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Sistema Fiergs alerta para riscos da redução da escala 6×1 sobre emprego e economia

Por Marina Klein Telles 28/04/2026
Por Marina Klein Telles

Retração no emprego, aumento da informalidade e queda no Produto Interno Bruto (PIB) estão entre os possíveis impactos da redução jornada de trabalho e extinção da escala 6×1, conforme alertou o Sistema FIERGS durante reunião-almoço na sede da entidade, em Porto Alegre, nesta segunda-feira (27). A matéria está em tramitação no Congresso Nacional por meio de propostas de emenda à Constituição (PECs). Recentemente, o governo federal também encaminhou um projeto de lei (PL) sobre o tema. O deputado federal Lucas Redecker foi convidado para esclarecer pontos da tramitação e conhecer os pontos de vista da indústria gaúcha.

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, afirmou que a pauta exige responsabilidade e equilíbrio. “Trata-se de uma mudança estrutural. Assim, não pode avançar sem um debate amplo e responsável com a sociedade, especialmente em um ano eleitoral. Os impactos são relevantes”, destacou. Segundo estimativas, a redução de jornada para 40 horas semanais pode elevar em até R$ 267 bilhões por ano os custos com trabalhadores formais. Na indústria, esse aumento pode chegar a R$ 88 bilhões. “Há, ainda, projeções de queda no PIB. A FIERGS acompanha de perto a realidade do chão de fábrica das micro e pequenas empresas. No cotidiano, junto aos trabalhadores, o sentimento não é de reivindicações por mudanças repentinas, mas de preocupação com a preservação de empregos e geração de renda”, acrescentou.

O deputado Lucas Redecker explicou a tramitação das PECs no Congresso, enfatizando que a comissão especial da Câmara dos Deputados será o espaço para discutir ajustes e possíveis compensações ao setor produtivo. Ele também reforçou que a população em geral precisa estar informada de todos os riscos que a medida pode trazer. “Os prejuízos ao gerador de empregos irão impactar o consumidor e o empregado. Isso pode aumentar a informalidade no país. Por isso, não se trata de ser favorável ou contrário, mas de buscar meios de compensação. Como vamos trabalhar na redução dos impactos?”, questionou.

Entre as possíveis medidas compensatórias, que devem ser construídas juntamente com o setor produtivo, estão uma transição adequada para a nova jornada e a desoneração da folha de pagamento para os segmentos. Durante o encontro, também foi citada a PEC do Jovem Aprendiz, formulada com contribuições técnicas do Sistema FIERGS, que permite que jovens menores de 18 anos atuem em atividades enquadradas pela legislação como insalubres ou perigosas, sob condições de emancipação ou formação técnica. “É uma forma de tentar diminuir os danos. Aumenta a mão de obra de jovens formados pelo Senai, por exemplo, e que, muitas vezes, ficam num limbo de dois anos”, disse o coordenador do Conselho das Relações do Trabalho (Contrab) do Sistema FIERGS, Guilherme Scozziero. Ele também enfatizou que é preciso separar escala e jornada de trabalho. “As escalas devem ser tratadas nas negociações. A jornada máxima é que será estipulada pela Constituição”, ponderou.

Coordenador do Conselho de Articulação Política (Coap) do Sistema FIERGS, Diogo Paz Bier destacou a mobilização da federação junto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e afirmou que o Brasil pode estar perdendo competitividade. “Por um lado, temos o acordo entre Mercosul e União Europeia, que amplia nossas oportunidades de mercado. Mas, por outro, estamos perdendo a oportunidade de sermos competitivos com essa pauta da redução de jornada, ao aumentar o custo de quem produz no país”, refletiu.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/04/2026 0 Comentários 79 Visualizações
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Vendas do Dia das Mães no comércio gaúcho podem chegar a R$ 2,5 bilhões

Por Marina Klein Telles 28/04/2026
Por Marina Klein Telles

Principal data do comércio no primeiro semestre e a segunda mais importante de todo o ano, atrás apenas do Natal, o Dia das Mães, em 2026, será celebrado em 10 de maio.

A Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços do Rio Grande do Sul – FCCS-RS projeta que, neste ano, as vendas neste período nas lojas gaúchas devem crescer cerca de 8% na comparação com 2025. Isso deve representar uma injeção de R$ 2,5 bilhões no comércio do estado, resultado que pode ser considerado satisfatório em meio aos cenários econômicos vividos no país e no exterior.

O presidente da FCCS-RS, Vitor Augusto Koch, lembra que mesmo com a instabilidade da economia brasileira, com aceleração da inflação, taxas de juros elevadas e crescimento da inadimplência, o Dia das Mães 2026 deverá ter boas vendas no comércio gaúcho por outros fatores que viabilizam um resultado positivo.

– O Dia das Mães traz consigo um apelo emocional fortíssimo, incrementando a busca de itens para presentear as mamães, o que aquece o consumo. Temos, ainda, a antecipação do pagamento do 13º salário aos beneficiários do INSS, injetando mais recursos na economia – explica Vitor Augusto Koch.

Muitos segmentos do comércio registram no Dia das Mães impacto positivo nas vendas. Vestuário, calçados, acessórios e artigos de beleza e perfumaria respondem pela maior fatia dos produtos adquiridos pelos consumidores para presentear as mamães.

– Ainda é possível verificar uma boa comercialização de artigos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos. E, também, supermercados e restaurantes aumentam sua lucratividade com o tradicional almoço do Dia das Mães. Neste ano, o ticket médio com os presentes deve ficar em torno de R$ 245,00, com os gaúchos optando, em sua maioria, pelo pagamento à vista (pix, dinheiro ou cartão de débito) de suas compras – destaca Vitor Augusto Koch.

A FCCS-RS reforça aos lojistas a importância de planejarem com qualidade sua estratégia de vendas para obterem resultado positivo no Dia das Mães, pois, em 2026 os consumidores devem continuar efetuando suas compras de presentes com base no preço mais competitivo, sem se preocupar tanto com a marca do que adquirem.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/04/2026 0 Comentários 87 Visualizações
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Com recorde de empresas gaúchas, evento coloca o RS no mapa nacional do mercado de franquias

Por Marina Klein Telles 28/04/2026
Por Marina Klein Telles

Modelo de negócio cujo faturamento no Rio Grande do Sul cresceu 18% no último ano, movimentando R$ 16.8 bilhões, o mercado de franquias comprovou novamente sua força na quarta edição da Feira da Franquia. Das cerca de 100 marcas que fomentaram oportunidades de expansão neste último final de semana, entre os dias 24 e 26/04, no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre, 38 são gaúchas – número recorde. Ao todo, a feira reuniu cerca de cinco mil pessoas.

Originalmente pensada para explorar o potencial do mercado fora do eixo Rio-São Paulo, a Feira da Franquia, que também tem edições nos estados de Minas Gerais, Bahia e Paraná, tem no RS o estado com maior índice de participação de marcas locais. “O Rio Grande do Sul comprovou uma vez mais o seu potencial para geração de negócios e o seu caráter empreendedor. O público altamente qualificado daqui permite que as marcas expositoras façam conexões sólidas e com perspectivas real de que parcerias se tornem negócios prósperos”, resume o diretor-executivo da Feira da Franquia, Arvid Auras.

Dados comprovam a força do mercado gaúcho. Todos os 12 segmentos monitorados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) em 2025 apontaram crescimento de faturamento na comparação com o ano anterior no RS. Os principais destaques foram Limpeza e Conservação (29,3%), Alimentação – Food Service (24,0%), Hotelaria e Turismo (22,4%), Saúde, Beleza e Bem-estar (21,3%) e Entretenimento e Lazer (20,7%).

Os pequenos negócios estiveram mais uma vez bem representados, em especial, pelo Sebrae RS. Parceira da feira desde a sua primeira edição, a organização levou 15 MPEs ao evento, entre as quais, a Churras in Box, de Cachoeirinha, conhecida por oferecer o “primeiro fast food de churrasco do mundo” e que marcou presença no evento pelo segundo ano consecutivo. “Percebemos nitidamente uma evolução do público e dos leads gerados. Do ano passado para cá, ampliamos os negócios com duas novas unidades, em Porto Alegre e Sapucaia do Sul”, conta o empreendedor, Jackson Almeida.

Em termos de conteúdo técnico, 15 palestras com especialistas de renome nacional, como a fundadora da Sóbrancelhas, Luzia Costa, o especialista em franchising, Mauricio Salkini; e o chief growth officer (CGO) da Trans Obra, Gilberto Filho, que capacitaram o público em temas diversos como ESG e IA aplicada ao mercado de franquias.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/04/2026 0 Comentários 119 Visualizações
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CDL Mulher Novo Hamburgo debate impactos da NR-1 e saúde mental nas empresas

Por Marina Klein Telles 28/04/2026
Por Marina Klein Telles

A inclusão da saúde mental na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tem provocado mudanças na forma como empresas estruturam seus ambientes de trabalho. A atualização amplia a compreensão sobre o tema e abre espaço para que empreendedores e gestores a utilizem como ferramenta de organização, fortalecimento das equipes e desenvolvimento das atividades.

Com o objetivo de promover reflexões e apresentar caminhos práticos, a CDL Mulher de Novo Hamburgo realiza, no dia 4 de maio, o encontro “NR-1: Como isso impacta no meu negócio?”. A proposta é traduzir a normativa para a rotina das organizações, indicando formas de adequação mais simples, com menos burocracia e maior eficiência na gestão.

Participam do debate a psicóloga clínica e empresarial Andréia Reis, a consultora de empresas Camila Castilhos, as consultoras Daniella Damasio e Rafaella Damasio, da Asellas Consultoria, com atuação em cultura organizacional e experiência do cliente, e a advogada Aline Karow. A mediação será da psicóloga e embaixadora da CDL Mulher Sara Adaís Müller.

A programação inicia às 18h30, com recepção e coffee, e o painel ocorre às 19h, na sede da CDL Novo Hamburgo, localizada na Rua Domingos de Almeida, 708, Centro. A iniciativa é voltada a líderes de equipe, empreendedores e profissionais interessados em compreender os efeitos da normativa e aplicá-la como oportunidade de aprimoramento na gestão.

Os ingressos para associados consistem na doação de dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados à Garagem Solidária. Para não sócios, o valor é de R$ 50. As inscrições podem ser realizadas pelo WhatsApp da entidade, no número (51) 3582-3535.

O evento conta com patrocínio de Ralú Modas, Hering Novo Hamburgo, Tombom Telecomunicações, Sicredi Pioneira, Sicoob MaxiCrédito, F4 Acessórios, Restaura Jeans, Natura, Fábrica Fantástica Brindes e Jomma Hair & Spa, além do apoio de Clínica Zape, Farmácia Receita Certa, Startcon Consulting, Cacau Show (Pedro Adams Filho), Vino! e Lucanda Festas e Eventos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/04/2026 0 Comentários 98 Visualizações
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APAS Show 2026: Weber Haus aposta no varejo supermercadista para acelerar crescimento

Por Marina Klein Telles 28/04/2026
Por Marina Klein Telles

O avanço dos destilados brasileiros no varejo tem impulsionado movimentos estratégicos de marcas nacionais, que buscam ampliar sua presença em grandes redes supermercadistas e fortalecer o relacionamento com o trade. Nesse contexto, a Weber Haus chega à APAS Show 2026 com um direcionamento claro para os próximos anos: consolidar o canal supermercadista como um dos principais pilares de crescimento da companhia, em paralelo à expansão em novas categorias e no mercado internacional.

A participação na maior feira supermercadista do mundo integra um plano estruturado de ganho de escala, com foco em rótulos de entrada com maior giro e posicionamento competitivo nas gôndolas. A estratégia envolve o fortalecimento da presença em redes de grande porte, a ampliação da capilaridade de distribuição e a intensificação do relacionamento com compradores e decisores do varejo. “Acreditamos no varejo supermercadista como um canal fundamental para a democratização do consumo de destilados premium e para o ganho de escala da marca. Estamos estruturando nossa atuação para atender esse mercado com consistência, do portfólio à logística e ao relacionamento com o trade”, afirma Evandro Weber, CEO da destilaria.

Instalada no Pavilhão Azul B, na Rua 2 e 3, esquina com o corredor C (estande 2010A), a Weber Haus apresenta um portfólio com forte potencial de giro, com destaque para a Cachaça Prata, a Cachaça 7 Madeiras, a Cachaça Amburana e o Licor de Doce de Leite, produtos alinhados à estratégia de entrada e consolidação no autosserviço.

Durante o evento, o público poderá participar de degustações, proporcionando uma experiência sensorial que evidencia a versatilidade dos produtos e sua adaptação a diferentes ocasiões de consumo, um diferencial relevante para o ambiente supermercadista.

A movimentação no varejo ocorre em sinergia com a frente internacional da empresa, que já exporta para mais de 32 países. Como parte desse movimento de expansão, a Weber Haus também investe na ampliação de sua capacidade produtiva, com um aporte de R$ 80 milhões em uma nova fábrica, que incorpora tecnologia de ponta e reforça a estratégia de crescimento sustentável da companhia. Com mais de 180 reconhecimentos nacionais e internacionais, a marca avança na construção de uma presença global, sustentada por atributos como origem, qualidade e consistência produtiva.

Atualmente presente em redes como Grupo Líder, Zaffari, Grupo Mateus e Zona Sul, a empresa projeta ampliar sua atuação no varejo nacional, com metas de crescimento em distribuição e sell-out a serem consolidadas nos próximos ciclos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/04/2026 0 Comentários 102 Visualizações
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Projetos de gestão e qualidade proporcionam bons resultados a empresas

Por Marina Klein Telles 28/04/2026
Por Marina Klein Telles

Ações integradas de gestão, qualidade e melhoria contínua proporcionam resultados financeiros, engajamento da equipe, satisfação dos clientes e maior competividade às empresas. Três exemplos de projetos bem-sucedidos no comércio, na indústria e nos serviços foram apresentados em evento na ACI na segunda-feira, 27, conduzido por Rose Goetz e Tatiane Metz, coordenadora e integrante do Comitê de Gestão e Qualidade da ACI, respectivamente. 

Os cases apresentados foram os vencedores do Prêmio Qualidade Vale do Sinos 2025 – Categoria Destaque, que a entidade realizou em novembro do ano passado. Nesta segunda-feira, também foi lançada a edição de 2026 (em que as empresas já podem inscrever-se) pelo coordenador, Everaldo Cavalheiro.

Destaque na categoria comércio, a rede de lojas Paludo – que completa 50 anos em 2026 – apresentou o seu picking estratégico, por meio do qual, em 13 meses de funcionamento, obteve redução de 17% nos modelos de calçados comprados, crescimento de 5% nas vendas, redução de 14% no estoque e redução de 32% na ruptura de grade, resultados superiores às metas iniciais.  “O teste com o setor de calçados, com gestão ativa, estoque otimizado e distribuição inteligente, nos permitirá ampliar o projeto para outros produtos de moda”, disse Davi Elemar Hergemoller, gerente de processos e coordenador das ações. 

Abastecimento de matéria-prima

O segundo case foi apresentado por Morgana Schneider Boeira dos Reis, encarregada da qualidade da Boxflex, destaque na categoria indústria. Conforme ela, com mapeamento de processos, cronometragem das atividades e envolvimento da equipe, a empresa otimizou o abastecimento de matéria-prima e obteve redução de 61%, de 23 para 9 minutos, no tempo de abastecimento das máquinas e de 5,1 km para 2,6 km o total percorrido diariamente pela empilhadeira para o abastecimento de matéria-prima.

Antes, o processo era manual e lento, sem endereçamento de estoque, com muito deslocamento e tempo de abastecimento, por máquina, demorado, além de estressante para a equipe. “Reduzimos em 55% o consumo de gás combustível, não foi necessário contratar, houve melhor organização do estoque, o processo tornou-se direcionado e há distribuição equilibrada das tarefas na equipe do almoxarifado”, explicou Morgana. Conforme ela, o projeto mostrou que é relevante mapear antes de agir, envolver a operação, tecnologia simples funciona e pequenas mudanças geram grandes resultados. 

Melhoria e padronização de processos

Os benefícios gerados pela melhoria e padronizações de processos, a partir da conquista da certificação ISO 9001:2015, foram apresentados pelo diretor-geral da Conexo Logístics, destaque em Serviços, Fábio Belau.

Os ganhos são especialmente qualitativos, como a consciência coletiva sobre a importância de seguir padrões, conhecimento integrado à estrutura documental do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) e o diferencial competitivo de mercado proporcionado pela certificação. Mas Belau também destacou outros indicadores importantes, como aumento da satisfação dos clientes, melhoria do clima organizacional e conformidade das auditorias. “Como resultado direto, também nos habilitamos à participação e já vencemos uma concorrência feita por um grande cliente internacional e nossos resultados financeiros melhoraram”, concluiu.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/04/2026 0 Comentários 101 Visualizações
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Venda do tabaco assegura mais de R$ 117 milhões de ICMS aos municípios do RS

Por Marina Klein Telles 27/04/2026
Por Marina Klein Telles

O desempenho da cadeia produtiva do tabaco no Rio Grande do Sul projeta um impacto direto superior a R$ 117 milhões no retorno de ICMS para 2026, alcançando 178 municípios gaúchos. O dado parte da estimativa líquida de R$ 93.651.540,02 que retornam às administrações municipais, já descontados 20% destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A recomposição desse percentual eleva o montante total gerado pela atividade para R$ 117.064.425,03, ampliando a leitura sobre a relevância econômica do setor. Os dados referem-se apenas à primeira fase da comercialização, entre o produtor e a indústria.

A distribuição desses recursos evidencia uma característica marcante da cadeia produtiva no Estado. Em um conjunto de 31 municípios (veja tabela), nos quais a atividade supera 10% de participação no retorno de ICMS, o volume financeiro alcança aproximadamente R$ 72 milhões dentro de um total de cerca de R$ 360 milhões gerados nessas cidades. Esse comportamento indica um peso médio próximo de 20% na composição das receitas, com casos em que a dependência ultrapassa 40%, consolidando o setor como eixo estruturante das economias locais.

Para o presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker, o dado revela não apenas a dimensão econômica da cadeia, mas a sua capacidade de sustentação territorial. “Estamos falando de um setor que garante receita direta para os municípios e que, ao mesmo tempo, contribui de forma significativa para o financiamento da educação por meio do Fundeb”, afirma. Segundo Becker, a análise precisa considerar o conjunto da operação. “Quando se observa o valor total gerado, percebe-se que o impacto é ainda maior do que o retorno direto, alcançando áreas essenciais como a educação”, acrescenta.

A leitura agregada do Estado reforça esse entendimento. Embora o tabaco represente cerca de 3,8% do total do ICMS distribuído, estimado em mais de R$ 2,43 bilhões líquidos, sua presença é decisiva em regiões produtoras, onde a atividade sustenta parte relevante da arrecadação e garante estabilidade financeira às administrações locais. No entanto, todo este retorno está vinculado à comercialização do tabaco ainda na etapa primária da cadeia produtiva – da propriedade à indústria – não contemplando os valores gerados nas fases industriais e de exportação, que ampliam significativamente o impacto econômico do setor.

Becker destaca que a previsibilidade desses recursos é fundamental para o planejamento municipal. “A cadeia do tabaco tem um papel claro na organização das finanças locais, permitindo investimentos e manutenção de serviços públicos. É uma atividade que gera renda, movimenta a economia e se traduz diretamente em receita para os municípios.” Para o dirigente, que é produtor de tabaco e prefeito de Vera Cruz, município que tem na cultura 13,8% correspondente ao tabaco no “bolo” do ICMS, a compreensão desse impacto é essencial para o debate sobre políticas públicas voltadas ao setor. “Os números mostram que qualquer decisão que envolva a cadeia produtiva precisa considerar os efeitos diretos nas comunidades produtoras”, pontua.

Relevante nos maiores

Além dos municípios com maior dependência relativa, o tabaco também apresenta impacto relevante em economias de maior porte, mesmo quando sua participação percentual é mais diluída. Em Canguçu, o retorno fiscal estimado vindo da atividade chega a R$ 6.428.953,81, enquanto em Santa Cruz do Sul o valor alcança R$ 3.585.053,70, dentro de estruturas econômicas mais diversificadas.

Outros centros com maior volume de arrecadação também registram valores expressivos vinculados à cadeia produtiva. Venâncio Aires, por exemplo, soma R$ 5.702.454,79, São Lourenço do Sul ultrapassa R$ 5,1 milhões e Camaquã se aproxima de R$ 3 milhões. Mesmo com percentuais menores na composição do ICMS, os montantes absolutos reforçam a importância econômica da atividade em diferentes escalas regionais.

Para Becker, esse comportamento evidencia a abrangência do setor. “Mesmo em municípios com economia diversificada, o tabaco mantém participação relevante e contribui de forma consistente para a arrecadação. Isso demonstra que estamos diante de uma cadeia integrada, com impacto que vai além das regiões tradicionalmente produtoras”, afirma. Segundo ele, a atividade se mantém como vetor de desenvolvimento regional. “É uma presença que sustenta empregos, renda e receitas públicas em diferentes contextos econômicos”, avalia.

Mais de um terço do Estado

A presença da cadeia produtiva do tabaco no Rio Grande do Sul se estende a 178 municípios, em um universo de 497 existentes no Estado, ou seja, mais de um terço dos municípios gaúchos contabilizam retorno do tabaco. O dado evidencia a capilaridade da atividade e reforça sua inserção em diferentes realidades econômicas, indo além das regiões tradicionalmente produtoras.

Essa abrangência demonstra que o impacto do setor não está restrito a localidades com maior dependência percentual, mas também alcança municípios onde a participação é menor, ainda assim contribuindo para a composição da receita pública. A distribuição territorial amplia a relevância da cadeia ao integrar diferentes dinâmicas regionais.

Para o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, o alcance territorial é um dos principais indicadores da importância do setor. “Quando observamos que mais de um terço dos municípios gaúchos recebem retorno direto do tabaco, fica evidente que estamos falando de uma atividade com impacto amplo, que sustenta economias locais e contribui para o desenvolvimento regional.” Segundo ele, essa capilaridade reforça a necessidade de olhar estratégico sobre a cadeia produtiva. “É um setor presente no território, com reflexos concretos na arrecadação e na vida das comunidades”, complementa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/04/2026 0 Comentários 65 Visualizações
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Empresas já podem se inscrever no Prêmio Qualidade Vale do Sinos 2026

Por Marina Klein Telles 24/04/2026
Por Marina Klein Telles

Já está disponível para empresas associadas da ACI e outras organizações o guia de candidatura ao Prêmio Qualidade Vale do Sinos 2026, cuja cerimônia de reconhecimento ocorrerá no dia 11 de novembro, durante o 3° Fórum da Qualidade, em comemoração ao Dia da Qualidade em Novo Hamburgo. 

O objetivo do prêmio é reconhecer empresas que estão em busca constante da excelência, por meio da melhoria de seus processos, produtos e serviços, e contribuem para a disseminação de práticas exemplares de gestão na região. “Qualquer organização poderá participar, independentemente de sua estrutura, segmento ou porte, incluindo empresas privadas, públicas e do terceiro setor. As inscrições poderão ser realizadas até o dia 15 de junho de 2026”, afirma Everaldo Cavalheiro, integrante do Comitê de Gestão e Qualidade da ACI e da comissão organizadora.

O prêmio possui duas modalidades. O Prêmio Qualidade Vale do Sinos é analisado por uma banca avaliadora e os cases inscritos devem conter o problema, a solução e os resultados. Os premiados serão divulgados antes do Fórum da Qualidade. Já o Prêmio Qualidade Vale do Sinos – Destaque é avaliado de forma anônima, e o resultado será divulgado na noite do 3° Fórum da Qualidade, premiando uma empresa de comércio, uma de serviços e uma de indústria.

Etapas e prazos 

As empresas participantes receberão uma capacitação de três horas de duração, para até dois representantes de cada candidata, com o objetivo de apresentar a metodologia de avaliação e orientar o preenchimento do relatório do case. A capacitação ocorrerá no dia 24 de junho, das 9h às 12h, na Sala de Treinamento da ACI. 

Os cases devem ser enviados para o e-mail [email protected], em formulário padrão e formato PDF. O modelo será apresentado durante a capacitação das empresas inscritas. O prazo final para envio é 31 de agosto. Os cases devem ter sido implantados no ano corrente ou no ano anterior. 

A avaliação dos cases será realizada por uma banca de avaliadores a partir de 01 de setembro. A banca será composta por profissionais experientes, capacitados e habilitados, sob a coordenação de um especialista designado pelo Comitê de Gestão e Qualidade da ACI. O prazo para conclusão das análises é 30 de setembro. 

Após a análise dos cases, será realizada, no período de 01 a 23 de outubro de 2026, uma auditoria virtual com o objetivo de evidenciar as informações apresentadas no relatório. A auditoria será agendada entre a empresa e a banca avaliadora, com duração de até 30 minutos. 

A empresa deverá disponibilizar liderança e/ou equipe operacional para participação. A auditoria será realizada por meio da plataforma Google Meet ou similar. 

A comunicação dos resultados às empresas será realizada no dia 30 de outubro de 2026, por e-mail. No dia 03 de novembro de 2026, os resultados serão divulgados nos canais institucionais da ACI, incluindo site, redes sociais e imprensa. A divulgação do Prêmio Destaque ocorrerá exclusivamente durante o Fórum da Qualidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/04/2026 0 Comentários 64 Visualizações
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Varejo deve usar o digital para potencializar o físico

Por Marina Klein Telles 24/04/2026
Por Marina Klein Telles

A Confraria Empresarial: Novo Hamburgo que a ACI promoveu nesta segunda-feira, 13, deu uma demonstração do tamanho do desafio que o varejo físico tem pela frente diante do crescimento do online no Brasil. “Mesmo nas gerações tradicionais, o digital já é comportamento — não exceção”, afirmou o palestrante, Marco Aurélio Copetti, economista e vice-presidente de Micro e Pequena Empresa da ACI. 

Abordando o tema Entre algoritmos e vitrines: os desafios da loja física com a consolidação do comércio digital, Copetti disse que, diante do mercado em transformação, a reinvenção é estratégia competitiva para a sobrevivência do varejo físico. 

No ano passado, o faturamento do e-commerce foi de R$ 235 bilhões, crescimento de 15% em relação a 2024. No mesmo período, o varejo como um todo cresceu apenas 1,6%. Em muitos setores, mais de 50% da jornada de compra já é digital, mesmo quando a venda final ocorre na loja física. A tendência é de crescimento contínuo da participação em 2026 (projeções indicam e-commerce acima de R$ 250 bilhões).

Mudança do conceito de loja física

Para evitar a continuidade da perda de clientes e voltar a crescer, faz-se uma mudança do conceito de loja física. Se, antes, ela era ponto de venda, agora precisa transformar-se em ponto de experiência, relacionamento, confiança e retirada de produtos. “A loja deixou de ser o fim da venda. Ela virou parte da jornada”, acrescentou o palestrante.

Alguns caminhos possíveis para o pequeno varejo são a especialização (nichar), parar de tentar vender “de tudo” e focar em um público específico. “Pequeno não compete em escala — compete em foco”, argumentou Copetti. Conforme ele, o relacionamento deve ser o maior ativo do varejo físico, que precisa conhecer o cliente pelo nome e criar vínculo real a partir de um atendimento que o digital não entrega “O algoritmo escala. O relacionamento fideliza”, ponderou.

Também são opções a hibridização (físico + digital simples). “Não precisa ser um e-commerce complexo. Baste começar com WhatsApp, Instagram bem usado e catálogo simples”. Sugeriu. “Não é virar digital. É usar o digital para potencializar o físico’’, acrescentou.

Ações práticas (baixo investimento)

Presença digital mínima viável

– Instagram com produtos reais (não só fotos bonitas), preços claros, localização e Google Meu Negócio atualizado

Loja como experiência

– Demonstração de produtos, atendimento consultivo e ambiente agradável

Mudança de mentalidade

Copetti também propõe uma mudança de mentalidade do lojista. Em vez de dizer que não vende online, ele deve estar ciente de que o cliente compra online e a loja precisa estar lá. Também não deve considerar-se pequeno demais e deve buscar estar próximo o suficiente para ser relevante para o cliente. “Vender no ambiente digital é complicado, mas começar simples já diferencia”, finalizou. 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/04/2026 0 Comentários 64 Visualizações
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Comércio precisa estar atento ao preço e rapidez na logística, observando nicho, produtos e ofertas

Por Marina Klein Telles 23/04/2026
Por Marina Klein Telles

As ações ideais para proteger e alavancar suas vendas locais e digitais foram tema central da palestra Tendências e impacto do e-commerce global no lojista local, promovida pelo Sindilojas Vale Germânico nesta quinta-feira (23) em Sapiranga. “O comércio precisa estar atento ao preço e na rapidez da logística, observando nicho, produtos e ofertas”, observou o palestrante Calebe Salvia de Sousa.

Calebe falou durante mais uma edição do Café.Com. Estrategista de marketing e vendas, especialista em posicionamento de negócios, presença digital e estruturação de times comerciais, falou da importância das empresas terem um posicionamento no digital. E veio com um exemplo simples: “Muitas vezes passo numa loja e vejo o funcionário lendo um livro, quando poderia estar fazendo um vídeo, divulgando os produtos.”

O palestrante ainda abordou as mudanças de comportamento do cliente, salientou que o lojista precisa estar on-line para não dizer invisível ao mercado, falou que não se deve depender de um único canal, e sim construir um ecossistema de vendas, que a Live commerce é a nova vitrine de vendas e é fundamental usar o digital para atrair, converter e fidelizar clientes. “Quem se adapta, cresce, mas quem resiste, perde espaço”, resumiu.

O Café.Com do Sindilojas Vale Germânico tem patrocínio master da Ailos Viacredi Alto Vale e apoio master da Universidade Feevale
e Sebrae; patrocínio ouro do Mercado Compre Bem, Sicredi Pioneira; patrocínio prata da Caissutti Distribuidora, Gestcon Síndicos Profissionais, Doctor Clin e CDL Porto Alegre; patrocínio bronze de Baterias Lehnen, Connect Consórcios, Ferragem Silva, Reverse Gerenciamento, Elaine Óptica e Joalheria, Splash Piscinas Campo Bom, Qualiservise, Casa Íris e Vilage Marcas e Patentes, Sicredi Caminho das Águas; apoio de Essencial Máquinas de Café e Fly-Hub Sapiranga.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/04/2026 0 Comentários 126 Visualizações
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