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pesquisa

Ensino

Pesquisa da PUCRS avalia efeitos de herbicida em girinos

Por Jonathan da Silva 20/08/2026
Por Jonathan da Silva

Pesquisa coordenada pela professora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS, Guendalina Turcato Oliveira, avaliou os efeitos de uma formulação comercial de herbicida à base de glifosato em girinos da espécie Boana faber, conhecida como sapo-martelo. O estudo foi realizado em condições controladas de laboratório e faz parte das pesquisas desenvolvidas pela universidade na área de Fisiologia da Conservação. A investigação foi orientada pela docente no Programa de Pós-Graduação do Mestrado Acadêmico em Ecologia e Evolução da Biodiversidade e busca ampliar o conhecimento sobre os impactos de contaminantes associados às atividades humanas sobre anfíbios, utilizados como bioindicadores de qualidade ambiental.

A pesquisa foi desenvolvida no contexto das atividades realizadas pela PUCRS no Centro de Conservação Pró Mata, em São Francisco de Paula, onde a professora Guendalina Turcato Oliveira desenvolve pesquisas desde 2006. Segundo a docente, estudos sobre conservação e uso sustentável dos recursos naturais são necessários para ampliar a conscientização da sociedade sobre os efeitos das atividades humanas no meio ambiente.

Impactos sobre anfíbios

De acordo com a pesquisadora, atividades humanas, de forma direta ou indireta, fizeram com que 41% das espécies de anfíbios do planeta estejam sujeitas a algum grau de ameaça de extinção. Entre os fatores relacionados estão a fragmentação e a degradação de habitats, principalmente para fins agrícolas, além da exposição a contaminantes derivados dessas atividades.

Os anfíbios apresentam características que os tornam suscetíveis a alterações ambientais, pois vivem tanto em ambientes aquáticos quanto terrestres. A espécie Boana faber, analisada no estudo, é um anuro da família Hylidae que habita áreas de floresta próximas a riachos e banhados, principalmente na Mata Atlântica. Os machos constroem ninhos e emitem vocalizações para atrair as fêmeas. “O Brasil é o país mais diverso neste grupo, o de anfíbios, e nas últimas décadas tem se constatado que este grupo passa por um processo de extinção em massa, justamente o grupo que tem uma relevância ecológica muito grande”, conta a professora.

Resultados da pesquisa

O estudo avaliou os efeitos de diferentes níveis de exposição à formulação comercial de herbicida à base de glifosato sobre o balanço oxidativo, o metabolismo e os índices de condição corporal dos girinos. A metodologia também considera esses organismos como bioindicadores para análises de qualidade ambiental e monitoramento. “O conjunto de biomarcadores analisados mostrou que esse herbicida pode causar alterações nas defesas antioxidantes, no metabolismo e, consequentemente, nos parâmetros de condição corporal de girinos, o que pode comprometer o tempo de desenvolvimento da espécie e, possivelmente a sua aptidão”, completa a professora e pesquisadora.

Segundo Guendalina, a baixa mortalidade observada entre os animais durante o cultivo em laboratório reforça a possibilidade de utilização dos anfíbios como indicadores da qualidade ambiental do bioma. Devido à sensibilidade a alterações nos ecossistemas, esses animais podem ser utilizados para identificar mudanças nas condições ambientais.

Novos estudos

A pesquisa orientada por Guendalina integra um conjunto de investigações sobre os efeitos de herbicidas em organismos vivos. Outros estudos estão sendo desenvolvidos com diferentes herbicidas e com misturas desses produtos com glifosato.

A docente atua na área de Fisiologia da Conservação, com ênfase em Metabolismo e Endocrinologia. Entre os temas de pesquisa estão metabolismo energético, estresse oxidativo, variações sazonais, cultivo experimental, toxicologia, dietas e estresse, com estudos envolvendo crustáceos, insetos, peixes, anfíbios e répteis.

Guendalina também coordena o Laboratório de Fisiologia da Conservação, onde são desenvolvidas pesquisas relacionadas à área. “As pesquisas permitem que possamos nos aprofundar neste tema sobre herbicidas e sua ação em organismos vivos. Precisamos valorar aquilo que a ciência está nos dando como resultado para uma produção mais limpa de alimentos, para um melhor uso da terra e uma melhor relação do ser humano com o meio ambiente. A ciência tem que ser ouvida pela sociedade, existem contribuições reais”, conclui a professora.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/08/2026 0 Comentários 91 Visualizações
Business

Sebrae RS identifica diferenças entre empreendedores

Por Jonathan da Silva 16/08/2026
Por Jonathan da Silva

Pesquisa realizada pelo Sebrae RS com 58 empreendedores de diferentes regiões do Rio Grande do Sul identificou diferenças na forma de empreender de acordo com a geração e o território onde os negócios estão inseridos. O estudo qualitativo, realizado por meio de grupos focais online segmentados por geração e contexto territorial, analisou aspectos como motivações para empreender, desafios, aprendizagem, uso de tecnologia, acesso a redes de apoio e percepção de sucesso. O levantamento também comparou regiões com maior acesso a infraestrutura, serviços, crédito e ambientes de inovação com localidades onde esses recursos são mais restritos.

A análise aponta que fatores geracionais e territoriais se combinam na trajetória dos empreendedores. Enquanto as condições socioeconômicas influenciam o acesso a recursos, conhecimento e oportunidades, as diferentes gerações apresentam formas próprias de se relacionar com o mercado, a inovação e o desenvolvimento dos negócios.

Diferenças entre gerações

Entre os empreendedores mais experientes, a pesquisa identificou maior influência da trajetória profissional e da experiência prática. Nesse grupo, o empreendedorismo aparece frequentemente como alternativa de reinvenção profissional ou continuidade da atividade produtiva, com participação da família na construção dos negócios. Também foi observada maior preferência por capacitações presenciais e uma relação mais cautelosa com ferramentas digitais, embora os participantes reconheçam sua importância para a competitividade.

Entre os millennials, aparecem com maior frequência preocupações relacionadas a planejamento, organização e crescimento sustentável. De acordo com o estudo, a busca por qualificação por meio de cursos, mentorias e consultorias é recorrente, assim como o uso de plataformas digitais para divulgação, relacionamento com clientes e fortalecimento das marcas. “Para essa geração, sucesso significa equilibrar estabilidade financeira, qualidade de vida, realização pessoal e impacto positivo na família e na comunidade”, aponta o especialista em Competitividade Setorial do Sebrae RS, Fabiano Zortéa.

Já a geração Z apresenta uma relação mais frequente com a tecnologia e associa o empreendedorismo à autonomia, flexibilidade e liberdade. Segundo a pesquisa, muitos integrantes desse grupo iniciam atividades como projetos paralelos, testam modelos de negócio e modificam estratégias de acordo com as demandas do mercado. Internet e redes sociais aparecem como ferramentas utilizadas para aprendizagem, tomada de decisões e identificação de oportunidades.

Influência do território

As diferenças territoriais também foram identificadas pelo levantamento. Em regiões com maior desenvolvimento e acesso a infraestrutura, crédito, serviços e ambientes de inovação, o empreendedorismo tende a estar associado à busca por crescimento, autonomia e qualidade de vida.

Nas localidades com menor acesso a esses recursos, abrir um negócio aparece com maior frequência como estratégia de geração de renda, emancipação social e fortalecimento da economia local. A pesquisa também aponta que a ampliação do acesso ao crédito, à capacitação, às redes de apoio e às oportunidades pode fortalecer o empreendedorismo feminino em territórios mais vulneráveis.

Mudanças na percepção de sucesso

A pesquisa identificou ainda mudanças na forma como os empreendedores definem sucesso. Segundo o coordenador do estudo, “o resultado financeiro continua sendo relevante, mas passa a dividir espaço com fatores como propósito, saúde mental, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e contribuição para a comunidade”.

Para Fabiano Zortéa, compreender as diferenças entre gerações e territórios pode orientar ações direcionadas aos pequenos negócios. “Os resultados mostram que não existe um único perfil de empreendedor. Cada geração possui expectativas, formas de aprender e desafios próprios, ao mesmo tempo em que o território influencia diretamente as oportunidades disponíveis. Conhecer essa realidade permite desenvolver iniciativas mais assertivas e ampliar o impacto das ações voltadas aos pequenos negócios”, afirma o especialista.

Segundo o coordenador, os resultados serão utilizados pelo Sebrae RS no aperfeiçoamento das estratégias de atendimento. “Esse estudo nos ajuda a olhar para o empreendedor de forma mais completa. A partir desse conhecimento, podemos construir programas, conteúdos e experiências mais adequados às diferentes realidades, fortalecendo quem já empreende e preparando o ecossistema para as transformações das próximas gerações”, destaca Fabiano Zortéa.

Com base nas conclusões, o Sebrae RS pretende ampliar ações segmentadas para diferentes públicos, combinando capacitação, consultorias, conexões e soluções direcionadas às necessidades de cada geração. A estratégia também prevê acompanhar mudanças de comportamento, tecnologia e formas de aprendizagem para preparar o ambiente empreendedor para as próximas gerações.

Foto: Javi Indi/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
16/08/2026 0 Comentários 95 Visualizações
Cidades

Pesquisa aponta aprovação de 91,6% ao governo de Esteio

Por Ester Ellwanger 10/08/2026
Por Ester Ellwanger

A gestão municipal de Esteio alcançou 91,6% de aprovação entre os moradores, segundo pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Amostra entre os dias 7 e 9 de julho de 2026. O levantamento ouviu 600 moradores em todas as regiões da cidade, com nível de confiança de 95% e margem de erro de quatro pontos percentuais.

O resultado representa um crescimento expressivo em relação ao levantamento realizado em 2025, quando a aprovação era de 79,6%. No mesmo período, a desaprovação caiu de 16,9% para 7,5%, enquanto o percentual de entrevistados que não souberam opinar reduziu de 3,7% para 0,8%, demonstrando maior consolidação da percepção sobre a administração municipal.

A pesquisa

Outro indicador que chama atenção é a avaliação sobre os rumos da cidade. Para 71% dos entrevistados, Esteio está no caminho certo, enquanto 22,5% entendem que o município segue na direção errada e 6,5% não souberam responder. O levantamento destaca que sete em cada dez moradores acreditam que a cidade vive uma trajetória positiva.

A pesquisa também aponta um cenário favorável em relação às expectativas para o restante da gestão. 85% da população acredita que o governo municipal terá um desempenho positivo até o fim do mandato, contra 11,5% que demonstram expectativa negativa.

Entre os serviços públicos melhor avaliados pela população estão Iluminação Pública e Coleta de Lixo, ambos com nota média 7,6, seguidos por Cultura e Lazer (7,3), Segurança Pública (7,1) e Limpeza de Praças e Ruas (7,0). Também registraram evolução em relação ao ano anterior os serviços de Atendimento nas UBSs e Pavimentação de Ruas, ambos com aumento de meio ponto na avaliação.

Quando questionados sobre os principais desafios para os próximos anos, os moradores apontaram a Saúde como prioridade, sendo mencionada por 40,3% dos entrevistados. Em seguida aparecem Prevenção a Enchentes e Alagamentos (19,8%), Pavimentação (6,3%), Segurança (4,7%) e Educação (3,8%). Em comparação com o levantamento anterior, houve redução significativa da preocupação com enchentes, que caiu de 31,8% para 19,8%, enquanto a demanda por melhorias na saúde aumentou de 26,2% para 40,3%.

A pesquisa também avaliou os canais de comunicação da prefeitura. As redes sociais consolidaram-se como a principal fonte de informação da população, passando de 54% para 59,5%. Ao mesmo tempo, diminuiu o número de moradores que afirmam não acompanhar as ações do governo municipal, indicando maior alcance da comunicação institucional.

Realização

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Amostra com entrevistas presenciais distribuídas proporcionalmente entre todos os bairros de Esteio, permitindo acompanhar a evolução da percepção da população sobre os serviços públicos e a administração municipal ao longo dos últimos anos.

Foto: Daiton Lima/Divulgação | Fonte: Assessoria

10/08/2026 0 Comentários 129 Visualizações
Ensino

Pesquisadores da Feevale conquistam bolsas do CNPq e auxílios da Fapergs

Por Jonathan da Silva 01/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale teve dez pesquisadores contemplados em editais de fomento à pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). Os resultados reconhecem a produção científica desenvolvida na instituição e garantem apoio a projetos de pesquisa, inovação e organização de eventos científicos, fortalecendo atividades acadêmicas e tecnológicas.

Na Chamada CNPq nº 23/2025, sete docentes da Feevale receberam Bolsas de Produtividade, destinadas a pesquisadores com atuação de destaque na ciência, tecnologia e inovação. As modalidades contempladas foram Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT), Produtividade em Pesquisa (PQ) e Produtividade em Pesquisa Sênior (PQSr), voltadas ao incentivo da produção científica, tecnológica e de inovação.

A professora Débora Nice Ferrari Barbosa foi contemplada com a Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT-A), nível máximo da modalidade. A professora Marta Rosecler Bez recebeu a Bolsa DT-C. Já os professores Cristine Hermann Nodari, Daniel Conte, Daniela Muller de Quevedo, Rafael Linden e Vanessa Amalia Dalpizol Valiati conquistaram Bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ-C).

Os editais do CNPq têm como objetivos reconhecer pesquisadores com produção científica, tecnológica e de inovação de destaque, incentivar a ampliação da geração de conhecimento e apoiar projetos desenvolvidos com rigor científico.

Apoio a novos pesquisadores

A Universidade Feevale também teve três docentes aprovados no Edital Fapergs nº 09/2025 – Auxílio Recém-Doutor ou Recém-Contratado (ARD/ARC). O programa apoia projetos de pesquisa de doutores recém-titulados ou recém-contratados em instituições científicas e tecnológicas do Rio Grande do Sul, contribuindo para a consolidação de novos grupos de pesquisa.

Foram contemplados os professores Blanda Helena de Mello, Fabiano de Lima Nunes e Janniny Gautério Kierniew.

Evento científico

Além das bolsas e auxílios à pesquisa, a Universidade Feevale foi contemplada no Edital Fapergs nº 08/2025 – Auxílio para Organização de Eventos (AOE). O apoio foi concedido ao professor Gabriel Ribas Pereira para a realização do I Congresso Feevale de Virologia Animal e Doenças Infecciosas, previsto para ocorrer ainda neste ano.

O congresso reunirá pesquisadores, profissionais e estudantes para discutir avanços em virologia animal e doenças infecciosas, além de promover a troca de conhecimentos e estimular colaborações científicas.

Foto: Jonathan da Silva/Expansão | Fonte: Assessoria
01/08/2026 0 Comentários 150 Visualizações
Política

RS teve menor crescimento econômico do país entre 2002 e 2023

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Rio Grande do Sul registrou o menor crescimento econômico entre os estados brasileiros no período de 2002 a 2023, segundo a primeira edição da série “Estudos em Crescimento Econômico e Produtividade”, elaborada pelo Instituto Fecomércio-RS de Pesquisa (Ifep-RS). O levantamento compara o desempenho da economia gaúcha com os demais estados do país e busca identificar os fatores que influenciaram a trajetória do estado nas últimas duas décadas, além de subsidiar debates sobre produtividade e desenvolvimento econômico.

De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul cresceu 34% no período analisado, abaixo da média nacional, de 58%, e dos índices registrados pelos estados vizinhos da região sul: Paraná, com crescimento de 55%, e Santa Catarina, com 65%.

Indicadores de renda e produtividade

O levantamento também analisou o PIB per capita, indicador que mede a renda média por habitante. Nesse quesito, o Rio Grande do Sul apresentou crescimento de 24% entre 2002 e 2023, ficando à frente apenas de Santa Catarina, que registrou alta de 19%. O Paraná obteve o melhor desempenho da Região Sul, com avanço de 31%.

Segundo o Ifep-RS, os estados seguiram trajetórias distintas. Santa Catarina ampliou sua economia impulsionada principalmente pelo crescimento populacional, enquanto o Paraná converteu o crescimento econômico em ganhos de renda por habitante por meio do aumento da produtividade. Já o Rio Grande do Sul, conforme o estudo, não apresentou destaque em nenhuma dessas frentes.

O estudo aponta ainda que cerca de 73% da expansão do PIB per capita do Paraná decorreu de ganhos de produtividade do trabalho. Em Santa Catarina, o crescimento foi dividido entre aumento da produtividade e expansão da população ocupada. No Rio Grande do Sul, embora a produtividade tenha representado a maior parcela do crescimento da renda, o Estado apresentou dependência relativamente maior da expansão do emprego, mecanismo que tende a perder força com o envelhecimento da população.

Ainda conforme o levantamento, a vantagem relativa de produtividade que o Rio Grande do Sul possuía em relação à média nacional no início dos anos 2000 praticamente desapareceu. Entre 2002 e 2023, a produtividade do trabalho no Estado cresceu, em média, 0,65% ao ano, enquanto a média brasileira foi de 0,94%.

Análise do estudo

Para o diretor executivo do Ifep-RS, Lucas Schifino, os dados indicam que o desafio do estado está relacionado à ausência de um fator capaz de sustentar o crescimento econômico no longo prazo. “Nas últimas duas décadas, o estado não contou com o impulso demográfico observado em Santa Catarina nem com os ganhos de produtividade que marcaram a trajetória do Paraná. Isso explica por que fomos perdendo posição relativa no cenário nacional. Com uma população envelhecendo e um crescimento demográfico cada vez mais limitado, a produtividade deixa de ser apenas um indicador econômico e passa a ser a principal condição para ampliar renda, competitividade e bem-estar”, afirma Schifino.

O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP-RS, Luiz Carlos Bohn, destaca que o diagnóstico busca subsidiar políticas públicas e estratégias de desenvolvimento. “O estudo evidencia que o desafio do Rio Grande do Sul vai além de crescer mais. Precisamos entender por que o estado perdeu competitividade relativa e quais fatores impediram avanços mais robustos em produtividade e geração de renda. Um diagnóstico qualificado é condição indispensável para orientar políticas públicas, investimentos e estratégias capazes de fortalecer o ambiente de negócios e ampliar as oportunidades para a população gaúcha”, ressalta Bohn.

Próximas etapas

O Ifep-RS informa que a primeira nota inaugura uma série de análises sobre crescimento econômico e produtividade. Os próximos estudos abordarão os limites do crescimento relacionados ao mercado de trabalho e à demografia, os determinantes da produtividade no Rio Grande do Sul e a influência da estrutura setorial da economia sobre o desempenho estadual.

O que esta primeira nota mostra é que o Rio Grande do Sul não apresentou um diferencial claro em nenhuma das principais fontes de expansão econômica. Com as limitações demográficas que já se desenham para os próximos anos, a produtividade passa a ocupar papel central na capacidade do estado de sustentar ganhos de renda e bem-estar. […] O objetivo é responder a uma questão central para o desenvolvimento regional: por que o Rio Grande do Sul ficou para trás e quais motores de crescimento ainda podem ser acionados para recolocar o estado em uma trajetória sustentável de aumento da renda por habitante”, conclui Lucas Schifino.

Foto: Murilo Fonseca/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 167 Visualizações
Business

Holding in.Pacto inaugura sede própria em Porto Alegre

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

A Holding in.Pacto inaugurou sua sede própria em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na quarta-feira, 22 de julho. O objetivo da nova estrutura é expandir a atuação da empresa no Estado, onde já tem clientes como o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Invest RS e Feira do Livro de Porto Alegre.

Para marcar a data, um encontro com colaboradores, imprensa, empresários e clientes ocorreu no escritório, localizado no Edifício João Benjamin Zaffari, na Avenida Carlos Gomes, zona norte da cidade.

A inauguração

“A inauguração da nossa sede em Porto Alegre representa um movimento estratégico da Holding para ampliar nossa atuação no Rio Grande do Sul. Sempre quis que tivéssemos uma presença forte aqui, que é a minha terra. Queremos que este seja um espaço de todos, onde possamos trabalhar em novos projetos e crescer juntos”, destacou Klécio Santos, CEO da Holding.

Para Vitor Fortes, CFO da Holding, a inauguração do escritório criará um vínculo mais próximo com clientes e será uma oportunidade de dialogar com empresários e organizações locais. “Mais do que a expansão comercial, estamos trazendo projetos que significam muito para o que pretendemos construir para o futuro. Para isso, é indispensável conhecer novos parceiros que vão fortalecer a nossa caminhada”, ressaltou.

Pesquisa e inteligência de dados

A inauguração do escritório também foi marcada pela apresentação do “Persona Map”, um mapa de consumo da Região Sul. Produzido pela Listening, empresa de inteligência de dados da Holding in.Pacto, a pesquisa cruza indicadores demográficos, econômicos, culturais e digitais do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, para construir um retrato dos hábitos de consumo da população.

“Com este levantamento exclusivo, conseguimos compilar dados socioeconômicos e transformar essas informações em ‘personas’. Dessa forma, fica mais fácil para o empresário compreender com clareza quem é a pessoa que está comprando o seu produto ou o seu serviço, entender o seu comportamento nas plataformas digitais e os temas que mais a engajam, norteando estratégias de comunicação e negócios de forma correta”, resumiu Érica Abe, CEO da Listening.

O painel do estudo está disponível neste link: https://estudo-de-publico-sul.netlify.app/#state/RS/persona

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

27/07/2026 0 Comentários 172 Visualizações
Projetos especiais

Feevale realiza pesquisa sobre voluntariado e causas sociais na região

Por Jonathan da Silva 22/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale está realizando uma pesquisa para compreender a percepção da comunidade sobre voluntariado, causas sociais e formas de engajamento em ações voltadas ao bem-estar coletivo. O levantamento, desenvolvido pela Diretoria de Inovação, por meio do Núcleo de Parcerias e Captação de Recursos, busca reunir informações que contribuam para o fortalecimento de iniciativas de impacto social e para a ampliação da participação da população. A pesquisa é direcionada a moradores de nove municípios da região e pode ser respondida até 31 de julho.

Segundo a instituição, os dados coletados servirão de base para o desenvolvimento de iniciativas mais alinhadas às necessidades da população e para a elaboração de estratégias que incentivem o envolvimento da comunidade em ações de solidariedade e apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Como participar

A pesquisa é destinada a moradores de Novo Hamburgo, São Leopoldo, Estância Velha, Campo Bom, Ivoti, Dois Irmãos, Sapiranga, Portão e Araricá. O questionário online é composto por perguntas objetivas, pode ser respondido em poucos minutos e ficará disponível até o dia 31 de julho.

Foto: Jonathan da Silva/Expansão | Fonte: Assessoria
22/07/2026 0 Comentários 134 Visualizações
Variedades

Pesquisa CNT de Rodovias avaliará de mais de 117 mil quilômetros

Por Jonathan da Silva 29/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) inicia nesta segunda-feira (29) a etapa de campo da Pesquisa CNT de Rodovias 2026, levantamento que avalia as condições da infraestrutura rodoviária brasileira. Porto Alegre está entre as 13 cidades-base escolhidas para a saída simultânea das equipes responsáveis pela coleta de dados em todo o país. Durante os próximos 30 dias, pesquisadores percorrerão mais de 117 mil quilômetros de rodovias pavimentadas para analisar aspectos como pavimento, sinalização e geometria das vias. O objetivo é reunir informações que subsidiem estudos técnicos, políticas públicas e investimentos em infraestrutura de transporte.

A saída das equipes ocorre às 10h, na sede da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), em Porto Alegre.

Levantamento nacional

Realizada há mais de três décadas, a Pesquisa CNT de Rodovias contempla toda a malha federal pavimentada, os principais trechos estaduais e todas as rodovias concedidas do país. O levantamento é considerado uma das principais referências sobre a infraestrutura viária brasileira.

As informações obtidas também são utilizadas por transportadores, embarcadores, investidores e gestores públicos no planejamento logístico e na identificação de gargalos da malha rodoviária.

Coleta de dados

A edição de 2026 contará com 23 pesquisadores, que utilizarão sistemas digitais de coleta e recursos tecnológicos durante o trabalho de campo. A metodologia busca ampliar a precisão das informações e dar mais agilidade ao processamento e à análise dos resultados.

Os dados coletados ao longo da pesquisa servirão de base para a elaboração de estudos técnicos e para a definição de prioridades de investimento na infraestrutura de transporte do país.

Foto: Alina/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
29/06/2026 0 Comentários 190 Visualizações
Ensino

Estudantes da Feevale visitam centro de pesquisa e inovação da BAT

Por Jonathan da Silva 22/06/2026
Por Jonathan da Silva

Estudantes do curso de Administração da Universidade Feevale participaram, na semana passada, de uma visita técnica ao Centro de Pesquisa e Inovação da BAT Brazil Labs, em Cachoeirinha. Organizada pela instituição e acompanhada pelo professor José Antônio Ribeiro de Moura, a atividade teve como objetivo aproximar a formação acadêmica da prática organizacional, proporcionando aos alunos contato direto com processos, tecnologias e modelos de gestão adotados no ambiente empresarial.

A ação buscou reforçar a integração entre teoria e prática, permitindo que os estudantes conhecessem desafios e oportunidades presentes nas organizações contemporâneas. Ao longo da programação, os participantes tiveram acesso a diferentes áreas da empresa e puderam observar a aplicação de conceitos trabalhados em sala de aula.

Conhecimento na prática

A visita começou com uma recepção institucional e uma apresentação sobre os processos internos, a estrutura organizacional e as práticas de EHS (Environment, Health and Safety) desenvolvidas pela BAT Brazil Labs. O momento permitiu aos estudantes conhecerem diretrizes relacionadas à gestão de saúde, segurança e meio ambiente adotadas pela companhia.

Na sequência, o grupo realizou visitas ao Warehouse, centro de armazenagem da empresa, e à planta piloto, onde acompanhou de perto operações, tecnologias, processos de inovação e práticas de gestão implementadas pela organização.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 204 Visualizações
Business

Pesquisa da Fiergs aponta queda da confiança da indústria gaúcha em junho

Por Jonathan da Silva 18/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) caiu para 45,2 pontos em junho, registrando recuo de 0,7 ponto em relação a maio e ampliando a falta de confiança entre os industriais gaúchos. Divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Sistema Fiergs, o levantamento indica que a piora das expectativas para os próximos seis meses foi o principal fator para a queda do indicador. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 12 de junho com 139 empresas do estado, incluindo 29 pequenas, 45 médias e 65 grandes.

Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, fatores internos e externos têm dificultado a recuperação da confiança do setor industrial. “A inflação e a manutenção de juros em patamares elevados limitam os investimentos. Além disso, o conflito no Oriente Médio e as taxações americanas continuam afetando os negócios e, consequentemente, a confiança dos industriais“, afirma Bier.

O Icei-RS utiliza como referência a linha dos 50 pontos. Resultados abaixo desse patamar indicam falta de confiança, sendo que quanto maior o distanciamento, mais intensa e disseminada é a percepção negativa entre os empresários.

Condições atuais apresentam melhora

Apesar da queda do índice geral, os industriais demonstraram avaliação menos negativa sobre as condições atuais. O Índice de Condições Atuais passou de 40,6 pontos em maio para 41,9 pontos em junho, registrando alta de 1,3 ponto e o segundo avanço consecutivo.

No caso da economia brasileira, o indicador subiu de 33,3 para 35 pontos. Ainda assim, prevalece a percepção de deterioração do cenário nacional: 56,1% dos entrevistados afirmaram que as condições da economia brasileira pioraram ou pioraram muito.

O Índice de Condições da Empresa também avançou, atingindo 45,4 pontos após alta de 1,1 ponto em relação ao mês anterior, alcançando o maior nível dos últimos 12 meses.

Os dados mostram redução na intensidade das avaliações negativas. A parcela de industriais que relatou piora nas condições de suas empresas caiu de 32,6% para 27,3%, enquanto o percentual daqueles que apontaram estabilidade aumentou de 55,8% para 59,7%.

Expectativas voltam a piorar

A melhora observada em maio não se repetiu em junho. O Índice de Expectativas recuou 1,7 ponto, passando de 48,5 para 46,8 pontos, o que indica aumento do pessimismo em relação aos próximos seis meses.

Mesmo com a retração, o Índice de Expectativas para a Própria Empresa permaneceu acima da linha dos 50 pontos pelo segundo mês consecutivo, atingindo 51,3 pontos. O resultado aponta para um otimismo menos disseminado do que no levantamento anterior.

Nesse cenário, 60,4% dos empresários projetam estabilidade para suas empresas nos próximos seis meses, enquanto 23% esperam melhora nas condições dos negócios.

Já o Índice de Expectativas da Economia Brasileira registrou queda de 1,9 ponto em relação a maio, atingindo 37,9 pontos. O resultado reforça o pessimismo em relação ao desempenho da economia nacional. Entre os entrevistados, 45,3% projetam deterioração da economia brasileira no próximo semestre.

Metodologia do levantamento

A pesquisa do Sistema Fiergs foi realizada entre os dias 1º e 12 de junho de 2026, com a participação de 139 empresas industriais do Rio Grande do Sul, sendo 29 de pequeno porte, 45 de médio porte e 65 de grande porte.

A íntegra do levantamento está disponível no Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Felipe Silva/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
18/06/2026 0 Comentários 159 Visualizações
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