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Variedades

Ciclo de Conscientização reúne 2 mil pessoas na região sul

Por Jonathan da Silva 24/08/2026
Por Jonathan da Silva

O 16º Ciclo de Conscientização sobre Saúde e Segurança do Produtor e Proteção da Criança e do Adolescente reuniu 2.080 pessoas em seis seminários realizados entre 28 de julho e 20 de agosto, nos municípios de Cruz Machado e São Mateus do Sul, no Paraná; Bela Vista do Toldo e Orleans, em Santa Catarina; e Vera Cruz e Amaral Ferrador, no Rio Grande do Sul. Promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o ciclo é direcionado a produtores de tabaco, lideranças regionais, agentes de saúde, diretores de escolas e conselheiros tutelares.

Os eventos abordaram saúde e segurança na propriedade rural e proteção de crianças e adolescentes. Nesta edição, os seminários adotaram um formato semelhante ao de programas de auditório, com entrevistados respondendo a questionamentos sobre temas relacionados à cadeia produtiva do tabaco.

Orientações aos produtores

O assessor da Diretoria do SindiTabaco, Carlos Alberto Sehn, respondeu a perguntas sobre o Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), boas práticas agrícolas, gestão sustentável da propriedade e manutenção do padrão de produção do tabaco brasileiro. Sehn também abordou o papel das indústrias no combate ao trabalho infantil e as perspectivas para a cadeia produtiva. “O ciclo é um complemento às orientações repassadas pelas equipes de campo das indústrias integradoras, por campanhas de mídia e por materiais como cartilhas, folders e cards compartilhados com os produtores”, expressou o assessor.

Representantes da Afubra trataram dos cuidados necessários para preservar a saúde e a segurança na propriedade rural, do uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e das ações de educação ambiental desenvolvidas pelo Programa Verde é Vida, que completa 35 anos.

Também foram abordados aspectos relacionados à gestão da propriedade diante dos desafios futuros da agricultura e da produção de tabaco no Brasil. A programação incluiu a exibição do vídeo “O Mundo do Dr. Niko Tino”, sobre saúde e segurança, e uma entrevista on-line com a doutora Ana Paula Motta Costa sobre a legislação relacionada ao trabalho infantil.

16 anos de atividades

Realizados anualmente desde 2009, os Ciclos de Conscientização já passaram por mais de 70 municípios produtores de tabaco e reuniram diretamente mais de 40 mil produtores rurais da Região Sul do Brasil nos eventos presenciais.

Em 2021, durante a pandemia de Covid-19, foi realizado um evento online. A transmissão já soma mais de 11 mil visualizações no YouTube.

Público por município

  • Cruz Machado-PR, 28 de julho: 300 pessoas
  • São Mateus do Sul-PR, 29 de julho: 380 pessoas
  • Bela Vista do Toldo-SC, 30 de julho: 330 pessoas
  • Vera Cruz-RS, 12 de agosto: 410 pessoas
  • Amaral Ferrador-RS, 13 de agosto: 350 pessoas
  • Orleans-SC, 20 de agosto: 310 pessoas
  • Total do 16º Ciclo: 2.080 pessoas
  • Público total nos eventos presenciais: mais de 40 mil pessoas
  • Público do evento online: mais de 11 mil visualizações
Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/08/2026 0 Comentários 88 Visualizações
Projetos especiais

Ciclo de Conscientização reúne mais de 400 pessoas em Vera Cruz

Por Jonathan da Silva 13/08/2026
Por Jonathan da Silva

Mais de 400 pessoas participaram do seminário do 16º Ciclo de Conscientização sobre Saúde e Segurança do Produtor e Proteção da Criança e do Adolescente nesta quarta-feira (12), em Vera Cruz. Promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o evento reuniu produtores de tabaco, lideranças regionais, agentes de saúde, diretores de escolas e conselheiros tutelares para tratar de saúde e segurança nas propriedades, prevenção ao trabalho infantil e proteção de crianças e adolescentes.

Entre as autoridades presentes esteve o prefeito de Vera Cruz e presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker (PSD). A programação foi realizada em formato semelhante ao de programas de auditório, com entrevistas sobre temas relacionados à cadeia produtiva do tabaco.

Trabalho infantil

A primeira entrevista foi realizada de forma online com a doutora Ana Paula Motta Costa, que abordou a legislação relacionada ao trabalho infantil. Durante a conversa, foram discutidos o conceito de trabalho infantil, a importância da permanência de crianças e adolescentes na escola e as atividades permitidas para adolescentes menores de 18 anos.

A especialista também esclareceu aspectos da legislação relacionados à proteção integral de crianças e adolescentes.

Saúde e segurança na propriedade

O presidente da Afubra, Marcílio Drescher, participou de outra entrevista, na qual respondeu a questões sobre os cuidados necessários para garantir saúde e segurança nas propriedades rurais. Entre os assuntos tratados estiveram o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), as ações da entidade voltadas à educação ambiental e a importância da gestão da propriedade para enfrentar desafios futuros. “Hoje se evoluiu nos cuidados com a saúde. Agora se tem uma vestimenta adequada para prevenir a Doença da Folha Verde e mais conhecimentos sobre prevenção”, expressou Drescher.

A saúde é importante e deve ser prioridade, vindo sempre antes dos bens materiais”, alertou o presidente da Afubra, Marcílio Drescher.

Produção integrada

O assessor da Diretoria do SindiTabaco, Carlos Alberto Sehn, respondeu a questionamentos sobre o Sistema Integrado de Produção de Tabaco, as boas práticas para a sustentabilidade e a qualidade da produção, o papel das indústrias no combate ao trabalho infantil e as perspectivas para a cadeia produtiva.

Segundo Sehn, o modelo de integração contribui para a posição do Brasil como maior exportador mundial de tabaco há 32 anos. “Além de assistência técnica, os produtores recebem auxílios como financiamentos para melhorias nas propriedades e a garantia de compra integral da produção integrada, que é o grande diferencial desse sistema de integração”, acrescentou o assessor da Diretoria do SindiTabaco.

Sehn também destacou que as boas práticas agrícolas e a gestão das atividades são fundamentais para o funcionamento das propriedades, que, segundo ele, formam a base de um setor inserido em um cenário mundial de concorrência.

O Mundo do Dr. Niko Tino

Durante o seminário, os participantes também acompanharam a exibição do vídeo “O Mundo do Dr. Niko Tino”, que aborda questões relacionadas à saúde e à segurança durante atividades da cultura do tabaco. A produção apresenta, com base científica, as causas da Doença da Folha Verde e orienta sobre o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para prevenir possíveis intoxicações por agrotóxicos.

Programação segue no sul

Em 2026, o 16º Ciclo de Conscientização já passou pelos municípios de Cruz Machado e São Mateus do Sul, no Paraná, e Bela Vista do Toldo, em Santa Catarina. O próximo evento será realizado em Amaral Ferrador, no Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira, 13 de agosto. Depois, a programação segue para Orleans, em Santa Catarina, no dia 20 de agosto.

Realizados anualmente desde 2009, os Ciclos de Conscientização já promoveram ações de sensibilização em mais de 70 municípios produtores de tabaco e alcançaram diretamente 39 mil produtores rurais da Região Sul do Brasil.

Orientações mantidas

Entre as orientações reforçadas pela iniciativa está a proibição do trabalho de menores de 18 anos na cultura do tabaco. O ciclo também destaca que crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos devem frequentar regularmente a escola.

A programação ainda enfatiza o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a devolução das embalagens de agrotóxicos aos programas de recebimento.

Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/08/2026 0 Comentários 103 Visualizações
Variedades

SindiTabaco participa do Congresso Brasileiro do Agronegócio

Por Jonathan da Silva 12/08/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) participou do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), realizado nesta segunda-feira (10), em São Paulo pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em parceria com a B3. Com o tema “Agro & Indústria – integrando e transformando o Brasil”, o evento reuniu representantes do setor produtivo, autoridades, empresas e instituições para discutir a integração entre agro e indústria, inovação, financiamento, tecnologia e os desafios econômicos e regulatórios do agronegócio brasileiro.

Na abertura, o presidente da Abag, Ingo Plöger, entregou ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira. O documento foi elaborado a partir de um estudo que avaliou mais de 80 fatores, priorizados conforme critérios de urgência, impacto e horizonte de implementação, e reúne propostas de ações de curto, médio e longo prazo.

A solenidade também contou com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; do secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho; do presidente da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), Antonio Mello Alvarenga Neto; da presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza; do presidente da Faesp/Senar, Tirso de Salles Meirelles; da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá; da presidente da OCB e do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella; do coordenador do Grupo de Países Productores del Sur (GPS), Marcelo Regunaga; do vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, Luiz Masagão; da senadora Tereza Cristina (PP) e do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania).

Participação do setor do tabaco

Segundo o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, a participação no congresso permite ao setor acompanhar as discussões e tendências do agronegócio brasileiro. “Em um ambiente desafiador, com entraves estruturais, volatilidade econômica, insegurança regulatória e necessidade de ampliar a competitividade, precisamos estar alinhados com as prioridades estratégicas e tendências do agronegócio”, afirmou o dirigente.

O congresso discutiu o papel da integração entre agro e indústria na inovação, no desenvolvimento e na transformação do setor. Entre os temas abordados estiveram também a previsibilidade regulatória, a adoção de novas tecnologias, a qualificação profissional e as condições para ampliação dos investimentos.

Inovação no agro

No primeiro painel, mediado pelo jornalista William Waack, os participantes discutiram fatores que influenciam a capacidade de inovação da agroindústria brasileira. A presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza, destacou a importância de marcos legais e da previsibilidade regulatória para os investimentos em novas tecnologias. “Marcos legais, proteção de cultivares, inovação e previsibilidade regulatória são fundamentais para estimular investimentos das empresas que desenvolvem novas tecnologias”, ponderou Ana.

O presidente e CEO da Bosch América Latina, Gastón Díaz Pérez, abordou a complexidade do ambiente empresarial, marcada, segundo ele, por volatilidade econômica, juros altos e incertezas geopolíticas. Também tratou da aplicação de ferramentas digitais e inteligência artificial na América Latina. “Os modelos preditivos baseados em IA precisam estar associados à qualificação profissional, pois sem pessoas qualificadas, não existe o suporte humano necessário para conduzir a inteligência artificial”, afirmou Díaz Pérez.

O vice-presidente da Inpasa, Gustavo Mariano, destacou a previsibilidade regulatória como fator relacionado à redução de custos e ao planejamento de investimentos. Ele também mencionou mudanças decorrentes de novas regulamentações internacionais e a necessidade de incorporação de tecnologias aos processos produtivos. “A velocidade de adoção de tecnologias para a melhoria dos processos é o caminho para uma agroindústria forte”, expressou Mariano.

Financiamento do setor

Outro painel tratou do investimento e do financiamento do agronegócio em um cenário de volatilidade. Segundo os dados apresentados durante o evento, até junho as emissões de Cédulas de Produto Rural (CPR) somavam R$ 470 bilhões, enquanto as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) alcançavam R$ 560 bilhões. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) chegaram a R$ 170 bilhões, e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) ultrapassaram R$ 30 bilhões.

A diretora da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Flávia Palacios, apontou a necessidade de ampliar a capacitação dos produtores e o conhecimento dos agentes financeiros sobre a atividade rural. “É necessário capacitar o produtor para compreender a análise de crédito e, ao mesmo tempo, fazer com que os agentes do mercado financeiro conheçam melhor a dinâmica da atividade dentro e fora da porteira, inclusive para identificar quais instrumentos de seguro são mais adequados para cada risco”, afirmou Flávia.

Entre os instrumentos discutidos estiveram os CRA e os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros). Aproximadamente 600 mil investidores possuem aplicações em CRA, com tíquete médio de R$ 43 mil. No Fiagro, o tíquete médio é de cerca de R$ 1 mil.

A superintendente de Relacionamento com Clientes da B3, Fabiana Perobelli, explicou que instrumentos financeiros originados na atividade rural também podem integrar essa estrutura. A CPR, segundo ela, pode ser utilizada como garantia e integrar operações de CRA e outros instrumentos.

A managing director e especialista setorial da S&P Global Ratings, Julyana Yokota, abordou a relação entre volatilidade, risco, planejamento financeiro, transparência e governança. “Quando falo de governança e transparência, estou falando de acesso a instrumentos que podem oferecer opções melhores para reduzir custos”, avaliou Julyana.

Seguro rural

O seguro rural também foi tema de discussão. A superintendente de Sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Monique Cardoso, informou que menos de 100 mil produtores rurais possuem seguro no Brasil e relacionou o cenário à ocorrência de eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos.

Segundo ela, o seguro pode ser utilizado como instrumento de avaliação de riscos e incentivo a práticas sustentáveis. Informações climáticas também podem apoiar produtores, seguradoras, instituições financeiras e outros participantes do mercado de crédito.

Mesas redondas e homenagens

A programação do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio também contou com as mesas redondas “O Agro na Geopolítica” e “Novo Governo: Prioridades e Compromissos”. O evento ainda marcou a estreia do “Future Flash do Agro Brasileiro”, com apresentações sobre tendências que podem impactar o setor nos próximos anos.

O sócio-diretor da Canaplan e presidente do Conselho Estratégico de Alto Nível da ABAG, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, recebeu o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio. Já a pesquisadora da Embrapa, Iêda Mendes, recebeu o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade. As homenagens foram apresentadas pelo professor emérito da FGV, Roberto Rodrigues, e pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, respectivamente.

A programação foi encerrada com palestra do ex-presidente da República, Michel Temer, que abordou os desafios institucionais, econômicos e estratégicos do Brasil no tema “Caminhos para o Futuro”.

Foto: Eliana Stülp Kroth/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/08/2026 0 Comentários 120 Visualizações
Variedades

Ciclo de Conscientização reúne mais de mil participantes nos primeiros seminários no sul

Por Jonathan da Silva 31/07/2026
Por Jonathan da Silva

Os três primeiros seminários da 16ª edição do Ciclo de Conscientização sobre Saúde e Segurança do Produtor e Proteção da Criança e do Adolescente reuniram mais de mil participantes entre os dias 28 e 30 de julho nos municípios de Cruz Machado e São Mateus do Sul, no Paraná, e Bela Vista do Toldo, em Santa Catarina. Promovida pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a iniciativa é voltada a produtores de tabaco, lideranças regionais, agentes de saúde, diretores de escolas e conselheiros tutelares, com o objetivo de disseminar informações sobre saúde, segurança no trabalho e proteção de crianças e adolescentes.

O primeiro encontro, realizado em Cruz Machado-PR, reuniu cerca de 300 pessoas. Em São Mateus do Sul-PR, participaram aproximadamente 380 pessoas, enquanto o seminário de Bela Vista do Toldo-SC contou com 330 participantes.

Próximas etapas

A programação da temporada de 2026 terá continuidade nos dias 12 e 13 de agosto, nos municípios gaúchos de Vera Cruz e Amaral Ferrador. O encerramento da 16ª edição está marcado para 20 de agosto, em Orleans, Santa Catarina.

Neste ano, os seminários adotaram um formato semelhante ao de um programa de auditório. Durante os encontros, especialistas e representantes das entidades organizadoras abordam temas relacionados à cadeia produtiva do tabaco, com foco na saúde e segurança do produtor e na proteção da criança e do adolescente.

Temas debatidos

O assessor de Diretoria do SindiTabaco, Carlos Alberto Sehn, falou sobre o Sistema Integrado de Produção de Tabaco, as boas práticas voltadas à sustentabilidade e à qualidade da produção, o papel das indústrias no combate ao trabalho infantil e as perspectivas para a cadeia produtiva.

Já o tesoureiro da Afubra, Fabrício Murini, abordou os cuidados com a saúde e a segurança nas propriedades rurais, a utilização correta dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), as ações de educação ambiental promovidas pela entidade e a importância da gestão da propriedade para enfrentar os desafios da atividade agrícola.

A programação também contou com a exibição de trechos do vídeo “O Mundo do Dr. Niko Tino”, sobre saúde e segurança, além de uma entrevista online com a doutora Ana Paula Motta Costa sobre a legislação relacionada ao trabalho infantil.

Participação das autoridades

Os seminários contaram com a presença de autoridades municipais e regionais. Participaram das programações o prefeito de Cruz Machado, Carlos Nowak (UNIÃO), o prefeito de Bela Vista do Toldo, Francisco Carlos Schiessl (MDB), e a prefeita de São Mateus do Sul, Fernanda Garcia Saldanha (PSD). Durante os encontros, eles destacaram a importância da adoção de medidas de proteção pelos produtores rurais e da permanência de crianças e adolescentes na escola.

Realizado desde 2009

Realizado anualmente desde 2009, o Ciclo de Conscientização já promoveu ações em mais de 70 municípios, alcançando diretamente cerca de 39 mil produtores rurais das regiões produtoras de tabaco.

Durante os eventos, são reforçadas orientações presentes na cartilha distribuída aos produtores integrados, entre elas que apenas adultos podem manejar e aplicar defensivos agrícolas utilizando os EPIs recomendados; que a colheita do tabaco deve ser realizada com vestimenta específica e em condições climáticas adequadas; que o trabalho na cultura do tabaco é permitido somente para maiores de 18 anos; e que crianças e adolescentes devem frequentar a escola.

Foto: Banco de Imagens/SintiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/07/2026 0 Comentários 111 Visualizações
Política

Projeto de lei propõe fortalecer cadeia produtiva do tabaco no Rio Grande do Sul

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) participou do protocolo oficial do Projeto de Lei nº 259/2026, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na quinta-feira (23). De autoria do deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida (PP), a proposta institui a Política Estadual de Fortalecimento da Fumicultura e de Incentivo à Agregação de Valor à Cadeia Produtiva do Tabaco. O objetivo é estimular investimentos, inovação e novas oportunidades para a cadeia produtiva por meio da industrialização da nicotina natural produzida no estado.

O ato de protocolo reuniu parlamentares, lideranças do setor produtivo, representantes das empresas associadas ao SindiTabaco e entidades representativas dos produtores de tabaco. O projeto também recebeu a assinatura de outros 12 deputados estaduais.

Medidas previstas

Entre as diretrizes previstas no projeto está o incentivo à extração e à industrialização da nicotina natural obtida das folhas de tabaco cultivadas no Rio Grande do Sul, com foco na agregação de valor à produção local. A proposta também prevê a proibição da comercialização de produtos que contenham nicotina sintética no estado, medida que, segundo o texto, busca fortalecer a competitividade da cadeia produtiva baseada na matéria-prima produzida pelos fumicultores gaúchos.

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, afirmou que a proposta busca preparar o setor para as mudanças do mercado. “Temos uma produção nacional estável e que tem sido anualmente direcionada para mais de 120 países. Mas é importante nos prepararmos para o futuro e para as transformações do mercado mundial. Pensar em novas aplicações para a matéria-prima, aproveitando as plantas industriais já instaladas, pode ampliar as oportunidades para todo o setor. O futuro da cadeia produtiva do tabaco no Brasil passa pela capacidade de inovar e agregar valor à produção, que já é reconhecida mundialmente por sua qualidade e pelas boas práticas implementadas”, destacou Thesing.

Cadeia produtiva

Segundo o SindiTabaco, o Rio Grande do Sul é o maior produtor de tabaco do Brasil. Na safra 2025/2026, a atividade esteve presente em 206 municípios gaúchos, envolvendo cerca de 69 mil famílias produtoras. Desenvolvida predominantemente por agricultores familiares, a produção é apontada como uma das principais atividades econômicas do estado.

A entidade informa ainda que o Rio Grande do Sul lidera as exportações brasileiras de tabaco. Em 2025, quase 90% dos embarques do produto foram realizados pelo Porto de Rio Grande.

Foto: Di Fontoura/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 130 Visualizações
Política

Entidades pedem inclusão do tabaco em lista de exceções dos EUA

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) encaminharam uma carta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na sexta-feira (24), solicitando que o governo brasileiro atue para incluir o tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido foi formalizado após audiência realizada em 22 de julho com o ministro Geraldo Alckmin, e técnicos da pasta, quando o setor apresentou os impactos da medida e propostas para reduzir seus efeitos.

Segundo as entidades, a manutenção do tabaco fora da lista de exceções pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, provocar perdas de até US$ 100 milhões em exportações e afetar produtores rurais, a indústria e municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Impactos nas exportações

Na correspondência, o SindiTabaco e a Abifumo destacam que a cadeia produtiva do tabaco está presente em mais de 525 municípios brasileiros e gera renda para mais de 600 mil pessoas no meio rural. Historicamente, os Estados Unidos ocupam a terceira posição entre os principais destinos das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por cerca de 9% dos embarques do setor. Em 2025, essa participação caiu para 6%.

Conforme dados do MDIC/Secex apresentados no documento, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 195,3 milhões em 2025, queda de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques totalizaram US$ 88,8 milhões, redução de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

Concorrência internacional

As entidades afirmam que outros produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, laranja, mel orgânico, castanhas e celulose, foram incluídos na lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, enquanto o tabaco permaneceu sujeito à sobretaxa. Segundo o setor, essa situação coloca o produto brasileiro em desvantagem competitiva frente a outros países exportadores.

De acordo com a carta, caso as tarifas sejam mantidas, compradores norte-americanos poderão buscar fornecedores em outros mercados, principalmente em países africanos, como Zimbábue e Malaui, que ampliaram sua produção. A estimativa apresentada pelas entidades é de uma perda aproximada de US$ 100 milhões em exportações brasileiras.

Reflexos na produção

O documento destaca que a redução da demanda poderá atingir especialmente a produção de tabaco Burley, variedade que possui mercado internacional concentrado nos Estados Unidos e poucas alternativas de comercialização. Segundo as entidades, esse cenário poderá afetar centenas de pequenos produtores rurais que têm nesse cultivo sua principal fonte de renda.

Além dos impactos sobre a produção e o emprego, a carta aponta que a redução da atividade econômica poderá diminuir a arrecadação de tributos e comprometer investimentos públicos em municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Pedido ao governo

No ofício encaminhado ao MDIC, o SindiTabaco e a Abifumo solicitam a inclusão de todo o Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que engloba o tabaco e seus produtos, na lista de exceções à tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também informam que permanecem à disposição do governo federal para contribuir tecnicamente na busca de uma solução que preserve a competitividade das exportações brasileiras e reduza os impactos econômicos e sociais da medida.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 183 Visualizações
Variedades

Instituto Crescer Legal reúne equipes dos três estados do sul em formação

Por Jonathan da Silva 24/07/2026
Por Jonathan da Silva

Profissionais das equipes pedagógica e administrativa do Instituto Crescer Legal participaram, entre os dias 21 e 23 de julho, em Santa Cruz do Sul, da segunda formação presencial de 2026. O encontro reuniu representantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para atividades de atualização, integração e planejamento das ações desenvolvidas nos programas da instituição. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a metodologia pedagógica aplicada aos jovens do campo e alinhar o trabalho realizado nos diferentes territórios de atuação.

A programação começou com uma dinâmica voltada à integração e ao fortalecimento do Time Crescer Legal. À tarde, os participantes acompanharam o Seminário de Integração e Reflexão com Parceiros, que abordou o tema “Adolescência(s): conexões, cuidados e desafios no mundo digital”.

No segundo dia, os profissionais participaram da formação “Inteligência Artificial no fazer pedagógico: como utilizar de forma ética – teoria e prática”, ministrada pelos especialistas da Thêma Consultoria, Ana Paula Malavolta e Thelmo Borchhardt. À tarde, a coordenadora de Desenvolvimento de Projetos, Graziele Silveira Pinton, e a orientadora pedagógica Débora Berghahnn apresentaram os princípios da Abordagem Pedagógica Waldorf e discutiram possibilidades de aplicação da metodologia nas ações do Instituto.

Planejamento

O terceiro dia foi dedicado ao planejamento do Encontro Anual de Aprendizes Rurais, previsto para o segundo semestre deste ano. Também foram realizadas apresentações sobre as turmas de referência de 2026 do Programa de Aprendizagem Profissional Rural, seguidas por dinâmicas de integração entre os educadores.

A gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf, informou que a próxima formação está prevista para outubro, também em Santa Cruz do Sul. “As formações continuadas são importantes por reunirem toda a equipe, possibilitando trocas sobre as diferentes realidades de cada região onde o Instituto está inserido e, também, assegurando a unidade do nosso fazer pedagógico nos diferentes territórios e programas”, destacou Nádia.

A orientadora pedagógica Débora Berghahnn afirmou que os encontros são espaços de trocas, construção coletiva e crescimento conjunto. Já a coordenadora de Desenvolvimento de Projetos, Graziele Silveira Pinton, acrescentou que os momentos de formação reforçam a percepção da dedicação, da sensibilidade e da excelência da equipe.

O que é o Instituto Crescer Legal

Com sede em Santa Cruz do Sul, o Instituto Crescer Legal é uma iniciativa do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e de suas empresas associadas. A instituição atua em 25 municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e desenvolve os programas Aprendizagem Profissional Rural, Acompanhamento dos Egressos, Nós por Elas – A voz feminina do campo e Boas Práticas de Empreendedorismo para a Educação.

Foto: Cristina Severgnini/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/07/2026 0 Comentários 129 Visualizações
Variedades

Produtores de tabaco mantêm 156 mil hectares de florestas plantadas no sul

Por Jonathan da Silva 14/07/2026
Por Jonathan da Silva

Produtores de tabaco da região sul mantêm cerca de 156 mil hectares de florestas plantadas em suas propriedades, segundo dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) referentes à safra 2024/2025. A área, distribuída entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, representa um potencial econômico superior a R$ 540 milhões em valor de produção. No Rio Grande do Sul, onde o setor florestal se aproxima da marca de 1 milhão de hectares de florestas plantadas, os produtores de tabaco respondem por aproximadamente 82 mil hectares reflorestados, o equivalente a 8,2% da base florestal plantada do estado.

Segundo informações do Sindimadeira-RS, o Rio Grande do Sul está próximo de atingir 1 milhão de hectares de florestas plantadas. O setor florestal gaúcho registra valor de produção próximo de R$ 3,5 bilhões e movimenta cerca de R$ 30 bilhões por meio da cadeia industrial associada.

Nesse contexto, a Afubra aponta que o reflorestamento integra o modelo de produção das propriedades fumicultoras. Conforme o levantamento da safra 2024/2025, a propriedade média produtora de tabaco na Região Sul possui 14,6 hectares, dos quais 8% são destinados às florestas plantadas.

No Rio Grande do Sul, onde há aproximadamente 70 mil produtores de tabaco, a estimativa é de que essas propriedades mantenham cerca de 82 mil hectares reflorestados. Considerando a produtividade média do setor florestal gaúcho, essa área representa potencial econômico estimado em R$ 286 milhões em valor de produção.

Diversificação nas propriedades

Além do cultivo do tabaco, que ocupa em média 21,4% da área das propriedades, os produtores também cultivam grãos, mantêm áreas de pastagem, produzem alimentos e preservam recursos naturais.

Segundo a Afubra, as áreas destinadas à conservação ambiental e à atividade florestal representam juntas 22,7% da propriedade média, sendo 14,7% compostas por mata nativa e 8% por florestas plantadas.

Uso da biomassa renovável

Fernanda

A assessora técnica do SindiTabaco e engenheira agrônoma, Fernanda Viana Bender, afirma que as florestas plantadas fazem parte do sistema produtivo das propriedades há décadas. “As florestas plantadas fazem parte da realidade das propriedades produtoras de tabaco há décadas. Além de contribuírem para a diversificação da renda, elas garantem uma fonte renovável de energia utilizada na cura do tabaco e reforçam o compromisso das famílias produtoras com a sustentabilidade e a conservação ambiental”, ressalta Fernanda.

Segundo o SindiTabaco, desde a década de 1970 a cadeia produtiva do tabaco investe em reflorestamento para assegurar o fornecimento de biomassa renovável utilizada no processo de cura do produto. A estratégia permitiu desenvolver um modelo de autossuficiência energética nas propriedades e reduzir a utilização de recursos florestais nativos.

Dados da Região sul

Considerando os cerca de 133 mil produtores de tabaco distribuídos entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a área de florestas plantadas chega a aproximadamente 156 mil hectares. Com base na produtividade média do setor florestal gaúcho, esse volume corresponde a um potencial econômico superior a R$ 540 milhões em valor de produção.

Fernanda Viana Bender destaca a relação entre as atividades desenvolvidas nas propriedades rurais. “Os números evidenciam como diferentes cadeias produtivas podem atuar de forma complementar. Ao mesmo tempo em que o Brasil lidera as exportações mundiais de tabaco há mais de três décadas, milhares de produtores contribuem também para o fortalecimento do setor florestal, para a conservação ambiental e para a diversificação econômica das regiões rurais”, comenta a engenheira agrônoma.

O que é o SindiTabaco

Fundado em 24 de junho de 1947, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) tem sede em Santa Cruz do Sul e reúne 13 empresas associadas. Desde 2010, a entidade atua em todo o território nacional, com exceção da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo. De acordo com o sindicato, 96% do tabaco brasileiro é produzido na Região Sul, envolvendo cerca de 533 mil pessoas no meio rural, distribuídas em 525 municípios.

Fotos: Banco de Imagens/SindiTabaco e Cristina Severgnini/Divulgação | Fonte: Assessoria
14/07/2026 0 Comentários 146 Visualizações
Variedades

Juventude rural amplia perspectivas de permanência no campo

Por Jonathan da Silva 13/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Dia da Juventude Rural, celebrado em 15 de julho, reforça o debate sobre a permanência dos jovens no campo e as condições necessárias para que eles encontrem oportunidades de estudo, trabalho e geração de renda sem romper os vínculos com as comunidades rurais. A data chama atenção para desafios como acesso à educação, conectividade, qualificação profissional e perspectivas de futuro, fatores que influenciam diretamente as escolhas da população de 15 a 29 anos que vive em áreas rurais. Segundo dados do IBGE de 2022, o Brasil possui cerca de 7,1 milhões de jovens nessa condição.

Criado em 2015, o Instituto Crescer Legal desenvolve programas de aprendizagem profissional rural para adolescentes de municípios da região sul, combinando educação, gestão rural, empreendedorismo, cidadania e projeto de vida. De acordo com uma pesquisa de impacto realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), em 2025, 80% dos egressos do curso de Gestão Rural e Empreendedorismo ampliaram seus conhecimentos na área, 74% expandiram suas redes de relacionamento e 72% passaram a identificar novas oportunidades profissionais. O levantamento também apontou que 49% demonstraram maior interesse em permanecer no meio rural e 48% passaram a ter maior disposição para a sucessão familiar.

Histórias de jovens mostram diferentes caminhos

As experiências acompanhadas pelo Instituto Crescer Legal demonstram que a permanência no campo pode ocorrer por diferentes caminhos. Em Itaiópolis-SC, a egressa Beatriz Max implantou um sistema de energia solar na propriedade da família após participar do Programa Novos Rurais, desenvolvido pelo Instituto BAT Brasil em parceria com o Instituto Crescer Legal. Atualmente, cursa Pedagogia e continua atuando na propriedade.

Em São João do Triunfo-PR, o egresso Murilo Chaves transformou um projeto elaborado durante a formação em um negócio voltado ao atendimento de comunidades rurais com serviços de barbearia. Também em Itaiópolis, Lauani de Fátima Dolla passou a projetar seu futuro ligado ao campo e participa do programa Nós por Elas – A Voz Feminina do Campo, voltado ao protagonismo feminino. Já Luís Fernando Gordia estruturou um serviço de assistência técnica em informática para atender produtores rurais, auxiliando em demandas relacionadas à informatização e emissão de notas fiscais eletrônicas.

Além da sucessão

Para a gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf, a discussão sobre juventude rural vai além da sucessão familiar. “Quando falamos em juventude rural, não estamos tratando apenas de sucessão familiar e de futuros agricultores. Estamos falando de jovens que precisam ter acesso à educação contextualizada, formação profissional, repertório e oportunidades para decidir o próprio futuro. Identificar as necessidades de suas comunidades e reconhecer caminhos em que possam buscar e promover melhorias naquelas comunidades rurais, proporcionando que outros jovens também decidam permanecer com cada vez mais qualidade de vida. O campo pode ser um espaço de permanência, de inovação, de empreendedorismo e de realização, desde que esses jovens sejam vistos como protagonistas”, afirma Nádia.

Segundo a gerente, a permanência das novas gerações no meio rural depende da ampliação do acesso à educação, renda, conectividade e oportunidades. “Quando as novas gerações têm acesso à formação e conseguem enxergar possibilidades reais em suas comunidades, o campo passa a ser também uma escolha de vida”, conclui Nádia.

O que é o Instituto Crescer Legal

Com sede em Santa Cruz do Sul, o Instituto Crescer Legal foi criado pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e suas empresas associadas. A instituição atua em 25 municípios dos três estados da região sul com programas voltados à aprendizagem profissional rural para adolescentes.

Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/07/2026 0 Comentários 145 Visualizações
Projetos especiais

Instituto Crescer Legal utiliza aprendizagem profissional para prevenir trabalho infantil

Por Jonathan da Silva 12/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Instituto Crescer Legal tem enfatizado a aprendizagem profissional rural como uma estratégia de combate ao trabalho infantil entre adolescentes do campo. No Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, a instituição apresenta os resultados de um modelo desenvolvido há 11 anos nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A iniciativa consiste na contratação de filhos de produtores rurais como jovens aprendizes para participarem do curso de Gestão Rural e Empreendedorismo no turno oposto ao das aulas regulares, mantendo-os vinculados à escola e em atividades formativas, conforme previsto na legislação.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 4,3% das crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil em 2024, o equivalente a 1,65 milhão de pessoas. Entre adolescentes de 16 e 17 anos, o índice chegou a 15,3%.

Atuação em três estados

Criado em 2015, o Instituto Crescer Legal já formou 1.220 jovens nos três estados do sul do Brasil. Em 2026, mais de 170 adolescentes participam do Programa de Aprendizagem Profissional Rural, com conclusão prevista para dezembro.

Segundo a gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf, a atuação da entidade alcança atualmente 25 municípios. “Em todas as localidades beneficiadas, ouvimos relatos sobre as transformações proporcionadas pelas ações do Instituto. São benefícios que vão além da ampliação de horizontes para os jovens, estendendo-se também às famílias e comunidades”, ressalta Nádia.

Pesquisa aponta impactos

De acordo com o instituto, uma pesquisa de impacto social realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) em 2025 identificou maior conscientização sobre o trabalho infantil entre os participantes do programa.

O levantamento também apontou que a manutenção dos adolescentes em atividades formativas no contraturno escolar e a exigência de matrícula regular nas escolas contribuem para a redução de situações relacionadas ao trabalho infantil.

Outros programas desenvolvidos

Além do Programa de Aprendizagem Profissional Rural, o Instituto Crescer Legal mantém iniciativas voltadas à formação e ao desenvolvimento de jovens do meio rural.

Entre elas está o Programa de Acompanhamento de Egressos, criado para ampliar oportunidades de aprendizado e conexões após a conclusão da formação inicial.

Outra ação é o Programa Nós por Elas – A Voz Feminina do Campo, desenvolvido em parceria com a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Em nove edições, a iniciativa já atendeu 70 meninas do meio rural, com foco em comunicação e produção de conteúdos para rádio.

A instituição também promove o Programa Boas Práticas de Empreendedorismo para a Educação, que compartilha metodologias utilizadas no programa de aprendizagem com professores de escolas rurais. Até 2025, a iniciativa certificou 93 professores de 52 escolas. Em 2026, uma nova turma interestadual está em andamento.

Modelo apoiado pelo setor do tabaco

O Instituto Crescer Legal é uma iniciativa do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e de empresas associadas ao setor. O modelo permite que as empresas direcionem suas cotas previstas na Lei da Aprendizagem para a contratação de jovens aprendizes que frequentam o curso de Gestão Rural e Empreendedorismo, sem a realização de atividades práticas nas indústrias.

Segundo o diretor-presidente do Instituto Crescer Legal, Valmor Thesing, a proposta busca garantir qualificação e proteção aos adolescentes do meio rural. “Assim, o Instituto Crescer Legal proporciona aos filhos de produtores de tabaco, com idades entre 14 e 17 anos, a oportunidade de desenvolvimento e qualificação, ao mesmo tempo em que garante que permaneçam afastados de atividades impróprias para sua faixa etária”, destaca Thesing.

Esse formato é validado pelo Ministério do Trabalho e se traduz em uma ação altamente eficiente no combate ao trabalho infantil”, enfatiza Valmor Thesing.

Dia de Combate ao Trabalho Infantil

O Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002 e oficializado no Brasil pela Lei nº 11.542/2007. A data tem como objetivo promover a conscientização sobre os impactos do trabalho precoce e reforçar os direitos de crianças e adolescentes à educação, ao lazer e ao desenvolvimento integral.

Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/06/2026 0 Comentários 168 Visualizações
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