O Fórum de Educação da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) realizou a primeira reunião de 2026 nesta quinta-feira (5), em Porto Alegre. O encontro abordou a organização do ano letivo das redes municipais, a inclusão da computação nos currículos da educação básica e a articulação com o governo estadual, com foco em apoio técnico aos municípios e no atendimento a exigências para acesso a recursos educacionais.
Entre os temas definidos, a associação manifestou disposição em apoiar tecnicamente os municípios na gestão educacional e em viabilizar o acesso a recursos para a incorporação da computação aos currículos escolares, como componente curricular ou de forma transversal. A medida está relacionada à BNCC de Computação, complemento da Base Nacional Comum Curricular lançado em 2022, que orienta a inclusão da área nos currículos da Educação Básica, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Acesso a recursos
Durante a reunião, foi abordada a necessidade de os municípios se adequarem às exigências para habilitação ao VAAR, a Vinculação de Ações e Recursos. Em 2026, os municípios devem estabelecer referenciais curriculares que incluam a computação nas redes de ensino. Caso não atendam a essa condicionalidade, não poderão receber recursos do VAAR ao longo dos anos. A implementação da BNCC da Computação é uma das exigências para a habilitação.
Calendário de ações
Os secretários participantes também discutiram a elaboração de um calendário de ações conjuntas, com o objetivo de organizar atividades de formação de professores e a realização de jogos escolares com a participação dos estudantes. Outro ponto tratado foi a construção de uma agenda de diálogo com o governo estadual para encaminhar demandas da educação municipal.
Articulação com o estado
Entre os temas que devem compor essa articulação estão alfabetização, educação especial, educação para estudantes com altas habilidades e outros desafios enfrentados pelas redes municipais. A secretária de Educação de Gravataí e coordenadora do Fórum, Aurelise Braun, defendeu a participação do estado nas discussões. “Nós precisamos mostrar que o município sozinho não dá conta. Precisamos dessa parceria com o estado”, ressaltou Aurelise.


