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inadimplência

Variedades

Endividamento e inadimplência caem no Rio Grande do Sul em julho

Por Jonathan da Silva 01/09/2026
Por Jonathan da Silva

O percentual de famílias endividadas no Rio Grande do Sul caiu de 86,9% em junho para 86,4% em julho, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (Peic-RS) divulgada pela Fecomércio-RS. O resultado representa a segunda queda consecutiva do indicador, embora o índice permaneça acima do registrado em julho de 2025, quando 85,3% das famílias estavam endividadas. O levantamento, realizado em Porto Alegre nos dez últimos dias de junho, também apontou redução da inadimplência e da parcela de famílias que se consideram muito endividadas.

O percentual de entrevistados que classificaram sua situação como “muito endividada” caiu de 18,1% em junho de 2026 para 15,9% em julho. O índice também ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando alcançou 19,0%.

A pesquisa considera apenas dívidas relacionadas à tomada de crédito e não inclui contas de consumo, como água, energia elétrica e telefonia.

Inadimplência recua em julho

O percentual de famílias com contas em atraso também apresentou a segunda queda consecutiva, passando de 25,8% em junho para 24,1% em julho.

A redução ocorreu nas duas faixas de renda analisadas. Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, o percentual de contas em atraso caiu de 31,6% para 29,8%. Entre aquelas com renda superior a 10 salários mínimos, o indicador recuou de 5,7% para 4,7%.

Também diminuiu a parcela de famílias que declararam não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso. O percentual passou de 1,9% em junho para 1,7% em julho.

Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, houve redução na parcela das que afirmam não ter condições de quitar as dívidas atrasadas no mês seguinte. Por outro lado, entre as famílias que continuam inadimplentes, aumentou o tempo médio de atraso das contas.

Comprometimento da renda aumenta

Apesar da queda no endividamento e na inadimplência, o comprometimento médio da renda das famílias com dívidas apresentou a segunda alta consecutiva. O indicador passou de 29,7% em junho para 29,9% em julho.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e Ifep, Luiz Carlos Bohn, os resultados indicam redução dos indicadores de endividamento e inadimplência, mas as condições de crédito continuam sendo um fator de pressão sobre o orçamento familiar. “Os resultados de julho mostram uma evolução positiva dos indicadores de endividamento, com a continuidade da redução das famílias endividadas e da inadimplência. Apesar desse avanço e do início do ciclo de afrouxamento da política monetária pelo Banco Central, as condições de crédito ainda permanecem restritivas e o comprometimento da renda segue elevado, mantendo desafios importantes para a recuperação financeira das famílias gaúchas, especialmente das de menor renda”, avaliou Bohn.

A Peic-RS é uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com dados referentes ao endividamento, à inadimplência e ao comprometimento da renda das famílias.

Foto: Azerbaijan Stockers/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
01/09/2026 0 Comentários 63 Visualizações
Business

Inadimplência empresarial cai em Santa Cruz do Sul

Por Jonathan da Silva 25/08/2026
Por Jonathan da Silva

A inadimplência das empresas recuou em Santa Cruz do Sul no fechamento do primeiro semestre de 2026, enquanto o indicador entre consumidores também apresentou queda após atingir o pico do ano. Levantamento do Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP), com dados da Equifax Boa Vista, aponta que a inadimplência de Pessoa Jurídica (PJ) passou de 14,55% em abril e maio para 13,77% em junho. Entre as pessoas físicas, o índice caiu de 33,90% em abril para 33,53% no fim do semestre. Pela primeira vez, o Sindilojas-VRP incluiu a inadimplência empresarial no acompanhamento, ampliando a análise sobre o comportamento do crédito no município.

Os indicadores de Pessoa Física (PF) e Pessoa Jurídica utilizam métricas distintas e, por isso, não podem ser somados ou tratados como uma única taxa. A leitura conjunta permite, no entanto, acompanhar a evolução da inadimplência entre consumidores e empresas.

Inadimplência das pessoas físicas

Entre as pessoas físicas, o índice passou de 32,40% em janeiro para 33,90% em abril, maior patamar registrado no primeiro semestre. Depois, recuou para 33,64% em maio e 33,53% em junho.

Apesar da redução de 0,37 ponto percentual em relação ao pico, a taxa terminou o semestre 1,13 ponto percentual acima de janeiro. Na comparação com junho de 2025, quando estava em 31,30%, houve alta de 2,23 pontos percentuais.

Em junho, Santa Cruz do Sul registrou índice de inadimplência de PF abaixo das médias estadual e nacional. A taxa municipal, de 33,53%, ficou ante 37,06% no Rio Grande do Sul e 34,53% no Brasil.

Empresas têm maior recuo

Entre as empresas, a inadimplência começou o ano em 14,14% e chegou a 14,55% em abril e maio. Em junho, o indicador caiu para 13,77%, uma redução mensal de 0,78 ponto percentual.

O recuo foi sete vezes maior, em pontos percentuais, do que o registrado entre as pessoas físicas. Com a queda, a inadimplência empresarial terminou o semestre 0,37 ponto percentual abaixo do índice de janeiro.

Na comparação anual, porém, a taxa de junho de 2026 ainda ficou acima da registrada no mesmo mês de 2025. Naquele período, a inadimplência de PJ era de 12,30%, o que representa aumento de 1,47 ponto percentual em 12 meses.

No comparativo territorial de junho, Santa Cruz do Sul apresentou taxa de PJ de 13,77%, abaixo dos 16,26% registrados no Rio Grande do Sul e acima dos 11,52% do Brasil.

Cenário econômico

Para o economista-chefe da CDL POA – Rede de Entidades Parcerias, Oscar Frank, a queda recente precisa ser analisada em um contexto de fatores que ainda afetam a capacidade de pagamento. Segundo ele, parte do movimento pode estar relacionada às medidas de renegociação de dívidas, que ampliaram acordos e possibilitaram a retirada de pequenos débitos dos cadastros. “Acreditamos que as medidas supracitadas fornecem um impulso temporário, ou seja, representam um mero paliativo”, ponderou o economista.

Frank também aponta a pressão inflacionária sobre o poder de compra, os juros em patamar elevado, a perda de tração projetada para a economia brasileira, a falta de educação financeira e a expansão das apostas como fatores relacionados ao risco de crédito. No Rio Grande do Sul, acrescenta as incertezas relacionadas ao desempenho da safra e às condições climáticas.

Novo indicador

Segundo o presidente do Sindilojas-VRP, Mauro Spode, a inclusão dos dados de Pessoa Jurídica amplia as informações disponibilizadas pela entidade ao comércio varejista. “Quando passamos a acompanhar também a inadimplência empresarial, ampliamos a fotografia do mercado. Não olhamos apenas para a capacidade de compra do consumidor, mas também para a saúde financeira das empresas, o que oferece ao comércio mais informação para tomar decisões, avaliar riscos e planejar o crédito”, ressaltou o dirigente.

Spode também destaca a utilização dos dados da Equifax Boa Vista no acompanhamento. “O recuo de junho é positivo, principalmente entre as empresas, mas os índices ainda estão acima de 2025. Por isso, informação qualificada é fundamental para uma concessão de crédito responsável, para o monitoramento das carteiras e para uma atuação preventiva diante da inadimplência”, complementou o presidente da entidade.

Inadimplência em números

Santa Cruz do Sul – 1º semestre de 2026

Pessoa Física:

  • Janeiro: 32,40%
  • Pico no semestre: 33,90%, em abril
  • Maio: 33,64%
  • Junho: 33,53%
  • Junho de 2025: 31,30%
  • Variação em 12 meses: +2,23 pontos percentuais

Pessoa Jurídica:

  • Janeiro: 14,14%
  • Pico no semestre: 14,55%, em abril e maio
  • Maio: 14,55%
  • Junho: 13,77%
  • Junho de 2025: 12,30%
  • Variação em 12 meses: +1,47 ponto percentual

Comparativo de junho de 2026:

  • Santa Cruz do Sul: 33,53% (PF) e 13,77% (PJ)
  • Rio Grande do Sul: 37,06% (PF) e 16,26% (PJ)
  • Brasil: 34,53% (PF) e 11,52% (PJ)

Equifax BoaVista

A Equifax BoaVista, serviço utilizado pelo Sindilojas-VRP, reúne a experiência de mais de seis décadas da Boa Vista no mercado brasileiro à estrutura global da Equifax, companhia de dados e tecnologia com atuação ou investimentos em 24 países. A integração ocorreu em 2023, quando a multinacional norte-americana concluiu a aquisição da Boa Vista, então o segundo maior birô de crédito do Brasil, em uma operação avaliada em aproximadamente R$ 3,1 bilhões.

A base reúne informações de mais de 282 milhões de CPFs e CNPJs. A Equifax BoaVista combina dados do mercado brasileiro com tecnologia e capacidade analítica para ferramentas voltadas à análise de risco, concessão e recuperação de crédito, gestão de carteira e prevenção a fraudes.

Foto: Bruno Pedry/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/08/2026 0 Comentários 90 Visualizações
Cidades

Acima da média nacional, inadimplência atinge 37% dos gaúchos em julho

Por Jonathan da Silva 24/08/2026
Por Jonathan da Silva

A inadimplência alcançou 37,02% dos adultos do Rio Grande do Sul em julho, segundo levantamento da Assessoria Econômica da CDL Porto Alegre com base em dados da Equifax | Boa Vista. O índice ficou acima da média nacional, de 34,4%, apesar de recuar 0,04 ponto percentual em relação a junho. Entre os consumidores negativados no estado, 52,5% têm renda presumida de até R$ 2 mil mensais.

O resultado de julho representou a terceira retração consecutiva do indicador gaúcho na comparação mensal. O índice, porém, permaneceu próximo da máxima registrada em abril, de 37,35%.

Em Porto Alegre, a inadimplência chegou a 37,58% dos adultos, alta de 0,04 ponto percentual frente a junho. O aumento interrompeu dois meses seguidos de queda e deixou o indicador próximo do recorde de 37,85%, registrado em abril.

Segundo a Assessoria Econômica da CDL POA, as renegociações do Novo Desenrola Brasil contribuíram para a redução da inadimplência no estado, embora o efeito do programa seja transitório. A desaceleração recente da inflação, principalmente dos alimentos, também trouxe algum alívio às famílias de menor renda.

O economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, afirmou que “a sustentação do custo elevado do crédito, os sinais de perda de tração (ainda que gradual) do mercado de trabalho, a falta de educação financeira da população e ampliação das bets (apostas online) representam desafios. No Rio Grande do Sul, somam-se a esses fatores os riscos associados ao El Niño”.

Inadimplência empresarial sobe

Entre as empresas, o índice voltou a subir em julho. O percentual de pessoas jurídicas com restrições no Rio Grande do Sul chegou a 16,31%, aumento de 0,05 ponto percentual em relação a junho e primeira alta após três quedas consecutivas. O estado manteve o maior índice de inadimplência empresarial entre as unidades da Federação, acima da média nacional de 11,6%.

Em Porto Alegre, o indicador passou de 16,05% para 16,07%, alta de 0,02 ponto percentual. Também foi a primeira elevação depois de três meses consecutivos de queda.

De acordo com a Assessoria Econômica da CDL POA, o resultado pode estar relacionado ao esgotamento dos efeitos de programas de renegociação de dívidas empresariais, especialmente modalidades demandadas por pequenos empreendedores, como Pronampe e Procred. A moderação gradual do nível de atividade econômica também foi apontada como fator relevante.

Como funciona o indicador

O Indicador de Inadimplência da CDL POA mede o percentual de pessoas físicas e jurídicas com restrições em crédito, cheques, protestos ou ações judiciais, com base em informações da Equifax | Boa Vista. O levantamento é utilizado para acompanhar as condições financeiras de consumidores e empresas.

Foto: JComp/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
24/08/2026 0 Comentários 82 Visualizações
Variedades

Endividamento e inadimplência dos gaúchos caem em junho

Por Jonathan da Silva 22/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (Peic-RS), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), referentes a junho de 2026. O levantamento mostra que o endividamento e a inadimplência das famílias gaúchas apresentaram queda na comparação com maio, interrompendo uma sequência de três meses de alta. Apesar da melhora dos indicadores, a pesquisa aponta que as famílias de menor renda que permanecem inadimplentes enfrentam maior dificuldade para regularizar a situação financeira.

Segundo a pesquisa, 86,9% das famílias gaúchas estavam endividadas em junho de 2026, percentual inferior ao registrado em maio, quando o índice era de 87,4%. Ainda assim, o resultado permanece acima do observado em junho de 2025, quando 84,4% das famílias declaravam possuir dívidas. Os dados foram coletados em Porto Alegre nos dez últimos dias de maio e consideram apenas dívidas relacionadas à tomada de crédito, como cartão de crédito, financiamentos e empréstimos, sem incluir contas de consumo, como água, energia elétrica e telefonia.

Indicadores de inadimplência

O percentual de famílias com contas em atraso também apresentou redução, passando de 27,0% em maio para 25,8% em junho, retornando ao mesmo nível registrado no mesmo mês do ano passado.

A queda foi observada nas duas faixas de renda analisadas pela pesquisa. Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, o índice passou de 33,0% para 31,6%. Já entre aquelas com renda superior a 10 salários mínimos, o percentual caiu de 6,6% para 5,7%.

O levantamento mostra ainda que o percentual de famílias que afirmaram não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso permaneceu em 1,9% em junho de 2026.

Desafios para as famílias de menor renda

Embora os indicadores gerais tenham melhorado, a pesquisa aponta que, entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, aumentou a parcela das que afirmam não ter condições de quitar as dívidas atrasadas no mês seguinte. Além disso, o tempo médio de atraso das contas também aumentou nesse grupo, indicando maior dificuldade de regularização para quem permanece inadimplente.

Outro dado destacado pela Peic-RS é o comprometimento médio da renda com dívidas. Considerando todas as famílias, esse percentual passou de 29,6% para 29,7% entre maio e junho, alcançando o maior patamar registrado no ano.

Análise da Fecomércio-RS

Para o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, a melhora dos indicadores deve ser analisada com cautela. “Os resultados de junho mostram uma melhora pontual dos indicadores de endividamento e inadimplência, interrompendo a trajetória de alta observada nos últimos meses. No entanto, esse movimento ainda deve ser interpretado com cautela. Apesar da redução dos indicadores agregados, as famílias de menor renda que permanecem com contas em atraso continuam enfrentando maior dificuldade para regularizar sua situação financeira. Em um ambiente de crédito restritivo e taxas de juros elevadas, o comprometimento da renda segue elevado, reduzindo a margem do orçamento das famílias para absorver novos gastos ou imprevistos”, avalia Bohn.

Foto: Way Home Studio/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
22/07/2026 0 Comentários 126 Visualizações
Variedades

Apostas on-line ampliam pressão sobre a inadimplência no comércio

Por Jonathan da Silva 03/07/2026
Por Jonathan da Silva

O crescimento das apostas on-line passou a ser apontado por entidades do comércio e especialistas como um fator adicional de pressão sobre a inadimplência das famílias e o desempenho do varejo. Em Santa Cruz do Sul, onde 33,64% da população economicamente ativa estava inadimplente, conforme levantamento da Equifax utilizado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP), o avanço das chamadas bets se soma a fatores como juros elevados, inflação persistente e desaceleração da economia gaúcha, reduzindo a capacidade de pagamento dos consumidores.

Embora o índice tenha recuado em relação a abril deste ano, quando atingiu 33,93%, o indicador ainda permanece elevado e acumula crescimento de 1,64 ponto percentual nos últimos 12 meses. Diante desse cenário, entidades do setor alertam para os impactos do redirecionamento da renda das famílias para as plataformas de apostas.

Impactos sobre o consumo

Estudos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indicam que as apostas digitais têm provocado um processo de substituição do consumo. Recursos que antes eram destinados à compra de bens, serviços e ao pagamento de despesas essenciais passam a ser utilizados nas plataformas de apostas.

Segundo estimativa da entidade, entre 2023 e 2026 cerca de R$ 143 bilhões deixarão de circular no varejo brasileiro em razão desse deslocamento de renda. De acordo com a CNC, esse movimento reduz a capacidade de consumo das famílias em um contexto já marcado pelo elevado endividamento e pela perda do poder aquisitivo decorrente da inflação.

Especialistas analisam cenário

Para o economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank, o crescimento das apostas on-line passou a integrar os fatores que influenciam o risco de crédito no país. “A expansão das apostas nas bets constitui objeto de atenção igualmente importante como motivo de deterioração do risco de crédito, de acordo com alertas do Banco Central”, ponderou o especialista.

Segundo Frank, a atual conjuntura resulta da combinação de diferentes fatores econômicos. Embora a taxa Selic tenha iniciado um movimento gradual de redução, os efeitos sobre a inadimplência tendem a aparecer apenas no médio prazo. Paralelamente, a inflação continua pressionando o orçamento das famílias, especialmente nos gastos com alimentação e combustíveis, enquanto a instabilidade geopolítica internacional e a desaceleração da economia gaúcha ampliam as dificuldades financeiras.

O economista acrescenta que a expansão do crédito consignado privado, a facilidade de acesso ao crédito e a falta de planejamento financeiro também contribuem para o aumento da inadimplência. “A facilidade de acesso ao dinheiro e a falta de conhecimentos básicos sobre planejamento financeiro colaboram para a dinâmica da negativação”, afirmou Frank.

Reflexos no comércio

Para o presidente do Sindilojas-VRP, Mauro Spode, os efeitos desse cenário já são percebidos pelo comércio varejista. “O varejo sente quando há redução da renda disponível. Parte desse recurso deixa de circular na economia local e isso impacta diretamente tanto as vendas quanto o comportamento de pagamento”, analisou Spode.

Segundo o dirigente, o momento exige maior rigor na análise de crédito e um acompanhamento mais próximo do comportamento financeiro dos consumidores.

Atuação institucional

Além do acompanhamento dos indicadores econômicos, entidades representativas do comércio têm participado de iniciativas voltadas à regulamentação da publicidade das plataformas de apostas. No Rio Grande do Sul, a Federação da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (FAGV), com apoio do Sindilojas-VRP, participa das articulações em torno do Projeto de Lei nº 408/2025, que trata da regulamentação da publicidade das apostas esportivas.

Também foi sancionada pelo governador Eduardo Leite (PSD) a Lei nº 16.508/2026, que estabelece restrições à publicidade das plataformas de apostas esportivas no estado. A legislação busca reduzir estímulos ao consumo impulsivo, fortalecer a proteção ao consumidor, ampliar a competitividade das empresas locais no acesso aos espaços de mídia e prevenir os impactos das apostas sobre crianças, adolescentes e a população em geral.

Para o presidente da FAGV, Vilson Noer, a aprovação da legislação responde a um cenário que já apresenta efeitos econômicos concretos. “O que nós estamos percebendo é um desvio crescente de renda, que afeta diretamente o bolso do consumidor e reduz o consumo em praticamente todos os segmentos do varejo”, comentou Noer.

Noer acrescenta que os reflexos também aparecem no aumento do endividamento. “Mais de 80% das apostas perdem. Isso significa que jogar, na prática, é perder dinheiro, o que leva muitas pessoas a buscar crédito e amplia a inadimplência”, observou o dirigente.

Na avaliação do presidente da FAGV, a regulamentação da publicidade representa um passo para reduzir os impactos das apostas sobre o consumo. “A grande âncora desse problema está na forma como as apostas são promovidas, com forte presença na mídia e entre influenciadores. Regular essa exposição é essencial para reduzir os danos”, concluiu Noer.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/07/2026 0 Comentários 150 Visualizações
Variedades

Pagamento do 13º salário deve impulsionar vendas e reduzir inadimplência no RS

Por Jonathan da Silva 26/11/2025
Por Jonathan da Silva

O pagamento da primeira parcela do 13º salário a trabalhadores do setor público e privado do Rio Grande do Sul, que ocorre nesta sexta-feira, 28 de novembro, deve aumentar as vendas e estimular a quitação de débitos no comércio gaúcho, segundo projeção de entidades do setor. O depósito, que coincide com a data da Black Friday e movimenta cerca de R$ 17,5 bilhões na economia estadual, alcança aproximadamente 3,5 milhões de trabalhadores.

A liberação do recurso no mesmo dia da Black Friday é vista por representantes do comércio como um fator que pode ampliar o volume de vendas tanto nesta sexta-feira quanto nos dias seguintes. Os aposentados e pensionistas do INSS receberam o 13º ainda em abril e maio, quando cerca de 2,7 milhões de pessoas receberam R$ 6 bilhões.

O presidente da Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços do Rio Grande do Sul (FCCS-RS), Vitor Augusto Koch, afirma que o recurso adicional tem impacto direto no consumo e no pagamento de dívidas. “O pagamento do 13º salário é um fator que impulsiona a economia gaúcha. O dinheiro extra possibilita a quem o recebe efetuar compras, quitar eventuais débitos, o que ajuda a regularizar o crédito e, também, guardar algum recurso. Para o comércio é um momento de aproveitar a oportunidade de incrementar suas vendas, com iniciativas que favoreçam os consumidores”, comenta Koch. Segundo ele, os lojistas devem estar preparados para atender ao aumento da demanda, oferecendo produtos com preços adequados ao orçamento das famílias.

Quitação de dívidas e Cadastro Positivo

Além do impulso no consumo, a expectativa é de que parte dos trabalhadores use a primeira parcela para regularizar pendências financeiras. Vitor Augusto Koch destaca que manter o crédito em dia traz benefícios para compras futuras. Ele lembra que, com a ampliação do Cadastro Positivo no país, consumidores que pagam suas contas pontualmente podem obter melhores condições, como juros menores e prazo ampliado.

A FCCS-RS utiliza o Cadastro Positivo em parceria com a Quod, com disponibilização de análise considerada qualificada pelas entidades do setor.

Calendário do pagamento

O 13º salário é dividido em duas parcelas. A primeira deve ser paga até 28 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. Os descontos de Imposto de Renda e de INSS são aplicados somente na segunda parcela, que possui valor inferior à primeira.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
26/11/2025 0 Comentários 296 Visualizações
Variedades

Sindilojas Vale Germânico lança Super Feirão Zero Dívida 2025

Por Jonathan da Silva 24/11/2025
Por Jonathan da Silva

O Sindilojas Vale Germânico iniciou nesta segunda-feira (24), o Super Feirão Zero Dívida 2025, campanha digital que reúne mais de 4,5 mil empresas de todo o Rio Grande do Sul até 29 de novembro para oferecer condições de renegociação de dívidas. A iniciativa ocorre em parceria com a Rede de Entidades Parceiras e contempla consumidores de municípios abrangidos pelo Sindilojas Vale Germânico — Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga, Araricá e Nova Hartz — além de todo o território gaúcho.

O economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank, afirma que o atual nível da taxa Selic, de 15% ao ano, eleva o custo do crédito e exige atenção dos consumidores. Segundo ele, “a cada R$ 100 gastos pelos brasileiros, R$ 28,50 são destinados ao serviço da dívida — é o maior índice em duas décadas. Com isso, é essencial aproveitar condições diferenciadas de renegociação para aliviar o orçamento e reorganizar a vida financeira”.

Dados da CDL Porto Alegre em parceria com a Equifax-Boa Vista, serviço oferecido localmente pelo Sindilojas Vale Germânico, mostram que o índice de pessoas físicas negativadas atingiu o maior nível desde o início da série histórica, em abril de 2018. Ao mesmo tempo, indicadores econômicos apontam para um ambiente mais favorável à regularização, com desemprego de 5,6% no Brasil e 4,3% no Rio Grande do Sul, além de medidas governamentais que ampliaram o poder de compra no curto prazo, como o pagamento antecipado do 13º salário do funcionalismo estadual e o reforço dos programas Gás do Povo e Luz do Povo.

Impactos para consumidores e empresas

De acordo com o economista-chefe, a renegociação contribui para melhorar o ambiente econômico. “Além de aliviar o orçamento das famílias, a renegociação é fundamental para a economia. A inadimplência responde por 20,9% do custo do crédito no País. Quando ela cai, o risco diminui, e os juros de mercado tendem a acompanhar, permitindo uma dinâmica mais saudável para consumidores e empresas”, explica Frank. O especialista acrescenta que as empresas participantes também obtêm benefícios ao integrar o Feirão, como maior previsibilidade de fluxo de caixa, recomposição de receitas e fortalecimento do relacionamento com clientes.

Como participar

O processo de adesão ao Super Feirão Zero Dívida 2025 ocorre exclusivamente online. O consumidor deve acessar o site oficial da campanha e interagir com o assistente virtual Renê, responsável por orientar a consulta e a verificação de débitos em aberto. Após informar os dados solicitados, o participante identifica os credores, seleciona a opção de negociação e conclui o acordo diretamente com a empresa. A ação segue disponível até 29 de novembro.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/11/2025 0 Comentários 319 Visualizações
Variedades

Inadimplência recua e demonstra estabilidade em Santa Cruz do Sul

Por Jonathan da Silva 13/10/2025
Por Jonathan da Silva

O índice de inadimplência em Santa Cruz do Sul apresentou leve redução no mês de agosto, passando de 31,5% para 31,4%, conforme levantamento da Equifax Boa Vista, birô de crédito utilizado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP). O resultado, segundo avaliação da entidade, indica estabilidade e discreta melhora em relação a julho, enquanto os índices do Rio Grande do Sul e do Brasil registraram aumento de 0,3%, alcançando 35,1% e 33,8%, respectivamente.

De acordo com o presidente do Sindilojas-VRP, Mauro Spode, o comportamento do indicador demonstra a resistência do mercado local diante de um cenário econômico ainda desafiador. “Mesmo que os números continuem altos, a manutenção da estabilidade já pode ser considerada positiva. A economia regional foi fortemente impactada pelas perdas agrícolas e pelos reflexos das enchentes de 2024, mas o comércio e os serviços têm se mostrado resilientes, com esforços visíveis de renegociação e retomada do consumo”, afirmou Spode.

A executiva do Sindilojas-VRP, Gicele de Arruda, destacou que o controle da inadimplência é resultado de esforço conjunto entre lojistas e consumidores. “A média local segue abaixo da estadual e da nacional, o que demonstra a capacidade de organização financeira das famílias e o trabalho de orientação feito pelas empresas e instituições de crédito. Há sinais de recuperação, mesmo que lenta, e isso já nos permite olhar para o fim do ano com um pouco mais de otimismo”, observou Gicele.

Tentativa de reequilíbrio econômico

A entidade ressalta que os dados indicam que a inadimplência teve uma alta acentuada entre o fim de 2024 e maio de 2025, quando atingiu o maior índice histórico, de 32%. Desde então, o percentual tem oscilado em patamares menores, sugerindo uma tentativa de reequilíbrio no mercado.

Segundo o Sindilojas-VRP, a retomada plena da economia ainda depende do desempenho do segundo semestre e do ritmo de recomposição das atividades econômicas, principalmente no setor primário.

Ações para conter a inadimplência

Mesmo diante da cautela, o município tem demonstrado capacidade de reação e uma dinâmica distinta do cenário nacional. “O comércio tem mostrado que consegue se reinventar diante das adversidades, com campanhas de recuperação de crédito, incentivo à compra local e ações de conscientização do consumidor. Esse movimento coletivo tem sido fundamental para segurar o avanço da inadimplência e manter a economia girando”, concluiu o presidente Mauro Spode.

Evolução da inadimplência em Santa Cruz do Sul em 2025

  • Janeiro – 30,5%
  • Fevereiro – 30,9%
  • Março – 30,9%
  • Abril – 31,8%
  • Maio – 32,0%
  • Junho – 31,3%
  • Julho – 31,5%
  • Agosto – 31,4%
Foto: Bruno Pedry/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/10/2025 0 Comentários 363 Visualizações
Variedades

Inadimplência dos gaúchos cresce em julho

Por Jonathan da Silva 12/08/2025
Por Jonathan da Silva

O número de inadimplentes no Rio Grande do Sul aumentou 1% em julho de 2025 em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo levantamento do SPC Brasil divulgado pela Federação Varejista do RS. Na comparação com junho, o crescimento foi de 0,16%. A quantidade de dívidas acumuladas subiu 9,08% no período, e 85,18% dos devedores são reincidentes – consumidores que, em 12 meses, não quitaram ou voltaram a contrair dívidas.

Em julho, a média da dívida por consumidor gaúcho era de R$ 5.301,05, com recuperação média de R$ 3.961,12. A maioria dos inadimplentes (68,95%) devia até R$ 1 mil, valor que corresponde também a 60% das dívidas pagas no mês. O setor bancário segue como principal credor (66,44%), mas o segmento de comunicação (9,94%) ultrapassou o comércio (9,92%) no ranking de inadimplência.

Perfil dos devedores

Entre os consumidores que conseguiram recuperar crédito, 24,64% tinham entre 50 e 64 anos, média superior a de levantamentos anteriores. O número de pessoas que quitaram dívidas caiu 10,02% no comparativo anual. A maior parte dos inadimplentes (36,74%) permanece no cadastro entre um e três anos, e cada devedor acumula, em média, 2,25 dívidas – índice menor que o da Região Sul.

Ferramentas para o comércio

O presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner, destaca que o SPC Brasil é um aliado importante para o comércio e para consumidores. “Juntamente com sua parceria junto ao maior banco de cadastros de CNPJs, empresas, entrega hoje a mais completa e acessível consulta de crédito do País”, afirma Pioner. O dirigente ressalta ainda os recursos antifraude, as campanhas de recuperação de crédito e os sistemas de cobrança oferecidos pela entidade, que é a única operadora do SPC Brasil no estado.

Foto: Diego Dias/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/08/2025 0 Comentários 415 Visualizações
Variedades

Inadimplência dos gaúchos passa por variações no mês de junho

Por Jonathan da Silva 14/07/2025
Por Jonathan da Silva

Os índices de inadimplência de consumidores e empresas tiveram variação distinta no Rio Grande do Sul em junho de 2025, segundo dados da Equifax | Boa Vista analisados pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA). Enquanto a inadimplência de pessoas físicas recuou no estado após 11 altas consecutivas, Porto Alegre registrou novo aumento e bateu recorde histórico no percentual de consumidores com restrição de crédito. Entre as pessoas físicas, o percentual de adultos com alguma restrição em crédito, cheque ou protesto caiu de 34,78% em maio para 34,58% no Rio Grande do Sul. Já na capital, o índice subiu 0,15 ponto percentual, alcançando 35,36%. Segundo estimativas baseadas no Censo 2022, há atualmente 2,965 milhões de CPFs negativados no estado e 380.094 em Porto Alegre.

O economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, atribui os patamares elevados ao impacto da alta dos juros e à perda de poder de compra das famílias. “Apesar da queda no indicador estadual, o nível de inadimplência segue elevado quando comparado aos anos anteriores. Isso reflete o impacto da alta dos juros e da perda do poder de compra das famílias, sobretudo das camadas mais vulneráveis”, afirmou Frank.

O especialista citou dados do Banco Central que mostram que R$ 27,30 de cada R$ 100 gastos pelos brasileiros em abril foram destinados ao pagamento de juros e amortizações das dívidas, o segundo maior patamar para o período em duas décadas. “Esse fardo financeiro impõe restrições importantes ao orçamento doméstico. Além disso, o Rio Grande do Sul apresentou o pior desempenho do Índice do Banco Central (IBC) de atividade econômica no primeiro quadrimestre de 2025, com recuo de -1,4% ante 2024”, complementou Frank.

Empresas registram leve recuo

Em relação às empresas, o percentual de CNPJs negativados caiu no mês, passando de 14,94% para 14,92% no Rio Grande do Sul e de 15,51% para 15,47% em Porto Alegre. A queda interrompe uma sequência de cinco aumentos mensais consecutivos na capital, mas os percentuais seguem próximos aos maiores níveis desde o início da série histórica, em 2022. “O cenário macroeconômico continua desafiador para os empreendedores: custo do crédito elevado, incertezas fiscais e externas, além dos efeitos ainda presentes das enchentes de 2024, principalmente para os pequenos negócios”, avaliou o economista-chefe da entidade.

Frank também alertou sobre os riscos de medidas comerciais internacionais. “As recentes medidas protecionistas dos Estados Unidos direcionadas ao Brasil e as possíveis retaliações, caso se confirmem, devem impactar a competitividade e os custos de produção de diversos setores”, comentou o especialista da CDL POA.

Atualmente, são 226.647 empresas negativadas no Rio Grande do Sul e 37.821 em Porto Alegre.

O que é o Indicador de Inadimplência da CDL POA

O Indicador de Inadimplência da CDL POA é elaborado pelo Núcleo Econômico da entidade e mede mensalmente a inadimplência de consumidores e empresas do Estado e da capital a partir da base de dados restritivos da Equifax | Boa Vista. O levantamento para pessoas físicas começou em fevereiro de 2022 e considera restrições em crédito, cheque, protesto ou ação judicial.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
14/07/2025 0 Comentários 367 Visualizações
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