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Saúde

Saúde

SBD-RS alerta para possível queda de cabelo durante uso de canetas para emagrecimento

Por Jonathan da Silva 30/06/2026
Por Jonathan da Silva

O uso de medicamentos agonistas do peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1), como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, pode estar associado à queda de cabelo em pacientes submetidos a tratamentos para obesidade e diabetes. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), que orienta que alterações capilares durante o tratamento sejam avaliadas por um médico dermatologista. Segundo a entidade, a perda acelerada de peso, aliada à restrição calórica e à deficiência de nutrientes, pode favorecer o surgimento do eflúvio telógeno, condição caracterizada pela queda acentuada dos fios.

De acordo com a secretária-geral da SBD-RS e médica dermatologista, Dra. Larissa Rodrigues Leopoldo, a relação entre os medicamentos e a queda capilar deve ser analisada considerando as mudanças provocadas no organismo ao longo do tratamento, e não apenas o uso da medicação. “Os medicamentos inibidores do GLP-1 podem estar ligados à queda de cabelos porque promovem emagrecimento rápido e de grande porcentagem de peso. Esse processo acelerado está relacionado ao eflúvio telógeno, especialmente quando há restrição calórica e redução de nutrientes essenciais”, afirma Larissa.

Velocidade da perda de peso influencia risco

Segundo a dermatologista, a intensidade da perda de peso pode influenciar o risco de queda dos cabelos, havendo diferenças entre os medicamentos disponíveis. “Existe diferença entre os medicamentos. A tirzepatida, por promover maior perda de peso e de maneira mais rápida, pode provocar maior risco de queda de cabelos”, observa Larissa.

A SBD-RS ressalta que a queda capilar não deve ser atribuída automaticamente ao medicamento, já que pode estar relacionada a outras condições, como alopecia androgenética, alopecia areata, alterações hormonais, deficiência de ferro ou fatores emocionais.

Acompanhamento médico

A entidade orienta que pacientes não interrompam o tratamento por conta própria nem iniciem suplementação sem orientação profissional. Conforme a SBD-RS, a investigação da causa da queda de cabelo deve ser realizada por um médico dermatologista, com avaliação individualizada.

Para reduzir os riscos, a recomendação é manter acompanhamento médico e nutricional durante o tratamento, garantindo ingestão adequada de proteínas, vitaminas e ferro. “O ideal é garantir quantidades adequadas de proteínas, vitaminas e ferro, nutrientes essenciais para a saúde capilar. Quando a queda de cabelos acontece durante o tratamento emagrecedor, um médico dermatologista deve ser consultado para investigação e tratamento”, destaca Larissa.

Sinais de alerta

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul orienta que medicamentos para obesidade e diabetes sejam utilizados apenas com prescrição e acompanhamento médico. Também recomenda que pacientes procurem avaliação especializada diante de sinais como queda intensa de cabelo, falhas no couro cabeludo, afinamento progressivo dos fios, coceira, descamação ou dor na região. A relação de profissionais habilitados está disponível no site da SBD-RS.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/06/2026 0 Comentários 92 Visualizações
Saúde

Grupo Hospitalar Conceição inicia estudo que avaliará uso de canetas emagrecedoras no SUS

Por Marina Klein Telles 29/06/2026
Por Marina Klein Telles

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) iniciou, na manhã da sexta-feira (26), um estudo pioneiro que avaliará o uso de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo do trabalho é reunir dados para mensurar, do ponto de vista clínico e financeiro, a possibilidade da incorporação dessas medicações na rede pública brasileira.

Para marcar o início da pesquisa, uma cerimônia foi realizada no auditório do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Porto Alegre, onde um paciente recebeu a primeira dose da medicação. “O Brasil está sendo um dos pioneiros na introdução e utilização dessa medicação em um sistema público universal. Poucos países fizeram isso. Acreditamos que ela pode reduzir a necessidade de cirurgia bariátrica ou permitir a realização da cirurgia em pacientes que hoje não têm condições clínicas de fazê-la”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o evento, que reuniu profissionais do GHC, autoridades e imprensa.

Segundo o ministro, o projeto do GHC servirá como base para a rede pública compreender como o medicamento pode ser usado no tratamento de obesidade e diabetes, além de futuras incorporações ao SUS. Isso ocorrerá porque, no projeto-piloto, os profissionais poderão acompanhar a evolução dos pacientes, dimensionar a perda de peso e conhecer os efeitos colaterais do tratamento.

Outro desafio do país envolve a parte econômica do uso da medicação, já que, atualmente, as canetas emagrecedoras estão disponíveis apenas no setor privado. “É fundamental garantir a produção local para que mais empresas produzam essa medicação e, com isso, derrubem os preços. Não pode acontecer como ocorreu com a insulina, quando poucas empresas internacionais tinham quase o monopólio da produção. Tudo que envolve o SUS diz respeito a milhões de pessoas. Portanto, ou você tem capacidade de produzir no país, ou não há sustentabilidade na oferta dessa medicação”, acrescentou o ministro.

Na apresentação, foi destacado o aumento da obesidade no país. Segundo levantamento de 2025 da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, o número de pessoas com a condição entre os brasileiros saltou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Também foi informado que, no SUS, houve aumento de 57% nos tratamentos relacionados à doença entre 2022 e 2025.

No contexto global, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 1 bilhão de pessoas vivendo com obesidade.

O cenário é também uma barreira a ser enfrentada para melhorar a qualidade de vida dos gaúchos. “O Rio Grande do Sul é um dos Estados com maior índice de sobrepeso e obesidade do país. Portanto, isso tudo mostra que nós temos um grande desafio no Sistema Único de Saúde. Esse estudo vai contribuir muito para que a gente possa reduzir esses índices”, afirmou Gilberto Barichello, diretor-presidente do GHC.

Primeira dose

No início da cerimônia, Guilherme Henrique Streppel Panichi, 39 anos, tomou a primeira dose de semaglutida, princípio ativo que será usado no projeto-piloto do GHC. Ele será uma das 250 pessoas acompanhadas pelas equipes para avaliar a perda de peso nos próximos 24 meses, período de duração da pesquisa. Após tomar a dose, Guilherme recebeu instruções sobre o manuseio do medicamento e as próximas etapas do tratamento. “Tenho problemas de excesso de peso desde os meus 6 anos. Entrei na fila da bariátrica, mas sempre tive receio por conta da minha saúde e nunca fiz [a cirurgia]. Fiquei muito feliz quando soube dessa pesquisa e fui convidado para participar. Hoje, fazer esse tratamento no setor privado é inviável para mim do ponto de vista financeiro, pois não tenho condições de arcar com os custos. Então, ser um dos participantes do estudo é um privilégio e uma oportunidade de ter uma vida melhor”, disse o paciente, morador de Porto Alegre.

Como funcionará a pesquisa?

Segundo Fernando Anschau, um dos pesquisadores do projeto-piloto e head de Inovação do GHC, a pesquisa será feita apenas com pacientes que estão na fila do SUS para a cirurgia bariátrica. Denominado Real-Bari, o trabalho disponibilizará o tratamento para pessoas com obesidade grave.

Entre os pacientes atendidos pela instituição, 91% têm obesidade mórbida, com o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 50. Além disso, apenas 47% possuem condições clínicas para realização de cirurgia bariátrica. A comorbidade mais prevalente nesse grupo é a hipertensão arterial. “Chamamos esse projeto de ‘ponte para a cirurgia bariátrica’. Nosso público-alvo precisa de uma condição melhor de saúde para fazer a cirurgia. Com esse trabalho, nossa perspectiva é encurtar o tempo da fila e devolver qualidade de vida em um prazo menor”, disse o médico.

Serão avaliados indicadores essenciais para compreender como o tratamento pode ser adaptado à realidade do SUS, como:

  • o percentual de perda de peso
  • a evolução da qualidade de vida
  • resultados de exames clínicos
  • condições pós-operatórias
  • os custos dos processos

Segundo Anschau, o trabalho não se resume apenas a entregar a medicação: há um braço de capacitação para os profissionais de saúde do SUS e de esclarecimento do tema à população. “Precisamos consolidar na sociedade e nos consultórios o entendimento de que a obesidade é uma doença crônica severa”, resumiu o pesquisador.

Quem serão os participantes?

O programa do GHC envolverá pacientes que estão regulados pelo SUS para o ambulatório de Endocrinologia do HNSC. Assim, a pesquisa não prevê a abertura para a entrada de novos voluntários. O estudo investigará a efetividade e a segurança do uso da semaglutida na perda de peso com acompanhamento periódico por 24 meses.

Além do vínculo com o HNSC, para serem incluídos no estudo, os participantes precisam preencher requisitos específicos. Entre eles estão apresentar Índice de Massa Corporal maior ou igual a 40 kg/m² ou maior ou igual a 35 kg/m² associado a pelo menos uma comorbidade relacionada à obesidade, como:

  • diabetes tipo 2
  • hipertensão arterial
  • dislipidemia
  • apneia obstrutiva do sono

Também é preciso ter o diagnóstico de obesidade estabelecido há pelo menos 12 meses e apresentar falha documentada no tratamento clínico convencional (dieta estruturada e atividade física) por pelo menos 12 meses. Outro requisito é ter capacidade de compreender e realizar a autoaplicação da medicação (ou contar com um cuidador habilitado para isso) e disponibilidade para comparecer às consultas presenciais no hospital. “O paciente precisa de dieta, nutricionista, mudanças de estilo de vida, mas também dessas novas tecnologias que são revolucionárias”, disse a endocrinologista do GHC Kátia Elisabete Pires Souto, que também participa do projeto.

Além da perda de peso e da melhora da qualidade de vida dos pacientes, a ideia do projeto é ter uma análise econômica do uso da medicação.
“Vemos que a obesidade está avançando nas classes menos favorecidas financeiramente, nos grupos de mulheres e gestantes. Tudo isso pressiona o SUS. Somos a favor do tratamento da obesidade, seja cirúrgico ou clínico. A obesidade não tem cura, mas tem tratamento”, acrescentou Kátia.

O projeto será acompanhado pelo Ministério da Saúde durante todas as etapas.

29/06/2026 0 Comentários 108 Visualizações
Saúde

Hotel Swan Novo Hamburgo abre as portas para ação de vacinação contra a gripe

Por Marina Klein Telles 26/06/2026
Por Marina Klein Telles

O cuidado com a saúde das pessoas será o ponto de partida de uma nova iniciativa do Hotel Swan Novo Hamburgo, na cidade homônima. No dia 1º de julho, próxima quarta-feira, o meio de hospedagem realiza a primeira edição do projeto “Swan Cultura & Bem-Estar”, que estreia promovendo um “Dia D” de vacinação contra a gripe. A ação é uma parceria com o setor de Imunizações da Secretaria Municipal de Saúde da cidade e será realizada das 13h às 16h, no lobby do empreendimento para o público em geral.

Para receber a vacina, moradores, hóspedes e colaboradores do hotel e a comunidade em geral deverão apresentar documento oficial com foto, CPF ou cartão do SUS. A caderneta de vacinação também poderá ser levada para atualização do registro.

A realização do “Dia D” de vacinação, no período em que aumentam os casos de doenças respiratórias no Rio Grande do Sul por conta do inverno, também é uma ação que vai ao encontro da Instrução Normativa nº1 (NR1) do Hotel Swan Novo Hamburgo sobre a saúde dos seus colaboradores.

No decorrer do ano, o “Swan Cultura & Bem-Estar” terá outras ações voltadas à promoção da saúde, qualidade de vida e o bem-estar coletivo na região de Novo Hamburgo, contemplando a comunidade em geral.

Serviço

-“Swan Cultura & Bem-Estar” – “Dia D” de vacinação contra a gripe
-Público: comunidade em geral, hóspedes, colaboradores e moradores da região
OBS: Necessário apresentar documento com foto, CPF ou cartão do SUS (Se possível, também a caderneta de vacinação).
-Data: 1º de julho
-Horário: das 13h às 16h
-Local: Swan Novo Hamburgo (lobby)
-Endereço: Av. Dr. Maurício Cardoso, 303 – Hamburgo Velho (Novo Hamburgo/RS)

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 92 Visualizações
Saúde

Professor da Feevale palestra em congresso internacional de Harmonização Orofacial em Portugal

Por Marina Klein Telles 25/06/2026
Por Marina Klein Telles

O professor do curso de Biomedicina da Universidade Feevale, Leandro da Silva, participou como palestrante do Congresso Internacional de Harmonização Orofacial (Cihof), realizado nos dias 12 e 13 de junho, em Portugal. O evento reuniu especialistas da área para discutir avanços científicos, técnicas inovadoras e tendências relacionadas à harmonização orofacial.

Durante sua participação, Leandro ministrou a palestra Mapeamento Facial e Procedimentos Injetáveis, na qual abordou a importância do conhecimento anatômico para a realização de procedimentos estéticos guiados por ultrassonografia.

A apresentação destacou como o mapeamento facial contribui para aumentar a segurança dos procedimentos e reduzir riscos de intercorrências e complicações associadas à aplicação de ácido hialurônico e à implantação de fios de sustentação facial.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/06/2026 0 Comentários 98 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento entrega novo centro de recuperação com investimento de R$ 18 milhões e ampliação da capacidade assistencial

Por Marina Klein Telles 24/06/2026
Por Marina Klein Telles

O Hospital Moinhos de Vento realizou, na terça-feira (23), o ato de entrega da reforma e ampliação do centro de recuperação. Localizado no segundo andar do Bloco C, junto ao centro cirúrgico, o espaço foi totalmente reformulado para proporcionar mais conforto, acolhimento e eficiência na jornada assistencial dos pacientes.

O projeto contou com um investimento de aproximadamente R$ 18 milhões e abrange uma área total de cerca de 1.000 m². Entre as principais melhorias está a ampliação da capacidade do centro de recuperação cirúrgica, que ganhou nove novos leitos, passando de 45 para 54 unidades.

A obra também contemplou a construção de uma área dedicada exclusivamente à recuperação dos pacientes da unidade de Hemodinâmica – área onde são realizados exames e procedimentos invasivos cardiovasculares, como stents em vasos cardíacos e próteses em vasos de grande porte — que passa a contar com nove novos leitos integrados à estrutura.

A entrega complementa os investimentos realizados pelo Hospital Moinhos de Vento na expansão da linha cardiovascular, fortalecida pelo lançamento do Hospital do Coração e pela ampliação contínua da infraestrutura destinada a procedimentos de alta complexidade. Para o CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com a excelência médica e o cuidado centrado no paciente.

“Esta entrega representa mais um avanço na qualificação da experiência assistencial oferecida aos nossos pacientes. Estamos ampliando capacidade, integrando fluxos e incorporando soluções que tornam o cuidado mais seguro, eficiente e humanizado. Cada investimento em infraestrutura tem como objetivo apoiar nossas equipes e proporcionar melhores resultados clínicos e uma jornada mais acolhedora para quem confia seus cuidados ao Hospital Moinhos de Vento”, destaca o CEO.

Humanização e otimização de fluxos

A nova estrutura foi planejada sob o conceito de arquitetura acolhedora, com o objetivo de reduzir a ansiedade comum nos períodos pré e pós-operatório. O espaço conta com uma nova recepção e boxes individualizados equipados com televisões em cada leito, proporcionando mais privacidade, conforto e bem-estar aos pacientes.

Além dos ganhos em acolhimento e experiência, a integração entre o centro de recuperação, o bloco cirúrgico e a área de hemodinâmica permite maior eficiência operacional, redução de deslocamentos, otimização dos fluxos assistenciais e mais segurança para pacientes e equipes. O resultado é uma assistência ainda mais ágil, qualificada e centrada nas necessidades de cada pessoa.

A nova estrutura integra o plano contínuo de investimentos do Hospital Moinhos de Vento em infraestrutura, inovação e experiência do paciente, alinhado aos mais elevados padrões nacionais e internacionais de qualidade e segurança assistencial.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/06/2026 0 Comentários 140 Visualizações
Saúde

Dia Mundial do Vitiligo reforça alerta contra preconceito e desinformação

Por Jonathan da Silva 22/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) aproveita as ações do Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, para reforçar a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do combate ao preconceito relacionado à doença. A mobilização busca ampliar o acesso à informação correta sobre a condição, incentivar a procura por acompanhamento médico especializado e reduzir o estigma social enfrentado por pessoas que convivem com o vitiligo.

Criada em 2011 por organizações internacionais ligadas à causa, a data tem caráter global de conscientização e homenageia o cantor Michael Jackson, que conviveu com a doença e faleceu em 25 de junho de 2009. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o vitiligo afeta entre 0,5% e 2% da população mundial. No Brasil, mais de um milhão de pessoas apresentam a condição, caracterizada pela perda da coloração da pele em razão da diminuição ou ausência de melanina.

O que é o vitiligo

O vitiligo não é contagioso e não pode ser transmitido por toque, convívio social ou contato com as lesões. A doença é considerada autoimune, já que o sistema de defesa do organismo passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele.

Além dos fatores imunológicos, a condição também pode estar associada a fatores genéticos e ambientais. O estresse severo figura entre os elementos que podem atuar como gatilho ou agravante em pessoas predispostas ao desenvolvimento da doença.

Impactos além da pele

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul, Juliano Peruzzo, o desconhecimento sobre a doença ainda contribui para situações de discriminação e sofrimento emocional entre os pacientes. “O vitiligo precisa ser compreendido como uma condição dermatológica que exige diagnóstico adequado, acompanhamento e acolhimento. O preconceito, muitas vezes, causa mais sofrimento do que as próprias manchas. Por isso, informação de qualidade é fundamental para que a sociedade entenda que não há risco de transmissão e que existem recursos terapêuticos capazes de controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Peruzzo.

Tratamentos disponíveis

Embora não exista cura definitiva para o vitiligo, os tratamentos disponíveis têm como objetivo conter a progressão das manchas, estimular a repigmentação da pele e minimizar os impactos emocionais associados à condição.

Entre as opções terapêuticas estão medicamentos tópicos, imunomoduladores, corticoides, fototerapia com radiação ultravioleta, laser e, em situações específicas, técnicas cirúrgicas.

Orientação médica

A SBD-RS orienta que pessoas com suspeita de vitiligo procurem avaliação com médico dermatologista para diagnóstico e definição do tratamento mais adequado. A relação de profissionais habilitados pode ser consultada no site da entidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 96 Visualizações
Saúde

Inverno eleva circulação de vírus respiratórios e aumenta alerta na saúde

Por Jonathan da Silva 19/06/2026
Por Jonathan da Silva

A chegada oficial do inverno, em 21 de junho, deve intensificar a circulação de vírus respiratórios no Rio Grande do Sul e ampliar a procura por atendimento médico, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas ou baixa imunidade. O alerta é reforçado pelo Hospital Ernesto Dornelles (HED), em Porto Alegre, diante do aumento sazonal de casos de síndromes respiratórias e da descompensação de enfermidades pré-existentes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções respiratórias estão entre as principais causas de hospitalização e mortalidade em populações vulneráveis.

No Hospital Ernesto Dornelles, o crescimento da demanda por atendimentos relacionados a problemas respiratórios faz parte da rotina dos meses mais frios. De acordo com a pneumologista e coordenadora da Unidade de Cuidados Respiratórios (UCR) do HED, Juliana Cardozo Fernandes, pacientes com doenças já diagnosticadas estão entre os mais afetados. “A grande maioria dos pacientes que procuram as emergências hospitalares são pessoas com condições crônicas respiratórias ou enfermidades de outras naturezas, como diabetes e cardiopatia. Por conta da maior circulação de vírus e infecções nesta época, essas doenças acabam descompensando e gerando situações de maior risco à vida”, explica Juliana.

A médica acrescenta que sintomas persistentes costumam levar pacientes e familiares à busca por assistência imediata. “Muitas vezes o paciente tem receio de permanecer em casa porque apresenta falta de ar importante, febre persistente ou porque um idoso fica mais sonolento e prostrado. Isso gera insegurança e leva a família a procurar uma emergência hospitalar”, afirma Juliana.

Atenção aos sintomas

Durante o inverno, aumentam os registros de Influenza, Covid-19 e outras síndromes respiratórias virais. Entre os sinais que exigem atenção estão febre alta persistente, dores intensas no corpo, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, secreção nas vias respiratórias e falta de ar. “Febre alta persistente, dores intensas no corpo, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, secreção nas vias respiratórias e falta de ar podem indicar uma doença mais limitante, capaz de comprometer as atividades diárias e exigir avaliação médica”, observa Juliana.

A especialista destaca a importância dos testes diagnósticos. “Para quem apresenta sintomas sugestivos, o teste é fundamental para identificar se o quadro está relacionado à Influenza ou à Covid-19. Também é importante adotar medidas simples, como repouso, hidratação adequada e o uso das medicações orientadas pelo médico”, reforça a médica.

Momento adequado para os exames

Segundo a pneumologista, o período em que os testes são realizados interfere na precisão do diagnóstico. “Hoje existem testes capazes de identificar diferentes vírus respiratórios, permitindo ao médico uma boa rastreabilidade inicial da síndrome viral. Mas é importante respeitar o tempo adequado. Muitas vezes o paciente apresenta os primeiros sintomas pela manhã e já quer realizar o exame. O ideal é aguardar entre 48 e 72 horas para obter um melhor aproveitamento diagnóstico”, explica Juliana.

A especialista ressalta ainda que o tempo de afastamento das atividades deve considerar a gravidade dos sintomas. “A gravidade do quadro é o que vai determinar a necessidade de repouso e o tempo de afastamento das atividades sociais e profissionais”, acrescenta a médica.

Vacinação como principal estratégia

Embora a campanha nacional de vacinação contra a gripe destinada aos grupos prioritários tenha sido oficialmente encerrada, a Secretaria Estadual da Saúde mantém a orientação para preservação de estoques estratégicos, a fim de garantir a imunização contínua de crianças, idosos e gestantes. A ampliação da vacinação para o público em geral depende da disponibilidade de doses nos municípios.

Para a médica, a vacinação segue sendo a principal estratégia para reduzir complicações. “No geral, a vacina é o que muda a trajetória desse desfecho. Hoje temos uma distribuição cada vez mais precoce das doses porque sabemos que os vírus começam a circular já a partir de abril. Infelizmente, ainda observamos uma adesão menor do que a desejada”, alerta Juliana.

Grupos mais vulneráveis

Crianças pequenas, idosos e pessoas imunossuprimidas estão entre os grupos que exigem maior vigilância durante a estação. “A criança está construindo sua imunidade e depende muito do calendário vacinal, especialmente nos primeiros meses de vida. Já os idosos enfrentam uma redução natural da resposta imunológica em razão do envelhecimento. Por isso, esses são os grupos que mais preocupam”, destaca Juliana.

Pacientes em tratamento oncológico, pessoas com doenças inflamatórias crônicas ou em uso de medicamentos imunossupressores também apresentam maior suscetibilidade às infecções respiratórias. “Nessas situações, o uso de máscara em determinados ambientes e a intensificação do uso de álcool gel para higiene das mãos, pode ser uma estratégia importante de proteção”, orienta a médica.

A especialista lembra que a transmissão viral pode ocorrer tanto pelo ar quanto pelo contato com superfícies contaminadas. “A gotícula pode permanecer em maçanetas, mesas, teclados e outros objetos de uso coletivo. Por isso, além da vacinação, medidas como higiene frequente das mãos, ventilação dos ambientes e uso de máscara por pessoas mais vulneráveis continuam sendo ferramentas importantes de proteção”, conclui Juliana.

Estrutura especializada

Para atender pacientes com doenças pulmonares agudas e crônicas, o Hospital Ernesto Dornelles mantém a Unidade de Cuidados Respiratórios (UCR), localizada no 9º andar da instituição. O serviço dispõe de recursos de oxigenoterapia e ventilação não invasiva, além de equipe multidisciplinar composta por pneumologistas, fisioterapeutas, profissionais de enfermagem, farmácia clínica, nutrição, nutrologia e psicologia.

O modelo assistencial inclui monitoramento contínuo, suporte nutricional individualizado, acompanhamento psicológico para pacientes e familiares e fisioterapia diária voltada à reabilitação respiratória e motora.

Fundado em 1962, o Hospital Ernesto Dornelles possui 220 leitos e atua em 33 especialidades médicas. A instituição desenvolve atividades de assistência, ensino, pesquisa e inovação em saúde no Rio Grande do Sul.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/06/2026 0 Comentários 114 Visualizações
Saúde

Hora do Psiu ajuda bebês a se desenvolverem no Hospital Municipal de Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 19/06/2026
Por Jonathan da Silva

A UTI Neonatal do Hospital Municipal de Novo Hamburgo adota, como protocolo institucional de cuidado aos recém-nascidos internados, a chamada “Hora do Psiu”, também conhecida pela equipe como “Hora do Soninho”. A iniciativa consiste em pausas programadas ao longo dos turnos da manhã, tarde e noite para reduzir estímulos no ambiente hospitalar. A medida busca preservar o sistema nervoso ainda imaturo dos bebês, diminuindo fatores de estresse e favorecendo o descanso, a recuperação clínica e o desenvolvimento saudável dos pacientes.

Durante o período da “Hora do Psiu”, as luzes da unidade são reduzidas, os ruídos são minimizados, os alarmes são silenciados sempre que possível e a manipulação dos recém-nascidos é suspensa. A proposta é proporcionar um ambiente mais tranquilo, reduzindo os impactos dos estímulos inevitáveis presentes na rotina hospitalar.

Estímulos reduzidos para favorecer o desenvolvimento

De acordo com a equipe técnica da UTI Neonatal, a permanência em um ambiente com procedimentos frequentes e movimentação constante pode gerar agitação nos bebês internados, especialmente por conta da imaturidade do sistema nervoso. “Assim como os adultos, os bebês também podem ficar mais agitados, o que pode aumentar a frequência cardíaca e até provocar a perda de sondas ou acessos. Por isso, realizamos esse cuidado em vários momentos do dia para garantir mais tranquilidade a eles”, explica o técnico de enfermagem Davi Costa.

A estratégia é adotada de forma sistemática pela unidade e integra os protocolos assistenciais voltados ao cuidado neonatal.

Protocolo institucional

Segundo a técnica de enfermagem Michele Santanna, a iniciativa vai além da promoção do sono e está relacionada diretamente ao desenvolvimento dos recém-nascidos internados na unidade. “Não se trata apenas de uma hora de sono. É um cuidado voltado ao desenvolvimento do recém-nascido. Quando ele entra na UTI Neonatal, é exposto a diversos procedimentos e estímulos que podem gerar estresse. Até mesmo a abertura da incubadora representa um estímulo para o bebê. Nesse período de uma hora, buscamos respeitar integralmente o momento dele, permitindo que descanse e se recupere”, afirma Michele.

A prática é realizada nos diferentes turnos de atendimento e, conforme a equipe, impacta diretamente os indicadores clínicos dos pacientes.

Benefícios observados pela equipe

De acordo com Michele, estudos científicos já demonstraram os efeitos positivos da redução de estímulos em unidades neonatais, contribuindo para maior estabilidade dos recém-nascidos durante a internação. “A Hora do Psiu contribui para que o bebê fique mais calmo, menos agitado e mais confortável. Os parâmetros clínicos apresentam melhora significativa durante esse período. É uma estratégia eficiente e fundamental para o cuidado e o desenvolvimento dos recém-nascidos”, completa a técnica de enfermagem.

A adoção da “Hora do Psiu” integra a rotina da UTI Neonatal do Hospital Municipal de Novo Hamburgo como uma das estratégias voltadas à humanização da assistência e à qualificação do cuidado oferecido aos bebês internados.

Foto: Joceline Silveira/FSNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/06/2026 0 Comentários 95 Visualizações
Saúde

Gaúcho é homenageado na Itália com uma das principais distinções internacionais da área de doenças raras

Por Marina Klein Telles 17/06/2026
Por Marina Klein Telles

O médico geneticista gaúcho Roberto Giugliani recebeu neste fim de semana, em Florença, na Itália, a mais importante homenagem internacional do campo das mucopolissacaridoses (MPS), grupo de doenças genéticas raras que afeta diferentes órgãos e sistemas do organismo. A distinção, denominada Life for MPS Award, foi entregue durante o 18º Simpósio Internacional de MPS e Doenças Relacionadas, principal encontro científico mundial sobre o tema.

Concedido a cada dois anos, o prêmio celebra profissionais que contribuíram de forma decisiva para avanços no conhecimento, no diagnóstico e no tratamento dessas enfermidades. A homenagem reforça a projeção internacional de um trabalho iniciado há mais de cinco décadas no Rio Grande do Sul. Ao longo da carreira, Giugliani participou de estudos que ampliaram a compreensão sobre a evolução clínica dessas doenças, aperfeiçoaram métodos de identificação e abriram caminho para novas abordagens terapêuticas.

A atuação do pesquisador também contribuiu para posicionar o Brasil entre os países com presença relevante na produção científica da área. Recentemente, ele foi classificado como o cientista brasileiro que mais publica sobre mucopolissacaridoses, ocupando a quinta colocação no mundo.

Entre seus principais legados está a criação da Rede MPS Brasil, iniciativa que conecta centros especializados em diferentes regiões do país e que se tornou uma importante fonte de dados clínicos e epidemiológicos sobre essas condições na América Latina. O trabalho colaborativo desenvolvido ao longo das últimas décadas facilitou o acesso de pacientes brasileiros a terapias inovadoras.

Quando o geneticista iniciou seus primeiros estudos sobre o tema, na década de 1970, pouco se conhecia sobre os mecanismos bioquímicos e genéticos  envolvidos e ainda não havia opções terapêuticas. Desde então, a área passou por uma profunda transformação. Hoje, exames realizados a partir de pequenas amostras de sangue ou urina permitem diagnósticos rápidos e precisos, enquanto terapias inovadoras vêm transformando a vida dos pacientes. “Recebo esta homenagem com muita alegria porque ela representa uma trajetória construída coletivamente. Ao longo de décadas, pesquisadores, profissionais de saúde, pacientes e famílias contribuíram para ampliar o conhecimento sobre as mucopolissacaridoses e tornar possível uma realidade muito diferente daquela que encontrávamos quando iniciamos esse trabalho”, destaca Giugliani.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/06/2026 0 Comentários 109 Visualizações
Saúde

Operação Inverno amplia atendimento respiratório em Esteio

Por Jonathan da Silva 16/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Secretaria Municipal da Saúde de Esteio inicia a Operação Inverno neste sábado, 20 de junho, com a abertura da Unidade Básica de Saúde (UBS) Dr. Paulo Justiniano Lucena Borges, no bairro Parque Claret, para atendimento de pacientes com sintomas respiratórios. A ação ocorrerá aos sábados, das 8h às 12h, até o dia 19 de setembro, com atendimento a crianças, adolescentes, adultos e idosos que apresentem sintomas como tosse, coriza, congestão nasal, febre, dor de garganta e falta de ar. A medida busca ampliar o acesso aos serviços de saúde durante o período de maior incidência de doenças respiratórias.

Localizada na Avenida João Neves da Fontoura, nº 347, a UBS contará com uma equipe formada por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, farmacêutico, atendente de farmácia, além de profissionais responsáveis pela recepção, triagem e limpeza da unidade.

Operação Inverno

Durante a Operação Inverno, os pacientes atendidos que receberem prescrição médica poderão retirar medicamentos na própria unidade de saúde no mesmo dia. Entre os remédios disponibilizados estão antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios, conforme indicação clínica.

Além dos atendimentos relacionados a sintomas respiratórios, a UBS também oferecerá vacinação ao público que procurar a unidade durante o período da ação.

Casos graves devem procurar hospital

A Secretaria Municipal da Saúde orienta que pacientes com quadros respiratórios considerados graves procurem diretamente o Hospital São Camilo, localizado na Avenida Castro Alves, nº 948, no bairro Tamandaré.

Como parte das medidas adotadas para enfrentar o aumento da demanda por atendimentos durante o inverno, o Hospital São Camilo também reforçou sua equipe de Pediatria. Até o dia 31 de agosto, além de manter dois profissionais da área em atendimento permanente durante 24 horas por dia, a instituição contará com um terceiro pediatra às segundas e terças-feiras, das 8h às 20h.

Foto: Daniel Bataioli/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/06/2026 0 Comentários 108 Visualizações
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