com ela.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/06/2026 0 Comentários 116 Visualizações
Saúde

Associações gaúchas apoiam manifesto sobre hidradenite supurativa projetado em SP

Por Jonathan da Silva 09/06/2026
Por Jonathan da Silva

Pacientes com hidradenite supurativa realizaram uma ação de conscientização no dia 6 de junho, Dia Mundial de Conscientização da Hidradenite Supurativa (HS), na Rua da Consolação, em São Paulo. A mobilização contou com o apoio das associações Psoríase Brasil e Doenças de Pele Brasil, que têm atuação nacional e sede no Rio Grande do Sul. O objetivo foi dar visibilidade à doença, considerada crônica, inflamatória e pouco conhecida, além de chamar atenção para as dificuldades enfrentadas por pessoas que convivem com a condição e, muitas vezes, passam anos sem receber diagnóstico correto.

A ação foi promovida pela comunidade Nossa Pele HS e consistiu na projeção de um vídeo manifesto na fachada de um prédio da capital paulista. Com o mote “Você não vê, mas está na nossa pele”, a iniciativa buscou ampliar o debate sobre a doença e seus impactos na vida dos pacientes.

Mobilização reuniu pacientes e entidades

A mobilização foi organizada pelas pacientes ativistas Jessica Tauane e Mavi Barrada, que convivem com a hidradenite supurativa e atuam à frente da comunidade Nossa Pele HS. A ação contou ainda com a parceria do coletivo Projetemos, responsável pela projeção urbana.

Segundo os organizadores, a proposta foi levar ao espaço público uma realidade que costuma permanecer invisível. As associações Psoríase Brasil e Doenças de Pele Brasil participaram da iniciativa dentro de um trabalho voltado à ampliação da visibilidade das doenças crônicas de pele, ao fortalecimento do diagnóstico precoce, ao acolhimento dos pacientes e ao acesso ao tratamento.

Doença afeta mais de 1 milhão de brasileiros

A hidradenite supurativa costuma se manifestar em áreas de dobra e atrito do corpo, como axilas, virilha, região abaixo dos seios, coxas e nádegas. Por atingir regiões geralmente cobertas, a doença pode estar associada a situações de vergonha, dor, isolamento e falta de informação.

Muitas pessoas convivem durante anos com sintomas sem receber o diagnóstico correto, acreditando tratar-se de furúnculos recorrentes, foliculite, acne grave ou outras condições dermatológicas. O tempo médio até o diagnóstico correto varia entre sete e 12 anos. Durante esse período, a doença pode evoluir e provocar cicatrizes, fístulas e impactos físicos e emocionais.

Manifesto projetado em região central da capital paulista

O vídeo manifesto exibido durante a ação reuniu informações sobre a doença, fotografias de pacientes e um mosaico de lesões de pessoas diagnosticadas com hidradenite supurativa. A projeção ocorreu em um ponto de grande circulação de pessoas na região da Consolação.

A paciente e idealizadora da mobilização, Jessica Tauane, afirmou que a ação teve o propósito de ampliar a compreensão pública sobre a doença. “Só a gente sabe como é estar na nossa pele. A HS é uma doença difícil de lidar, difícil de identificar e difícil de explicar. Somos pessoas muito vulneráveis e invisibilizadas”, expressou Jessica.

Reação do público e dos pacientes

A ação também chamou a atenção de pessoas que passavam pelo local e desconheciam a doença. Johnny Rodrigues relatou que a projeção despertou interesse imediato entre os presentes. “Eu não conhecia a doença. Quando entrou a campanha, imediatamente todo mundo pegou o celular para entender o que era. A gente começou a pesquisar, a ver no Google, e aquilo virou uma discussão na mesa”, relatou Rodrigues.

Para pacientes que acompanharam a projeção, a exposição pública do tema teve um significado particular. A paciente Gabriella Rodrigues descreveu a experiência ao assistir às imagens projetadas. “Numa fração de segundos, dá um nervosismo, tipo: ‘está todo mundo vendo’. E depois passa um segundo e você pensa: ‘nossa, mas a gente precisa que todo mundo veja’”, comentou Gabriella.

Foto: Comunidade Nossa Pele HS/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/06/2026 0 Comentários 136 Visualizações
Saúde

Levantamento aponta que Novo Hamburgo registra alto risco para surto de dengue

Por Jonathan da Silva 09/06/2026
Por Jonathan da Silva

Novo Hamburgo apresenta alto risco de surto de dengue e de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, conforme aponta o segundo boletim informativo de 2026 do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O estudo foi elaborado pelo Projeto de Prevenção e Combate à Dengue, desenvolvido pela Universidade Feevale em parceria com a Prefeitura de Novo Hamburgo. O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 19 de maio e identificou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 4%, indicando que um em cada 25 imóveis vistoriados apresentou presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O LIRAa tem como objetivo medir os níveis de infestação do mosquito para orientar ações de controle. Durante o período de coleta, agentes de combate às endemias visitaram 3.924 imóveis, o equivalente a cerca de 5% das propriedades do município. Ao todo, foram coletadas 252 amostras de larvas e pupas de mosquitos, encaminhadas para análise no laboratório da Universidade Feevale. Destas, 76% foram identificadas como pertencentes ao Aedes aegypti.

Principais criadouros

De acordo com o boletim, os criadouros mais frequentes continuam sendo recipientes utilizados no cotidiano da população, como baldes, bebedouros de animais, vasos de plantas e pratos de vasos de flores.

Também foram identificados focos em locais com acúmulo de lixo, sucatas, entulhos de construção civil, pneus, ralos, calhas, piscinas e outros recipientes que acumulam água e dificultam sua remoção.

O coordenador do Projeto de Combate e Prevenção à Dengue da Universidade Feevale, Tiago Filipe Steffen, destacou que a redução das temperaturas tende a diminuir naturalmente a população do mosquito nos próximos meses, mas reforçou a necessidade de manutenção dos cuidados preventivos. “Esperamos que a população siga auxiliando, mesmo durante o período mais frio e com menores índices de mosquitos. Assim, contribuirá para que, no próximo período de elevação das temperaturas, uma menor quantidade de criadouros estará disponível para o mosquito”, afirmou Steffen.

Situação da dengue em Novo Hamburgo

Até a semana epidemiológica 21, encerrada em 30 de maio, Novo Hamburgo havia registrado 1.928 notificações de casos suspeitos de dengue. Desse total, 791 casos foram confirmados, 640 permaneciam em investigação, 478 haviam sido descartados e um óbito foi registrado.

Segundo o levantamento, o município concentra 42% dos casos confirmados de dengue no Rio Grande do Sul. Até o fim da mesma semana epidemiológica, todos os bairros da cidade já haviam registrado ocorrências positivas da doença.

Orientações à população

A Prefeitura informa que denúncias relacionadas a possíveis focos do mosquito podem ser encaminhadas ao serviço de fiscalização municipal por meio da Ouvidoria SUS, pelo WhatsApp (51) 99831-6500.

O Projeto de Combate e Prevenção à Dengue da Universidade Feevale também disponibiliza atividades educativas sobre o tema para escolas, entidades comunitárias e empresas. Os agendamentos podem ser realizados pelo e-mail [email protected].

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/06/2026 0 Comentários 150 Visualizações
Saúde

Professor da Feevale recebe reconhecimento da Sociedade Brasileira de Toxicologia

Por Marina Klein Telles 08/06/2026
Por Marina Klein Telles

O professor Rafael Linden, da Universidade Feevale, foi homenageado com o Prêmio Prof. Samuel Schvartsman para Toxicologistas Sênior, concedido pela Sociedade Brasileira de Toxicologia durante o XXIV Congresso Brasileiro de Toxicologia, evento realizado de 3 a 6 de junho, em São Paulo (SP). A distinção reconhece profissionais em atividade que se destacam por contribuições relevantes, consistentes e de impacto para o desenvolvimento da Toxicologia no Brasil e no exterior.

Linden recebeu o prêmio em reconhecimento à sua trajetória científica e profissional, marcada por pesquisas inovadoras nas áreas de toxicologia analítica, toxicologia ambiental, estratégias de amostragem alternativas e monitoramento terapêutico de fármacos. Além da expressiva produção científica, com publicações de alto impacto e atuação em sociedades internacionais, o docente é pesquisador produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e tem contribuído de forma significativa para o fortalecimento da Toxicologia no cenário nacional e internacional.

Outro destaque de sua atuação é a formação de recursos humanos qualificados. Na Feevale, Rafael Linden orienta estudantes do curso de graduação em Farmácia e dos Programas de Pós-Graduação em Toxicologia e Análises Toxicológicas e em Qualidade Ambiental, colaborando para a formação de novas gerações de pesquisadores e profissionais da área. “Vejo este prêmio como um reconhecimento à minha trajetória pessoal na Toxicologia, tanto na produção científica, formação de recursos humanos e inserção profissional, bem como à posição da Universidade Feevale e de seu Laboratório de Análises Toxicológicas como referência nacional de excelência nesta área”, destaca Linden.

O prêmio leva o nome do professor Samuel Schvartsman, um dos pioneiros da Toxicologia no Brasil. Fundador e primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia, Schvartsman teve papel fundamental na consolidação da área como campo científico e de saúde pública, além de contribuir para a formação de recursos humanos e para o fortalecimento institucional da Toxicologia brasileira.

Ao reconhecer profissionais com trajetória de excelência científica, técnica, profissional ou institucional, a premiação busca valorizar contribuições que impulsionam o avanço da Toxicologia em diferentes contextos, como pesquisa, ensino, inovação, saúde pública, perícia criminal, indústria e órgãos regulatórios.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/06/2026 0 Comentários 101 Visualizações
Saúde

Evento na Amrigs destaca tratamento e rede de apoio para pessoas com Parkinson

Por Jonathan da Silva 08/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Doença de Parkinson foi tema de um encontro realizado durante a programação da Brain Week 2026 no Teatro Amrigs, em Porto Alegre. A atividade reuniu especialistas, profissionais da saúde, familiares, cuidadores e pessoas interessadas em ampliar o conhecimento sobre a condição, abordando diagnóstico, tratamentos, qualidade de vida, estilo de vida e a importância da rede de apoio para quem convive com a doença.

O evento teve como objetivo promover o acesso à informação e discutir estratégias de cuidado integral, destacando o papel da assistência multidisciplinar no acompanhamento de pacientes com Parkinson.

Importância da informação e do cuidado integrado

Na abertura do encontro, o presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), médico Gerson Junqueira Jr., ressaltou a relevância de iniciativas voltadas à aproximação entre conhecimento científico, profissionais da saúde e comunidade. “O Brain Week cumpre um papel fundamental na discussão ampla sobre o cérebro, integrando temas ligados à saúde mental, às doenças neurológicas e aos diferentes impactos dessas condições na vida das pessoas”, salienta Junqueira.

A primeira palestra da programação, intitulada “O que é a Doença de Parkinson?”, foi ministrada pelo neurologista Carlos Rieder. Durante sua apresentação, ele chamou atenção para o aumento da incidência da doença e para os desafios que esse cenário impõe à saúde pública.

Segundo o especialista, embora a Doença de Parkinson seja diferente da Doença de Alzheimer, mais relacionada ao comprometimento progressivo da memória, ela afeta significativamente a autonomia, a mobilidade e o bem-estar, especialmente entre pessoas com mais de 60 anos. “A Doença de Parkinson é diferente do Alzheimer, mas tem uma taxa de crescimento muito importante. No Brasil, ainda temos poucos estudos epidemiológicos, mas levantamentos populacionais já mostram prevalência em torno de 2% a 3% na população acima dos 60 anos. Isso significa que, em um grupo de 100 pessoas nessa faixa etária, duas ou três podem ter a doença. É um dado relevante e que precisa ser considerado nas políticas públicas de saúde”, explicou o médico.

Papel da atividade física no tratamento

Na sequência, a neurologista Sheila Trentin abordou os tratamentos disponíveis para a Doença de Parkinson e destacou a importância da prática regular de exercícios físicos como parte do acompanhamento terapêutico. “A prática regular de exercício físico ocupa papel central, pois contribui para a mobilidade, o equilíbrio, a força muscular, a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes. Embora os medicamentos sejam fundamentais para o controle dos sintomas, eles ainda não curam a doença nem impedem sua progressão. Os medicamentos tratam os sintomas, mas o exercício físico tem um papel essencial para preservar funcionalidade, autonomia e qualidade de vida”, pontuou Sheila.

A programação também incluiu discussões sobre hábitos saudáveis e rotina ativa, conduzidas pelas palestrantes Júlia Hoffmann, Josieli Fraga e Eduarda Sorgato.

Entre as estratégias apresentadas durante o encontro, a caminhada nórdica foi destacada como uma alternativa para auxiliar pessoas com Parkinson a desenvolver equilíbrio, coordenação motora e maior segurança nos movimentos.

A prática utiliza bastões que ampliam os pontos de apoio do corpo e favorecem uma marcha mais estável. De acordo com Josieli Fraga, o próprio processo de aprendizagem da técnica também contribui para estimular novas conexões cerebrais. “A caminhada nórdica ensina o paciente a andar com quatro pés. Nós caminhamos com dois, mas, na Doença de Parkinson, o equilíbrio pode ser bastante afetado, e essa prática ajuda a devolver segurança ao movimento. Além disso, o aprendizado é muito importante, porque ativa novos neurônios e estimula a neuroplasticidade. Nos exercícios realizados na Amrigs, trabalhamos coordenação motora, equilíbrio e movimentos amplos, que são fundamentais diante das oscilações motoras causadas pela doença”, destacou Josieli.

Após a apresentação, Eduarda Sorgato conduziu uma atividade interativa com música e movimentos, envolvendo os participantes em uma experiência prática.

Atenção ao presente

A psicóloga Júlia Hoffmann abordou o mindfulness como ferramenta para ampliar a atenção ao momento presente, especialmente em contextos marcados por preocupações e ansiedade.

Durante sua participação, ela convidou os presentes a refletirem sobre a frequência com que experiências cotidianas passam despercebidas em razão da preocupação com acontecimentos passados ou futuros. “Quantas vezes vocês já se perderam nos pensamentos, nas preocupações com o futuro ou em situações do passado, e o momento presente simplesmente passou? É justamente nesse ponto que o mindfulness pode nos ajudar, porque ele nos convida a estar mais atentos ao agora, com mais presença e consciência sobre aquilo que estamos vivendo”, afirmou Júlia.

Rede de apoio

O encerramento da programação ocorreu com o painel “Viver com Parkinson: histórias e rede de apoio”, conduzido por Luiz Carlos Leal. O espaço foi dedicado ao compartilhamento de experiências relacionadas à convivência com a doença e à importância dos vínculos de apoio. “Não passei pelo choque que as pessoas enfrentam. Fui direto buscar uma solução”, contou Luiz Carlos Leal, ao relatar sua experiência.

A programação também abordou o papel da família e dos cuidadores no cotidiano das pessoas com Parkinson. O tema foi apresentado pela presidente da Associação de Parkinson do Rio Grande do Sul, Neusa Chardosim, que destacou a importância do suporte emocional, da organização da rotina e da construção de um ambiente seguro e acolhedor para os pacientes.

Ao longo do encontro, especialistas e participantes ressaltaram a relevância da informação, do acompanhamento multidisciplinar e da rede de apoio como elementos presentes no cuidado de pessoas que convivem com a Doença de Parkinson.

Foto: Marcelo Matusiak/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/06/2026 0 Comentários 146 Visualizações
Saúde

12ª Jornada de Ecocardiografia da SOCERGS reunirá especialistas em Porto Alegre

Por Marina Klein Telles 08/06/2026
Por Marina Klein Telles

A ecocardiografia, exame essencial para o diagnóstico, acompanhamento e tomada de decisão em diferentes doenças cardiovasculares, será tema de um encontro científico no sábado, 27 de junho de 2026, a partir das 8h30, no Hotel Deville, em Porto Alegre. A 12ª Jornada de Ecocardiografia do Departamento de Ecocardiografia da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS), junto da 5ª Jornada Internacional, reunirá cardiologistas, ecocardiografistas, especialistas em imagem cardiovascular e convidados nacionais e internacionais para debater avanços técnicos, novas diretrizes e aplicações práticas do exame na rotina médica.

Promovida pelo Departamento de Ecocardiografia da SOCERGS, a atividade terá programação voltada a temas como ecocardiografia em crianças, cardiopatias congênitas, insuficiência mitral, procedimentos percutâneos, avaliação ventricular, strain, uso de contraste, estenose aórtica, inteligência artificial, coração direito e atualização na elaboração de laudos. Entre os convidados estão o médico Dr. Rodrigo Hernández Vyhmeister, do Chile, e o médico Dr. A. Tito Paladino, do Brasil.

Idealizada há 12 anos como um espaço de encontro acadêmico e integração entre ecocardiografistas do Rio Grande do Sul e de estados vizinhos, a Jornada passou a ter caráter internacional há cinco anos, com a presença de especialistas de referência de outros países. A proposta é contemplar diferentes níveis de atuação, da ecocardiografia básica à avançada, com discussões aplicadas tanto à pediatria quanto à cardiologia de adultos. “O objetivo da Jornada é reunir atualização científica, discussão prática e integração entre especialistas, abordando desde a avaliação à beira do leito da criança doente até técnicas avançadas para melhor diagnóstico e acompanhamento das doenças cardiovasculares”, destaca José Luis de Castro e Silva Pretto, presidente do DEPECO da SOCERGS.

Na programação, as doenças valvares serão abordadas do nível básico ao avançado, enquanto a multimodalidade em imagem estará presente nas discussões sobre terapêuticas emergentes. Também serão apresentadas técnicas avançadas para qualificar o diagnóstico e aprimorar a formulação dos laudos, reforçando o papel da ecocardiografia na conduta clínica individualizada.

Além das sessões científicas e discussões de casos, o encontro contará com exposição presencial de aparelhos de marcas reconhecidas na área, com condições diferenciadas de negociação para os participantes. A atividade acontece no Hotel Deville, localizado na Avenida dos Estados, 1909, em Porto Alegre.

As inscrições para o evento e outros detalhes da programação podem ser obtidos no link https://admin.makadu.events/home/455

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/06/2026 0 Comentários 186 Visualizações
Saúde

Unhas fracas podem indicar deficiências nutricionais e doenças, alerta SBD-RS

Por Jonathan da Silva 03/06/2026
Por Jonathan da Silva

Unhas fracas, quebradiças, descamativas ou com alterações na superfície podem estar relacionadas a deficiências nutricionais, hábitos inadequados, exposição frequente a produtos químicos ou até mesmo a doenças sistêmicas. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), que orienta a população a procurar avaliação médica quando as mudanças persistem ou são acompanhadas de dor, inflamação, deformidades ou piora progressiva. Segundo a entidade, a investigação especializada é importante para identificar a causa e definir o tratamento adequado.

De acordo com a delegada da SBD-RS e dermatologista Vanessa Santos Cunha, nem toda fragilidade nas unhas está relacionada à falta de vitaminas, embora essa hipótese possa fazer parte da avaliação clínica. “Unhas fracas podem ter relação com a dieta e com algumas deficiências nutricionais, mas também podem ocorrer por fatores genéticos, doenças sistêmicas ou agressões externas. Por isso, não é indicado iniciar suplementação por conta própria. O ideal é investigar a causa para que a orientação seja adequada a cada pessoa”, explica Vanessa.

Possíveis causas

Segundo a especialista, algumas pessoas apresentam unhas naturalmente mais finas e frágeis devido à predisposição genética. Em outros casos, a condição pode estar associada à baixa ingestão de proteínas, restrições alimentares ou deficiências de nutrientes como ferro, vitamina B12, vitamina D, zinco e silício.

Entre as alterações mais comuns estão a onicosquizia, caracterizada pela descamação da unha em camadas, e a onicorrexe, marcada pelo surgimento de fissuras ou estrias longitudinais. Essas alterações podem estar relacionadas ao envelhecimento, à exposição frequente à água, ao uso contínuo de detergentes e produtos de limpeza, à retirada excessiva de cutículas e à utilização constante de esmaltes, removedores ou procedimentos estéticos que enfraquecem a lâmina ungueal.

A SBD-RS também destaca que profissionais que mantêm as mãos úmidas durante longos períodos ou trabalham com substâncias químicas sem proteção adequada estão mais suscetíveis a desenvolver problemas nas unhas.

Cuidados com produtos e cutículas

A entidade orienta cautela no uso de bases fortalecedoras sem orientação médica. Embora alguns produtos possam auxiliar em situações específicas, eles nem sempre tratam a origem do problema.

Segundo a SBD-RS, produtos à base de formol podem endurecer temporariamente as unhas, mas também podem aumentar a fragilidade e favorecer irritações e alergias. Já os esmaltes hipoalergênicos podem ser uma alternativa para pessoas sensíveis a determinadas substâncias, embora não substituam a avaliação dermatológica quando as alterações persistem.

Outro ponto destacado pela entidade é a importância da preservação das cutículas. A recomendação é evitar sua remoção profunda, já que elas funcionam como uma barreira de proteção da matriz ungueal.

Quando retiradas em excesso, as cutículas podem facilitar a entrada de bactérias, fungos e agentes químicos, aumentando o risco de infecções, inflamações e deformidades. Em salões de beleza, a orientação é apenas empurrar delicadamente ou remover o excesso, além de observar a higienização dos instrumentos utilizados.

Investigação médica

De acordo com a SBD-RS, a avaliação médica pode incluir exame clínico, análise dos hábitos de cuidado com as unhas, revisão da alimentação e, quando necessário, exames laboratoriais para identificar possíveis deficiências nutricionais ou doenças associadas.

Entre as condições que podem se manifestar por alterações nas unhas estão problemas de tireoide, diabetes e outras doenças sistêmicas.

A entidade também alerta para os riscos da automedicação com vitaminas, suplementos e fórmulas manipuladas. Segundo a SBD-RS, o consumo excessivo de determinados nutrientes pode provocar efeitos indesejados e não resolve necessariamente a causa da fragilidade ungueal.

Orientação da SBD-RS

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul reforça que os cuidados com as unhas vão além da estética. Alterações persistentes, fragilidade acentuada ou mudanças de cor, espessura, formato e crescimento devem ser avaliadas por um médico dermatologista, profissional habilitado para diagnosticar e tratar doenças da pele, dos cabelos e das unhas.

Em casos de suspeita, a orientação é procurar atendimento especializado para investigação e acompanhamento adequados.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/06/2026 0 Comentários 142 Visualizações
Saúde

Dor de garganta em crianças exige atenção no inverno, alerta SPRS

Por Jonathan da Silva 02/06/2026
Por Jonathan da Silva

A dor de garganta, uma das queixas mais frequentes entre crianças durante o inverno, exige atenção de pais e responsáveis diante de sinais que podem indicar desde quadros virais comuns até infecções bacterianas. Com a chegada dos dias mais frios no Rio Grande do Sul, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) alerta para a necessidade de observar sintomas como febre persistente, dificuldade para engolir, alterações respiratórias e piora do estado geral da criança. O aumento das infecções respiratórias nesta época do ano está relacionado ao frio, ao ar seco e à maior permanência em ambientes fechados, fatores que favorecem a circulação de vírus e a irritação das vias respiratórias.

Segundo o 1º vice-presidente da SPRS, Silvio Baptista, a dor de garganta costuma aparecer associada a gripes e resfriados, acompanhada de sintomas como coriza, tosse, rouquidão, vermelhidão na garganta e febre. Em algumas situações, também pode provocar dificuldade para se alimentar, recusa de líquidos, sonolência excessiva e redução da disposição.

Sinais de alerta

De acordo com Silvio Baptista, embora muitas ocorrências estejam relacionadas a infecções virais, a dor de garganta também pode indicar infecções bacterianas, especialmente em crianças maiores. Nesses casos, os sintomas mais comuns incluem febre, dor importante ao engolir, mal-estar e ausência de sinais respiratórios, como coriza. “A dor de garganta, assim como as demais doenças infantis, preocupa quando atinge significativamente o estado geral da criança, com dificuldade para respirar, diminuição da ingesta alimentar e de líquidos, prostração, sonolência excessiva e queixas progressivas de dor”, explica Baptista.

O médico destaca que a avaliação do conjunto de sintomas é fundamental para diferenciar quadros leves daqueles que exigem atendimento médico. Nos primeiros dois ou três anos de vida, as infecções bacterianas de orofaringe causadas principalmente pelo Streptococcus pyogenes são menos frequentes, sendo os vírus os principais responsáveis pelos casos nessa faixa etária. Já em crianças maiores, as infecções bacterianas costumam provocar dor, febre e mal-estar sem sintomas respiratórios associados.

Diagnóstico

Conforme a SPRS, pode ser difícil distinguir infecções virais de bacterianas apenas pela observação clínica. Em alguns casos, exames específicos realizados na orofaringe podem auxiliar na identificação de bactérias causadoras da infecção. “Pode ser difícil diferenciar as causas infecciosas, entre virais e bacterianas. Existem exames com pesquisa direta na orofaringe para identificação de bactérias patogênicas, como Streptococcus sp., que podem ser solicitados para ajudar o médico nessa diferenciação”, destaca Silvio Baptista.

Em casa, a orientação é observar o estado geral da criança, manter a hidratação e utilizar apenas medicamentos previamente orientados pelo pediatra, como analgésicos para alívio da dor. Medicamentos para controle da febre devem ser administrados quando houver mal-estar ou dor associados, sempre conforme recomendação profissional.

Prevenção

A SPRS alerta que a automedicação deve ser evitada, principalmente com antibióticos, anti-inflamatórios e xaropes sem prescrição médica. O uso inadequado desses medicamentos pode mascarar sintomas, provocar efeitos adversos e contribuir para o aumento da resistência bacteriana. “Nem toda dor de garganta precisa de antibiótico. Na maioria das vezes, a causa é viral e o tratamento envolve hidratação, repouso, controle da dor e acompanhamento da evolução. O antibiótico só deve ser usado quando houver confirmação de infecção bacteriana, sempre com prescrição médica”, afirma Baptista.

Entre as medidas preventivas recomendadas estão manter a criança hidratada, estimular a respiração pelo nariz, evitar exposição ao frio intenso, utilizar roupas adequadas para baixas temperaturas e manter os ambientes ventilados. Em locais com ar muito seco, ações para aumentar a umidade do ambiente também podem ajudar a reduzir o ressecamento das vias respiratórias. Líquidos mornos, quando adequados à idade da criança, podem contribuir para aliviar o desconforto.

Quando procurar atendimento

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta que a criança seja levada ao pronto atendimento ou à emergência em casos de dificuldade para respirar, piora do estado geral, prostração, sonolência excessiva, sinais de desidratação, recusa persistente de líquidos, dor intensa que impeça a alimentação ou febre e dor que persistam mesmo após o uso das medicações orientadas. A recomendação vale especialmente para bebês, crianças pequenas e pacientes com doenças crônicas, que demandam atenção redobrada.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/06/2026 0 Comentários 171 Visualizações
Saúde

Estudo aponta modelo para prever risco de depressão em adolescentes antes dos sintomas

Por Jonathan da Silva 02/06/2026
Por Jonathan da Silva

Um estudo liderado pelo professor e doutor em psiquiatria Christian Kieling, head da Unidade de Pesquisa em Saúde Mental do Hospital Moinhos de Vento, identificou um modelo capaz de prever o risco de depressão em adolescentes antes do surgimento dos primeiros sintomas. A pesquisa, realizada em parceria com pesquisadores do Reino Unido e publicada na revista Molecular Psychiatry, acompanhou estudantes da rede pública de Porto Alegre durante três anos. O trabalho combina dados sociodemográficos, exames de sangue e neuroimagem para ampliar a capacidade de identificar jovens mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença, com o objetivo de fortalecer estratégias de prevenção em saúde mental.

Os resultados mostraram que 44% dos adolescentes classificados como de alto risco pelos dois modelos avaliados desenvolveram depressão ao longo de três anos. Entre aqueles considerados de baixo risco em ambos os critérios, não houve registros da doença no mesmo período.

A pesquisa integra o consórcio internacional IDEA (Identifying Depression Early in Adolescence) e propõe uma abordagem diferente da tradicional, que normalmente identifica a depressão apenas quando os sintomas já estão presentes. “A depressão não surge de forma repentina. O que mostramos é que existem indicadores psicossociais e biológicos que permitem identificar uma vulnerabilidade maior ao desenvolvimento da doença”, afirma o professor e doutor em psiquiatria Christian Kieling.

Combinação de fatores

Segundo os pesquisadores, a capacidade de previsão aumenta quando são analisados em conjunto fatores relacionados ao contexto de vida dos adolescentes, como ambiente familiar e condições sociais, além de indicadores biológicos ligados à inflamação, alterações em substâncias que protegem o cérebro e maior sensibilidade a estímulos negativos em áreas cerebrais associadas às emoções. “Quando analisados em conjunto, esses fatores permitem uma compreensão mais ampla da saúde mental, ao conectar o funcionamento do cérebro, o sistema imunológico e o contexto de vida”, explica Christian Kieling.

Impacto para a saúde pública

De acordo com os pesquisadores, os resultados podem contribuir para a identificação precoce de adolescentes em situação de vulnerabilidade, reduzir os impactos da depressão entre jovens, melhorar a distribuição de recursos em saúde mental e fortalecer políticas de prevenção baseadas em evidências científicas.

A proposta prevê um modelo de triagem em etapas. Inicialmente, seriam utilizadas informações sociodemográficas de fácil obtenção. Em um segundo momento, adolescentes identificados como mais vulneráveis poderiam ser submetidos a exames complementares mais específicos. “Esse modelo abre caminho para uma mudança importante no cuidado em saúde mental: sair de uma abordagem reativa, focada no tratamento, para uma atuação preventiva, identificando quem precisa de atenção antes do adoecimento”, destaca Christian Kieling.

Foto: Ryanniel Masucol/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
02/06/2026 0 Comentários 137 Visualizações
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