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Ensino

Comung celebra 30 anos destacando impacto das universidades comunitárias no desenvolvimento do RS

Por Ester Ellwanger 25/08/2026
Por Ester Ellwanger

O Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) reuniu, nesta terça-feira, 25, reitores de instituições integrantes da entidade para marcar os 30 anos de atuação no Rio Grande do Sul. Realizado no Teatro Feevale, no Câmpus II da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, o Café com a Imprensa apresentou dados sobre a abrangência e o impacto das 14 universidades comunitárias nas áreas de ensino, pesquisa, inovação, internacionalização, saúde e desenvolvimento regional.

Participaram do encontro os reitores José Paulo da Rosa, da Universidade Feevale; Rafael Frederico Henn, da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc); Ir. Manuir José Mentges, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); Pe. Sérgio Eduardo Mariucci, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos); Dieter Rugard Siedenberg, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí); Edison Alencar Casagranda, da Universidade de Passo Fundo (UPF); Ir. Cledes Antonio Casagrande, da Universidade La Salle; Asdrubal Falavigna, da Universidade de Caxias do Sul (UCS); e Evania Schneider, da Universidade do Vale do Taquari (Univates).

 

Instituições comunitárias

Durante a atividade, foi destacada a importância e a atuação das instituições comunitárias no Estado. Em 2025, as universidades do Comung ofertaram 524 cursos de graduação presencial, com 85.588 estudantes matriculados. Desses, 28.611 possuíam algum tipo de bolsa ou gratuidade, o equivalente a 33,4% do total. No mesmo ano, 13.889 estudantes concluíram cursos de graduação presencial.

Na pós-graduação, foram ofertados 1.305 cursos lato sensu, com 103.516 estudantes matriculados. Já a pós-graduação stricto sensu contava com 182 cursos e 7.673 estudantes, sendo que 3.941 possuíam algum tipo de bolsa ou gratuidade. Em 2025, as instituições formaram 1.589 mestres e 720 doutores.

A atuação científica e tecnológica também se destaca. As universidades comunitárias reuniam, em 2025, 6.487 professores, dos quais 4.922 possuíam, no mínimo, mestrado acadêmico concluído. No mesmo período, foram registradas 13.849 publicações científicas, enquanto 360 patentes haviam sido registradas até o ano passado.

Inovação

Outro destaque é a estrutura de inovação mantida pelas instituições. Os nove parques tecnológicos vinculados a universidades do Comung reúnem 729 empresas, responsáveis por 14.438 postos de trabalho. Além disso, as 13 incubadoras de empresas vinculadas às instituições registravam 266 empresas incubadas em 2025.

A dimensão internacional também integra a atuação do Consórcio. Ao longo de 2025, foram desenvolvidos 615 projetos relacionados à internacionalização, envolvendo 1.015 instituições internacionais parceiras e 8.665 alunos.

Na área da saúde, as instituições realizaram 11.043 projetos com atendimento ao público em 2025, envolvendo 4.999 colaboradores e 10.755 alunos. As iniciativas, que incluem serviços gratuitos como atendimento psicológico e odontológico e programas de atividade física para idosos, alcançaram 590.620 pessoas. Também foram desenvolvidos 110 projetos voltados especificamente a pessoas em situação de vulnerabilidade social, que atenderam 126.518 pessoas.

Capacidade de investimento

Para o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, a estrutura das universidades comunitárias reflete a capacidade de investimento e de transformação das instituições nas regiões onde estão inseridas. “O Teatro Feevale, onde este evento está sendo realizado, é um exemplo da qualidade das estruturas das 14 universidades que compõem o Comung. Além de teatros, todas possuem excelentes bibliotecas, laboratórios de pesquisa, que nos permitem realizar pesquisas”, afirmou.

 

José Paulo também destacou a diferença do modelo comunitário em relação às instituições privadas tradicionais. “Há 30 anos, as instituições organizaram o consórcio, não porque são melhores que as demais, mas porque são diferentes. Nós não visamos o lucro, mas objetivamos os resultados para reinvestir em nossa operação e, assim, beneficiar as nossas comunidades. Então, essas três décadas precisam ser comemoradas, porque a existência de uma universidade comunitária é sinal de desenvolvimento regional”, ressaltou.

O reitor da Unisc e presidente do Comung, Rafael Frederico Henn, reforçou o papel estratégico das universidades comunitárias para o desenvolvimento do Estado. “Não há como ter uma sociedade desenvolvida econômica e socialmente sem uma universidade forte. Então, não há dúvida que as universidades comunitárias são fundamentais no desenvolvimento social e econômico, e acreditamos que esse modelo comunitário se configura como a maior rede de ensino superior do Rio Grande do Sul”, destacou.

Segundo Henn, a articulação entre as instituições também fortalece a capacidade do Rio Grande do Sul de avançar em diferentes áreas. “Temos convicção que o nosso Estado pode, através do Comung, ficar cada vez mais forte perante o Brasil”, completou.

Dados socieconômicos

O evento contou, também, com uma apresentação de dados socioeconômicos da região de atuação das instituições comunitárias gaúchas, conduzida por Marcos Lelis, coordenador do Grupo de Pesquisa Competitividade, Economia Regional e Internacional (CEI), da Unisinos. Segundo Lelis, as regiões abrangidas pelo Comung concentram 85,5% do PIB do Rio Grande do Sul, além de responderem por 50,6% da produção agropecuária e 87% da atividade industrial. Durante o evento o professor Juan Felipe Almada, da Feevale, apresentou a marca comemorativa dos 30 anos do Comung.

 

A Comung

Criado em 1996, o Comung atua na defesa e no fortalecimento do modelo comunitário de educação superior e na articulação de iniciativas voltadas ao ensino, à pesquisa, à inovação, à extensão e ao desenvolvimento regional. As instituições integrantes não possuem fins lucrativos e reinvestem seus resultados na própria educação e em serviços oferecidos às comunidades.

Ao longo de sua trajetória, as instituições que integram o Consórcio já formaram mais de 674 mil estudantes em cursos de graduação, exceto licenciaturas, e mais de 220 mil em cursos de licenciatura. Na pós-graduação stricto sensu, o acumulado histórico supera 31 mil mestres e 8,9 mil doutores formados.

Integram o Comung, além da Universidade Feevale, a Universidade de Caxias do Sul (UCS), Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Universidade Franciscana (UFN), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Universidade de Cruz Alta (Unicruz), Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Universidade La Salle, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Universidade do Vale do Taquari (Univates), Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Universidade de Passo Fundo (UPF), Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp) e Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

25/08/2026 0 Comentários 111 Visualizações
Ensino

Dissertação de mestrado analisa inclusão em universidades federais brasileiras

Por Jonathan da Silva 17/12/2025
Por Jonathan da Silva

Uma dissertação de mestrado produzida no Programa de Pós-Graduação em Diversidade Cultural e Inclusão Social da Universidade Feevale, em modalidade de dupla titulação com Portugal, analisou a educação inclusiva em universidades federais brasileiras. A pesquisa, defendida pelo coordenador-geral de Tecnologias Assistivas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Milton Carvalho Filho, avaliou os projetos dos núcleos de acessibilidade da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Desenvolvida em conjunto com o mestrado em Comunicação Acessível do Instituto Politécnico de Leiria, em Portugal, a dissertação teve orientação da professora Regina Heidrich, da Feevale, e da professora Catarina Mangas, de Portugal. A pesquisa analisou qualitativamente as etapas de implantação, a efetividade das ações e a abrangência dos núcleos em relação ao tripé universitário (ensino, pesquisa e extensão). Como resultado, concluiu ser necessário consolidar uma metodologia de indicadores de desempenho e ampliar o quadro técnico para transformar esses núcleos em polos sustentáveis de inovação inclusiva.

Importância da dupla titulação

A banca examinadora foi composta pelas professoras Rosemari Lorenz Martins, da Feevale, Graça Maria dos Santos Batista Sêco, do Instituto Politécnico de Leiria, e Teresa Isabel Costa Matos, do Instituto Politécnico de Portalegre, estas duas últimas de Portugal. A orientadora e pesquisadora da Feevale, Regina Heidrich, comentou sobre o formato da pesquisa. “Esta dupla titulação fortalece o diálogo científico entre os dois países, amplia horizontes e promove uma pesquisa mais diversa, inclusiva e global”, explicou Regina.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/12/2025 0 Comentários 338 Visualizações
Projetos especiais

Braskem reforça integração com universidades por meio de programa de visitas técnicas

Por Jonathan da Silva 22/10/2025
Por Jonathan da Silva

A Braskem realizou, no final de setembro, mais uma edição do seu Programa de Visitas no Polo Petroquímico de Triunfo, iniciativa que tem o objetivo de aproximar estudantes do ambiente industrial e apresentar as oportunidades de carreira na cadeia petroquímica. Participaram da atividade alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e da Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo.

O programa é uma das ações que fortalecem o vínculo histórico da companhia com universidades, escolas técnicas e centros de formação acadêmica do estado. As visitas costumam reunir grupos de até cem estudantes, que têm a oportunidade de conhecer o funcionamento das unidades e as áreas de atuação profissional dentro da empresa.

Durante a visita, os participantes acompanharam explicações sobre processos produtivos, tecnologias e políticas de saúde, segurança e meio ambiente da Braskem. O roteiro incluiu ainda um tour por unidades operacionais, como a planta de Eteno Renovável — inaugurada em 2010 e considerada um marco na liderança global da empresa em biopolímeros — e o Centro de Tecnologia e Inovação (CTI), o maior da companhia no mundo, com seis mil metros quadrados de área e laboratórios dedicados ao desenvolvimento de soluções sustentáveis.

Foco em oportunidades de carreira

Além de apresentar a estrutura industrial, os encontros também funcionam como um espaço de diálogo sobre o programa de Estágio da Braskem, voltado a estudantes do ensino técnico e superior interessados em ingressar na área petroquímica.

De acordo com a especialista em Relações Institucionais da Braskem no Rio Grande do Sul, Vick Martinez, o Programa de Visitas reforça o compromisso da companhia em estreitar laços com o meio acadêmico. “A cadeia petroquímica reúne um leque muito diverso de profissionais e áreas que fazem dela uma grande referência para quem busca ingressar na área. Manter uma relação aberta com as comunidades locais é algo que está na essência do nosso trabalho e com o público acadêmico isso não é diferente”, afirmou Vick.

Foto: Braskem/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/10/2025 0 Comentários 459 Visualizações
Política

Reitores intensificam mobilização pela regulamentação da Lei das Comunitárias

Por Jonathan da Silva 03/12/2024
Por Jonathan da Silva

Uma comitiva de reitores das 14 universidades do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) está em Brasília para reforçar a regulamentação da Lei 12.881, que prevê a integração das universidades comunitárias nas políticas públicas de educação superior no Brasil. O reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, é um dos integrantes do grupo, que tem compromissos com a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Comunitárias, além de reuniões com bancadas parlamentares e membros do governo federal.

As reuniões incluem encontros com o Conselho Nacional de Educação (CNE), parlamentares das bancadas gaúcha e catarinense, e ministros, com o objetivo de discutir a regulamentação da Lei das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES). A legislação, aprovada em 2013, até hoje não foi efetivamente implementada, impedindo o acesso das universidades comunitárias aos recursos previstos para ensino, pesquisa e extensão.

Segundo José Paulo da Rosa, a situação afeta diretamente mais de 100 mil estudantes gaúchos. “A regulamentação é essencial para que as instituições comunitárias possam ampliar suas contribuições ao ensino superior e atender melhor as demandas da sociedade”, afirmou o reitor.

Em 2024, o Conselho Nacional de Educação aprovou uma resolução para regulamentar a Lei das ICES, mas ainda é necessária a publicação de um decreto pelo Governo Federal para sua aplicação. Atualmente, as instituições comunitárias só podem acessar recursos por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e da Capes, devido à ausência de uma rubrica orçamentária específica no Ministério da Educação ou no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

As agendas da comitiva em Brasília continuam até esta quarta-feira, 4 de novembro, com foco na obtenção de avanços concretos para garantir a implementação da lei e ampliar o acesso a recursos federais para as atividades das universidades comunitárias.

Foto: Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/12/2024 0 Comentários 526 Visualizações
Política

Governo do RS finaliza projeto que cria mil vagas em cursos de licenciaturas

Por Marcel Vogt 28/04/2023
Por Marcel Vogt

O reitor da Universidade Feevale, Cleber Prodanov, que é vice-presidente do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), esteve reunido nesta quinta-feira, (27), com o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, e com o deputado estadual Issur Koch. A reunião foi solicitada pelo parlamentar, que integra a comissão especial que está tratando sobre o papel das instituições comunitárias, inclusive como facilitadoras do acesso ao ensino superior.

No encontro, foram abordados alguns assuntos que vêm sendo discutidos no Comung, como a dificuldade de acesso ao ensino superior, a disponibilidade de vagas nas universidades comunitárias e a crise das licenciaturas. “O governo do Estado deverá encaminhar à Assembleia Legislativa, nos próximos dias, um projeto de lei que prevê a criação de mil vagas em cursos de licenciaturas, operadas pelas instituições comunitárias”, destaca Prodanov, enfatizando a necessidade urgente de formação de professores. Koch sinalizou com a possibilidade de o projeto ser submetido à votação dos deputados em regime de urgência.

Durante recente evento no Legislativo, o vice-governador já havia salientado que as universidades comunitárias são um patrimônio do Rio Grande do Sul. “Essas instituições são militantes da boa educação, pois promovem, num cenário empresarial adverso, educação de excelente qualidade e ainda mantêm capilaridade em todo o território gaúcho”, falou.

Sobre a Comung

O Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) é o maior sistema de educação superior do Rio Grande do Sul. É composto por 14 instituições, abrangendo quase todos os municípios do Estado. Essas universidades concentram 153.369 estudantes, 896 cursos de graduação e 715 cursos de pós-graduação e contabilizam 1,3 milhão de atendimentos prestados à comunidade.

28/04/2023 0 Comentários 641 Visualizações

Edição 310| Setembro 2026

Entrevista | Rafael Henn destaca força das universidades comunitárias no desenvolvimento regional

Personalidade | Kátia Aveiro fala sobre reinvenção e novos caminhos entre Brasil e Portugal

Saúde | Setembro Amarelo reforça a importância da escuta na prevenção ao suicídio

Educação | Tecnologia transforma a educação financeira e aproxima estudantes do planejamento

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