O município de Montenegro passou a integrar o PNAE Agroecológico, programa nacional que busca ampliar a oferta de alimentos sem agrotóxicos na alimentação escolar, com foco no fortalecimento da agricultura familiar e na promoção de refeições nas redes públicas de ensino. O lançamento oficial ocorreu nesta semana, nos Pavilhões da Festa da Uva, com a presença do prefeito Gustavo Zanatta (Republicanos) e representantes das instituições parceiras. No Rio Grande do Sul, apenas cinco municípios participam da iniciativa: Antônio Prado, Caxias do Sul, Ipê, Montenegro e Porto Alegre.
O PNAE Agroecológico é conduzido nacionalmente pelo Instituto Comida do Amanhã, em parceria com o Instituto Fome Zero, o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos e a Fundação Rockefeller. No estado, conta com apoio do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP) e do Centro Ecológico.
O programa terá duração de quatro anos e pretende influenciar políticas públicas nacionais, consolidando um modelo de compras públicas sustentáveis que possa ser replicado em outros municípios. A proposta integra produção local e alimentação escolar, com ênfase na transição agroecológica, no fortalecimento da agricultura familiar, na ampliação da segurança alimentar e na promoção de circuitos curtos de comercialização.
Escolha de Montenegro
A inclusão de Montenegro no programa está relacionada à trajetória do município na agricultura ecológica, especialmente na citricultura, e à articulação entre produção local e rede municipal de ensino. Durante o evento, o prefeito Gustavo Zanatta destacou esse histórico. “Montenegro construiu, ao longo de décadas, uma trajetória consistente na agroecologia. Esse espírito de vanguarda moldou nossa identidade produtiva”, afirmou o chefe do executivo montenegrino.
O prefeito mencionou a criação da Ecocitrus, em 1994, antes da legislação federal de orgânicos, e ressaltou a existência de duas usinas de compostagem no município. “Aqui, não apenas se fala em sustentabilidade — se pratica e se aperfeiçoa diariamente”, pontuou Zanatta.
Impactos esperados
Segundo o chefe do executivo montenegrino, o programa também tem reflexos diretos na alimentação dos estudantes da rede municipal. “Como pai, penso no que todos desejamos: que nossos filhos recebam, na merenda escolar, alimentos produzidos perto de casa, com responsabilidade ambiental, justiça social e viabilidade econômica”, acrescentou Zanatta.
O evento reuniu prefeitos, agricultores e equipes técnicas, além de contar com a assinatura de aditivo entre os municípios participantes e o Instituto Comida do Amanhã. Também foram debatidas metas e estratégias para os próximos anos. “Montenegro se orgulha do seu passado e se coloca, mais uma vez, na linha de frente de um futuro mais saudável e sustentável para nossas crianças e para nossa agricultura”, concluiu o prefeito.


