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Com foco em reforma tributária e jornada de trabalho, Fiergs e CBIC discutem perspectivas da construção civil

Por Marina Klein Telles 22/06/2026
Por Marina Klein Telles

Responsável por cerca de 1 milhão de empregos formais gerados desde a pandemia e por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a construção civil foi o foco de encontro promovido pelo Sistema FIERGS e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) na quinta-feira (18). Entre os principais temas debatidos estiveram os impactos da reforma tributária e da proposta de redução da jornada de trabalho, atualmente em tramitação no Congresso Nacional.

O vice-presidente da FIERGS e coordenador do Conselho da Construção Civil (Consic), Claudio Teitelbaum, que representou no evento o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, destacou a relevância do setor para a economia e o papel da Região Sul no cenário nacional. “É uma atividade estratégica para o desenvolvimento econômico e social. Foi um dos primeiros setores a reagir após a covid-19 e, durante oito trimestres consecutivos, liderou a geração de empregos no Brasil”, afirmou.

Teitelbaum ressaltou, porém, os desafios, como a reforma tributária. “Teremos de buscar mais industrialização, mecanização e ferramentas que hoje ainda utilizamos pouco. Haverá aumento de impostos e redução da competitividade. Até alcançarmos o estágio de creditação dos impostos, o fluxo de caixa das empresas sofrerá bastante”, ponderou.

O presidente eleito da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida, considera que o setor precisa se mobilizar diante das mudanças em curso. “Este é um ano de transição e de muitas incertezas políticas. A regulamentação da reforma tributária, por exemplo, está acontecendo agora, e a participação das empresas é fundamental. Precisamos agir para não sermos prejudicados”, disse.

Almeida também alertou para os possíveis impactos da redução da jornada semanal para 40 horas. Segundo ele, a medida exigiria a contratação imediata de cerca de 280 mil trabalhadores adicionais na construção civil. “O que precisamos é de tempo e produtividade”, pontuou.

Já o coordenador do Conselho Técnico de Assuntos Tributários, Legais e Cíveis da FIERGS (Contec) e presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem em Geral no Estado do Rio Grande do Sul (Sicepot-RS), Rafael Sacchi, defendeu maior equilíbrio fiscal e investimentos em infraestrutura. “Deveríamos ter feito uma reforma administrativa antes da reforma tributária. O Brasil regula a receita pelo aumento da despesa. A arrecadação cresceu, mas a dívida pública continua aumentando por causa da despesa descontrolada. E não se trata de despesas que geram investimentos, como despesas com construção, que trazem efeitos positivos na economia”, afirmou.

Sacchi defendeu políticas públicas de Estado voltadas para infraestrutura, habitação, saneamento e logística. “Com o fim de incentivos fiscais previsto na reforma tributária, como o Estado pode se tornar mais competitivo? Pela logística”, enfatizou, ressaltando que o Rio Grande do Sul conta atualmente com apenas um porto e uma malha ferroviária defasada.

Na abertura do encontro, foram homenageadas duas personalidades com trajetória relevante para o setor: o engenheiro, empresário, deputado constituinte e ex-ministro-chefe da Casa Civil Luis Roberto Andrade Ponte e o empresário, contador e ex-presidente do Sinduscon-RS Ricardo Antunes Sessegolo.

“É uma honra receber essa homenagem. Entrei na vida pública com o objetivo de ser útil. Precisamos defender os interesses do país. E quase tudo o que a construção faz é positivo para o Brasil, pois está presente nos hospitais, nas escolas e nas estradas”, agradeceu Ponte. Em sua fala, Sessegolo destacou a importância da aproximação entre a indústria e construção civil. “Esta é a casa da indústria. A construção civil conquistou um espaço na entidade que antes não tinha, com muita luta e perseverança”, celebrou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 143 Visualizações
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Sebrae RS e Estado oferecem apoio à regulamentação da Lei de Liberdade Econômica

Por Marina Klein Telles 22/06/2026
Por Marina Klein Telles

Apesar do avanço da Lei de Liberdade Econômica nos municípios gaúchos nos últimos anos, grande parte das administrações locais ainda não concluiu uma etapa fundamental para que seus efeitos sejam percebidos na prática: a regulamentação da legislação. Para acelerar esse processo, o Sebrae RS, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Conselho Estadual de Desburocratização e Empreendedorismo, está disponibilizando 150 vagas de consultoria gratuita para apoiar os municípios na regulamentação das normas.

A ação integra um convênio entre as instituições e busca ampliar o número de cidades com regulamentação validada, fortalecendo a agenda de simplificação administrativa, modernização da gestão pública e qualificação do ambiente para novos negócios em todas as regiões do Rio Grande do Sul.

Desde a criação da Lei Federal nº 13.874, conhecida como Lei da Liberdade Econômica, em 2019, houve uma ampla mobilização dos municípios em torno da pauta da simplificação. No entanto, apenas 112 cidades gaúchas concluíram a regulamentação da legislação e obtiveram validação junto ao Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), etapa necessária para que as medidas sejam efetivamente implementadas. “A regulamentação é a etapa que transforma a legislação em resultados concretos para os empreendedores e para a própria administração pública. Ela permite simplificar processos, ampliar a segurança jurídica e tornar mais ágil a abertura de empresas, especialmente para atividades classificadas como de baixo risco”, explica o diretor Técnico do Sebrae RS, Ariel Berti.

Na prática, a medida possibilita a dispensa de licenças e alvarás para determinadas atividades econômicas, reduzindo custos e prazos para quem deseja empreender. Ao mesmo tempo, permite que os municípios direcionem esforços de fiscalização para empreendimentos de maior complexidade, tornando a gestão pública mais eficiente.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Leandro Evaldt, o avanço da regulamentação da Lei de Liberdade Econômica nos municípios gaúchos representa um passo estratégico para impulsionar o ambiente de negócios, reduzir entraves burocráticos e estimular a atração de investimentos. “Com a simplificação de processos e maior previsibilidade jurídica, e especialmente para micro e pequenos empreendedores, possibilita condições mais favoráveis à geração de emprego e renda, fortalecendo cadeias produtivas locais e promovendo um desenvolvimento regional mais equilibrado”, afirma Evaldt. Além disso, ainda de acordo com o secretário, harmonizar as regras em nível municipal contribui para aumentar a competitividade do Estado como um todo, alinhando o Rio Grande do Sul a boas práticas nacionais e internacionais de desburocratização e liberdade econômica.

De acordo com o secretário-executivo do Conselho Estadual de Desburocratização e Empreendedorismo (CEDE), Roger Pozzi, a atuação do CEDE é fundamental para identificar gargalos regulatórios, propor soluções e apoiar a implementação de políticas públicas voltadas à simplificação e modernização administrativa. “Ao orientar gestores locais, disseminar boas práticas e ampliar o acesso a iniciativas de apoio ao empreendedorismo, o colegiado contribui diretamente para reduzir custos operacionais, acelerar processos e fomentar um ambiente mais dinâmico, inclusivo e propício ao crescimento econômico sustentável”, assegura Pozzi.

Entre os exemplos recentes de avanço nessa agenda está a Associação dos Municípios do Vale do Paranhana (AMPARA), a primeira, gaúcha, a alcançar 100% de adesão à regulamentação da Lei de Liberdade Econômica entre seus integrantes. O diretor relata que o resultado evidencia como a articulação regional pode acelerar a adoção de iniciativas voltadas à melhoria do ambiente empreendedor.

Segundo Berti, a consultoria foi estruturada para auxiliar prefeituras com ou sem legislação específica. “Nosso objetivo é apoiar as administrações municipais para que avancem com segurança nessa agenda de desburocratização. Quanto mais municípios regulamentados, maior será a capacidade de criar condições favoráveis ao empreendedorismo, à atração de investimentos e à geração de emprego e renda”, destaca.

O Conselho Estadual de Desburocratização e Empreendedorismo também atua na mobilização e integração dos diferentes atores envolvidos na pauta, contribuindo para ampliar o alcance das ações voltadas à redução de entraves burocráticos e ao fortalecimento do desenvolvimento econômico no Estado.

A iniciativa dará prioridade aos municípios que ainda não concluíram a regulamentação e que manifestem interesse em modernizar seus processos administrativos. As cidades podem enviar sua manifestação de interesse na consultoria pelo e-mail: [email protected]

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 108 Visualizações
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Com investimento de R$ 50 milhões, Marzoli Inc. aposta no mercado residencial de alto padrão da Serra Gaúcha

Por Marina Klein Telles 22/06/2026
Por Marina Klein Telles

A combinação entre força econômica, tradição empreendedora, valorização da qualidade de vida e legado urbano impulsiona uma nova fase no mercado imobiliário de alto padrão da Serra Gaúcha. Com investimento estimado em R$ 50 milhões e expectativa de gerar mais de 200 empregos diretos e indiretos, a Marzoli Inc. inicia as operações em Farroupilha apostando no potencial de crescimento do segmento.

A empresa estreia no setor com o Alba, empreendimento de alto padrão que marca a entrada das famílias Marmentini e Biazoli na incorporação residencial. Os empresários acumulam quase quatro décadas de atuação empresarial na Serra Gaúcha. Além da trajetória à frente da Biamar Malhas, grife consolidada nacionalmente no segmento da moda, o grupo também administra, há mais de 20 anos, a B&M, voltada ao desenvolvimento de empreendimentos comerciais.

Segundo os sócios, a entrada no segmento residencial é vista como um movimento natural, impulsionado pelas transformações do comportamento dos consumidores e do próprio desenvolvimento urbano da região. A receptividade do mercado já aparece nos números iniciais do Alba: mesmo antes do começo das obras, 21% das unidades estão reservadas. A construção inicia em julho deste ano e a entrega está prevista 2030.

“O mercado evoluiu e as expectativas das pessoas também. Existe uma demanda crescente por moradias que entreguem não apenas localização e metragem, mas uma experiência completa, com arquitetura qualificada, identidade, tecnologia, conforto, bem-estar e atenção aos detalhes. A Marzoli surge a partir dessa leitura e da confiança que temos no potencial de Farroupilha e da Serra Gaúcha”, afirma o sócio e engenheiro civil Pedro Henrique Marmentini.

Ainda de acordo com ele, a criação da incorporadora também está relacionada à percepção de que cidades como Farroupilha atravessam um processo de evolução econômica e urbana que abre espaço para uma nova geração de empreendimentos.

“Farroupilha reúne características que a tornam cada vez mais atrativa para viver e investir. Queremos participar desse movimento por meio de projetos que contribuam para a qualificação da cidade, gerem valor para as pessoas e deixem um legado positivo para as próximas gerações”, destaca.

Primeiro empreendimento

O edifício Alba foi concebido para traduzir os princípios que orientam a atuação da Marzoli Inc.: arquitetura autoral, longevidade construtiva, valorização do design e atenção à experiência de morar., o empreendimento será construído em uma área estratégica da região central de Farroupilha, na Rua Thomas Edison, 560 (esquina com a Rua Arcangelo Chiele).

Com 25 pavimentos, 19 unidades residenciais e aproximadamente 8,7 mil m² de área construída, o projeto aposta na exclusividade como um dos seus atrativos. Os apartamentos terão cerca de 260 m² privativos, enquanto as áreas de convivência e lazer somam 1.082,30 m². O prédio contará com academia, coworking, salão de festas, adega, banho pet, brinquedoteca, espaço kids, piscina com sauna, entre outros ambientes internos e externos.

Arquitetura, design e permanência

Assinado pela arquiteta Lisana Maggioni, o Alba reúne soluções voltadas à durabilidade, eficiência e conforto dos moradores. Entre os diferenciais estão paredes duplas, lajes de 30 centímetros com EPS e contrapiso técnico, recursos que ampliam o isolamento acústico e o desempenho térmico das unidades.

O empreendimento incorpora práticas voltadas à sustentabilidade e à eficiência operacional, incluindo sistema fotovoltaico para abastecimento das áreas condominiais, além de projetos para otimizar o consumo de energias renováveis e aumentar a durabilidade da edificação.

Nas áreas comuns, a proposta ainda inclui mobiliário e peças assinadas por designers brasileiros reconhecidos nacionalmente, como Carlos Motta, Mula Preta, Roberta Banqueri, Giacomo Tomazzi e Venet Design.

Além da arquitetura, o empreendimento conta com paisagismo desenvolvido por Akemi Inamoto, da Byo Paisagismo, projetos de engenharia da Efiza Engenharia e engenharia-executiva conduzida por Pedro Henrique Marmentini e José Luiz Ribeiro. “Existe espaço para empreendimentos que contribuam para qualificar a cidade e acompanhem as novas formas de viver. Nossa intenção é desenvolver projetos que atravessem o tempo com relevância, agregando valor não apenas aos moradores, mas também ao ambiente urbano onde estão inseridos”, conclui Pedro Henrique Marmentini.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 176 Visualizações
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O que o Rio Grande do Sul pode aprender com China e Estados Unidos para atrair investimentos em semicondutores

Por Marina Klein Telles 19/06/2026
Por Marina Klein Telles

A corrida global por investimentos em semicondutores está redesenhando cadeias produtivas, políticas industriais e estratégias de desenvolvimento tecnológico em diferentes partes do mundo. Em meio a esse cenário, experiências apresentadas por especialistas dos Estados Unidos, China, União Europeia e Coreia do Sul durante o SemiCon-LAC 2026, realizado no Tecnopuc – Parque Científico e Tecnológico da PUCRS, em Porto Alegre, apontam caminhos que podem servir de referência para o Rio Grande do Sul ampliar sua participação em um dos mercados mais estratégicos da economia global.

O tema foi debatido durante o painel “Modelos globais de ecossistemas para a indústria de SemiCon”, que abriu a programação do segundo dia do evento. Entre os exemplos apresentados, chamou atenção o caso do estado do Arizona, nos Estados Unidos, que acumula mais de US$ 200 bilhões em investimentos anunciados para a indústria de semicondutores e consolidou a região de Phoenix como um dos principais polos tecnológicos do país.

Segundo Krishna Muralidharan, da University of Arizona e do Arizona Tech Park, a combinação entre universidades fortes, formação de talentos e ambiente favorável aos negócios foi determinante para esse crescimento.

Já a experiência chinesa mostrou como a articulação entre indústria, mercado e cooperação internacional pode impulsionar o desenvolvimento do setor. Zhao Xueyi, representante da China Semiconductor Industry Association (CSIA), destacou que o mercado global de semicondutores atingiu quase US$ 800 bilhões em vendas em 2025, impulsionado principalmente pelo avanço da Inteligência Artificial.

Para o Rio Grande do Sul, as experiências internacionais reforçam uma estratégia que já vem sendo construída há décadas. O estado concentra parte importante da capacidade brasileira em microeletrônica, design e encapsulamento de semicondutores, além de reunir universidades, centros de pesquisa e empresas especializadas que formam um dos ecossistemas mais consolidados do país.

Chair do SemiCon-LAC 2026, Adão Villaverde, avalia que a reorganização da cadeia global cria uma oportunidade histórica para regiões capazes de combinar conhecimento, inovação e ambiente de negócios. “O Rio Grande do Sul já possui expertise e capacidade instalada em áreas estratégicas da cadeia de semicondutores. Nosso desafio é transformar essa base em novos negócios, investimentos e protagonismo internacional”, afirmou.

O debate também evidenciou que a disputa por investimentos não ocorre apenas entre países, mas entre ecossistemas capazes de oferecer condições para o desenvolvimento da indústria. Questões como disponibilidade de talentos, infraestrutura tecnológica, políticas públicas e capacidade de articulação regional aparecem como fatores decisivos para atrair novos empreendimentos.

Presidente da InvestRS, Rafael Prikladnicki destaca que o momento é de posicionar o Rio Grande do Sul dentro de uma estratégia mais ampla para a América Latina e o Caribe. “Precisamos discutir qual papel queremos ocupar nos próximos dez anos e como a região pode se apresentar ao mundo como um ecossistema competitivo. Os investimentos procuram segurança, mas também políticas estruturadas e uma visão clara de desenvolvimento”, detalhou.

Segundo ele, iniciativas como o SemiCon-LAC ajudam a fortalecer a conexão do estado com os principais polos globais da indústria e ampliam a visibilidade das capacidades já instaladas no Rio Grande do Sul. “O fato de sediarmos o primeiro evento latino-americano voltado exclusivamente para esse setor demonstra o apetite que temos para participar desse mercado e atrair uma parcela desses investimentos para o estado”, completou.

Para os organizadores do SemiCon-LAC 2026, a principal lição é que a América Latina precisa atuar de forma articulada para aproveitar a oportunidade criada pela reconfiguração global das cadeias produtivas. E, dentro desse cenário, o Rio Grande do Sul surge como um dos candidatos naturais a liderar esse movimento na região, apoiado por uma trajetória construída ao longo de décadas em microeletrônica, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/06/2026 0 Comentários 136 Visualizações
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Pesquisa da Fiergs aponta queda da confiança da indústria gaúcha em junho

Por Jonathan da Silva 18/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) caiu para 45,2 pontos em junho, registrando recuo de 0,7 ponto em relação a maio e ampliando a falta de confiança entre os industriais gaúchos. Divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Sistema Fiergs, o levantamento indica que a piora das expectativas para os próximos seis meses foi o principal fator para a queda do indicador. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 12 de junho com 139 empresas do estado, incluindo 29 pequenas, 45 médias e 65 grandes.

Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, fatores internos e externos têm dificultado a recuperação da confiança do setor industrial. “A inflação e a manutenção de juros em patamares elevados limitam os investimentos. Além disso, o conflito no Oriente Médio e as taxações americanas continuam afetando os negócios e, consequentemente, a confiança dos industriais“, afirma Bier.

O Icei-RS utiliza como referência a linha dos 50 pontos. Resultados abaixo desse patamar indicam falta de confiança, sendo que quanto maior o distanciamento, mais intensa e disseminada é a percepção negativa entre os empresários.

Condições atuais apresentam melhora

Apesar da queda do índice geral, os industriais demonstraram avaliação menos negativa sobre as condições atuais. O Índice de Condições Atuais passou de 40,6 pontos em maio para 41,9 pontos em junho, registrando alta de 1,3 ponto e o segundo avanço consecutivo.

No caso da economia brasileira, o indicador subiu de 33,3 para 35 pontos. Ainda assim, prevalece a percepção de deterioração do cenário nacional: 56,1% dos entrevistados afirmaram que as condições da economia brasileira pioraram ou pioraram muito.

O Índice de Condições da Empresa também avançou, atingindo 45,4 pontos após alta de 1,1 ponto em relação ao mês anterior, alcançando o maior nível dos últimos 12 meses.

Os dados mostram redução na intensidade das avaliações negativas. A parcela de industriais que relatou piora nas condições de suas empresas caiu de 32,6% para 27,3%, enquanto o percentual daqueles que apontaram estabilidade aumentou de 55,8% para 59,7%.

Expectativas voltam a piorar

A melhora observada em maio não se repetiu em junho. O Índice de Expectativas recuou 1,7 ponto, passando de 48,5 para 46,8 pontos, o que indica aumento do pessimismo em relação aos próximos seis meses.

Mesmo com a retração, o Índice de Expectativas para a Própria Empresa permaneceu acima da linha dos 50 pontos pelo segundo mês consecutivo, atingindo 51,3 pontos. O resultado aponta para um otimismo menos disseminado do que no levantamento anterior.

Nesse cenário, 60,4% dos empresários projetam estabilidade para suas empresas nos próximos seis meses, enquanto 23% esperam melhora nas condições dos negócios.

Já o Índice de Expectativas da Economia Brasileira registrou queda de 1,9 ponto em relação a maio, atingindo 37,9 pontos. O resultado reforça o pessimismo em relação ao desempenho da economia nacional. Entre os entrevistados, 45,3% projetam deterioração da economia brasileira no próximo semestre.

Metodologia do levantamento

A pesquisa do Sistema Fiergs foi realizada entre os dias 1º e 12 de junho de 2026, com a participação de 139 empresas industriais do Rio Grande do Sul, sendo 29 de pequeno porte, 45 de médio porte e 65 de grande porte.

A íntegra do levantamento está disponível no Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Felipe Silva/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
18/06/2026 0 Comentários 101 Visualizações
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Governo, entidades e empresas debatem criação do Cluster da Moda do Rio Grande do Sul

Por Marina Klein Telles 18/06/2026
Por Marina Klein Telles

Estado, entidades empresariais, promotores de feiras, instituições tecnológicas e empresas gaúchas iniciaram na quarta-feira, 17, na ACI, um movimento para criação do Cluster da Moda do Rio Grande do Sul, cujo objetivo é transformar a força produtiva da moda gaúcha em um ecossistema integrado, reconhecido e capaz de gerar reputação, valor e novos negócios.

Coordenado pelos presidentes da ACI, Robinson Klein, e da Fenac, Marlos Schmidt, com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, o encontro teve a apresentação de 12 propostas iniciais elaboradas pela Sedec para servir de base aos debates. “Pela primeira vez, o Estado coloca-se à disposição dos setores de calçados e vestuário para ações conjuntas de promoção de negócios e crescimento”, disse o diretor-geral da Sedec, Roger Pozzi. Conforme ele, o projeto semelhante é desenvolvido no setor de turismo, com resultados positivos.

A proposta é a união de forças entre calçado e vestuário, entre outros, que, em vez de setores isolados, passariam a atuar como um ecossistema integrado, com identidade aspiracional, foco em design e inovação e competição estratégica. Por isso, nos dias 29, no SICC, em Novo Hamburgo, e 30, na Fenim Fashion, em Gramado, a Sedec fará o lançamento do projeto e promoverá painéis de moda e palestras sobre mercado para expositores e visitantes. Nos dos eventos, técnicos da Sedec também estarão à disposição para apresentar o projeto inicial e receber sugestões de calçadistas e fabricantes de vestuário.

Por proposição de Robinson Klein, a ACI centralizará as próximas etapas do movimento da moda gaúcha. Os integrantes poderão enviar sugestões para o e-mail [email protected] e, após as duas feiras, as propostas serão debatidas e reunidas num documento oficial que será enviado à Sedec para validação e as primeiras ações efetivas.

Quais serão os painéis e palestras dos eventos?

SICC – Dia 29 de junho, em Novo Hamburgo

13h – Painel da Moda Gaúcha – Identidade, cultura e futuro

Mediação de Bia Jobs (painelistas em definição)

14h30min – Painel de mercado – Visões da Indústria e do Varejo 

Mediação de Carolina Rostirolla, diretora-executiva da Aicsul. Painelistas em definição.

15h30min – Palestra Loja física: terapia de varejo

Estilista Joy Alano

16h30min – Palestra Da tendência ao resultado a inovação em vendas no setor da moda

Kamila Merle, gestora nacional de moda do Sebrae 

Fenim Fashion – Dia 30 de junho, em Gramado

13h – Painel da Moda Gaúcha – Identidade, cultura e futuro

Mediação de Bia Jobs. Painelistas em definição.

14h30min – Painel de mercado – Visões da Indústria e do Varejo 

Mediação de Carolina Rostirolla. Painelistas em definição.

15h30min – Palestra Moda em transformação: tendências, tecnologia, consumo e movimentos que estão redefinindo o mercado

Patrícia Sousa, diretora da Fashion Ideas

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/06/2026 0 Comentários 92 Visualizações
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Convenções definem horários do comércio para o fim de ano no Vale do Rio Pardo

Por Jonathan da Silva 18/06/2026
Por Jonathan da Silva

As Convenções Coletivas de Trabalho 2026/2027 firmadas entre o Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP) e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Santa Cruz do Sul estabeleceram, com antecedência, os horários especiais de funcionamento do comércio durante a Oktoberfest e o período de Natal e Ano Novo. Registrados junto ao Ministério do Trabalho, os acordos abrangem os municípios de Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Venâncio Aires, Mato Leitão, Sinimbu, Vale do Sol e Gramado Xavier, definindo regras sobre jornadas, trabalho aos domingos, compensações, remuneração e reajustes salariais para garantir previsibilidade a empregadores, trabalhadores e consumidores.

Em Santa Cruz do Sul, a convenção prevê a abertura do comércio nos domingos 11, 18 e 25 de outubro, das 9h às 14h, durante a realização da 41ª Oktoberfest. Também ficou estabelecido o funcionamento no domingo, 20 de dezembro, das 16h às 21h.

Nos municípios de Sinimbu, Vale do Sol e Gramado Xavier, o comércio poderá funcionar em 20 de dezembro, das 16h às 21h. Já em Vera Cruz, o horário será o mesmo. Em Venâncio Aires e Mato Leitão, a abertura no domingo, 20 de dezembro, ocorrerá das 17h às 21h.

Para todos os municípios abrangidos, os dias 21, 22 e 23 de dezembro terão funcionamento até as 21h. Em Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol, Gramado Xavier e Vera Cruz, o comércio poderá abrir até as 16h nos dias 24 e 31 de dezembro. Em Venâncio Aires e Mato Leitão, o encerramento nesses dias será às 17h.

Avaliação da entidade

O presidente do Sindilojas-VRP, Mauro Spode, destacou que a definição antecipada das regras representa um avanço para o setor varejista. “Estamos falando dos dois momentos mais relevantes do calendário comercial da região. Ter essas definições estabelecidas com essa antecedência oferece segurança para todos os envolvidos, permitindo que as empresas se organizem com tranquilidade e que os trabalhadores tenham conhecimento prévio das condições negociadas”, afirmou Spode.

Segundo ele, o diálogo entre as entidades foi fundamental para a construção dos acordos. “Quando conseguimos construir consensos e estabelecer regras claras com antecedência, todos ganham. Ganha o empresário, que pode planejar sua operação; ganha o trabalhador, que conhece previamente as condições negociadas; e ganha o consumidor, que encontra um comércio organizado e preparado para atender à demanda dos períodos de maior movimento”, complementou o dirigente.

A assessora jurídica do Sindilojas-VRP, Dra. Adriane Borba Karsburg, ressaltou a importância da formalização das condições negociadas. “As convenções coletivas conferem segurança jurídica tanto para as empresas quanto para os trabalhadores. A formalização antecipada dessas regras reduz dúvidas, evita interpretações divergentes e permite que as atividades comerciais sejam desenvolvidas dentro de parâmetros previamente definidos e amplamente conhecidos pelas partes”, observou Adriane.

Conforme a especialista, a negociação coletiva continua sendo uma ferramenta importante para adequar as relações de trabalho às necessidades locais, especialmente em períodos de maior atividade econômica.

Reajustes e pisos salariais

As convenções também definiram os reajustes salariais e os pisos normativos da categoria. Em Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol e Gramado Xavier, o reajuste foi fixado em 5,73%, com piso normativo de R$ 1.926,55 a partir de março de 2026. Com a antecipação salarial de 1%, o valor passará para R$ 1.945,82 em agosto.

Em Vera Cruz, Venâncio Aires e Mato Leitão, o reajuste acordado foi de 3,36%, com piso normativo de R$ 1.902,12. Após a antecipação salarial de 1%, o piso será elevado para R$ 1.921,15 a partir de setembro de 2026.

Trabalho aos domingos e horas extras

Os trabalhadores escalados para atuar no domingo, 20 de dezembro, terão direito ao pagamento de prêmio indenizatório e à concessão de uma folga compensatória de um dia completo, a ser usufruída até 31 de março de 2027, conforme as condições previstas em cada convenção.

Em Santa Cruz do Sul, o mesmo regramento será aplicado aos domingos 11, 18 e 25 de outubro. O prêmio pelo trabalho nesses dias será de R$ 130,00. Em Vera Cruz, Venâncio Aires e Mato Leitão, o valor do prêmio será de R$ 127,25.

As convenções estabelecem ainda que os empregados que tiverem a jornada prorrogada nos dias 21, 22 e 23 de dezembro receberão auxílio-alimentação custeado pelo empregador. O benefício será de R$ 27,70 por dia em Santa Cruz do Sul e de R$ 27,50 por dia em Vera Cruz, Venâncio Aires e Mato Leitão.

Em relação às horas extraordinárias realizadas em dezembro, as convenções de Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol, Gramado Xavier, Venâncio Aires e Mato Leitão determinam que 50% das horas extras sejam pagas com adicional de 75%, enquanto os outros 50% poderão ser compensados por folgas, na proporção de uma hora trabalhada para duas horas de descanso, até 31 de março de 2027. Em Vera Cruz, a sistemática é a mesma, mas com adicional de 80% sobre as horas extras pagas.

Foto: Bruno Pedry/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/06/2026 0 Comentários 136 Visualizações
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Indústria de semicondutores do RS se destaca no SemiCon-LAC 2026

Por Marina Klein Telles 18/06/2026
Por Marina Klein Telles

Com décadas de investimentos em microeletrônica, formação de profissionais especializados e atração de empresas do setor, o Estado chega ao SemiCon-LAC 2026 como uma referência nacional em áreas estratégicas como design e encapsulamento de chips. O Simpósio de Semicondutores da América Latina e do Caribe, que acontece entre os dias 17 e 19 de junho, no Tecnopuc – Parque Científico e Tecnológico da PUCRS, está reunindo representantes de governos, universidades, centros de pesquisa e empresas de diversos países para discutir o futuro da indústria na região.

Para Adão Villaverde, chair do SemiCon-LAC 2026, a escolha do Rio Grande do Sul como sede do evento reflete uma trajetória construída ao longo de décadas. “Quando se fala em semicondutores no Brasil, o Rio Grande do Sul é reconhecido como um grande centro na área de microeletrônica e informática, resultado de investimentos que começaram ainda nos anos 1980”, afirma.

Porque a indústria gaúcha de semicondutores se destaca?

Segundo ele, o Estado concentra uma parcela significativa das empresas brasileiras do setor e reúne competências consolidadas em etapas fundamentais da cadeia produtiva. Entre elas, destacam-se justamente o design de circuitos integrados e o encapsulamento, fases responsáveis pela concepção dos chips e pela preparação dos componentes para aplicação industrial.

Uma expertise sólida construída através:
– Formação de talentos;
– Articulação junto à universidade e centros de pesquisa;
– União do poder público, academia e indústria;
– Ampliação contínua da base científica e tecnológica;
– Iniciativas em microeletrônica nos hubs de inovação.

Por que o RS atrai investimentos em design e encapsulamento de chips?

De acordo com Simone Stülp, decana associada da Escola Politécnica da PUCRS e uma das articuladoras do ecossistema gaúcho de semicondutores, a trajetória do setor é resultado de um esforço contínuo que atravessa diferentes gerações. “O ecossistema de semicondutores do Rio Grande do Sul vem sendo construído há décadas, a partir da formação de pessoas altamente qualificadas e da criação de condições para que empresas de tecnologia se estabeleçam e cresçam no Estado”, destaca.

A partir dessa base de conhecimento, o Rio Grande do Sul passou a atrair empresas nacionais e internacionais especializadas em design de chips, encapsulamento e microeletrônica. O fortalecimento do setor também foi impulsionado pela presença do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), pela instalação de operações como HT Micron, EnSilica e Impinj, além da atuação de centros de pesquisa vinculados a universidades e parques tecnológicos.

Outro diferencial do Estado é a presença de uma cadeia eletroeletrônica consolidada, capaz de conectar pesquisa, desenvolvimento e aplicação industrial. Na prática, além de desenvolver tecnologias para semicondutores, o Rio Grande do Sul também abriga empresas que utilizam esses componentes em seus produtos, criando um ambiente favorável para inovação e geração de negócios.

Programa Semicondutores RS: O que é?

Nos últimos anos, essa estratégia ganhou novos instrumentos de apoio com a criação do Programa Semicondutores RS, iniciativa do governo estadual que atua em três frentes principais: formação de profissionais especializados, geração de conhecimento e fortalecimento empresarial. O programa também tem contribuído para a atração de novos investimentos, a criação de startups e a retenção de talentos na região.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/06/2026 0 Comentários 169 Visualizações
Business

Café Empresarial debate as novas tendências do varejo que estão redefinindo o consumo

Por Marina Klein Telles 17/06/2026
Por Marina Klein Telles

Em um mercado transformado pelo avanço tecnológico e por consumidores saturados de telas, os pequenos negócios enfrentam o desafio de se reinventar sem perder a essência humana. Este cenário ditou o tom da edição junho do Café Empresarial, realizado na manhã da terça-feira (16), no Antigo Bistrô.

Promovido pela Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz, o encontro reuniu empresários e lideranças da região para debater os insights da NRF 2026, a maior feira de varejo do mundo, que acontece anualmente em Nova York. Conduzido por Stefano Willig, CEO da AWISE QuantoSobra, o bate-papo demonstrou de forma prática como as pequenas empresas podem prosperar adotando o “comércio agêntico”, transformando a loja física em um espaço de convivência e utilizando o WhatsApp para multiplicar as vendas. “Não é sobre copiar a Amazon ou o Walmart, é sobre entender a lógica e aplicar na sua escala, na sua realidade e no seu caixa”, destacou o especialista.

Com 13 anos de experiência no desenvolvimento de softwares de gestão que atendem mais de 4.100 lojistas, Stefano Willig destaca que a grande virada mercadológica deste ano é o chamado “comércio agêntico”, impulsionado por assistentes conversacionais de Inteligência Artificial (como ChatGPT, Gemini e Claude) que mudaram drasticamente o hábito de consumo.

“Hoje, o cliente não faz buscas tradicionais, ele pede diretamente à IA”, destacou. O robô processa a intenção, analisa estoques e indica o melhor produto e a melhor loja. O impacto disso, argumenta Willig, é demonstrado por dados: a Shopify registrou um aumento de 14 vezes nos pedidos via IA, 24% dos brasileiros já usam a tecnologia e, no país, as conversões pelo WhatsApp são 3 vezes maiores do que em apps próprios de marcas.

Para ser recomendado por essas IAs, ele alerta que o lojista precisa manter dados de estoque organizados, histórico de clientes, respostas rápidas e um perfil ativo no Google Meu Negócio.

A importância da loja física

O painel também quebrou o mito do fim das lojas físicas ao revelar que a Geração Z gasta 3 dólares no varejo físico para cada 1 dólar gasto no digital. Sofrendo de exaustão digital e “fome sensorial” mais de 80% dos jovens desejam se desconectar. “A geração mais digital é também a mais cansada de tecnologia”, afirmou Willig.

O especialista compartilhou exemplos de grandes marcas globais, como a Ulta Beauty, em que as lojas físicas retêm 80% das vendas. “Por mais que eu use a inteligência artificial para gerar uma foto de uma blusa, o caimento nunca vai ser igual ao real. Só o mundo real para você sentir como aquilo ali caiu no seu corpo”, exemplificou o palestrante.

Diante desse cenário, a estratégia para o comércio local exige que a loja física mude de papel. Ela não deve ser apenas uma vitrine passiva que depende do fluxo de pedestres. “O ponto de venda precisa se transformar no terceiro lugar do consumidor, o espaço onde ele deseja estar e conviver, logo após a sua própria casa e o seu trabalho”.

O palestrante reforçou que o pequeno varejista possui armas poderosas em mãos. Ao organizar seus dados e humanizar sua marca por meio de canais que o cliente já utiliza, como o WhatsApp e as redes sociais, o comércio local une a eficiência da tecnologia com o poder insubstituível da conexão humana.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/06/2026 0 Comentários 160 Visualizações
Business

Delly’s inaugura novo Centro de Distribuição no RS e reforça expansão nacional da marca Fritz&Frida

Por Marina Klein Telles 16/06/2026
Por Marina Klein Telles

Com 12 docas e capacidade para movimentar de 80 a 100 caminhões por dia, o novo Centro de Distribuição (CD) da Delly’s Food Service entra em operação oficialmente no dia 10 de julho em Ivoti (RS). A cerimônia de inauguração será realizada a partir das 10h, com a participação de diretoria, fornecedores, colaboradores e clientes, além de autoridades. A iniciativa faz parte do plano de expansão da marca Fritz&Frida e é mais um passo estratégico da companhia, consolidando nova fase de crescimento no mercado nacional de alimentos e food service.

“O novo CD amplia a capacidade logística da Fritz&Frida, moderniza as operações e consolida mais um passo estratégico e importante de crescimento da marca. Teremos plenas condições de atender novos mercados, com mais agilidade e eficiência, mantendo sempre a qualidade e o compromisso com a tradição da Fritz&Frida, sem perder as raízes gaúchas que construíram uma relação de confiança com os consumidores”, afirma o Diretor Regional da Delly’s no RS, Romulo Johann.

Localizado na Avenida Bom Jardim e em frente à atual fábrica, logo após o pórtico de entrada de Ivoti, o novo Centro de Distribuição tem 10 mil m² de área construída e foi planejado para desafogar a operação atual. Ao todo são 12 docas, mais do que triplicando o funcionamento, já que no prédio atual são quatro. A capacidade de armazenar paletes também aumentou: passando de 5 mil para 9,5 mil posições. Além disso, a armazenagem verticalizada subiu de oito para 12 metros.

A nova estrutura pode movimentar até 100 caminhões por dia, além de permitir atendimento de aproximadamente 80% do território gaúcho em D+1 (modelo logístico com entregas realizadas no dia seguinte). Atualmente, o faturamento da Delly’s com as duas unidades no RS, em Ivoti e em Estância Velha, chega a R$ 1 bilhão por ano e a projeção para 2026 é alcançar R$ 1,3 bi.

A fábrica da Fritz&Frida permanecerá na unidade atual, enquanto o novo espaço será dedicado exclusivamente à armazenagem e distribuição de produtos secos. Também foram construídos estacionamento interno e externo para caminhões e veículos de funcionários. A estrutura foi erguida com pré-moldados, solução que acelerou a montagem e ampliou a eficiência operacional.

Expansão da marca

A inauguração do novo CD da Fritz&Frida reforça o movimento de expansão da marca desde a aquisição pela Delly’s, em dezembro de 2022, em uma operação avaliada em cerca de R$ 159 milhões. Com tradição no Rio Grande do Sul, a empresa passou por um processo de modernização, ampliação logística e crescimento comercial, e hoje está presente em 12 estados brasileiros.

No portfólio, a Fritz&Frida tem mais de 300 produtos entre temperos, cereais, farináceos, sobremesas, doces, bebidas e itens para preparo culinário. Após a integração à estrutura da Delly’s, registrou crescimento de cerca de 30% nas vendas e expansão de 40% na base de clientes. Atualmente, cerca de 12% do faturamento já vem de fora do Rio Grande do Sul.

A Fritz&Frida está presente nos três estados do Sul, além de São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas e regiões do Nordeste, como o Sul da Bahia.

Investimentos consolidados

A entrada em operação do novo CD da Fritz&Frida no RS reforça os investimentos estratégicos realizados pela Delly’s nos últimos anos no Brasil. Somente em 2025, três unidades abriram as portas: uma no Mato Grosso e duas em Minas Gerais.

Em Várzea Grande (MT), entrou em operação um Centro de Distribuição com 2 mil metros quadrados. O investimento foi superior a R$ 10 milhões e a unidade gera mais de 100 empregos diretos, impulsionando o crescimento da operação no Centro-Oeste, com meta de dobrar o faturamento no Estado e acelerar em 20% o avanço regional.

Já as duas unidades em MG estão instaladas em Montes Claros e em Uberlândia. As operações são do tipo cross docking e funcionam como pontos de apoio logístico. Com investimento de R$ 500 mil nas duas operações e criação de mais de 50 empregos diretos e indiretos, a Delly’s amplia o atendimento no interior do Estado, fortalecendo a distribuição de farinhas e produtos de mercearia seca.

Sobre a Delly’s

A Delly’s atende cerca de 190 mil clientes em mais de 2.600 municípios, realiza 18 mil entregas diárias e cobre 80% do território nacional. Com 18 centros de distribuição, frota de 1.520 veículos e mais de 6 mil colaboradores, a empresa é a maior distribuidora de food service do país e lidera o mercado em Santa Catarina, ocupando a sétima posição no ranking nacional da ABAD NielsenIQ 2026.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/06/2026 0 Comentários 538 Visualizações
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