Cisvale inicia construção de plano regional de adaptação climática no Vale do Rio Pardo

Por Jonathan da Silva

O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) deu início à elaboração de um plano regional de adaptação às mudanças climáticas, em reunião realizada recentemente em Santa Cruz do Sul. O encontro reuniu representantes de municípios, governo estadual e do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), marcando a estruturação da governança da iniciativa na região.

A ação integra o programa AdaptaCidades, que prevê apoio técnico para a elaboração de planos regionais e municipais, com articulação entre União, estados e municípios. No Rio Grande do Sul, o modelo abrange 139 cidades organizadas em consórcios e associações.

Metodologia do plano

Durante o encontro, realizado na Faculdade Dom Alberto, foi apresentada a metodologia de construção do plano, que prevê oito etapas, iniciando pela formação da governança regional. O processo inclui definição de representantes municipais, integração entre áreas da gestão pública e participação da sociedade civil, além da elaboração de diagnósticos e estratégias com base em análise de risco.

Construção conjunta

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, destacou que a proposta busca estruturar uma atuação conjunta entre os municípios. . “Estamos estruturando um modelo de atuação conjunta entre os municípios, com base técnica e planejamento, que permite avançar de forma coordenada na agenda climática”, ressaltou Léa.

Acesso a recursos

Já a assessora técnica do programa no estado, Lucie Duez, ressaltou que a iniciativa fortalece a capacidade institucional dos territórios e amplia o acesso a recursos. “O AdaptaCidades promove uma governança multinível e fortalece a capacidade institucional dos territórios para planejar e implementar ações de adaptação”, comentou Lucie.

A construção deste plano exige comprometimento técnico e institucional permanente. É um processo que fortalece a governança e prepara os territórios para enfrentar os impactos climáticos com mais segurança e planejamento”, enfatizou Lucie Duez.

Acompanhamento do TCE-RS

O auditor do TCE-RS, Leonardo Azevedo, afirmou que o órgão acompanhará a implementação das ferramentas e a adequação dos municípios às exigências de planejamento climático, com foco na fiscalização da aplicação de recursos e na transparência das ações. “O tribunal irá acompanhar e cobrar a adoção das ferramentas e a adequação dos municípios às exigências de planejamento climático”, enfatizou Azevedo.

Cronograma da iniciativa

O plano regional tem cronograma previsto até março de 2027 e deve consolidar diagnóstico de riscos, definição de medidas e estratégias de implementação, monitoramento e comunicação. A proposta busca alinhar o Vale do Rio Pardo às diretrizes de sustentabilidade, com foco em mitigação, adaptação e resiliência climática.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
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