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setor calçadista

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Setor calçadista trabalha com 30,9% da capacidade instalada, aponta Abicalçados

Por Gabrielle Pacheco 01/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) divulgou nesta quarta-feira, 1°, que o setor calçadista nacional está trabalhando com 30,9% da sua capacidade instalada. O número está em pesquisa realizada pela entidade junto às empresas fabricantes de calçados.

O levantamento aponta, ainda, que 63% das empresas do setor estão ativas, embora com produção reduzida; 26% das empresas estão paralisadas (sendo que 20% não tem previsão de retorno); e 14% das empresas estão operando apenas para finalização de pedidos e uso de material em estoques, o que pode fornecer indícios de uma nova paralisação no curto prazo.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta que o quadro vem culminando na perda de postos de trabalho do setor, que chegou a 37,4 mil postos entre janeiro e maio, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo Ferreira, apenas no período mais agudo da pandemia do novo coronavírus, entre os meses de março e maio, o setor perdeu mais de 52 mil postos de trabalho. Em dezembro de 2019, as indústrias calçadistas empregavam 269 mil pessoas, número que caiu para 232 mil. “O impacto se dá, sobretudo, pelo fechamento do comércio, que responde por mais de 85% das vendas totais da Indústria”, afirma o executivo, acrescentando que 90% das empresas consultadas pela pesquisa apontaram este como o principal impacto na produção.

MP 936

A pesquisa da Abicalçados revela que 76% das empresas utilizaram o mecanismo de redução da jornada de trabalho, previsto na MP 936. “As empresas buscam segurar os postos. O problema é que, com a demora na retomada dos pedidos, as empresas acabam tendo que recorrer às demissões”, conta Ferreira.

Produção

Com queda nos pedidos, a produção de calçados caiu 70,5% em abril na relação com o mesmo mês do ano passado, conforme dados mais recentes divulgados pelo IBGE. A projeção da Abicalçados é de que a produção caia, em média, 61% em junho, sempre no comparativo com os meses correspondentes do ano passado. “Existe um arrefecimento da queda na produção, que vem se dando paulatinamente e concomitantemente à abertura do comércio em alguns grandes centros comerciais”, avalia Ferreira, ressaltando que a entidade espera uma melhora gradativa até o final do ano, em especial no último trimestre.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/07/2020 0 Comentários 474 Visualizações
Business

Exportações de calçados cresceram 7,5% em reais, em 2019

Por Gabrielle Pacheco 24/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Mesmo tendo registrado queda de 0,4% em dólares ao longo do ano passado (US$ 972 milhões), as exportações brasileiras de calçados tiveram um incremento de 7,5% em reais (R$ 3,8 bilhões), no comparativo com 2018. O fato ocorreu em função da valorização da moeda norte-americana sobre a moeda brasileira, o que manteve a rentabilidade dos exportadores. Estes e outros dados estão detalhados no Panorama das Exportações de Calçados, publicação desenvolvida pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Além de dados das exportações de calçados no ano de 2019, a publicação, desenvolvida anualmente pela entidade calçadista, detalha embarques por origem, destino, tipo de produto, por materiais predominantes, entre outros. “O objetivo do Panorama é auxiliar empresas na tomada de decisões e estratégias para o curto e médio prazos, além de servir como um meio de consulta para profissionais e estudantes da área ”, ressalta a coordenadora de Inteligência de Mercado da Abicalçados, Priscila Linck.

Análise

Segundo Priscila, em 2019 as exportações de calçados foram influenciadas, sobretudo, por dois fatores:  a guerra comercial entre Estados Unidos e China e a crise política e econômica na América do Sul, região de destino de mais de 45% dos embarques de calçados brasileiros. Paradoxalmente, a influência da guerra comercial entre as duas maiores potências mundiais teve influências positivas, de incremento dos embarques brasileiros para os Estados Unidos, e negativas pelo fato de os chineses acabarem “desovando” seus produtos em outros mercados, acirrando a concorrência com o produto verde-amarelo. “Se por um lado, tivemos um aumento da procura pelos nossos calçados por parte dos compradores norte-americanos, especialmente para fugir das altas tarifas de importações adotadas pelo governo de Donald Trump, por outro lado tivemos que competir com calçados chineses em outros mercados importantes, especialmente na América do Sul”, explica Priscila.

Em 2019, o principal destino das exportações brasileiras de calçados foi os Estados Unidos, para onde foram enviados 12 milhões de pares, que geraram US$ 199 milhões, incrementos de 19,3% em dólares e de 11% em volume ante 2018. O segundo destino do calçado brasileiro foi a Argentina, para onde foram embarcados 10,1 milhões de pares por US$ 104,9 milhões, quedas de 24,9% em valores e de 14,4% em volume na relação com 2018.

Projeções

Para 2020, em função do alastramento da pandemia do novo coronavírus, a projeção da Abicalçados é que uma queda entre 22,4% e 30,6% nos embarques para o exterior, resultado que retornaria o setor aos patamares da década de 1980. “Existe uma retração muito grande no consumo mundial, de mais de 20%, o que deve impactar severamente nas exportações de calçados. Além dessa queda, somam-se problemas logísticos e também a concorrência com os calçados asiáticos no exterior”, avalia Priscila.

O Panorama das Exportações de Calçados está disponível gratuitamente para download no site.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/06/2020 0 Comentários 493 Visualizações
Business

Aprovação da MP 936 repercute no setor calçadista

Por Gabrielle Pacheco 17/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Senado Federal aprovou, na noite de ontem, 16, a Medida Provisória 936, uma pauta do setor industrial brasileiro para assegurar postos de trabalho em meio à pandemia do novo coronavírus. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) comemora o fato, ressaltando que o quadro da atividade no País, que já soma a perda de 36 mil postos de trabalho em função do alastramento da Covid-19, seria ainda mais dramático não fosse a Medida. Agora, a MP passa para a sanção presidencial.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, comenta que, desde que foi decretada, a medida tem auxiliado o setor calçadista brasileiro na preservação de postos de trabalho e que a aprovação trouxe alívio para a atividade. “Mais de 70% das empresas do setor utilizaram a MP 936 em algum momento, especialmente no que diz respeito à redução da jornada de trabalho, com redução proporcional do salário, e a suspensão do contrato por tempo determinado”, afirma.

Além da MP original, foi aprovada na noite de ontem a possibilidade de o Governo Federal ampliar a os prazos de suspensão ou redução da jornada de trabalho sem precisar passar por novas votações nas casas legislativas, bem como o prosseguimento da desoneração da folha de pagamentos até dezembro de 2021 – mecanismo que permite a substituição do pagamento de 20% sobre a folha de pagamentos por 1,5% do faturamento, excluindo as exportações. “Agora, a nossa expectativa é de que a medida seja sancionada pela Presidência sem nenhum veto. Não podemos regredir!”, conclui o dirigente.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/06/2020 0 Comentários 729 Visualizações
Movimento
Business

Plataforma da Abicalçados aproxima calçadistas e lojistas de todo o País

Por Gabrielle Pacheco 15/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Visando aproximar calçadistas e lojistas brasileiros, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), em parceria com 25 sindicatos calçadistas dos principais polos brasileiros, está lançando a plataforma digital Calçados do Brasil. Funcionando no site, a iniciativa já parte com mais de 100 marcas cadastradas, que serão conectadas com compradores do Brasil inteiro.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que a plataforma é uma resposta ao processo de digitalização cada vez maior da economia brasileira. “Já existia esse movimento (de incremento das negociações no meio digital) antes mesmo da pandemia do novo coronavírus. Porém, as restrições dos encontros físicos fez com que esse movimento fosse turbinado”, avalia o executivo.

Ferreira explica que o site Calçados do Brasil funcionará como uma espécie de guia de compras virtual voltado ao B2B (business to business), no qual os lojistas brasileiros poderão buscar produtos por filtros específicos, como gênero, material, tipo de uso, preços, local de produção, se oferece pronta-entrega, entre outros, 24 horas por dia, sete dias por semana. “A plataforma irá otimizar buscas e aproximar os dois elos da cadeia”, acrescenta.

União

Com a parceria de 25 sindicatos calçadistas, que representam um universo de milhares de empresas dos principais polos brasileiros, a plataforma possui uma capilaridade importante para o incremento dos negócios do setor em um país de dimensões continentais e que possui mais de 60 mil pontos de venda. “A união com os sindicatos regionais é um diferencial relevante da plataforma digital”, destaca o executivo.

A coordenadora de Promoção Comercial da Abicalçados, Letícia Masselli, ressalta que a Calçados do Brasil é gratuita para empresas associadas à Abicalçados, bem como para todos os compradores brasileiros interessados. Para melhorar a funcionalidade, o perfil da marca é lincado ao Instagram da mesma, não exigindo uma atualização constante do espaço. “A ideia foi criar um ambiente simples, funcional e intuitivo, tanto para fornecedores como para compradores”, comenta Letícia, acrescentando que a plataforma é uma evolução a partir da experiência da entidade com o BrazilianFootwear, site que realiza a conexão entre marcas e importadores de todo o mundo desde 2015.

Como funciona

Entrando no site, a empresa associada à Abicalçados se cadastra como fornecedora. O espaço ficará visível para lojistas de todo o Brasil, que poderão efetuar buscas utilizando filtros disponíveis na plataforma. O lojista também fará um cadastro, com informações que serão disponibilizadas para as empresas que forem de seu interesse, para que sejam iniciados contatos de negócios, que podem ser realizados através da plataforma ou como for mais conveniente para as partes.

A plataforma conta com o apoio de 25 sindicatos calçadistas brasileiros.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/06/2020 0 Comentários 609 Visualizações
Business

Onda de demissões no setor calçadista desacelera na última semana

Por Gabrielle Pacheco 10/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Com a abertura gradual do comércio físico em grandes centros econômicos, o número de demissões do setor calçadista estabilizou na última semana, quando foram perdidos 800 postos em todo o Brasil (a média semanal de cada balanço, divulgado desde o final de março pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados – Abicalçados, era de cerca de três mil demissões). Com isso, o setor somou a perda de 35,9 mil postos, número que é puxado pelos estados do Rio Grande do Sul (10,71 mil), São Paulo (10,68 mil), Minas Gerais (5,48 mil), Bahia (4,82 mil) e Ceará (1,62 mil).

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que a perspectiva de abertura gradual do varejo físico, que responde por mais de 85% das vendas do setor calçadista brasileiro, influenciou o mais recente balanço. “Não é um número para se comemorar, já é uma tragédia a perda de um único posto. Porém, estamos um pouco mais aliviados pelo fato de essa onda de demissões estar perdendo força”, avalia o dirigente, ressaltando que, no entanto, ainda não existe perspectivas de uma retomada mais forte da atividade antes do último trimestre. “O varejo, que inicia suas atividades aos poucos, ainda tem muito produto estocado, então a recuperação mais substancial não virá do dia para a noite”, acrescenta. Ferreira destaca que, hoje, a indústria de calçados trabalha com pouco mais de 36% da sua capacidade, o que irá inviabilizar investimentos e contratações no curto prazo.

Pesquisa

A Abicalçados também divulgou uma pesquisa realizada junto às empresas e sindicatos industriais dos principais polos calçadistas brasileiros. Conforme o levantamento, 24% das indústrias seguem com produção suspensa, sendo que 11% delas não têm previsão de retomada.

Os impactos da pandemia do novo coronavírus fizeram a expectativa de crescimento para 2020 desabar. No ano, a previsão é de que se produza até 30% menos calçados, chegando a patamares de 16 anos atrás. Tendo produzido 908 milhões de pares no ano passado, o setor deve produzir pouco mais de 640 milhões de pares em 2020. Dados oficiais do IBGE, compilados pela Abicalçados, apontam que em abril a produção foi 74,5% menor do que no mesmo mês do ano passado. O dado de maio ainda não foi divulgado, mas a previsão de Abicalçados é de que se some uma queda em torno de 65,5% ante o mesmo mês do ano passado. No acumulado do quadrimestre, conforme o IBGE, a queda chegou a 27,6% no comparativo com igual ínterim de 2019.

Os efeitos da pandemia também são sentidos nas exportações de calçados, que caíram 22%, em volume, nos cinco primeiros meses do ano, em relação a igual período de 2019. De janeiro a maio, foram embarcados 39,5 milhões de pares ao exterior. A previsão da Abicalçados é de uma queda de até 30,6% nos embarques ao longo de 2020, o que fará o setor retornar a patamares da década de 1980.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/06/2020 0 Comentários 506 Visualizações
Business

Exportações de calçados recuaram 66% em maio

Por Gabrielle Pacheco 09/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus seguem impactando os resultados das exportações brasileiras de calçados. Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em maio, foram embarcados 2,7 milhões de pares, que geraram US$ 23,9 milhões, quedas tanto em volume (-64,7%) quanto em receita (-66%) em relação ao mês correspondente de 2019. Com o resultado, no acumulado dos cinco primeiros meses de 2020, as exportações somaram 39,53 milhões de pares e US$ 294,9 milhões, quedas de 22,1% e 28,7%, respectivamente, ante igual período do ano passado.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o resultado já era esperado pelo setor, que percebe seus pedidos minguando desde o início do ano. “Em 2020, não tivemos nenhum resultado positivo na relação com 2019, mas as quedas foram acentuando com o passar dos meses. As exportações devem estabilizar, ou demonstrar quedas menores, somente no último trimestre do ano. Devemos fechar 2020 com um revés na casa de 30% nos embarques”, projeta o dirigente, ressaltando que a exportação nacional do setor deve retornar a patamares da década de 1980. Segundo ele, além da retração da demanda internacional, serviços logísticos prejudicados e a concorrência cada vez mais feroz dos produtores asiáticos, que reativaram suas economias muito antes do Brasil, explicam o quadro de queda nos embarques brasileiros.

Nos cinco primeiros meses, o principal destino do calçado brasileiro no exterior foi os Estados Unidos, para onde foram enviados 3,8 milhões de pares, que geraram US$ 57,7 milhões, quedas de 32,3% e de 32,1%, respectivamente, ante o mesmo ínterim do ano passado. O segundo destino foi a Argentina, que importou 2,88 milhões de pares verde-amarelos por US$ 29,47 milhões, quedas de 3,8% em volume e de 21,7% em receita no comparativo com o mesmo período de 2019. Completando os três principais destinos, a França importou 2,68 milhões de pares brasileiros, pelos quais foram pagos US$ 19,52 milhões, quedas de 17,8% e de 10,7%, respectivamente, ante 2019.

Estados

Maior exportador brasileiro de calçados, o Rio Grande do Sul foi responsável por 43,7% do total gerado pelas exportações nos primeiros cinco meses do ano. Mesmo assim, os gaúchos viram seus embarques despencarem em pares e valores na relação com o ano passado. No período, partiram do Rio Grande do Sul 9,25 milhões de pares, que geraram US$ 126,4 milhões, quedas de 24,5% e de 30,1%, respectivamente, no comparativo com o período correspondente de 2019.

O segundo exportador brasileiro do período foi o Ceará, de onde partiram 13,7 milhões de pares, que geraram US$ 77,87 milhões, quedas tanto em volume (-30%) quanto em receita (-32,6%) no comparativo com os cinco primeiros meses de 2019.

O terceiro exportador do período foi São Paulo, que viu suas exportações despencarem 15,3% em volume e 29,8% em receita no comparativo com 2019. Nos cinco meses, os calçadistas paulistas embarcaram 2,76 milhões de pares, que geraram US$ 30,47 milhões.

O único estado do rol de principais exportadores com resultados positivos no período foi a Paraíba. Nos cinco meses, os calçadistas paraibanos somaram a exportação de 8,33 milhões de pares, que geraram US$ 26,5 milhões, altas de 5% e 2%, respectivamente, ante mesmo período de 2019.

Importações

Nos primeiros cinco meses do ano, entraram no Brasil 11,65 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 138,32 milhões, quedas de 16% em volume e de 10,3% em receita na relação com mesmo ínterim de 2019. Segregando apenas o mês de maio, as importações caíram 47,4% em pares e 50% em receita no comparativo com mês correspondente do ano passado (1,2 milhão de pares e US$ 15 milhões).

As principais origens das importações brasileiras nos cinco primeiros meses do ano foram os países asiáticos. Vietnã (com 4,68 milhões de pares e US$ 78,78 milhões, queda de 5% em volume e incremento de 1,2% em dólares), Indonésia (1,4 milhão de pares e US$ 23 milhões, quedas de 31% e 25%, respectivamente) e China (4,58 milhões de pares e US$ 18 milhões, quedas de 17,3% e de 7,2%, respectivamente), juntos, responderam por mais de 80% das importações brasileiras de calçados.

Nos cinco primeiros meses de 2020, em partes – cabedais, saltos, solados, palmilhas etc -, as importações brasileiras somaram US$ 9,37 milhões, 29,5% menos do que no mesmo período do ano passado. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/06/2020 0 Comentários 485 Visualizações
Movimento
Business

Indústria calçadista deve recuar a patamares de 16 anos atrás, aponta relatório da Abicalçados

Por Gabrielle Pacheco 08/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) lançou, no início de junho, o já tradicional Relatório Setorial da Indústria de Calçado do Brasil. Com dados completos e detalhados do setor calçadista nacional e internacional, a publicação é desenvolvida pela entidade desde 2016.

A coordenadora da unidade de Inteligência de Mercado da Abicalçados, Priscila Linck, explica que a publicação tem o objetivo de auxiliar o setor na tomada de decisões, pois além de um compilado de dados nacionais e internacionais acerca da atividade, traz projeções e análises para curto e médio prazos. “O ano de 2020 está sendo atípico para o setor calçadista. Com a pandemia do novo coronavírus, saímos de uma projeção de crescimento, no início do ano, para uma de queda brusca, de até 30% na produção de calçados. Voltaremos aos patamares de 16 anos atrás”, explica.

Além das projeções para 2020, que apontam para queda no consumo doméstico de calçados na faixa de 29% e de até 30% nas exportações, o Relatório traz dados de 2019 e comparativos com os anos anteriores. Confirmando o Brasil como 4º maior produtor mundial do setor, com 908 milhões de pares de calçados produzidos em 2019 (incremento de 0,4% ante 2018), o Relatório aponta um perda no mercado internacional, especialmente frente aos concorrentes asiáticos. Em 2019, foram embarcados ao exterior 115 milhões de pares, que geraram US$ 972 milhões, incremento de 1,5% em pares e queda de 0,4% em dólares na relação com 2018. “A estabilidade ante 2018 só ocorreu em função do incremento dos embarques para os Estados Unidos (11% em pares), externalidade positiva da Guerra Comercial instalada entre aquele país e a China e que fez com que os importadores norte-americanos buscassem fornecedores alternativos ao país asiático como forma de fugir das altas tarifas. Ainda assim, a participação brasileira no mercado é baixa, inferior a 1% do total importado pelos Estados Unidos”, explica Priscila, ressaltando que o Brasil perdeu mercados importantes, especialmente na América do Sul, ao longo do ano passado. Já com a queda nas exportações projetada para 2020, o Brasil deve voltar aos patamares do início da década de 1980, com cerca de 80 milhões de pares exportados.

O ano de 2019 também marcou uma redução no nível de emprego. Conforme dados do Relatório, elaborados pela Abicalçados, ao longo do de 2019 foram perdidos 3,7 mil postos, fechando o ano passado com 269,4 mil postos de trabalho diretos na atividade. “Para 2020, em função da queda expressiva na produção, o setor deve ter outro revés importante, perdendo até 57 mil postos e fechando o ano com pouco mais de 210 mil postos”, projeta Priscila.

Metodologia

O Relatório Setorial da Indústria de Calçado do Brasil possui periodicidade anual, sendo que os dados apresentados foram coletados de fontes oficiais ou estimados com base nelas, em cruzamento com informações obtidas por meio da “Pesquisa de Produção – Abicalçados”, realizada com uma amostragem de empresas que respondem por 70% da produção total do setor.

Além dos dados detalhados em mais de 50 páginas, o Relatório traz uma lista de oportunidades de mercado, índices de competitividade dos principais concorrentes do Brasil no mercado internacional e uma análise do doutor em Economia Marcos Lélis, especialista na cadeia coureiro-calçadista.

Alguns dados apresentados

Produção de calçados no Brasil: 908 milhões de pares (+0,4% ante 2018)

Consumo aparente (doméstico): 821 milhões de pares (+0,4% ante 2018)

Exportações: 115 milhões de pares (+1,5% ante 2018)

Empregos diretos: 269,4 mil postos (-1,3% ante 2018)

Empresas no setor (2018): 6,1 mil (-7,2% ante 2017)

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/06/2020 0 Comentários 651 Visualizações
Movimento
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Indústria calçadista atinge a marca de 35 mil demissões durante a pandemia

Por Gabrielle Pacheco 04/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

A indústria calçadista brasileira, desde o agravamento da pandemia do novo coronavírus, já perdeu mais de 35 mil postos de trabalho, o que corresponde a 13% da força de trabalho do setor (de 269 mil postos registrados em dezembro de 2019). A triste estatística está no levantamento realizado semanalmente pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) com empresas e sindicatos industriais dos principais polos calçadistas do País. Das demissões, a maior parte ocorreu em São Paulo (10.637), Rio Grande do Sul (10.293), Minas Gerais (5.177), Bahia (4.806) e Ceará (1.623).

Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, pesa para o dado negativo a queda na produção de calçados, que, conforme o IBGE, foi de 74,5% em abril no comparativo com igual mês do ano passado. No quadrimestre, a produção já acumulou uma queda de 27,6%. “Não temos demanda, não temos novos pedidos. Agora, com o varejo reabrindo, mesmo que com restrições, em alguns centros, temos expectativa de que a roda comece a girar novamente. De toda forma, não será uma recuperação imediata, pois muitos lojistas estão com estoques”, comenta o executivo, ressaltando que mais de 85% da produção total de calçados fica no mercado doméstico. “Ano passado, a produção chegou a 908 milhões de pares. Em 2020, essa produção deve despencar 30%, com reflexo direto no emprego”, lamenta Ferreira. A Abicalçados estima que, em 2020, o setor possa perder até 57 mil postos de trabalho.

Exportações

O consumo doméstico não é o único propulsor do grave quadro de demissões do setor calçadista. Conforme dados elaborados pela Abicalçados, em abril 4,84 milhões de pares de calçados foram exportados, 40% menos do que no mesmo mês do ano passado. No quadrimestre, as exportações somaram uma queda de 14,4% ante período correspondente de 2019, chegando a 36,87 milhões de pares. “O mundo ainda está muito fechado, serviços logísticos estão prejudicados. O mercado externo vai levar um tempo para estabilizar novamente. Para 2020, acreditamos em uma queda de até 30,6% no volume de pares embarcadas ao exterior”, avalia Ferreira.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/06/2020 0 Comentários 551 Visualizações
Movimento
Business

Calçadistas comemoram desoneração através da MP 936

Por Gabrielle Pacheco 29/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Criada para dirimir os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia, especialmente no tange à preservação de empregos, a Medida Provisória 936 foi aprovada na última quinta-feira, 28, na Câmara dos Deputados. Agora, a MP, na qual foi incluída a prorrogação até dezembro de 2021 da desoneração da folha de pagamentos para 17 setores econômicos, entre eles o coureiro-calçadista, e a possibilidade de o Poder Executivo prorrogar o prazo máximo de redução da jornada ou suspensão do contrato de trabalho, segue para votação no Senado. Sendo aprovada no Senado, sem alterações, segue para sanção ou veto presidencial.

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, destaca que a aprovação da medida na Câmara é uma vitória para o setor, mas que existe um longo trâmite pela frente. Além de seguir contando com a possibilidade de redução de jornada e de salário, e a suspensão de contratos trabalhistas por até 60 dias, com a prorrogação da medida os calçadistas poderão seguir contribuindo com 1,5% sobre a receita bruta – excluindo exportações – ao invés de 20% sobre a folha de pagamentos. “A MP 936 original, por si só, está sendo fundamental para o setor calçadista neste momento de crise. Com a inclusão da prorrogação da desoneração da folha até dezembro de 2021, ficamos ainda mais aliviados. Não é o momento de voltar atrás, muito menos onerar novamente o setor neste momento de grave crise econômica”, diz.

Empregos

Segundo Ferreira, o número de demissões do setor, que já ultrapassa 34 mil postos desde o início do agravamento da pandemia, seria muito maior se não fosse a medida provisória, que foi utilizada por quase 70% das empresas calçadistas como forma de manutenção de empregos. “A medida, certamente, tem ajudado o empresário a segurar postos, embora o que mais conte para a nossa retomada, hoje, seja o retorno do varejo à plena atividade. Sem retomada da atividade econômica, infelizmente, tudo é paliativo, o que não tira a importância dessas medidas emergenciais para a preservação das empresas e dos postos por elas criados”, avalia Ferreira, acrescentando que o setor tem trabalhado com pouco mais de 30% da capacidade instalada. A previsão, segundo a Abicalçados, é de que a produção de calçados recue até 30% em 2020, voltando aos patamares de 16 anos atrás.

A Abicalçados segue trabalhando em prol do setor calçadista brasileiro, reunindo informações junto às empresas, que servem de insumo para a realização de pleitos junto ao Governo Federal. “Foi assim com a articulação da votação da MP 936. Estamos em constante comunicação com nossa base de apoio parlamentar e também com o Poder Executivo”, conclui o executivo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/05/2020 0 Comentários 525 Visualizações
Business

Setor calçadista perdeu 1,3 mil postos de trabalho em uma semana

Por Gabrielle Pacheco 27/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Desde o agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) vem atualizando os dados do impacto da crise na atividade. O mais recente levantamento, finalizado na última terça-feira, 26, aponta para 1,3 mil postos perdidos em apenas uma semana. Com o número, desde meados de março, as indústrias de calçados brasileiras já perderam 34,1 mil postos, 12,6% da força de trabalho total do segmento – de 269 mil postos diretos registrados em dezembro de 2019.

Conforme levantamento da entidade, realizado junto aos sindicatos setoriais brasileiros e empresas dos principais polos calçadistas, os estados que mais perderam postos durante a pandemia do novo coronavírus foram São Paulo (10,5 mil postos perdidos), Rio Grande do Sul (9,4 mil postos perdidos), Minas Gerais (5,2 mil postos perdidos), Bahia (4,8 mil postos perdidos) e Ceará (1,6 mil postos perdidos). Na semana que passou, os estados que mais perderam postos foram Rio Grande do Sul (468 postos) e São Paulo (382 postos).

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, lamenta os números, destacando que a realidade do setor aponta para uma queda brusca nos pedidos. “O varejo físico segue fechado ou com restrições em boa parte do País. Somente São Paulo, um dos estados com mais restrição às atividades do comércio, consome mais de 40% dos calçados produzidos. O mercado interno brasileiro, que absorve mais de 85% da nossa produção, simplesmente parou de consumir. Sem novos pedidos, não temos como manter empregos. Hoje, o setor está utilizando pouco mais de 30% da capacidade instalada”, comenta Ferreira, acrescentando que a produção de calçados deve despencar até 30% em 2020, caindo aos patamares de meados dos anos 2000.

Além da queda no mercado doméstico, soma gravidade ao quadro, o impacto das exportações de calçados, que caíram 40% em abril, com 4,84 milhões de pares embarcados ao exterior.  No ano, segundo a Abicalçados, os embarques devem cair até 30,6%, fechando com o pior resultado desde 1983. “Além de não existir demanda internacional, muitos países ainda sofrem os problemas da pandemia, com fronteiras fechadas e serviços logísticos prejudicados”, avalia Ferreira.

Pleitos

Segundo Ferreira, a entidade vem trabalhando com pleitos junto ao Governo Federal, como a flexibilização da MP 936 e a facilitação no acesso a linhas de crédito para capital de giro e pagamento da folha de salários. “O objetivo é manter o máximo de empregos, mas todas as medidas serão paliativas se não houver a retomada do consumo”, conclui o executivo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2020 0 Comentários 550 Visualizações
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