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Produção de tabaco

Business

SindiTabaco: Classificação nas propriedades coloca Sistema Integrado em risco

Por Marina Klein Telles 23/04/2025
Por Marina Klein Telles

A cultura do tabaco na Região Sul do País é mola propulsora da economia de 509 municípios. São 626 mil pessoas envolvidas com a atividade que gerou na última safra 11,8 bilhões de receita aos produtores integrados. O tabaco produzido tem como destino principal a exportação: em 2024, o produto gerou US$ 2,89 bilhões em divisas e R$ 16,8 bilhões em impostos.

Os projetos de lei 119/2023 e 110/2025, no Paraná, e 010/2023 e 0273/2024, em Santa Catarina, que dispõem sobre a classificação do tabaco nas propriedades, ameaçam a parceria estabelecida entre produtores e empresas, conhecida como Sistema Integrado de Produção de Tabaco e que tem sido exemplo para vários segmentos do agronegócio brasileiro. No Rio Grande do Sul os projetos aprovados geram, ainda, problemas quanto a sua operacionalidade prática, como a dispersão geográfica da produção e a insuficiência de fiscais classificadores dos órgãos estaduais.

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), entidade que representa as indústrias tem, desde o início da discussão, exposto a preocupação com as consequências práticas destas medidas para toda a cadeia produtiva. Entre eles está o aumento significativo de custos; a seletividade de produtores para reorganização das áreas de produção, com prejuízos aos municípios geograficamente mais distantes; prejuízos aos estados com o fechamento de filiais de compra, acarretando em perda de empregos e impostos; aumento de custos aos estados com a contratação de centenas de fiscais classificadores de tabaco pelos órgãos estaduais (Emater/RS, Cidasc/SC e IDR/PR); aumento do custo aos produtores com a necessidade de adequação das instalações na propriedade para efetuar uma avaliação justa da qualidade do produto; bem como a perda de competitividade no mercado internacional devido ao aumento de custo e transferência da produção para outros países, com consequente redução de divisas, empregos, renda aos produtores, impostos aos municípios, Estados e União.

Para o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, preocupa a possível ruptura do Sistema Integrado de Produção, que traz garantias para todos os elos da cadeia produtiva, e o aumento de empresas que não cumprem as regras estabelecidas pela Lei da Integração (13.288/2016). “É preciso refletirmos: por que uma empresa integradora firmaria contrato com o produtor, prestaria assistência técnica gratuita, financiaria e avalizaria os financiamentos dos insumos e investimentos sem garantias de receber a safra contratada? Entendemos que aperfeiçoamentos no modelo de classificação e compra do tabaco devem ser discutidos de forma técnica entre as partes, no âmbito do Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro), seguindo os parâmetros definidos pela Lei de Integração. Tornar o tema objeto de discussão política tende a levar a resultados que não espelham as especificidades do mercado, mas que são conduzidos meramente pelo apelo popular”, avalia Thesing.

Ainda de acordo com ele, o novo projeto traria riscos à qualidade e, consequentemente, à competividade do produto brasileiro junto ao mercado internacional, tendo em vista que classificar na propriedade não permite as mesmas condições que hoje existem nas empresas, com iluminação adequada para a classificação e balanças aferidas pelo Inmetro.

Vantagens do Sistema Integrado de Produção de Tabaco

  • Planejamento das safras de acordo com o mercado global;
  • Garantia de qualidade e integridade do produto;
  • Assistência técnica gratuita aos produtores;
  • Financiamento da safra com aval das empresas;
  • Transporte da produção custeado pelas empresas;
  • Garantia de comercialização da safra contratada.

Diálogo necessário

Representantes do SindiTabaco e das empresas integradoras têm se colocado à disposição das representações dos produtores, legisladores e autoridades para dialogar de forma técnica e transparente sobre os impactos das medidas na cadeia de produção e enfatizar a importância do setor do tabaco para o Brasil. “Mantemo-nos abertos ao diálogo, pois entendemos a importância de todos os elos da cadeia produtiva atuarem de forma sinérgica, dentro dos limites da legislação. É preciso cautela para que não prejudiquemos um setor que gera empregos, renda e tributos”, comenta Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/04/2025 0 Comentários 461 Visualizações
Business

Safra de tabaco 2022/2023 fecha em 605.703 toneladas

Por Marcel Vogt 23/08/2023
Por Marcel Vogt

A produção sul-brasileira de tabaco da safra 2022/2023 chegou a 605.703 toneladas. Os números foram finalizados esta semana pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e são obtidos por meio de pesquisas realizadas durante a safra junto aos produtores de tabaco. A variedade Virgínia chegou a 551.586 toneladas; o Burley, 46.469; e o Galpão Comum, 7.649 toneladas.

O presidente da Afubra, Marcilio Laurindo Drescher, lembra que, em novembro de 2022, a entidade divulgou uma estimativa inicial de que a safra sul-brasileira poderia atingir 604.732 toneladas. “Quando divulgamos essa estimativa inicial, o cálculo é realizado usando o número de pés inscritos no Sistema Mutualista, por tipo de tabaco, somando-se o número de pés dos produtores que não estão inscritos no Sistema, mais um percentual de produtores que plantaram a mais ou a menos que o inscrito. Estes três fatores nos dão certeza sobre a área plantada. Volume de produção e produtividade, como os produtores rurais sabem, dependem do clima e tratos culturais utilizados. E isso ficou bem demonstrado nessa safra, onde houve períodos que se acreditava numa quebra de safra e, se ocorreu foi bem pontualmente, em regiões específicas, pois, na grande maioria das regiões produtoras ocorreu uma boa produtividade e a estimativa de produção se confirmou, inclusive com um pequeno acréscimo”, enfatiza Drescher.

Drescher faz uma análise comparativa entre as safras 2021/2022 e 2022/2023. “Levando em consideração o Sul do Brasil, em termos de área, houve um aumento de 6,1%, ou seja, 246.590 há na 2021/2022 para 261.740 ha. A produção aumentou de 560.181 toneladas para 605.703 toneladas, um aumento de 8,1%. Numa análise por estado na produção sul-brasileira, do Rio Grande do Sul foi de 256.947 toneladas, com uma participação de 42,4%; os fumicultores catarinenses produziram 192.235 toneladas, com participação de 31,7%; e no Paraná, 156.522 toneladas, com uma participação de 25,8%. Na produtividade nesta safra, comparada com a safra passada, houve um aumento de 0,7% no Rio Grande do Sul; Santa Catarina teve aumento de 1,5% e no Paraná, de 3,7%.” salienta

O preço médio praticado na safra 2021/2022, sul-brasileiro, foi de R$ 17,02 e na 2022/2023 R$ 18,12, uma variação de 6,5%. O preço médio praticado por estado, temos, no Rio Grande do Sul, R$ 18,03; em Santa Catarina R$ 18,45; e no Paraná R$ 17,88. “Novamente, nessa safra, tivemos uma melhora no preço praticado, a partir de maio, apesar do volume de tabaco disponível. Um dos fatores é que houve uma queda na produção na Índia, o que fez com que o mercado internacional se voltasse para o Brasil”, explica Drescher, ressaltando que isso não pode ser considerado motivo para um aumento no plantio. “Temos que levar em consideração que, se não houver quebra de safra em outros países produtores, nosso produto pode não ser valorizado”.

Já a receita bruta do tabaco, valor recebido pelos produtores, no Sul do Brasil, em 2021/2022 foi de R$ 9.536.432.060,00.  E em 2022/2023, R$ 10.977.929.575,49. “Tivemos, portanto, um aumento de 15,1% na receita bruta. Neste total, em 2022/2023, o Rio Grande do Sul participou com R$ 4.632.146.279,32, o que representa 42,2% do Sul do Brasil. Santa Catarina obteve uma receita bruta de R$ 3.546.840.971,69, representando 32,3%. No Paraná, a receita bruta chegou a R$ 2.798.942.324,48, representando 25,5%”.

Safra 2023/2024

A estimativa de produção para a safra 2023/2024 será finalizada no fim do mês de outubro. A projeção de área sul-brasileira a ser plantada, indica para um leve aumento. “Em nossas visitas à associados temos recebido informações de aumento de área e de pés de tabaco. Isso é temeroso, pois pode haver um aumento muito grande na produção brasileira, o que pode implicar numa menor lucratividade para o produtor. Menos é mais; é importante adequarmos a produção à demanda”, finaliza o presidente da Afubra.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/08/2023 0 Comentários 546 Visualizações
Business

Amprotabaco apresenta nova diretoria do biênio

Por Marina Klein Telles 21/03/2023
Por Marina Klein Telles

A cada dois anos, os prefeitos membros da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) se reúnem para assembleia de eleição e posse da diretoria e do conselho fiscal da entidade. Na segunda-feira, 20 de março, o grupo definiu, em reunião híbrida realizada em Santa Cruz do Sul, a nova diretoria para a gestão 2023-2024.

Fundada em 8 de novembro de 2013, a entidade passou a representar e defender os municípios produtores de tabaco em diversos fóruns. Guido Hoff, nomeado secretário executivo da entidade, anunciou a nova diretoria aprovada por unanimidade pelos membros participantes e que será novamente liderada por Marcus Vinicius Pegoraro, prefeito de Canguçu (RS).

Pegoraro falou sobre a oportunidade de representar a entidade por mais dois anos e elencou alguns dos desafios da próxima gestão. “Em um cenário de antagonismo diante da proximidade de mais uma Conferência das Partes (COP 10), da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), precisamos que os prefeitos sejam protagonistas na defesa da cadeia produtiva, enfatizando a importância econômica e social do produto para nossas comunidades”, ressaltou o diretor.

O prefeito de Canguçu, ainda relembrou que em 1997, antes de a cidade se tornar referência na produção de tabaco, a arrecadação era de apenas R$ 6 milhões. “Hoje, já ultrapassa os 220 milhões e vemos que é o pequeno produtor de tabaco que fortalece o comércio e investe em construção civil, ou seja, gera retornos para além do meio rural. Defender essa receita é nosso dever e a Amprotabaco tem esse papel”, comentou o presidente da AmproTabaco reeleito.

O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, saudou os prefeitos e reforçou a importância da Associação, especialmente em ano de COP, momento em que a cadeia produtiva costuma ser fortemente atacada. “O trabalho da Amprotabaco será extremamente importante neste período que promete ser de muitos ataques ao setor.. A continuidade deste trabalho que é feito por prefeitos, de forma apolítica e visando exclusivamente a defesa de toda a cadeia produtiva, será de grande valia”, disse Schünke cumprimentando a nova diretoria.

Benício Werner, presidente da Afubra, também se manifestou, ressaltando a importância da Amprotabaco no enfrentamento do movimento anti tabaco. “Quando a Amprotabaco foi idealizada, ficamos muito satisfeitos porque ganhamos mais um aliado, com força política, na defesa da cadeia produtiva. As campanhas antitabagistas nos atingem diretamente e precisamos de outros interlocutores em Brasília que façam essa defesa de forma veemente, em favor dos produtores e dos trabalhadores nas indústrias”, ressaltou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/03/2023 0 Comentários 596 Visualizações
Business

Safra de tabaco 2021/2022 fecha em 560.181 toneladas

Por Amanda Krohn 06/09/2022
Por Amanda Krohn

A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) divulgou ontem (5/9) os números finais da safra de tabaco 2021/2022. Foram produzidas 560.181 toneladas pelos fumicultores sul-brasileiros, divididas em 512.594 toneladas na variedade Virgínia, 41.793 no Burley e 5.794 toneladas no Galpão Comum. Os resultados são obtidos por meio de pesquisas realizadas junto aos produtores de tabaco, pelo Departamento de Pesquisa e Estatística da entidade.

O presidente da Afubra, Benício Albano Werner, faz uma análise comparativa entre as safras 2020/2021 e 2021/2022. “Levando em consideração o Sul do Brasil, em termos de área, houve uma redução de 9,8%, ou seja, 273.317 ha na 2020/2021 para 246.590 ha. Já a produção caiu de 628.489 toneladas para 560.181 toneladas, uma redução de 10,9%%. Numa análise por estado na produção sul-brasileira, do Rio Grande do Sul foi de 247.334 toneladas, com uma participação de 44,2%; os fumicultores catarinenses produziram 171.805 toneladas, com participação de 30,7%; e no Paraná, 141.042 toneladas, com uma participação de 25,1%. Na produtividade nesta safra, comparada com a safra passada, houve uma redução de 5,8% no Rio Grande do Sul; Santa Catarina teve aumento de 4,1% e no Paraná, de 1,3%.”

Comparativo produção sul-brasileira por Estado

Comparativo área sul-brasileira por Estado

O preço médio praticado na safra 2020/2021, sul-brasileiro, foi de R$ 10,54 e na 2021/2022 R$ 17,02, uma variação de 61,5%. O preço médio praticado por estado, temos, no Rio Grande do Sul, R$ 17,26; em Santa Catarina R$ 17,19; e no Paraná R$ 16,41. Analisando o histórico da comercialização, Werner lembra que, desde a safra 2010/2011, não se teve uma variação de preços praticados nos valores e percentuais como da safra 2020/2021 para 2021/2022. “Analisando o tipo Virgínia, tivemos em março um preço médio de R$ 18,43, e a comercialização dos últimos lotes, no mês de julho, foi de R$ 14,12. Olhando o pico mais alto para o de final de safra, houve uma queda de 23,4%. O Burley, que em março teve seu pico mais alto em R$ 16,38 e na finalização da safra, em maio, R$ 15,04, com uma variação de 8,2%. Os preços mais altos praticados no Virgínia nos meses de março, abril e maio ocorreram pela preocupação com o volume de safra e com a necessidade, por parte das empresas, de atender o seu volume de exportação.

Comparativo produtividade sul-brasileira por Estado

Comparativo preço sul-brasileiro por Estado

Já a receita bruta do tabaco, valor recebido pelos produtores, no Sul do Brasil, em 2020/2021 foi de R$ 6.623.443.364,00 e em 21/22, R$ 9.536.432.060,00. “Tivemos, portanto, um aumento de 44% na receita bruta. Importante esclarecer que, em termos de valores brutos finais, o percentual de aumento é menor com relação ao percentual dos preços por quilo praticados, pois a produção sul-brasileira foi de 10,9% a menos, comparativamente. Neste total, em 2021/2022, o Rio Grande do Sul participou com R$ 4.268.370.020,00, o que representa 44,8% do Sul do Brasil. Santa Catarina obteve uma receita bruta de R$ 2.954.039.330,00, representando 31%. No Paraná, a receita bruta chegou a R$ 2.314.022.710,00, representando 24,3%”, finaliza Werner.  A estimativa de produção para a safra 2022/2023 será finalizada no fim do mês de outubro. A projeção de área sul-brasileira a ser plantada, indica para um leve aumento.

Foto: Arquivo/Afubra | Fonte: Assessoria
06/09/2022 0 Comentários 913 Visualizações

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