Um grande público participou do 11º Ciclo de Conscientização sobre Saúde e Segurança do Produtor e Proteção da Criança e do Adolescente, na tarde desta quinta-feira (6) em Rio Pardo (RS). Mais de 500 pessoas, entre produtores de tabaco, agentes de saúde, diretores de escolas, conselheiros tutelares e autoridades compareceram ao Centro Comunitário de Rincão Del Rey, com o objetivo de discutir temas importantes como trabalho infantil, utilização da vestimenta de colheita e cuidados no manejo de agrotóxicos.
Promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, com apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), desde 2009, o Ciclo de Conscientização atende aos acordos firmados perante o MPT-RS e MPT-Brasília e já tiveram a participação de mais de 25 mil pessoas de 60 municípios.
O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, abriu o evento falando sobre importância dos temas. “Os nossos filhos precisam estar hoje muito melhor preparados que nós antigamente. Muitos processos mudaram, a forma de se comunicar, de gerir a propriedade. A gente quer o melhor para os nossos filhos e, atualmente, o melhor para eles é estudar. Assim também, sabemos que o nosso bem mais precioso é a saúde. Muitos problemas podem ser evitados por meio da prevenção. Utilizar o EPI e a vestimenta de colheita, seguindo as recomendações da nossa equipe de campo, pode fazer toda diferença”, destacou o executivo.
Iro Schünke ainda comentou: “além disso, ao adotar essas condutas, estamos cuidando também do nosso próprio negócio, considerando que exportamos boa parte da nossa produção e o mercado externo busca produção sustentável, com garantias de que não foi produzido por mão de obra infantil ou às custas da saúde e segurança dos produtores”.
Com mais de mil produtores de tabaco, Rio Pardo está entre os 20 maiores produtores da folha no Rio Grande do Sul, estado responsável por quase 50% da produção de tabaco no País.
O prefeito de Rio Pardo, Rafael Barros, acompanhou a programação que iniciou com um bate-papo sobre proteção da criança e do adolescente com a participação do procurador aposentado pelo Ministério Público do Trabalho, Veloir Dirceu Fürst, e da advogada e socióloga, Dra. Ana Paula Motta Costa. Em um vídeo em formato de perguntas e respostas, eles responderam questionamentos comuns dos produtores sobre o tema trabalho infantil.
No Brasil, o decreto 6481/2008 regulamentou duas convenções internacionais, seguindo a recomendação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o que colocou o tabaco na lista de formas de trabalho e, portanto, proibidas para menores de 18 anos. O trabalho infantil se caracteriza ao utilizar crianças ou adolescentes para substituir a mão de obra adulta necessária, privando-a de educação ou de momentos de lazer.


