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AdaptaCidades

Cidades

Cisvale mobiliza municípios do Vale do Rio Pardo para diagnóstico climático

Por Jonathan da Silva 18/08/2026
Por Jonathan da Silva

O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) iniciou a mobilização dos municípios da região contemplados pelo programa federal AdaptaCidades para a aplicação da metodologia Lente Climática. A iniciativa busca reunir e organizar informações sobre ameaças climáticas, áreas e populações expostas, vulnerabilidades e capacidade de prevenção, resposta e recuperação em cada território. O trabalho será realizado de forma conjunta entre diferentes setores das administrações municipais e deverá produzir dados, mapas e indicadores para subsidiar os Planos Municipais de Adaptação à Mudança do Clima e orientar medidas diante de eventos como inundações, enxurradas, estiagens, deslizamentos, calor extremo e incêndios.

Responsável pela apresentação da metodologia, o engenheiro ambiental e membro da Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale, Roberto de Monte Baccar Pilz, explica que a Lente Climática cruza diferentes informações para identificar o risco efetivo de cada município. O processo prevê o levantamento e a triagem das fontes disponíveis, além da integração de dados históricos, territoriais, populacionais e climáticos.

A partir desse trabalho, deverão ser elaborados mapas e indicadores, identificadas áreas prioritárias e setores críticos e apontados cenários e lacunas de informação. “A Lente Climática nos ajuda a olhar o município com os ‘óculos do clima’. Não basta saber que determinado evento ocorreu; precisamos entender onde aconteceu, quem foi atingido, com que recorrência, quais estruturas estão expostas e qual é a capacidade existente para prevenir e responder. Quando organizamos essas informações, conseguimos transformar dado em diagnóstico, diagnóstico em prioridade e prioridade em medida de adaptação”, destaca Pilz.

Integração de dados

A construção dos diagnósticos dependerá da participação de diferentes áreas das administrações municipais, já que as informações necessárias estão distribuídas entre secretarias, sistemas e bases de dados. Entre as fontes previstas estão registros da Defesa Civil e do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), dados ambientais e de saneamento e informações da Assistência Social sobre populações expostas e vulneráveis.

Também serão considerados registros da Saúde relacionados aos efeitos de eventos climáticos, planos diretores, dados de mobilidade e zoneamento, informações do meio rural, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informações de instituições de ensino e pesquisa e plataformas de risco e projeções climáticas. Entre elas estão Prepara RS, GeoRisk/Cemaden, Serviço Geológico do Brasil, AdaptaBrasil e PClima/Inpe.

Para a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, a integração das informações é uma das etapas do trabalho. “Os municípios possuem muito conhecimento sobre seus territórios, mas essas informações muitas vezes estão em secretarias, sistemas e bases diferentes. Nosso papel é contribuir para que esse conteúdo seja organizado, compartilhado e transformado em uma leitura técnica comum. A resiliência começa pelo conhecimento do risco, e essa construção precisa envolver toda a estrutura municipal”, ressalta Léa.

AdaptaCidades

O Vale do Rio Pardo está entre as regiões contempladas pelo AdaptaCidades, iniciativa do governo federal voltada ao apoio à elaboração de estratégias e planos locais de adaptação. A inserção regional ocorreu após articulação do Cisvale e do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo, que vêm tratando da resiliência climática de forma integrada entre os municípios.

O presidente do Cisvale e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker (PSD), afirma que o programa deve ser acompanhado pelos municípios durante a construção dos diagnósticos. “O Vale do Rio Pardo fez um movimento importante para mostrar que precisava estar inserido nessa discussão e ser contemplado pelo AdaptaCidades. Isso também é resultado do trabalho que construímos por meio do Pró-Clima e do Cisvale. Agora temos que dar toda a atenção a esse processo, mobilizar nossos municípios e aproveitar o suporte técnico disponível para conhecer melhor nossas vulnerabilidades e preparar a região. Não podemos esperar o próximo evento para começar a pensar em adaptação”, afirma Becker.

A Lente Climática passa a integrar as ações do Cisvale voltadas à adaptação climática, junto ao Comitê Pró-Clima e à Agenda Ambiental 2030. A proposta é utilizar os diagnósticos para identificar vulnerabilidades e estabelecer prioridades de planejamento antes da ocorrência de novos eventos extremos.

Precisamos conhecer cada vez melhor os riscos dos nossos territórios para agir antes, e não apenas reagir depois. O que estamos construindo é uma base para decisões mais seguras, investimentos mais eficientes e municípios mais preparados para uma realidade climática que já está presente”, complementa o presidente do Cisvale e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker.

Programa federal

O AdaptaCidades integra o Programa Cidades Verdes Resilientes, política federal voltada ao aumento da qualidade ambiental e da resiliência das cidades brasileiras diante dos impactos da mudança do clima. A iniciativa reúne o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério das Cidades e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O programa prevê ações para fortalecer a capacidade institucional dos entes federativos e qualificar diagnósticos, planejamento, governança e projetos de adaptação climática. A iniciativa foi estruturada para apoiar 581 municípios brasileiros, abrangendo cerca de 52 milhões de pessoas, na construção de planos e estratégias de adaptação às mudanças do clima.

Foto: Bruno Pedry/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/08/2026 0 Comentários 80 Visualizações
Política

Amvag inicia plano regional de adaptação climática no Vale Germânico

Por Jonathan da Silva 19/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag) iniciou, na última semana, a elaboração regional do Plano de Adaptação às Mudanças do Clima, dentro da iniciativa AdaptaCidades. O projeto envolve os 14 municípios da região e é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema-RS). A proposta busca fortalecer políticas públicas de adaptação e resiliência climática diante do aumento de eventos extremos registrados no Estado.

O AdaptaCidades Vale Germânico foi apresentado aos prefeitos durante reunião da Amvag, com participação de técnicos da Sema-RS. De acordo com os representantes estaduais, o projeto desenvolvido pela associação está entre os mais adiantados do Rio Grande do Sul e deverá servir de referência para outras associações regionais.

Estrutura do projeto

A iniciativa integra o programa Cidades Verdes Resilientes e prevê suporte técnico, capacitação de servidores, construção de governança climática e elaboração de planos municipais e regionais de adaptação às mudanças climáticas.

Nesta primeira fase, cinco agentes denominados “Pontos Focais” representam o grupo regional e atuam diretamente no desenvolvimento das ações. Além de servidores municipais de diferentes áreas, a Amvag também reuniu voluntários ligados a universidades e entidades ambientais.

O grupo é formado por doutores, pós-doutores e especialistas em mudanças climáticas, gestão ambiental, planejamento urbano, recursos hídricos e defesa civil. A previsão é que esses profissionais participem das discussões técnicas sobre eventos climáticos extremos e estratégias de adaptação regional.

Governança regional

De acordo com a Amvag, o projeto também prevê a criação de uma governança climática regional. A estrutura reunirá representantes dos municípios, técnicos voluntários, entidades e integrantes da sociedade civil organizada.

A metodologia nacional do programa já definiu parte da estrutura de governança, e os próximos passos serão o levantamento de dados específicos de cada município e a análise técnica das vulnerabilidades locais.

Participação dos municípios

O presidente da Amvag e prefeito de Estância Velha, Diego Francisco (PSD), destacou a importância da participação regional na iniciativa nacional. “É extremamente importante que a nossa região esteja inserida em um projeto deste porte, que hoje é uma das principais iniciativas nacionais voltadas à adaptação climática. Os eventos extremos vividos recentemente no Rio Grande do Sul demonstraram a necessidade de planejamento, prevenção e integração regional para enfrentarmos os desafios climáticos”, afirmou o dirigente.

Diego Francisco também ressaltou a necessidade de participação das administrações municipais ao longo da execução do projeto. “Para que o projeto alcance seus objetivos, é fundamental a participação efetiva das prefeituras e dos servidores técnicos envolvidos, tanto no envio das informações solicitadas quanto na participação ativa das reuniões técnicas e discussões que serão realizadas ao longo do processo”, completou o presidente da entidade.

O que é o AdaptaCidades

Criado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o AdaptaCidades tem como objetivo apoiar estados, associações regionais e municípios na elaboração de planos locais e regionais de adaptação climática, promovendo ações preventivas relacionadas ao aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos no país.

Foto: Sílvia Trovo/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/05/2026 0 Comentários 193 Visualizações
Cidades

Cisvale inicia construção de plano regional de adaptação climática no Vale do Rio Pardo

Por Jonathan da Silva 10/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) deu início à elaboração de um plano regional de adaptação às mudanças climáticas, em reunião realizada recentemente em Santa Cruz do Sul. O encontro reuniu representantes de municípios, governo estadual e do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), marcando a estruturação da governança da iniciativa na região.

A ação integra o programa AdaptaCidades, que prevê apoio técnico para a elaboração de planos regionais e municipais, com articulação entre União, estados e municípios. No Rio Grande do Sul, o modelo abrange 139 cidades organizadas em consórcios e associações.

Metodologia do plano

Durante o encontro, realizado na Faculdade Dom Alberto, foi apresentada a metodologia de construção do plano, que prevê oito etapas, iniciando pela formação da governança regional. O processo inclui definição de representantes municipais, integração entre áreas da gestão pública e participação da sociedade civil, além da elaboração de diagnósticos e estratégias com base em análise de risco.

Construção conjunta

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, destacou que a proposta busca estruturar uma atuação conjunta entre os municípios. . “Estamos estruturando um modelo de atuação conjunta entre os municípios, com base técnica e planejamento, que permite avançar de forma coordenada na agenda climática”, ressaltou Léa.

Acesso a recursos

Já a assessora técnica do programa no estado, Lucie Duez, ressaltou que a iniciativa fortalece a capacidade institucional dos territórios e amplia o acesso a recursos. “O AdaptaCidades promove uma governança multinível e fortalece a capacidade institucional dos territórios para planejar e implementar ações de adaptação”, comentou Lucie.

A construção deste plano exige comprometimento técnico e institucional permanente. É um processo que fortalece a governança e prepara os territórios para enfrentar os impactos climáticos com mais segurança e planejamento”, enfatizou Lucie Duez.

Acompanhamento do TCE-RS

O auditor do TCE-RS, Leonardo Azevedo, afirmou que o órgão acompanhará a implementação das ferramentas e a adequação dos municípios às exigências de planejamento climático, com foco na fiscalização da aplicação de recursos e na transparência das ações. “O tribunal irá acompanhar e cobrar a adoção das ferramentas e a adequação dos municípios às exigências de planejamento climático”, enfatizou Azevedo.

Cronograma da iniciativa

O plano regional tem cronograma previsto até março de 2027 e deve consolidar diagnóstico de riscos, definição de medidas e estratégias de implementação, monitoramento e comunicação. A proposta busca alinhar o Vale do Rio Pardo às diretrizes de sustentabilidade, com foco em mitigação, adaptação e resiliência climática.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/04/2026 0 Comentários 207 Visualizações

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