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indústria

Business

Senai completa 78 anos de apoio à indústria

Por Gabrielle Pacheco 23/01/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) completou 78 anos nesta quarta-feira (22). Com foco no mercado, o Senai busca atender as novas demandas da indústria, incorporando novas tecnologias e antecipando tendências. São 55 centros de formação profissional, dois institutos de inovação, seis de tecnologia, 19 unidades móveis e 47 pontos de atendimento que alcançam todo o Estado.

No ano passado, o Senai realizou mais de 10 mil atendimentos em Serviços de Tecnologia e Inovação, sendo 225 mil horas técnicas em Tecnologia e Inovação. Mais de 3,5 mil indústrias foram atendidas; incluindo a capacitação profissional e as consultorias técnicas e tecnológicas. Em 2019,foram 52 projetos em PD&I contratados e desenvolvidos ou em desenvolvimento entre as unidades do Senai (entre editais e Embrapii) e 46 atendimentos no programa de eficiência energética.

Na educação, foram realizadas 80 mil matrículas, sendo 4,3 mil em EAD. Oito novos cursos foram lançados, incluindo técnicos (Técnico em Internet das Coisas, Cibersistemas para Automação, Meio Ambiente e Telecomunicações) e pós-técnicos (Gestão em Manutenção, Manutenção de Sistemas Automatizados Integrados, Sistemas Eletroeletrônicos e Manutenção de Sistemas Mecatrônicos). Também houve atualização de 268 cursos que contam com tecnologias habilitadoras da indústria 4.0.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/01/2020 0 Comentários 579 Visualizações
Business

Eficiência energética ajuda a reduzir custos na indústria

Por Gabrielle Pacheco 15/01/2020
Por Gabrielle Pacheco

Importante para economizar custos, aumentar a produtividade e a lucratividade da produção, a eficiência energética é um processo que as indústrias têm adotado cada vez mais. Pensando nisso, a Mitsubishi Electric, uma das maiores empresas de automação industrial do mundo, ressalta a importância e os benefícios de uma gestão eficiente de energia na indústria e nas empresas em geral. O processo de economia de energia nas indústrias pode ser dividido em três etapas.

A primeira delas é conhecer as principais cargas consumidoras de energia da operação, utilizando a medição para entender como está distribuído o consumo. Com essas informações, o segundo passo consiste em identificar onde estão os potenciais com melhor retorno. Por fim, a última etapa é colocar os projetos em andamento após definir onde atuar e procurar as melhores soluções do mercado que possam ajudar a otimizar a aplicação e reduzir o seu consumo.

“Cada planta terá condições completamente diferentes e fica inviável estimar um valor ou percentual que a mesma deverá investir. Muito dos investimentos voltados para eficiência energética são calculados com base no consumo atual, e tentam atingir um retorno médio de até 2 ou 3 anos, mas há projetos mais simples com tempo de 6 meses a 1 ano” afirma Pedro Okuhara, especialista de produtos da Mitsubishi Electric.

Para ajudar na implantação e aprimoramento da eficiência energética na Indústria, a Mitsubishi Electric lançou um Guia que apresenta como as suas principais soluções podem auxiliar nessa missão. Além disso, os consultores e parceiros da companhia aplicam um questionário junto aos clientes finais, em sua maioria instalações industriais para uma rápida avaliação através das respostas. Este guia pode ser encontrado no site da companhia.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
15/01/2020 0 Comentários 615 Visualizações
Business

Exportações industriais do RS fecham o ano em queda

Por Gabrielle Pacheco 14/01/2020
Por Gabrielle Pacheco

As exportações industriais do Rio Grande do Sul fecharam 2019 com US$ 12,2 bilhões, uma queda de 11,5% em relação ao ano anterior. O resultado fraco é consequência da redução das vendas para parceiros comerciais relevantes no acumulado do ano, com destaque para China (-11,4%) e Argentina (-36,3%). Os setores que mais sofreram com essa queda foram os de Químicos (-9,2%) e Veículos automotores, reboques e carrocerias (-25,3%).

“A crise da Argentina vêm diminuindo as vendas para lá e ainda não encontramos nichos de substituição deste mercado, já que a maior parte dos setores estão em queda nos negócios com o país vizinho”, ressalta o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Porcello Petry, ao divulgar a pesquisa nesta segunda-feira (13). Em dezembro, as vendas externas da indústria gaúcha totalizaram US$ 968 milhões, caracterizando uma retração de 16,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

“A crise da Argentina vêm diminuindo as vendas para lá e ainda não encontramos nichos de substituição deste mercado…”

A análise por setores de atividades econômicas mostra que, dos vinte e três segmentos da indústria de transformação exportados em dezembro, dezoito registraram queda sob a base de comparação mensal. Destacam-se os setores de Químicos (-30,8%), Tabaco (-46,1%) e Veículos automotores, reboques e carrocerias (-31,2%). A queda dos setores de Químicos é reflexo da retração em produtos químicos orgânicos (-28,2%), puxada pela menor demanda de produtos petroquímicos básicos, enquanto a queda do setor de Tabaco ocorre devido à antecipação dos embarques realizados nos meses anteriores.

O setor de Veículos automotores, reboques e carrocerias ainda sofre com a crise argentina, mas também responde à menor demanda chilena no mês. Conforme os meses anteriores, o setor de Alimentos registrou alta de 31,3%, configurando o oitavo crescimento consecutivo sob a comparação mensal. Os grupos de Carne de frango in natura (+130,5%) e de Carne de suíno in natura (+111,6%), com maior participação no complexo carne, mais do que dobraram, enquanto o grupo de Carne de boi in natura (+190,3%) quase triplicou. O aumento do complexo carne ainda é consequência da maior demanda chinesa.

Com relação às importações, o Estado adquiriu US$ 684 milhões em mercadorias, uma retração de 25,1% ante dezembro do ano passado. Por sua vez, no acumulado do ano de 2019, o Rio Grande do Sul importou US$ 9,9 bilhões, configurando queda de 12,2% em relação a 2018. Todas as Grandes Categorias Econômicas apresentaram retração em 2019 na comparação mensal, com exceção da categoria de Combustíveis e lubrificantes (+49,8%), por se tratar de um efeito sazonal. As variações das demais categorias foram: Bens intermediários (-49,2%), Bens de capital (-4,3%) e Bens de Consumo (-15,2%). Cabe destacar a queda de Bens Intermediários, puxada fortemente pela redução do consumo de Insumos industriais elaborados (-56,7%).

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
14/01/2020 0 Comentários 432 Visualizações
Business

Pesquisa revela atividade industrial em alta

Por Gabrielle Pacheco 12/01/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Sondagem Industrial do Rio Grande do Sul, elaborada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), aponta atividade industrial em alta e mostra otimismo do setor para os próximos seis meses. O índice de produção em novembro registrou 54,5 pontos, 2,9 abaixo de outubro. O resultado, com valor acima dos 50 pontos, significa que a alta foi menos intensa que a de outubro, mas ocorreu num mês cuja tendência é de estabilidade. O emprego, que historicamente tende a cair na passagem de outubro para novembro, cresceu, após seis meses consecutivos de queda: 51,4 pontos.

Outro indicador que apresentou o mesmo comportamento foi a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), alcançando 74,0% em novembro (um ponto percentual acima de outubro), para uma média histórica de 71,9% no mês. O indicador de UCI (Efetiva em Relação ao Usual), aos 49,6 pontos, não ficava tão próxima do nível normal (50 pontos) desde abril de 2013. “Apesar do crescimento menor da produção em novembro comparado a outubro, os empresários continuam com uma expectativa positiva para o primeiro semestre de 2020, projetando uma melhora no mercado interno”, afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

“…os empresários continuam com uma expectativa positiva para o primeiro semestre de 2020, projetando uma melhora no mercado interno”.

A Sondagem de novembro também mostrou a redução de estoques de produtos finais, mesmo com a alta atípica da produção. Na maior parte do ano mostrando acúmulo indesejado, o índice de estoques em relação ao planejado ficou em 47,2 pontos. Abaixo de 50, denota estoques menores do que o planejado pelas empresas, sugerindo uma demanda acima da esperada em novembro.
Na opinião dos empresários gaúchos, a expansão da atividade da indústria gaúcha deve continuar no primeiro semestre de 2020.

De fato, todos os índices de expectativas permaneceram acima dos 50 pontos em dezembro e, com exceção das exportações (52,6 pontos), cresceram em relação a novembro. Os empresários projetam crescimento da demanda (58,6), das compras de matérias-primas (56,2) e do emprego (53,6). Nesse cenário, a intenção de investir foi a maior desde janeiro de 2019. Com três crescimentos seguidos, o índice de intenção de investir nos próximos seis meses alcançou, em dezembro, 58,2 pontos, bem acima da média histórica (49,1). O índice varia de zero (nenhuma empresa pretende) a 100 pontos (todas pretendem). Quanto maior o índice, maior a intenção. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (9).

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
12/01/2020 0 Comentários 661 Visualizações
Business

Exportações industriais caem em novembro

Por Gabrielle Pacheco 10/12/2019
Por Gabrielle Pacheco

Ao totalizarem US$ 923 milhões em novembro, o que representa um recuo de 2,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, as exportações da indústria do Rio Grande do Sul seguem praticamente estagnadas em 2019. A análise por setores de atividades econômicas mostra que, dos 23 segmentos da indústria de transformação que registraram algum embarque no mês passado, 19 tiveram queda sob a base de comparação mensal.

“No acumulado do ano até novembro, as exportações industriais mostraram um avanço pequeno, de apenas 1,2%, se comparadas com o mesmo período de 2018”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Porcello Petry, explicando que o resultado ainda é consequência da desaceleração sincronizada da economia mundial e das crises econômicas de parceiros regionais, como a Argentina.

“No acumulado do ano até novembro, as exportações industriais mostraram um avanço pequeno, de apenas 1,2%, se comparadas com o mesmo período de 2018.”

Em novembro, os setores de Tabaco (-35,4%), Químicos (-18,6%) e Veículos automotores, reboques e carrocerias (-17,4%), foram os que mais contribuíram negativamente para a queda nas exportações industriais gaúchas. Tabaco sentiu o impacto de antecipações de embarques feitas em setembro e outubro. Os produtos químicos respondem à queda verificada no grupo de Produtos químicos orgânicos (-18,4%), como adubos e fertilizantes, enquanto os números do grupo de veículos automotores ainda são reflexos da crise argentina.

Quem sente menos os impactos da crise é o setor de Alimentos, com mais uma alta significativa, em conformidade com resultados anteriores: 38,6%, configurando o sétimo crescimento consecutivo sob a comparação mensal. O grupo de Carne de frango in natura (+119%) mais do que dobrou, enquanto os embarques de Carne de suíno (+88,3%) e Carne de boi in natura (+52,1%) aumentaram, porém menos do que na análise do mês de outubro, em decorrência de uma leve queda nos embarques para China.

No acumulado dos 11 primeiros meses de 2019, as exportações industriais acumularam US$ 11,2 bilhões. Entre os três principais países compradores de produtos gaúchos, houve queda de exportações para China (-12%) e Argentina (-38,4%), enquanto aumentaram os embarques para os Estados Unidos (+12,9%). Pelo lado das importações, o Estado adquiriu US$ 809 milhões em mercadorias, com retração de 22,2% ante novembro do ano passado.

Por sua vez, no acumulado do ano até novembro, o Rio Grande do Sul importou US$ 9,2 bilhões, queda de 11,1% em comparação com igual período de 2018. Todas as grandes categorias econômicas apresentaram retração perante a novembro de 2018: Bens intermediários (-26,1%), Bens de capital (-14,3%), Combustíveis e lubrificantes (-13,8%) e Bens de Consumo (-20,3%). Destaque para o recuo de Bens Intermediários, puxado fortemente pela redução do consumo de Insumos industriais elaborados (-23,8%).

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
10/12/2019 0 Comentários 559 Visualizações
Business

Fimec promove ações em polos calçadistas brasileiros

Por Gabrielle Pacheco 02/12/2019
Por Gabrielle Pacheco

Durante o segundo semestre de 2019, a Fenac realizou diversas atividades para públicos estratégicos nos polos calçadistas do país, buscando aproximar ainda mais a Fimec 2020 (Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes) do mercado. A 44ª edição da maior feira calçadista da América Latina acontecerá de 10 a 12 de março de 2020, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/RS. O objetivo das ações, além de relacionamento, foi confirmar a 3ª edição do Fórum Fimec, que acontecerá durante a Fimec 2020, no dia 11 de março, sendo que a programação dos palestrantes nacionais e internacionais será divulgada em breve.

Entre as atividades realizadas pela Fenac para divulgação da Fimec 2020, ocorreu em agosto a Mostra Tecnológica 2019, no Senai de Birigui/SP, com a palestra “Conheça e venda mais com Magalu Marketplace”, apresentada por Anne Cilene, gerente de parcerias e hunting accounts do Magazine Luiza. A ação aconteceu a convite da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq).

Em setembro e outubro, a Fimec, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) promoveu o projeto Análises de Cenários nos principais polos calçadistas brasileiros, reunindo centenas de empresários calçadistas em Birigui/SP, Novo Hamburgo/RS, São João Batista/SC, Franca/SP e Nova Serrana/MG. A atividade apresentou dados e projeções do setor calçadista brasileiro, debatendo a abertura comercial e os desafios da indústria. Em todas as ocasiões, Priscila Linck, economista e coordenadora de Inteligência de Mercado da Abicalçados, comentou que a perspectiva de uma abertura comercial do Brasil traz desafios importantes para a indústria calçadista.

Já em novembro, a Fimec promoveu o “Encontro Empresarial Fimec” em Novo Hamburgo, que reuniu empresários e profissionais do setor coureiro-calçadista da região para a palestra “É necessário uma estratégia digital. A hora e a vez dos marketplaces”, ministrada por Guilherme Artiles, da HubSales, e por Mauro Lopez, da Netshoes. Para Marcio Jung, diretor-presidente da Fenac, a atividade vem ao encontro da posição da Fenac em oferecer conteúdo para transformação de diferentes setores do mercado. “Aproximar os segmentos do cluster para a geração de negócios, promovendo o relacionamento e a informação é o objetivo da Fenac em todas as suas feiras profissionais, mas principalmente na Fimec”, destacou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/12/2019 0 Comentários 529 Visualizações
Business

Projeto do Senai Guaporé vence o Inova Senai

Por Gabrielle Pacheco 25/11/2019
Por Gabrielle Pacheco

O projeto Sistema automatizado de corte de correntes para joias e bijuterias, do Senai Guaporé, foi o vencedor do Inova Senai 2019, que aconteceu nesta quinta (21) e sexta-feira (22) no Senai Porto Alegre. O trabalho, realizado pelos alunos Gaeker Proencia, Emanuele Gosh e Bruno Scherer, tem como objetivo eliminar ou reduzir consideravelmente o processo manual no corte das correntes, desafio da empresa MW do Brasil. Os alunos desenvolveram um protótipo automatizado para corte de correntes de joias banhadas em ouro, prata, estanho, etc, que aumenta a produtividade da empresa com maior segurança ao funcionário.

O Inova Senai tem como objetivo desafiar alunos a solucionar questões reais do dia a dia das indústrias. Este ano 13 projetos concorreram, escolhidos entre várias unidades do Estado. Os trabalhos foram desenvolvidos a partir da demanda de indústrias parceiras e teve a participação estudantes de duas ou mais áreas. A intenção além de promover a aproximação entre os estudantes e o setor industrial, é desenvolver nos alunos de cursos técnicos, a capacidade de trabalhar em grupo, propor ações inovadoras e pensar de forma empreendedora.

A metodologia usada rendeu ao Senai gaúcho o primeiro lugar na categoria Ensino Profissional do Prêmio Sebrae de Educação Empreendedora. O segundo colocado foi o Sistema de transferência de produto da linha de processamento de aves para embalagem secundária, realizado pelos alunos do Senai Lajeado Rafaela Lanus, Diogo Reis, Luiz Goetz, Ezequiel Torales e Ezequiel Proencia. O projeto foi desenvolvido com o desafio feito pela BRF.

O Senai Lajeado também teve seus alunos premiados no terceiro lugar com o Fixador de Cabedal, feito para o desafio da Picadilly, por Gabrieli Antunes, Lucas Gomes, Mateus Bersch e Luiz Koempfel. O voto popular ficou com o Conforto e saúde para pessoas deficientes auditivas e lactentes do Senai Garibaldi, conforme demanda das empresas Sonomais e Tramontina.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/11/2019 0 Comentários 590 Visualizações
Business

Atividade da indústria volta a crescer no RS

Por Gabrielle Pacheco 12/11/2019
Por Gabrielle Pacheco

O crescimento de 0,8%, em setembro na comparação com agosto, do Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), manteve a atividade da indústria gaúcha 2,3% abaixo de maio de 2019 (o pico de atividade mais próximo a setembro) e praticamente igual a abril de 2018, mês anterior à greve dos caminhoneiros.

“Terminou o terceiro trimestre de 2019, mas os indicadores mostram que persiste o quadro de estagnação iniciado no mesmo trimestre do ano passado. A demanda interna fraca, a crise argentina e a desaceleração global formaram um cenário pouco favorável ao setor”, destaca o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.

“A demanda interna fraca, a crise argentina e a desaceleração global formaram um cenário pouco favorável ao setor.”

Em setembro de 2019, ante o mês anterior – série com ajuste sazonal –, a indústria gaúcha aumentou o faturamento (3,6%), as compras de insumos e matérias-primas (5,5%), as horas de produção (0,9%) e a massa salarial (0,7%), sem, entretanto, ampliar o uso da capacidade instalada (UCI), que ficou estável em 82,8%, e o emprego, que caiu 0,2%.

A longa estagnação é percebida nas comparações anuais. Relativamente a setembro de 2018, contando com dois dias úteis a mais em 2019, o IDI-RS interrompeu uma sequência de três resultados negativos e voltou a crescer: 1,1%. Mesmo assim, a desaceleração continuou, pois o crescimento acumulado do IDI-RS, em maio de 2019, era de 3,9%. Nos quatro meses seguintes, reduziu para um terço disso (1,3% em setembro).

“Apesar desse recuo, a expectativa de recuperação da indústria gaúcha permanece. Os empresários do setor mostram otimismo com relação à economia brasileira e à demanda e maior disposição para investimentos”, reforça Petry, acrescentando que eles devem se beneficiar, ainda que lentamente, dos menores níveis de incerteza e juros e melhores condições de crédito, além dos saques do FGTS e do PIS/Pasep.

“Apesar desse recuo, a expectativa de recuperação da indústria gaúcha permanece.”

Na análise do resultado acumulado entre janeiro e setembro deste ano, o faturamento da indústria gaúcha aumentou 5% ante igual período do ano passado. Na mesma comparação, também cresceu a UCI, 1,6 ponto percentual, com um grau médio de 82,4%, enquanto a massa salarial real caiu 0,6%. Os demais indicadores ficaram muito próximos da estabilidade: compras industriais (-0,2%), emprego (+0,2%) e horas trabalhadas na produção (-0,1%).

Entre os 17 setores pesquisados, o desempenho da atividade industrial foi desigual nos nove primeiros meses do ano: apenas sete cresceram em relação ao mesmo período de 2018. Praticamente toda elevação da atividade vem de Veículos automotores (12,1%), com contribuições também de Couros e calçados (4%) e Tabaco (2,1%). Por outro lado, as principais influências negativas estiveram em Máquinas e equipamentos (-2,9%), Metalurgia (-6,3%), Químicos e derivados de petróleo (-0,4%), Têxteis (-6,8%), Vestuário e acessórios (-8,8%) e Produtos de metal (-0,9%).

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
12/11/2019 0 Comentários 511 Visualizações
Business

Exportações da indústria no RS recuam em outubro

Por Gabrielle Pacheco 10/11/2019
Por Gabrielle Pacheco

Com queda em 18 dos 23 segmentos que registraram algum embarque de produtos para o exterior, as exportações da indústria gaúcha, ao somarem US$ 995 milhões, caíram 12,6% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2018. Entre os setores que assinalaram recuo, destacaram-se negativamente os segmentos de Veículos automotores, reboques e carrocerias (-49,3%) e Químicos (-30,9%).

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Porcello Petry, a redução nas vendas para a Argentina e a base de comparação elevada contribuíram para a menor taxa já registrada em Veículos para o mês, considerando a série histórica. Ao mesmo tempo, a queda nas exportações de produtos químicos ocorreu de forma pontual entre alguns parceiros comerciais: Chile (-US$ 16 milhões), Estados Unidos (-US$ 10 milhões) e Coreia do Sul (-US$ 9 milhões), sobretudo às vendas de polímeros de etileno, propileno e estireno.

No agregado, diminuíram em US$ 27 milhões. Há de se destacar, novamente, o sexto crescimento mensal consecutivo do setor de Alimentos, o de maior participação em valor exportado (US$ 283 milhões) na pauta do Rio Grande do Sul: 27,2% em outubro. Entre os produtos deste segmento, as maiores contribuições vieram de carne de frango (+92,8%) e suína (+92,4%) in natura, que praticamente dobraram no período, ao mesmo tempo em que as exportações de carne de boi também se expandiram bastante, 62,3%, assinalando o melhor resultado do setor para o mês de outubro desde 2008.

Acumulado

Nos dez meses de 2019, as exportações industriais do RS acumularam US$ 10,3 bilhões, registrando um pequeno avanço de 0,8% sobre o mesmo período do ano anterior. “A estagnação das exportações reflete o atual cenário de desaceleração da economia mundial, conjugado com crises econômicas de parceiros regionais, como é o caso da Argentina”, explica Petry.

“A estagnação das exportações reflete o atual cenário de desaceleração da economia mundial, conjugado com crises econômicas de parceiros regionais, como é o caso da Argentina”

Historicamente, o vizinho corresponde a 11% do total exportado pela indústria gaúcha. Mas, em 2019, a representatividade da Argentina nas exportações de manufaturados do Estado caiu para 6,3%. Já nas importações, que atingiram US$ 984 milhões, a retração foi de 12,4% ante outubro do ano passado.

Entre as grandes categorias econômicas, Bens de consumo (-21,3%), Combustíveis e lubrificantes (-68,7%) e Bens intermediários (-16%) registraram queda no mês passado. Por sua vez, no acumulado de janeiro a outubro, o Rio Grande do Sul importou US$ 8,4 bilhões, recuo de 9,8% em comparação com igual período de 2018. Somente Bens de capital cresceram, praticamente dobrando o valor (93,2%) no mês.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
10/11/2019 0 Comentários 519 Visualizações
Business

Industrial gaúcho mantém a confiança

Por Gabrielle Pacheco 17/10/2019
Por Gabrielle Pacheco

As condições atuais e as perspectivas para a economia do País e das empresas gaúchas são vistas com otimismo pelos industriais do Rio Grande do Sul. É o que revela o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), divulgado nessa quinta-feira (17) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Mesmo tendo ficado estável em 59,2 pontos entre setembro e outubro depois de três meses consecutivos de alta, o ICEI-RS segue bem acima da média histórica de 53,2. O índice varia de zero a 100 pontos, e sendo superior a 50, indica confiança. O presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry, avalia:

“Os resultados, apesar da acomodação registrada no mês, confirmam o bom sentimento do industrial gaúcho, sustentado principalmente pelo componente das expectativas”.

O ICEI-RS é composto por dois índices, o de condições atuais e o das expectativas. Ambos sobre a economia brasileira e sobre a própria empresa, e que continuaram acima do nível neutro de 50 pontos, o que denota avaliações positivas. O Índice de Condições Atuais (ICA) recuou 0,4 ponto, passando de 52,3 para 51,9 pontos. Já o Índice de Condições da Economia Brasileira (ICA-EB) caiu de 52,2 para 51,1 pontos e o de Condições das Empresas (ICA-E) ficou praticamente estável, em 52,3 pontos, em outubro.

Ao mesmo tempo, o Índice de Expectativas (IE) para os próximos seis meses subiu 0,3 ponto no período, alcançando 62,9 em outubro. A leve alta veio do subcomponente relativo às próprias empresas (IE-E): 0,8 ponto em outubro ante setembro, para 64,1. Por sua vez, o Índice de Expectativas para a Economia Brasileira (IE-EB) ficou praticamente estável, passando de 61,2 para 61,1 pontos.

Mais da metade dos empresários que responderam a pesquisa (51,4%) está otimista com o futuro da economia brasileira. Somente 5,8% das empresas estão pessimistas e 42,8% não esperam mudanças na situação atual.

O ICEI-RS de outubro demonstra que, apesar de o resultado apontar estabilidade, os empresários continuam a acreditar em uma melhora da economia brasileira, o que permite firmar a perspectiva de recuperação gradual para a atividade do setor nos próximos meses.

Esse otimismo, aponta Petry, se dá especialmente pela Reforma da Previdência praticamente definida, pela redução dos juros, da inflação controlada e da perspectiva de continuidade da agenda de reformas. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 11 de outubro com 209 empresas, sendo 47 pequenas, 74 médias e 88 grandes.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
17/10/2019 0 Comentários 497 Visualizações
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