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Política

Entidades do Vale do Sinos pedem agilização na liberação de créditos de ICMS

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

Entidades representativas da indústria e do comércio do Vale do Sinos encaminharam uma correspondência ao subsecretário da Receita Estadual do Rio Grande do Sul, Ricardo Neves Pereira, solicitando a simplificação, a celeridade e a ampliação da liquidez dos créditos de ICMS. O pedido foi apresentado como uma medida para fortalecer a competitividade das empresas gaúchas em um cenário de desaceleração econômica, aumento dos custos operacionais e elevação das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O documento é assinado por sete entidades que representam mais de 5 mil empresas da região. As organizações argumentam que a disponibilização mais rápida dos créditos de ICMS pode reforçar o capital de giro das empresas sem gerar renúncia fiscal por parte do Estado, uma vez que os valores já pertencem aos contribuintes.

Cenário econômico

Na correspondência, as entidades afirmam que as empresas gaúchas, especialmente as voltadas à exportação, enfrentam pressão financeira decorrente dos efeitos das enchentes de 2024, da alta dos custos logísticos, do ambiente econômico e das novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo o documento, esse contexto reduz a competitividade internacional, compromete investimentos e pode afetar a manutenção de empregos.

Diante desse cenário, as entidades defendem que o governo estadual adote medidas para facilitar o acesso aos créditos tributários, contribuindo para a preservação da atividade econômica e da capacidade de exportação das empresas.

Reivindicações

No ofício, as entidades solicitam a simplificação dos procedimentos administrativos para reconhecimento e utilização dos créditos de ICMS, maior rapidez nos processos de homologação e liberação dos valores, ampliação dos mecanismos de liquidez para utilização ou conversão dos créditos acumulados e prioridade na análise dos pedidos apresentados por empresas exportadoras ou diretamente impactadas pelas barreiras tarifárias internacionais.

Segundo o documento, essas medidas podem fortalecer o capital de giro das empresas, preservar investimentos, manter empregos e ampliar a competitividade da indústria e do comércio gaúchos em um período de instabilidade econômica.

Entidades signatárias

Assinam a correspondência a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (Aicsul), o Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (SICTC), o Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (SinmaqSinos) e o Sindicato da Indústria de Calçado do Estado do Rio Grande do Sul (Sicergs).

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 71 Visualizações
Política

Entidades pedem inclusão do tabaco em lista de exceções dos EUA

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) encaminharam uma carta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na sexta-feira (24), solicitando que o governo brasileiro atue para incluir o tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido foi formalizado após audiência realizada em 22 de julho com o ministro Geraldo Alckmin, e técnicos da pasta, quando o setor apresentou os impactos da medida e propostas para reduzir seus efeitos.

Segundo as entidades, a manutenção do tabaco fora da lista de exceções pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, provocar perdas de até US$ 100 milhões em exportações e afetar produtores rurais, a indústria e municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Impactos nas exportações

Na correspondência, o SindiTabaco e a Abifumo destacam que a cadeia produtiva do tabaco está presente em mais de 525 municípios brasileiros e gera renda para mais de 600 mil pessoas no meio rural. Historicamente, os Estados Unidos ocupam a terceira posição entre os principais destinos das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por cerca de 9% dos embarques do setor. Em 2025, essa participação caiu para 6%.

Conforme dados do MDIC/Secex apresentados no documento, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 195,3 milhões em 2025, queda de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques totalizaram US$ 88,8 milhões, redução de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

Concorrência internacional

As entidades afirmam que outros produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, laranja, mel orgânico, castanhas e celulose, foram incluídos na lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, enquanto o tabaco permaneceu sujeito à sobretaxa. Segundo o setor, essa situação coloca o produto brasileiro em desvantagem competitiva frente a outros países exportadores.

De acordo com a carta, caso as tarifas sejam mantidas, compradores norte-americanos poderão buscar fornecedores em outros mercados, principalmente em países africanos, como Zimbábue e Malaui, que ampliaram sua produção. A estimativa apresentada pelas entidades é de uma perda aproximada de US$ 100 milhões em exportações brasileiras.

Reflexos na produção

O documento destaca que a redução da demanda poderá atingir especialmente a produção de tabaco Burley, variedade que possui mercado internacional concentrado nos Estados Unidos e poucas alternativas de comercialização. Segundo as entidades, esse cenário poderá afetar centenas de pequenos produtores rurais que têm nesse cultivo sua principal fonte de renda.

Além dos impactos sobre a produção e o emprego, a carta aponta que a redução da atividade econômica poderá diminuir a arrecadação de tributos e comprometer investimentos públicos em municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Pedido ao governo

No ofício encaminhado ao MDIC, o SindiTabaco e a Abifumo solicitam a inclusão de todo o Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que engloba o tabaco e seus produtos, na lista de exceções à tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também informam que permanecem à disposição do governo federal para contribuir tecnicamente na busca de uma solução que preserve a competitividade das exportações brasileiras e reduza os impactos econômicos e sociais da medida.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 100 Visualizações
Política

Entidades enviam propostas ao governo para reduzir impactos do tarifaço

Por Jonathan da Silva 17/07/2026
Por Jonathan da Silva

Entidades empresariais do Vale do Sinos encaminharam, nesta quinta-feira (16), um documento ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin Filho, e ao ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, propondo medidas para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. No documento, as organizações também colocam-se à disposição para cooperar institucionalmente com o governo federal na busca de soluções para preservar a competitividade das empresas exportadoras.

As entidades afirmam que a confirmação das novas tarifas representa um desafio para a indústria nacional, o agronegócio e outros segmentos exportadores, com possíveis reflexos sobre investimentos, produção, empregos e renda em diferentes regiões do país.

Cooperação institucional

Entre as signatárias está a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), que manifesta disposição para colaborar na construção de soluções destinadas a minimizar os efeitos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos.

No documento, a entidade informa que está preparada para participar de missões empresariais, promover a aproximação com entidades econômicas internacionais, compartilhar informações do setor produtivo e contribuir tecnicamente com iniciativas voltadas à ampliação da competitividade da economia brasileira.

As entidades também reiteram propostas já defendidas anteriormente, entre elas a intensificação das negociações diplomáticas e comerciais com o governo norte-americano para buscar a revisão das tarifas e o monitoramento permanente dos impactos econômicos decorrentes da medida, permitindo respostas rápidas aos setores afetados.

Medidas propostas

Além dessas ações, o documento apresenta novas propostas ao governo federal. As entidades afirmam que a solução não depende apenas da atuação brasileira, mas defendem medidas para reduzir os efeitos das tarifas sobre empresas exportadoras e suas cadeias produtivas.

Entre as propostas está a isenção, por tempo indeterminado, de tributos federais, como PIS, Cofins e IPI, sobre a produção destinada à exportação e às cadeias produtivas relacionadas. Segundo as entidades, a medida reduziria os custos de produção e permitiria que as empresas mantivessem preços competitivos no mercado internacional.

Outro ponto é a desoneração integral da folha de pagamento das empresas exportadoras e da cadeia produtiva, também sem prazo determinado, com foco na redução de encargos trabalhistas. De acordo com o documento, a medida contribuiria para a manutenção dos empregos e para a estabilidade econômica das regiões produtoras.

Reintegra e drawback

As entidades ainda propõem a ampliação do Programa Reintegra Especial EUA. A sugestão inclui elevar a alíquota do programa para 5% no caso de médias e grandes empresas e para 8% para micro e pequenas empresas, permitir a retroatividade dos créditos para exportações realizadas desde julho de 2024, manter a vigência enquanto perdurarem os efeitos das tarifas, criar crédito extraordinário sobre exportações destinadas aos Estados Unidos, estabelecer percentuais diferenciados para os setores mais afetados e possibilitar a utilização imediata dos créditos para compensação de tributos federais ou restituição financeira.

Segundo o documento, a alíquota atual do programa é insuficiente diante da tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também lembram que a ampliação do Reintegra foi discutida durante missão a Brasília, em setembro de 2025, mas que o tema não avançou no Congresso Nacional.

Outra proposta é a prorrogação, por tempo indeterminado, dos prazos para exportações realizadas no regime de drawback, sem cobrança de multas ou juros para empresas afetadas pelas tarifas. Conforme o documento, em 2024, US$ 10,5 bilhões das exportações brasileiras para os Estados Unidos ocorreram por meio desse regime, e a prorrogação evitaria penalidades às empresas que não conseguirem cumprir os prazos estabelecidos.

Sem reciprocidade no momento

As entidades também defendem que o governo federal não adote medidas de reciprocidade tarifária neste momento. Em vez disso, propõem a criação de um programa emergencial e temporário de compensação para empresas exportadoras atingidas pelas tarifas. “Não precisamos responder uma tarifa com outra tarifa. Precisamos responder protegendo nossas empresas, nossos empregos e nossa capacidade de competir no mercado internacional. Cada dólar exportado representa emprego, renda e arrecadação no Brasil”, destaca o documento.

Outro encaminhamento sugerido é a instalação imediata de uma Mesa Permanente de Crise para o Comércio Exterior, reunindo representantes da Presidência da República, dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, das Relações Exteriores e da Fazenda, além do Congresso Nacional e de entidades empresariais e exportadoras. O objetivo é acompanhar a evolução do cenário, coordenar ações de enfrentamento e construir soluções conjuntas para preservar a competitividade da economia brasileira.

Entidades participantes

O documento é assinado pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), pela Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (Aicsul), pelo Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (SICTC) e pelo Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (Sinmaqsinos).

Foto: Jannoon028/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/07/2026 0 Comentários 66 Visualizações
Business

Exportações industriais do RS para os EUA caem 39% em quatro meses

Por Jonathan da Silva 16/12/2025
Por Jonathan da Silva

As exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul para os Estados Unidos recuaram 39% nos últimos quatro meses, de agosto a novembro de 2025, período em que estão em vigor novas tarifas norte-americanas. De acordo com um estudo especial do Sistema Fiergs divulgado nesta terça-feira (16), 88% dos produtos industriais gaúchos continuam fora das listas de isenção tarifária, tornando o RS o estado mais afetado entre os cinco maiores exportadores para o mercado americano.

As vendas externas da indústria gaúcha para os Estados Unidos somaram US$ 393,8 milhões no período de agosto a novembro, uma queda de US$ 252,1 milhões em comparação com os mesmos quatro meses de 2024. O presidente da Fiergs, Claudio Bier, manifestou preocupação com a situação. “A permanência das taxações em segmentos da indústria que impactam diretamente a produção gaúcha nos preocupa e gera insegurança, comprometendo investimentos, faturamento e geração de empregos nas empresas, especialmente em um cenário de incertezas na economia doméstica”, afirmou Bier.

Estratégia de compensação em outros mercados

Enquanto as vendas aos EUA caíram drasticamente, os embarques para os demais mercados apresentaram um crescimento de 2,5% em receita no mesmo período de quatro meses. Esse avanço foi sustentado por um aumento de 318,5% nas quantidades exportadas, acompanhado por uma queda de 75,8% nos preços médios. Segundo a pesquisa, esse movimento indica uma estratégia das empresas para reduzir perdas no curto prazo, aumentando o volume de vendas a preços menores para outros países.

Influência no resultado geral de novembro

O fraco desempenho no mercado norte-americano impactou diretamente o resultado geral das exportações industriais do estado em novembro, contribuindo com um efeito negativo de 4,2 pontos percentuais. No mês passado, as exportações totais da indústria de transformação gaúcha recuaram 11,9% na comparação com novembro de 2024, somando US$ 1,4 bilhão. Apenas sete dos 23 segmentos industriais pesquisados registraram crescimento no mês, com destaque negativo para Alimentos (-20%), Tabaco (-20,5%) e Produtos de metal (-45,5%). O setor de Máquinas e equipamentos teve o principal resultado positivo, com alta de 39,6%.

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, as exportações da indústria gaúcha totalizaram US$ 15,1 bilhões, mantendo uma trajetória de crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, o estudo aponta sinais de desaceleração ao longo do segundo semestre. O desempenho mais robusto foi observado no primeiro trimestre, com crescimento de 5,8%. O período de agosto a novembro de 2025 registrou queda de 1,9% nas vendas externas totais do estado, sendo que os Estados Unidos foram responsáveis por -4,2 pontos percentuais desse resultado negativo.

O tarifaço

As tarifas americanas que impactam as exportações brasileiras consistem em uma sobretaxa de 40% somada a uma alíquota já existente de 10%, totalizando 50% para a maioria dos produtos. O estudo do Observatório da Indústria aponta que, em 2024, apenas 12% do valor total exportado pelo Rio Grande do Sul para os Estados Unidos estava coberto por algum tipo de isenção tarifária. Essa é a menor taxa de cobertura entre os cinco estados brasileiros que mais exportam para os EUA, deixando 88% das exportações industriais gaúchas expostas às tarifas totais.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
16/12/2025 0 Comentários 390 Visualizações
Business

Empresários gaúchos debatem impactos das tarifas dos EUA em evento em São Leopoldo

Por Jonathan da Silva 12/09/2025
Por Jonathan da Silva

Empresários e entidades do Rio Grande do Sul se reuniram nesta quarta-feira (10) no Centro das Indústrias, em São Leopoldo, para discutir os efeitos das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O evento “Impacto das Tarifas dos EUA: como superar este desafio?” foi promovido com o apoio de sindicatos e organizações empresariais e teve como objetivo apresentar estratégias para enfrentar as dificuldades no comércio exterior.

Na abertura, o presidente do Sinmaqsinos e do Conselho Executivo The South Base, Marlos Davi Schmidt, ressaltou a importância da receptividade da indústria local. “Um ambiente que acolhe muito bem as indústrias, associações e sindicatos que trabalham pelo coletivo”, afirmou Schmidt. Segundo o dirigente, a diversidade de atores envolvidos “pode servir de inspiração e promoção de uma nova iniciativa, de um setor ou empresa, quem sabe uma solução, para enfrentar esse momento tão desafiador”.

Palestras sobre cenário internacional

O encontro contou com palestras de Igor Morais, sócio e economista da Vokin Investimentos e integrante do Simecs; Aderbal de Lima, coordenador do Conselho de Comércio Exterior da Fiergs; e Haroldo Ferreira, presidente executivo da Abicalçados. Igor Morais avaliou que “o poder econômico é usado para atingir objetivos políticos. E o exemplo mais recente tem sido a imposição de tarifas e as sanções diplomáticas por parte do EUA. Mas esse processo não teve início agora”.

Já Aderbal de Lima declarou que o problema é político e geopolítico e não tarifário. “A Fiergs tem feito um trabalho incansável com relação a esse tema, mas que até o momento segue infrutífero. A frustração está em todos nós. Entre os setores mais afetados estão o tabaco, calçados, madeira e o eletroeletrônico”, expressou o coordenador.

Haroldo Ferreira alertou para os impactos no setor calçadista. “No mês de agosto, as exportações brasileiras de calçados para os EUA sofreram queda de 17,9%, mesmo com o movimento de antecipação de embarques antes da vigência da tarifa adicional”, pontuou o dirigente. Ferreira acrescentou que, no Rio Grande do Sul, “as exportações cresceram 17,2% e 10,7% em dólares e pares”, mas advertiu que os próximos meses devem refletir uma queda mais expressiva.

Repercussão entre os empresários

Um painel mediado por Thômaz Nunnenkamp, presidente do Sindicis, reuniu representantes de empresas impactadas. A sócia-administradora da Fercorte, Caroline Goulart Costella Foerth, relatou a suspensão de pedidos em julho e as medidas adotadas para conter os efeitos da crise. “Tomamos medidas de imediato, como a suspensão de pedidos com fornecedores, uma reprogramação. Também foram concedidas férias emergenciais, para evitar as demissões. Precisamos reduzir o quadro de funcionários, adequar a empresa aos novos volumes de pedidos”, afirmou Caroline.

O vice-presidente de Administração e Finanças da Stihl, Cleomar Prunzel, destacou que a empresa enfrenta dificuldades diante das tarifas. “O nosso produto principal, que exportamos para os Estados Unidos, são os cilindros. A empresa trouxe essa demanda para a Stihl, que contabiliza cerca de 30 anos de desenvolvimento e tecnologia. Mudar isso é praticamente impossível num curto espaço de tempo. Sabemos que a demanda irá reduzir e com isso a produção”, comentou Prunzel.

Já o diretor da Tramontina Multi S.A, Nestor Giordani, avaliou que será necessário redimensionar a empresa. “Certamente, as vendas irão cair. Olhando para o futuro, entendemos que a empresa terá que encolher, para um novo tamanho de mercado. O primeiro setor que será reduzido será a produção”, expôs Giordani.

Encaminhamentos

Ao final do evento, os participantes aprovaram o envio de um Manifesto Institucional ao governo federal, solicitando a reversão das tarifas impostas pelos Estados Unidos. O documento também critica a insuficiência das medidas de crédito e apoio anunciadas até o momento e reforça a necessidade de negociações para preservar a competitividade das empresas brasileiras, as cadeias produtivas e os empregos no Rio Grande do Sul.

Foto: Neusa Medeiros/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/09/2025 0 Comentários 396 Visualizações
Variedades

IBTeC promove debate sobre tarifaço e exportações na próxima quarta

Por Jonathan da Silva 05/09/2025
Por Jonathan da Silva

O Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC) realiza mais uma edição do “Happy Hour com Tecnologia” na próxima quarta-feira, 10 de setembro, em Novo Hamburgo. O encontro, que ocorre a partir das 17h30min, terá como tema os impactos do tarifaço sobre as exportações brasileiras e apresentará estratégias para empresários enfrentarem o cenário. O palestrante será o assessor de câmbio da Sicredi Pioneira, Talis Kauê Conceição.

O evento tem como objetivo orientar empresários sobre como proteger margens e planejar exportações em meio às mudanças no comércio exterior. Durante a palestra, Talis Conceição abordará operações como Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC), Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE), câmbio pronto e trava de câmbio. Também serão discutidas as melhores práticas para reduzir riscos e a forma como a assessoria especializada da Sicredi Pioneira pode facilitar processos de exportação e importação.

Ferramentas digitais

Entre os tópicos do encontro, o assessor apresentará ainda o Portal Comex, ferramenta que oferece autonomia para a gestão de operações cambiais com segurança.

Formato híbrido e inscrições

O Happy Hour com Tecnologia será realizado de forma híbrida: presencialmente, na sede do IBTeC (Rua Araxá, 750, bairro Liberdade, Novo Hamburgo), e online pelos canais digitais da instituição no YouTube e Instagram. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas antecipadamente pelo Sympla.

Ação solidária

O IBTeC solicita que os participantes levem 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a entidades que desenvolvem trabalhos sociais na região.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/09/2025 0 Comentários 383 Visualizações
Business

Apesar do tarifaço, feiras nos EUA devem render R$ 30 milhões para calçadistas brasileiras

Por Jonathan da Silva 25/08/2025
Por Jonathan da Silva

A participação de 32 marcas brasileiras de calçados em duas feiras nos Estados Unidos deve gerar mais de R$ 30 milhões em negócios, entre contratos fechados e negociações em andamento. A iniciativa foi realizada neste mês de agosto por meio do programa Brazilian Footwear, mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), mesmo após a entrada em vigor da sobretaxa de 50% sobre os produtos brasileiros importados pelos norte-americanos.

Segundo a profissional da área de Negócios da Abicalçados, Carla Giordani, os resultados surpreenderam diante do aumento das tarifas. “Existe um movimento bastante positivo entre os compradores dos Estados Unidos, que se dizem dispostos a negociar o pagamento das tarifas extras para manter o fornecimento de calçados brasileiros”, afirmou Carla.

Atlanta Shoe Market

O primeiro evento foi a Atlanta Shoe Market, entre 9 e 11 de agosto, que contou com 22 marcas brasileiras. No local, foram comercializados 19,2 mil pares, somando R$ 3,34 milhões. Incluindo os negócios alinhavados durante a feira, o resultado chegou a 148,64 mil pares e R$ 16,47 milhões.O encontro gerou 197 contatos com representantes de mercados como Estados Unidos, Canadá, Costa Rica, China, França, Austrália, México, Trinidad e Tobago, Panamá, Porto Rico e Jamaica.

Participaram, com apoio do Brazilian Footwear, as marcas Arezzo, Awana Group, Bibi, Bottero, Cartago, Cocco Miami, GVD International, House of ZALO, Ipanema, Itapuã, Klin, Melissa e Mini Melissa, New Face, Pegada, Piccadilly, Pyramidis, Rider, Schutz, Usaflex, Vicenza e Zaxy.

O diretor da GVD, Wagner Kirsch, relatou que a empresa tinha “expectativas reduzidas” em função do tarifaço, mas o evento superou a previsão inicial. “A feira se mostrou positiva. Durante os três dias, fechamos negócios e desenvolvemos novos contatos importantes, apesar de um mercado nervoso”, avaliou Kirsch.

Magic Las Vegas

Entre os dias 18 e 20 de agosto, as marcas brasileiras participaram também da Magic Las Vegas. Com 12 empresas apoiadas pelo programa, foram comercializados no local 20,3 mil pares por R$ 3,4 milhões. Com as negociações encaminhadas, o total chegou a 141,25 mil pares e R$ 13,5 milhões. O evento gerou 244 contatos com compradores de países como Estados Unidos, Canadá, México, Guatemala, Honduras, Porto Rico, Panamá, Equador e Colômbia.

Estiveram presentes as marcas Actvitta, Beira Rio, BR Sport, Carrano, Cocco Miami, Dress To, Klin, Modare Ultraconforto, Moleca, Molekinha, Molekinho e Vizzano.

A gestora de Exportações da Klin, Camila Chamoun, destacou a importância das feiras para compreender o mercado local. “Na feira, recebemos não somente compradores dos Estados Unidos, mas de outros países, além de associações que representam o varejo local. Trocamos informações importantes sobre o mercado, canais de vendas e negociações”, expressou Camila. Para ela, as perspectivas são positivas, e os compradores acreditam que a alta tarifária pode ser temporária.

Mercado norte-americano

O mercado dos Estados Unidos consome mais de 2,6 bilhões de pares de calçados por ano, quase todos importados. Atualmente, quase 30% da receita das exportações brasileiras do setor tem como destino o país. Nos sete primeiros meses deste ano, os Estados Unidos foram o principal mercado internacional do calçado brasileiro, com o embarque de 6,9 milhões de pares, somando US$ 134,9 milhões — aumentos de 15,3% em volume e de 7% em valor em relação ao mesmo período de 2023.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/08/2025 0 Comentários 402 Visualizações
Política

ACI envia carta ao presidente Lula solicitando maior socorro às empresas

Por Jonathan da Silva 15/08/2025
Por Jonathan da Silva

A Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV) enviou uma correspondência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (13), solicitando a adoção de medidas mais robustas e duradouras para reduzir os efeitos da tarifa de 50% imposta pelo governo estadunidense de Donald Trump sobre produtos brasileiros. A entidade pede que as ações se estendam também a empresas indiretamente afetadas, com o objetivo de preservar empregos e manter a competitividade da indústria nacional.

O documento, assinado pelo diretor da ACI, Fauston Saraiva, reconhece que o pacote de ações já divulgado pelo governo federal — incluindo linhas de crédito facilitadas, suspensão temporária da cobrança de tributos e aquisição pública de mercadorias perecíveis — é positivo para aliviar pressões imediatas sobre as empresas diretamente impactadas. “Elas demonstram sensibilidade do governo federal frente à urgência da situação, ajudando a evitar demissões em massa e o desperdício de bens essenciais no curto prazo. No entanto, essas ações são meramente transitórias e paliativas”, afirmou Saraiva.

Propostas da entidade

Para o diretor da ACI, o pacote atual resolve apenas problemas pontuais e não enfrenta as causas estruturais, deixando o setor vulnerável a novas barreiras comerciais. Entre as medidas consideradas essenciais, a entidade destaca a desoneração da folha de pagamento para reduzir custos trabalhistas e incentivar a manutenção e criação de empregos formais, especialmente nos setores intensivos em mão de obra. Também sugere isenções fiscais, como redução ou eliminação de impostos sobre insumos e exportações, para melhorar a competitividade frente a países com regimes tributários mais flexíveis.

Impacto no Vale do Sinos

A ACI defende que eventuais medidas devem abranger não só exportadores diretos, mas também empresas indiretamente prejudicadas, como fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços. Segundo a entidade, a exclusão desses elos poderia gerar um efeito dominó negativo, especialmente no Vale do Sinos, onde mais de 50 mil empregos dependem do setor exportador, conforme dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Risco para a produção nacional

No documento enviado ao presidente, a ACI alerta que, sem ações estruturais, a produção brasileira pode perder espaço no mercado internacional, provocando aumento do desemprego estrutural e enfraquecendo a soberania econômica do país.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
15/08/2025 0 Comentários 427 Visualizações
Variedades

Cônsul-geral dos EUA em Porto Alegre se reúne com comitiva da ACI

Por Jonathan da Silva 08/08/2025
Por Jonathan da Silva

Uma comitiva da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Dois Irmãos, Estância Velha e Ivoti (ACI) foi recebida nesta quinta-feira (7) pelo cônsul-geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, Jason Green, em reunião na sede do consulado. O encontro teve como objetivo estabelecer um canal direto de diálogo entre o consulado e entidades empresariais brasileiras, com foco na construção de uma agenda técnica voltada à segurança jurídica e ao fortalecimento das relações comerciais e diplomáticas entre os dois países.

Durante a reunião, a entidade apresentou um estudo sobre os possíveis impactos econômicos da nova taxação imposta pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, especialmente para os municípios representados pela ACI. O diretor da ACI, Fauston Saraiva, afirmou que “o encontro foi positivo, pois gerou uma aproximação maior entre a ACI e o consulado americano”.

Ao longo do encontro, também foi apresentada a iniciativa “The South Base”, projeto apoiado pela ACI que busca ampliar a presença de fábricas gaúchas de calçados no mercado norte-americano por meio da produção de itens na categoria private label. Segundo Saraiva, o cônsul-geral demonstrou interesse nas propostas e fez questionamentos pontuais sobre os temas tratados.

Demais presenças

Além do cônsul-geral Jason Green, participaram da reunião a assessora para Assuntos Políticos e Econômicos, Aline Dalla Vecchia; a conselheira para Assuntos Políticos e Econômicos, Katie Hughes; a diretora da Seção de Imprensa, Educação e Cultura, Cynthia Hackman Faby; e a assessora de imprensa, Kerley Tolpolar. Pela ACI, estiveram presentes o presidente Robinson Klein, o diretor Fauston Saraiva e a vice-presidente de Internacionalização, Sheila Bonne.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/08/2025 0 Comentários 514 Visualizações
Política

Tarifaço dos EUA ameaça milhares de empregos na indústria calçadista brasileira

Por Jonathan da Silva 07/08/2025
Por Jonathan da Silva

A tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve afetar diretamente quase 80% das empresas exportadoras de calçados do Brasil conforme levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). O setor, que tem nos EUA seu principal mercado externo, estima perder cerca de 20 mil postos de trabalho indiretos e 8 mil diretos nos próximos meses, caso a medida não seja revertida.

De acordo com o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, a tarifa extra já provoca efeitos imediatos no setor. “Entre os impactos já relatados há atrasos ou paralisação em negociações, queda do faturamento em decorrência da medida e cancelamento de pedidos, parte, inclusive, já produzidos ou em produção”, afirma Ferreira.

Segundo o dirigente, o impacto direto nas exportações torna urgente a adoção de medidas emergenciais para preservar empregos e empresas da cadeia calçadista nacional.

Perdas acumuladas

A estimativa da Abicalçados aponta para uma queda de 9% nas exportações nos próximos 12 meses, como resultado direto da sobretaxa nos embarques com destino aos Estados Unidos. O país é historicamente o principal comprador do calçado brasileiro e responde por mais de 20% do valor total exportado pelo setor.

Interrupção na recuperação

Apesar do cenário atual, o setor vinha mostrando sinais de recuperação. No primeiro semestre de 2025, foram exportados 5,8 milhões de pares de calçados aos Estados Unidos, um crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a Abicalçados, a imposição da tarifa compromete esse ciclo e deverá gerar efeitos econômicos e sociais significativos para o Brasil.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2025 0 Comentários 511 Visualizações
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