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Preço

Variedades

Conseleite projeta alta no preço de referência do leite em julho

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) projetou o preço de referência do leite para julho de 2026 em R$ 2,5005 por litro, o que representa uma alta de 2,98% em relação ao valor projetado para junho, de R$ 2,4281. O novo indicador foi divulgado nesta terça-feira (28), durante reunião online do colegiado. Na ocasião, também foi apresentado o valor consolidado de junho, que encerrou o mês em R$ 2,4320 por litro, aumento de 0,07% em comparação ao consolidado de maio, de R$ 2,4302.

Segundo o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, os indicadores permanecem próximos da média histórica e acompanham o comportamento observado nos principais estados produtores do país. “Temos uma estabilidade nos preços e uma sustentação dos valores pagos ao produtor neste primeiro semestre do ano”, assinala Prestes.

Durante a reunião, representantes dos produtores e da indústria também demonstraram preocupação com os impactos do elevado volume de chuvas. Conforme avaliação dos participantes, caso o cenário persista, poderá haver prejuízos ao desenvolvimento das pastagens de inverno e comprometimento das pastagens de verão, com reflexos na formação de silagem e na oferta de alimentos nas propriedades rurais.

Metodologia de cálculo

Os indicadores do Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF) com base nas informações fornecidas pelas indústrias participantes. A projeção mensal considera a movimentação dos primeiros 20 dias de cada mês, enquanto o valor consolidado é calculado após o encerramento do período.

Durante o encontro, a Câmara Técnica e Econômica (Camatec) apresentou a atualização dos parâmetros utilizados no cálculo do preço de referência do leite. As alterações passarão a ser adotadas nas planilhas de cálculo a partir da próxima rodada de aferição.

Foto: Azerbaijan Stockers/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 106 Visualizações
Variedades

Preço do litro de leite no RS é projetado a R$ 2,53 em abril

Por Jonathan da Silva 29/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) projetou em R$ 2,5333 o valor de referência do litro do leite no estado em abril. O dado foi divulgado nesta terça-feira (28), durante reunião na sede da Federação da Agricultura do RS (Farsul), reunindo representantes de produtores, indústrias e entidades do setor. A projeção representa alta de 10,47% em relação ao valor estimado para março, de R$ 2,2932, e sinaliza recuperação no mercado leiteiro gaúcho.

Além da projeção de abril, o Conseleite também consolidou o valor final de março em R$ 2,3721 por litro, um índice 11,67% superior ao resultado fechado de fevereiro, que havia sido de R$ 2,1243, o que representa, de acordo com a entidade, um cenário de recuperação.

Como foi realizada a projeção

Os indicadores divulgados pelo Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em informações repassadas pelas indústrias e considerando a movimentação registrada nos primeiros 20 dias de cada mês.

Segundo representantes do colegiado, os números apontam melhora na remuneração da cadeia produtiva após período de queda nos preços e dificuldades tanto no campo quanto na indústria.

O coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes, representante da Fetag, defendeu a metodologia utilizada pelo conselho. “Quando o mercado está em baixa, se bate na metodologia e nos cálculos. Este momento é ideal para reforçar a importância desse colegiado e sua legitimidade. Temos a prova real dessa metodologia que são os demais Conseleites do Brasil. Estamos realmente captando a tendência do mercado”, afirmou Prestes.

Mercado interno

O vice-coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, representante do Sindilat, avaliou o momento atual como positivo, mas destacou a necessidade de sustentação dos preços. “Estamos em um bom momento. Precisamos trabalhar agora para manter esses preços por mais tempo, e isso passa por garantir o escoamento do leite brasileiro para diferentes mercados. Apesar de o poder de compra do brasileiro ser baixo e do alto endividamento das famílias, o ano eleitoral deve ajudar a injeção de recursos na economia com a antecipação dos 13º salários dos aposentados e liberação de recursos do FGTS”, salientou Palharini.

O dirigente também alertou que a produção nacional tende a se recuperar nos próximos meses e sugeriu atenção das entidades quanto ao avanço das importações de leite da Argentina, diante do aumento da oferta naquele país.

Ofício ao governo federal

Durante a reunião, o Conseleite deliberou pelo envio de ofício aos ministérios da Agricultura e Pecuária, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O objetivo é alertar o governo federal sobre os impactos do excesso de importações de leite pelo Brasil.

Segundo Kaliton Prestes, a manutenção do tema junto aos ministérios é necessária para o acompanhamento permanente da situação.

Foto: Carolina Jardine/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/04/2026 0 Comentários 167 Visualizações
Política

Reajuste no preço de medicamentos entra em vigor no Brasil

Por Jonathan da Silva 01/04/2026
Por Jonathan da Silva

Entrou em vigor nesta terça-feira (31) o reajuste anual dos preços de medicamentos em todo o país, após publicação no Diário Oficial da União. A atualização foi aprovada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e estabelece um teto médio de 2,47% para 2026. A medida vale para medicamentos com preços regulados e define limites máximos de aumento conforme o nível de concorrência no mercado, com o objetivo de controlar a variação de preços no setor farmacêutico.

De acordo com a CMED, o índice máximo permitido será de 3,81% para medicamentos do Nível 1, de alta concorrência; 2,47% para o Nível 2, de concorrência intermediária; e 1,13% para o Nível 3, de baixa concorrência. Os percentuais têm como base a inflação medida pelo IPCA acumulado em 12 meses até fevereiro e funcionam como limite para os reajustes aplicados pelas farmacêuticas.

Aplicação do reajuste

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado do Rio Grande do Sul (Sinprofar RS), Leomar Rehbein, explica que o reajuste não é automaticamente aplicado no teto máximo definido pela CMED. “O reajuste dos medicamentos nem sempre ocorre com base no teto máximo definido pela CMED. Muitas farmácias optam por elevações menores de preço, a fim de conquistar e fidelizar clientes”, destaca Rehbein.

O dirigente também ressalta que a atualização dos preços não ocorre de forma imediata para todos os produtos. “Outro detalhe é que o reajuste não é automático, ou seja, não significa que todos os medicamentos estarão com preços mais elevados a partir de 1º de abril”, pontua o presidente da entidade.

Segundo Rehbein, as farmácias podem aplicar o reajuste de forma gradual ao longo do ano, desde que respeitem os limites estabelecidos pela Câmara de Regulação. O dirigente também destaca que a maior parte dos medicamentos comercializados no país possui preços regulados, embora existam exceções com valores livres.

Orientações ao consumidor

Para os consumidores, a recomendação é de atenção na hora da compra. O presidente do Sinprofar RS orienta a pesquisa de preços e o uso de benefícios oferecidos pelas farmácias. “Vale lembrar que a grande maioria das farmácias possui ainda programas de fidelidades com benefícios importantes para os consumidores, o que ameniza o reflexo do reajuste”, pontua Rehbein.

Setor farmacêutico

O dirigente também avalia o impacto do modelo de regulação de preços sobre o setor e defende a revisão das regras atuais. “O modelo atual traz dificuldades para que os estabelecimentos farmacêuticos possam equilibrar suas contas, uma vez que na série histórica o reajuste acumulado de preços de medicamentos está abaixo do IPCA. Sabemos do impacto de reajustes de preços no orçamento das famílias, mas para o setor farmacêutico quanto menor for o valor do medicamento, maiores são os desafios e obstáculos para manter o equilíbrio financeiro . E, em 2026, o reajuste médio no preço dos medicamentos é o menor em quase 20 anos. E abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, que foi 3,81%”, conclui o presidente do Sinprofar RS.

Foto: Aleksandar Little Wolf/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
01/04/2026 0 Comentários 215 Visualizações
Cidades

Procon de Santa Cruz do Sul notifica postos de combustível por aumento de preços

Por Jonathan da Silva 18/03/2026
Por Jonathan da Silva

O Procon de Santa Cruz do Sul notificou todos os postos de combustíveis do município para que apresentem esclarecimentos formais sobre os recentes aumentos nos preços ao consumidor. As notificações foram encaminhadas na sexta-feira (13) e concedem prazo de três dias úteis para envio das informações. A medida integra uma ação de fiscalização que busca verificar a formação de preços no mercado local e prevenir possíveis práticas abusivas.

Os estabelecimentos devem apresentar documentos que justifiquem eventuais reajustes, incluindo notas fiscais de aquisição de combustíveis, relatórios ou cupons fiscais de venda, cópia do Livro de Movimentação de Combustíveis (LMC), informações sobre o estoque atual e a data do último reajuste. Também foi solicitado que informem o valor dos combustíveis antes e depois do aumento, a margem de comercialização, a distribuidora fornecedora e o preço pago por litro na última compra.

Segundo o coordenador do Procon, Marcelo Estula, a ação tem caráter fiscalizatório. “A legislação brasileira não estabelece controle ou tabelamento de preços, porém o Código de Defesa do Consumidor veda a elevação de preços sem justa causa”, afirmou Estula. O coordenador também destacou que os estabelecimentos que não apresentarem as informações no prazo poderão ter processos administrativos instaurados.

Orientação nacional

A iniciativa segue recomendação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que orientou os Procons do país a intensificarem a fiscalização no setor de combustíveis. A medida ocorre em um contexto de instabilidade internacional no setor energético, associada a conflitos no Oriente Médio, que impactam a dinâmica global de preços.

De acordo com documento encaminhado aos órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, a Senacon reforça que não cabe aos Procons controlar preços, mas verificar se os aumentos estão fundamentados em custos reais, como aquisição, logística e tributação. A orientação também inclui a verificação da transparência das informações ao consumidor e o cumprimento das normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Possíveis sanções

Caso sejam identificados indícios de aumentos sem justificativa adequada, os postos poderão responder a processos administrativos, com possibilidade de aplicação de sanções previstas na legislação, como multa. A fiscalização busca assegurar que os preços praticados sejam transparentes e compatíveis com os custos informados.

Atendimento ao consumidor

Consumidores que desejarem registrar reclamações, denúncias ou solicitar orientações podem procurar o Procon de Santa Cruz do Sul, que atende de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 16h, na Rua Júlio de Castilhos, 733, no Centro. As reclamações podem ser registradas até as 15h, sem necessidade de agendamento. Também é possível contato pelo telefone 151 ou pelo número (51) 3120-4650, que possui atendimento via WhatsApp.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/03/2026 0 Comentários 197 Visualizações
Variedades

Rodada de negociações sobre preço do tabaco termina sem acordo

Por Jonathan da Silva 15/01/2025
Por Jonathan da Silva

As negociações entre produtores de tabaco e empresas fumageiras para definir o preço da safra 2024/2025 terminaram sem acordo após reuniões realizadas nos dias 14 e 15 de janeiro na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul. Das 11 empresas confirmadas, cinco participaram das discussões, enquanto outras cancelaram por falta de propostas alinhadas às condições estabelecidas pela comissão representativa dos produtores, que exige reajustes baseados, no mínimo, no custo de produção.

No segmento de tabaco tipo Virgínia, a China Brasil e a UTC apresentaram propostas que cobrem apenas o custo de produção. A Universal Leaf ofereceu, além do custo, um acréscimo de 1,05% para recuperação de valores da tabela. A JTI, que já havia participado de uma reunião em dezembro, elevou sua proposta para um reajuste de 10,50%, porém de forma não linear. Já a BAT discordou do custo de produção acordado com a comissão e não apresentou proposta.

No tipo Burley, as propostas das empresas atenderam ou superaram o custo de produção, o que foi considerado positivo pela comissão.

O presidente da Afubra, Benício Albano Werner, destacou que os produtores insistem em um percentual de reposição das defasagens acumuladas em safras anteriores. “A valorização do produtor e a recuperação dos valores na tabela são fundamentais para a segurança e a rentabilidade do sistema integrado de produção”, afirmou Werner.

Propostas de reajuste no custo de produção

Os percentuais de reajuste propostos pelas empresas variaram conforme os tipos de tabaco:

  • Universal Leaf: 7,45% (Virgínia) e 0,66% (Burley)
  • China Brasil: 6,18% (Virgínia)
  • UTC: 8,43% (Virgínia) e 2,49% (Burley)
  • BAT: 10,55% (Virgínia) e 7,01% (Burley)
  • JTI: 10,10% (Virgínia) e 5,19% (Burley)
  • Alliance One: 8,27% (Virgínia) e 3,99% (Burley)
  • CTA: 8,46% (Virgínia) e 3,58% (Burley)
  • Philip Morris: 8,58% (Virgínia)
  • Premium: 8,60% (Virgínia) e 0,83% (Burley)

Próximos passos

A comissão representativa dos produtores, que inclui a Afubra, Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, continuará pressionando por ajustes. Uma nova e última rodada de negociações está prevista para o início de fevereiro.

Foto: Luciana Jost Radtke/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/01/2025 0 Comentários 742 Visualizações

Edição 308 | Jul 2026

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