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Saúde

Agosto Dourado reforça orientação sobre amamentação exclusiva

Por Jonathan da Silva 03/08/2026
Por Jonathan da Silva

A campanha Agosto Dourado está reforçando, ao longo deste mês, a importância da amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida como estratégia de proteção à saúde infantil. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) orienta as famílias sobre os benefícios do leite materno, os cuidados necessários para a retirada, conservação e oferta do alimento e destaca a importância do apoio à mãe para a continuidade da amamentação e a prevenção do desmame precoce.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde, os bebês devem receber exclusivamente leite materno até os seis meses de idade, sem necessidade de água, chás, sucos ou outros leites. Após esse período, a recomendação é manter a amamentação até os dois anos ou mais, associada à alimentação complementar saudável.

Benefícios do leite materno

Segundo a SPRS, o leite materno fornece nutrientes essenciais, fortalece a imunidade, reduz o risco de infecções e contribui para o desenvolvimento do bebê, além de favorecer o vínculo entre mãe e filho.

Para o médico pediatra e titular da Comissão de Sindicância da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Leandro Meirelles Nunes, a informação e o suporte à mãe são fatores fundamentais para o sucesso da amamentação. “O leite materno é um alimento vivo, com propriedades nutricionais e imunológicas fundamentais para o bebê. Mas, para que a amamentação aconteça de forma plena, a mãe precisa de orientação, acolhimento e uma rede de apoio que compreenda a importância desse cuidado”, afirma Meirelles Nunes.

Cuidados com armazenamento

A entidade orienta que, antes da ordenha, a mãe lave bem as mãos e os braços, prenda os cabelos e evite conversar, tossir ou espirrar durante o procedimento. O leite deve ser armazenado em frascos de vidro com tampa plástica de rosca previamente esterilizados.

Após a coleta, os recipientes devem ser identificados com a data e o horário da primeira retirada, e o leite mais antigo deve ser utilizado primeiro. Conforme orientação do Ministério da Saúde, o leite materno pode permanecer por até 12 horas na geladeira e por até 15 dias no congelador ou freezer. Os frascos devem ser armazenados nas prateleiras internas da geladeira, e não na porta, devido à variação de temperatura.

Na hora de oferecer o leite ao bebê, a orientação é não aquecê-lo no micro-ondas nem fervê-lo diretamente no fogão. O aquecimento deve ser feito em banho-maria, com o fogo desligado. O leite que sobrar no copinho ou na mamadeira após a alimentação deve ser descartado e não deve retornar à geladeira.

Rede de apoio

A SPRS também destaca que a participação de familiares e cuidadores pode contribuir para a continuidade da amamentação. Entre as formas de apoio estão assumir tarefas domésticas, preparar refeições, auxiliar nos cuidados com o bebê, como banho, troca de fraldas e sono, e oferecer o leite ordenhado quando necessário, sem pressionar a mãe ou a criança. “Amamentar não deve ser uma responsabilidade solitária. A rede de apoio precisa cuidar também da mãe, lembrando que descanso, alimentação adequada, hidratação e tranquilidade interferem diretamente nesse processo”, destaca Meirelles Nunes.

A entidade ressalta ainda que o acompanhamento com pediatra pode auxiliar na prevenção de dificuldades relacionadas à amamentação, orientar a família e reduzir o risco de desmame precoce.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/08/2026 0 Comentários 23 Visualizações
Saúde

Dor de garganta em crianças exige atenção no inverno, alerta SPRS

Por Jonathan da Silva 02/06/2026
Por Jonathan da Silva

A dor de garganta, uma das queixas mais frequentes entre crianças durante o inverno, exige atenção de pais e responsáveis diante de sinais que podem indicar desde quadros virais comuns até infecções bacterianas. Com a chegada dos dias mais frios no Rio Grande do Sul, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) alerta para a necessidade de observar sintomas como febre persistente, dificuldade para engolir, alterações respiratórias e piora do estado geral da criança. O aumento das infecções respiratórias nesta época do ano está relacionado ao frio, ao ar seco e à maior permanência em ambientes fechados, fatores que favorecem a circulação de vírus e a irritação das vias respiratórias.

Segundo o 1º vice-presidente da SPRS, Silvio Baptista, a dor de garganta costuma aparecer associada a gripes e resfriados, acompanhada de sintomas como coriza, tosse, rouquidão, vermelhidão na garganta e febre. Em algumas situações, também pode provocar dificuldade para se alimentar, recusa de líquidos, sonolência excessiva e redução da disposição.

Sinais de alerta

De acordo com Silvio Baptista, embora muitas ocorrências estejam relacionadas a infecções virais, a dor de garganta também pode indicar infecções bacterianas, especialmente em crianças maiores. Nesses casos, os sintomas mais comuns incluem febre, dor importante ao engolir, mal-estar e ausência de sinais respiratórios, como coriza. “A dor de garganta, assim como as demais doenças infantis, preocupa quando atinge significativamente o estado geral da criança, com dificuldade para respirar, diminuição da ingesta alimentar e de líquidos, prostração, sonolência excessiva e queixas progressivas de dor”, explica Baptista.

O médico destaca que a avaliação do conjunto de sintomas é fundamental para diferenciar quadros leves daqueles que exigem atendimento médico. Nos primeiros dois ou três anos de vida, as infecções bacterianas de orofaringe causadas principalmente pelo Streptococcus pyogenes são menos frequentes, sendo os vírus os principais responsáveis pelos casos nessa faixa etária. Já em crianças maiores, as infecções bacterianas costumam provocar dor, febre e mal-estar sem sintomas respiratórios associados.

Diagnóstico

Conforme a SPRS, pode ser difícil distinguir infecções virais de bacterianas apenas pela observação clínica. Em alguns casos, exames específicos realizados na orofaringe podem auxiliar na identificação de bactérias causadoras da infecção. “Pode ser difícil diferenciar as causas infecciosas, entre virais e bacterianas. Existem exames com pesquisa direta na orofaringe para identificação de bactérias patogênicas, como Streptococcus sp., que podem ser solicitados para ajudar o médico nessa diferenciação”, destaca Silvio Baptista.

Em casa, a orientação é observar o estado geral da criança, manter a hidratação e utilizar apenas medicamentos previamente orientados pelo pediatra, como analgésicos para alívio da dor. Medicamentos para controle da febre devem ser administrados quando houver mal-estar ou dor associados, sempre conforme recomendação profissional.

Prevenção

A SPRS alerta que a automedicação deve ser evitada, principalmente com antibióticos, anti-inflamatórios e xaropes sem prescrição médica. O uso inadequado desses medicamentos pode mascarar sintomas, provocar efeitos adversos e contribuir para o aumento da resistência bacteriana. “Nem toda dor de garganta precisa de antibiótico. Na maioria das vezes, a causa é viral e o tratamento envolve hidratação, repouso, controle da dor e acompanhamento da evolução. O antibiótico só deve ser usado quando houver confirmação de infecção bacteriana, sempre com prescrição médica”, afirma Baptista.

Entre as medidas preventivas recomendadas estão manter a criança hidratada, estimular a respiração pelo nariz, evitar exposição ao frio intenso, utilizar roupas adequadas para baixas temperaturas e manter os ambientes ventilados. Em locais com ar muito seco, ações para aumentar a umidade do ambiente também podem ajudar a reduzir o ressecamento das vias respiratórias. Líquidos mornos, quando adequados à idade da criança, podem contribuir para aliviar o desconforto.

Quando procurar atendimento

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta que a criança seja levada ao pronto atendimento ou à emergência em casos de dificuldade para respirar, piora do estado geral, prostração, sonolência excessiva, sinais de desidratação, recusa persistente de líquidos, dor intensa que impeça a alimentação ou febre e dor que persistam mesmo após o uso das medicações orientadas. A recomendação vale especialmente para bebês, crianças pequenas e pacientes com doenças crônicas, que demandam atenção redobrada.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/06/2026 0 Comentários 183 Visualizações
Saúde

Sociedade de Pediatria do RS alerta para riscos de infecções respiratórias agudas no inverno

Por Jonathan da Silva 19/08/2025
Por Jonathan da Silva

A pneumonia e a bronquiolite estão entre as principais preocupações da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) durante o inverno, quando o frio favorece a circulação de vírus respiratórios. A entidade alerta que bebês e crianças pequenas estão mais suscetíveis às doenças, especialmente à bronquiolite, causada principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que acomete lactentes nos meses de outono e inverno.

De acordo com o diretor da SPRS, o médico pediatra Benjamin Roitman, a bronquiolite é uma infecção viral que atinge principalmente bebês. “A circulação desse vírus ocorre nos meses de outono e inverno, e os casos mais graves atingem os bebês, que têm vias aéreas menores e sistema imunológico imaturo. Prematuros e crianças com doenças cardíacas ou pulmonares crônicas têm risco aumentado de complicações”, afirma Roitman.

A transmissão acontece pelo contato direto com secreções respiratórias, e ambientes fechados como creches favorecem a disseminação. Não há tratamento específico, mas medidas de suporte como higienização nasal, hidratação e amamentação auxiliam no cuidado. Nos casos mais graves, com dificuldade para respirar, respiração acelerada ou baixa saturação de oxigênio, pode ser necessária internação hospitalar.

Prevenção e vacinas

O pediatra reforça que a prevenção é fundamental. “Há vacinas contra o VSR para adultos e gestantes, o que protege os bebês nos primeiros meses de vida. Também existem anticorpos aplicados nos meses de outono e inverno em bebês com maior risco, disponíveis no SUS para casos como prematuridade ou cardiopatia congênita. Além disso, incentivar o aleitamento materno e evitar aglomerações são atitudes importantes”, acrescenta Roitman.

Cuidados contra a pneumonia

A SPRS também destaca a atenção para a pneumonia, que pode surgir como complicação de uma gripe. Os principais sinais de alerta são febre persistente, tosse intensa, secreção e prostração. “Se a criança estiver com dificuldade respiratória, respiração rápida ou dor torácica, é indispensável procurar atendimento médico. As formas mais graves são geralmente causadas por bactérias e podem ser prevenidas com vacinas disponíveis no SUS, como a Penta (contra Haemophilus tipo B) e a Pneumo 10V”, explica o diretor.

Proteção ampliada

A sociedade lembra que as vacinas contra a gripe (influenza) e contra a Covid-19 estão disponíveis a partir dos 6 meses de idade, ajudando a reduzir complicações respiratórias decorrentes de outras infecções virais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/08/2025 1 Comentário 454 Visualizações
Saúde

Alerta sobre diabetes infantil é reforçado pela Sociedade de Pediatria do RS

Por Jonathan da Silva 24/06/2025
Por Jonathan da Silva

Com a proximidade do dia 26 de junho, data dedicada à prevenção e conscientização do diabetes, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) está reforçando o alerta sobre o aumento de casos da doença em crianças e adolescentes. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o Brasil é o terceiro país do mundo com maior número de diagnósticos de diabetes tipo 1 na faixa de 0 a 19 anos, somando cerca de 92,3 mil casos, atrás apenas da Índia e dos Estados Unidos.

O dado preocupa profissionais da saúde devido à complexidade do cuidado exigido desde a infância. De acordo com o endocrinologista pediátrico e associado da SPRS, Dr. Guilherme Guaragna Filho, é essencial compreender os diferentes tipos de diabetes que podem afetar crianças. “Existem diferentes tipos de diabetes em crianças. O mais comum é o diabetes tipo 1, uma doença autoimune que geralmente se manifesta na infância. Também é possível ocorrer o diabetes tipo 2, especialmente relacionado à obesidade infantil, que tem se tornado mais frequente. A obesidade, nesse caso, é um fator ambiental de risco. No tipo 1, além da predisposição genética, sabe-se que há necessidade de algum gatilho ambiental, embora ele ainda não esteja totalmente definido”, explica Guaragna Filho.

Tipos de diabetes e mitos comuns

O médico ressalta que uma dúvida comum entre pais e cuidadores é se o consumo excessivo de doces pode causar a doença. “Para o tipo 1, a resposta é não. Já no tipo 2, o consumo excessivo de açúcar pode levar ao ganho de peso, o que, por sua vez, aumenta o risco de desenvolver a doença. Há ainda um terceiro tipo, mais raro, chamado diabetes monogênico, que está ligado a mutações genéticas em genes relacionados à liberação de insulina pelo pâncreas”, acrescenta o Dr. Guaragna.

Sinais de alerta e diagnóstico precoce

Entre os principais sintomas que devem chamar a atenção dos responsáveis estão sede excessiva, urina frequente, perda de peso repentina, fadiga e visão turva. O diagnóstico precoce é considerado fundamental para evitar complicações, como a cetoacidose diabética.

Desafios no cuidado diário

O acompanhamento da doença exige uma rotina disciplinada por parte das famílias, especialmente no caso do diabetes tipo 1. O Dr. Guaragna destaca que o controle alimentar, o uso diário de insulina e o suporte no ambiente escolar são pilares do tratamento. “O manejo do diabetes tipo 1 em crianças exige dedicação dos pais, principalmente no uso diário de insulina e no controle da alimentação. Mesmo com sensores que facilitam o monitoramento da glicose, a rotina de aplicações e a organização dos horários ainda são desafiadoras. A alimentação saudável é essencial — igual para crianças com ou sem diabetes — mas cortar guloseimas exige disciplina extra. A prática de atividade é importante e estimulada nesses pacientes, no entanto é preciso ter cuidado para evitar episódios de hipoglicemia, que devem ser tratados com alimentos de rápida absorção, como suco de laranja, e não chocolates. Na escola, o apoio é fundamental para garantir que a criança possa aplicar a insulina e lidar com emergências com segurança”, afirma o médico.

Educação em saúde e prevenção

A SPRS enfatiza a importância da informação como estratégia de prevenção e de apoio às famílias. Identificar precocemente os sintomas e conhecer os diferentes tipos de diabetes é, segundo a entidade, essencial para garantir o tratamento adequado e a segurança das crianças e adolescentes com a doença.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/06/2025 1 Comentário 413 Visualizações
Saúde

Abril Azul destaca importância do diagnóstico precoce do autismo

Por Jonathan da Silva 14/04/2025
Por Jonathan da Silva

Durante o mês de abril, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) está destacando a importância do diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) como parte das ações do Abril Azul, campanha que busca promover a inclusão e conscientização sobre o tema. A entidade chama atenção para o papel do pediatra na identificação dos primeiros sinais do transtorno e no acompanhamento do desenvolvimento infantil desde os primeiros meses de vida.

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que pode afetar a comunicação, o comportamento e a interação social da criança, com manifestações que variam em forma e intensidade. Segundo o médico pediatra do Desenvolvimento e Comportamento e membro do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da SPRS, Dr. Renato Santos Coelho, a atuação precoce do pediatra pode ser decisiva na trajetória da criança com autismo. “O pediatra é o profissional que tem a oportunidade de identificar esses aspectos desde muito cedo. Ele muitas vezes realiza consultas ainda no hospital, está presente junto à família no final da gestação e acompanha o recém-nascido já na sala de parto. Esse profissional entra na intimidade da família, tornando-se, de certa forma, o médico da família, e segue acompanhando a criança ao longo do tempo. Por isso, é fundamental que o pediatra conheça o desenvolvimento típico infantil. Esse conhecimento é essencial para que ele consiga identificar, precocemente, os bebês que apresentam um desenvolvimento atípico”, afirmou Santos Coelho.

Intervenções baseadas em evidências

A SPRS reforça que a intervenção precoce, desde que baseada em evidências, pode contribuir para a melhora na qualidade de vida da criança com TEA. As ações incluem a suavização de sintomas, a promoção da inclusão escolar e social e a redução de impactos emocionais, educacionais e econômicos para as famílias e para a sociedade.

Formação contínua é necessária

O aumento na prevalência de casos de TEA, associado à ampliação dos critérios diagnósticos e ao desenvolvimento de novos instrumentos de rastreamento, aponta para a necessidade de formação continuada dos profissionais da saúde, além de educadores e familiares, como medida essencial para garantir o suporte adequado às crianças com o transtorno.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/04/2025 1 Comentário 457 Visualizações
Projetos especiais

Sociedade de Pediatria do RS participa de articulação contra violência sexual infantil

Por Jonathan da Silva 11/04/2025
Por Jonathan da Silva

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) participou, nesta quinta-feira (11), de uma reunião promovida pelo Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (Ceevsca/RS). O encontro, realizado no Centro de Referência em Atendimento Infantojuvenil (Crai) do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, em Porto Alegre, teve como objetivo discutir os protocolos de atendimento e os fluxos de encaminhamento de casos de violência em instituições privadas de saúde.

A iniciativa contou com a presença de entidades médicas como a Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) e a SPRS, representada pelo presidente da entidade, Dr. José Paulo Ferreira, pelo 2º secretário, Dr. João Ronaldo Mafalda Krauzer, e pela diretora, Dra. Maria de Fátima Fernandes Gea.

Protocolos de atendimento e legislação

O presidente da SPRS, Dr. José Paulo Ferreira, destacou a importância do alinhamento entre os profissionais da saúde para um atendimento adequado e eficiente. “A SPRS entende que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes exige um trabalho contínuo, técnico e colaborativo entre os profissionais da saúde e as instituições. É fundamental que todos conheçam e cumpram os fluxos adequados de atendimento e notificação, conforme previsto na Lei nº 13.431/2017”, afirmou Ferreira.

A psicóloga da Secretaria Estadual da Saúde, Rosângela Monteiro, enfatizou a relevância da legislação e da campanha em desenvolvimento. “A Lei 13.431/2017 garante a escuta protegida de crianças e adolescentes vítimas de violência, evitando que sejam obrigados a repetir várias vezes o mesmo relato. A campanha busca ampliar a aplicação da lei também nas instituições privadas de saúde, orientando médicos e médicas, especialmente os que atuam em consultórios, clínicas e serviços populares, sobre como agir nesses casos. O objetivo é garantir acolhimento adequado, evitar a revitimização e reforçar a obrigação de notificação imediata aos órgãos competentes”, comentou Rosângela.

Campanha será lançada em maio

O encontro também marcou o início da mobilização interinstitucional para uma campanha de conscientização que será lançada durante o Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria, de 15 a 17 de maio, no Centro de Convenções BarraShoppingSul, em Porto Alegre. A ação pretende orientar profissionais da saúde e a população em geral sobre como proceder diante de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, aproveitando a mobilização do Mês de Maio, período dedicado ao enfrentamento dessa violência.

Além da divulgação entre os médicos durante o congresso, estão previstas a produção e distribuição de materiais informativos em hospitais, clínicas, unidades de saúde e espaços públicos e privados. A iniciativa reforça a importância da notificação obrigatória dos casos, do acolhimento adequado das vítimas e da responsabilização dos agressores.

Foto: Marcelo Matusiak/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/04/2025 1 Comentário 420 Visualizações
Saúde

SPRS alerta para a importância da vacinação contra Influenza para crianças

Por Jonathan da Silva 01/04/2025
Por Jonathan da Silva

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza terá início em 7 de abril, com a meta de imunizar 90% dos grupos prioritários, incluindo crianças de seis meses a menores de seis anos. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) tem reforçado a importância da vacinação para reduzir casos graves da doença e prevenir complicações, como pneumonia e hospitalização.

O médico pediatra da SPRS, Juarez Cunha, destaca que a gripe pode parecer um problema comum, mas seus efeitos podem ser severos, especialmente em crianças pequenas. “O vírus influenza está entre os principais causadores de infecções respiratórias em todas as faixas etárias, sendo particularmente perigoso para crianças, devido à maior vulnerabilidade. Assim como idosos, gestantes e pessoas com comorbidades, elas apresentam maior risco de complicações, como pneumonia, otite e sinusite. A vacinação é essencial para reduzir a incidência da gripe, tornando os casos mais leves e prevenindo desdobramentos graves, além de diminuir a necessidade de antibióticos e atendimentos médicos. Por isso, a imunização é recomendada pelo Ministério da Saúde, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela SPRS”, afirma Cunha.

Mitos sobre a vacina

Apesar da segurança comprovada da vacina contra a Influenza, persistem mitos que dificultam a adesão à campanha. Um dos equívocos mais comuns é a crença de que a vacina pode causar gripe, o que não procede, pois o imunizante é produzido com vírus inativados, sem capacidade de transmissão. “Esse é um dos principais mitos sobre a vacina contra a gripe. No entanto, a infecção pela influenza não pode ser causada pela imunização, pois a vacina contém apenas vírus inativados. Como qualquer imunizante, ela pode gerar eventos adversos, mas, na maioria das vezes, são reações leves e locais, como dor, inchaço e vermelhidão no local da aplicação — na coxa, para crianças menores de dois anos, e no braço, a partir dessa idade. Em alguns casos, pode ocorrer febre leve nas primeiras 24 a 48 horas, mas esse tipo de reação é incomum”, destaca Cunha.

Recomendações da SPRS

A Sociedade de Pediatria do RS recomenda a imunização universal de crianças e adultos, ressaltando que a vacina é segura para todas as crianças, inclusive aquelas com imunidade comprometida devido a doenças ou tratamentos. Crianças com comorbidades, como diabetes, têm maior risco de complicações caso contraiam a gripe, tornando a imunização ainda mais essencial. A recomendação oficial inclui crianças entre seis meses e cinco anos, mas, no caso de comorbidades, não há limite de idade.

No passado, a alergia ao ovo gerava dúvidas sobre a segurança da vacina, mas atualmente, mesmo crianças com reações alérgicas graves podem recebê-la, desde que em locais com estrutura para atendimento a possíveis intercorrências.

A campanha disponibilizará 35 milhões de doses em todo o Brasil. Além da rede pública, a vacina também está disponível na rede privada, com diversas clínicas oferecendo o imunizante para a faixa etária indicada.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/04/2025 1 Comentário 437 Visualizações
Ensino

Sociedade de Pediatria do RS avalia impactos da restrição ao uso de celulares nas escolas

Por Jonathan da Silva 29/01/2025
Por Jonathan da Silva

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) está avaliando os impactos da Lei nº 15.100/2025, sancionada em 13 de janeiro, que restringe o uso de celulares e outras tecnologias nas escolas brasileiras. A norma estabelece que o uso de dispositivos móveis em sala de aula deve ter um propósito pedagógico definido e planejado pelos professores, evitando que se tornem elementos de distração.

Com a volta às aulas, a medida será aplicada na prática, visando proteger a saúde mental, física e psíquica de crianças e adolescentes e promover um ambiente de aprendizado mais equilibrado.

Impactos do uso excessivo de telas

O médico pediatra do Desenvolvimento e Comportamento e membro do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da SPRS, Renato Santos Coelho, ressaltou os efeitos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes nos últimos anos.

O que estamos vivenciando é reflexo de um contexto no qual o avanço da tecnologia tomou conta de nossas vidas. Esse fenômeno não é novo, vem ocorrendo desde a implantação e surgimento dos aparelhos de celular. Porém, durante a pandemia, esse quadro foi ampliado, uma vez que as crianças foram forçadas a se adaptar ao uso de tecnologias para a aprendizagem e entretenimento, mas o impacto disso foi sentido no consultório já em 2021, com aumento de problemas de aprendizado e atrasos no desenvolvimento”, afirma Renato Santos Coelho.

Segundo Coelho, o uso excessivo de dispositivos eletrônicos nos primeiros anos de vida pode afetar o desenvolvimento da linguagem, da comunicação e das habilidades cognitivas das crianças, além de impactar negativamente seu comportamento. Estudos indicam que essa exposição precoce pode retardar o desenvolvimento cognitivo e emocional, afetando diretamente a comunicação.

Reflexão sobre o papel da tecnologia na educação

A nova legislação propõe, além da regulamentação do uso de celulares, uma reflexão sobre o impacto das tecnologias no aprendizado e na interação social dentro do ambiente escolar. O objetivo é conscientizar estudantes e professores sobre um uso equilibrado dos dispositivos digitais.

Acredito que o essencial é garantir que as crianças possam focar em sua aprendizagem de forma mais eficaz. A tecnologia, quando utilizada de maneira consciente e com um objetivo pedagógico, pode ser uma ferramenta poderosa. No entanto, quando usada de forma indiscriminada, pode prejudicar a atenção, a qualidade do sono e até afetar o comportamento das crianças, causando irritabilidade e dificuldades nas interações sociais”, destaca Renato Coelho.

A SPRS também reforça a importância do papel dos pais no controle do uso das tecnologias pelas crianças. Segundo a entidade, muitos adultos acabam servindo de modelo para os filhos, o que torna essencial que eles próprios façam um uso equilibrado dos dispositivos móveis.

Foto: Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/01/2025 1 Comentário 469 Visualizações
Saúde

Sociedade de Pediatria do RS alerta para prevenção de acidentes aquáticos com crianças

Por Jonathan da Silva 16/01/2025
Por Jonathan da Silva

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) emitiu um alerta sobre a importância da prevenção de acidentes com crianças em ambientes aquáticos, como praias, piscinas e clubes, durante o verão. Afogamentos são uma das principais causas de mortes acidentais na infância durante a estação, destacando a necessidade de supervisão constante e medidas de segurança adequadas.

O vice-presidente da SPRS, Marcelo Porto, enfatizou a importância da vigilância contínua por parte dos responsáveis. “É fundamental manter a supervisão constante e atenta, sem delegar essa responsabilidade a irmãos ou crianças mais velhas. Cercas de segurança ao redor das piscinas, além de pisos antiderrapantes, são medidas também essenciais. A grade com altura de 1,5m, com portão chaveado e a vigilância ininterrupta, são as medidas mais eficientes. Ensinar às crianças os perigos de correr próximo à água e evitar brinquedos perto das bordas também contribuem para a segurança”, explicou Porto.

Outras recomendações da SPRS incluem o uso de coletes salva-vidas, a aprendizagem de primeiros socorros e a atenção redobrada durante passeios e férias. A entidade reforça que medidas simples, como a conscientização sobre os riscos e a adoção de práticas seguras, podem ajudar a evitar não apenas afogamentos, mas também quedas e outros acidentes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/01/2025 1 Comentário 585 Visualizações
Saúde

Especialista orienta como ajudar crianças a lidar com estresse e ansiedade na escola

Por Jonathan da Silva 19/11/2024
Por Jonathan da Silva

Com a proximidade do fim do ano letivo, sinais de estresse e ansiedade podem se tornar frequentes entre as crianças, causados por provas, tarefas acumuladas e pressão por bons resultados. O pediatra e 1º secretário da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Dr. Silvio Baptista, alerta que esses fatores podem impactar tanto o desempenho acadêmico quanto o bem-estar emocional dos estudantes.

As crianças podem apresentar medos sem motivo aparente, angústia, irritabilidade e dificuldade de concentração. Também é comum observar baixa autoestima, alterações no sono e no apetite. Sintomas físicos, como falta de ar, suor excessivo e dores abdominais, podem surgir, prejudicando o desempenho escolar e os relacionamentos com colegas”, afirma o Dr. Baptista.

Segundo o especialista, fatores como bullying, competições excessivas e falta de acolhimento contribuem para agravar esses problemas emocionais. Baptista destaca a necessidade de uma parceria entre escola e família para identificar e enfrentar essas questões. “A escola tem um papel fundamental em perceber mudanças no comportamento das crianças. Instituição e família devem oferecer apoio que respeite as diferenças e celebre os avanços individuais dos alunos”, orienta o pediatra.

Para amenizar os sintomas de estresse e ansiedade, Dr. Baptista sugere estratégias como criar um ambiente familiar acolhedor, reduzir o uso de redes sociais e incentivar atividades lúdicas e ao ar livre. “O diálogo aberto em casa e a priorização do tempo em família são essenciais. Quando necessário, buscar ajuda de profissionais pode fazer a diferença no bem-estar da criança”, explica o especialista.

O médico também reforça a importância de capacitar os profissionais da educação. “Os professores precisam estar preparados para atender às necessidades dos alunos. As atividades escolares devem ser integradoras e acolhedoras, e os serviços de orientação pedagógica devem estar estruturados para resolver conflitos e dificuldades”, ressalta Dr. Baptista, destacando que intervenções precoces são fundamentais para a saúde mental das crianças.

As orientações reforçam a necessidade de atenção e cuidado conjunto entre família e escola, buscando criar um ambiente que favoreça tanto o desenvolvimento acadêmico quanto o emocional dos estudantes.

Foto: Canva/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/11/2024 0 Comentários 508 Visualizações
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