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Pesquisa da Fiergs aponta queda na confiança do empresário industrial gaúcho

Por Jonathan da Silva 25/10/2024
Por Jonathan da Silva

O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (ICEI-RS) caiu em outubro. A pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) nesta quinta-feira (24) indica que o índice passou de 52 pontos em setembro para 51,1 pontos em outubro, após dois meses de alta, mantendo-se abaixo da média histórica de 53,6 pontos. Apesar da queda, o resultado permanece acima de 50 pontos, indicando um leve otimismo no setor.

De acordo com o presidente da Fiergs, Claudio Bier, a redução da confiança está relacionada às expectativas dos empresários para os próximos seis meses. “O retorno do ciclo de aperto monetário, com aumento da taxa Selic, foi possivelmente o fator responsável pela diminuição desse sentimento, embora as expectativas negativas em relação à economia doméstica já estivessem presentes desde o final de 2022, devido à incerteza quanto à sustentabilidade das contas públicas”, afirmou Bier.

O presidente também destacou que o nível de confiança do setor industrial não deve se alterar de forma significativa enquanto a incerteza sobre a condução da política fiscal persistir. Ele projeta um ritmo de crescimento moderado para a atividade industrial no estado.

O levantamento aponta que o Índice de Expectativas, que reflete a visão para os próximos seis meses, caiu 1,4 ponto, registrando 52,7 em outubro. Embora o número permaneça acima de 50, sugerindo otimismo, o sentimento positivo entre os empresários foi menor do que em setembro.

O Índice de Condições Atuais, outro componente do ICEI-RS, permaneceu praticamente estável, subindo apenas 0,1 ponto, alcançando 48 pontos em outubro. Esse valor, abaixo de 50 pontos, indica que os empresários ainda percebem uma piora nas condições atuais dos negócios. O indicador sobre a economia brasileira subiu ligeiramente de 43,2 para 43,6 pontos, enquanto a avaliação das condições da própria empresa oscilou de 50,2 para 50,1 pontos.

A pesquisa, realizada entre 1º e 10 de outubro, contou com a participação de 159 empresas, sendo 36 pequenas, 57 médias e 66 grandes. Entre os entrevistados, 31,4% dos empresários percebem uma piora no cenário econômico brasileiro, enquanto apenas 8,8% relatam uma melhora. Para a maioria, 59,8%, não houve alteração.

O Índice de Expectativas das Próprias Empresas também registrou queda, passando de 57,8 para 55,8 pontos em outubro. Já o Índice de Expectativas para a Economia Brasileira permaneceu praticamente inalterado em relação a setembro, com 46,5 pontos. A maioria dos empresários (63,5%) não espera mudanças no cenário econômico nacional nos próximos seis meses, enquanto 22,6% se declararam pessimistas e 13,8% otimistas.

A pesquisa completa está disponível no Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul, disponível no link observatoriodaindustriars.org.br.

Foto: Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/10/2024 0 Comentários 367 Visualizações
Variedades

Concurso “A Casa e o Comércio de Natal” de Estância Velha abre inscrições no dia 12

Por Jonathan da Silva 23/10/2024
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Estância Velha anunciou a data de abertura das inscrições para o concurso “A Casa e o Comércio de Natal”, que faz parte da programação do Natal Família 2024. O concurso tem como objetivo incentivar a população e os comerciantes locais a decorarem seus imóveis, contribuindo para a criação de um clima natalino na cidade. As inscrições estarão abertas de 12 de novembro a 8 de dezembro de 2024.

Podem participar do concurso imóveis residenciais e comerciais situados em Estância Velha. As decorações devem ser finalizadas até 9 de dezembro e permanecer montadas até 22 de dezembro. O concurso será dividido em duas categorias: “Casa e Jardim”, voltada para residências, e “Comércio, Indústria e Serviços”, para estabelecimentos comerciais de qualquer segmento.

Crossfit Estância Velha, vencedora em 2023 na categoria “Comércio, Indústria e Serviços”

As inscrições podem ser feitas por e-mail, enviando a ficha de inscrição e a documentação exigida para [email protected]. A premiação incluirá isenção total ou parcial do IPTU de 2025 para os vencedores, com percentuais que variam de 50% a 100%, dependendo da colocação.

Documentação necessária para a inscrição

  • Cópia do CPF e RG do responsável pela inscrição;
  • Cópia do CNPJ, para categoria Comércio, Indústria e Serviços;
  • Cópia do comprovante de endereço (residencial ou comercial, conforme categoria);
  • Cópia do comprovante de quitação do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) exercício 2024 devidamente em dia;
  • No mínimo 5 (cinco) e até no máximo 10 (dez) fotos e/ou até 1 (um) vídeo com duração no máximo de 1 minuto, da fachada da residência ou fachada e interior do comércio decorado, os registros deverão ser diurnos e noturnos.
Fotos: Arquivo/PMEV/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/10/2024 0 Comentários 433 Visualizações
Variedades

Missão da Assintecal no Acre identifica potenciais biomateriais para calçados

Por Jonathan da Silva 21/10/2024
Por Jonathan da Silva

A Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) realizou uma missão no Acre para mapear potenciais biomateriais que possam ser utilizados na indústria de calçados, como parte do programa Brazilian Materials, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A iniciativa, que ocorreu entre 28 de setembro e 11 de outubro, teve como objetivo identificar o uso sustentável dos recursos da floresta amazônica para o desenvolvimento de materiais, especialmente em cooperação com comunidades locais.

O consultor do Núcleo de Design e Pesquisa da Assintecal, Marnei Carminatti, destacou o grande potencial dos biomateriais da região, como sementes, fibras naturais e madeira coletada da floresta, além do látex extraído das seringueiras. “Nossa pesquisa explorou as riquezas naturais, abrindo novas possibilidades criativas. Também observamos a parceria entre extrativistas sustentáveis e a marca de calçados Veja, que une a exploração sustentável da floresta à geração de emprego e renda para as famílias locais”, afirmou Carminatti.

Os povos originários, como os Puyanawa, Marubo e Huni Kui, também foram mencionados por Carminatti pelo uso de biomateriais em seu artesanato, com potencial para serem aplicados na confecção de enfeites para calçados. Ele ressaltou o esforço de preservação da floresta, conciliando o desenvolvimento econômico com a proteção dos ecossistemas.

A gestora do Projeto Brazilian Materials na ApexBrasil, Viviane Iark, destacou que a missão fortalece a imagem do Brasil como líder em sustentabilidade e inovação na indústria calçadista. “Ao explorar as riquezas da Amazônia de forma responsável, mostramos que é possível combinar competitividade com práticas sólidas de ESG”, disse Viviane.

Após o mapeamento, a pesquisa será aplicada a dez grupos de artesãos do Acre. Os produtos desenvolvidos serão exibidos durante o Inspiramais, em janeiro de 2025, em Porto Alegre. A missão contou com o apoio do Sebrae/AC, Brazilian Leather, Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Foto: Assintecal/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/10/2024 0 Comentários 447 Visualizações
Business

Participando da Construsul, Jimo projeta crescimento de 25% em 2024

Por Jonathan da Silva 17/10/2024
Por Jonathan da Silva

A Jimo, tradicional indústria gaúcha de soluções domésticas e para a construção, projeta um crescimento de 25% em seu faturamento para 2024 no mercado nacional. A empresa pretende alcançar essa meta com a participação na 25ª Construsul, feira de materiais de construção realizada na Fiergs, em Porto Alegre, entre os dias 15 e 18 de outubro.

O gerente nacional de Vendas da Jimo, Daniel Trussardi Fayh, afirmou que a expectativa de vendas na feira é até 25% maior em relação ao evento do ano passado. Além disso, Fayh destacou que a participação na Construsul é uma oportunidade para fortalecer a marca, realizar networking, demonstrar produtos e lançar novos itens. “A Construsul é o momento de fortalecer parcerias já existentes e criar novas conexões”, pontuou o gerente.

Durante o evento, a Jimo lança o Jimo Limpa Box & Banheiro, um produto voltado à limpeza de diversas superfícies laváveis, como louças sanitárias, vidros e metais. Fayh também mencionou que haverá promoções para compras realizadas no estande da empresa.

Fundada em 1956 pelos químicos Julio e Ieda Morandi, a Jimo possui uma fábrica em Cachoeirinha, um escritório em Porto Alegre e uma filial em Guarulhos-SP. A empresa oferece ao mercado mais de 70 produtos, incluindo inseticidas, fungicidas e outras soluções para o uso doméstico.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/10/2024 0 Comentários 413 Visualizações
Variedades

Calçadistas realizam evento em Taquara para discutir ESG no setor

Por Jonathan da Silva 16/10/2024
Por Jonathan da Silva

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), realizou nesta terça-feira (15) o evento Conexão Origem Sustentável, no Centro de Eventos da Faccat, em Taquara. O encontro reuniu cerca de 350 pessoas e teve como foco o debate sobre práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança) no setor calçadista, com a apresentação de cases de sustentabilidade, pesquisas de mercado e exposição de materiais sustentáveis.

Durante a abertura, Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados, ressaltou a importância da certificação Origem Sustentável, que atesta as práticas ESG na indústria calçadista brasileira. “A sustentabilidade é crescente no setor, e exemplo desse nosso compromisso é o investimento de esforços na promoção do Origem Sustentável”, afirmou o dirigente.

O presidente da Assintecal, Gerson Berwanger, também destacou o papel da certificação no setor. “O Origem Sustentável não é apenas uma certificação, mas um guia de práticas sustentáveis”, disse Berwanger, mencionando ainda que o evento busca criar uma comunidade para estimular a cultura da sustentabilidade.

O evento contou ainda com a participação de representantes de empresas como a Tramontina, que apresentou suas iniciativas de logística reversa e reciclagem de plásticos, e a Fruki, que destacou suas práticas de responsabilidade social, como programas de desenvolvimento de lideranças e promoção da diversidade.

O gerente de Excelência Ambiental da Suzano, Francisco Rollo, compartilhou as metas ambientais da empresa, incluindo a remoção de milhões de toneladas de CO2 da atmosfera e o objetivo de retirar 200 mil pessoas da linha de pobreza até 2030.

Representando o varejo, a C&A enfatizou a importância da integração entre indústria e varejo com foco na sustentabilidade, com a participação da gerente de Calçados, Kelly Braz.

O evento incluiu também um painel com empresas certificadas no programa Origem Sustentável, mediado por Marco Schmitt, diretor de Negócios da Box Print, com participação de Thomas Simon, CEO do grupo S2 Holding (Tess), e outros representantes do setor.

No final, empresas como Grendene, Arezzo&Co e Broplast foram recertificadas no programa Origem Sustentável. A primeira edição do Conexão Origem Sustentável incorporou práticas sustentáveis em sua realização, incluindo reuso e reciclagem de materiais e neutralização das emissões de carbono do evento.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/10/2024 0 Comentários 400 Visualizações
Business

Pacto Calçadista debate reposicionamento do calçado do RS nos EUA

Por Jonathan da Silva 15/10/2024
Por Jonathan da Silva

O reposicionamento do calçado do Rio Grande do Sul no mercado dos Estados Unidos, que importa cerca de 2 bilhões de pares por ano, foi o tema central de um evento promovido pelo Comitê de Internacionalização e o Pacto Calçadista, nesta quinta-feira (10), no auditório da ACI, em Novo Hamburgo. Especialistas destacaram a necessidade de união de todo o setor para aumentar as vendas no mercado norte-americano, que é amplamente dominado por produtos da Ásia.

O integrante do Conselho Estratégico do Pacto Calçadista, Marlos Schmidt, ressaltou que já foram realizados avanços significativos, como a associação à Associação dos Distribuidores e Varejistas de Calçados (FDRA), e anunciou que uma missão da entidade visitará o Rio Grande do Sul em 2025. Schmidt enfatizou a importância do apoio de empresas e entidades empresariais e incentivou a participação de mais integrantes do setor.

Durante o segundo painel, a empresária e professora universitária Ana Cristina Klein abordou a relevância da integração entre cultura exportadora e capacidade de internacionalização para o sucesso em mercados globais. Segundo Ana, “a cultura exportadora cria a mentalidade certa, enquanto a capacidade de internacionalização oferece as ferramentas e estruturas necessárias.” Ela também destacou a qualidade do produto e certificações internacionais como estratégias para exportação ao mercado americano.

A especialista apresentou ainda os dez mandamentos da exportação de calçados para os Estados Unidos:

  1. Não reclamarás de ter que produzir meio número.
  2. Não tentarás convencer o cliente a aceitar número cheio.
  3. Não farás ‘enjambrações’ e terás equipe técnica com capacidade para desenvolver e produzir meio número.
  4. Responderás e-mails e solicitações de preços e entregas em 24 horas, como fazem os chineses.
  5. Farás amostras e produção 100% de acordo com a ficha técnica detalhada pelo cliente, e sugerirás alterações em tempo hábil, não no último momento.
  6. Respeitarás datas de entrega de amostras e produção, e quando possível, informarás mudanças em tempo hábil.
  7. Terás claro a diferença entre uma desculpa e uma explicação.
  8. Calcularás o preço de forma precisa e não voltarás atrás nas condições de negociação.
  9. Entenderás que, sem compliance, não há negócios com empresas americanas.
  10. Entenderás que precisas entregar produto e serviço excelentes!

No terceiro painel, a gerente comercial do IBTeC, Karin Becker afirmou que a conformidade com normas internacionais é essencial para realizar negócios com grandes marcas internacionais. “Sem isso, não há negócios”, destacou Karin, que também mencionou que o mercado americano é o segundo mais regulamentado do mundo e que a sustentabilidade será um fator indispensável no futuro.

O coordenador do Eixo Pessoas, Processos e Produtos do Pacto Calçadista, Oscar Bortolussi, ressaltou a importância da capacitação de profissionais e da preparação das empresas para garantir o sucesso organizacional, afirmando que “tudo começa e termina nas pessoas”.

Christian Thomas, também do Conselho Estratégico do Pacto Calçadista, defendeu que o calçado brasileiro deve buscar um reposicionamento no mercado norte-americano, focando em um nicho de preço superior ao ocupado por produtos asiáticos. Ele ressaltou que o Brasil pode competir em faixas de preço mais altas, entre US$ 200 e US$ 300, aproveitando diferenciais como lead-time reduzido, transit time eficiente e a participação em feiras internacionais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/10/2024 0 Comentários 327 Visualizações
Variedades

Calçadista Kidy reporta melhor Dia das Crianças em meia década

Por Jonathan da Silva 11/10/2024
Por Jonathan da Silva

A fabricante de calçados infantis Kidy, de Birigui-SP, registrou em 2024 o melhor desempenho de vendas para o Dia das Crianças nos últimos cinco anos, com um aumento de 36% no faturamento consolidado do terceiro trimestre de 2024. A empresa informou que esse crescimento está relacionado ao período em que os produtos são encomendados para abastecer o varejo para a data comemorativa. Com esse resultado, a expectativa da empresa é fechar o ano com um aumento de mais de 15% em seus resultados.

O gerente comercial nacional da Kidy, Rafael Menezes, afirmou que, apesar dos desafios do mercado e da instabilidade econômica, a empresa sempre confiou em bons resultados. “Temos produtos acertados, como as linhas Surpresa, que inclui 14 brinquedos exclusivos, e Luz, com proteção contra água para as crianças brincarem sem preocupações”, destacou Menezes. Ele também ressaltou que o crescimento da Kidy em 2024 será três vezes maior do que a média projetada para o setor calçadista brasileiro, que é de cerca de 5%, segundo a Abicalçados.

Para 2025, a Kidy mantém uma perspectiva otimista, com planos de ampliar sua carteira de clientes em todo o Brasil. A empresa, que produz mais de 3,5 milhões de pares de calçados infantis por ano, tem fábricas em Birigui e Três Lagoas-MS, onde emprega cerca de 1,2 mil pessoas. Atualmente, 12% da produção é destinada à exportação, com os principais destinos sendo países da América Latina.

Foto: Kidy/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/10/2024 0 Comentários 486 Visualizações
Variedades

Produção de ovos no Brasil em 2024 será a maior da história

Por Jonathan da Silva 11/10/2024
Por Jonathan da Silva

A produção de ovos no Brasil deve atingir um recorde histórico em 2024, com 56,9 bilhões de unidades, um aumento de 8,5% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A informação foi divulgada durante as comemorações do Dia Mundial do Ovo, celebrado nesta sexta-feira, 11 de outubro. O crescimento na produção acompanha o aumento no consumo da proteína, que deve alcançar o maior nível da história.

De acordo com Ricardo Santin, presidente da ABPA, cada brasileiro deverá consumir até 263 ovos ao longo deste ano, 21 unidades a mais do que em 2023. “Está mais competitivo produzir ovos em 2024. Os custos estão mais ajustados e o consumidor tem demandado mais o produto”, afirma Santin, destacando que o ovo se tornou uma proteína essencial para diversas classes e perfis de consumo.

O Brasil é o quinto maior produtor de ovos do mundo, e o consumo nacional está acima da média internacional, que é de 230 unidades por pessoa. O Dia Mundial do Ovo é comemorado em diversos países, e no Brasil as ações são coordenadas pelo Instituto Ovos Brasil.

Foto: Cottonbro Studio/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/10/2024 0 Comentários 816 Visualizações
Business

Abicalçados revisa previsão de crescimento do setor calçadista para até 3,2%

Por Jonathan da Silva 09/10/2024
Por Jonathan da Silva

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) revisou sua previsão de crescimento para o setor calçadista em 2024, com projeções de aumento entre 1,9% e 3,2% na produção, que deve alcançar entre 882 milhões e 893 milhões de pares. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (9), durante o evento on-line “Análise de Cenários”, conduzido pela coordenadora de Inteligência de Mercado da entidade, Priscila Linck, e pelo doutor em economia Marcos Lélis.

Durante o evento, Lélis traçou um panorama econômico global e nacional. O economista mencionou que, apesar da recuperação econômica nos Estados Unidos, Japão e Europa, um mercado importante para o calçado brasileiro, a Argentina, enfrentou uma queda de 1,7% no segundo trimestre de 2024.  “Tratando do PIB brasileiro, crescemos 3,3% no segundo trimestre, número acima do esperado. O resultado foi impactado pela associação entre os aumentos do consumo das famílias e dos investimentos”, ressaltou Lélis, acrescentando que a demanda interna tem crescido mais do que o PIB.

Priscila destacou o impacto da concorrência internacional, especialmente da China, no mercado de exportações brasileiro. Segundo ela, entre janeiro e setembro de 2024, as exportações de calçados do Brasil caíram 21% em número de pares. Para 2025, a projeção é de uma estabilização das exportações, com variação de -1,9% a 0,2%. “O Brasil vem perdendo participação para os asiáticos no mercado internacional, principalmente para Vietnã, Indonésia e China”, comentou a coordenadora.

No mercado interno, que absorve mais de 85% das vendas do setor, a produção de calçados cresceu 4,4% até agosto de 2024, recuperando os níveis pré-pandemia de 2019. Para 2025, a Abicalçados projeta um crescimento entre 1,1% e 1,9%, com a produção entre 897 milhões e 904 milhões de pares, sendo mais de 89% destinados ao mercado interno.

O evento “Análise de Cenários” também foi realizado presencialmente em polos calçadistas como Franca, Jaú e Birigui, em São Paulo, e contou com o patrocínio do grupo FCC e apoio da ApexBrasil, MDIC, Sindifranca, Sindicalçados Jaú e Sinbi.

Principais dados e projeções do Análise de Cenários

  • Produção de calçados em pares (consolidada): +4,4% de janeiro a agosto no comparativo com mesmo período de 2023;
  • Exportações de calçados em pares (consolidada): -21% de janeiro a setembro no comparativo com mesmo período de 2023;
  • Consumo aparente em pares (consolidado): +9,4% de janeiro a setembro no comparativo com mesmo período de 2023;
  • Produção de calçados 2024 em pares (projeção): Entre +1,9% e +3,2% (882 milhões de pares e 893 milhões de pares);
  • Produção de calçados 2025 em pares (projeção): Entre +1,1% e +1,9% (897 milhões de pares e 904 milhões de pares);
  • Exportações de calçados 2024 em pares (projeção): Entre -19,2% e -14,5% (95,6 milhões de pares e 101,2 milhões de pares);
  • Exportações de calçados 2025 em pares (projeção): Entre -1,9% e +0,2% (96,5 milhões de pares e 98,6 milhões de pares).
Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/10/2024 0 Comentários 702 Visualizações
Business

Desempenho da indústria gaúcha volta a cair em agosto

Por Jonathan da Silva 09/10/2024
Por Jonathan da Silva

A indústria gaúcha registrou queda de 1,9% em agosto na comparação com julho, de acordo com o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) nesta terça-feira (8). Segundo o presidente da entidade, Claudio Bier, o resultado reflete um movimento de acomodação após duas altas consecutivas, que sucederam a queda causada pelas enchentes de maio. No entanto, na comparação com agosto de 2023, o índice apresentou um crescimento de 1%, sendo a terceira alta anual registrada em 2024.

O resultado se explica por conta de um movimento de acomodação após as duas fortes altas consecutivas que sucederam a queda ocorrida com as enchentes de maio”, aponta Claudio Bier.

O IDI-RS é composto por seis indicadores, que apresentaram variações distintas no mês de agosto. O faturamento real recuou 5,2%, a utilização da capacidade instalada caiu 2,5 pontos percentuais e a massa salarial real teve uma retração de 0,5%. Por outro lado, as compras industriais cresceram 5,8%, as horas trabalhadas na produção aumentaram 0,6% e o emprego subiu 0,3%.

Na comparação anual, o IDI-RS cresceu 1% em agosto, mesmo com um dia útil a menos em relação ao mesmo mês de 2023. Esse resultado reduziu a queda acumulada no ano de 2%, registrada até julho, para 1,6% até agosto, em comparação com os primeiros oito meses de 2023.

De janeiro a agosto de 2024, a maioria dos indicadores permaneceu no campo negativo em relação ao mesmo período de 2023. As compras industriais caíram 5,7%, o faturamento real recuou 2,7%, as horas trabalhadas na produção diminuíram 1,9% e o emprego teve queda de 1,5%. Apenas a utilização da capacidade instalada e a massa salarial real registraram crescimento, com altas de 1,5 ponto percentual e 3,2%, respectivamente.

Entre os 16 segmentos analisados pela pesquisa, nove apresentaram queda na atividade industrial até agosto. Máquinas e equipamentos foi o setor com a maior retração, de 14%, seguido por Couros e calçados, que caiu 4%, e Alimentos, com queda de 1%. Por outro lado, Veículos automotores teve o melhor desempenho, com alta de 12,2%, seguido por Móveis, que cresceu 9%, e Metalurgia, com elevação de 13,2%.

A pesquisa completa está disponível no site do Observatório da Indústria da Fiergs, em observatoriodaindustriars.org.br.

Foto: Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/10/2024 0 Comentários 499 Visualizações
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