Memorial do Queijo Gaúcho na Expointer apresenta história dos lácteos

Por Jonathan da Silva

O Memorial do Queijo Gaúcho apresenta ao público da 49ª Expointer a história e os diferentes elos da cadeia de lácteos do Rio Grande do Sul. Instalado junto à sede da Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, o espaço tem como principal estrutura um monumento em forma de cunha de queijo com mais de 14 metros de altura. Inaugurado em 2025, o memorial reúne informações sobre a produção de leite, os processos industriais, a evolução da atividade e a participação de produtores, famílias, mestres queijeiros e empresas na formação do setor.

A criação do memorial teve início em 2015, com o objetivo de fortalecer o setor de lácteos e estimular o consumo de seus produtos. A iniciativa atravessou três gestões da Apil até chegar à execução e contou com recursos da Lei de Incentivo à Cultura e com 12 patrocinadores, sendo 11 laticínios do estado. Parceiros da entidade também participaram diretamente da execução.

Ao longo dos anos, o projeto passou por adaptações para acompanhar mudanças na realidade do setor e nas condições orçamentárias. A estrutura foi reconhecida pelo RanKBrasil como o maior monumento em forma de cunha de queijo no Brasil, com mais de 14 metros de altura.

O assessor executivo da Apil, Jefferson Farias, explica que o espaço foi estruturado para apresentar ao visitante as diferentes etapas da cadeia produtiva, desde a produção do leite até a chegada dos produtos ao mercado. “Essa abordagem busca ampliar a compreensão sobre a dimensão da cadeia de lácteos”, afirma Farias.

História da produção no estado

O percurso pelo memorial apresenta informações históricas e cronológicas sobre a atividade no Rio Grande do Sul. Fotografias, equipamentos e referências a antigas construções são utilizados para mostrar a evolução da produção de lácteos e a relação do setor com a formação do estado. “O memorial apresenta a trajetória do queijo gaúcho, incluindo suas origens, a chegada dos imigrantes e destaca a participação de produtores, famílias, pequenas e médias indústrias e mestres queijeiros na construção dessa história”, reitera Farias.

O conteúdo também acompanha o caminho do leite desde a propriedade rural, passando pelo transporte, pela regulamentação e pelo processamento, até a transformação da matéria-prima em produtos destinados ao mercado.

Novos conteúdos estão previstos

A coordenadora de marketing da Apil, Gabriela Brustolin, afirma que o memorial é considerado um espaço em permanente construção e que novas iniciativas devem ser incorporadas ao longo do tempo. “É um trabalho contínuo. Inauguramos, mas não paramos por aí. A cada momento estamos trazendo uma novidade. Uma das frentes de expansão é a criação de novos conteúdos sobre a cadeia, o consumo e os produtos lácteos”, informa Gabriela. De acordo com a coordenadora, a intenção é que o espaço receba novidades continuamente, principalmente durante a Expointer, mas a atuação do Memorial não fica restrita ao período da feira. O local funciona durante todo o ano e recebe visitantes mediante agendamento.

De olho no futuro

A Apil também mantém uma parceria com a Embrapa para desenvolver um projeto voltado a escolas e crianças de diferentes regiões do Rio Grande do Sul. As ações têm como foco a educação e o estímulo ao consumo de produtos lácteos.

Outra iniciativa em preparação é uma vitrine dedicada aos queijos produzidos no estado. De acordo com a coordenadora de marketing da Apil, a proposta prevê a utilização de modelos em 3D dos rótulos dos produtos fabricados pelos associados da entidade. “O projeto prevê a apresentação de modelos em 3D dos rótulos dos produtos dos associados da Apil, reunindo diferentes marcas e ampliando a exposição da produção estadual”, salienta Gabriela Brustolin.

Foto: Rejane Costa/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
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