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Business

Brazilian Footwear lança série internacional sobre sustentabilidade na indústria calçadista

Por Ester Ellwanger 11/01/2022
Por Ester Ellwanger

O programa Brazilian Footwear, realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), acaba de lançar uma série com dez episódios voltados à sustentabilidade na indústria calçadista brasileira. O foco é o mercado internacional, marcando o posicionamento da indústria brasileira como player sustentável em nível mundial. Participam da série as empresas Beira Rio, Bibi, Grendene, Kidy, Klin, Pegada, Piccadilly, Ramarim, Urban Flowers e Usaflex. O lançamento oficial aconteceu durante a participação brasileira na Expo Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A coordenadora de Promoção de Imagem da Abicalçados, Alice Rodrigues, destaca que a série é parte de uma campanha do reposicionamento do Brazilian Footwear, que será lançada em 2022. “A sustentabilidade é um atributo de valor no Brasil, mas principalmente um requisito para atração de mais negócios. O posicionamento da indústria brasileira de calçados retratando a realidade prática de sustentabilidade reforçará ainda mais as oportunidades de negócios e a promoção da nossa imagem no exterior”, avalia, ressaltando que as empresas participantes, mais do que produtos sustentáveis, possuem processos produtivos alinhados com o conceito.

Para a gestora do Brazilian Footwear na ApexBrasil, Mariele Christ, a sustentabilidade, especialmente para empresas que desejam exportar seus produtos para mercados mais desenvolvidos, especialmente da Europa e América do Norte, já não é mais um diferencial, é uma necessidade. “Diante de todos os desafios climáticos e ecológicos, a sustentabilidade tem ganhado cada vez mais importância para os consumidores. É um movimento mundial”. Segundo ela, as ações de comunicação para o mercado internacional, em especial a série, ajudam a difundir um trabalho importante e com grande apelo no imaginário do consumidor. “A indústria calçadista nacional, cada vez mais, vem trabalhando a sustentabilidade. O fato é traduzido no Origem Sustentável, a única certificação mundial da cadeia na área de sustentabilidade”, conclui.

 

Tendência mundial

Uma das empresas que participam da ação é a Usaflex, de Igrejinha/RS. A analista de Marketing Internacional da empresa, Simone Strazburger, destaca que o futuro depende de um trabalho sustentável, não apenas ambientalmente, mas em todos os pilares econômico, social e cultural que dão base ao conceito da Sustentabilidade. “Novos olhares para a sustentabilidade, como o conceito de ESG (Environmental, Social and Governance), demonstram que cuidar do meio ambiente, ter responsabilidade social e adotar melhores práticas de governança são pilares indispensáveis para a prosperidade”, diz a analista.

“Percebemos uma maior preocupação com produtos sustentáveis em países da Europa e nos Estados Unidos, que já nos solicitam certificações e testes que comprovam a origem e tipo de material utilizado na fabricação de nossos calçados. Este movimento é bastante importante e precisa ser olhado com atenção pela indústria brasileira, pois geralmente são esses países que norteiam as tendências de consumo para o resto do mundo”, ressalta.

 

Simone conta que a Usaflex traz em seu portfólio de produtos, artigos visando a preocupação com o meio-ambiente, introduzindo tênis produzidos com fios reciclados de garrafa pet, uma proposta que renova o cuidado com o meio ambiente.”Este projeto foi apresentado na participação da empresa no saguão de Sustentabilidade, na Expo Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A recepção foi muito boa”, avalia. Além deste, ela conta que a empresa está trabalhando com uma linha de palmilhas chamada Re-Confort, constituída, na parte superior, por espumas de alta densidade e na parte inferior por compostos provenientes da reciclagem de espumas utilizadas na fabricação de outras palmilhas e na própria forração dos calçados Usaflex.

Para a analista, a série do Brazilian Footwear dá um passo importante na comunicação da sustentabilidade brasileira ao mercado internacional, que atualmente é realizada pela Usaflex por meio de treinamentos com vendedores das lojas parceiras ao redor do planeta (in loco e on-line), nos quais são apresentados os pilares do ESG traduzidos em ações realizadas pela empresa, tais como a logística reversa, descontaminação e reciclagem, uso de energias renováveis etc. Nas oportunidades, são apresentadas as formas de seleção dos fornecedores, que devem ter certificações como Leather Working Group e CSBC, que são certificações de rastreabilidade do couro para ser inserido e reprocessado dentro da cadeia produtiva do calçado.

 

Retornos positivos

A Klin, de Birigui/SP, também é parte da série do Brazilian Footwear. A gerente de exportação da empresa, Camila Chamoun, destaca que a sustentabilidade sempre foi uma marca da atuação da calçadista. “Há 38 anos, quando foi fundada a empresa, já existia essa preocupação com o meio ambiente. Então sempre foi muito verdadeiro para nós”, diz. Segundo ela, atualmente são realizados projetos que incentivam o crescimento profissional dos funcionários, promovem o reflorestamento das regiões de atuação, otimizam o uso de recursos naturais no processo produtivo, entre outros. “Mas também entendemos que a sustentabilidade precisa ser tangível, no produto”, acrescenta.

Para incentivar a cultura da sustentabilidade, a Klin tem entre seus destaques a Linha Semear. Camila explica que a sola e o cabedal do produtos são desenvolvidos com 20% dos seus materiais reciclados do processo produtivo (borrachas e tecidos). Além disso, os pares vêm com sementes para incentivar o plantio dos pequenos consumidores. Outro destaque é a linha Eco Klin, que traz calçados produzidos com garrafas pet recicladas – quatro pets por par. “É mais do que um produto comercial, é uma forma de comunicar ao mercado a preocupação ecológica da empresa, de forma genuína e tangível”, explica Camila.

 

Camila conta que a empresa tem reforçado a comunicação com o consumidor final, tanto brasileiro quanto internacional, e que a série do Brazilian Footwear certamente auxiliará no processo. “Quando apresentamos o vídeo da série em Dubai, durante a Expo, tivemos uma receptividade muito boa. Até mesmo após, quando enviamos a campanha para o nosso CRM, recebemos mais respostas do que o usual por parte de compradores internacionais parabenizando pela apresentação”, comemora a gerente, ressaltando que existe uma procura de clientes antigos e novos por produtos sustentáveis, especialmente nos mercados da Europa. “Apresentamos os produtos e notamos que eles ficam positivamente surpresos”, conclui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/01/2022 0 Comentários 759 Visualizações
Cidades

Comusa lança campanha uso racional da água, #FechaPraPreservar

Por Ester Ellwanger 11/01/2022
Por Ester Ellwanger

Com a chegada do verão e do calor, mais do que nunca é hora de controlar o desperdício de água tratada e retomar hábitos que reduzem o consumo. Nesse período, o aumento no consumo é de quase 7%, principalmente nos sábados, que apresenta um aumento de 7,3% em relação aos outros dias da semana.

A Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo dá início a mais uma campanha de verão “#FechaPraPreservar”, com o foco em conscientizar a comunidade hamburguense e oferecer dicas de hábitos diários que auxiliem a evitar o desperdício. “Em 2020, tivemos a maior seca da história da Comusa e as expectativas para essa temporada é de um verão quente e com poucas chuvas.

Mesmo que estejamos melhorando a captação e armazenamento de água na autarquia, ainda é preciso um cuidado da população para economizar a água tratada, principalmente, pela questão ambiental”, justifica a diretora-geral interina, Andrea Braun. “Temos uma obrigação legal de fazer esse alerta, mas, nesse ano, é ainda mais importante conscientizar nossa população e trabalhar para que ela também propague essa mensagem”, explica.

A campanha foi produzida pela assessoria de imprensa da Comusa e vai apresentar, nas redes sociais e site, dicas e dados importantes sobre o desperdício de água.

 

Dicas para economizar água

No banho: fecha pra ensaboar. Em um banho de 15 minutos, economia de 162 litros
Lavando a louça: com torneira aberta = 243 litros. Fechada = 20 litros
Ao escovar/barbear: 5 minutos de escovação com torneira aberta = 12 litros de água em casa / 80 litros em apartamento. Fechada = 11,5 litros em casa/79 litros no apartamento
Lavar a roupa: 5 quilos de roupa consome 135 litros. Use em capacidade alta apenas 3 vezes por semana/reaproveite a água para lavar o quintal
Para regar as plantas: 10 minutos de mangueira aberta = 186 litros. Com regador ou esguicho-revólver = economia de 86 litros
Lavar o carro:  30 min com mangueira = de 216 até 560 litros. Com balde = 40 litros;
Lavar a calçada: 15 min. = 279 litros. Dica: use a vassoura para limpar calçada e quintal.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

11/01/2022 0 Comentários 649 Visualizações
Cidades

Pró-Sinos compartilha principais realizações de 2021

Por Ester Ellwanger 17/12/2021
Por Ester Ellwanger

Novo Hamburgo foi escolhida para sediar a apresentação das principais realizações de 2021 e também a discussão de prioridades para 2022 do Consórcio Público de Saneamento Pró-Sinos. O encontro, que marcou a 4ª Assembleia Geral Ordinária do consórcio, ocorreu nesta quinta-feira, 16 de dezembro, no auditório do 4º andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry.

Em 2022, o consórcio, que tem vocação para apoiar os municípios que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos na formulação e cumprimento da política de saneamento a partir das perspectivas das áreas técnica e de educação ambiental, completará 15 anos de atividades.

Além das questões administrativas, financeiras e da área de compras e licitações, a assembleia abriu espaço para tratar da exigência legal de atualização dos Planos Municipais de Saneamento. O presidente do Consórcio Pró-Sinos e prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal, destacou o protagonismo da entidade no tema da regionalização do saneamento, atendendo ao que prevê a Lei 14.026/20. Está tramitando na Assembleia Legislativa um projeto de lei do governo do Estado, estabelecendo a divisão regional do saneamento.

Pró-Sinos e Granpal construíram uma proposta de emenda ao projeto de lei alterando a responsabilidade dos municípios e a criação de sub-blocos para que os municípios possam decidir como será a prestação do serviço.

“Parabenizo o presidente Pascoal porque foi um guerreiro na questão do saneamento. Dedicou boa parte do seu tempo para que a gente pudesse ter uma solução melhor do que estavam nos impondo”, destacou a prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt, vice-presidente de Pró-Sinos e anfitriã do encontro.

Destaques

Entre os destaques na área técnica estão os avanços do Programa de Monitoramento Espacial, que completou um ano em 2021. Além da análise da qualidade da água, a plataforma reúne também iniciativas relacionadas à educação ambiental e logística reversa. Outros pontos apresentados foram as discussões sobre a criação do corredor ecológico Sapucaia-Brigadeira, o monitoramento da invasão das palometas no Rio dos Sinos e a logística reversa, que recebeu o reconhecimento do Ministério Público acerca do programa coordenado pelo Pró-Sinos.

Na educação ambiental, área que está ligada à origem do consórcio em 2007, o Pró-Sinos realizou, em 2021, 226 atividades, com alcance de mais de 40 mil pessoas. Também triplicou a meta de horas destinadas à capacitação, formação e realização de oficinas temáticas, totalizando 306 horas disponibilizadas aos profissionais ligados à área ambiental. O grupo manteve contato direto com interlocutores ambientais dos municípios consorciados, com reuniões mensais para discussões, apresentação de cases e compartilhamento de abordagens replicáveis em diversos espaços.

Cada vez mais o consórcio se consolida como uma instituição que pauta a opinião pública e que é procurada para se manifestar sobre diversos temas, que vão além da questão do saneamento, como assuntos ambientais de modo geral. Isso é reflexo da credibilidade, da qualidade técnica e do trabalho realizado pelo Pró-Sinos”.

Em 2021, o Pró-Sinos foi notícia em mais de 100 publicações, com conteúdos sobre saneamento e meio ambiente em veículos locais, regionais e estaduais. “Cada vez mais o consórcio se consolida como uma instituição que pauta a opinião pública e que é procurada para se manifestar sobre diversos temas, que vão além da questão do saneamento, como assuntos ambientais de modo geral. Isso é reflexo da credibilidade, da qualidade técnica e do trabalho realizado pelo Pró-Sinos”, destacou Pascoal.

O encontro contou com a presença dos prefeitos de Ivoti, Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Novo Hamburgo e Esteio, além do vice-prefeito de Nova Santa Rita e representantes das cidades de São Leopoldo, Canoas, Santo Antônio da Patrulha, Parobé, Portão, Ivoti, Três Coroas, Sapiranga, Campo Bom, Glorinha, Novo Hamburgo, Esteio, São Francisco de Paula e Nova Santa Rita.

Foto: Lu Freitas/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/12/2021 0 Comentários 617 Visualizações
Cidades

Projeto da Escola 25 de Julho valoriza o meio ambiente

Por Stephany Foscarini 16/12/2021
Por Stephany Foscarini

Com o desejo de colocar em prática um projeto com o tema reciclagem, neste ano a Escola 25 de Julho, de Picada Café, desenvolveu o Ateliê de Reciclagem e Horta para ensinar aos alunos a importância da separação correta dos resíduos e sua destinação correta.

A diretora Cíntia Tamara Schoeler explica que a escola realizou dois drives-thru (em junho e em outubro) e que de lá para cá várias famílias da comunidade começaram a trazer seus resíduos para a escola. “O destino do valor arrecadado com a coleta e separação dos resíduos é dividido em três partes: ação social para auxílio em um tratamento de saúde, 9º ano e para o projeto”, acrescenta.

Acreditamos que assim nossos alunos e a comunidade estão adquirindo hábitos conscientes e coletivos e isso faz a diferença”.

Esta iniciativa, segundo Cíntia, retirou do destino inadequado cerca de 3815 quilos, entre papel, plástico, papelão, tetra pak, latinhas, pet, óleo, tampinhas, aerossóis e 3200 quilos de resíduos eletrônicos e ferro velho, gerando um ganho ambiental e novas posturas ambientais na comunidade. “Acreditamos que assim nossos alunos e a comunidade estão adquirindo hábitos conscientes e coletivos e isso faz a diferença”, salienta.

Cíntia informa que encerraram as coletas para 2021 e que no retorno das aulas será divulgada a data de reinício das mesmas. “Agradecemos à comunidade de Picada Café, que trouxe materiais para que pudéssemos realizar a triagem e a destinação correta, e à Prefeitura Municipal, através da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, que é nossa parceira no projeto”, conclui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/12/2021 0 Comentários 656 Visualizações
Business

Abree celebra inauguração da 10ª Central de Logística Reversa de Eletroeletrônicos

Por Ester Ellwanger 16/12/2021
Por Ester Ellwanger

Para iniciar uma nova etapa da logística reversa em Porto Alegre, seguindo as metas estabelecidas no Decreto Federal 10.240/2020, a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree) anuncia a assinatura do acordo de cooperação com a prefeitura de Porto Alegre. A parceria viabilizará a logística reversa “de ponta a ponta”, dando a destinação final ambientalmente correta de 100% dos produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos descartados.

Para celebrar a parceria e a inauguração do sistema de logística reversa de eletroeletrônicos na 10ª capital, foi realizado um evento no dia 13 de dezembro. Estiveram presentes na celebração Joaquim Leite (Ministro do Meio Ambiente), André França (secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente), Sebastião Melo (prefeito de Porto Alegre), Guilherme de Souza (secretário adjunto do Meio Ambiente e Infraestrutura do Estado do Rio Grande do Sul), Ana Pellini (secretária Municipal de Parcerias), Mauricio Medeiros (prefeito em exercício de Cachoeirinha), Sergio de Carvalho Mauricio (presidente da Abree), entre outras autoridades e parceiros.

“Porto Alegre é a 10ª capital do cronograma de inaugurações de Centrais de Logística Reversa de Eletroeletrônicos em capitais e começará a operar a partir de agora. O primeiro passo do processo é a conscientização da população sobre o descarte correto pós-consumo, após isso, o trabalho da Abree e seus parceiros começa, para assegurar a destinação ambientalmente correta desses produtos coletados”, explica Sergio de Carvalho Mauricio, presidente da Abree.

“Estamos aqui hoje, no Rio Grande do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, entregando mais uma central de logística reversa de eletroeletrônicos. É importantíssimo dar o destino correto de um celular, de um fone de ouvido, de uma geladeira, de um fogão, de um micro-ondas, entre outros. É cuidando da qualidade das cidades, da qualidade ambiental, é que vamos transformar a realidade para a maioria dos brasileiros. Isso é super importante: conscientizar que devemos destinar corretamente aquele eletroeletrônico que não utilizamos mais.”, afirma Joaquim Leite, Ministro do Meio Ambiente.

“Muito importante essa ação realizada agora em Porto Alegre, pois alerta toda a população sobre o descarte ambientalmente correto de eletroeletrônicos, do fone de ouvido à geladeira, o que preserva recursos naturais e evita o descarte inadequado, com proteção ao meio ambiente. Parabéns à Abree que chegou na 10ª capital e à prefeitura de Porto Alegre por esse importante passo. Podem contar com o apoio do Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente”, comenta André França, Secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.

No site da Abree a população encontrará informações sobre os pontos de recebimento de eletrônicos pós-consumo, além de uma lista completa de quais produtos podem ser descartados. São alguns exemplos: batedeira, ferro elétrico, fone de ouvido, liquidificador, máquina de costura, micro-ondas, purificador de água e televisão, entre outros. Para saber mais sobre o descarte ambientalmente correto entre no site.

A grande novidade para Porto Alegre é a coleta agendada gratuita para o munícipe e que pode ser feita de forma muito prática, sendo por meio do telefone: (51) 3469-0906, WhatsApp: (51) 98659-7295 ou e-mail: [email protected]. O munícipe deve informar o tipo de material além de enviar fotos. O prazo de coleta é de 1 a 7 dias após a solicitação e será informado via WhatsApp com 24h de antecedência.

O horário de atendimento do canal é das 8h às 18h e o peso estimado mínimo da coleta é de 30kg.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/12/2021 0 Comentários 971 Visualizações
Business

Empresa da Serra lança veículo 100% elétrico para entregas do e-commerce

Por Ester Ellwanger 16/12/2021
Por Ester Ellwanger

Com o objetivo de otimizar as entregas do e-commerce, a startup Arrow Mobility, de Caxias do Sul, desenvolveu uma van 100% elétrica voltada para entregas do e-commerce. Batizado de Arrow ONE, o veículo otimiza a logística das entregas, além de contribuir para o meio ambiente por meio da não emissão de CO2.

O head de Estratégia e Marketing da empresa, Julio Balbinot, explica que a van possui um sistema inovador batizado de One Shot Loader, que faz o carregamento das encomendas em apenas um movimento. “O mecanismo prevê uma plataforma que será carregada do lado de fora do veículo e depois será inserida dentro da van, de forma automatizada”, conta Balbinot. “Nós colocamos o motorista e a sua carga como protagonistas do projeto do veículo e não o contrário”, complementa.

Ainda falando de eficiência, outra novidade do modelo é o conceito de “Walk-in van”. Inédito no Brasil, ele permite que o motorista tenha acesso à carga sem precisar descer do veículo. Com uma capacidade de carga de 17 metros cúbicos, 50% acima de uma van tradicional, a van conta com 250 quilômetros de autonomia, frenagem regenerativa e tempo de recarga total de menos de três horas.

 

Redução de custos

Segundo o head de Desenvolvimento de Negócios da startup, Marcelo Simon, não foi apenas a eletrificação que viabilizou o negócio, que já tem pedido das 100 primeiras unidades para a Unidas, líder no mercado de terceirização de frotas e a segunda maior locadora de automóveis do Brasil. A entrega dos veículos está prevista para o segundo semestre de 2022.

“O Arrow ONE agrega conceitos que o tornam uma solução verde, eficiente e com design inovador. O veículo elétrico custa mais que um a combustível fóssil, porém custa menos para rodar (custo por quilômetro), o que faz com que o investimento ‘se pague’ em pouco tempo”, diz, ressaltando que a van proporciona um ganho de produtividade de até 50% e um custo energético até 80% menor se comparado a um veículo tradicional movido a combustíveis fósseis. “Ou seja, para cada R$1,00 gasto com combustível, o Arrow ONE consome R$0,20 em energia elétrica”, destaca Simon.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/12/2021 0 Comentários 881 Visualizações
Business

Empresas calçadistas investem em sustentabilidade

Por Ester Ellwanger 15/12/2021
Por Ester Ellwanger

Não é de hoje que a sustentabilidade vem chamando a atenção do mercado. Pesquisas apontam que o “argumento verde” vem ganhando importância no imaginário do consumidor, em um movimento influenciado por tendências globais.
Conforme pesquisa da Economist Intelligence Unit (EIU), encomendada pela WWF e realizada em 54 países, onde vive 80% da população mundial, a procura on-line por produtos sustentáveis cresceu 71%. Como não poderia ser diferente, a maior consciência do consumidor vem puxando o mercado de diversos setores, entre eles o calçadista.

“A tendência da sustentabilidade é global. Apesar de ser impulsionada pelos países mais desenvolvidos, especialmente na Europa, é um fenômeno que vem ocorrendo em economias emergentes, caso do Brasil. Semanalmente recebemos sondagens, especialmente de importadores, em busca de fornecedores sustentáveis aqui no País”, conta a coordenadora de Promoção Comercial da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Letícia Sperb Masselli, ressaltando que a oferta de calçados brasileiros sustentáveis pode ser encontrada na plataforma BrazilianFootwear.com.

Piccadilly

A fabricante de calçados femininos Piccadilly Company é um dos exemplos positivos do setor calçadista na área de sustentabilidade. A vice-presidente e diretora de produto da empresa, Ana Carolina Grings, destaca que, ciente de que a sociedade e os mercados estão rapidamente se transformando, concluindo a transição para uma sociedade mais sustentável, circular e de baixo carbono, a empresa tem inserido no seu dia a dia uma estratégia Environmental, social and corporate governance (ESG) e de sustentabilidade corporativa.


“Uma estratégia de sustentabilidade pressupõe um compromisso com a melhoria contínua, com o planejamento e a execução de projetos e ações ambientais, sociais, econômicas e culturais, alinhados com a política e os objetivos da companhia. Além disso, não há como falar em sustentabilidade sem inspirar e envolver toda a cadeia de valor”, diz a executiva, ressaltando que o consumidor “não quer saber o que você fala, mas o que você faz com o que fala”, revela.
Segundo ela, o tema da sustentabilidade é algo que vem sendo cada vez mais valorizado, especialmente pelas novas gerações. “Isso coloca a marca à frente no mercado, valorizando a imagem da empresa, agregando valor percebido ao produto, além de permitir uma margem mais interessante, pelo maior valor agregado”, acrescenta.

Contamos com o tênis So.Si Ecoar, que tem cada par fabricado com 3,5 garrafas PET retiradas do meio ambiente e de resíduos recuperados da indústria têxtil, além da linha Marshmallow, 100% desenvolvida com Eva reciclável”.

Entre os destaques sustentáveis da Piccadilly estão justamente os seus calçados, todos fabricados com matéria-prima livre de origem animal e que não deixam resíduos no meio ambiente. “Nossos produtos são confeccionados com PrimeTech, um material exclusivo de alta qualidade, super macio, prático para limpar, com tratamento antimofo e antibactéria, e repelente à água. Também contamos com o tênis So.Si Ecoar, que tem cada par fabricado com 3,5 garrafas PET retiradas do meio ambiente e de resíduos recuperados da indústria têxtil, além da linha Marshmallow, 100% desenvolvida com Eva reciclável”, conta Ana Carolina.

Com 66 anos no mercado, a Piccadilly emprega 1,5 mil colaboradores em duas unidades no Rio Grande do Sul e comercializa anualmente mais de 5 milhões de pares todos os anos, 35% deles para mais de 100 países.

Grendene

Outra gigante do setor calçadista brasileiro que vem se destacando na área é a Grendene. O gerente de Desenvolvimento Sustentável da empresa, Carlos André Carvalho, destaca que, há anos, a Grendene assumiu o compromisso de reduzir desperdícios, garantir mais eficiência nos processos, pesquisar e desenvolver materiais de menor impacto, reciclar produtos incentivando práticas circulares pelos programas próprios de logística reversa e contribuir para o bem-estar de funcionários e das comunidades onde tem fábricas inseridas.

“Hoje, observar aspectos de sustentabilidade é, também, olhar para tendências de consumo. Além disso, a sustentabilidade se manifesta cada vez mais na avaliação financeira das organizações e observar aspectos sociais, ambientais e de governança permitem custos mais baixos, diagnóstico de riscos, zelo pela imagem e reputação e maior preparo para a gestão de crises”, frisa.

Em termos de produto, a Grendene oferece ao mercado nacional e internacional produtos sem nada de origem animal e feitos com PVC 100% reciclável, atóxicos e livres de substâncias perigosas. Atualmente, a empresa comemora ter um portfólio de produtos 100% veganos registrados pela Vegan Society.

Carvalho cita algumas linhas de calçados que estão evoluindo para diminuir ainda mais impactos ambientais, entre elas a Melissa Free, o primeiro monobloco da marca em EVA derivado da cana-de-açúcar, feito com material com 20% de carbono renovável e que emite até 65% menos gases do efeito estufa em sua produção; a Melissa Flox M, feita 100% com material reciclado; o Rider R4, chinelo produzido com os princípios de recriar, reduzir, reutilizar e reciclar; e a Ipanema Recria, feita com material reciclado e com cascas de arroz, 100% reciclável e que conta com coletores de logística reversa em mais de 400 lojas parceiras para estimular o descarte correto de calçados sem condições de uso.

Fundada em 1971, a Grendene tem capacidade produtiva para mais de 250 milhões de pares de calçados todos os anos e emprega quase 20 mil pessoas em suas unidades de Farroupilha/RS, Fortaleza/CE, Sobral/CE e Crato/CE.

Bibi

Também com forte atuação na área de sustentabilidade, a Bibi é uma das mais tradicionais indústrias de calçados infantis do Brasil. A presidente da empresa, Andrea Kohlrausch, conta que a sustentabilidade faz parte do DNA Bibi, que há muitos anos produz calçados infantis com materiais atóxicos e seguindo os mais rígidos padrões internacionais e com resíduos industriais reciclados ou coprocessados, não sendo enviados aos aterros sanitários.

“A Bibi tem como objetivo promover o crescimento sustentável em todas as frentes do negócio. Desta forma, anunciou uma série de compromissos baseados no ESG até 2030. No que tange ao campo ambiental, a marca espera alcançar anualmente 100% de conformidade dos produtos fabricados na Norma Reach (Regulamento Nº 1907/2006 Parlamento Europeu) referente à toxicidade”, projeta a empresária.


No que diz respeito aos produtos, todos os calçados produzidos pela Bibi possuem características sustentáveis, visto que todos os processos de fabricação levam em consideração toda a cadeia de fornecedores. Um dos grandes destaques é o Bibi Eco. O calçado é composto por serragem, garrafas PET, cascas de arroz, fibras de bambu e materiais reaproveitados da produção das fábricas da marca.

Andrea avalia que a empresa está sempre atenta às possibilidades de inserções de ações e produtos sustentáveis em seu mix. “Hoje, os consumidores estão mais atentos a essas questões e temos que acompanhar as modificações e os interesses dos nossos clientes, além de proporcionar um futuro melhor para os nossos pequenos. A Bibi acredita ser o papel das marcas despertar a curiosidade pela sustentabilidade e incentivar o cuidado que o meio ambiente precisa”, diz.

Fundada em 1949, a Bibi emprega 1,3 mil pessoas em suas duas unidades, em Parobé/RS e Cruz das Almas/BA. A produção é de mais de 2 milhões de pares por ano, sendo que 20% serão destinados à exportação para a América Latina e Europa.

Boaonda

Fundada em 2008, a Boaonda já nasceu com a sustentabilidade como parte do seu modelo de negócio. Em Sapiranga/RS, onde emprega 300 colaboradores que produzem mais de 1 milhão de pares todos os anos, a empresa investe em materiais inovadores e na produção com alto valor agregado em tecnologia e inovação, implementando e seguindo os princípios da sustentabilidade e os padrões internacionais de qualidade.

“A sustentabilidade é, para a Boaonda, mais do que uma tendência de mercado, é uma nova perspectiva de vida. Por isso, implantamos o projeto Walking To The Future, que instiga uma caminhada para o futuro através de ações imediatas com resultados de médio e longo prazos, por meio de três vieses de atuação: social, cultural e econômico”, comenta Letícia Vaccari Tatim, coordenadora de Marketing da empresa.

No projeto Walking To The Future, a empresa promove uma série de ações na área de sustentabilidade. No campo social, conta com a construção de parcerias com instituições, pessoas e marcas com propósitos semelhantes, como as collabs com o atleta de ciclismo Beto Bike, o artista plástico Jackson Brum, a Discovery Channel e o apoio ao Projeto Arborizar, que visa aumentar as espécies arbóreas nas cidades e levar educação ambiental para as escolas. Já na área cultural, o projeto conta com uma consultoria especializada em sustentabilidade para guiar ações e levar informações sobre o tema aos colaboradores, para que possam aplicá-las em seu cotidiano.

Na área da economia, o destaque é a criação da Linha Hope, que tem 60% dos materiais utilizados provenientes de reciclagem – reaproveitamento de resíduos de TR e Eva. “Além disso, a Hope é produzida com emissão de CO2 super reduzida, energia renovável, não faz uso de materiais de origem animal e tem 95% dos seus resíduos reutilizados”, explica Letícia.

Ainda na linha Hope, a Boaonda está lançando uma inédita parceria com a Discovery Channel com o intuito de incentivar atividades ao ar livre. São três modelos, o tênis Evo, a babuche Flow e o slide nuvem Soft, que poderão retornar para a produção depois de usados, no contexto da Logística Reversa. “Ficamos felizes em estarmos, já há algum tempo, juntos nessa provocação pela movimentação do setor para um cenário mais sustentável, consciente. Poder ver mais e mais empresas iniciando esse movimento é satisfatório, afinal é sobre nosso planeta e consumo, mas é preciso ser verdadeiro”, ressalta Israel Reis, supervisor do Mercado Externo da Boaonda.

Digitalização

Piccadilly, Grendene, Bibi e Boaonda são algumas das mais de 200 marcas que fazem parte da plataforma BrazilianFootwear.com, que visa conectar calçadistas brasileiras com compradores de todo o mundo.
A vice-presidente e diretora de produto da Piccadilly, Ana Carolina Grings, destaca que a digitalização é fundamental para a empresa. “Como maior vantagem, vemos grandes ganhos com agilidade, além da redução de custos, dando a possibilidade de crescimento em escala com uma distribuição mais direta e assertiva”, avalia, acrescentando que o site BrazilianFootwear.com tem auxiliado a marca na conexão com compradores internacionais de forma eficiente e ágil.

A digitalização do mercado ampliou expressivamente as possibilidades de negócios. Sem o entrave de barreiras geográficas, os canais digitais permitem uma conexão mais ágil entre as organizações e compradores.”

A Grendene enxerga a participação na plataforma como uma forma de transpor barreiras geográficas. “A digitalização do mercado ampliou expressivamente as possibilidades de negócios. Sem o entrave de barreiras geográficas, os canais digitais permitem uma conexão mais ágil entre as organizações e compradores. Por isso, acreditamos no potencial da plataforma BrazilianFootwear.com e esperamos que em um breve futuro negócios sejam fechados pelo canal”, projeta o gerente de Desenvolvimento Sustentável da empresa, Carlos André Carvalho.

Para a presidente da Bibi, Andrea Kohlrausch, a importância da digitalização ficou ainda mais evidente durante a pandemia de Covid-19 e as consequentes restrições aos encontros físicos. “Devido ao distanciamento social em decorrência da pandemia, a Bibi teve que se reinventar para manter contato com compradores internacionais. As plataformas digitais vieram para agregar na prospecção e aproximação de clientes, principalmente, com o cancelamento de feiras e visitas aos países parceiros”, comenta a executiva.

Na avaliação de Israel Reis, supervisor do Mercado Externo da Boaonda, a digitalização otimiza o tempo de aproximação no mercado B2B (business to business), especialmente no exterior. “O BrazilianFootwear.com tem reconhecimento no meio dos compradores internacionais e, por isso, entendemos que pode ser um bom centro de aproximação”, avalia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/12/2021 0 Comentários 1,2K Visualizações
Variedades

Canoas sedia encontro do Grupo de Interlocutores Ambientais da Bacia do Rio dos Sinos

Por Ester Ellwanger 19/11/2021
Por Ester Ellwanger

Na manhã desta quinta-feira, 18 de novembro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smma) participou do encontro do Grupo de Interlocutores Ambientais da Bacia do Rio dos Sinos. O evento ocorreu na Fazenda Guajuviras, com a participação de representantes do Pró-Sinos e das cidades que compõem a bacia hidrográfica.

O secretário do Meio Ambiente, Paulo Ritter, realizou um discurso na abertura do encontro, onde destacou a importância dos projetos que vêm sendo desenvolvidos. “Um parque como esse torna a região dos Sinos referência em educação socioambiental, ainda mais por estar ligado à pauta da sustentabilidade que está em foco nesse momento”, explanou.
Na ocasião, o biólogo da Smma, Augusto Azambuja, explicou aos participantes sobre os planos para o Parque Ambiental Fazenda Guajuviras, que, no futuro, pretende funcionar como um Jardim Botânico.


Já a interlocutora ambiental do Pró-Sinos em Canoas, Silvia Coan, comentou sobre o plano de recuperação de áreas de preservação permanente (APPs), que tem como objetivo a recuperação e revitalização de 11 APPs localizadas no município, utilizando técnicas específicas para cada uma.

Após as apresentações, os participantes visitaram o lago da Fazenda Guajuviras e a Usina de Reciclagem de Resíduos Sólidos de Canoas, considerada a maior da América Latina.

 

Grupo de Interlocutores Ambientais dos Sinos

O encontro do Grupo de Interlocutores Ambientais da Bacia do Rio dos Sinos é organizado pelo Pró-Sinos e ocorre mensalmente. Após mais de um ano ocorrendo de forma remota, os encontros presenciais haviam sido retomados mês passado, em Rolante. O intuito da reunião é apresentar projetos e estudos que estão sendo realizados na cidade que sedia o encontro.

Foto: Gustavo Garbino /Divulgação | Fonte: Assessoria
19/11/2021 0 Comentários 603 Visualizações
Cidades

Sapiranga cria Projeto de Lei de Proteção e Bem-estar animal

Por Ester Ellwanger 18/11/2021
Por Ester Ellwanger

Nesta tarde de quarta-feira, 17 de novembro, a prefeitura de Sapiranga, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Preservação Ecológica (Semape), apresentou aos vereadores o projeto de lei que institui o código de proteção e bem-estar animal no âmbito do município.

O projeto cria o Centro Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Cempra) e dispõe sobre a tutela responsável, os procedimentos de recolhimento, apreensão, destinação, resgate e adoção dos animais, além do controle populacional, animais em situação de rua sob assistência de tutores de baixa renda, comprovadamente adotados no Cempra e sob a tutela de protetores de animais.

A prefeitura, em conjunto com a sociedade e também com a OAB local, tem buscado instituir políticas públicas adequadas e definitivas, as quais se adaptem ao contexto da proteção e do bem-estar animal. A construção da proposta foi uma indicação do Poder Executivo através da Semape.

A partir da aprovação do projeto, a Semape, oficialmente, fica responsável pelas diretrizes de políticas públicas que envolvam a proteção do animal, as quais visam o estabelecimento de orientações e normas para a efetiva garantia do bem-estar dos animais domésticos. A elaboração do Código de Proteção e Bem-Estar Animal contou com a participação da OAB local (que contribuiu com sugestões) e dos técnicos das secretarias municipais de Meio Ambiente e de Agricultura.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/11/2021 0 Comentários 762 Visualizações
Cidades

Santa Cruz participa de reunião da Amvarp com o presidente da Corsan

Por Ester Ellwanger 17/11/2021
Por Ester Ellwanger

A prefeita de Santa Cruz do Sul, Helena Hermany participou, na manhã desta terça-feira, 16 de novembro, de reunião convocada pela Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) com o diretor-presidente da Corsan, Roberto Barbuti.

Durante o encontro, transcorrido na sede do Cisvale, os gestores esclareceram dúvidas sobre o termo aditivo que as cidades que mantêm contrato com a companhia devem, além de discussões sobre os reflexos da privatização da Corsan e suas implicações nos serviços que recebem. Também participaram da reunião representantes de Boqueirão do Leão, Encruzilhada do Sul, Herveiras, Mato Leitão, Pântano Grande, Rio Pardo, Sinimbu, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz.

Helena ainda analisa a proposta recebida. Ela recorda que, quando prefeita em 2008, foi responsável por denunciar o contrato que o município mantinha com a Corsan, devido a problemas em sua execução. Depois de muitos anos, a prefeita considera que Santa Cruz do Sul obteve um novo contrato positivo para a cidade. Entretanto, ela cobra que as cláusulas constantes no documento sejam cumpridas à risca pela companhia.

Helena demonstrou-se simpática à proposta apresentada pelo presidente da Corsan de que a tarifa não tenha aumento real até 2027, uma forma de trazer melhorias com eficiência, sem onerar o contribuinte. Porém, a gestora municipal frisa que a administração ainda está estudando como proceder em relação à nova realidade na gestão da água e do saneamento do município, e que a Companhia precisa melhorar outros pontos do aditivo. “Ainda estamos analisando todos os detalhes do documento, porque queremos que realmente nossa comunidade fique satisfeita, e Santa Cruz do Sul seja bem assistida. É uma decisão que passa por décadas, por gerações. Por isso, a preocupação de fazer a melhor escolha”, explicou.

Conforme o representante da Corsan, o aditivo trata da adequação dos contratos vigentes ao novo marco regulatório do saneamento, estabelecido pela Lei Federal 14.026, e deve ser assinado até 31 de março de 2022. Entretanto, conforme decisão aprovada na Assembleia Legislativa em razão da privatização, aqueles que anteciparem a assinatura do aditivo até 16 de dezembro deste ano receberão como incentivo uma parcela de ações da companhia, que poderão ser vendidas ou mantidas. Barbuti, entretanto, considera que o maior benefício da adesão é a viabilização de um plano de investimentos em saneamento consistente. Ele estima que, para Santa Cruz, os recursos destinados possam chegar até R$ 500 milhões, dos quais R$ 400 milhões devem ser aplicados até 2033.

 

Fórum em Defesa da Água Pública

Já na tarde da terça-feira, a prefeita Helena Hermany recebeu, no Salão Nobre do Palacinho, representantes de vários sindicatos do município, que compõem o Fórum em Defesa da Água Pública, com o objetivo de debater o contrato da prefeitura com a Corsan. O encontro foi solicitado pelo próprio Fórum. O pedido principal dos representantes é para que a prefeita não permita a privatização da água em Santa Cruz do Sul.

“Agradecemos pela senhora ter nos recebido, diferente das gestões anteriores, quando não conseguíamos chegar para conversar”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Gilberto Saraiva, que também preside o Conselho Municipal de Saúde.

Em sua fala, a prefeita agradeceu as sugestões dadas pelos representantes, e reafirmou que nada será definido de forma precipitada. “É muito bom ouvir sugestões. Vocês podem ficar tranquilos, podem vir conversar comigo sempre que quiserem. Não vou tomar nenhuma decisão apressada, sem avaliar. Estamos trabalhando nesse assunto com muita responsabilidade, e, principalmente, com transparência. Por isso vamos submeter o contrato para apreciação da Câmara de vereadores, vamos também promover uma audiência pública, porque quero ouvir sugestões antes de tomarmos uma decisão”, assegurou a prefeita.

Foto: Guilherme Neuhaus / Divulgação | Fonte: Assessoria
17/11/2021 0 Comentários 524 Visualizações
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