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juros

Política

Entidades apontam risco fiscal como fator central para alta da Taxa Selic

Por Jonathan da Silva 16/12/2024
Por Jonathan da Silva

A elevação da taxa Selic para 12,25% ao ano, anunciada na quarta-feira (11) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, foi analisada por entidades empresariais como uma resposta à deterioração das expectativas de inflação e à condução da política fiscal. Tanto a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) quanto a Fecomércio-RS destacaram o impacto do cenário fiscal e cambial na decisão.

De acordo com o presidente da Fiergs, Claudio Bier, o aumento dos juros reflete a preocupação com a inflação projetada para 2025 e 2026. “A decisão do Banco Central de aumentar os juros para 12,25% reflete a maneira como o Executivo tem conduzido a política fiscal neste ano. O pacote de redução de gastos apresentado pelo Governo Federal não é suficiente para estabilizar a dívida pública, que atualmente chega a cerca de 80% do PIB brasileiro. Essa atitude refletiu na elevação das expectativas de inflação e gerou fortes impactos na taxa de câmbio, que atingiu suas máximas históricas”, afirmou o presidente da entidade.

Presidente da Fiergs, Claudio Bier

Bier avaliou que o movimento foi necessário para manter a credibilidade da política monetária e a estabilidade econômica no médio e longo prazos, mas ressaltou que a medida apresenta desafios para o setor produtivo. “Essa medida traz desafios significativos para as indústrias e os pequenos negócios, que já enfrentam elevadas pressões de custos”, concluiu o dirigente.

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, também destacou o impacto do contexto fiscal e externo na decisão do Copom. “No ambiente externo, tanto os dados de atividade nos EUA quanto os resultados da eleição apontam para um cenário à frente com mais inflação, o que acaba contratando taxas de juros mais altas, com reflexos sobre a cotação da moeda americana. No âmbito interno, a insuficiência do pacote fiscal em endereçar uma viabilização estrutural do arcabouço fiscal, somado ao anúncio de isenção do imposto de renda para pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil, tornaram claro que não existe um compromisso genuíno com o equilíbrio fiscal”, explicou Bohn.

Presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn

Segundo o dirigente da federação, a pressão inflacionária e a deterioração da curva de juros exigiram uma resposta da política monetária. “Enquanto o fiscal não fizer a sua parte, a política monetária vai ter esse gosto cada vez mais amargo. O Brasil já deveria ter aprendido a lição de que finanças públicas desequilibradas cobram, cedo ou tarde, o seu preço. A conta está chegando”, concluiu Bohn.

As duas entidades concordaram que, embora a elevação da Selic busque conter as pressões inflacionárias e preservar a credibilidade econômica, o aumento impõe desafios adicionais ao setor produtivo, já impactado por altos custos financeiros.

Fotos: Freepik, Dudu Leal e Fecomércio-RS/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/12/2024 0 Comentários 490 Visualizações
Business

Entidades alertam para impacto do aumento da taxa Selic na indústria gaúcha

Por Jonathan da Silva 07/11/2024
Por Jonathan da Silva

O recente aumento da taxa Selic para 11,25% ao ano, promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, gerou preocupações entre a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), que alertaram sobre os desafios impostos ao setor produtivo e ao mercado no estado. O presidente da Fiergs, Claudio Bier, afirmou que a medida cria obstáculos adicionais para a indústria gaúcha, enquanto o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, destacou os impactos econômicos da alta de juros em um cenário interno e externo ainda incerto.

Segundo Bier, a elevação da taxa representa um obstáculo adicional para o setor produtivo, que já enfrenta custos elevados decorrentes da instabilidade cambial e das dificuldades na retomada econômica após os danos causados pelas enchentes. “O aumento dos juros é uma medida para reduzir a inflação e estabilizar as expectativas, mas não aprovamos esta alta, que é muito prejudicial ao setor industrial”, enfatizou o presidente da entidade.

O dirigente da Fiergs destacou ainda que o compromisso com o novo arcabouço fiscal e uma diminuição das incertezas no cenário internacional podem, no futuro, viabilizar uma política monetária menos restritiva.

Bohn, contextualizou a elevação dos juros diante de um cenário econômico complexo. “Esta alta já havia sido antecipada. Hoje seguimos com um cenário de atividade econômica nacional ainda muito resiliente e um mercado de trabalho que surpreende na geração de vagas. Essa conjuntura ajuda a explicar o porquê do lado da inflação não ter havido melhoras desde a última reunião,” comentou o presidente da federação.

O líder da Fecomércio também mencionou incertezas quanto ao controle de gastos pelo governo, a condução da política monetária sob nova presidência do Banco Central e impactos internacionais como as eleições americanas e a situação econômica da China. “O aumento de 0,50 p.p., além de diminuir o ímpeto de demanda, reduzindo a inflação corrente, busca contribuir para a reancoragem das expectativas, via ganho de credibilidade. Mas isso vem a um custo alto… Esse aumento da taxa de juros tem um impacto relevante sobre famílias e empresas, especialmente no caso do Rio Grande do Sul que ainda luta para se reconstruir”, afirmou Bohn.

Os representantes reforçam a necessidade de medidas adicionais para mitigar os impactos dos juros elevados e facilitar uma recuperação econômica sustentável no estado.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/11/2024 0 Comentários 493 Visualizações
Business

Abicalçados se posiciona contra possível elevação da taxa de juros

Por Jonathan da Silva 16/09/2024
Por Jonathan da Silva

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) comunicou ter posição contrária à possibilidade de elevação da taxa básica de juros Selic nas próximas reuniões do Banco Central, que acontecem nos dias 17 e 18 de setembro. De acordo com a entidade, a o aumento traria impactos à sustentação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), fragilizando a possibilidade de incrementos mais robustos ao desestimular investimentos e a demanda.

A nota da entidade afirma que “o Brasil detém, atualmente, uma das maiores taxas reais de juros do mundo, associada a uma política monetária contracionista iniciada há mais de dois anos, motivada por um cenário internacional adverso e inflação crescente”. Com a taxa Selic em 10,5% desde maio de 2024, a taxa real de juros situa-se em torno de 6,4%, patamar acima da taxa natural de juros, taxa de juros de equilíbrio, estimada pelo próprio Banco Central em 4,75%. “A elevação da taxa básica de juros trará impactos à sustentação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), fragilizando a possibilidade de crescimentos mais robustos ao desestimular investimentos e a demanda que, puxada pela despesa de consumo das famílias, tem contribuído positivamente para o crescimento da economia brasileira ao longo de 2024”, continua o comunicado da Abicalçados.

A publicação da entidade calçadista avalia ainda que “o elevado patamar da taxa de juros tende a conter a demanda agregada, interrompendo o crescimento sustentado da atividade econômica no País e desestimulando os investimentos, sendo nocivo à competitividade da indústria nacional no contexto global”. Segundo a Abicalçados, no cenário internacional há um movimento de redução da taxa básica de juros em diversos países. O Banco Central Europeu, em junho, reduziu em 0,25% a taxa básica de juros, passando-a para 3,75%. Com a desaceleração da inflação acumulada em 12 meses nos Estados Unidos, há também perspectivas de que o Federal Reserve (FED) reduza a taxa de juros estadunidense na próxima semana. “Estes movimentos possibilitam cortes na Selic sem que haja redução do diferencial de juros do Brasil frente a estas economias”, diz a nota.

Ainda conforme o comunicado, há indícios de desaceleração da inflação no Brasil, visto que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou, em agosto, a primeira deflação em 14 meses, registrando queda de 0,02% no nível geral de preços. “A Abicalçados reconhece que é necessária cautela na condução da política monetária do País. Contudo, em vista do cenário atual, não vislumbra a necessidade de elevação da taxa básica de juros e manifesta sua preocupação quanto à pressão para que ocorra um aumento da Selic na próxima reunião do Banco Central”, conclui a nota.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/09/2024 0 Comentários 469 Visualizações
Business

Juros altos, inflação e desaceleração da China impactam o setor

Por Marcel Vogt 06/10/2023
Por Marcel Vogt

O cenário macroeconômico internacional e nacional e seus impactos nas cadeias produtivas de calçados, couros, móveis e automóveis foi tratado no último dia 5 de outubro, em evento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal). O Panorama Econômico aconteceu na sede da ACI, em Novo Hamburgo/RS, e contou com apresentações do gerente de investimentos da Sicredi Pioneira Arthur Müller, do gerente de vendas da Monte Bravo Eduardo Correia e do doutor em Economia e consultor setorial Marcos Lélis.

Abrindo o encontro, Müller destacou o cenário internacional e os seus impactos na economia brasileira. Segundo ele, as exportações brasileiras vêm sendo impactadas pelas altas taxas de juros, principalmente nos Estados Unidos e na Zona do Euro, uma inflação persistente provocada pela guerra entre Ucrânia e Rússia e a desaceleração da economia mundial, principalmente da China. “Neste cenário, alguns poucos setores conseguem despontar no nível internacional”, disse. No cenário, as projeções da Sicredi apontam para um crescimento de 3,1% no PIB brasileiro em 2023. Já para 2024 a projeção é de crescimento bem menor, de 1,5%.

Na sequência, Correia falou sobre a variedade de investimentos em renda física, destacando a importância de diversificar os aportes para diluição de riscos. Segundo ele, ainda que o cenário seja um tanto nebuloso, o Brasil deve crescer ao longo do ano, com graduais cortes nas taxas de juros da Selic. Até o final do ano, a expectativa é de que a SELIC chegue a 11,75% – hoje está em 13,25%. Para 2024, a estimativa é de uma taxa na faixa de 9%.

Calçados

Na última apresentação, Lélis discorreu sobre os setores de calçados, couros, móveis e automotivo. Com uma produção que cresceu 0,9% nos comparativos entre janeiro e julho deste ano com o mesmo período do ano passado, a indústria calçadista lentamente recupera as perdas registradas durante a pandemia de Covid-19. “O setor deve chegar aos níveis de 2019 somente em 2025”, projeta. Segundo o economista, diferentemente de 2022, quando as exportações puxaram a produção, em 2023 o motor do crescimento tem sido o mercado interno. “O cenário internacional está mais complicado para o setor. Em 2022, a China praticamente sumiu do mercado, em função das rígidas políticas de Covid Zero e também pelo aumento no valor dos fretes, que os impediu de exportar para mercados mais distantes. A indústria calçadista brasileira acabou sendo beneficiada por esse cenário, no qual também foi somada a valorização do dólar sobre o real, o que deixou os preços mais competitivos para exportação”, conta. Para este ano, conforme projeção da Abicalçados, a produção deve crescer entre 1% e 1,7%, ao passo que as exportações devem cair entre 6,7% e 9,1% em relação a 2022. 

Móveis

Já o setor moveleiro, segundo Lélis, viu sua produção encolher 1,9% entre janeiro e julho, no comparativo com o mesmo período de 2022. “A indústria de móveis está muito mais atrelada à questão do crédito e dos investimentos imobiliários, que estão travados”, avalia. Neste cenário, segundo Lélis, é projetada uma banda de crescimento de 0,9% até uma queda de 2,4% na produção, dependendo muito do comportamento da construção civil até o final do ano. Já as exportações do segmento devem registrar uma queda entre 36,4% e 39,3% em 2023.

Automóveis

O setor automobilístico mundial, que perdeu 1,9% de sua produção no ano passado (produzindo 61,6 milhões de veículos), vem em recuperação, embora lenta. Segundo Lélis, entre janeiro e julho, a produção do setor cresceu 1,98% em relação ao mesmo período do ano passado. “

Couros

Por fim, Lélis detalhou a produção de couros no Brasil. Segundo ele, muito atrelada ao crescimento da China, maior comprador internacional do setor, a indústria de curtumes deve crescer em 2023, embora tenha uma margem de queda. A banda pessimista aponta para um revés de 1,2%, enquanto a otimista para um crescimento de 2,3%.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/10/2023 0 Comentários 612 Visualizações
Cidades

Primeira etapa do Santa Cruz em Dia arrecada mais de R$ 9 milhões

Por Marcel Vogt 10/07/2023
Por Marcel Vogt

O Programa Santa Cruz em Dia ainda não terminou e já arrecadou um valor recorde se comparado com a campanha realizada nos últimos anos até o período de 30 de junho, prazo em que o devedor tem o benefício de até 100% de desconto nos juros e multas. De acordo com o secretário de Fazenda, Valdir Bruxel, a iniciativa de quitação de créditos tributários municipais foi aderida por 3.777 contribuintes, entre pessoas físicas e jurídicas, totalizando R$ 9.221.750,14.

Ainda segundo ele, as principais origens de arrecadação estão relacionadas ao ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), em mais de R$ 4 milhões, e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), totalizando mais de R$ 3 milhões. Conforme o secretário, alguns dos contribuintes, 391 no total, optaram pelo parcelamento da dívida, tendo um desconto de 35% nos juros e multas.

Na avaliação de Bruxel, a arrecadação nesta primeira etapa da campanha superou as expectativas, visto que, se comparado com o ano anterior, o valor que entrou nos cofres públicos nesta edição mais que duplicou. “Tivemos 102% sobre o valor arrecadado em 2022. Dentro do Plano de Ação Fiscal anunciado pela prefeita Helena no mês de maio, o trabalho para aumentar a arrecadação é tão essencial quanto a diminuição nas despesas de viagens e diárias, fazendo com que a Administração mantenha e até amplie os serviços em áreas essenciais como Saúde e Educação”, afirmou.

A campanha Santa Cruz em Dia tem continuidade. A partir de agora, quem quiser saldar sua dívida terá o desconto de 80% nos juros e multas, se procurar a Secretaria de Fazenda (Sefaz) até o dia 31 de agosto.

A Sefaz localiza-se na Rua Coronel Oscar Jost, 1551, no Centro Administrativo I, em frente ao Ginásio Poliesportivo Arnão.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/07/2023 0 Comentários 472 Visualizações
Business

Diante de juros altos, mercado aposta em parcerias entre imobiliárias e incorporadoras

Por Marcel Vogt 03/07/2023
Por Marcel Vogt

O contínuo aumento dos insumos da construção civil e das altas taxas de juros gera sucessivos impactos negativos no segmento imobiliário. Conforme pesquisa realizada pelo Sinduscon-RS este ano, em virtude da política adotada pelo Banco Central, a maioria dos empresários participantes vislumbra estabilidade nas vendas de imóveis novos na capital gaúcha (51%). Em paralelo, 31% indicam redução e apenas 17% acreditam em um aumento na comercialização.

Diante deste desafio, uma das alternativas do setor foi apostar na união de forças entre imobiliárias e incorporadoras. É o caso da Colnaghi Imobiliária que, com mais de três décadas de atuação em Porto Alegre no segmento de alto padrão, realiza uma campanha conjunta, chamada “Mês das Construtoras Colnaghi”.

“Essa colaboração sinérgica entre construtoras e imobiliárias cria um ambiente favorável para impulsionar as vendas e revitalizar o mercado de forma sustentável”, defende o diretor da empresa, Paulo Colnaghi

O levantamento do Sinduscon-RS revela ainda que 49% dos empresários consultados sinalizam um crescimento no volume de lançamentos na Capital, setor com forte atuação da Colnaghi nesta campanha.

“Muitas construtoras estão permitindo que os compradores personalizem aspectos do imóvel, como acabamentos, revestimentos e layout interno. Isso proporciona maior liberdade ao cliente e atende às suas preferências individuais”, destaca o empresário.

Outra importante vantagem, segundo o dirigente, é a possibilidade de as incorporadoras aceitarem imóveis usados como parte do pagamento na compra de um novo: “Como resposta a esse cenário adverso, os construtores têm buscado alternativas para facilitar as negociações, adotando estratégias que visam atrair os compradores. Isso proporciona aos clientes uma opção adicional de negociação e facilita a transação”.

Para afinar ainda mais as estratégias, ele acredita também na adesão de instituições financeiras no processo, a fim de oferecer opções de financiamento mais acessíveis, com taxas de juros mais baixas. Isso torna mais viável a negociação do imóvel: “Facilitando o acesso ao crédito e incentivando a aquisição de imóveis, podemos melhor atender às demandas dos clientes, criando condições exclusivas e atrativas. Com o Mês das Construtoras, esperamos gerar mais de R$100 milhões em negócios”, aponta.

A campanha tem a parceria de 30 construtoras de alto padrão, abrangendo os bairros mais nobres da cidade. O evento, que se estende até 15 de julho, conta com 56 empreendimentos de diversas metragens, plantas e estilos arquitetônicos. 

A expectativa é alcançar nesta edição um crescimento de 65% em relação à campanha realizada em 2019. “Nosso objetivo é aproveitar essa campanha para impulsionar as vendas do ano, voltar a aquecer o nosso segmento e consolidar ainda mais a nossa posição no mercado imobiliário primário”, avalia o diretor.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/07/2023 0 Comentários 690 Visualizações

Edição 308 | Jul 2026

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