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Indicação Geográfica

Cidades

Gramado discute fortalecimento da Indicação Geográfica do chocolate

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Gramado realizou, na última semana, uma reunião com representantes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS) e da Associação dos Chocolateiros de Gramado (Achoco) para discutir estratégias de fortalecimento da Indicação Geográfica (IG) do Chocolate Caseiro de Gramado. O encontro ocorreu na Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Relações Institucionais e teve como foco a valorização e a proteção do produto local, além da avaliação de possíveis alterações nas regras que regulamentam o selo. A proposta é otimizar os processos para as fábricas associadas sem alterar os critérios técnicos relacionados à qualidade e à procedência do chocolate.

A Indicação Geográfica é uma certificação oficial que atesta a procedência e a tradição do Chocolate Caseiro de Gramado. O selo também estabelece critérios para a produção e busca proteger o setor contra imitações, além de agregar valor comercial aos produtos fabricados no município.

Durante a reunião, os representantes discutiram medidas para ampliar a visibilidade da IG e avaliaram a necessidade de atualizar o regramento atualmente adotado. A análise considera possíveis ajustes nos processos das fábricas associadas, mantendo os critérios técnicos previstos para a certificação.

Segundo a Prefeitura, as discussões também estão relacionadas à proteção do setor e à manutenção das características que vinculam o produto ao município.

Parceria entre entidades

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Relações Institucionais de Gramado, André Castilhos dos Reis, destacou a atuação conjunta entre o poder público, o Sebrae/RS e a Achoco na discussão sobre a Indicação Geográfica. “O chocolate caseiro é um dos maiores símbolos do nosso município e um pilar fundamental da economia de Gramado. Trabalhar de forma integrada com o Sebrae/RS e a Achoco nos permite modernizar os processos da Indicação Geográfica, garantindo segurança jurídica, incentivo aos produtores locais e a preservação do padrão de excelência que o mercado nacional reconhece e exige”, destacou o titular da pasta.

Participantes

Participaram da reunião o secretário de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Relações Institucionais, André Castilhos dos Reis; o diretor de Inovação e Desenvolvimento Econômico, Heitor Noel; o representante da Achoco, João Teixeira; a analista de Relacionamento com Clientes do Sebrae/RS, Bruna de Oliveira; e o gestor estadual de Indicação Geográfica do Sebrae/RS, André Bordignon.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 84 Visualizações
Variedades

Seminário na Expointer debate Indicação Geográfica da carne do Pampa

Por Jonathan da Silva 26/08/2026
Por Jonathan da Silva

O Seminário AproPampa será realizado no próximo 2 de setembro, às 14h, durante a Expointer 2026, para discutir a valorização da carne produzida no Bioma Pampa e as possibilidades de acesso a mercados de maior valor agregado. Promovido pela Associação dos Produtores do Pampa Gaúcho (AproPampa), com apoio do Sebrae RS, o encontro será voltado a produtores rurais, especialmente aqueles com propriedades inseridas no Bioma Pampa, e terá como tema central o uso das Indicações Geográficas (IGs) para diferenciar produtos, agregar valor à produção e ampliar as possibilidades de comercialização.

A AproPampa é detentora da Indicação Geográfica da carne bovina do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional. O seminário pretende discutir estratégias de posicionamento da produção regional a partir de características relacionadas ao território, ao sistema de criação e às particularidades da matéria-prima.

Indicação Geográfica como ferramenta de mercado

Para o gestor de Agronegócios do Sebrae RS, André Bordignon, a discussão sobre as IGs está relacionada à valorização dos diferenciais da produção regional. “O Rio Grande do Sul tem condições de se posicionar em mercados que valorizam qualidade, origem e características próprias dos produtos. A Indicação Geográfica é uma ferramenta que ajuda a comunicar esses diferenciais e pode contribuir para que o produtor agregue mais valor àquilo que produz”, afirma Bordignon.

De acordo com a AproPampa, a carne do Bioma Pampa reúne características associadas às condições de solo, vegetação e clima, além de fatores como raças, tradição e cultura. As lidas campeiras também integram esse conjunto de elementos relacionados à produção regional.

O Bioma Pampa corresponde a mais de 63% do território do Rio Grande do Sul e concentra aproximadamente 90% da pecuária de corte do estado, segundo a associação.

Da origem ao mercado internacional

Embora a carne seja o foco do Seminário AproPampa, a discussão sobre Indicações Geográficas também pretende apresentar aos produtores possibilidades relacionadas a outras cadeias produtivas. O Rio Grande do Sul já possui IGs reconhecidas em diferentes segmentos e trabalha na estruturação de novos processos, como os relacionados à própolis e à erva-mate.

A proposta considera que produtos capazes de comprovar sua origem e características diferenciadas podem alcançar consumidores e mercados dispostos a pagar mais por atributos associados ao território. Segundo a organização, esse movimento ganha relevância diante das oportunidades de comércio internacional e do interesse de mercados por produtos com reconhecimento de origem.

Para a pecuária gaúcha, não é estratégico disputar com outras regiões apenas em quantidade. O diferencial está na qualidade e na identidade da nossa produção. A Indicação Geográfica ajuda a mostrar ao mercado que essa carne tem características próprias e pode alcançar consumidores que valorizam e estão dispostos a pagar por esse diferencial”, explica o analista de Projetos do Sebrae RS, Rodrigo Marques de Lima.

Segundo Lima, o reconhecimento também pode fortalecer a relação entre produtores e indústria, criando condições para que a carne com IG chegue a mercados de maior poder aquisitivo e gere maior retorno ao longo da cadeia produtiva.

Para o presidente da AproPampa, Custódio Magalhães, o posicionamento da produção depende da valorização das características que diferenciam o território. “Solo, vegetação, clima, raças, tradição, cultura e as lidas campeiras executadas pelo gaúcho formam um conjunto de fatores que resulta em um sabor e uma qualidade únicos, determinando o terroir da carne produzida nesse bioma, reconhecida no Brasil e no mundo”, destaca o dirigente.

Magalhães também destaca a participação do Sebrae RS na trajetória da associação. Segundo ele, a instituição acompanha a AproPampa desde o início do processo de construção da IG e atua em diferentes frentes. “O Sebrae esteve presente desde o início da IG e segue ao lado da associação nas mais diversas frentes, desde a estruturação, planejamento e desenvolvimento de mercados até a parceria com a indústria. Toda essa articulação da cadeia é extremamente importante para o sucesso da IG”, complementa o presidente da entidade.

Serviço

  • O quê: Seminário AproPampa sobre Indicação Geográfica e valorização da carne do Bioma Pampa
  • Quando: 2 de setembro, às 14h
  • Onde: Expointer 2026, no Parque Assis Brasil, em Esteio
  • Realização: AproPampa, com apoio do Sebrae RS
  • Público: produtores rurais, especialmente aqueles com propriedades inseridas no Bioma Pampa
Foto: Wirestock/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
26/08/2026 0 Comentários 137 Visualizações
Variedades

Queijo Colonial gaúcho avança por Indicação Geográfica

Por Jonathan da Silva 25/08/2026
Por Jonathan da Silva

Produtores de Queijo Colonial do Rio Grande do Sul irão formalizar, durante a Expointer 2026, uma associação voltada à organização do processo de busca por uma Indicação Geográfica (IG) para o produto. A ata de fundação da entidade será assinada durante a 49ª edição da feira, de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Com apoio do Sebrae RS, a iniciativa pretende reunir os produtores em uma representação coletiva para estruturar as etapas necessárias a um futuro pedido de reconhecimento junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

No entanto, a criação da associação não significa que o Queijo Colonial já tenha obtido a Indicação Geográfica. A formalização é uma etapa para organizar os produtores, definir as características do produto e do território e construir os elementos que poderão fundamentar o pedido de reconhecimento.

Identidade ligada ao território

A proposta considera aspectos relacionados à produção de leite, aos conhecimentos transmitidos entre gerações e à cultura das famílias rurais. No Rio Grande do Sul, o Queijo Colonial também está associado à memória, à identidade cultural e às práticas das comunidades produtoras.

Especialista em leite e derivados do Sebrae RS, Aline Balbinoto afirma que a identidade do produto está relacionada a diferentes fatores. “O que torna o Queijo Colonial do Rio Grande do Sul especial não é apenas a receita. É a combinação de território, história, leite, saber-fazer e cultura familiar. É isso que dá ao queijo uma identidade própria”, explica Aline.

A associação deverá representar os produtores envolvidos no processo e atuar na interlocução com instituições como INPI, Sebrae, Emater e órgãos públicos.

A criação da associação é um passo fundamental porque transforma produtores que trabalham individualmente em um grupo capaz de representar um produto coletivo e um território”, destaca Aline Balbinoto.

Busca pela Indicação Geográfica

A busca pela Indicação Geográfica também está relacionada à definição de critérios e regras de produção vinculados ao território. Segundo a iniciativa, a organização coletiva poderá contribuir para estabelecer uma identidade territorial e coordenar a atuação dos produtores. “Buscar uma Indicação Geográfica não significa apenas colocar um selo bonito na embalagem. Para os produtores, a IG é uma estratégia de proteção, valorização e organização de todo o território produtor”, complementa a especialista.

Uma Indicação Geográfica associa um produto ou serviço à sua origem e às características, reputação ou tradição relacionadas ao território. O reconhecimento pode contribuir para agregar valor, ampliar a credibilidade e fortalecer a economia local.

No caso do Queijo Colonial gaúcho, a expectativa é que a definição da identidade territorial e das regras de produção também amplie possibilidades de comercialização em lojas especializadas, empórios, restaurantes e iniciativas de turismo gastronômico, além de possibilitar a inserção em mercados com exigências específicas. “A conquista da Indicação Geográfica pode representar um salto importante para o Queijo Colonial gaúcho, porque transforma uma tradição regional em um ativo reconhecido e protegido, com potencial de gerar valor econômico e reputação para todo o território”, ressalta Aline.

Cenário no Brasil

A iniciativa faz parte de um movimento de expansão das Indicações Geográficas no país. O Sebrae destaca que os processos dependem da proteção do produto e também da governança e da cooperação entre os diferentes atores de um território.

A Indicação Geográfica é um instrumento de propriedade intelectual concedido pelo INPI para identificar produtos ou serviços cuja qualidade, características ou reputação estejam relacionadas à origem geográfica. O reconhecimento pode proteger a identidade territorial, valorizar saberes e tradições e contribuir para ampliar a competitividade dos produtores e dos territórios.

Atualmente, o Brasil possui 165 Indicações Geográficas reconhecidas em todas as regiões do país.

Próximas etapas

Após a formalização da associação, os produtores poderão avançar na organização do território, na definição das características que diferenciam o Queijo Colonial produzido no Rio Grande do Sul e na elaboração dos elementos necessários para fundamentar um futuro pedido de Indicação Geográfica.

A assinatura da ata de fundação ocorrerá durante a Expointer 2026, realizada de 29 de agosto a 6 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/08/2026 0 Comentários 116 Visualizações
Variedades

Canela participa de seminário para IG do queijo colonial na serra gaúcha

Por Jonathan da Silva 01/08/2025
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Canela, por meio do Departamento de Agricultura, participou nesta terça-feira (29), em Carlos Barbosa, da primeira etapa do seminário Indicação Geográfica (IG) do Queijo Colonial na Serra Gaúcha. O encontro tem como objetivo criar uma marca de IG para o queijo colonial produzido na região, utilizando a certificação como ferramenta de desenvolvimento territorial.

O município foi representado pela veterinária do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), Kaetillyn Araújo, e por Alexandre Meneguzzo, da Emater de Canela. O seminário reuniu representantes de diversas cidades da serra para discutir a viabilidade e os critérios para estabelecer a IG do produto.

Cenário das indicações geográficas

Atualmente, o Brasil conta com 139 indicações geográficas registradas, sendo 16 no Rio Grande do Sul. Entre as marcas já consolidadas estão a do Vale dos Vinhedos para vinhos, a da região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul e Planalto Sul Catarinense para o Queijo Artesanal Serrano, e a do Sudoeste do Paraná para o Queijo Colonial.

Organização do evento

O seminário é promovido pela Emater/RS, Sebrae Agro, Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul e Secretaria de Desenvolvimento Rural do estado, com o objetivo de fortalecer a identidade e o valor agregado do queijo colonial produzido na serra gaúcha.

Foto: Fernando Dias/SEAPDR/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/08/2025 0 Comentários 338 Visualizações
Variedades

Brasil registra crescimento no número de produtos com Indicação Geográfica

Por Jonathan da Silva 30/01/2025
Por Jonathan da Silva

O Brasil conta atualmente com 127 produtos reconhecidos pelo selo de Indicação Geográfica (IG), certificação concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para valorizar produtos regionais com características específicas ligadas ao território de origem. Nos últimos três anos, houve um aumento no número de registros, com 74 novos pedidos protocolados desde 2022.

O crescimento na obtenção do selo reflete a valorização da identidade cultural e econômica de produtos como cafés, queijos, vinhos, cachaças e artesanatos. O primeiro registro de IG no Brasil foi concedido em 2002 para os vinhos do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. Em 2023, o INPI homologou 12 novas IGs, e em 2024, dois produtos paranaenses já receberam o reconhecimento: as Broas de Centeio de Curitiba e a Cracóvia de Prudentópolis, um embutido tradicional produzido por descendentes de ucranianos.

Tipos de Indicação Geográfica

As Indicações Geográficas no Brasil se dividem em duas categorias: Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO). A IP é concedida a produtos cuja reputação está vinculada ao local de produção, sem necessariamente depender das condições geográficas. Já a DO certifica itens cujas características são diretamente influenciadas pelo ambiente e pelos métodos de produção regionais.

Atualmente, 98 dos produtos registrados no país possuem Indicação de Procedência, enquanto 29 são reconhecidos como Denominação de Origem. A certificação fortalece a presença dos produtos no mercado, agregando valor e promovendo a preservação de práticas tradicionais. Países europeus como Itália e França, referências na regulamentação de IGs, possuem mais de 1.500 produtos certificados.

Impacto econômico e turístico

O selo de IG confirma a procedência dos produtos e contribui para a diferenciação no mercado, abrindo portas para exportação e acesso a consumidores de nichos mais exigentes. Além disso, as práticas produtivas associadas à certificação costumam adotar manejos sustentáveis, preservando a biodiversidade e incentivando o desenvolvimento econômico de pequenas comunidades.

O reconhecimento também impulsiona o turismo, atraindo visitantes interessados na cultura e nos produtos regionais. Cidades conhecidas por itens certificados, como vinhos, doces e artesanatos, registram crescimento no fluxo turístico e no consumo local.

Evento Connection Terroirs do Brasil

A cidade de Gramado, na serra gaúcha, recebe entre 28 e 31 de maio o evento Connection Terroirs do Brasil, que visa ampliar a visibilidade dos produtos com IG e debater o impacto da certificação. O encontro, organizado pela Rossi e Zorzanello com correalização do Sebrae, acontecerá no Centro de Gramado e contará com exposições, palestras e espaços para networking.

Na Rua Coberta, haverá estandes com degustação e venda de produtos certificados, incluindo cafés, queijos, vinhos, chocolates artesanais de Gramado, doces de Pelotas, mel e erva-mate. A programação do evento também contará com uma cozinha show e apresentações sobre a relação da IG com o turismo e o desenvolvimento econômico das regiões produtoras.

 Foto: Connection/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/01/2025 0 Comentários 585 Visualizações
Variedades

Vinhos com IP e DO marcam presença em evento sobre terroirs brasileiros em Gramado

Por Jonathan da Silva 26/08/2024
Por Jonathan da Silva

O Connection Terroirs do Brasil contará com significativa participação de vinhos gaúchos, catarinenses e paranaenses que possuem Denominação de Origem (DO) e Indicação de Procedência (IP). O evento com foco em Indicações Geográficas (IG) acontece em Gramado entre os dias 28 e 31 de agosto. As certificações destacadas são concedidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Da região da uva e do vinho, pioneira no processo de certificação, participam produtores de Farroupilha, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira, Altos Montes e do Vale dos Vinhedos. Entre eles, estão as vinícolas Viapiana, Luiz Argenta, Cave de Angelina e Fabian, de Altos Montes, e a Somacal, de Monte Belo do Sul. “É a primeira vez que participamos deste evento e estamos muito empolgados. Achamos muito importante destacar a região como um todo, temos características muito únicas”, afirma a diretora da Somacal, Graziela Somacal.

A região da campanha gaúcha, certificada com IP desde 2020, e que vem se destacando na produção de vinhos tintos finos no estado, será representada pelas vinícolas Dunamis, Guatambu, Cordilheira de Sant’Ana e Bodega Sossego. Para a presidente da Associação dos Vinhos da Campanha, Rosana Wagner, o evento é uma oportunidade para se aproximar do público final. “A Associação dos Vinhos da Campanha Gaúcha tem, como um dos seus objetivos, aumentar a competitividade dos vinhos da campanha, tornando-os referência de qualidade. A certificação de Indicação Geográfica é um dos meios pelos quais iremos atingir este objetivo, consolidando a imagem dos Vinhos da Campanha e garantindo altos padrões de qualidade. O Connection é uma das maiores vitrines brasileiras para a promoção de produtos de origem certificada, vindo diretamente ao encontro dos objetivos propostos quando da criação da nossa Indicação de Procedência. Por este motivo, vários dos nossos associados se mobilizaram para participar, enviando os seus produtos certificados tanto para degustação quanto para venda. Temos absoluta convicção de que, a exemplo de anos anteriores, neste ano de 2024, a feira também terá um grande alcance de público, promovendo o consumo de produtos de origem com certificação de qualidade”, avalia Rosana.

Presença de vinhos de Santa Catarina e Paraná

Santa Catarina possui duas Indicações Geográficas: Vales da Uva Goethe e Vinhos de Altitude. Ambas possuem certificação de Indicação de Procedência (IP) e terão produtores presentes no Connection Terroirs do Brasil. Já o Paraná marca presença com os vinhos de Bituruna, região que conquistou sua certificação de IP em 2017.

Todos eles participam da feira de expositores na Rua Coberta disponibilizando os vinhos para compra direta ao público. “O Connection é a grande vitrine dos produtos de origem do Brasil. Vamos reunir aqui 51 das 114 Indicações Geográficas que o país possui. Os vinhos e espumantes gaúchos foram e continuam sendo de fundamental importância para o desenvolvimento do turismo no estado, e muito se deve às certificações obtidas ao longo dos anos. Queremos que outros produtos também tenham essa visibilidade e possam impactar positivamente em outras regiões e comunidades brasileiras”, destaca o CEO do evento, Eduardo Zorzanello.

Além dos vinhos, quem visitar o evento na Rua Coberta ainda poderá conhecer e comprar outros 24 produtos brasileiros com IG na “Alameda Terroir”. São alimentos, bebidas e artesanato com certificação de origem como os cafés mineiros e paulistas, os queijos da região da Canastra, o guaraná da Amazônia e o cacau do Pará. A feira de produtos funcionará diariamente das 12h às 21h, com acesso gratuito.

A programação do Connection Terroirs do Brasil inclui ainda uma série de palestras. No total, serão 14 painéis com especialistas sobre temas como ESG, turismo, economia e territorialidade. Os ingressos estão à venda no site www.connectionexperience.com.br e custam R$ 350 por pessoa. A renda será revertida integralmente para a reconstrução da cidade de Santa Tereza. Quem adquirir ingresso garante acesso ainda a 12 parques e atrações da região. Realizado pela Rossi e Zorzanello com correalização do Sebrae, o evento ainda contará com networking de negócios, Cozinha Show e um Circuito Gastronômico e de Experiência pela cidade.

Algumas das vinícolas e produtores confirmados no Connection

Altos Montes (IP)
  • Cave de Angelina – Vinhos & Vinhedos
  • Vinhos Fabian
  • Vinhos Viapiana
  • Vinícola Luiz Argenta
Campanha gaúcha (IP)
  • Dunamis
  • Guatambu
  • Cordilheira de Sant’Ana
  • Bodega Sossego
Monte Belo do Sul (IP)
  • Vinhos Somacal
Vale dos Vinhedos (IP e DO)
  • Peculiare Vinhos Únicos
  • Don Laurindo
  • Larentis
  • Pizzato
Foto: Rafael Cavalli/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/08/2024 0 Comentários 619 Visualizações
Variedades

Evento em Gramado colocará terroirs brasileiros em pauta

Por Jonathan da Silva 11/07/2024
Por Jonathan da Silva

Reconhecidos pela variedade de climas, solos e culturas, os terroirs brasileiros serão protagonistas do evento Connection Terroirs do Brasil, que ocorre em Gramado no mês de agosto. Com a correalização do Sebrae, o encontro irá debater caminhos para o desenvolvimento econômico, turístico e comercial de produtos originalmente brasileiros. Para abordar o tema, estarão na cidade especialistas sobre o assunto, produtores de diferentes partes do país e agentes públicos.

Quando falamos em terroirs do Brasil, estamos falando sobre a qualidade de produtos originais, mas também sobre identidade, sobre tradição. É preciso reconhecer e valorizar a história por trás de cada processo para proteger a identidade do que é feito aqui”, explica a curadora do evento, Luciana Thomé.

Um dos pontos a que serão discutidos é a Indicação Geográfica (IG), chancela atribuída a produtos que carregam aspectos históricos e culturais de um determinado local com características da área de produção e como ela pode ser determinante para o desenvolvimento de comunidades. “Ao garantir um selo de originalidade como a Indicação Geográfica, aquela região tem na mão a oportunidade de se desenvolver como um destino turístico, movimentando a economia local e possibilitando que toda a região cresça. Um exemplo é o café da região do Cerrado Mineiro, que através do turismo oferece experiências criadas a partir de suas fazendas, torrefações, cooperativa e cafeterias, que ainda estimulam o empreendedorismo e a criatividade como oferta turística”, detalha Luciana.

Potencial a ser explorado

Apesar de ter um potencial considerado muito grande, o Brasil tem apenas 114 produtos com IG. A Itália, com uma área 28 vezes inferior, possui 892 produtos com selo de origem. A busca por novas indicações é um dos objetivos do evento, como explica Marta Rossi, CEO da empresa organizadora. “Queremos mostrar o potencial que o nosso país tem e conectar produtores com profissionais que possam auxiliar nesse desenvolvimento”, destaca a executiva.

Produtores das cinco regiões do Brasil que possuem o selo estarão em Gramado participando da Alameda Terroir, feira de exposição direta ao consumidor montada na Rua Coberta. Já confirmaram presença produtores de bordado filé da região das Lagoas Mundaú-Manguaba de Alagoas, cacau de Rondônia, cachaça da Região de Salinas em Minas Gerais, mel do Pantanal e vinhos e espumantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O café, produto com o maior número de IG do país, terá representantes de 12 das 14 regiões com Indicação Geográfica.

Queijo do Marajó
Vinhos de Farroupilha
Café da Alta Mogiana em São Paulo

Além da Alameda Terroir, o Connection Experience também contará com palestras e conteúdo técnico, Circuito Gastronômico e de Experiências com a participação de restaurantes e parques da cidade, e Cozinha Show com aulas ministradas por chefs da região. O evento será realizado de 28 a 31 de agosto em Gramado.

O que é terroir

Mais conhecido no mundo do vinho, o termo “terroir” é um conceito que leva em conta a influência de aspectos geográficos, físicos e biológicos na produção de um lugar. Ele pode ser aplicado além de características do terreno, considerando também influências históricas e culturais daquele lugar. Para melhor classificar cada tipo de terroir e entender a função deles dentro deste sistema, foram criadas as Indicações Geográficas (IGs) e suas subdivisões: Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO).

  • Indicações Geográficas (IGs): Promovem a herança histórico-cultural de um determinado local com aspectos de área de produção definida, como a tipicidade, autenticidade e a disciplina quanto ao método de produção, garantindo o padrão de qualidade.
  • Indicação de Procedência (IP): Refere-se a produtos ou serviços originários de uma determinada região, cujas características ou qualidade são exclusivamente ou essencialmente atribuídas ao local de origem.
  • Denominação de Origem (DO): É um tipo mais específico de IG, que implica a um produto com qualidades únicas ligadas ao local de origem, devido a fatores naturais e humanos específicos da região.

O Vale dos Vinhedos, por exemplo, é um local de Indicação Geográfica com selo de Denominação de Origem para os seus vinhos e espumantes finos. Os fatores agronômicos, enológicos, do solo e do clima integram o padrão de excelência na produção das vinícolas da região. Em 2012, o Vale dos Vinhedos foi reconhecido como a primeira Denominação de Origem para vinhos do Brasil.

Produtos com IG que estarão em Gramado

Indicação de Procedência (IP)
  • Balas de Banana de Antonina (PR)
  • Bordado Filé da Região das Lagoas Mundaú-Manguaba (AL)
  • Cacau de Rondônia (RO)
  • Cacau de Tomé-Açu (PA)
  • Cachaça da Região de Salinas (MG)
  • Cachaça E Aguardente de Cana de Morretes (PR)
  • Café da Região de Garça (SP)
  • Café da Região de Pinhal (SP)
  • Café de Alta Mogiana (SP)
  • Café Mata de Minas (MG)
  • Café Sudoeste de Minas (MG)
  • Café do Norte Pioneiro do Paraná (PR)
  • Calçados Infantis de Birigui (SP)
  • Cerâmica Artística do Porto Ferreira (SP)
  • Chocolate Artesanal de Gramado (RS)
  • Doces Tradicionais de Confeitaria e de Frutas de Pelotas (RS)
  • Erva-Mate de São Matheus (PR)
  • Farinha de Mandioca de Bragança (PA)
  • Guaraná de Maués (AM)
  • Melado Batido e Melado Escorrido de Capanema (PR)
  • Mel do Oeste do Paraná (PR)
  • Mel do Pantanal (MS/MT)
  • Queijo Canastra (MG)
  • Queijo do Marajó de Marajó (PA)
  • Queijo Minas Artesanal do Serro (MG)
  • Queijos Colônia Witmarsum (PR)
  • Renda de Agulha em Lacê de Divina Pastora (SE)
  • Tambaqui Peixe Amazônico do Vale do Jamari (RO)
  • Uva Niagara Rosada de Jundiahy (SP)
  • Vinho de Bituruna (PR)
  • Vinhos de Farroupilha (RS)
  • Vinhos dos Vales da Uva Goethe (SC)
  • Vinhos e Espumantes da Campanha Gaúcha (RS)
  • Vinhos e Espumantes de Altos Montes (RS)
  • Vinhos e Espumantes de Monte Belo (RS)
  • Vinhos e Espumantes de Santa Catarina (SC)
Denominação de Origem (DO)
  • Arroz Litoral Norte Gaúcho (RS)
  • Banana da Região de Corupá (SC)
  • Café da Canastra (MG)
  • Café da Mantiqueira de Minas (MG)
  • Café das Matas de Rondônia (RO)
  • Café das Montanhas do Espírito Santo (ES)
  • Café de Caparaó (ES/MG)
  • Guaraná Nativo e Bastão de Guaraná da Terra Indígena Andirá-Marau (AM/PA)
  • Maçã Fuji da Região de São Joaquim (SC)
  • Mel de Melato da Bracatinga do Planalto Sul Brasileiro (SC)
  • Própolis Vermelha e Extrato de Própolis Vermelha de Manguezais de Alagoas (AL)
Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO)
  • Café do Cerrado Mineiro (MG)
  • Vinhos do Vale dos Vinhedos (RS)
  • Vinhos e Espumantes de Altos de Pinto Bandeira (RS)

Serviço

  • O quê: Connection Terroirs do Brasil 2024
  • Quando: de 28 a 31 de agosto
  • Onde: Palácio dos Festivais, Rua Coberta e Praça Major Nicoletti (Gramado)
  • Ingressos e programação: connectionexperience.com.br
  • Redes sociais: instagram.com/connection_experience
Fotos: Rafael Cavalli/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/07/2024 0 Comentários 549 Visualizações
Gastronomia

Conheça os restaurantes de Gramado que estarão no Circuito Gastronômico do Connection Terroirs 2024

Por Jonathan da Silva 29/04/2024
Por Jonathan da Silva

O Circuito Gastronômico do Connection Terroirs do Brasil, evento que busca dar visibilidade aos produtos com certificação de origem, será realizado em Gramado entre os dias 15 e 18 de maio. No total, serão 14 restaurantes participantes, cada um trazendo um prato especial preparado com ao menos um ingrediente que possua Indicação Geográfica (IG), ou seja, produtos reconhecidos por serem característicos de seu local de origem, agregando valor e imprimindo identidade única.

Entre os ingredientes escolhidos pelos chefs estão a linguiça Blumenau, o queijo serrano e o chocolate de Gramado. Os pratos variam entre R$69 e R$139, de acordo com o restaurante. “O Connection Terroirs do Brasil é uma vitrine importante para a promoção dos produtos de origem do país. Através deste circuito formado pelos principais restaurantes da cidade, os visitantes poderão experimentar na prática o diferencial de produtos que possuem certificação”, explica a CEO do evento, Marta Rossi.

Participantes poderão conhecer 9 parques de Gramado

Além de poder acompanhar palestras de nomes reconhecidos do setor de turismo e do tema de certificações para produtos de origem, quem garantir ingresso para o Connection Terroirs do Brasil também poderá conhecer alguns dos principais empreendimentos turísticos da região. A credencial do evento permite o acesso ao Mátria Parque, Olivas de Gramado, Mini Mundo, Vila da Mônica, Garden Park, Geo Museu, Alpen Park, Mundo Lugano e A Mina Museu.

O Circuito Gastronômico e de Experiências é apenas uma das atrações do Connection Terroirs do Brasil. A programação do evento inclui ainda Networking de Negócios, conteúdos com painelistas nacionais e internacionais, feira de expositores de diferentes partes do país com produtos que possuem certificação e apresentações ao vivo com chefs do Senac na Cozinha Show.

Mais informações e a venda de ingressos estão no site www.connectionexperience.com.br. O Connection Experience 2024 é realizado pela Rossi & Zorzanello com correalização do Sebrae.

Empreendimentos participantes do Circuito Gastronômico e de Experiências

  • Josephina Café
    Rua Pedro Benetti, 22
    Polenta cremosa, ragu de linguiça Blumenau gratinada com queijo colonial dos Campos de Cima da Serra.
  • Catherine Restaurant
    Rua Emílio Sorgetz, 200
    Cordeiro assado “au jus” de cordeiro, aligot com queijo colonial Serrano e ratatouille.
  • Neni Restaurante
    Rua Madre Verônica, 30 – Sala 3
    Filé mignon ao molho roti de chocolate artesanal de Gramado, acompanhado de risoto de queijo colonial Serrano.
  • Olivas Gastrobar
    Avenida Borges de Medeiros, 2760
    Petisco Colonial – queijo Serrano empanado em farinha de rosca, acompanhado de geleia de pimenta caseira.
  • Restaurante Varanda 61
    Rua Madre Verônica, 61
    Costelinha suína em redução de rapadura e cachaça, purê de batata doce com queijo serrano, crispy de couve.
  • Casa da Madre Restobar
    Rua Madre Verônica, 87 – Rua Coberta
    Maccheroni ao molho de linguiça Blumenau de Santa Catarina e queijo colonial Serrano.
  • Récolte Restaurante
    Rua Madre Verônica, 41 – Sala 123/124
    Camarões flambados na cachaça, raspas de limão e risoto de açafrão.
  • GAU Cozinha Ítalo-Gaúcha
    Rua Madre Verônica, 41
    Paella campeira – charque, coração de galinha, carne suína e linguiça defumada. Acompanha arroz com açafrão.
  • Hard Rock Café Gramado
    Rua Wilma Dinnebier – Bairro Belverede
    Drink Bagual – erva mate, mel, rum, suco de limão e açafrão, drink herbáceo e cítrico.
  • Cantina Pastasciutta
    Avenida Borges de Medeiros, 2083
    Pancetta suína regada a mel, açafrão, acompanhada de risoto cremoso com damasco, erva mate e lâminas de amêndoas e bacon.
  • Brûlée Bistrô
    Avenida Borges de Medeiros, 2932
    Escalopes de filé mignon grelhados, com calda de vinho do Porto e chocolate meio amargo, acompanhado por um risoto cremoso de queijo Serrano.

Os parques

  • Garden Park: Estrada Professora Elvira Apolo Benetti, 1699 – Jardim Bela Vista, Gramado
  • Olivas de Gramado: Rua Vereador José Alexandre Benetti, 1808 – Linha Nova, Gramado
  • Mátria Parque das Flores: RS-235, Km 68 – São Francisco de Paula
  • Mini Mundo: Rua Horácio Cardoso, 291 – Planalto, Gramado
  • Vila da Mônica: Rua Germano Boff, 611 – Carazal, Gramado
  • Geo Museu: Avenida das Hortênsias, 5905 – Carniel, Gramado
  • Alpen Park: Rodovia Arnaldo Oppitz, 901 – São João, Canela
  • Mundo Lugano: Avenida Borges de Medeiros, 2497 – Centro, Gramado
  • A Mina Museu: Rua Germano Boff, 501 – Carasal, Gramado

Connection

O Connection Experience 2024 acontece de 15 a 18 de maio em Gramado com o tema Terroirs do Brasil. Serão palestras, feira de expositores, circuito gastronômico e aulas show de culinária para fomentar novos negócios a partir dos produtos de origem do Brasil. O evento é realizado pela Rossi & Zorzanello com correalização do Sebrae. Mais informações e ingressos no site: https://www.connectionexperience.com.br/.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/04/2024 0 Comentários 737 Visualizações
Business

Selo de Indicação Geográfica pode alavancar negócios

Por Jonathan da Silva 01/04/2024
Por Jonathan da Silva

Valorizar produtos regionais, proteger regiões, agregar valor e impulsionar economias são os principais benefícios de conquistar o selo de Indicação Geográfica, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), uma chancela oficial conferida a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem graças aos métodos de produção, recursos naturais, autenticidade e exclusividade.

Atualmente, o Brasil possui 122 Indicações Geográficas, a última concedida esta semana a Codajás, no Amazonas, pela produção de açaí. Além de preservar a biodiversidade da região e difundir a cultura local, a conquista do selo também agrega valor ao produto impulsionando negócios. De acordo com o Sebrae, em 2023 as IGs nacionais tiveram potencial de envolver mais de 190 mil pequenos negócios em 2.200 municípios do país.

O Sebrae tem forte atuação no desenvolvimento de regiões através do apoio ao processo de emissão do selo de Indicação Geográfica. Desde 2003, a entidade trabalha dando suporte técnico do início ao fim do processo junto ao INPI. “O Sebrae é um dos principais promotores do tema de IG no Brasil. Além de ter uma estratégia bem estruturada para auxiliar na estruturação de novas IGs, tem uma atuação muito relevante no apoio após a concessão do registro e nas ações de promoção e mercado”, explica o gestor estadual de Indicação Geográfica do Sebrae-RS, André Bordignon.

Segundo o INPI, o reconhecimento pode aumentar, em média, o dobro do valor de venda de um produto. Além do valor econômico direto, as indicações geográficas também estimulam o turismo, impulsionando indiretamente a economia local ao trazer investimentos em hotelaria, gastronomia, lojas de souvenirs, transporte, instituições financeiras e outros negócios.

Para ampliar seus negócios, produtores brasileiros estarão em Gramado na próxima edição do Connection Terroirs do Brasil, que acontece de 15 a 18 de maio. Provenientes de diferentes regiões do país, os executivos irão expor seus produtos com Indicação Geográfica e participar de rodadas de negócios para ampliar o alcance de sua produção. Em 2023, foram 27 participantes e, este ano, a expectativa é de ter 50 expositores na Alameda Terroir, feira que será montada na Rua Coberta de Gramado.

A CEO do evento, Marta Rossi, as certificações são um ativo para fomentar a produção turística de um destino “Além do valor afetivo que temos com os produtos de origem, é uma grande satisfação ver que a certificação de Indicação Geográfica pode realmente fazer a diferença para os produtores e assim ampliar a cadeia de negócios daquela região. É uma verdadeira mudança de cultura e queremos mostrar tudo isso em mais uma edição do Connection Terroirs do Brasil em Gramado”, explica Marta.

A CEO Marta Rossi aborda a importância da certificação

IG pode ser estratégia de marketing

O publicitário, professor universitário, consultor, editor e jornalista Rogério Ruschel é presença confirmada entre os painelistas que irão participar da programação de palestras do Connection Terroirs do Brasil em maio no Palácio dos Festivais. “A lógica de marketing de um produto com IG é valorizar a origem e a identidade, o que o torna inimitável – e isso pode representar até 270% a mais de valor, segundo pesquisa da European Comission”, explica Ruschel em seu livro “O Valor Global do Produto Local – identidade territorial como estratégia de marketing”.

De acordo com o painelista, um produto global é padronizado e sua força está na marca (brand). “Como os valores da marca são criados artificialmente pelo fabricante (para serem produzidos sempre da mesma maneira em diferentes países) podem ser copiados, trocados, modificados ou vendidos. Já um produto com IG é exclusivo e sua força está na sua identidade. Os valores da identidade são únicos, pertencem ao próprio produto e não podem ser copiados, trocados ou modificados: só em Carrara pode ser produzido mármore de Carrara”, analisa Ruschel.

Para a Associação da Indústria e Comércio de Chocolates de Gramado (Achoco), o selo de Indicação de Procedência, conquistado em 2021, garantiu mais credibilidade e confiança aos consumidores. “Os clientes que conhecem a finalidade do selo se sentem seguros na hora de comprar”, afirma o executivo da associação, João Teixeira.

O Connection Experience 2024 é realizado pela Rossi & Zorzanello com correalização do Sebrae.

Fotos: Rafael Cavalli/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/04/2024 0 Comentários 535 Visualizações
Variedades

Santa Catarina conquista oitava Indicação Geográfica do estado com Linguiça de Blumenau

Por Jonathan da Silva 20/02/2024
Por Jonathan da Silva

Em meio a expansão do universo das Indicações Geográficas, a Linguiça de Blumenau, do estado de Santa Catarina, é a nova ganhadora do selo. Esta que é a oitava Indicação Geográfica catarinense ocorreu no início do mês de fevereiro.

A distinção, na espécie Indicação de Procedência (IP), destaca a adaptação de um saber trazido pelos colonizadores alemães em 1894, resultado das representações étnicas, típicas, tradicionais e culturais, associadas ao consumo e produção do alimento. A IG abrange 16 municípios catarinenses do Vale do Itajaí e do Alto Vale do Itajaí. O projeto teve o apoio do Sebrae Santa Catarina, e o pedido de reconhecimento foi feito pela Associação das Indústrias Produtoras de Linguiça Blumenau (Alblu).

O selo é um reconhecimento para a valorização de produtos. O Brasil possui mais de 100 IGs. Reconhecendo a importância do tema, a 7ª edição do Connection tem como mote Terroirs do Brasil e Conexões Internacionais.

O evento irá ocorrer no coração da cidade de Gramado, passando pelo Palácio dos Festivais, Rua Coberta, Praça Major Nicoletti e pela Recreio Gramadense, onde ocorrerá a rodada de negócios exclusiva para expositores. As atrações turísticas ligadas aos produtos de origem única do Brasil serão assunto em destaque no Connection. Visando conectar o participante aos produtos expostos, haverá programação de conteúdos de alta qualidade, com palestrantes e painelistas nacionais e internacionais, feira de produtos, aulas show com chefs e elaboração de pratos utilizando os ingredientes que possuem a certificação. Para mais informações leia em: https://www.connectionexperience.com.br/blog.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/02/2024 0 Comentários 645 Visualizações
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