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Saúde

Sociedade de Dermatologia alerta para aumento de casos de micose no verão

Por Jonathan da Silva 06/02/2025
Por Jonathan da Silva

O aumento da temperatura e da umidade durante o verão favorece a proliferação de fungos, elevando os casos de micoses, infecções de pele comuns nessa época do ano, conforme a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS). De acordo com a entidade, a prevenção inclui cuidados como manter a pele seca e evitar roupas ou calçados molhados por longos períodos.

O dermatologista da SBD-RS, André Costa Beber, explica que ambientes quentes e úmidos são ideais para o crescimento de fungos.“Por isso, é fundamental evitar permanecer com roupas ou calçados molhados por longos períodos e usar calçados arejados, além de manter a pele seca”, afirma o especialista.

O uso contínuo de bonés, prender o cabelo ainda úmido e dormir com os fios molhados também podem favorecer o desenvolvimento de infecções. Além disso, a produção excessiva de suor pode facilitar o surgimento de micoses, especialmente em locais de trabalho onde há exposição prolongada ao calor.

Sinais de alerta e complicações

Os primeiros sinais de micose incluem manchas vermelhas, acastanhadas ou brancas na pele, que geralmente aparecem no peito, costas ou virilhas. Quando acompanhadas de prurido leve, é recomendável procurar um médico. Nas virilhas e nos pés, as infecções podem se manifestar como assaduras ou bolhas com coceira intensa, levando à descamação.

Se não tratadas, as micoses podem gerar fissuras e rachaduras, o que facilita o surgimento de infecções bacterianas secundárias, como a erisipela, especialmente em pessoas com diabetes, obesidade ou imunodeficiências”, alerta o dermatologista André Costa Beber.

Quando procurar ajuda médica

Em caso de suspeita de micose, é necessário buscar orientação de um dermatologista para diagnóstico e tratamento adequados. Profissionais habilitados podem ser encontrados no site da SBD-RS, em sbdrs.org.br.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/02/2025 1 Comentário 486 Visualizações
Saúde

Especialistas alertam para riscos de câncer de pele para agricultores no verão

Por Jonathan da Silva 05/02/2025
Por Jonathan da Silva

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alerta que agricultores no Rio Grande do Sul estão mais expostos ao risco de câncer de pele devido à intensa radiação solar durante o trabalho, especialmente no período de verão. Trabalhadores de regiões como a campanha gaúcha, dedicada à produção de soja e pecuária, e o noroeste do estado, onde se concentram cultivos de milho e trigo, passam longas horas sob o sol, o que aumenta a probabilidade de desenvolver a doença.

A exposição excessiva aos raios ultravioletas (UV) e as queimaduras solares podem levar ao desenvolvimento de carcinomas basocelulares e espinocelulares, além do melanoma, um tipo mais agressivo de câncer de pele. O presidente da SBD-RS, Juliano Peruzzo, destaca a importância do diagnóstico precoce. “O câncer da pele é o tipo mais comum no Brasil. A detecção precoce é essencial para o sucesso do tratamento. Alterações como manchas, feridas que não cicatrizam ou pintas que mudam de cor e tamanho devem ser avaliadas por um dermatologista o quanto antes”, afirma Peruzzo.

Medidas de prevenção

A SBD-RS recomenda o uso de chapéus de abas largas, roupas com proteção UV, óculos escuros e protetor solar com fator de proteção 30 ou superior, reaplicado a cada duas horas. Além disso, evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h e fazer pausas em locais sombreados são estratégias para reduzir os riscos. Consultas regulares com dermatologistas também são fundamentais para identificar possíveis alterações na pele.

Profissionais habilitados para o atendimento podem ser encontrados no site da SBD-RS, em sbdrs.org.br.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/02/2025 1 Comentário 641 Visualizações
Saúde

Especialistas alertam sobre os riscos do uso indiscriminado de testosterona

Por Jonathan da Silva 16/01/2025
Por Jonathan da Silva

O uso inadequado de testosterona, especialmente em tratamentos estéticos e sem orientação médica, tem gerado preocupação entre profissionais de saúde, que destacam os graves riscos à saúde, principalmente em mulheres. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) orienta que a testosterona só deve ser utilizada em casos de déficit hormonal diagnosticado e com acompanhamento médico.

De acordo com o endocrinologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Dr. Fernando Gerchmann, o uso de testosterona para fins estéticos, como melhorar a aparência física ou desempenho, é contraindicado devido aos riscos de efeitos colaterais irreversíveis. “É fundamental que o diagnóstico de deficiência seja baseado em sintomas claros e exames laboratoriais repetidos. No caso das mulheres, a única indicação válida é para tratar o transtorno de desejo sexual hipoativo na pós-menopausa. Não existe nível baixo de testosterona na mulher”, explicou o especialista.

Dr. Gerchmann alertou que muitas mulheres são convencidas a usar testosterona para tratar sintomas como cansaço, insônia e ganho de peso, que frequentemente têm outras causas, como estresse ou déficit de sono. O endocrinologista também destacou que o uso inadequado pode resultar em efeitos colaterais graves, como alterações de voz, aumento de pelos corporais, acne e alopecia.

Riscos do “chip da beleza”

O especialista também chamou atenção para o “chip da beleza”, um produto manipulado sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Esse método não possui controle de qualidade e pode levar a efeitos adversos sérios, incluindo alterações de humor, engrossamento da voz e diminuição das mamas”, afirmou Dr. Gerchmann, que ainda alertou que a testosterona pode interferir no tratamento de doenças como o câncer de mama.

Indicações médicas e tratamentos adequados

Em mulheres, a testosterona só é indicada após outras abordagens, como mudanças no estilo de vida ou o uso de antidepressivos, e apenas para tratar transtorno de desejo sexual hipoativo na menopausa. “Esse tratamento deve ser realizado com muito critério e rigor médico”, reforçou o especialista.

Para casos de suspeita de deficiência hormonal ou problemas dermatológicos relacionados ao uso inadequado de testosterona, é recomendável buscar orientação de especialistas como endocrinologistas, ginecologistas ou dermatologistas. Detalhes sobre profissionais capacitados estão disponíveis no site da SBD-RS, em sbdrs.org.br.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/01/2025 1 Comentário 489 Visualizações
Saúde

Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para riscos e banalização do Peeling de Fenol

Por Jonathan da Silva 12/06/2024
Por Jonathan da Silva

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Seção Rio Grande do Sul (SBD), lançou um alerta sobre os riscos associados aos procedimentos estéticos invasivos realizados, como o peeling de fenol, por indivíduos não habilitados. De acordo com a entidade, a necessidade de regulamentação e fiscalização rigorosa do uso de técnicas e substâncias de alto risco por pessoas sem formação médica é urgente. Recentemente, um caso envolvendo o uso inadequado de fenol resultou na morte de um jovem de 27 anos em São Paulo. O procedimento foi realizado por uma pessoa leiga, o que mostra os perigos das práticas estéticas realizadas por não-médicos conforme o SBD.

O fenol, dependendo de sua concentração e uso, pode ser extremamente tóxico e causar morte. Por isso, substâncias como o fenol, preenchedores e outras tecnologias de risco devem ser manipuladas exclusivamente por médicos ou profissionais devidamente capacitados e regulamentados. A prática desses procedimentos por pessoas não médicas representa um risco inaceitável para a saúde pública.

A SBD-RS reforça a necessidade de responsabilização das pessoas envolvidas em tais práticas, bem como dos conselhos de classe que permitem a realização desses procedimentos. A entidade apoia as ações jurídicas do Cremesp para impedir que instituições não representativas da cosmiatria médica continuem a realizar procedimentos de alto risco para a população.

O Peeling de Fenol

O procedimento é indicado para tratar casos de envelhecimento facial severo, caracterizados por rugas profundas e textura da pele consideravelmente comprometida. Utiliza ácido para promover a desnaturação ou quebra de proteínas presentes na pele, resultando em descamação e estimulando a renovação celular e a produção de colágeno.

Em nota técnica divulgada pela SBD, a entidade alerta para os riscos de complicações causados pelo peeling de fenol. É o caso de dor intensa, cicatrizes, alterações na coloração da pele, infecções e até mesmo problemas cardíacos. Segundo a sociedade, esses riscos existem “independentemente da concentração, do método de aplicação e da profundidade atingida na pele”.

A nota reforça que quando o procedimento é feito com precauções rigorosas e pelos profissionais habilitados, os resultados obtidos são muito bons. “Incomparáveis” a outros métodos esfoliativos, proporcionando uma renovação intensa da pele, estimulando a produção de colágeno e reduzindo significativamente rugas e manchas. Orientamos que sempre procure um profissional médico habilitado na realização deste procedimento, sendo necessário exames e acompanhamento rigoroso”, destaca a Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/06/2024 1 Comentário 617 Visualizações
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