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moinhos de vento

Saúde

Hospital Moinhos utiliza metodologia da Johns Hopkins em laudos para diagnóstico de câncer

Por Gabrielle Pacheco 30/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Uma nova oportunidade de cooperação científica entre médicos do Hospital Moinhos de Vento e da Johns Hopkins Medicine está em andamento há cerca de um mês. Equipes dos serviços de Radiologia e da Medicina Nuclear do Moinhos de Vento estão utilizando critérios da instituição americana para estruturar e normatizar o laudo de PET/CT Gálio 68-PSMA. Trata-se de um exame não-invasivo para avaliação e estadiamento da neoplasia de próstata – e que fusiona imagens metabólicas (PET) com imagens tomográficas (CT) para diagnosticar o câncer de próstata. Com extrema precisão, ele é indicado para investigar recidiva bioquímica (elevação do PSA) após tratamento, para diagnosticar metástases e para o estadiamento inicial de neoplasia de alto risco.

Conforme Gabriel B. Grossman, chefe do Serviço de Medicina Nuclear, os médicos do Hospital Moinhos de Vento revisaram a literatura e se reuniram com médicos da Johns Hopkins por meio de teleconferência para discutir os critérios baseados em casos apresentados. Cinco médicos do Moinhos fazem parte da equipe que realiza o PET/CT com PSMA. “Será possível realizar pesquisas em conjunto aplicando os critérios desenvolvidos na instituição americana nos pacientes atendidos aqui. Esses dados serão utilizados em publicações científicas com participação das duas instituições”, explica Dr. Grossman.

De acordo com a médica Alice Schuch, coordenadora do Núcleo de Radiologia Abdominal do Hospital Moinhos de Vento, o PSMA é um radiofármaco específico para detectar as áreas que têm neoplasia de próstata. “A Johns Hopkins fez uma proposta de padronização dos relatórios do PET/CT com PSMA, chamada de PSMA-RADS, para que se classifique o grau de probabilidade das lesões serem neoplásicas”, observa Dra. Alice.

O oncologista Pedro Isaacsson Velho, que compõe a equipe pesquisadora, destaca que o Moinhos passa a utilizar da metodologia PSMA RADS criada pela Johns Hopkins, a mesma instituição que desenvolveu o PET/CT com PSMA. “Os avanços são imensos. Os laudos ganham ainda mais confiabilidade e reprodutibilidade. Além disso, agora estamos prontos para colaborações em pesquisa entre as duas instituições”, conclui Dr. Pedro.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/07/2020 0 Comentários 683 Visualizações
Variedades

Tecnologias que são o futuro da Oncologia serão discutidas em evento do Hospital Moinhos

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Em vez de um procedimento invasivo, uma biópsia líquida. A análise de fluídos corporais, como amostras de sangue, permite acompanhar, em alguns casos, o avanço de tumores nos pacientes, trazendo impactos no tratamento do câncer. Essa tecnologia inovadora aponta para o futuro da Oncologia — e será tema de evento do Hospital Moinhos de Vento, nesta terça-feira (28), às 19h.

O encontro online abordará a “aplicação das análises de DNA tumoral circulante na caracterização do câncer”, e integra o ciclo de palestras do Centro de Pesquisa Clínica do Hospital Moinhos, que está discutindo temas relevantes da pesquisa clínica em Oncologia. O evento terá a participação de Alessandro Leal, médico oncologista responsável pela área de Medicina de Precisão do Hospital Israelita Albert Einstein.

“A biópsia líquida e a análise do DNA tumoral circulante são maneiras dos oncologistas observarem alterações moleculares do tumor, de forma precoce, específica e profunda. Esse é o futuro da medicina personalizada, para melhorar a terapia dos pacientes”, destaca o oncologista Pedro Isaacsson, coordenador médico de Pesquisa em Oncologia do Hospital Moinhos de Vento.

Essa tecnologia está sendo implementada na instituição, com a construção de um laboratório de biologia molecular. As inscrições para a palestra podem ser feitas no site.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2020 0 Comentários 537 Visualizações
Saúde

Câncer de cabeça e pescoço é o segundo mais frequente no Brasil e deve acometer até 45 mil pessoas em 2020

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço mostram que o câncer nessa região é o segundo com maior frequência no Brasil, atrás apenas dos tumores na mama para as mulheres e na próstata para os homens. A estimativa é de que, neste ano, entre 35 e 45 mil brasileiros descubram que têm a doença. Isso sem considerar os tumores de pele que atingem áreas da face, couro cabeludo e pescoço.

O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, 27 de julho, tem o objetivo de alertar para os tumores numa região nobre do corpo. Os órgãos e tecidos desta área possuem diversas funções vitais e sociais, como a alimentação, a respiração, a fala, a audição, a visão e o controle metabólico, sem contar a identidade visual. A data destaca a importância do diagnóstico precoce para ampliar as chances de tratamento e cura, com mínimas sequelas funcionais e estéticas.

O cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Moinhos de Vento, Daniel Sperb, alerta que qualquer sintoma, ferida ou nódulo na região da cabeça e pescoço que não melhore em 15 dias deve ser avaliado. “O mais importante passo para diagnóstico e tratamento correto é o exame clínico por um especialista o mais rápido possível. Exames complementares de imagem, laboratório e anátomo patológico são realizados conforme cada situação. Quanto antes começar a tratar, melhores os resultados”, explica.

Os tipos

Entre os tipos de tumores de cabeça e pescoço estão os de lábio e pele (geralmente pela exposição solar excessiva), de tireóide (um dos que mais cresce no mundo), das glândulas salivares e no sistema linfático. Os mais comuns são de boca, da faringe e da laringe, relacionados com o tabagismo, excesso de consumo de bebida alcoólica, má higiene oral e, mais recentemente, com o vírus HPV (papilomavírus humano).

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 15 mil novos casos de câncer bucal em 2020 – cerca de 11 mil em homens e quatro mil em mulheres. O número de mortes pela doença no período poderá chegar a cinco mil.

Pesquisa inédita

Pesquisadores do Hospital Moinhos de Vento descobriram que a prevalência de lesões orais persistentes é 76% superior entre jovens e adolescentes que tiveram dois ou mais parceiros sexuais no passado. Aqueles que relataram não usar preservativo em relações sexuais têm 68% mais chance de ter essas lesões que não cicatrizam após 15 dias e que podem ser sintoma de câncer de boca. Os números foram colhidos em um estudo que entrevistou mais de 7 mil pessoas em todas as capitais brasileiras.

O levantamento – que investigou se essas lesões estão associadas a comportamentos sexuais e à presença de doenças sexualmente transmissíveis – utilizou os dados do projeto POP-Brasil, desenvolvido por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). As análises também concluíram que pessoas com HIV, sífilis, papilomavírus humano (HPV) ou alguma infecção sexualmente transmissível autorreferida apresentaram prevalência 140% maior em lesões orais persistentes.

Pesquisadora da instituição e coordenadora do estudo, Eliana Wendland, explica que não é possível conectar diretamente as lesões bucais ao HPV, pois não passaram por biópsia. “O estudo mostrou a relação entre padrões de comportamento sexual e as lesões de boca. Quem já se relacionou com duas ou mais pessoas ou não usa preservativo tem maiores chances de ter as lesões persistentes, evidenciando a importância da camisinha como estratégia de prevenção primária desses agravos”, esclarece a médica epidemiologista.

O estudo foi desenvolvido entre 2015 e 2017, englobando todas as capitais brasileiras e o Distrito Federal, com coleta de dados realizada em 119 Unidades Básicas de Saúde. Os participantes têm entre 16 e 25 anos e não foram vacinados contra o HPV. Nos Estados Unidos, já existe a indicação de ampliação da idade para vacinação até os 45 anos.

Cuidados e tratamento

Com alguns cuidados, é possível prevenir o aparecimento das lesões e tumores. Os principais são manter uma boa higiene bucal, não fumar, não consumir bebida alcoólica em excesso, utilizar protetor solar labial durante a exposição ao sol e usar preservativo. De acordo com o especialista, também não se deve usar pomadas ou medicações sem orientação médica. “Muitos pacientes buscam atendimento com tumores extremamente agravados por usarem, durante longo tempo, pomadas à base de corticóide sobre as lesões”, pontua Daniel Sperb.

Os tratamentos devem ser realizados por equipe multidisciplinar, que pode ser composta por cirurgião de cabeça e pescoço, oncologista clínico, patologista, endocrinologista, radiologista, radioterapeuta, dentista, enfermeiro especializado, fonoaudiólogo, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, psiquiatra e cirurgiões plásticos. O paciente pode necessitar de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia – ou até as três modalidades. Alguns desses especialistas ajudam também a prevenir ou tratar sequelas advindas do tumor e do seu tratamento.

Entre as novidades estão a evolução das cirurgias endoscópicas e robóticas, permitindo a realização de procedimentos menos invasivos e com menos sequelas. Os aparelhos de radioterapia também estão cada vez mais precisos e permitem focar melhor a radiação nas áreas de tumor, sem atingir órgãos e tecidos saudáveis.

Tratamentos imunoterápicos são outro avanço. “Estamos apenas iniciando a era da imunoterapia e já podemos ver que esses medicamentos ampliarão completamente o entendimento do câncer, trazendo múltiplos benefícios para os pacientes”, conclui o cirurgião.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2020 0 Comentários 536 Visualizações
Variedades

Hospital Moinhos doa móveis e equipamentos para três hospitais gaúchos

Por Gabrielle Pacheco 23/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Hospital Centenário, de São Leopoldo, o Hospital de Caridade de Canguçu e o Hospital Porto Alegre ganharam reforço em suas estruturas graças às doações realizadas pelo Hospital Moinhos de Vento. São 62 camas hospitalares elétricas, 15 macas e mais de 60 itens como cadeiras, poltronas, mesas e estações de trabalho. As instituições beneficiadas foram escolhidas a partir de inscrição no edital do programa “Equipar e Cuidar”, da área de Responsabilidade Social da instituição.

O superintendente executivo do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, diz que a solidariedade e a união são fundamentais para enfrentar a pandemia. “Pensar na comunidade e em cuidar das pessoas é primordial para salvar vidas. A instituição tem um compromisso com a cidadania. Oferecemos aqui mais do que uma estrutura de excelência e medicina de referência: também faz parte do nosso papel social compartilhar isso com outras casas de saúde”, destaca Mohamed.

Para a consultora de Responsabilidade Social do Moinhos de Vento, Eloisa Ely Frota, atos como esse simbolizam o compromisso da instituição em contribuir para a sociedade além da medicina. “Esses materiais só foram doados porque aqui temos o hábito de renovar frequentemente nossos materiais e equipamentos. Alinhamos a isso a nossa vontade de engajar e construir, assim, contribuímos com instituições e com a sociedade”, completa Frota, destacando que os móveis e equipamentos doados estão em ótimo estado.

Os equipamentos foram distribuídos igualitariamente entre as três instituições selecionadas. O programa “Equipar e Cuidar”, promovido pelo Hospital Moinhos, tem como objetivo revitalizar instituições sociais, especialmente na área da saúde. As entidades são selecionadas a partir da publicação de editais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/07/2020 0 Comentários 527 Visualizações
Saúde

Médico do Hospital Moinhos de Vento participa de publicação sobre complicações da Covid-19

Por Gabrielle Pacheco 21/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A busca por orientações para o tratamento de uma das mais graves complicações da Covid-19 – a alteração da coagulação do sangue que pode levar à trombose e, em alguns casos, à embolia pulmonar – reuniu um grupo de pesquisadores da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH) e do Comitê de Trombose e Hemostasia da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular. Médicos que são referência em diversas instituições brasileiras em áreas como cirurgia vascular, pneumologia, cardiologia, hematologia, neurologia e de outras especialidades produziram um guia com recomendações baseadas nas melhores evidências revisadas até o momento.

Esse material deu origem ao artigo Orientações sobre Diagnóstico, Prevenção e Tratamento das Complicações Tromboembólicas na Covid-19: Posição da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia e do Comitê de Trombose e Hemostasia da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular. O texto foi publicado recentemente na revista Hematology Transfusion and Cell Therapy.

Um dos autores é o cirurgião vascular Marcelo Melzer Teruchkin, membro do Laboratório de Doenças Vasculares do Hospital Moinhos de Vento e que faz parte da SBTH. Ele foi o único médico de uma instituição gaúcha a participar da publicação que tem o objetivo de auxiliar os profissionais que estão na linha de frente do atendimento aos casos de coronavírus. “O artigo surgiu para reunir, de forma fácil e organizada, uma série de referências disponíveis. O cenário da pandemia é muito dinâmico. Os estudos estão em andamento e as informações precisam ser atualizadas em tempo real”, observa.

Alto risco

Segundo Marcelo, conforme a progressão da infecção pelo Covid-19, pode ocorrer uma alteração da cascata da coagulação do sangue. Isso acaba gerando um número considerável de casos de tromboses, podendo evoluir para uma situação crítica que é a embolia pulmonar.

“O risco de tromboembolismo, em pacientes hospitalizados, pode variar entre 15% e 40%, podendo chegar a 70% em pacientes internados em UTI.”

Conforme o cirurgião vascular, quando ainda se acompanhava as notícias da evolução do coronavírus na China e depois nos países europeus, já havia relatos desse tipo de complicação. A elevação de um elemento sanguíneo conhecido com Dímero-D, que está presente na maioria dos casos de trombose, era observada em muitos pacientes infectados pelo Covid-19. O médico esclarece que essa complicação não está associada a problemas vasculares preexistentes, mas sim ao próprio agravamento do quadro infeccioso.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2020 0 Comentários 480 Visualizações
Variedades

Hospital Moinhos de Vento entrega mais de 11 mil donativos a moradores das ilhas

Por Gabrielle Pacheco 20/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A corrente de solidariedade liderada pelo Hospital Moinhos de Vento já levou mais de 11 mil itens doados à comunidade da Ilha Grande dos Marinheiros, em Porto Alegre.  A primeira entrega de roupas, alimentos não-perecíveis, materiais de higiene e de limpeza ocorreu na tarde desta quinta-feira, 16, em uma campanha que teve início no último fim de semana. Como o local foi atingido pelas inundações do Rio Jacuí, muitos moradores ribeirinhos perderam seus pertences.

Dos donativos entregues, 2.697 foram doados pela comunidade e colaboradores do Hospital, e mais de 9 mil itens foram adquiridos com as doações financeiras destinadas pela sociedade à campanha. Entre as doações, além de alimentos e agasalhos, estão diversos produtos como fraldas, sabonetes, papel higiênico, vassouras, sabão e lençóis.

As doações foram levadas ao Centro Social Marista Aparecida das Águas, entidade que realiza a entrega juntamente com o Hospital Moinhos. A organização social possui um cadastro e tem mapeadas as necessidades dos moradores. De acordo com o Irmão Miguel Antônio Orlandi, do Centro Social Marista, a iniciativa vai ajudar na reconstrução dos lares, mas mostra também um grande gesto de humanidade. “Mais do que isso, mostra empatia com essas comunidades”, destaca.

Para o morador Alex Mendes, as doações vêm em boa hora, pois a comunidade está isolada. “Fico muito feliz com a ajuda”, completou João Alfredo Ramos, que mora há quatro anos em uma região mais afastada da ilha.

Segundo a consultora de Responsabilidade Social do Hospital Moinhos de Vento, Eloísa Frota, a campanha envolve colaboradores da organização, empresas, grupos de voluntários e sociedade civil. “Desde 2004, o Hospital desenvolveu projetos na região das Ilhas e, de alguma forma, sempre procuramos nos manter próximos”, destaca. “Estamos recebendo um grande apoio, com doações sendo feitas de hora em hora”, diz.

O material recebido foi organizado e passou por uma triagem, feita por colaboradores e voluntários do Hospital e também por parceiros da DU99. Todos usaram equipamento de proteção individual durante as atividades. Em razão da pandemia, as doações passaram por uma quarentena de 48 horas, armazenadas em diferentes espaços da instituição.

A campanha segue recebendo doações da sociedade até 24 de julho. Outras informações e dados bancários podem ser obtidas pelo telefone (51) 3314-3434.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/07/2020 0 Comentários 470 Visualizações
Saúde

Pandemia provocou mudanças e avanços na telemedicina na Europa e Brasil

Por Gabrielle Pacheco 16/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Se no Brasil a pandemia garantiu a regulamentação da telemedicina, em países como Inglaterra e Portugal a Covid-19 exigiu ampliação e adequação dos seus sistemas. O Departamento de Saúde do Reino Unido, por exemplo, teve 48 horas para organizar uma rede de atendimento online com capacidade de triar, monitorar e dar orientações a milhões de britânicos com sintomas de infecção por coronavírus. No Hospital da Luz, de Lisboa, a demanda por consultas por videoconferência, que era de 20 a 30 por dia, mais do que triplicou desde fevereiro e o número de espaços dedicados ao serviço foi ampliado de sete para 22.

Essas mudanças foram abordadas durante a sexta edição da live Moinhos Talks, que teve como  tema “A Telemedicina na Europa: o que o Brasil tem a aprender?”. O evento online foi realizado em parceria com o governo britânico e trouxe as experiências de alguns desses países, a partir da visão de três especialistas: Hassan Chaudhury, líder de saúde digital na Healthcare UK (Departamento de Saúde do Reino Unido); Daniel Ferreira, diretor clínico do Digital Clinical Center do Hospital da Luz de Lisboa (Portugal); e o brasileiro Erno Harzheim, que foi secretário da Saúde de Porto Alegre, secretário da Atenção Básica de Saúde do Ministério da Saúde e um dos criadores do Telessaúde no Rio Grande do Sul.

O gestor da Healthcare UK ressaltou que apesar da telemedicina ser uma prática que existe há anos no Reino Unido, era pouco valorizada – e a Covid-19 exigiu uma ampliação da rede de atendimento remoto. “A pandemia mudou tudo e nos mostrou que o sistema de saúde que não tiver uma estrutura robusta e qualificada de teleatendimento não sobreviverá aos próximos 10 anos. E esse investimento vai valer a pena, será economicamente viável, porque agora é essencial”, disse Hassan Chaudhury. Ele explicou como está funcionando a rede de saúde digital e como isso reduziu a circulação de pessoas, evitando uma disseminação ainda maior da infecção. O britânico ponderou que o foco na Covid-19 represou pacientes com outros problemas de saúde, especialmente cardíacos e oncológicos, o que vai exigir um plano para o atendimento destes casos.

Segundo o diretor clínico do Digital Clinical Center do Hospital da Luz, este será um desafio mundial. Mas para Daniel Ferreira é justamente a telemedicina que poderá ajudar a desafogar o sistema nos casos de doenças crônicas. “Em situações estabilizadas, podemos fazer um acompanhamento remoto e alternar visitas presenciais com as consultas online. Exigirá disciplina do paciente, que terá que fazer as medições como de pressão arterial, medicação, etc, e o envio desses dados ao médico. Por outro lado, cabe aos profissionais e instituições de saúde criar os aplicativos e ferramentas para este controle e troca de informações”, pontuou.

Um dos criadores do Telessaúde no Rio Grande do Sul, Erno Harzheim acredita que a utilização cada vez mais ampla da telemedicina é um caminho sem volta. Ele citou a cirurgia robótica e técnicas como a videolaparoscopia como procedimentos que dispensam a presença física do médico, por exemplo. “Mesmo que se pesquise pouco e tenhamos uma carência de estudos e metanálise, porque não há interesse de avaliar e atestar se é eficaz ou não, a demanda e a oferta por telemedicina e telessaúde vêm aumentando muito rapidamente. O que temos de avaliações sobre efetividade mostram bons resultados com custo reduzido”, afirmou.

O debate teve apresentação do médico e coordenador de saúde digital do Hospital Moinhos, Felipe Cabral, e mediação do superintendente médico da instituição, Luiz Antonio Nasi. O evento foi transmitido pelo canal do hospital no Youtube.

Telemedicina e pandemia no Hospital Moinhos

Em dois meses, mais de 2 mil atendimentos médicos remotos foram realizados por profissionais do Hospital Moinhos de Vento. Trata-se de um reflexo das restrições impostas pela pandemia, o que acabou antecipando uma tendência que a instituição já vinha investindo. “A telemedicina é um processo avançado para orientar, consultar e monitorar pacientes, trocar informações médicas e realizar diversos diagnósticos a distância”, enfatizou Cabral .

A prática foi regulamentada este ano no Brasil, por necessidade, com a chegada da Covid-19. Em outros países, a telemedicina já é utilizada há anos de forma segura, conforme as respectivas legislações, a ética e as normas médicas – sendo bastante utilizada nos Estados Unidos, Canadá e principalmente na Europa. Para o superintendente médico, por aqui, os maiores desafios são os custos e o acesso ao serviço. “Sabemos que nem todo mundo tem acesso à internet de qualidade, a bons dispositivos e aplicativos. Talvez muitos dos pacientes que mais precisem não consigam ter acesso. Os governos vão ter de entregar conexão e condições para que os mais vulneráveis também sejam atendidos”, concluiu Nasi.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2020 0 Comentários 531 Visualizações
Variedades

Hospital Moinhos de Vento lança campanha para ajudar famílias atingidas pela enchente

Por Gabrielle Pacheco 13/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Hospital Moinhos de Vento iniciou uma campanha para arrecadar doações para ajudar as famílias atingidas pela enchente na Ilha Grande dos Marinheiros, em Porto Alegre. A partir desta segunda-feira, 13, alimentos não perecíveis e agasalhos podem ser entregues nos postos de coleta no saguão do 8° andar do Bloco B, com acesso pela Rua Tiradentes, 333, ou na portaria de serviços pela Rua Dr. Vale.

A região das ilhas foi atingida pelas inundações do Rio Jacuí e muitos moradores ribeirinhos tiveram que sair de suas casas. Quem quiser colaborar com recursos para a compra de roupas e alimentos, também pode depositar qualquer valor na conta da Associação Hospitalar Moinhos de Vento.

Conta para depósitos

Banco Santander (033)

Agência 3794

Conta 13000064-9

Razão Social: Associação Hospitalar Moinhos de Vento

CNPJ: 926858330001-51

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/07/2020 0 Comentários 566 Visualizações
Saúde

Evento online do Hospital Moinhos reúne especialistas mundiais em telemedicina

Por Gabrielle Pacheco 10/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Em dois meses, mais de 2 mil atendimentos médicos remotos foram realizados por profissionais do Hospital Moinhos de Vento. Trata-se de um reflexo das restrições impostas pela pandemia, o que acabou antecipando uma tendência que a instituição já vinha investindo. A telemedicina é um processo avançado para orientar, consultar e monitorar pacientes, trocar informações médicas e realizar diversos diagnósticos à distância.

A prática foi regulamentada este ano no Brasil, por necessidade, com a chegada da COVID-19. Em outros países, a telemedicina já é utilizada há anos de forma segura, conforme as respectivas legislações, a ética e as normas médicas – sendo bastante utilizada nos Estados Unidos, Canadá e principalmente na Europa.

Com o tema “A Telemedicina na Europa: o que o Brasil tem a aprender?”, a próxima live Moinhos Talks será realizada em parceria com o governo britânico. O debate trará experiências de alguns desses países, a partir da visão de três especialistas: Hassan Chaudhury, líder de saúde digital na Healthcare UK (Departamento de Saúde do Reino Unido); Daniel Ferreira, diretor clínico do Digital Clinical Center do Hospital da Luz de Lisboa (Portugal); e o brasileiro Erno Harzheim, que foi secretário da Saúde de Porto Alegre, Secretário da Atenção Básica de Saúde do Ministério da Saúde e um dos criadores do Telessaúde no estado. Eles apresentarão as inovações na área e como os brasileiros podem aproveitar a tecnologia e esses ensinamentos. Também participam o médico e coordenador de saúde digital do Hospital Moinhos, Felipe Cabral, com mediação do superintendente médico da instituição, Luiz Antonio Nasi.

O evento online acontece na quarta-feira (15) e começa às 17h30. As inscrições podem ser feitas no site do Hospital Moinhos. Por contar com convidados internacionais, a live terá tradução simultânea para o Português.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/07/2020 0 Comentários 529 Visualizações
Saúde

Medo da Covid-19 provoca queda em diagnósticos de câncer e atrasa tratamento

Por Gabrielle Pacheco 09/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

As projeções vêm da Europa, mas podem se repetir aqui no Brasil. Na Inglaterra, existe uma estimativa de que o número de mortes de pacientes com novos diagnósticos de câncer aumentem em até 20% nos próximos 12 meses. São mais de seis mil pacientes. A causa é o medo que leva a atrasos na procura por exames de diagnóstico e também no abandono dos tratamentos em andamento.

Para chegar nessas estimativas, um estudo da University College London analisou dados de oito hospitais e detectou redução de 76% nos encaminhamentos urgentes de pessoas com suspeita de câncer e diminuição de 60% nos agendamentos de quimioterapia. Por aqui, a baixa procura por consultas e exames de diagnóstico repete o cenário preocupante.

No Hospital Moinhos de Vento, a situação mais crítica é a percebida no Serviço de Mastologia. A queda chega a 80% em exames de diagnóstico e em cirurgias para retirada de tumores. “O medo do novo coronavírus pode aumentar as taxas de mortalidade por câncer. As pessoas que não estão fazendo os exames de rastreamento podem descobrir um tumor quando as chances de tratamento e cura são menores. Além disso, no sistema público, podemos ter um colapso pela alta demanda de pacientes oncológicos com diagnóstico tardio e, com isso, mais dificuldade para tratá-los”, explica a chefe do Serviço de Mastologia da instituição, Maira Caleffi. “Estamos trabalhando sob todos os cuidados e as pacientes estão sendo operadas em prazos rápidos e em áreas muito seguras”, completa.

Epidemia de câncer

Os procedimentos de biópsia para identificação de tumores tiveram queda de até 50% de março a junho deste ano em comparação com 2019, os quatro meses seguintes à confirmação do primeiro caso de Covid-19 no estado. A diminuição do movimento no Centro de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento também chama a atenção. O número de novos pacientes iniciando tratamentos com radioterapia foi 20% menor no período. A média diária de sessões chegou a reduzir pela metade em alguns momentos.

O chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Sérgio Roithmann, alerta para o risco de uma “epidemia” de câncer em estágios mais avançados, no futuro. “Evoluímos muito na última década com novas tecnologias que nos permitem tratar o câncer de forma mais eficaz e menos dolorosa. Temos cirurgia conservadora, robótica, radioterapia de precisão, drogas alvo, imunoterapia e as possibilidades de cura com menos sequelas. Mas o diagnóstico precoce é o que salva vidas de dois em cada três casos. O efeito dessa redução dos diagnósticos e dos atraso no início e até interrupção dos tratamentos pode fazer com que as chances de sucesso das terapias sejam limitadas”, ressalta.

Ambiente mais seguro e fluxos individualizados

A oncologista Daniela Rosa destaca que o receio dos pacientes que deixaram de procurar os hospitais demonstra falta de informação. “Os protocolos e rotinas adotados devido ao risco de contaminação tornou algumas áreas ainda mais seguras. A instituição possui fluxo individualizado para atender pacientes com sintomas respiratórios para prevenir infecções de pessoas com outros problemas de saúde. Com a suspensão de procedimentos eletivos e medidas que limitam a circulação, está até mais fácil e mais rápido realizar qualquer exame e consulta”, pontua a médica do Serviço de Oncologia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/07/2020 0 Comentários 514 Visualizações
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