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Saúde

Número de ciclistas atropelados aumenta e SUS gasta R$ 15 milhões por ano com traumatizados

Por Gabrielle Pacheco 31/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

Quase 13 mil internações hospitalares causadas por atropelamento de ciclistas foram registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2010. É o que mostra levantamento realizado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), que aponta, ainda, para o gasto de R$ 15 milhões todos os anos para tratar ciclista traumatizados em colisão com motocicletas, automóveis, ônibus, caminhões e outros veículos de transporte. Além disso, na última década 13.718 ciclistas morreram no trânsito após se envolverem em algum acidente, 60% deles em atropelamentos.

“No trânsito, o maior deve sempre cuidar do menor, ou seja, o carro motorizado deve ter o cuidado maior com o ciclista”, pondera Antonio Meira Júnior, presidente da Abramet. Para ele, no entanto, é importante que o ciclista também cumpra as regras de trânsito. “É fundamental que conheça as regras de trânsito e cumpra as regras de trânsito. Devem evitar transitar por vias que não oferecem infraestrutura adequada ou sem equipamentos de segurança previstos em lei, como de proteção individual, lanternas, campainhas e espelhos retrovisores”, alerta.

De acordo com a Abramet, os dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), ambos do Ministério da Saúde, mostram a urgência de ações que levem ao uso seguro desse meio de transporte. No período analisado, o número de atendimentos hospitalares desse tipo de acidente aumentou 57%, passando de 1.024, em 2010, para 1.610, em 2019. Só neste ano, até junho, pelo menos 690 internações foram registradas no SUS. Segundo o levantamento, 84% dos ciclistas internados eram do sexo masculino e metade dos ciclistas internados tinham entre 20 e 49 anos de idade.

Mesmo com redução do volume de veículos nas ruas e do isolamento social adotado em todo o País devido à pandemia, o número de internações de ciclistas acidentados continuou alto no primeiro semestre. Na comparação com igual período de 2019, as internações tiveram baixa de apenas 13%. “É uma queda pouco expressiva, se considerarmos que o primeiro semestre foi de quarentena. Isso pode estar associado ao aumento de velocidade e à imprudência, impulsionadas por esse momento de menor fiscalização”, avalia Carlos Eid, coordenador do Departamento de Atendimento Pré-Hospitalar da Abramet.

Na última década, houve aumento acentuado no número de internações nos estados do Rio Grande do Norte (1.250%), Pernambuco (678%) e Mato Grosso do Sul (400%). Em termos absolutos, São Paulo lidera com folga o primeiro lugar, com 4.546 internações registradas no período. Na sequência surge Minas Gerais, com 1.379. Roraima se destaca com o menor número de hospitalização de ciclistas por atropelamento: apenas quatro, duas em 2014 e outras duas em 2016, segundo os registros oficiais.

Fatalidade

Para a Abramet, a falta de infraestrutura adequada nas cidades, combinada à falta de campanhas educativas e de prevenção voltadas ao ciclista são o principal motivo do crescimento dos indicadores de vítimas. “É preciso reconhecer que ao longo dos últimos anos houve melhorias na estrutura de algumas cidades, sobretudo em grandes capitais como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. No entanto, essas mudanças não acompanharam a crescente demanda de pessoas que utilizam as bicicletas como meio de transporte, esporte ou lazer”, complementa Meira Júnior.

Para ele, são necessários espaços físicos diferenciados, mais sinalização e ações educativas que alertem para o fato de que todos fazem parte do trânsito e devem ser respeitados. “Sem isso, esses indicadores continuarão subindo. É preciso uma mobilização do poder público, com o apoio das entidades médicas, para criar ações conjuntas e efetivas para combater este cenário”, acrescenta, frisando que a Abramet pode colaborar nesse esforço.

Os dados mapeados pela entidade indicam que, em média, 850 ciclistas morrem todos os anos por envolvimento em acidente de trânsito. Cerca de 60% das mortes foram registradas nas regiões Sul e Sudeste.

Segundo avaliam os médicos de tráfego, o uso de bicicletas no Brasil, antes associado ao lazer e à prática de exercícios, passou a ser adotado para atividades profissionais, especialmente serviços de entrega, aumentando a população de ciclistas no trânsito. “Diversos fatores estimulam essa migração, como o excesso de congestionamento nos grandes centros, o preço do combustível e o custo módico do veículo. Por isso, a bicicleta tornou-se opção competitiva de transporte, o que exige ainda mais nossa atenção”, disse Carlos Eid.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/08/2020 0 Comentários 463 Visualizações
Saúde

Profissionais que combatem a pandemia demonstram sintomas de exaustão

Por Gabrielle Pacheco 11/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

Sintomas compatíveis com exaustão e síndrome de Burnout – este é o resultado preliminar preocupante em 60% dos entrevistados de uma pesquisa realizada com funcionários da área da saúde da cidade de Novo Hamburgo, que atuam na linha de frente do combate à Covid-19. Trata-se do estudo Estresse percebido e saúde mental no enfrentamento à Covid-19 entre profissionais de saúde da linha de frente, vinculado ao mestrado em Psicologia da Universidade Feevale e realizado pelos professores Eduardo Guimarães Camargo, Rogério Lessa Horta e Marcus Levi Lopes Barbosa e pelo acadêmico Pedro José Sartorelli Lantin. Ainda em desenvolvimento, a pesquisa selecionou funcionários indicados pelo Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH), referência no Sistema Único de Saúde (SUS) para o enfrentamento à Covid-19 no município e região.

Na primeira etapa, foram entrevistadas 63 pessoas, sendo 44 profissionais de enfermagem (36 dos quais, de nível técnico), 11 de medicina, um de fisioterapia e sete de apoio. Feito com metodologia mista, por meio de chamadas telefônicas ou chamadas de áudio ou vídeo pelo aplicativo WhatsApp, o estudo aplicou questionários de percepção de estresse e indicadores de saúde mental. Os profissionais também foram convidados a participarem de entrevistas em profundidade, que servirão, ainda, como oferta de escuta qualificada ao longo do período de enfrentamento.

A primeira série de entrevistas foi realizada entre os dias 13 e 20 de junho, o que corresponde ao final da Semana Epidemiológica (SE) 24 e o início da SE 26 – na qual o Estado contava com 25.608 casos, 3.430 hospitalizações e 591 óbitos e Novo Hamburgo, com 30,6 hospitalizações para cada 100 mil habitantes e 5,4 óbitos para cada 100 mil habitantes. Dos profissionais ouvidos, 71% são mulheres, 54 residem fora do município e 79,5% vivem com outras pessoas no mesmo domicílio. Na semana que antecedeu as entrevistas, os profissionais trabalharam 54,1h de trabalho, 35h das quais na linha de frente da pandemia.

Os dados mais preocupantes, de acordo com os pesquisadores, são os que indicam os níveis de estresse e cansaço mental: 40% dos profissionais apresentaram indicações de adoecimento psíquico, por meio de inventários de estimativa de Sofrimento Psíquico, e 41% tiveram nível elevado de Percepção do Estresse. Porém, o que causa mais atenção é o inventário de Burnout, que demonstrou que 60% dos entrevistados manifestaram escores compatíveis com exaustão, e 49%, distanciamento de suas atividades, que é indicativo de redução da capacidade de manter o envolvimento efetivo nas tarefas. Foram identificados 39,7% dos profissionais com escores elevados nestas duas últimas dimensões, o que é compatível com Burnout – que é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante.

Para os professores que conduzem o estudo, as condições específicas da atividade em linha de frente tornam as cargas semanais de trabalho ainda mais extenuantes. De acordo com o professor Rogério Lessa Horta, nas primeiras entrevistas em profundidade já analisadas, foram destacados longos plantões como característica do trabalho e sem intervalos devido à paramentação, que só pode ser retirada no final do turno. “Foram citados, como dificultando a atividade profissional, o uso de equipamentos de proteção individual por um longo período, o isolamento dentro do próprio hospital, pois não se pode acessar outras áreas como copa e banheiros, além do risco da própria contaminação do profissional, além temores e culpa relacionados às famílias, tanto pelo distanciamento, quanto pela proximidade, que aumenta a chance de contágio”, explica.

O que transparece nas entrevistas como alívio para os profissionais, e que pode ser um fator importante para ajudá-los a passar por esse momento, é a união das equipes, como um aspecto que favorece o desempenho no enfrentamento. Poucos estão em atendimento psicoterápico ou utilizam psicofármacos, mas várias solicitações de indicações de serviços de apoio ou atendimento emocional chegaram aos pesquisadores, o que apontaria para uma das futuras ações de enfrentamento do desgaste das equipes. “Inicialmente, recomenda-se avaliar a necessidade de priorizar repouso e intervalos, o que poderá exigir adequações de rotinas e espaços físicos, além de ampliar a oferta de apoio emocional às equipes”, diz Horta, completando que o estudo seguirá, pelo menos, até setembro, mas podendo ser estendido até novembro, a depender de como se comportar a pandemia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/08/2020 0 Comentários 558 Visualizações
Saúde

Todos pela Saúde doa equipamentos de proteção ao sistema público de saúde do Rio Grande do Sul

Por Gabrielle Pacheco 05/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

A necessidade de equipamentos de proteção individual (EPIs) foi apontada como uma das mais urgentes pelos 27 secretários de saúde que participaram da reunião promovida pelo Todos pela Saúde, em abril.

De acordo com Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein e especialista membro do Todos pela Saúde, grande parte do problema de atendimento à pandemia, como já demonstrado na Europa, é a falta da proteção individual para equipes de saúde. “Se contaminados, esses profissionais são afastados, prejudicando o atendimento à população.

Klajner lembra que, dentre esses profissionais, muitos que fazem parte do grupo de risco são recrutados para o atendimento na pandemia, especialmente onde a mão de obra em saúde muitas vezes é escassa.

“É fundamental proteger quem cuida. Eu cuido de quem está cuidando e, assim, asseguramos a saúde de toda a população.”

Todos pela Saúde

Lançado em 13 de abril deste ano, o Todos pela Saúde teve um aporte inicial de R$ 1 bilhão, realizado pelo Itaú Unibanco. Com recursos administrados por um grupo de especialistas da área da saúde e ações estratégicas baseadas em premissas técnicas e científicas, a iniciativa se guia por quatro pilares de atuação: informar, proteger, cuidar e retomar.

O Todos pela Saúde é liderado por Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio Libanês, e conta também com a participação de Drauzio Varella, médico, cientista e escritor; Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Anvisa; Maurício Ceschin, ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde; Eugênio Vilaça Mendes, consultor do Conselho dos Secretários de Saúde; Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein; e Pedro Barbosa, presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná, instituição ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/08/2020 0 Comentários 476 Visualizações
Cidades

Sapiranga investe em tomografias com contraste realizados na Clínica Intra

Por Gabrielle Pacheco 04/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Prefeitura de Sapiranga, através da Secretaria Municipal de Saúde, adquiriu 200 tomografias com contraste, para serem realizados pela Clínica Intra a partir deste mês. De acordo com a secretaria, o investimento foi de R$ 37.000,00 e a compra das tomografias ocorreu em virtude de o Estado não suprir a demanda, além de existir usuários que necessitam deste exame com brevidade, já que é um exame capaz de identificar diversos problemas como: nódulos, tumores, doenças infecciosas, acidentes vasculares, problemas no sistema nervoso central, problemas na coluna, tórax, abdômen, entre outras. A tomografia com contraste é essencial para que o médico consiga identificar o tratamento adequado para a patologia do paciente.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/08/2020 0 Comentários 859 Visualizações
CidadesSaúde

Prefeitura de Canoas disponibiliza 10 novos leitos de UTI na cidade

Por Gabrielle Pacheco 29/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Mantendo o ritmo de ações para reforço do sistema municipal de saúde, a Prefeitura de Canoas incorporou mais 10 leitos em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) à rede pública. Isso foi possível a partir da chegada de novos respiradores e de adaptações feitas pelo Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), que presta serviços ao município. Deste modo, foram criados dois novos leitos e oito foram convertidos – antes, eram usados pela rede privada – para o uso pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com esta mudança, a cidade passa a ter 100% de sua capacidade de leitos do gênero destinada ao uso da rede pública, o que dá mais fôlego ao sistema municipal. Ao todo, Canoas contabiliza 104 leitos de UTI, que são utilizados para o tratamento da covid-19 e também de outras doenças. Os novos espaços já estão em operação.

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, considerando apenas UTIs, a cidade aumentou em quase 30% a sua capacidade. São números que fazem de Canoas o segundo município de sua região com mais leitos de tratamento intensivo, atrás apenas da capital. Levando em consideração também os leitos clínicos, o crescimento foi de mais de 90%, sendo que metade desta ampliação permanecerá de legado para os canoenses.

No SUS, a regulação de leitos, ou seja, a disponibilização para ocupação por enfermos que precisam, é feita pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Os municípios abastecem um sistema gerido pelo estado, informando o quantitativo de vagas e sua respectiva ocupação, e solicitam a liberação de leitos para pacientes quando necessário. Cabe, portanto, a SES o papel de gerenciar de que modo as UTI serão ocupadas e para onde cada usuário do sistema será deslocado para internação.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/07/2020 0 Comentários 521 Visualizações
Variedades

Sociedade de Pediatria do RS tenta reverter decisão que afasta pediatras da rede básica de saúde

Por Gabrielle Pacheco 20/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Uma atualização no Protocolo de Enfermagem da Atenção Primária à Saúde – Saúde da Criança prevê que enfermeiros atuantes na Atenção Primária no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde do município de Porto Alegre poderão fazer a prescrição de medicamentos, solicitação de exames de rotina e complementares e encaminhamentos para a atenção especializada pertinentes às condições descritas no protocolo e as atividades de enfermagem. Segundo a Sociedade de Pediatria do RS, a medida afasta ainda mais a assistência pediátrica, conduzida por pediatras de formação, da rede básica de saúde do SUS.

“Políticas de saúde são processos complexos, dependem da combinação de uma série de fatores, sejam políticos ou econômicos, de indicadores assistenciais e de prioridades de nossos governantes, algumas vezes dissociadas da própria vontade da população”, afirma o presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Sérgio Amantéa.

O presidente da sociedade que representa a classe de pediatras no Rio Grande do Sul, acrescenta o complexo e importante processo de formação profissional pelo qual o pediatra é submetido ao longo dos anos.

“Em nosso país a graduação numa escola médica exige 7500 a 9000 horas de estudos. Para ser pediatra, um médico deve buscar formação complementar num programa de residência médica. Desde o ano passado, todos os programas de residência médica do país em pediatria, por determinação do MEC, passaram a contemplar um período estendido de formação, de dois para três anos. O Brasil foi um dos últimos países do mundo a ajustar este prazo, considerado insuficiente para caracterizar a figura do pediatra. Hoje podemos dizer que, para uma especialização em pediatria, o médico deve adicionar a sua formação um tempo muito similar a própria graduação, isto é, algo por volta de mais 9.000 horas de atividades teórico-práticas”, completa.

No Rio Grande do Sul, o presidente da SPRS, Sérgio Amantéa, relatou que estão sendo orquestradas várias ações em reação à portaria municipal. Além disso, a SPRS tem estimulado debates na imprensa sobre o tema, onde defende a importância de revogação da Portaria, e conquistado o apoio de outras entidades médicas estaduais, como o Conselho Regional de Medicina (Cremers), o Sindicato dos Médicos (Simers) e a Associação Médica do Rio Grande do Sul. (AMRIGS).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/07/2020 0 Comentários 669 Visualizações
Variedades

Estruturação de sistema de saúde e atenção primária durante a pandemia foi tema do Webinar promovido pela ACI e LIDE RS

Por Gabrielle Pacheco 13/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, juntamente com a LIDE RS, promoveram, na noite da última sexta-feira, 10, o Webinar Construindo Soluções – Estruturação de sistema de saúde e atenção primária. Participaram da discussão profissionais da área médica, o cirurgião geral, intensivista e prefeito de Porto Feliz/SP, Antônio Cássio Habice Prado, o médico cirurgião geral e diretor executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Junior, o presidente da Sociedade Médica de Canoas (Somedica), Luciano Zuffo, também membro do Grupo COVID RS, assim como presidente da LIDE RS, Eduardo Fernandez. A mediação foi do diretor da ACI, Marco Aurélio Kirsch.

Tendo como tema principal “Modelos comprovados de sucesso no combate ao Covid”, o Webinar, gratuito e aberto a todos os interessados, focou em alternativas que possam diminuir os impactos nas áreas da saúde, social e econômica, com exemplos já colocados em prática no Brasil.

O médico e prefeito de Porto Feliz, com 53 mil habitantes e distante 100 quilômetros da capital, fez um relato do trabalho realizado no município paulista, tendo início em fevereiro deste ano, logo após a primeira divulgação da doença. Com grandes empresas em sua área territorial, a cidade colocou em prática um “posto sentinela”, comprou insumos e implantou um kit de medicamentos, mediante receita médica e com aceite do paciente. “Fomos muito criticados. Montamos um protocolo, com diversos medicamentos, e fomos atualizando. Já estamos na sétima versão, que é destinada à fase precoce do coronavírus. Toda a nossa equipe médica segue este protocolo e não tivemos casos de doentes na nossa equipe, apenas dois que não quiseram fazer profilaxia”, explicou Antônio Cássio Prado. “Digo que dos tratamentos precoces realizados, 95% que tratou precocemente não precisou internar. O tratamento precoce funciona. Somos a favor do protocolo que foi iniciado na Prevent Senior e não da droga X ou Y. Nós ouvimos o que eles tinham a dizer. Infelizmente, o Brasil não ouviu e podíamos ter evitado mortes”, afirma o médico.

O médico cirurgião geral e diretor executivo da Prevent Senior, Pedro Junior ressaltou sobre a previsibilidade que estava sendo discutida desde novembro, com prazo para formatar um sistema de combate à pandemia. “Hoje sou responsável por uma empresa de meio milhão de vidas, com uma média de idade de 68 anos. Literalmente, seria o público a ser dizimado, e os resultados de prevenção e tratamento no início da doença, trouxeram excelentes evidências de cura”, reforçou ele.

E o médico Luciano Zuffo, do Grupo COVID RS, ressaltou que discutir evidências, neste momento urgente, é preciso ser deixado um pouco de lado, para agir. “Temos que reverter o quadro. Hoje contamos com mais de 49 estudos que mostram que o tratamento precoce é a principal ferramenta que temos para diminuir a mortalidade e a evolução da doença”, destacou, ao citar três exemplos, um em Detroit (USA), outro em Marselha (França) e ainda uma metanálise, trabalho realizado com 105 mil casos, de 20 estudos em nove países.

“Este momento é histórico, porque estamos construindo mostrar possibilidades reais, num trabalho conjunto entre a ACI e a Lide”, afirmou Marco Kirsch. “Vida e economia sempre andam juntas. Na saúde, os tratamentos que estão sendo implementados buscam a questão da saúde, mas também dirimem os impactos sociais e econômicos dos ambientes onde estão inseridos. Parabéns a nossa parceira ACI, não só neste, mas em tantos outros eventos e temas”, complementou o presidente da LIDE RS, Eduardo Fernandez.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/07/2020 0 Comentários 495 Visualizações
Saúde

Em marco histórico, SUS incorpora primeira imunoterapia para câncer a pedido da SBOC

Por Gabrielle Pacheco 10/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Foi anunciado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC), órgão do Ministério da Saúde, a recomendação favorável para a incorporação da primeira imunoterapia para o tratamento de pacientes com melanoma metastático no Sistema Público de Saúde (SUS). Desde 2016, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) vem concentrando seus esforços para a introdução de imunoterápicos no SUS e, mesmo com o posicionamento inicial contrário da CONITEC, a Sociedade continuou honrando seu compromisso de defender o bem-estar dos pacientes e a boa prática oncológica.

De acordo com o Dr. Rodrigo Munhoz, vice-presidente para Ensino da Oncologia da SBOC, que vem a frente da defesa pela imunoterapia no SUS, a conquista é um grande passo para quem depende da rede de saúde pública, além de ser uma questão de justiça social. “Os pacientes ficam à mercê de um tratamento quimioterápico-padrão que não só é pouco eficaz contra o melanoma avançado, mas também prejudica consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes, por conta de efeitos colaterais bastante severos”. No sistema privado, os tratamentos que permitem aos pacientes um aumento considerável de sobrevida, como a imunoterapia e a terapia-alvo, estão disponíveis desde janeiro de 2018.

Isso abre caminho para que hospitais públicos de todo o país finalmente possam tratar os pacientes de forma efetiva e segura contra tumores mais agressivos. “Para se ter uma ideia, a chance de um paciente com melanoma metastático estar vivo em três anos com a quimioterapia oferecida pelo SUS é de 10% a 12%. Esse número chegou a quase 60% com combinação de imunoterapias. Ou seja, os pacientes que antes viviam de 6 a 9 meses, hoje podem viver até mais de 5 anos e, em alguns casos, atingir a cura”, aponta Dr. Munhoz, enfatizando a importância do acesso ao tratamento imunoterápico para todos. “Agora, um importante avanço da ciência oncológica, que já era disponível a poucos pacientes, pode chegar à população de forma mais justa. Continuaremos lutando para que tratamentos dignos sejam ofertados aos brasileiros”, completa.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a imunoterapia é considerada “medicamento essencial” para o tratamento de melanoma metastático desde agosto de 2019. Esse título implica na responsabilidade de proporcionar esse medicamento aos pacientes de todos os países membros das Nações Unidas, incluindo o Brasil. Por isso, a conquista da SBOC é um marco histórico, capaz de abrir portas a novos avanços no SUS. É resultado da atuação da entidade ao longo dos anos, que trabalhou não somente envolvendo evidências científicas do potencial terapêutico da imunoterapia, mas também um trabalho sobre a custo-efetividade dos medicamentos.

Vale destacar que, com a posicionamento contrário da CONITEC no relatório inicial para a incorporação das imunoterapias no SUS, a SBOC não só participou como recomendou à população a participar da consulta pública aberta pelo órgão em janeiro deste ano, quando o assunto em questão foi avaliado e as contribuições poderiam interferir positivamente na recomendação final da instituição. Esse esforço conjunto resultou em mais de 2.200 contribuições a favor da incorporação dos novos medicamentos no Sistema Público de Saúde, reforçando a necessidade da oferta digna e igualitária de tratamento para todos.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica defende que as necessidades dos pacientes devem estar em primeiro lugar e, por isso, é fundamental viabilizar o acesso desses tratamentos para os pacientes do SUS. “O parecer favorável da CONITEC é o primeiro passo para que o tratamento seja disponibilizado pelo SUS, esperamos que as autoridades envolvidas no processo atuem de forma vigorosa para garantir o acesso do paciente com melanoma a um tratamento que pode ser decisivo em sua vida. A SBOC seguirá atuante para que isso se torne realidade o quanto antes, de forma rápida e efetiva”, garante Dr. Munhoz.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/07/2020 0 Comentários 576 Visualizações
Variedades

Médico brasileiro que atuou na implantação do SAMU no Brasil lança autobiografia

Por Gabrielle Pacheco 07/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Brasil, com a generalização do SAMU 192 em todos os estados, tem a maior rede de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do mundo, com mais de 190 unidades em todo o país. O médico Paulo Ernani Rezende de Rezende foi um dos principais atores na implantação do projeto no país, a partir de inspiração no modelo francês de atendimento a casos de urgência. Em sua autobiografia, lançada recentemente no Brasil, Rezende, hoje com 80 anos e radicado na França, revela os bastidores deste grande projeto e detalhes de sua trajetória profissional, bem como sua atuação política – que o levou ao autoexílio na década de 60. O livro “Do Pinheiro Torto ao vasto mundo” está disponível nas livrarias e no site da Libretos Editora.

“Considero que foi uma grande aventura a implantação no Brasil do SAMU após o ano de 1995. Muitas vezes, eu me pergunto: como é que um brasileiro (depois também francês, a partir de 1979) que chegou à França como exilado político e terminou conselheiro de diferentes ministros da Saúde, tanto de esquerda quanto de direita, participou dessa jornada magnífica? Até hoje tenho muito orgulho dessa aventura”, afirma Rezende em seu livro.

Na obra, o autor comenta que “a Política Nacional de Atenção às Urgências foi começada no governo do presidente Fernando Henrique e implantada definitivamente na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A implantação do SAMU 192 provocou grande demanda de qualificação das equipes de regulação médica e de atendimento das urgências pré-hospitalares”.

Rezende obedecia o confinamento imposto durante a  pandemia do coronavirus, em Strasbourg, na França, quando finalizou suas memórias. Ele viria ao Brasil para o lançamento do livro, tanto em Passo Fundo quanto na Feira do Livro de Porto Alegre, mas os planos precisaram ser adiados.

Grandes feitos pelo mundo afora

O médico saiu de Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul (de uma região chamada Pinheiro Torto, que deu nome à propriedade de seus antepassados), muito jovem, com 19 anos. Em 1960 partiu para Moscou, na Rússia, para cursar Medicina na Universidade da Amizade dos Povos Patrice Lumumba (UAPPL). Mais tarde se tornou membro da Comissão de Saúde Nacional e participou ativamente da construção do sistema francês de saúde.

Na África, foi um dos líderes do programa Esther para atender as pessoas vivendo com o HIV. Paulo Ernani Rezende de Rezende sempre teve um amor instintivo pelas viagens, tendo conhecido todos os continentes, exceto Antártica e Oceania. Nesta autobiografia registra sua trajetória e, revendo suas memórias, pôde comprovar que foi persistente na busca de unidade entre ação e pensamento, desde quando saiu do Pinheiro Torto para enfrentar e conhecer este vasto mundo. 

Na obra, Rezende apresenta também a experiência dos sistemas de urgência franceses na ocasião dos atentados em Paris, em 2015, em material da revista The Lancet, e trata também da diáspora de brasileiros que fugiram para a França na década de 1960.

Uma trajetória de forte atuação política

Em tempos de Guerra Fria, corrida espacial e grandes tensões, Rezende sempre se manteve atuante, dentro e fora da universidade. Naqueles momentos de efervescência política internacional, especializou-se, na França, como médico anestesista reanimador e retornou a um Brasil diferente, no ano de 1967, em meio a uma ditadura militar. Rezende chegou a ser preso em Porto Alegre e em São Paulo, mas optou pelo autoexílio, tendo, inclusive, obtido a cidadania francesa. Na época, filiou-se ao PS (Partido Socialista).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/07/2020 0 Comentários 1,K Visualizações
Variedades

Moinhos Talks: Debate aponta caminhos para superar crises provocadas pela pandemia

Por Gabrielle Pacheco 02/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Rede de saúde ampla, profissionais qualificados, pesquisa, tecnologia e inovação são alguns dos caminhos que o Brasil pode trilhar para sair mais fortalecido da pandemia de Covid-19. Essa foi a avaliação dos painelistas que integraram o Moinhos Talks desta quarta-feira, 1º, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o deputado federal Pedro Westphalen (Progressistas-RS). Promovida pelo Hospital Moinhos de Vento, a live contou com a participação do CEO da instituição, Mohamed Parrini, e teve a mediação da jornalista e sócia-diretora da Critério, Soraia Hanna.

Na avaliação de Onyx, o Brasil vem se mostrando preparado para enfrentar a pandemia, mesmo com todos os problemas. “É o país que mais cura pacientes infectados pelo coronavírus. Temos o SUS e uma rede privada que funcionam, capacidade de atendimento e profissionais qualificados”, ressaltou o ministro. Outro ponto positivo é a efetividade do pagamento do auxílio emergencial. Enquanto países desenvolvidos como os Estados Unidos enviaram cheques pelo correio, a União usou a tecnologia e garantiu o cadastro por meio de um aplicativo.

A necessidade de mais investimentos em saúde foi um dos pontos defendido por Pedro Westphalen. O deputado, que também é vice-presidente da Confederação Nacional de Saúde e médico, destacou que o sistema brasileiro é muito mais amplo do que apenas o SUS: hospitais filantrópicos e privados e outras empresas do setor respondem por 9,5% do PIB, e a saúde suplementar está tratando 45% dos casos de COVID-19. “A pandemia evidenciou uma série de problemas, desigualdades sociais, baixo investimento no SUS e em pesquisa, dependência de insumos importados, entre outros. Precisamos mudar esse retrato”, pontuou o parlamentar. Segundo ele, não faltam recursos – eles apenas precisam ser geridos de forma mais eficaz.

Otimismo diante da crise

União e soma de esforços são fundamentais para o enfrentamento da pandemia, na opinião de Mohamed Parrini. “Para cuidar de vidas, todos nós precisamos estar fortalecidos. A população está empobrecendo e me preocupa também a situação e sobrevivência dos hospitais menores”, ponderou. Mesmo assim, há motivos para manter o otimismo diante do cenário de crise. O CEO citou iniciativas de colaboração, como o projeto de telemedicina da instituição, por meio do PROADIS-SUS. A ação conseguiu reduzir em até 50% a mortalidade em UTIs de hospitais públicos de diversos estados, como Pará, Ceará e Goiás.

Mediadora do encontro, a jornalista Soraia Hanna destacou que oportunidades como essa esclarecem a opinião pública e ajudam a construir consensos. “Um desafio como uma pandemia só se supera com unidade. Vemos importantes esforços tanto no setor privado como na área pública. Ambos os lados se complementam e precisam estar próximos”, pontuou. O evento online foi transmitido pelo canal do Hospital Moinhos de Vento no YouTube e segue disponível para quem quiser assistir neste link.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/07/2020 0 Comentários 486 Visualizações
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