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pediatria

Variedades

SPRS celebra 90 anos com homenagem a pediatras

Por Jonathan da Silva 14/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) comemorou 90 anos de atuação na sexta-feira (11), com um jantar na Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre. A celebração reuniu associados, integrantes da diretoria, ex-presidentes e convidados para marcar a trajetória da entidade, fundada em 1936, e homenagear médicos que participaram da construção da Pediatria no Rio Grande do Sul. A programação também abordou a continuidade das ações voltadas à atualização de profissionais e à saúde de crianças e adolescentes.

Um dos momentos de destaque da programação foi o dedicado ao reconhecimento de ex-presidentes da SPRS e de médicos que tiveram participação na história da Pediatria gaúcha. As homenagens destacaram a contribuição de diferentes gerações de profissionais para a especialidade, a formação de pediatras e a defesa da saúde de crianças e adolescentes.

Segundo o presidente da SPRS, Marcelo Pavese Porto, a entidade também tem entre suas atribuições ampliar o acesso da população a informações sobre saúde infantil e do adolescente baseadas em evidências.

Já fizemos muito, mas temos muito mais a fazer. Temos um papel fundamental na troca de conhecimento e no crescimento conjunto dos pediatras, mas nossa missão também é levar o melhor da informação em saúde para crianças, adolescentes e suas famílias. É isso que nos move há 90 anos: ser uma voz ativa, baseada na ciência, levando educação e informação de qualidade para as famílias e os cuidadores”, afirma o presidente da SPRS, Marcelo Pavese Porto.

Encontro entre gerações

O jantar também reuniu profissionais que participaram de diferentes períodos da história da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul. A programação de confraternização contou com bar de drinks, DJ e pista de dança, além das atividades de homenagem.

Foto: Rafael Granja/Divulgação | Fonte: Assessoria
14/09/2026 0 Comentários 100 Visualizações
Saúde

Jornada em Porto Alegre nos dias 21 e 22 debaterá desenvolvimento infantil

Por Jonathan da Silva 12/08/2026
Por Jonathan da Silva

A 1ª Jornada de Desenvolvimento Infantil Professor Ricardo Halpern será realizada nos dias 21 e 22 de agosto, no Teatro Unisinos, em Porto Alegre, para discutir avanços, desafios e práticas relacionadas ao desenvolvimento infantil e aos transtornos do neurodesenvolvimento. Promovido pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), o evento reunirá pediatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, neurologistas pediátricos e psiquiatras da infância em uma programação voltada à atualização científica, ao debate e à troca de experiências.

A jornada abordará temas que vão da promoção e vigilância do desenvolvimento à identificação precoce de atrasos e transtornos, incluindo Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), dificuldades escolares, atrasos de linguagem e atuação multiprofissional.

Programação reúne diferentes especialidades

Segundo o médico pediatra e coordenador da 1ª Jornada de Desenvolvimento Infantil Professor Ricardo Halpern, Ricardo Sukiennik, o evento também discutirá a atuação dos pediatras na área. “Vamos discutir o papel do pediatra e da Pediatria do Desenvolvimento, além de temas como autismo, TDAH, dificuldades escolares e atrasos de linguagem”, destaca Sukiennik.

A programação terá participação de especialistas de diferentes regiões do país e convidados nacionais e internacionais. O encontro também prestará homenagem ao professor Ricardo Halpern, que dá nome à jornada como patrono. “Será uma oportunidade de reconhecer a trajetória de um pioneiro na área, cuja contribuição permanece como referência para todos nós”, completa o coordenador do evento.

O médico José Paulo Ferreira, integrante da Comissão Organizadora, afirma que a programação foi estruturada para abordar questões presentes na rotina dos profissionais que atuam com crianças. “Será um encontro dedicado ao desenvolvimento infantil, abordando temas fundamentais como Transtorno do Espectro Autista, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade e o trabalho multidisciplinar. Queremos reunir todos que atuam nessa área para compartilhar conhecimentos e experiências que contribuam para um atendimento cada vez mais qualificado”, afirma Ferreira.

O também integrante da Comissão Organizadora, Renato Santos Coelho, destaca a integração entre diferentes áreas. “Preparamos uma experiência voltada à prática e à troca entre profissionais de diferentes áreas. Será uma oportunidade para conhecer novas formas de atender crianças que necessitam de acompanhamento terapêutico e fortalecer o trabalho em equipe”, salienta Coelho.

Desenvolvimento infantil

Na sexta-feira, 21 de agosto, a programação começa às 8h, com o credenciamento. A abertura está prevista para as 8h15, seguida pela palestra “Pediatria do Desenvolvimento: Presente e Futuro”, com o médico Marcio Leyser.

Na sequência, a mesa-redonda “Desenvolvimento Infantil”, mediada pelo médico José Paulo Ferreira, abordará desenvolvimento da linguagem, relação mãe-bebê, avaliação clínica e instrumentos de triagem e vigilância, com participação de Letícia Ribas, do médico Renato Santos Coelho, do médico Marcio Leyser e da médica Simone Sudbrack.

A programação da manhã inclui ainda a palestra “História Natural do Desenvolvimento”, com o médico Alvaro Leite, e a mesa-redonda “Fatores de Risco e Proteção ao Desenvolvimento Infantil”. O debate tratará de fatores de risco neurobiológicos, fatores de risco socioambientais, promoção da saúde e desenvolvimento, além de tempo de tela, higiene do sono e colocação de limites.

À tarde, o foco será TEA e Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL). A programação começa às 14h com a palestra “TEA: Novas Evidências”, ministrada pelo médico Marcio Leyser. Em seguida, a mesa-redonda “TEA – Abordagem Diagnóstica” tratará de avaliação clínica e diagnóstico diferencial, uso de escalas e instrumentos, diagnóstico diferencial entre TEA e TDL e TEA na adolescência.

A tarde também terá a palestra “Intervenção Comportamental: Linhas Gerais, Intensidade e Métodos”, com a médica Alessandra Pereira, e a mesa-redonda “Intervenção Multiprofissional em TEA e outros Transtornos do Neurodesenvolvimento”. Serão abordados neuromodulação, Comunicação Aumentativa e Alternativa e linguagem, ABA/DENVER e instrumentos de testagem.

A programação de sexta-feira termina com a palestra “Manejo Farmacológico e Suplementos”, da médica Fernanda Quadros, e a discussão de casos clínicos do Ambulatório de Desenvolvimento HCSA/IAPI.

Avaliação multiprofissional

No sábado, 22 de agosto, os debates começam às 8h30min com uma mesa-redonda sobre TDAH, mediada pelo médico José Paulo Ferreira. A atividade abordará avaliação clínica, critérios diagnósticos, instrumentos e diagnóstico diferencial.

Às 9h45min, o simpósio satélite da Apsen terá como tema “TDAH em Pediatria: diagnóstico e tratamento com não estimulantes”, com o médico Vitor Torrez. Após o intervalo, às 10h30min, uma segunda mesa-redonda sobre TDAH discutirá psicoeducação, tratamento comportamental e manejo farmacológico, com mediação do médico Ricardo Sukiennik.

A programação da tarde será dedicada à intervenção multiprofissional em transtornos do neurodesenvolvimento. Às 14h, o médico Ricardo Sukiennik apresentará “Avaliação pelo Modelo Arena: Relato de Experiência”. Na sequência, o “Grande Painel: Avaliação Multiprofissional” reunirá representantes das áreas de fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e Pediatria do Desenvolvimento.

O encerramento da programação terá a atividade “A arte de trabalhar em equipe multidisciplinar: experiências multiprofissionais de outros lugares”, com experiências do Iprede, Acolher e PUCRS/CASA TEA. O encerramento do evento está previsto para as 17h.

As inscrições para a 1ª Jornada de Desenvolvimento Infantil Professor Ricardo Halpern permanecem abertas pelo site da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

Serviço

  • O quê: 1ª Jornada de Desenvolvimento Infantil Professor Ricardo Halpern
  • Quando: 21 e 22 de agosto
  • Onde: Teatro Unisinos (Avenida Doutor Nilo Peçanha, 1600, Porto Alegre)
  • Realização: Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) e Comitê de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SPRS
  • Inscrições: site da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, em sprs.com.br/desenvolvimento
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/08/2026 0 Comentários 163 Visualizações
Saúde

Agosto Dourado reforça orientação sobre amamentação exclusiva

Por Jonathan da Silva 03/08/2026
Por Jonathan da Silva

A campanha Agosto Dourado está reforçando, ao longo deste mês, a importância da amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida como estratégia de proteção à saúde infantil. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) orienta as famílias sobre os benefícios do leite materno, os cuidados necessários para a retirada, conservação e oferta do alimento e destaca a importância do apoio à mãe para a continuidade da amamentação e a prevenção do desmame precoce.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde, os bebês devem receber exclusivamente leite materno até os seis meses de idade, sem necessidade de água, chás, sucos ou outros leites. Após esse período, a recomendação é manter a amamentação até os dois anos ou mais, associada à alimentação complementar saudável.

Benefícios do leite materno

Segundo a SPRS, o leite materno fornece nutrientes essenciais, fortalece a imunidade, reduz o risco de infecções e contribui para o desenvolvimento do bebê, além de favorecer o vínculo entre mãe e filho.

Para o médico pediatra e titular da Comissão de Sindicância da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Leandro Meirelles Nunes, a informação e o suporte à mãe são fatores fundamentais para o sucesso da amamentação. “O leite materno é um alimento vivo, com propriedades nutricionais e imunológicas fundamentais para o bebê. Mas, para que a amamentação aconteça de forma plena, a mãe precisa de orientação, acolhimento e uma rede de apoio que compreenda a importância desse cuidado”, afirma Meirelles Nunes.

Cuidados com armazenamento

A entidade orienta que, antes da ordenha, a mãe lave bem as mãos e os braços, prenda os cabelos e evite conversar, tossir ou espirrar durante o procedimento. O leite deve ser armazenado em frascos de vidro com tampa plástica de rosca previamente esterilizados.

Após a coleta, os recipientes devem ser identificados com a data e o horário da primeira retirada, e o leite mais antigo deve ser utilizado primeiro. Conforme orientação do Ministério da Saúde, o leite materno pode permanecer por até 12 horas na geladeira e por até 15 dias no congelador ou freezer. Os frascos devem ser armazenados nas prateleiras internas da geladeira, e não na porta, devido à variação de temperatura.

Na hora de oferecer o leite ao bebê, a orientação é não aquecê-lo no micro-ondas nem fervê-lo diretamente no fogão. O aquecimento deve ser feito em banho-maria, com o fogo desligado. O leite que sobrar no copinho ou na mamadeira após a alimentação deve ser descartado e não deve retornar à geladeira.

Rede de apoio

A SPRS também destaca que a participação de familiares e cuidadores pode contribuir para a continuidade da amamentação. Entre as formas de apoio estão assumir tarefas domésticas, preparar refeições, auxiliar nos cuidados com o bebê, como banho, troca de fraldas e sono, e oferecer o leite ordenhado quando necessário, sem pressionar a mãe ou a criança. “Amamentar não deve ser uma responsabilidade solitária. A rede de apoio precisa cuidar também da mãe, lembrando que descanso, alimentação adequada, hidratação e tranquilidade interferem diretamente nesse processo”, destaca Meirelles Nunes.

A entidade ressalta ainda que o acompanhamento com pediatra pode auxiliar na prevenção de dificuldades relacionadas à amamentação, orientar a família e reduzir o risco de desmame precoce.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/08/2026 0 Comentários 148 Visualizações
Saúde

Dor de garganta em crianças exige atenção no inverno, alerta SPRS

Por Jonathan da Silva 02/06/2026
Por Jonathan da Silva

A dor de garganta, uma das queixas mais frequentes entre crianças durante o inverno, exige atenção de pais e responsáveis diante de sinais que podem indicar desde quadros virais comuns até infecções bacterianas. Com a chegada dos dias mais frios no Rio Grande do Sul, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) alerta para a necessidade de observar sintomas como febre persistente, dificuldade para engolir, alterações respiratórias e piora do estado geral da criança. O aumento das infecções respiratórias nesta época do ano está relacionado ao frio, ao ar seco e à maior permanência em ambientes fechados, fatores que favorecem a circulação de vírus e a irritação das vias respiratórias.

Segundo o 1º vice-presidente da SPRS, Silvio Baptista, a dor de garganta costuma aparecer associada a gripes e resfriados, acompanhada de sintomas como coriza, tosse, rouquidão, vermelhidão na garganta e febre. Em algumas situações, também pode provocar dificuldade para se alimentar, recusa de líquidos, sonolência excessiva e redução da disposição.

Sinais de alerta

De acordo com Silvio Baptista, embora muitas ocorrências estejam relacionadas a infecções virais, a dor de garganta também pode indicar infecções bacterianas, especialmente em crianças maiores. Nesses casos, os sintomas mais comuns incluem febre, dor importante ao engolir, mal-estar e ausência de sinais respiratórios, como coriza. “A dor de garganta, assim como as demais doenças infantis, preocupa quando atinge significativamente o estado geral da criança, com dificuldade para respirar, diminuição da ingesta alimentar e de líquidos, prostração, sonolência excessiva e queixas progressivas de dor”, explica Baptista.

O médico destaca que a avaliação do conjunto de sintomas é fundamental para diferenciar quadros leves daqueles que exigem atendimento médico. Nos primeiros dois ou três anos de vida, as infecções bacterianas de orofaringe causadas principalmente pelo Streptococcus pyogenes são menos frequentes, sendo os vírus os principais responsáveis pelos casos nessa faixa etária. Já em crianças maiores, as infecções bacterianas costumam provocar dor, febre e mal-estar sem sintomas respiratórios associados.

Diagnóstico

Conforme a SPRS, pode ser difícil distinguir infecções virais de bacterianas apenas pela observação clínica. Em alguns casos, exames específicos realizados na orofaringe podem auxiliar na identificação de bactérias causadoras da infecção. “Pode ser difícil diferenciar as causas infecciosas, entre virais e bacterianas. Existem exames com pesquisa direta na orofaringe para identificação de bactérias patogênicas, como Streptococcus sp., que podem ser solicitados para ajudar o médico nessa diferenciação”, destaca Silvio Baptista.

Em casa, a orientação é observar o estado geral da criança, manter a hidratação e utilizar apenas medicamentos previamente orientados pelo pediatra, como analgésicos para alívio da dor. Medicamentos para controle da febre devem ser administrados quando houver mal-estar ou dor associados, sempre conforme recomendação profissional.

Prevenção

A SPRS alerta que a automedicação deve ser evitada, principalmente com antibióticos, anti-inflamatórios e xaropes sem prescrição médica. O uso inadequado desses medicamentos pode mascarar sintomas, provocar efeitos adversos e contribuir para o aumento da resistência bacteriana. “Nem toda dor de garganta precisa de antibiótico. Na maioria das vezes, a causa é viral e o tratamento envolve hidratação, repouso, controle da dor e acompanhamento da evolução. O antibiótico só deve ser usado quando houver confirmação de infecção bacteriana, sempre com prescrição médica”, afirma Baptista.

Entre as medidas preventivas recomendadas estão manter a criança hidratada, estimular a respiração pelo nariz, evitar exposição ao frio intenso, utilizar roupas adequadas para baixas temperaturas e manter os ambientes ventilados. Em locais com ar muito seco, ações para aumentar a umidade do ambiente também podem ajudar a reduzir o ressecamento das vias respiratórias. Líquidos mornos, quando adequados à idade da criança, podem contribuir para aliviar o desconforto.

Quando procurar atendimento

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta que a criança seja levada ao pronto atendimento ou à emergência em casos de dificuldade para respirar, piora do estado geral, prostração, sonolência excessiva, sinais de desidratação, recusa persistente de líquidos, dor intensa que impeça a alimentação ou febre e dor que persistam mesmo após o uso das medicações orientadas. A recomendação vale especialmente para bebês, crianças pequenas e pacientes com doenças crônicas, que demandam atenção redobrada.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/06/2026 0 Comentários 277 Visualizações
Ensino

Feevale lança pós-graduação em enfermagem neonatal e pediátrica

Por Jonathan da Silva 20/04/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale anunciou o lançamento da especialização em Enfermagem Neonatal e Pediátrica, com início das aulas previsto para 23 de maio, em Novo Hamburgo. O curso é voltado a bacharéis em Enfermagem e será ofertado na modalidade semipresencial, com encontros presenciais quinzenais no Câmpus II, das 9h às 12h e das 13h às 17h. A proposta busca qualificar profissionais para atuação no cuidado a neonatos e crianças, ampliando a formação técnica e assistencial.

A especialização tem foco na atenção primária e secundária à saúde e prepara os profissionais para atuar em unidades básicas, ambulatórios, centros de especialidades, serviços materno-infantis e atendimento domiciliar. O curso também enfatiza a integralidade do cuidado, a interdisciplinaridade e o fortalecimento do vínculo com famílias e comunidades.

A coordenadora do curso, professora Cátia Aguiar Lenz, explica que a formação está baseada em evidências e diretrizes da área. O objetivo é desenvolver competências clínicas, científicas e relacionais alinhadas aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na promoção da saúde e na prevenção de agravos.

Atuação profissional

Ao final da especialização, os profissionais estarão aptos a planejar, executar e avaliar intervenções em saúde, além de atuar na vigilância do crescimento e desenvolvimento infantil. A formação também contempla a identificação precoce de agravos e o manejo de situações de urgência, contribuindo para a qualificação dos serviços de saúde.

Estrutura curricular

Entre os conteúdos previstos estão processo saúde e doença do neonato e da criança, políticas públicas e direitos das crianças e adolescentes, vigilância do crescimento e desenvolvimento infantil, cuidados de enfermagem, urgências e emergências pediátricas, humanização e relação interpessoal, gestão do cuidado e educação em saúde, além de estágio supervisionado em consulta de enfermagem.

Inscrições

As inscrições podem ser realizadas pelo site da Universidade Feevale, onde estão disponíveis informações sobre investimento e corpo docente do curso.

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
20/04/2026 0 Comentários 310 Visualizações
Saúde

Médicos gaúchos participam de Congresso Sul-Brasileiro de Alergia e Imunologia em Pediatria

Por Jonathan da Silva 11/03/2026
Por Jonathan da Silva

Médicos do Rio Grande do Sul participaram da programação científica do 4º Alergosul – Congresso Sul-Brasileiro de Alergia e Imunologia em Pediatria, realizado nos dias 6 e 7 de março, na sede da Sociedade Paranaense de Pediatria, em Curitiba, no Paraná. O evento reuniu especialistas dos três estados da região sul para discutir avanços no diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas e imunológicas em crianças e adolescentes.

Entre os palestrantes gaúchos estiveram o médico alergista e imunologista pediátrico Hélio Simão e a médica alergista pediátrica Cristina Weber, que participaram de debates e apresentações voltadas ao cuidado pediátrico nessas áreas.

Programação científica

Organizado pelas sociedades de pediatria do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o congresso reuniu cerca de 225 participantes e contou com mais de 20 professores de diferentes estados do país. A programação abordou temas da prática clínica relacionados a alergia alimentar, anafilaxia, erros inatos da imunidade, dermatite atópica, alergias respiratórias e manejo da asma na infância.

O médico alergista e imunologista pediátrico Hélio Simão, que integrou a comissão organizadora representando o Rio Grande do Sul, comentou sobre a importância do encontro para profissionais da área. “O congresso proporcionou dois dias intensos de atualização científica, com troca de experiências entre especialistas e discussão de condutas baseadas nas diretrizes mais recentes. Esse tipo de encontro contribui diretamente para qualificar a tomada de decisão do pediatra no diagnóstico e no manejo das doenças alérgicas e imunológicas, garantindo um cuidado mais seguro e eficaz para crianças e adolescentes”, destacou Simão.

Debates clínicos

Durante o primeiro dia de programação, as discussões abordaram temas frequentes na prática pediátrica, como diagnóstico diferencial de prurido em crianças, doenças das vias aéreas superiores, alergia à proteína do leite de vaca e erros inatos da imunidade.

No período da tarde, especialistas aprofundaram os debates sobre dermatite atópica, com enfoque em escalas de avaliação, terapêuticas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e estratégias baseadas em evidências.

Atualizações sobre asma na infância

No segundo dia do congresso, os painéis concentraram-se na asma alérgica na infância e nas atualizações mais recentes sobre o manejo clínico da doença. Entre os temas discutidos estiveram a sibilância recorrente em crianças em idade pré-escolar e as mudanças apresentadas nas recomendações do Gina 2025.

Também foram apresentadas estratégias terapêuticas para o controle de asma grave e polipose nasal, com foco nos impactos dessas condições na qualidade de vida dos pacientes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/03/2026 1 Comentário 305 Visualizações
Saúde

Sociedade de Pediatria do RS alerta para riscos de infecções respiratórias agudas no inverno

Por Jonathan da Silva 19/08/2025
Por Jonathan da Silva

A pneumonia e a bronquiolite estão entre as principais preocupações da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) durante o inverno, quando o frio favorece a circulação de vírus respiratórios. A entidade alerta que bebês e crianças pequenas estão mais suscetíveis às doenças, especialmente à bronquiolite, causada principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que acomete lactentes nos meses de outono e inverno.

De acordo com o diretor da SPRS, o médico pediatra Benjamin Roitman, a bronquiolite é uma infecção viral que atinge principalmente bebês. “A circulação desse vírus ocorre nos meses de outono e inverno, e os casos mais graves atingem os bebês, que têm vias aéreas menores e sistema imunológico imaturo. Prematuros e crianças com doenças cardíacas ou pulmonares crônicas têm risco aumentado de complicações”, afirma Roitman.

A transmissão acontece pelo contato direto com secreções respiratórias, e ambientes fechados como creches favorecem a disseminação. Não há tratamento específico, mas medidas de suporte como higienização nasal, hidratação e amamentação auxiliam no cuidado. Nos casos mais graves, com dificuldade para respirar, respiração acelerada ou baixa saturação de oxigênio, pode ser necessária internação hospitalar.

Prevenção e vacinas

O pediatra reforça que a prevenção é fundamental. “Há vacinas contra o VSR para adultos e gestantes, o que protege os bebês nos primeiros meses de vida. Também existem anticorpos aplicados nos meses de outono e inverno em bebês com maior risco, disponíveis no SUS para casos como prematuridade ou cardiopatia congênita. Além disso, incentivar o aleitamento materno e evitar aglomerações são atitudes importantes”, acrescenta Roitman.

Cuidados contra a pneumonia

A SPRS também destaca a atenção para a pneumonia, que pode surgir como complicação de uma gripe. Os principais sinais de alerta são febre persistente, tosse intensa, secreção e prostração. “Se a criança estiver com dificuldade respiratória, respiração rápida ou dor torácica, é indispensável procurar atendimento médico. As formas mais graves são geralmente causadas por bactérias e podem ser prevenidas com vacinas disponíveis no SUS, como a Penta (contra Haemophilus tipo B) e a Pneumo 10V”, explica o diretor.

Proteção ampliada

A sociedade lembra que as vacinas contra a gripe (influenza) e contra a Covid-19 estão disponíveis a partir dos 6 meses de idade, ajudando a reduzir complicações respiratórias decorrentes de outras infecções virais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/08/2025 1 Comentário 536 Visualizações
Cidades

Hospital de Canela recebe berço aquecido e ar-condicionado doados pelo Rotary

Por Jonathan da Silva 21/07/2025
Por Jonathan da Silva

O setor de pediatria do Hospital de Caridade de Canela (HCC) recebeu recentemente um berço aquecido e um aparelho de ar-condicionado de 9 mil BTUs, doados pelo Rotary Club Inspiração. Os equipamentos, que custaram cerca de R$ 25 mil, foram adquiridos com recursos da conta de penas alternativas do poder judiciário de Canela.

Segundo a direção do HCC, o berço aquecido será utilizado para atendimento de recém-nascidos. O interventor do hospital, Emanoel Messias do Nascimento, explicou que o equipamento é indispensável para as maternidades e que, com cerca de 50 nascimentos por mês, havia dias em que o único berço disponível não era suficiente. “Há dias em que nascem de duas a três crianças e o hospital só possuía um berço deste tipo”, detalhou Nascimento.

Autoridades marcaram presença na entrega

O prefeito de Canela, Gilberto Cezar (PSDB), acompanhou a entrega dos equipamentos e destacou a parceria com o Rotary Club Inspiração. “Recentemente, ocorreu a entrega de uma torre de vídeo para procedimentos por videolaparoscopia, e um segundo equipamento deve ser encaminhado ao HCC até o final deste ano”, comentou o chefe do executivo canelense.

Também participaram do ato os secretários municipais Jean Spall (Saúde) e Carmem Seibt (Assistência, Desenvolvimento Social, Cidadania e Habitação); a presidente do Rotary Inspiração, Solange Aguiar, que também é governadora do Distrito 4670 (gestão 2022/2023) e secretária adjunta de Assistência; o adjunto de Saúde e interventor do HCC, Emanoel Messias do Nascimento; além de servidores do hospital e integrantes do Rotary.

Foto: André Fernandes/Prefeitura de Canela/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2025 0 Comentários 420 Visualizações
Saúde

SPRS alerta para a importância da vacinação contra Influenza para crianças

Por Jonathan da Silva 01/04/2025
Por Jonathan da Silva

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza terá início em 7 de abril, com a meta de imunizar 90% dos grupos prioritários, incluindo crianças de seis meses a menores de seis anos. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) tem reforçado a importância da vacinação para reduzir casos graves da doença e prevenir complicações, como pneumonia e hospitalização.

O médico pediatra da SPRS, Juarez Cunha, destaca que a gripe pode parecer um problema comum, mas seus efeitos podem ser severos, especialmente em crianças pequenas. “O vírus influenza está entre os principais causadores de infecções respiratórias em todas as faixas etárias, sendo particularmente perigoso para crianças, devido à maior vulnerabilidade. Assim como idosos, gestantes e pessoas com comorbidades, elas apresentam maior risco de complicações, como pneumonia, otite e sinusite. A vacinação é essencial para reduzir a incidência da gripe, tornando os casos mais leves e prevenindo desdobramentos graves, além de diminuir a necessidade de antibióticos e atendimentos médicos. Por isso, a imunização é recomendada pelo Ministério da Saúde, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela SPRS”, afirma Cunha.

Mitos sobre a vacina

Apesar da segurança comprovada da vacina contra a Influenza, persistem mitos que dificultam a adesão à campanha. Um dos equívocos mais comuns é a crença de que a vacina pode causar gripe, o que não procede, pois o imunizante é produzido com vírus inativados, sem capacidade de transmissão. “Esse é um dos principais mitos sobre a vacina contra a gripe. No entanto, a infecção pela influenza não pode ser causada pela imunização, pois a vacina contém apenas vírus inativados. Como qualquer imunizante, ela pode gerar eventos adversos, mas, na maioria das vezes, são reações leves e locais, como dor, inchaço e vermelhidão no local da aplicação — na coxa, para crianças menores de dois anos, e no braço, a partir dessa idade. Em alguns casos, pode ocorrer febre leve nas primeiras 24 a 48 horas, mas esse tipo de reação é incomum”, destaca Cunha.

Recomendações da SPRS

A Sociedade de Pediatria do RS recomenda a imunização universal de crianças e adultos, ressaltando que a vacina é segura para todas as crianças, inclusive aquelas com imunidade comprometida devido a doenças ou tratamentos. Crianças com comorbidades, como diabetes, têm maior risco de complicações caso contraiam a gripe, tornando a imunização ainda mais essencial. A recomendação oficial inclui crianças entre seis meses e cinco anos, mas, no caso de comorbidades, não há limite de idade.

No passado, a alergia ao ovo gerava dúvidas sobre a segurança da vacina, mas atualmente, mesmo crianças com reações alérgicas graves podem recebê-la, desde que em locais com estrutura para atendimento a possíveis intercorrências.

A campanha disponibilizará 35 milhões de doses em todo o Brasil. Além da rede pública, a vacina também está disponível na rede privada, com diversas clínicas oferecendo o imunizante para a faixa etária indicada.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/04/2025 1 Comentário 474 Visualizações
Saúde

4ª Jornada Latino-Americana de Emergências Pediátricas ocorre em março

Por Jonathan da Silva 05/03/2025
Por Jonathan da Silva

A 4ª Jornada Latino-Americana de Emergências Pediátricas e o 1º Encontro de Ex-Residentes de Emergências Pediátricas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) serão realizados nos dias 21 e 22 de março de 2025. O evento tem como objetivo atualizar e aprofundar as abordagens clínicas, diagnósticas e terapêuticas relacionadas a urgências e doenças críticas no atendimento pediátrico.

Durante a jornada, especialistas discutirão temas como sepse, analgesia e sedação, insuficiência respiratória, oxigenoterapia e suporte ventilatório. O evento é voltado para profissionais da saúde, médicos residentes e estudantes, consolidando-se como um espaço de troca de experiências e atualização na área de emergências pediátricas.

Coordenação e inscrições

O evento é coordenado pelo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e chefe da Unidade de Emergência Pediátrica do HCPA, João Carlos Batista Santana, e pela professora da UFRGS e chefe do Serviço de Medicina e Emergência Pediátrica do HCPA, Patricia Lago.

As inscrições podem ser realizadas pelo site oficial do evento, em sites.google.com/hcpa.edu.br/4-jornada-latino-americana-de-/in%C3%ADcio ou pelo e-mail [email protected]. Também é possível efetuar a inscrição e o pagamento pelo e-mail [email protected].

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
05/03/2025 1 Comentário 516 Visualizações
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