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Business

Produção de calçados no Brasil deve ultrapassar 890 milhões de pares em 2024

Por Jonathan da Silva 09/12/2024
Por Jonathan da Silva

A indústria calçadista brasileira deve encerrar 2024 com um crescimento de mais de 3% na produção, alcançando 890 milhões de pares conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). O desempenho é atribuído principalmente ao aumento no consumo interno, impulsionado pela redução do desemprego e pela elevação da renda média no país.

No entanto, as exportações do setor enfrentaram queda em 2024. O volume embarcado deve recuar até 20% em comparação com o ano anterior, impactado por dificuldades nos mercados dos Estados Unidos e da Argentina. “Mais de 85% das vendas da indústria vêm do mercado interno, o que tem sido essencial. Porém, as exportações sofreram com a diminuição de embarques para os Estados Unidos e a Argentina, apesar de uma leve recuperação no mercado argentino nos últimos meses”, afirmou o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira.

Projeções para 2025

Para 2025, a Abicalçados projeta um crescimento de cerca de 2%, com a produção totalizando 904 milhões de pares, o que superaria os níveis registrados antes da pandemia de Covid-19, em 2019. Segundo Ferreira, o mercado doméstico continuará a ser o principal impulsionador do setor. Já as exportações devem apresentar estabilidade, com uma variação estimada entre crescimento de 0,2% e queda de 1,9% em relação a 2024.

Desafios para o setor

Entre os desafios para o próximo ano, Ferreira destacou a oneração gradual da folha de pagamentos com o fim da desoneração ampla, um tema em discussão na Reforma Tributária. “Taxar a criação de empregos é uma insanidade que contraria o fortalecimento da indústria nacional e a geração de postos de trabalho”, opinou o dirigente da entidade.

Outro obstáculo é a alta taxa de juros, que deve fechar 2024 em 12,25%, dificultando os investimentos no setor segundo Ferreira, que também apontou o endividamento elevado das famílias brasileiras como um entrave ao consumo interno e destacou a necessidade de proteger a indústria nacional diante da concorrência de calçados asiáticos, que se intensifica com o crescimento do e-commerce internacional.

Dados do setor

O Brasil é o quinto maior produtor de calçados do mundo e lidera a produção no ocidente. O setor reúne mais de 5 mil empresas, em sua maioria micro e pequenas, e emprega diretamente cerca de 296 mil pessoas em todo o país.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/12/2024 0 Comentários 824 Visualizações
Business

Fiergs avalia que acordo Mercosul-UE pode beneficiar indústria gaúcha

Por Jonathan da Silva 09/12/2024
Por Jonathan da Silva

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) demonstrou otimismo com o anúncio do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, realizado na sexta-feira (6). O presidente da Fiergs, Claudio Bier, destacou as possíveis vantagens para a economia brasileira e para a indústria gaúcha, especialmente no aumento do fluxo de comércio e investimentos entre as duas regiões.

A concretização do acordo é um passo importante para o futuro da economia do Brasil e do Rio Grande do Sul. Poderá nos trazer crescimento do fluxo de comércio e de investimentos, maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, aumento da diversificação econômica e fortalecimento do Mercosul”, afirmou Claudio Bier.

O dirigente, no entanto, ressaltou que o processo ainda depende da aprovação dos dois blocos, incluindo o Conselho da União Europeia, para sua implementação total.

Benefícios para a indústria gaúcha

Entre os setores que podem se beneficiar diretamente, Bier destacou a indústria alimentícia, que deve ter maior acesso ao mercado europeu. O acordo prevê a isenção de 82% das importações agrícolas do Mercosul e tarifas preferenciais para 97% dos produtos. “De uma maneira geral, o acordo é benéfico para o Rio Grande do Sul. No entanto, segmentos como Máquinas e Equipamentos, Equipamentos Elétricos e Bebidas enfrentarão maior concorrência do mercado europeu, exigindo competitividade em qualidade e preços médios”, observou o dirigente.

Segundo Bier, o acordo também abre possibilidades para o crescimento de setores como celulose, soja, carnes, tabaco, couro, calçados, móveis e máquinas agrícolas. Além disso, o dirigente mencionou benefícios como a redução de barreiras tarifárias e não-tarifárias, maior segurança jurídica para transações comerciais e o impacto positivo no comércio e em negociações internacionais futuras.

Comércio com a União Europeia

Em 2023, o Rio Grande do Sul foi o sexto estado brasileiro que mais exportou para a União Europeia e o sétimo que mais importou do bloco. A União Europeia foi o segundo principal destino das exportações gaúchas, representando 13,4% do total, e a terceira principal origem das importações, com 12%.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/12/2024 0 Comentários 382 Visualizações
Business

Em Brasília, diretor da Higra destaca falta de apoio para novas tecnologias no Brasil

Por Jonathan da Silva 09/12/2024
Por Jonathan da Silva

O diretor da Higra, Alexsandro Geremia, afirmou que “não falta água ou energia no Brasil, falta apoio para novas tecnologias” durante sua participação no 2º Seminário de Política Industrial: Indústria Verde – Inovação e Sustentabilidade, realizado na quarta-feira (4), na Câmara dos Deputados, em Brasília. Geremia apresentou o case da empresa gaúcha especializada em soluções de bombas hidráulicas e defendeu maior suporte público ao setor empresarial.

Segundo Geremia, o setor enfrenta desafios relacionados ao chamado “Custo Brasil”, como alta carga tributária, dificuldades logísticas e burocracia. “Nós, empresários, só queremos que o governo não nos atrapalhe. Não deveria ser assim, deveríamos ser parceiros de políticas públicas para o país”, declarou o diretor.

Tecnologia e inovação em hidrogeração

Durante o evento, Geremia apresentou a Usina Compacta de Hidrogeração Anfíbia (UCHA), desenvolvida pela Higra. A tecnologia utiliza o Turbogerador Anfíbio (TGA) para gerar energia a partir do fluxo de água e potenciais hidráulicos disponíveis nas redes de abastecimento das cidades.

Segundo o diretor, todas as cidades utilizam válvulas redutoras de pressão (VRPs) no sistema de abastecimento, mas a UCHA permite que essas válvulas, tradicionalmente usadas apenas para regular a pressão, sejam adaptadas para também gerar energia. “Somente aqui em Brasília temos mais de 300 VRPs que poderiam estar gerando energia elétrica para a cidade”, afirmou Geremia, que destacou ainda que a tecnologia é sustentável e economicamente viável, otimizando dois processos em um único equipamento.

Casos concretos apresentados

Geremia compartilhou exemplos de projetos desenvolvidos pela Higra, como a parceria com a Sabesp, em São Paulo, onde dez UCHAs foram instaladas em diferentes bairros, incluindo Campo Belo, Mogi das Cruzes e Capão Redondo. A iniciativa gera 1,44 MW/h, o suficiente para abastecer mais de 5 mil residências.

Outro case destacado foi a parceria com Águas de Joinville, em Santa Catarina, que resultou na instalação de uma UCHA com capacidade de geração superior a 740 kW/h.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/12/2024 0 Comentários 408 Visualizações
Variedades

Kidy anuncia novos brinquedos para linha de calçados infantis Surpresa

Por Jonathan da Silva 08/12/2024
Por Jonathan da Silva

A Kidy, indústria de calçados infantis sediada em Birigui-SP, lançará 34 novos brinquedos como parte da linha Surpresa, que integra calçados para meninos e meninas com numeração entre 22 e 32. A novidade inclui itens relacionados a temas como carros de corrida, basquete, dinossauros, caminhões, pets, bonecas com acessórios e moda, totalizando mais de 50 brinquedos disponíveis desde o lançamento da linha, em agosto deste ano.

O gerente de Mercado Nacional da Kidy, Rafael Menezes, destacou o impacto da linha nas vendas da empresa. “As vendas para o Dia das Crianças foram 36% superiores. Para o final do ano, estamos projetando um crescimento de mais de 15% no faturamento”, afirmou Menezes, que também revelou que a estimativa é de que até o final de 2024 sejam comercializados mais de 150 mil pares da linha.

Estratégia e preços

Segundo Menezes, o sucesso da linha Surpresa está associado a estratégias como lançamentos assertivos, ganhos de produtividade, reposicionamento de custos e preços, além de investimentos em pesquisas e desenvolvimentos inovadores. O preço dos modelos começa em R$ 99. “Criamos um produto 2 em 1, com calçado e brinquedo pelo preço do calçado. Foi um sucesso no varejo brasileiro”, explicou o gerente.

Produção e exportação

A Kidy produz mais de 3,5 milhões de pares de calçados infantis por ano em suas unidades em Birigui-SP e Três Lagoas-MS, empregando cerca de 2 mil pessoas diretamente. Do total produzido, 15% é destinado à exportação, com presença em mais de 50 países, sendo os principais destinos na América Latina.

Foto: Kidy/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/12/2024 0 Comentários 302 Visualizações
Variedades

Presidente da Fiergs se reúne com sindicatos no Centro das Indústrias em São Leopoldo

Por Jonathan da Silva 26/11/2024
Por Jonathan da Silva

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier, foi recebido por lideranças sindicais patronais de diversos segmentos na segunda-feira (18), no Centro das Indústrias, em São Leopoldo. Durante o encontro, foram discutidas estratégias para o fortalecimento da indústria e ações conjuntas em benefício das empresas representadas.

Bier destacou a importância da união após as eleições na Fiergs. “Somos uma indústria forte e precisamos ouvir e delegar para avançarmos. Estamos atuando de forma propositiva, apresentando possíveis soluções, inclusive para o Governo do Estado”, afirmou o presidente da federação.

Entre as novidades apresentadas, Bier mencionou a contratação de um CEO para a Fiergs, o primeiro no país a atuar nesse modelo dentro de uma federação. “Esse profissional será responsável por modernizar e dinamizar a entidade, beneficiando as entidades que representamos”, explicou presidente.

Apoio dos sindicatos e demandas em destaque

O presidente do Sindimetal RS, Sergio Galera, reforçou o papel da Fiergs na articulação de demandas importantes. “Dependemos da Fiergs para várias questões e defendemos a união de esforços para conciliar interesses comuns e avançar como entidade”, ressaltou Galera, que também destacou o trabalho da Câmara Temática da Indústria de São Leopoldo e a importância de qualificar a mão de obra com o apoio do Senai.

O presidente do Sinborsul, Sergio Patzlaff, agradeceu o suporte financeiro da Fiergs para viabilizar a participação de empresas na Mercopar, em Caxias do Sul. “Esse apoio foi fundamental para retomarmos a viabilidade do estande coletivo, permitindo um custo mais acessível às empresas”, afirmou Patzlaff.

O presidente do Sinduscom Vales, Rodrigo Weissheimer, ressaltou que o encontro reforça a união entre os sindicatos e a Fiergs. “Essa articulação é essencial para avançar em novas demandas e projetos em benefício das empresas”, pontuou Weissheimer.

O presidente do Sinmaqsinos, Marlos Schmidt, destacou a necessidade de fortalecer o engajamento associativo. “Precisamos interagir cada vez mais com a federação para oferecer um retorno atualizado às empresas que representamos. Conte conosco para melhorar a indústria”, pontuou Schmidt.

Participação e confraternização

O evento contou com a presença de representantes de várias entidades, incluindo Alexandre Isoppo, Ana Krahe, Ana Paula Werlang, Anelise Gehlen, Carolina Rossato, Gilberto Brocco, Gisele Garcez, Herberto Henrique Fleck Júnior, Patrícia Manica, Sergio Luiz Ferandin, Valmir Pizzutti e outros.

Após as discussões, os participantes foram recebidos com um jantar preparado pelo presidente do Sinborsul, Sergio Patzlaff, encerrando a noite com uma confraternização entre os presentes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/11/2024 0 Comentários 421 Visualizações
Projetos especiais

Empresa de calçados Kidy lança plataforma digital de educação infantil

Por Jonathan da Silva 25/11/2024
Por Jonathan da Silva

A fabricante de calçados Kidy, de Birigui-SP, anunciou o lançamento da Edukidy, uma plataforma digital voltada à educação infantil, desenvolvida em parceria com a empresa Netbil. A iniciativa busca oferecer conteúdos educativos e interativos para crianças, que poderão acessar mais de 100 jogos e atividades após a compra de calçados da marca.

De acordo com o gestor nacional de vendas da Kidy, Rafael Menezes, o projeto está alinhado ao propósito da empresa, que inclui educação, saúde e conforto como pilares. “Não se tratam de joguinhos apenas lúdicos, mas que trazem mensagens importantes de educação e conscientização para as crianças”, afirma Menezes.

O CEO da Netbil, Tiago Cruz, ressalta a preocupação em proporcionar conteúdo de qualidade. “Queremos ajudar os pais a responder uma questão: o que nossos filhos estão fazendo no smartphone e quanto tempo gastam na web sem aprender?”, explica Cruz. O CEO destaca também que os personagens da plataforma foram escolhidos para apresentar diversidade às crianças.

Tempo de tela e acesso

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que dispositivos eletrônicos sejam usados por crianças a partir de dois anos, com acompanhamento de responsáveis e por até uma hora diária. A orientação é que os conteúdos sejam educativos, diretriz que a Edukidy busca seguir.

Para acessar a plataforma, o responsável deve registrar um código token encontrado na embalagem do calçado no site oficial, em edukidy.com.br. O acesso aos conteúdos será liberado por 12 meses, sem custos adicionais.

Tecnologia nos produtos

Além da plataforma, a Kidy investe em tecnologia nos calçados, como a linha Equilíbrio, que reduz quedas em até 30%, e a linha Surpresa, que acompanha brinquedos. A empresa possui 11 tecnologias exclusivas certificadas pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro e do Calçado (IBTeC).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/11/2024 0 Comentários 525 Visualizações
Variedades

Evento “Tá na Hora” da ACI Santa Cruz debate futuro do setor do tabaco

Por Jonathan da Silva 25/11/2024
Por Jonathan da Silva

A reunião-almoço Tá na Hora, promovida pela Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul, debaterá, no dia 3 de dezembro, os desafios e oportunidades do setor do tabaco. A edição do evento no último mês do ano acontecerá às 12h, no restaurante do Hotel Águas Claras, e terá como painelista o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing.

Com o tema “Tabaco: desafios e oportunidades”, Thesing discutirá como o Brasil, maior exportador de tabaco do mundo, pode fortalecer sua posição no mercado global por meio do sistema integrado de produção e da regulamentação de novos produtos do setor.

Thesing, natural de Santa Cruz do Sul, é economista formado pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e técnico em contabilidade. Com mais de 40 anos de atuação no setor, começou sua carreira na Tabacos Brasileiros (atual Universal Leaf) e exerceu funções de liderança nas áreas administrativa, de recursos humanos e logística. Desde outubro de 2024, o empresário preside o SindiTabaco e o Instituto Crescer Legal, além de atuar como conselheiro do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Concex/Fiergs).

As inscrições para o evento custam R$ 90 para associados e R$ 130 para não associados e podem ser feitas pelo telefone ou WhatsApp da ACI, no número (51) 3713-1400.

O Tá na Hora conta com o patrocínio de JTI, Unisc, Philip Morris Brasil, Gazeta Grupo de Comunicações, Universal Leaf, Unimed, BRDE e BAT.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/11/2024 0 Comentários 408 Visualizações
Business

Empresas brasileiras projetam US$ 4,5 milhões em negócios após feira no México

Por Jonathan da Silva 18/11/2024
Por Jonathan da Silva

Cerca de US$ 4,5 milhões em negócios devem ser gerados nos próximos 12 meses pela participação de 22 empresas brasileiras na Anpic, uma das principais feiras da indústria de base para o setor calçadista na América Latina, realizada entre os dias 23 e 25 de outubro em León, Guanajuato, no México. Apoiadas pelo programa Brazilian Materials, desenvolvido pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), as marcas registraram US$ 1,5 milhão em negócios imediatos durante o evento.

Durante a Anpic, o consultor do Núcleo de Design e Pesquisa da Assintecal, Marnei Carminatti, apresentou os destaques em produtos lançados na última edição do Inspiramais, resultado da pesquisa Periféricos, que explora novas tendências e materiais para a indústria de moda, com foco na emergência do “Sul global”.

O gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, ressaltou a importância da presença brasileira no evento, mesmo em um cenário de menor demanda internacional. “Com expectativas de melhoras nos embarques, o mercado latino-americano deve ampliar seu protagonismo no comércio externo das nossas empresas”, afirmou Ribas Júnior. A feira reuniu compradores de 18 países, majoritariamente da América Latina, além dos mexicanos.

As empresas brasileiras participantes da 64ª edição da Anpic com apoio do Brazilian Materials foram Biatex, Fibertex, Usicon, Jotaclass, WS Metais, Artecola, Retma, Maquetec, Killing, Plastiluzzi, KSD, GP Matrizes, Primus Têxtil, Usitec, Rodamatrizes, Topcut, Tecmec, Reginato, Seta, Eva Formula, OTB e Arizona.

Foto: Assintecal/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/11/2024 0 Comentários 403 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de calçados até outubro caem 17,8%

Por Jonathan da Silva 18/11/2024
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de calçados registraram uma queda de 17,8% em receita e 20,7% em volume nos primeiros dez meses de 2024, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Entre janeiro e outubro, foram exportados 81,2 milhões de pares, gerando US$ 827,73 milhões. No mês de outubro, os embarques somaram 9,56 milhões de pares, com receita de US$ 91,43 milhões, quedas de 19% em volume e 8,6% em receita em comparação com o mesmo mês do ano passado.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, atribui o desempenho negativo às dificuldades nos mercados dos Estados Unidos e Argentina, principais destinos dos calçados brasileiros. “Devemos encerrar o ano com queda entre 15% e 20% nas exportações em volume. Para 2025, estimamos um crescimento modesto de até 0,5% ou queda de até 2%, diante de uma base de comparação já fraca”, afirmou Ferreira.

Destinos das exportações

Os Estados Unidos permanecem como principal mercado para os calçados brasileiros, com 8,32 milhões de pares exportados entre janeiro e outubro, gerando US$ 179,9 milhões. Esses números representam quedas de 3,5% em volume e 5,9% em receita em comparação ao mesmo período de 2023.

A Argentina aparece como segundo maior destino, com 10,74 milhões de pares e US$ 177,5 milhões em receita, quedas de 16,7% e 12,5%, respectivamente. No entanto, em outubro, houve aumento de 57% no volume e 32,3% na receita. “Apesar da leve melhora na economia interna, o mercado argentino segue instável, com avanço do calçado asiático”, avaliou Ferreira.

O Paraguai ocupa a terceira posição, com 6,9 milhões de pares e receita de US$ 36,8 milhões entre janeiro e outubro, quedas de 21,6% em volume e 12,7% em receita.

Origens das exportações

O Rio Grande do Sul lidera as exportações de calçados, com 27 milhões de pares enviados entre janeiro e outubro, gerando US$ 410 milhões. O estado registrou quedas de 11,2% em volume e 12,2% em receita. Ceará e São Paulo aparecem na sequência, com 25 milhões e 4,94 milhões de pares exportados, respectivamente, ambos também registrando quedas significativas.

Importações em alta

Contrariando o movimento das exportações, as importações de calçados cresceram 21% em volume e 3,7% em receita entre janeiro e outubro, totalizando 29,8 milhões de pares e US$ 391,74 milhões. Os principais fornecedores continuam sendo Vietnã, China e Indonésia.

As importações de produtos vietnamitas somaram 9,98 milhões de pares e US$ 185,33 milhões, alta de 21,2% em volume e 0,4% em receita. Da Indonésia, vieram 5,44 milhões de pares, gerando US$ 87,94 milhões, incrementos de 53,5% e 23,6%, respectivamente.

Em partes de calçados, como solados e palmilhas, as importações cresceram 27,5%, atingindo US$ 30,28 milhões no acumulado do ano. As principais origens desses itens foram China, Paraguai e Colômbia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/11/2024 0 Comentários 319 Visualizações
Business

Exportações da indústria de transformação do RS crescem 5% em outubro

Por Jonathan da Silva 18/11/2024
Por Jonathan da Silva

As exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul registraram um aumento de 5% em outubro de 2024, totalizando US$ 1,5 bilhão de receita. O crescimento, equivalente a US$ 71,7 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado pelo aumento de 9,8% nos preços médios de venda, apesar da queda de 4,4% na quantidade embarcada.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier, destacou a importância desse resultado para a recuperação econômica do estado após as dificuldades enfrentadas devido a uma catástrofe climática no primeiro semestre. “Precisamos estar atentos, pois a recuperação depende de um bom e contínuo desempenho nas vendas da indústria”, afirmou Bier.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, dos 23 segmentos exportadores da indústria de transformação, 12 apresentaram crescimento em outubro.

Segmento de alimentos registra queda de 14,9%

O setor de alimentos teve um faturamento de US$ 426,8 milhões, uma redução de US$ 74,9 milhões (-14,9%) em comparação com outubro de 2023. A queda foi atribuída a uma redução de 23,4% nas quantidades exportadas, embora os preços médios tenham aumentado 11,1%. Dentro desse segmento, o ramo de óleos vegetais em bruto, que exportou principalmente para o Irã, faturou US$ 148,2 milhões, uma queda de US$ 49,8 milhões. O setor de abate de aves, com foco em exportações para os Países Baixos, registrou receita de US$ 107,7 milhões, uma diminuição de US$ 5,2 milhões.

Exportações de máquinas e equipamentos aumentam 174,9%

O segmento de máquinas e equipamentos foi destaque nas exportações, com um faturamento de US$ 276,9 milhões, um crescimento significativo de 174,9% (US$ 176,2 milhões) em relação a outubro do ano anterior. O aumento foi atribuído a uma demanda internacional elevada, com uma expansão de 64,4% nos preços médios e de 67,2% nas quantidades embarcadas. As exportações foram impulsionadas por vendas atípicas, como os US$ 141,4 milhões em máquinas para saneamento básico e os US$ 47,7 milhões em fornos industriais e equipamentos para instalações térmicas, ambos destinados à Coreia do Sul.

Tabaco tem queda de 18,2% nas exportações

O setor de tabaco registrou exportações de US$ 176,6 milhões, uma redução de 18,2% (US$ 39,3 milhões) em comparação com outubro de 2023. Apesar de um aumento de 31,4% nos preços médios, a quantidade exportada caiu 37,8%, impactando a receita do setor. O principal ramo, Processamento industrial do tabaco, obteve US$ 164,3 milhões em exportações, com os principais destinos sendo Bélgica, Vietnã e Hong Kong.

Importações caem 15,4%

Em outubro, o Rio Grande do Sul importou US$ 1,2 bilhão em mercadorias, uma redução de 15,4% (US$ 215,2 milhões) em relação ao mesmo período do ano anterior. O segmento de químicos representou 26,9% das importações totais, com US$ 317,9 milhões em compras, uma queda de 31,6%. Entre os produtos químicos importados, destacaram-se intermediários para fertilizantes (US$ 110,2 milhões) da Arábia Saudita e adubos e fertilizantes (US$ 84,3 milhões) da China.

Mais detalhes sobre os resultados do comércio exterior da indústria de transformação gaúcha estão disponíveis no Observatório da Indústria RS, em observatoriodaindustriars.org.br/inteligencia-areas/comercio-exterior.

Foto: Jcomp/Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/11/2024 0 Comentários 473 Visualizações
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