Camaquã, Garibaldi, Gravataí, São Leopoldo e Três de Maio concluíram a aplicação do Radar de Maturidade dos Ecossistemas Locais de Inovação (ELI) e, a partir de 2027, passarão a utilizar a Metodologia ELI com apoio do Sebrae RS. Os cinco municípios desenvolvem ações desde 2025 por meio da Abordagem Ativa, voltada a territórios nos quais a agenda da inovação está em processo de desenvolvimento. A nova etapa terá como base os resultados da avaliação e buscará fortalecer a articulação entre governo, empresas e instituições de ensino para estruturar iniciativas de inovação de longo prazo em cada território.
Os resultados do Radar de Maturidade estão sendo apresentados individualmente às governanças municipais em encontros de devolutiva promovidos pelo Sebrae RS. Além da análise dos dados obtidos, as agendas discutem os caminhos para a continuidade do trabalho e a articulação entre os diferentes atores locais.
O Radar de Maturidade é utilizado para identificar o estágio de desenvolvimento dos Ecossistemas Locais de Inovação e apontar pontos que podem ser fortalecidos. A ferramenta avalia seis vertentes: Ambientes de Inovação, Programas e Ações, Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIs), Políticas Públicas, Capital e Governança.
A avaliação considera aspectos relacionados à efetividade e à integração entre os atores que compõem os ecossistemas.
Segundo a analista de Projetos de Inovação do Sebrae RS, Natália Canever, o Radar funciona como um diagnóstico para identificar as áreas que precisam de atenção. “Podemos pensar nisso como um check-up de saúde: vamos medir a temperatura e ver o que está prosperando, e o que precisa de suporte para ser alavancado”, explica Natália.
Abordagem Ativa
Camaquã, Garibaldi, Gravataí, São Leopoldo e Três de Maio participam desde 2025 de ações da Abordagem Ativa do Sebrae RS. A iniciativa é direcionada a territórios que estão iniciando ou fortalecendo a agenda de inovação.
As atividades são adaptadas às necessidades de cada município e trabalham conceitos relacionados ao empreendedorismo e à inovação. A abordagem também busca estimular a participação de governos, empresas e instituições de ensino e ampliar o acesso ao tema.
A jornada desenvolvida pelo Sebrae RS pretende criar condições para que os próprios municípios avancem na elaboração de iniciativas relacionadas à inovação.
Transição para a Metodologia ELI
A partir de 2027, os cinco municípios iniciarão a utilização da Metodologia ELI. Enquanto a Abordagem Ativa tem como foco a ativação da agenda de inovação em territórios que estão iniciando ou fortalecendo esse trabalho, a Metodologia ELI propõe uma estratégia de longo prazo para consolidar os ecossistemas locais.
O trabalho prevê o mapeamento e o diagnóstico da realidade de cada município, além da construção de um plano de ação e do acompanhamento da implementação das iniciativas definidas pelos atores locais.
A analista de Projetos de Inovação do Sebrae RS, ressalta que a metodologia considera as características específicas de cada território. “Cada ecossistema é único, com suas próprias características ambientais, sociais, econômicas e culturais. A metodologia oferece um caminho adaptável para cada ecossistema, guiando-o com segurança e flexibilidade, para garantir um bom resultado em sua jornada de inovação”, ressalta Natália Canever.
Com a transição, Camaquã, Garibaldi, Gravataí, São Leopoldo e Três de Maio se juntarão aos 14 Ecossistemas Locais de Inovação que já desenvolvem ações no Rio Grande do Sul por meio da Metodologia ELI.
Articulação entre os atores
A nova etapa prevê o fortalecimento da conexão entre pessoas, empresas e instituições e a criação de condições para o surgimento e o crescimento de negócios inovadores e para o desenvolvimento dos territórios.
Para Natália, a articulação entre os diferentes participantes é um dos elementos do processo de desenvolvimento dos ecossistemas. “A conexão e união de esforços, a priorização de setores e um plano de ação focado e consistente possibilitam a evolução e o desenvolvimento do ecossistema”, finaliza a analista.


