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inadimplência

Variedades

Um terço da população de Santa Cruz do Sul está com nome negativado

Por Jonathan da Silva 30/06/2025
Por Jonathan da Silva

Santa Cruz do Sul fechou o mês de maio com 32% de seus consumidores inadimplentes, de acordo com levantamento do birô de crédito Equifax Boa Vista utilizado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP). O dado indica que, a cada três moradores adultos, ao menos um tem restrições no CPF.

O índice representa alta de 10,73% na comparação com maio de 2024, quando a inadimplência estava em 28,9%. Segundo a executiva do Sindilojas-VRP, Gicele de Arruda, a elevação ocorre de forma consistente desde o fim do ano passado. “É importante destacar que estes números começaram a subir entre o fim de 2024 e o início deste ano. Pelo segundo mês consecutivo registramos um índice mais alto de inadimplência, o que de fato preocupa muito a entidade”, destacou Gicele.

Entre abril e maio de 2025, o avanço foi de 0,63%, passando de 31,8% para 32%. No total, 31.515 CPFs estão negativados no município.

Perfil dos devedores

O levantamento mostra que a maioria dos inadimplentes são mulheres, com idades entre 30 e 34 anos, e renda per capita de meio a um salário mínimo. “Este perfil segue uma tendência local. Geralmente em Santa Cruz, a maioria dos consumidores negativados, ou com registros de inadimplência, são mulheres, nesta faixa de renda. O que varia um pouco, de tempos em tempos, é a idade média das consumidoras”, explicou Gicele.

Efeitos sobre a economia local

Para o economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank, a inadimplência restringe o consumo e desacelera o comércio. “Quem está negativado não tem acesso ao crédito e não consegue adquirir determinados produtos. Isso desacelera a economia como um todo, fazendo com que as vendas se movam de forma mais lenta”, destacou Frank.

O economista destacou que o índice local segue a tendência nacional, embora ainda abaixo da média brasileira, que foi de 33,2% em maio, e da média gaúcha, que chegou a 34,8%. “De uma maneira generalizada nós temos observado este comportamento, tanto que aparece nos indicadores econômicos gaúchos, que a inadimplência tem crescido no estado de maneira constante”, apontou o representante da CDL da capital.

Taxa de juros e inflação pressionam famílias

Entre os fatores que pressionam os consumidores, Oscar Frank citou a taxa básica de juros (Selic), fixada em 15% pelo Banco Central, e a inflação acumulada em 2025. “A principal razão da inadimplência passa pelos juros elevados. O cenário atual compromete o pagamento dos consumidores com estas taxas maiores, isso acaba virando uma alavanca para o crescimento da inadimplência”, avaliou o economista.

Frank ainda apontou que as incertezas do mercado nacional e internacional colaboram para o encarecimento do crédito e o aumento da inflação. “Uma das soluções para estancar a inadimplência passa essencialmente pela melhora da economia. O outro lado da moeda seria a existência de uma cultura da educação financeira. Ter um orçamento, um controle financeiro e revisitar isso, de tempo em tempo, é essencial”, concluiu o especialista.

Números da inadimplência

  • Maio de 2024: 28,9%
  • Maio de 2025: 32%
  • Variação anual: +10,73%
  • Variação mensal: +0,63%
  • CPFs negativados em Santa Cruz do Sul: 31.515
  • CPFs negativados no RS: 2,9 milhões
Foto: Bruno Pedry/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/06/2025 0 Comentários 382 Visualizações
Variedades

Inadimplência cresce mais de 10% no RS em um ano

Por Jonathan da Silva 20/06/2025
Por Jonathan da Silva

O número de consumidores inadimplentes no Rio Grande do Sul aumentou 10,34% no período de maio de 2024 a maio de 2025, de acordo com levantamento realizado pelo SPC Brasil com apoio da Federação Varejista do RS. O índice gaúcho ficou acima da média nacional, de 6,28%, e da média da região sul, de 6,64%.

Em maio de 2025, cada consumidor inadimplente no estado devia, em média, R$ 4.996,46. O relatório aponta que 30,38% dos devedores possuem dívidas de até R$ 500, e esse percentual sobe para 43,68% quando consideradas contas de até R$ 1.000. Além disso, o número total de dívidas em atraso cresceu 16,91% no mesmo período de um ano.

Cada inadimplente possui, em média, 2,237 dívidas em atraso. A faixa etária com maior participação é a de 30 a 39 anos, representando 23,68%, índice que chega a 44,84% ao incluir consumidores até os 49 anos. Na divisão por gênero, o relatório mostra equilíbrio: 51,38% são mulheres e 48,62% são homens.

Alta reincidência de inadimplência

O levantamento indica que 85,07% dos registros de inadimplência em maio são de devedores reincidentes, ou seja, pessoas que já haviam sido negativadas nos últimos 12 meses. Desses, 62,60% continuam com dívidas não pagas desde a primeira negativação. Segundo o relatório, após uma dívida vencida, outra costuma ser negativada em média 2,3 meses depois.

Recuperação de crédito em queda

O número de consumidores que conseguiram sair dos cadastros de inadimplentes após quitar suas dívidas caiu 15,04% no comparativo de maio de 2025 com maio de 2024. A queda é mais expressiva entre aqueles que regularizaram a situação em até 90 dias, com recuo de 20,59%.

Em média, cada consumidor que regularizou sua situação pagou R$ 2.586,38. A maioria (56,91%) quitou valores de até R$ 500.

Foto: Diego Dias/Divulgação | Fonte: Assessoria
20/06/2025 0 Comentários 495 Visualizações
Business

Região sul tem alta na inadimplência de empresas e supera média nacional

Por Jonathan da Silva 04/06/2025
Por Jonathan da Silva

O número de empresas inadimplentes na região sul do país cresceu 8,1% no período de março de 2024 a março de 2025, de acordo com levantamento divulgado pela Federação Varejista do Rio Grande do Sul, baseado em dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O índice é o segundo mais alto de todo o Brasil, ficando atrás apenas da região centro-oeste, que registrou aumento de 14,61%. No outro extremo, o nordeste apresentou a menor taxa de crescimento, com 4,62%. O levantamento mostra que o crescimento da inadimplência no sul também ficou acima da média nacional, que foi de 7,57%.

Especificamente no mês de março, os três estados sulistas — Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná — tiveram alta de 2,66% no número de empresas inadimplentes, enquanto a média do Brasil foi de 2,11%. O Centro-Oeste, que teve o segundo pior desempenho mensal, cresceu 2,28%.

Enchentes agravam a situação gaúcha

O presidente da Federação Varejista do Rio Grande do Sul, Ivonei Pioner, afirma que há três anos os indicadores de endividamento de CPFs e CNPJs vêm crescendo acima do ritmo considerado orgânico, que acompanha a evolução da população e da abertura de empresas. “Há muito tempo o SPC Brasil monitora o endividamento de CPFs e CNPJs, e normalmente os indicadores têm uma linha de crescimento que é orgânica, atrelada ao número da população ou de abertura de empresas. Porém, há cerca de três anos, estamos verificando um descolamento dessa curva progressiva de endividamento superior ao patamar orgânico”, explica o dirigente.

Segundo Pioner, fatores pontuais, como as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, contribuem para o agravamento do cenário. “O endividamento das empresas preocupa porque, depois que elas se tornam deficitárias, acabam encontrando inúmeros problemas para a tomada de crédito e expansão”, destaca o presidente da entidade.

O dirigente acrescenta que a elevação da inadimplência em níveis superiores à média nacional é motivo de alerta. “Esse cenário nos mobiliza para lutar ainda mais fortemente junto ao governo por negociações de dívidas facilitadas, condições melhoradas para quem está devendo ou mesmo busca de concessão de crédito, e até mesmo de valores junto às instituições financeiras subsidiados ou pelo menos com uma taxa favorável para que haja uma recuperação dessas empresas. A Federação Varejista tem articulado junto aos órgãos competentes para que a economia gaúcha continue girando de forma pujante. Caso contrário, a retração de mercado vai complicar ainda mais e trazer um endividamento ainda maior desses CNPJs comprometidos”, afirma Pioner.

Setor de serviços concentra mais inadimplentes

O levantamento da CNDL e do SPC Brasil aponta ainda que o país teve aumento de 51,17% na inclusão de empresas com tempo de inadimplência entre 3 e 4 anos, na comparação com março de 2024. Do total de empresas negativadas, 40,31% estão inadimplentes há entre 1 e 3 anos.

O setor de serviços concentra quase 75% das empresas inadimplentes no país, enquanto o agronegócio representa a menor fatia entre os segmentos devedores. Apesar disso, março apresentou um recuo de 8,80%, o menor do primeiro trimestre.

Foto: Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/06/2025 0 Comentários 435 Visualizações
Variedades

Inadimplência de consumidores atinge recorde histórico em abril no RS e em Porto Alegre

Por Jonathan da Silva 16/05/2025
Por Jonathan da Silva

A inadimplência entre consumidores no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre atingiu níveis recordes em abril, segundo levantamento divulgado pela CDL Porto Alegre com base em dados da Equifax | Boa Vista. O percentual de adultos com restrições ao crédito, protestos ou cheques devolvidos chegou a 34,27% no estado e a 34,84% na capital gaúcha — os maiores patamares desde o início da série histórica, em fevereiro de 2022.

Esse é o quarto mês consecutivo de recorde estadual, com avanço de 0,21 ponto percentual em relação a março. Em Porto Alegre, a alta foi de 0,38 ponto percentual no mesmo período. De acordo com estimativas baseadas no Censo 2022 do IBGE, há 2,94 milhões de CPFs negativados no Rio Grande do Sul e 374,5 mil na capital.

Inflação e juros impactam orçamento das famílias

O economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank, afirma que o cenário “permanece desafiador”. Segundo ele, “a aceleração da inflação retira poder de compra dos salários dos trabalhadores, enquanto as taxas de juros elevadas encarecem o crédito e pressionam o orçamento das famílias”. Frank acrescenta que “o mercado de trabalho aquecido e programas de estímulo do governo têm ajudado a mitigar um quadro que poderia ser ainda mais grave no curto prazo”.

Entre empresas, recuo no RS e alta em Porto Alegre

Já entre as pessoas jurídicas, o índice de inadimplência recuou no estado pela primeira vez desde outubro de 2024, passando de 14,71% em março para 14,18% em abril, uma queda de 0,53 ponto percentual. Em Porto Alegre, no entanto, houve a quarta alta consecutiva, com o índice avançando de 15,09% para 15,38%. Segundo o Mapa das Empresas, são 213.608 empresas com restrições de crédito no Rio Grande do Sul e 37.217 na capital. “O recuo no índice estadual pode indicar alguma acomodação após a sequência de altas recentes. Ainda assim, o ambiente segue complexo, com incertezas externas e pressões de custos relevantes para os empreendedores”, afirma Frank.

O que é o Indicador de Inadimplência

O Indicador de Inadimplência da CDL Porto Alegre é elaborado pelo Núcleo Econômico da entidade e mede mensalmente o número de consumidores e empresas com registros de inadimplência no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre. O levantamento é baseado na base de dados restritivos da Equifax | Boa Vista e abrange informações sobre crédito, cheques sem fundo, protestos e ações judiciais. O monitoramento para pessoas físicas teve início em fevereiro de 2022.

Foto: Jcomp/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
16/05/2025 0 Comentários 464 Visualizações
Cidades

Inadimplência cresce e atinge mais de 30 mil consumidores em Santa Cruz

Por Jonathan da Silva 27/03/2025
Por Jonathan da Silva

O número de consumidores com restrições no crédito em Santa Cruz do Sul continua crescendo. De acordo com um levantamento do Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP), com base em dados da Equifax Boa Vista, o índice de inadimplência no município chegou a 30,9% em fevereiro de 2025. Ao todo, 30.454 CPFs têm pelo menos um registro restritivo. Especialistas apontam que a alta da inflação, os juros elevados e a desaceleração econômica são fatores que contribuem para esse cenário.

O índice de inadimplência vem apresentando crescimento nos últimos três anos. Em fevereiro de 2023, o percentual era de 27,6%. No mesmo mês de 2024, subiu para 29,4% e, em 2025, chegou a 30,9%, um aumento de 11,96% no período.

O economista-chefe da Rede de Entidades Parceiras, Oscar Frank, explica que essa elevação está diretamente relacionada a fatores econômicos. “Do ponto de vista econômico, a pressão inflacionária, que reduz o poder de compra, somada ao ambiente de juros elevados e à desaceleração econômica, causam impactos negativos sobre a capacidade de pagamento dos consumidores. Mesmo com o mercado de trabalho aquecido, a confiança do consumidor caiu significativamente nos últimos três meses em nível nacional”, afirma Frank.

Juros elevados e impactos no comércio

A taxa Selic, atualmente em 14,25%, com previsão de chegar a 15% ainda este ano, também contribui para o aumento da inadimplência, segundo Frank. “Esse contexto exige atenção redobrada por parte dos empresários e consumidores. Por um lado, as empresas precisam buscar formas de sustentar um bom relacionamento com o cliente, entendendo suas necessidades para facilitar as negociações. Por outro, as famílias devem ter cuidado na gestão do seu orçamento”, alerta o economista.

O presidente do Sindilojas-VRP, Mauro Spode, destaca que o comércio local já sente os impactos desse aumento da inadimplência. “Embora estejamos ainda abaixo dos percentuais do estado e do País, um aumento no índice de inadimplência pode refletir em diferentes segmentos do varejo. Mas o dado mais preocupante é que, sem capacidade pagadora, que é um dos principais motivos desta elevação, reduzem também as vendas, de uma forma geral”, avalia Spode.

O dirigente ressalta a importância do monitoramento desses índices para que possam ser discutidas medidas junto às autoridades e instituições competentes. “Este é mais um dos serviços que o Sindilojas-VRP presta aos associados e toda a comunidade, ao disponibilizar informações confiáveis e precisas sobre o mercado econômico local”, afirma Spode.

Estratégias para o varejo

A executiva do Sindilojas-VRP, Gicele de Arruda, aponta que ações voltadas ao relacionamento com o consumidor podem ajudar a minimizar os impactos da inadimplência no comércio. “A questão econômica tem um peso muito grande na decisão de compra do consumidor. No entanto, quando o cliente vai até o estabelecimento, ou simplesmente chama nas redes sociais, é importante ter empatia e atenção ao que ele deseja. Muitas vendas ocorrem por meio desta ação de relacionamento com o cliente”, afirma Gicele.

Além dessas orientações, o Sindilojas-VRP realiza atividades voltadas ao desenvolvimento do varejo, como palestras, missões e imersões de conhecimento, em parceria com entidades do município e do Estado. “O conhecimento é muito importante para que se possa entender o mercado e a economia, para então poder criar oportunidades mais favoráveis aos negócios dentro das empresas”, conclui Spode.

Evolução da inadimplência em Santa Cruz do Sul

  • Fevereiro de 2023: 27,6%
  • Fevereiro de 2024: 29,4%
  • Fevereiro de 2025: 30,9%
Foto: Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/03/2025 0 Comentários 499 Visualizações
Business

Inadimplência no RS cresce em novembro, mas segue abaixo dos níveis pré-enchentes

Por Jonathan da Silva 16/12/2024
Por Jonathan da Silva

A inadimplência entre pessoas físicas e jurídicas no Rio Grande do Sul registrou alta em novembro de 2024 conforme o Indicador de Inadimplência da CDL Porto Alegre (CDL POA). Apesar do crescimento em relação a outubro, de 0,22% entre PFs e 0,19% em PJs, os índices permanecem abaixo dos níveis observados antes das enchentes que atingiram o estado em abril.

Entre as pessoas físicas, o estado soma um percentual de 31,89% de inadimplentes. O resultado é 0,72% inferior ao obtido no período pré-enchentes, em abril, quando o Rio Grande do Sul somava 32,61% de pessoas físicas inadimplentes. No total, são 2,7 milhões de CPFs negativados a nível estadual de acordo com dados do Equifax | Boa Vista. No caso das pessoas jurídicas, são 12,82% de PJs inadimplentes no estado, com um total de 181.667 CNPJs negativados no Rio Grande do Sul.

Os indicadores também consideraram a inadimplência em Porto Alegre, que atualmente é de 33,08% entre as pessoas físicas, um aumento de 0,09% em relação a outubro e baixa de 1,26% ante abril, e de 14,53% entre as pessoas jurídicas, elevação de 0,13% comparado ao mês anterior.

Dados de inadimplência entre pessoas físicas (PF)

  • Rio Grande do Sul: Taxa de 31,89%, um aumento de 0,22% em relação a outubro
  • Porto Alegre: Taxa de 33,08%, com alta de 0,09% no mesmo período
  • Comparação com abril: Os índices seguem abaixo dos níveis pré-enchente (32,61% no RS e 34,34% em Porto Alegre).
  • Número de negativados: 2,735 milhões de CPFs no RS e 355.583 em Porto Alegre, segundo dados da Equifax | Boa Vista e estimativas baseadas no Censo 2022 do IBGE

Dados de inadimplência entre pessoas jurídicas (PJ)

  • Rio Grande do Sul: Taxa de 12,82%, avanço de 0,19% em relação a outubro
  • Porto Alegre: Taxa de 14,53%, crescimento de 0,13% no mesmo período
  • Número de empresas negativadas: 181.667 CNPJs no RS e 32.929 em Porto Alegre, conforme levantamento da Equifax | Boa Vista e o Mapa das Empresas do Governo Federal

Análise econômica

O economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, explicou que a redução na inadimplência durante os meses críticos após a crise climática, entre maio e junho, foi impulsionada pela injeção de recursos emergenciais e contenção de gastos das famílias devido às limitações de mobilidade. “Com o dinheiro em circulação diminuindo e a normalização da mobilidade, os indicadores voltam a sofrer pressão para cima, mas ainda permanecem abaixo dos níveis de abril”, afirmou o economista.

No caso das empresas, Frank destacou o impacto do programa “Desenrola Pequenos Negócios”, que tem permitido a renegociação de dívidas de micro e pequenas empresas desde abril. Porém, fatores como a inflação ao produtor, que acumulou alta de 6,97% nos últimos 12 meses, e a desvalorização cambial têm pressionado os custos das empresas. “O aumento da inadimplência PJ no Rio Grande do Sul reflete uma natural acomodação após cinco meses consecutivos de quedas no indicador”, avaliou o representante da entidade.

O economista também apontou desafios relacionados à elevação da taxa básica de juros (Selic), projetada para terminar o ano em 14,25%. “O cenário econômico doméstico e externo conturbados reduzem o espaço para cortes nos juros no próximo ano”, concluiu Frank.

O indicador

O Indicador de Inadimplência CDL POA, criado pelo Núcleo Econômico da entidade, mede mensalmente a inadimplência de consumidores e empresas no estado e em Porto Alegre com base nos dados restritivos da Equifax | Boa Vista. O levantamento sobre pessoas físicas foi iniciado em fevereiro de 2022 e inclui restrições relacionadas a crédito, cheques, protestos e ações judiciais.

Foto: Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/12/2024 0 Comentários 447 Visualizações
Projetos especiais

Acist-SL integra campanha Super Feirão Zero Dívida para redução da inadimplência

Por Jonathan da Silva 26/11/2024
Por Jonathan da Silva

A Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo (Acist-SL), em parceria com a Rede de Entidades Parceiras da CDL Porto Alegre, está promovendo o Super Feirão Zero Dívida. A campanha, que acontece até o dia 30 de novembro, é totalmente digital e tem como objetivo ajudar consumidores inadimplentes a regularizar débitos com empresas de diversos setores em todo o Rio Grande do Sul.

Neste ano, mais de 4,5 mil empresas estão participando da ação, que busca diminuir o índice de inadimplência no estado, atualmente em 31,67%, conforme o Indicador de Inadimplência da CDL Porto Alegre. Esse percentual representa 2,7 milhões de pessoas negativadas no Rio Grande do Sul, de acordo com dados de outubro.

O presidente da CDL Porto Alegre, Irio Piva, destaca que a iniciativa beneficia tanto consumidores quanto empresas. “Para o consumidor, é uma oportunidade de recuperar seu poder aquisitivo e encerrar o ano sem dívidas. Para as empresas, significa melhorar o fluxo de caixa e resgatar clientes que haviam deixado de consumir seus produtos ou serviços devido à inadimplência”, afirmou Piva.

A campanha incentiva os consumidores a utilizarem receitas extras, como 13º salário e abonos de fim de ano, para quitar dívidas e começar 2025 em uma situação financeira mais estável.

Como participar

Os interessados devem acessar o site do Super Feirão Zero Dívida e utilizar o assistente virtual “Renê”. Por meio de um chat, será possível consultar o CPF, identificar débitos pendentes e negociar diretamente com as empresas credoras.

Foto: Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/11/2024 0 Comentários 515 Visualizações
Business

Inadimplência entre MEIs em Dois Irmãos atinge menor índice desde 2021

Por Jonathan da Silva 21/11/2024
Por Jonathan da Silva

A taxa de inadimplência dos Microempreendedores Individuais (MEIs) em Dois Irmãos registrou a menor marca desde 2021, conforme relatório mais recente da Receita Federal. Dos 2.951 MEIs cadastrados no município em setembro, 2.481 quitaram a guia mensal de outubro, resultando em uma inadimplência de 15,93%. O índice representa uma queda significativa em comparação a períodos anteriores, como janeiro de 2023, quando a taxa chegou a 32,80%.

De acordo com o chefe do Departamento de Indústria e Comércio de Dois Irmãos, Mauro Hahn, a diminuição na inadimplência está associada ao Programa MEI Legal, lançado em maio. “Desde o início do programa, já é a segunda vez que a inadimplência fica abaixo de 20%. Todo mês é um novo desafio e o objetivo é fazer com que a inadimplência diminua mais ainda, mesmo com o crescente número de MEIs”, afirmou Hahn.

Entre as ações promovidas pelo programa está o envio de guias de pagamento. O atendente da Sala do Empreendedor, Anderson Ismael Muller, destacou a importância dessa iniciativa. “Desde o começo do programa, já geramos mais de 700 guias de pagamento para regularizar as pendências do MEI. Além dos empreendedores ficarem em dia com a Receita Federal, deixam de pagar multas e juros”, explicou Muller.

Apoio ao microempreendedor

Os MEIs que desejam regularizar sua situação ou consultar informações tributárias podem procurar a Sala do Empreendedor de Dois Irmãos. O atendimento é realizado pelo telefone ou WhatsApp (51) 3564-8827. A Sala também auxilia no encaminhamento para escritórios de contabilidade, contribuindo para que os empreendedores mantenham suas obrigações em dia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/11/2024 0 Comentários 361 Visualizações
Variedades

Impacto das apostas on-line preocupa varejo e aumenta inadimplência no Rio Grande do Sul

Por Jonathan da Silva 30/10/2024
Por Jonathan da Silva

O crescimento das apostas on-line, conhecidas como “bets”, tem gerado preocupações no setor varejista do Rio Grande do Sul, afetando o volume de vendas e aumentando os índices de inadimplência. A Federação Gaúcha do Varejo e outras entidades ligadas ao comércio discutem o tema e buscam pressionar o governo federal pela regulamentação e tributação das apostas virtuais, visando mitigar os impactos na economia familiar.

O economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Oscar Frank, destaca que 24 milhões de brasileiros participam dessas apostas, movimentando valores via Pix entre janeiro e agosto de 2024. Frank ressalta que, desse total, 8,9 milhões de participantes do Bolsa Família movimentaram mais de R$ 10,5 bilhões, o que começa a influenciar a inadimplência. “Esse contingente começa a impactar nos níveis de inadimplência do país”, afirma o economista.

Outro fator citado pelo Banco Central (BC) é o impacto da inadimplência no custo do crédito. Segundo Frank, 22% do custo do crédito se refere a financiamentos e operações afetados pelo não pagamento de dívidas em atraso. “Quanto maior a inadimplência, maiores as taxas de juros como um todo, prejudicando a contratação de crédito para investimentos e para o financiamento das famílias”, aponta o especialista da CDL-POA.

O presidente da Federação da Associação Gaúcha do Varejo (FAGV), Vilson Nailor Noer, explica que as apostas em jogos têm gerado prejuízos financeiros e problemas de saúde pública, dado o risco de vício. Ele também observa efeitos negativos no ambiente laboral: “Ao invés de realizar vendas, os vendedores começam a usar o telefone para apostar, causando desorganização no ambiente de trabalho”, avalia Noer.

No Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP), o tema é discutido regularmente entre diretores e associados. Segundo o presidente da entidade, Mauro Spode, os impactos econômicos e sociais das apostas afetam o desempenho do comércio na região. “Embora Santa Cruz do Sul tenha um dos menores índices de inadimplência do Estado, o custo do crédito, que reflete a inadimplência, já é sentido por aqui”, comenta Spode. O Sindilojas-VRP apoia a regulamentação nacional das apostas on-line e defende maior divulgação de informações para consumidores. “Não somos contra os jogos, mas é preciso que o governo regulamente essa atividade”, afirma Spode.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que as apostas on-line causem um prejuízo anual de R$ 117 bilhões ao comércio nacional. Segundo a CNC, o valor movimentado em apostas no Brasil deve ultrapassar R$ 150 bilhões até o fim de 2024.

Para ajudar a controlar o problema, o Sindilojas-VRP incentiva empresários a abordarem o tema com suas equipes, promovendo conscientização sobre os riscos das apostas. “Mais do que uma questão econômica, o vício em apostas é um problema social que demanda atenção de toda a sociedade”, salienta Spode, relatando que algumas empresas já enfrentam dificuldades com colaboradores impactados pelo vício.

No próximo dia 11 de novembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) discutirá a regulamentação das apostas on-line em uma audiência pública em Brasília. A Federação da Associação Gaúcha do Varejo (FAGV) participará do encontro, defendendo medidas de comunicação para alertar os apostadores sobre os riscos e propondo a tributação das apostas. “Não somos contra essas empresas, mas é importante que o setor de saúde pública receba parte dos impostos de atividades que causam impactos na sociedade”, conclui Noer.

Foto: Master1305/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/10/2024 0 Comentários 573 Visualizações
Cidades

Inadimplência em Santa Cruz inicia semestre repetindo índice de 2023

Por Marina Klein Telles 20/08/2024
Por Marina Klein Telles

O segundo semestre de 2024 iniciou com um índice de inadimplência praticamente igual ao medido no mesmo período do ano passado. Segundo o relatório da Equifax Boa Vista, birô de crédito utilizado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP), o percentual medido no último mês de julho foi de 28,6%. No mesmo período do ano passado, o percentual foi de 28,2%. Segundo economista, recursos aportados para o socorro das famílias atingidas pelas enchentes associados à cultura local de manutenção do crédito podem ser os elementos que colaboram com a manutenção do índice abaixo das médias estadual e nacional.

Para o economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Oscar Frank, em nível estadual, uma soma de fatores colaborou com a segurada nos índices de inadimplência. De acordo com ele, houve redução da entrada de informações restritivas nos cadastros estaduais. De outro, as políticas de apoio do poder público, embora insuficientes frente aos danos causados pela tragédia climática, ajudaram a antecipar pagamentos e benefícios, além de injetar novos recursos: “Nesse sentido, acreditamos que parte da liquidez dos programas governamentais, provenientes de diferentes esferas, foi direcionada para a renegociação de dívidas em atraso”, pondera.

Repetindo o desempenho positivo do município, Santa Cruz do Sul mantém-se abaixo dos percentuais estadual, medido em julho em 31,07% e no Brasil, 31,6%. Para o economista, a tradição de manutenção de crédito local, somada a outros fatores – como até mesmo a continuidade da safra do tabaco na indústria local – podem colaborar com o desempenho positivo. “Cada caso é um caso, mas são vários aspectos da parte econômica e até mesmo da cultura de um determinado município”, ressalta Frank.

Para o presidente do Sindilojas-VRP, Mauro Spode, o percentual favorável à economia local demonstra a preocupação do consumidor com seu cadastro de crédito, associado à condição econômica das famílias. “Esta avaliação demonstra que seguimos uma tendência de estabilidade na inadimplência e mesmo com todo o efeito negativo das enchentes e os prejuízos causados às famílias, no município, pelo menos ao que se refere à inadimplência, a tragédia do clima parece ter sido superada”, avalia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/08/2024 0 Comentários 629 Visualizações
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