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Marina Klein Telles

Marina Klein Telles

Business

Tecnologia, ESG e futuro da profissão em pauta na 20ª Convenção de Contabilidade do RS

Por Marina Klein Telles 29/08/2025
Por Marina Klein Telles

Da inteligência artificial ao protagonismo feminino, passando pela agenda ESG e pelos desafios econômicos do país, a 20ª Convenção de Contabilidade do RS segue movimentando Bento Gonçalves com mais de 2,3 mil participantes e uma programação que traduz os rumos da profissão diante das transformações globais. Promovido pelo Conselho Regional de Contabilidade do RS (CRCRS), o encontro reúne nomes que são referência em economia, gestão pública, área acadêmica e do mercado para debater inovação, sustentabilidade e o papel estratégico da classe contábil em um cenário de mudanças aceleradas.

Tecnologia e inovação

Entre os destaques da agenda na quinta-feira (28), o professor e pesquisador em Inteligência Artificial João Galdino, apresentou “Inteligência Artificial: Do Passado Visionário ao Futuro Autônomo”. Ele destacou que o Brasil está entre os países que mais rapidamente adotam novas tecnologias e já desponta no uso da IA. “A inteligência artificial veio para ficar, mas não vai substituir o contador. Pelo contrário, quem souber utilizá-la vai ganhar eficiência e potencializar o negócio”, afirmou, reforçando que a responsabilidade continuará sendo do profissional. Sobre a Convenção, elogiou a mobilização: “Um evento grandioso, organizado com excelência pelo CRCRS e que mostra a força da contabilidade no Rio Grande do Sul.”

Sustentabilidade e ESG

Na sequência, o ex-presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e atual coordenador do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade, Zulmir Breda, abordou “Contabilidade e os Impactos ESG”, ressaltando como a profissão se consolida como fonte estratégica de informações que conectam desempenho financeiro e responsabilidade socioambiental.

O tema seguiu com Sebastian Soares, sócio-líder da KPMG Brasil e presidente nacional do Ibracon, que apresentou “Oportunidades e desafios da contabilidade e da auditoria nos trabalhos relacionados à sustentabilidade”. Ele reforçou: “Na agenda ESG, que não terá retrocesso, foi atribuída formalmente ao contador e ao auditor a responsabilidade de elaborar, assegurar e divulgar informações financeiras de sustentabilidade. A partir de 2026, com as exigências regulatórias em vigor, teremos uma oportunidade de evoluir em protagonismo: basta sermos resilientes, curiosos e preparados para informar com credibilidade”, recomendou.

Liderança feminina

A programação avançou com a palestra “Confiança Estratégica para Liderança Feminina”, de Natália Leite, referência em mentoria de empoderamento. Ela lembrou o legado histórico da desigualdade de gênero: “Vivemos um momento de progresso, mas ainda temos muito a avançar. Precisamos entender que os desafios individuais também são reflexo de um legado desigual. Quando reconhecemos isso, ganhamos clareza para agir e liderar com mais força e consciência.”

Outro destaque foi a palestra de Ana Tércia Rodrigues, vice-presidente Técnica do CFC, sobre “Inteligência Contábil Promovendo Sustentabilidade Global”, ressaltando o protagonismo da profissão diante de mudanças econômicas e ambientais em escala mundial.

Economia e gestão pública

Analisar “O cenário atual e as perspectivas para a economia global nos próximos anos” coube ao economista e ex-secretário da Fazenda do RS Aod Cunha. Ele destacou os desafios do país diante de juros elevados, pressões fiscais e volatilidade internacional. “À medida que a economia se desenvolve, as demonstrações financeiras se tornam mais rigorosas e fundamentais. Nesse cenário, o papel do contador é cada vez mais estratégico, pois a boa contabilidade é essencial não apenas para as empresas, mas para a economia como um todo”, afirmou.

Já o painel “O Impacto da Reforma Tributária na Gestão Pública” reuniu prefeitos gaúchos para um olhar prático sobre as mudanças: Carine Isabel Schwingel (Estrela), Diogo Siqueira (Bento Gonçalves) e Marcelo Maranata (Guaíba) compartilharam suas experiências e desafios no atendimento às demandas da sociedade.

Temas que marcaram a programação

Além das conferências centrais, o evento reuniu especialistas em múltiplas frentes. Maria Clara Bugarim e Clovis Kronbauer debateram as Diretrizes Curriculares Nacionais; Ladmir Carvalho refletiu sobre O Contador de 2040; e Dercio Junior e Rodrigo Bogoni abordaram os serviços digitais que estão redefinindo a profissão. No campo técnico, Renato Postal e Madson de Gusmão Vasconcelos trataram de Normas de Auditoria; Leonardo Loubet falou sobre inteligência fiscal e contábil no agro; Sergio Varella Bruna analisou os desafios civis e penais da responsabilidade profissional; e Pedro Anceles discorreu sobre a Reforma Tributária no setor rural.

O período da tarde contou ainda com Guilherme Guimarães e Haroldo Santos Filho sobre contabilidade eleitoral e democracia; Elizângela de Paula Kuhn abordando Gestão na Prática; Fernanda Bueno sobre tributação no agronegócio; Felipe Severo Bittencourt sobre notas explicativas no setor público; e Gilson César Borges Almeida sobre o Programa Nacional de Cidadania Fiscal. Também ganharam espaço as reflexões de Diva Freire e Cláudia Onzi Ide (governança corporativa – cases Lojas Renner e Randoncorp), Karoline Karsten (o papel do contador no agro) e Francisco Rossal (uso de novas tecnologias em tribunais).

Reforma Tributária

O evento segue ainda nesta quinta-feira com a palestra magna de Fellipe Guerra e Márcio Schuch Silveira, presidentes dos CRCs do Ceará e do RS, que apresentarão uma análise técnica e prática dos impactos da Reforma Tributária na atuação profissional.

Programação da sexta-feira terá final Prêmio Inovar Contábil

Na sexta-feira (29), além da sequência da ampla programação de palestras, a Convenção terá a grande final do Prêmio Inovar Contábil, com votação ao vivo do público, e será encerrada com a palestra magna de Marcos Piangers, jornalista e autor best-seller, sobre “Protagonismo e Felicidade: a mudança que você faz no mundo”.

Com mais de 38 mil profissionais e 6 mil organizações registradas no Estado, o CRCRS reforça, com a 20ª Convenção, o papel estratégico da contabilidade na orientação de empresas e empreendedores em um cenário de transformação tributária e tecnológica no país.

Serviço

20ª Convenção de Contabilidade do RS
Evento do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS)
Data: 27 a 29 de agosto de 2025
Local: Fundaparque – Bento Gonçalves/RS (Alameda Fenavinho, 481)
Programação completa: crcrs.org.br/convencao
Instagram: @convencao.contabilidaders

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/08/2025 0 Comentários 322 Visualizações
Business

CIEE-RS realiza 1ª edição do TROCAS debatendo inovação social e ações de impacto

Por Marina Klein Telles 28/08/2025
Por Marina Klein Telles

Na primeira edição do TROCAS, roda de discussões criada para abrir espaço ao diálogo, à aprendizagem compartilhada e à geração de conexões, o CIEE-RS reuniu, na última quarta-feira (27), educadores, lideranças do setor público e privado, pesquisadores e agentes de transformação social para debater temas como inovação social e experiências práticas em negócios de impacto.

No primeiro dos dois painéis apresentados no Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação Social  (ICTS), a coordenadora do Movimento Nacional ODS RS, Rossana Parizotto, falou sobre o processo de mudanças que envolve a transformação social das organizações. “Se a inovação só tem um impacto para uma empresa ou para um indivíduo, ela não é uma inovação social. Precisa ter um impacto na comunidade”, afirmou. Ela explicou, ainda, que é necessário que as organizações tenham responsabilidade socioambiental, que está relacionada a boas práticas além do que a legislação exige.

A palestrante também citou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que considera uma “bússola para o mundo” e o ESG (sigla para Environmental, Social and Governance ou Ambiental, Social e Governança, em português), conjunto de critérios utilizado para avaliar o desempenho de empresas em sustentabilidade e responsabilidade social. “Práticas de ESG precisam ser pensadas pelas empresas como um investimento de longo prazo”, disse.

No segundo painel do TROCAS, Juliana Magalhães, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Fomento do CIEE-RS se reuniu com Ana Lucia Maciel, coordenadora da Coalizão pelo Impacto Porto Alegre, e Emily Bittencourt, diretora de Gestão de Inovação da Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS (Sict). Em uma troca constante com o público presente, elas relataram como ações estruturadas podem resultar em impactos reais na comunidade.

“Diversos atores, unindo esforços, conseguem gerar impacto efetivo. Precisamos da ajuda de muitas pessoas, sejam elas do poder público, empreendedores, investidores, agências de fomento e ambientes de inovação como um todo. É uma soma de várias frentes para que possamos melhorar a qualidade de vida das pessoas através de iniciativas focadas no propósito de olhar para a comunidade e sociedade como um todo”, ressaltou Juliana.

A representante da Sict acrescentou que, quando há uma escuta ativa da comunidade e o projeto é estruturado com foco nas reais necessidades dela, é possível gerar propósito e um forte senso de pertencimento — fatores que, no fim, são os verdadeiros responsáveis pelos resultados. “Por mais bem estruturada que seja uma iniciativa, sem escuta ativa ela não se traduz em resultados. O verdadeiro impacto surge quando o projeto é construído a partir das demandas reais da comunidade, atendendo ao que ela de fato precisa”, disse Emily.

Ana Lucia, do Coalizão pelo Impacto, ressaltou que Porto Alegre é considerada uma das cidades mais inovadoras da América Latina, mas que, ainda assim, é preciso concentrar esforços para que a inovação melhore a vida das pessoas. “Precisamos nos orgulhar da nossa capacidade de mobilizar nosso conhecimento e nossa inteligência coletiva a serviço da inovação e do desenvolvimento tecnológico. Ao mesmo tempo, precisamos ter um olhar crítico para o quanto esse avanço tecnológico e a inovação como um todo ainda vêm sendo feitos de uma forma desigual e pouco combinada com as necessidades objetivas da maioria da população”, comentou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/08/2025 0 Comentários 268 Visualizações
Variedades

Finanças, carreira e propósito pautam lançamento do livro Saúde Financeira para Médicos

Por Marina Klein Telles 28/08/2025
Por Marina Klein Telles

Gerar mais autonomia para médicos e profissionais da saúde é o principal objetivo do livro Saúde Financeira para Médicos – Guia definitivo para as melhores decisões. O lançamento oficial da obra ocorreu terça-feira, em Porto Alegre, na quarta-feira, 27, na Livraria Iluminura, em Santa Cruz do Sul, e na quinta, em Santa Maria. A versão física do livro pode ser adquirida no site altabooks.com.br/produto/saude-financeira-para-medicos/. A partir de setembro, a publicação ganhará destaque também nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Pará, que receberão eventos oficiais de lançamento.

Escrita pelos médicos Dr. Carlos Eurico Pereira e Dr. Paulo Araújo, a obra conta com uma linguagem direta e foco no cotidiano da classe médica, apresentando um guia com estratégias aplicáveis para organizar finanças pessoais, investir com inteligência e equilibrar carreira e vida privada. Esta é a terceira obra escrita por Carlos Eurico Pereira, que destaca o que o motivou a construção do livro. “A obra nasce a partir de um objetivo em comum que temos, Paulo e eu, de transformar a vida do médico, ajudando-os a reencontrar o prazer e o amor pela profissão”.

O argumento de Carlos é que, por falta de tempo, os profissionais não conseguem cuidar da sua vida financeira. Com o livro, o médico pneumologista e mestre em Ciências Médicas (Farmacologia) quer devolver o propósito da profissão aos colegas que sofrem com a sobrecarga de trabalho por conta da instabilidade financeira. “Queremos ver profissionais mais preparados, tranquilos e dispostos na frente do paciente para que eles possam ajudar as pessoas de uma maneira íntegra e ainda mais real”, ressalta.

Na mesma direção, o Dr. Paulo Araújo reforça a fala Carlos, enfatizando que a medicina demanda muitas horas de trabalho dos profissionais, que perdem a liberdade e se sentem, muitas vezes, presos dentro da própria carreira. “A ideia dele ter uma educação financeira é que ele possa ter mais liberdade, tendo assim, uma vida além da medicina”, comenta. Escritor de estreante, o especialista em clínica médica Paulo Araújo é também empreendedor no mercado de investimentos. Fundador da Dr. Invest e do e-Consultório, o médico reforça que a obra lançada em parceria com o Dr. Carlos conta com o conhecimento prático de quem atua no mercado ativamente.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/08/2025 0 Comentários 285 Visualizações
Cultura

POADOC 2026 ganha prévia a partir de setembro

Por Marina Klein Telles 28/08/2025
Por Marina Klein Telles

O POADOC está de volta. A primeira edição aconteceu em 2020, em plena pandemia no formato online. Em 2026, o evento retorna em novo formato, com mostra de filmes na Cinemateca Capitólio, exibições itinerantes, laboratório de projetos, ações educativas para escolas e atividades formativas no Goethe-Institut, espalhados ao longo de todo o ano. Como prévia, o POADOC traz um ciclo de quatro filmes inéditos na cidade, de setembro a novembro. São eles: “Copan” (2025), de Carine Wallauer, em setembro; “Suraras” (2024) e “Marlene” (2022), de Barbara Marcel em outubro; e “Bajo Las Banderas, El Sol” (2025), de Juanjo Pereira, em novembro. A entrada é franca.

“O festival vai ser um pouco diferente da primeira edição, que, obviamente, desta vez será presencial”, adianta a cineasta Thais Fernandes, que divide a curadoria e organização com Henrique Lahude, Jonatas Rubert, Juliana Costa, Natasha Ferla, Victor Pinheiro e Vitor Queiroz. “A gente decidiu aproveitar o evento do ano que vem para aproximar o público da cidade de documentários contemporâneos que não estrearam na cidade ou ainda não chegaram ao circuito comercial”, explica. A iniciativa rendeu a exibição de “Geografia Afetiva”, de Mari Moraga, em fevereiro, seguido da Mostra Cinema+Antropologia, em março. A chegada de recursos da Lei Aldir Blanc permitiu a presença de três realizadores até o fim do ano.

As sessões especiais começam no dia 12 de setembro com “Copan” (2025), de Carine Wallauer, às 19h, na Cinemateca Capitólio (R. Demétrio Ribeiro, 1085). Vencedor da competição brasileira de longas do Festival É Tudo Verdade, o doc investiga o edifício que dá título ao filme, localizado na cidade de São Paulo, e é considerado um verdadeiro microcosmo do Brasil. Cinco mil moradores e mais de cem funcionários representam uma diversidade de personagens e pontos de vista que revelam contrastes e desigualdades estruturais do país. “Copan” teve sua première mundial no O CPH:DOX, um dos maiores festivais de documentários no mundo.

Em outubro, será a vez de dois títulos da realizadora carioca Barbara Marcel. O primeiro será o longa “Suraras” (2024), que será exibido na Cinemateca Capitólio no dia 15, às 19h. O outro é o média-metragem “Marlene”(2024), que passa no Goethe-Institut no dia 16, às 19h. “Suraras“, que teve sua estreia no CineBH, acompanha duas radialistas comunitárias de uma das reservas mais antigas do Pará: a Resex Tapajós-Arapiuns, localizada no meio da Amazônia brasileira. Em “Marlene”, Barbara propõe um workshop sobre o filme “O Leão de Sete Cabeças”, de Glauber Rocha, para estudantes locais da faculdade de Belas Artes de Kinshasa, República Democrática do Congo.

Vencedor do prêmio Fipresci da crítica internacional na mostra Panorama do último Festival de Cinema de Berlim, ​​”Bajo Las Banderas, El Sol” (2025), de Juanjo Pereira, é a atração de 6 de novembro, quinta-feira, às 19h, na Cinemateca Capitólio. O filme também levou os prêmios principais da competição internacional do BAFICI (Argentina) e da competição latinoamericana de documentários do Festival de Lima (Peru). A produção traz imagens raras e há muito esquecidas que revelam o mecanismo oculto da ditadura de Alfredo Stroessner no Paraguai – um dos regimes mais duradouros da história. Da propaganda às transmissões internacionais, o doc traz uma exposição de como a mídia moldou o poder, controlou a memória de uma sociedade e construiu um legado de medo e silêncio que perdura até hoje.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/08/2025 0 Comentários 304 Visualizações
Business

Desafios da sucessão familiar: como empresa de engenharia prepara a terceira geração

Por Marina Klein Telles 28/08/2025
Por Marina Klein Telles

A sucessão empresarial é um dos maiores desafios enfrentados pelas indústrias. A pesquisa Empreendedorismo Industrial – o perfil dos novos líderes, realizada pelo Sistema FIERGS por meio do Observatório Nacional da Indústria e pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), revela que apenas 30% das empresas familiares chegam à segunda geração e somente 5% alcançam a terceira. Diante desse cenário, o diretor-comercial da Macro Técnica Engenharia, o engenheiro Fernando Holderbaum, decidiu ampliar as práticas já adotadas pela empresa e continuar investindo em qualificação.

Fundada em 1982, em Porto Alegre, por Hilário Holderbaum, a Macro Técnica Engenharia consolidou-se como referência em obras civis, industriais e comerciais. Hoje, sob a liderança da segunda geração da família, a empresa aplica protocolos familiares que definem de forma clara os papéis e responsabilidades de cada membro envolvido no negócio. “O fundador sempre deixou claro que, da porta para dentro, era chefe e não pai. Essa separação foi fundamental para manter a harmonia e preparar o caminho para as próximas gerações”, destaca Holderbaum.

O diretor reforça que a governança e a sucessão não podem ser tratadas como um evento isolado, mas como um processo contínuo. “Já revisamos protocolos, organizamos a sucessão patrimonial e, agora, através da Jornada de Sucessão Empresarial, buscamos aprimorar a preparação da segunda geração e começar a desenhar as diretrizes para a terceira”, afirma. A terceira geração da família já conta com dez membros, com idades que variam de poucos meses de idade até 11 anos. Apesar de ainda crianças, ele recorda a partir da própria experiência com o pai que a sucessão começa desde cedo, com bons exemplos da vida empreendedora transmitidos dentro de casa. “O mais importante é não deixar para agir apenas diante de uma crise, mas tratar a sucessão como parte da estratégia da empresa”, acrescenta.

A participação na Jornada de Sucessão do IEL-RS, segundo Fernando Holderbaum, reforçou a importância de manter o diálogo constante entre os membros da família. Ele relata que conseguiu engajar seus irmãos no processo, ampliando as discussões sobre governança e sucessão. “Mesmo já tendo revisado protocolos e adquirido certo conhecimento nessa área, entendemos que é necessário retomar e aprofundar esses papéis, com assessoramento especializado”, avalia.

Inscrições abertas para a jornada

Com o objetivo de apoiar empresários nesse processo, o IEL-RS desenvolve a Jornada de Sucessão Empresarial, realizada em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Cambridge Family Enterprise Group e a Academia de Negócios da Federação das Indústrias de Santa Catarina. A iniciativa combina conteúdo teórico, exercícios práticos e a troca de experiências entre empresas de diferentes setores, oferecendo metodologias consolidadas para estruturar processos sucessórios planejados e eficazes.

O segundo encontro da Jornada de Sucessão Empresarial ocorre em 11 e 12 de setembro, em Porto Alegre. O primeiro dia, das 9h às 17h, será dedicado a modelos de gestão adaptados à realidade industrial do Rio Grande do Sul, desafios regionais de cultura e inovação, autoavaliação de maturidade e definição de papéis no empreendimento familiar.
Já no dia 12, das 9h às 13h, os participantes aprenderão a interpretar os resultados da autoavaliação, alinhar perfil e competências do sucessor, conduzir a transição geracional e desenhar um plano de ação para garantir legado e transformação.

As inscrições estão abertas até 5 de setembro e podem ser feitas pelo link https://www.ielrs.org.br/jornada-de-sucessao-empresarial.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/08/2025 0 Comentários 335 Visualizações
Ensino

Faculdade IENH sedia 11º Congresso do Ensino Superior da Rede Sinodal de Educação

Por Marina Klein Telles 28/08/2025
Por Marina Klein Telles

Nos dias 15 e 16 de agosto, a Faculdade IENH, em Novo Hamburgo, sediou o 11º Congresso do Ensino Superior da Rede Sinodal de Educação (RSE), reunindo mais de 100 participantes entre diretores, coordenadores e docentes. O encontro teve como objetivo promover a troca de experiências e reflexões sobre os desafios e oportunidades da educação superior comunitária no Brasil, com uma programação que incluiu palestras, conferências, apresentações acadêmicas, salas temáticas, além de momentos culturais e de confraternização.

Na abertura, o diretor da Faculdade IENH, Seno Leonhardt, destacou a necessidade de agilidade, centralidade no estudante, fortalecimento da cultura organizacional e novas formas de liderança diante das transformações da revolução digital. Ressaltou ainda que a inovação deve ser encarada como caminho para fortalecer instituições e gerar oportunidades.

A programação trouxe debates relevantes, como a palestra “Tecnologia com propósito: como a inovação pode impulsionar a felicidade do acadêmico”, com Wagner Sanchez (FIAP), que abordou o papel da tecnologia na vida acadêmica, e a conferência “Professores como designers de experiências: competências para uma nova era”, ministrada por Franz Figueroa (Apple Developer Academy – PUC-RS), enfatizando o papel do docente na criação de aprendizagens significativas.

Salas temáticas e grupos de trabalho também integraram gestores e educadores em torno de assuntos como inovação, pedagogia e pesquisa interinstitucional. Ao final, o 11º Congresso reafirmou o compromisso das instituições da Rede Sinodal com a inovação, a colaboração e a construção de novos caminhos para a educação superior comunitária.

Foto: Marina Telles/Expansão | Fonte: Assessoria
28/08/2025 0 Comentários 334 Visualizações
Projetos especiais

Dia Nacional do Voluntariado: Sicoob celebra programa que mobiliza mais de 15 mil colaboradores em todo o Brasil

Por Marina Klein Telles 28/08/2025
Por Marina Klein Telles

No dia 28 de agosto, data em que é celebrado o Dia Nacional do Voluntariado, o Sicoob se orgulha em evidenciar seu compromisso com a transformação social nas comunidades onde atua, por meio do Programa Voluntário Transformador. Inspirada pela essência da colaboração e solidariedade, a iniciativa mobiliza colaboradores e dirigentes da instituição em todo o Brasil, com objetivo de promover a cultura do voluntariado de forma estruturada e alinhada aos princípios do cooperativismo financeiro.

Em 2024, o programa alcançou mais de 15 mil voluntários ativos e ultrapassou a marca de 93,7 mil horas dedicadas a causas sociais. As ações são desenvolvidas em um ciclo que envolve sensibilização, adesão, formação, engajamento e reconhecimento, criando oportunidades para que cada voluntário contribua não apenas com projetos sociais, mas também com o próprio desenvolvimento pessoal e profissional.

O impacto positivo da iniciativa também foi reconhecido nacionalmente. No ano passado, o Sicoob foi destaque no Prêmio VOL 2024, uma premiação nacional voltada a incentivar melhores práticas na gestão de voluntariado. Além do reconhecimento do programa Voluntário Transformador, em 2024, tivemos o reconhecimento nacional para a gerente de Cidadania e Sustentabilidade do Sicoob, Emanuelle Moraes, que recebeu o título de Profissional do Ano em Responsabilidade Social e Voluntariado. “O voluntariado é um pilar do cooperativismo financeiro, que conecta o Sicoob às necessidades reais das comunidades em que atuamos. Nosso programa reflete essa conexão, ao levar a cultura cooperativista a novos patamares de impacto social”, afirma a gerente.

Com o Programa Voluntário Transformador, o Sicoob contribui ainda para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em sintonia com práticas globais de responsabilidade social. Desde sua criação, em 2015, o programa reafirma o compromisso do Sicoob com o desenvolvimento sustentável das comunidades, fortalecendo ações de voluntariado pelos funcionários das cooperativas no território nacional, contribuindo para uma sociedade mais justa, colaborativa e solidária.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/08/2025 0 Comentários 299 Visualizações
Cidades

Liquida Nova Petrópolis contará com mais de 80 estabelecimentos participantes

Por Marina Klein Telles 28/08/2025
Por Marina Klein Telles

Mais de 80 estabelecimentos participarão da campanha “Liquida Nova Petrópolis – 10 dias de Descontos”, que ocorre de 5 a 14 de setembro em Nova Petrópolis. As lojas e restaurantes promoverão descontos coletivos, oferecendo à população do Município e da região, a oportunidade de comprar produtos de diversos segmentos com preços especiais.

“A campanha terá um número expressivo de lojas de vários segmentos, o que reforça a ideia do projeto, uma campanha flexível que não limita os lojistas, sendo positivo para o empresário e para o cliente”, disse o secretário Municipal de Indústria, Comércio, Serviços e Tecnologia, Gabriel Belém. A previsão é de que mais estabelecimentos se integrem à campanha até o seu início.

As empresas interessadas em participar da campanha ainda podem realizar a inscrição através do formulário online, disponível no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScbS5XObjOHZu4sj2YluDWQKsYfc3-YYbH0pon8s4oi8g0Byg/viewform.

A Campanha “Liquida Nova Petrópolis – 10 Dias de Descontos” é uma realização da Prefeitura de Nova Petrópolis, por meio da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Serviços e Tecnologia, e conta com o apoio da Associação Comercial e Industrial de Nova Petrópolis (ACINP), da Câmara de Dirigentes Lojistas de Nova Petrópolis e Picada Café (CDL) e da Associação de Malharias de Nova Petrópolis e Picada Café (AMNPPC).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/08/2025 0 Comentários 309 Visualizações
Business

Stihl destaca soluções que aumentam a produtividade do produtor rural na Expointer 2025

Por Marina Klein Telles 28/08/2025
Por Marina Klein Telles

A Stihl, líder no mercado brasileiro de ferramentas motorizadas portáteis, marca presença na Expointer 2025 e reforça a posição como parceira estratégica do produtor rural e do agronegócio brasileiro. A feira, reconhecida como a principal feira agropecuária da América Latina e uma das principais do segmento no mundo, acontece no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), entre os dias 30 de agosto até 7 de setembro. A empresa apresenta um portfólio de soluções criadas para otimizar o trabalho no campo, oferecendo mais autonomia, produtividade e eficiência em diversas culturas. Além de seu tradicional estande, que conta com espaços interativos, a marca estará presente também com exposição de produtos na Emater e no Circuito Cultural Freio de Ouro.

Entre os principais destaques, a empresa apresentará os últimos lançamentos ao mercado agro: os geradores, motocultivadores, motobombas e motores estacionários. Esses e outros produtos Stihl podem ser conferidos e testados pelos clientes no espaço de experiência no estande da marca. “A Expointer nos permite dialogar diretamente com quem vive o agro. Nosso objetivo é destacar que a STIHL entrega soluções completas que impactam o dia a dia do produtor, independentemente de sua atividade. Por isso busca ampliar seu portfólio, com novas linhas de produtos, para atender às diversas demandas do trabalho no campo, seja na pecuária, na agricultura familiar ou em grandes lavouras, nossos equipamentos são projetados para aumentar a produtividade e a rentabilidade do produtor, fazendo com que ele foque no que realmente importa: o crescimento de sua produção”, relata o vice-presidente de Marketing e Vendas, Romário Britto.

“Nosso objetivo de andar ao lado do produtor rural é tão grande que trabalhamos arduamente para oferecer cada vez mais um melhor atendimento e serviço, através de uma rede capilarizada com mais de 5 mil pontos de venda no país e altamente qualificada. Nos orgulhamos de ter a maior e melhor rede de distribuição para ferramentas motorizadas portáteis do País”, complementa o vice-presidente.

São três modelos de geradores, com três classes de potência: o GR 40, com 2,5 kW; o GR 60, com 5,5 kW; e o GR 80, com 8,0 kW. Os equipamentos possibilitam uma fonte de energia para regiões com pouco ou nenhum acesso à rede elétrica ou então uma alternativa em caso de suspensão do abastecimento de energia elétrica, permitindo realização de trabalhos em áreas agrícolas ou até mesmo como fonte móvel. Seja para ligar um sistema de irrigação no meio da lavoura, fornecer energia para equipamentos de ordenha ou manter o conforto em acampamentos de colheita, a linha de geradores Stihl é a resposta para a necessidade de autonomia energética. Os geradores possuem excelente durabilidade e vida útil, além de terem peças compatíveis com outros produtos Stihl, como motobombas, motores estacionários e motocultivadores.

As motobombas são indispensáveis para o manejo da água e com o equipamento, o produtor pode irrigar plantações, drenar áreas alagadas ou transferir água de reservatórios para o gado, garantindo recurso hídrico em qualquer situação. A solução acaba sendo importante em momentos críticos com a estiagem, que nos últimos anos impactou muito o Rio Grande do Sul. A motobomba Stihl WP 300, que possui entrada e saída de 2 polegadas, e a WP 600, que possui entrada e saída de 3 polegadas, são destinadas para médio e alto volumes de bombeamentos. Ambas possuem potência máxima de 4,4 kW e 212 cilindradas. O modelo de entrada possui uma vazão máxima de água de 37 m³/h, vazão máxima de saída de água de 616 l/min, enquanto o intermediário apresenta 63 m³/h e 1.050 l/min, respectivamente. Já a WP 900 é a de maior potência e oferece 5,2 kW e uma entrada e saída de 4 polegadas. Desta forma, é possível alcançar a vazão máxima de 94 m³/h e a vazão máxima de saída de água de 1.567 l/min. As alturas máximas de sucção são entre 6,5 e 7 metros, podendo bombear água a alturas que variam entre 31 e 34 metros dependendo do modelo. Os motores dos três lançamentos são de 4 tempos a gasolina.

Ideais para o preparo do solo em propriedades, os motocultivadores facilitam o cultivo de diversas culturas, tornando a terra mais produtiva e o trabalho mais leve. Os modelos MH 610 e 710, essencialmente, permitem que os produtores rurais preparem diferentes tipos de solo de forma fácil, versátil e ergonômica. Os modelos possuem motores STIHL EHC, com filtro de ar com foco, principalmente, para áreas de muita poeira. Além disso, para oferecer uma prática ergonômica e confortável ao usuário, a barra de condução é ajustável, lateralmente e verticalmente, e os pneus, de 6″ no modelo MH 610 e 8″ no MH 710, facilitam o deslocamento entre as áreas. A largura máxima de trabalho pode alcançar até 100 cm, gerando um maior resultado com menor tempo. Outro ponto para aumentar a produtividade é a luz de led, no modelo MH 710, que atua como farol e permite trabalhos noturnos.

Já os motores estacionários são a força motriz de muitas tarefas, utilizados para acionar bombas, moinhos ou serras, oferecendo versatilidade e uma gama de atividades na propriedade. Os motores estacionários da STIHL são estratégicos para agricultores, empreiteiros, pescadores, podendo ser utilizados na geração de energia, movimentação de barcos, pulverização, fabricação de farinha e, ainda, na construção civil. Os modelos operam em condições climáticas adversas sem qualquer perda de desempenho, em razão da robustez e da tecnologia. Os motores 4 tempos são a gasolina e possuem tanque de combustível de 3,6 e 4 litros. O EHC 605 S possui potência nominal de 6 hp e 212 cm³ de cilindrada. Já o EHC 705 S conta com 7 hp e 252 cm³.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/08/2025 0 Comentários 297 Visualizações
Business

Com estiagem, gripe aviária e tarifas dos EUA, Sistema Fiergs reduz estimativa de crescimento do PIB do RS para 1,8%

Por Marina Klein Telles 28/08/2025
Por Marina Klein Telles

O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul deve crescer 1,8% em 2025, desempenho abaixo do nacional, estimado em 2,1%, conforme nova projeção divulgada nesta quarta-feira (27) pela Unidade de Estudos Econômicos (UEE) do Sistema FIERGS. Em abril, a estimativa de crescimento do PIB gaúcho era de 2,2% neste ano. A revisão da atividade no estado foi puxada sobretudo pelo desempenho da Indústria, cujo PIB deve crescer 1,7% em 2025, abaixo dos 3,1% projetados em abril.

O cenário representa uma revisão significativa e reflete a combinação de juros altos, que limitam investimentos, os efeitos da gripe aviária de maio, que suspendeu exportações, e a imposição de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Além disso, a estiagem no início do ano permanece como principal fator de impacto no setor agropecuário, que deve registrar queda de 4% no PIB, enquanto os serviços devem crescer 2,6% em 2025.

“Estamos enfrentando um cenário externo e interno adverso. A gripe aviária freou nossas exportações em maio, e as tarifas americanas prejudicam fortemente a indústria de transformação. Isso, somado aos juros ainda elevados, reduz o fôlego de crescimento industrial para este ano”, afirma o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier.

O Índice de Desempenho Industrial do RS (IDI-RS) também foi revisto. A expectativa de crescimento, que era de 2,8% em abril, agora é de 1%. No primeiro semestre, a produção industrial gaúcha cresceu 2,9% frente ao mesmo período de 2024. No entanto, a base de comparação mais alta no segundo semestre do ano passado, aliada à estagnação recente e ao ambiente econômico mais restritivo, deve provocar desaceleração para 1,5% até o fim do ano.

A FIERGS projeta ainda que as exportações totais do RS devem alcançar US$ 20 bilhões em 2025, sendo US$ 16 bilhões da indústria de transformação, impulsionadas, em parte, pela recuperação da demanda argentina e pelo retorno dos embarques do abate de aves para o Oriente Médio. Já as importações foram revistas para cima, passando de US$ 13 bilhões para US$ 13,5 bilhões, reflexo de um câmbio mais valorizado, que facilita compras do exterior.

Apesar do cenário desafiador, a FIERGS estima a abertura de 60 mil vagas formais no Rio Grande do Sul em 2025. A taxa de desemprego no estado foi revisada para baixo e deve encerrar o ano em 4,7%, frente aos 5,1% estimados anteriormente.

Cenário nacional

A estimativa para o crescimento do PIB do Brasil em 2025 foi mantida em 2,1%, com alterações na composição setorial. A inflação (IPCA) foi revista de 5,4% para 5%, e a taxa Selic, de 14,75% para 15%. O país deve gerar 1,3 milhão de empregos formais. As novas estimativas apontam para US$ 265 bilhões em importações (ante US$ 268,5 bilhões) e reavaliação para baixo de US$ 330 bilhões nas exportações (ante US$ 331,8 bilhões).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/08/2025 0 Comentários 310 Visualizações
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