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ICMS

Business

Fecomércio-RS propõe regime de transição tributária

Por Marina Klein Telles 13/04/2023
Por Marina Klein Telles

A fim de permitir uma passagem gradual para empresas gaúchas que ultrapassem o limite de receita bruta do Simples Nacional para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de R$ 3,6 milhões anualmente, a Fecomércio-RS apresentou recentemente ao Governo do Estado uma proposta para implementar um regime de transição tributária. A ideia, que será apresentada, também, na próxima reunião do Conselho de Boas Práticas Tributárias que será realizada em maio, sugere que o Executivo estabeleça descontos regressivos e temporários para que os negócios continuem crescendo e consigam se adequar apropriadamente ao regime geral.

Na prática, as empresas que passam das faixas de receita bruta logo acima do limite do Simples Nacional para o ICMS teriam um fôlego para adotar o novo regramento de recolhimento do ICMS. O projeto da Fecomércio-RS sugere que o regime de transição alcance as empresas com receita bruta anual de até R$ 6,5 milhões, com base em um cálculo de atualização monetária dos limites do Simples Nacional.

A proposta precisa ser articulada pela Fazenda Estadual junto ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), conforme prevê a Constituição Federal no que diz respeito a alterações no ICMS. “Com a aceleração da inflação, as empresas têm sido pressionadas a deixar o regime tributário, por excederem os limites de receita bruta, sem que, efetivamente, estejam crescendo. Esse movimento resulta no enfrentamento de um degrau tributário severo para o empresariado gaúcho”, pondera o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn.

Em convênio com o Confaz, a proposta, se aprovada, cria o Programa de Transição para Empresas que migrarem para o Regime Geral e, após tal implementação, altera o RICMS-RS (Decreto nº 37.699, de 26 de agosto de 1997), por meio de Decreto Estadual, para acrescer inciso ao artigo 23 incluindo o novo modelo de tributação.

A medida seria provisória, por um período de três anos, visando a redução da carga com incidências de 4%, 6% ou 8%, conforme a receita bruta da empresa, para que a transição aconteça sem prejuízos ao negócio e também aos cofres públicos. “Acreditamos que a implantação de tal proposta pode ter um efeito positivo, de incentivo ao crescimento de muitas empresas e de formalização no setor terciário da economia gaúcha”, enfatiza Bohn. Para conhecer os projetos legislativos que ampliam as faixas do Simples Nacional, visite a plataforma Representa+.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/04/2023 0 Comentários 570 Visualizações
Política

Programa Nota Fiscal Gaúcha alcança marca de 3 milhões de usuários

Por Marina Klein Telles 21/03/2023
Por Marina Klein Telles

Mais de 3 milhões de cidadãos já estão inscritos no Programa Nota Fiscal Gaúcha (NFG), movimentando uma rede que traz benefícios para consumidores, empresas, entidades sociais e sociedade como um todo. Criado pelo Estado em junho de 2012 e administrado pela Receita Estadual, que integra a Secretaria da Fazenda (Sefaz), o NFG visa incentivar a cidadania fiscal e conscientizar os cidadãos sobre a importância social do tributo.

O consumidor, ao optar pela inclusão do CPF na nota fiscal, passa a obter benefícios e participar de diversos sorteios, além de auxiliar entidades e contribuir no combate à informalidade e à sonegação. A adesão da população ao NFG vem crescendo sistematicamente ao longo dos últimos anos, impulsionada sobretudo pelas novas modalidades.

Entre elas, o Receita da Sorte, prêmio diário instantâneo no qual o cidadão realiza a leitura do QR Code da nota fiscal com CPF na hora da compra; e o Receita Certa, que funciona como um tipo de cashback e prevê que o consumidor receba parte do imposto de volta, independentemente de sorteio. Essas novidades se juntaram a outros benefícios, como os prêmios em dinheiro por sorteios mensais, o desconto do Bom Cidadão no IPVA e a indicação de entidades sociais para receber repasses financeiros.

“O sucesso do NFG está diretamente relacionado à participação dos cidadãos. O crescimento do programa demonstra sua importância e atratividade. A marca de 2 milhões de usuários havia sido batida em julho de 2021 e, agora, menos de 20 meses depois, já estamos superando os 3 milhões de participantes”, destaca o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira. “Esses consumidores, além de receberem vantagens individuais, fazem a diferença para Estado, municípios, empresas e entidades, complementa ele.

Ao demandar o CPF na nota fiscal, o consumidor está estimulando a empresa a emitir o documento fiscal e assim informar a circulação de mercadorias ao Estado. O CPF é utilizado por ser um documento padronizado nacionalmente, o que facilita a participação e a identificação do consumidor para as próprias premiações, permitindo também que qualquer pessoa do país possa fazer parte do NFG.

“É um programa de cidadania fiscal, que visa conscientizar sobre a importância social do tributo. Ao contrário do que muitos pensam, o objetivo não é ter acesso aos dados de consumo de cada cidadão. Com a inclusão do CPF na hora da compra, o consumidor garante que a venda seja feita com documento fiscal e reduz o espaço para sonegação”, ressalta o coordenador do NFG, Fernando Rodrigues dos Santos.

As ações para fortalecer o NFG estão inseridas no contexto da iniciativa Programa de Cidadania da agenda Receita 2030, composta por 30 medidas para modernização da administração tributária gaúcha. Atualmente, o programa tem mais de 300 mil estabelecimentos participantes, quase 3,8 mil entidades indicadas pelos cidadãos e cerca de 4,5 bilhões de notas fiscais processadas. No decorrer dos anos, mais de R$ 150 milhões foram repassados para entidades e mais de R$ 77 milhões, distribuídos em prêmios por meio do Sorteio Mensal e pelo Receita da Sorte.

21/03/2023 0 Comentários 521 Visualizações
Variedades

FCDL-RS se manifesta quanto à possibilidade de aumento do ICMS da gasolina

Por Marina Klein Telles 21/03/2023
Por Marina Klein Telles

A possibilidade do ICMS da gasolina subir dos atuais 17% para valor unificado de impostos em todo o território nacional, majorando custos, afetará ainda mais a já combalida renda dos gaúchos.

Esta é a análise da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS sobre a expectativa de uma decisão do STF em relação a essencialidade da gasolina, que poderá elevar os custos sobre este produto, criando um valor fixo de cobrança de tributo por litro.

“A FCDL-RS é contrária a qualquer possibilidade de retomada de alíquotas maiores do imposto, como está sendo defendido pelo Governo do Estado. A sociedade em geral não pode mais conviver com esse tipo de situação. Aumento de impostos diminui a renda das famílias e retrai o consumo. Precisamos de gestão que administre os recursos disponíveis do Estado de maneira eficiente, sem apelar para a tradicional forma de aumentar impostos e custos”, afirma o presidente da Federação, Vitor Augusto Koch.

O dirigente lembra que a gasolina deve ser considerada, sim, como um insumo essencial, na medida em que o seu preço elevado afeta toda a cadeia produtiva e faz o custo dos demais produtos consumidos pela população aumentarem. “A nossa sociedade já convive com a inflação crescendo mensalmente, com elevadas taxas de juros que dificultam a tomada de crédito e uma carga tributária elevadíssima. Pagar mais tributos pela gasolina vai onerar, ainda mais, o bolso dos gaúchos e isso terá reflexos danosos para todos os setores econômicos, em especial o comércio”, finaliza Vitor Augusto Koch.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/03/2023 0 Comentários 731 Visualizações
Business

Calçadistas reivindicam redução do ICMS de 4% para 3%

Por Amanda Krohn 24/02/2023
Por Amanda Krohn

Em reunião na Secretaria Estadual da Fazenda, nesta quinta-feira (23), calçadistas pediram ao sub-secretário da Receita, Ricardo Neves, a redução da alíquota de ICMS de 4% para 3%. O encontro teve as participações dos deputados estaduais Issur Koch e Joel Wilhelm, e entidades do setor. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, também participou do encontro. Sindicatos e lideranças calçadistas foram unânimes em afirmar que o Decreto 54.965, de 27 de dezembro de 2019, que garantiu benefícios fiscais para a indústria, não atendeu as necessidades, tendo baixa adesão por parte das empresas. No total, apenas 14 de um total de 1.792 empresas aderiram ao programa estadual.

Para Issur, que preside a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro-Calçadista, há a necessidade de reavaliar o decreto. “Os números comprovam que o decreto não cumpriu seus objetivos. Revê-lo a partir da experiência exitosa de outros estados que têm alíquota menor que o Rio Grande do Sul, como Santa Catarina, Minas Gerais e Espírito Santo, por exemplo, pode representar a geração de mais postos de trabalho no Estado e o desenvolvimento de regiões que não conseguem atrair empresas”, argumentou.

O advogado trabalhista das entidades Valmor Biason afirmou que a mudança é necessária para recuperar o empresariado que migrou para outros locais. “A redução de 12% para 4% se deu com base no Crédito Presumido e não com redução de alíquota. Diante disso e das muitas restrições impostas pelo decreto, as empresas não foram beneficiadas”, explicou. “Se tivermos uma efetiva redução de alíquota para 3%, empresas que atualmente faturam por outros estados voltarão para o Rio Grande do Sul”, defendeu o advogado.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Calçados do Estado do Rio Grande do Sul (Sicergs), Renato Klein, se o governo reduzir a alíquota, empresas que estão em outros estados irão reavaliar seus projetos de expansão. “Certamente isso ocorrerá. Não há porque uma indústria gaúcha se deslocar para outras regiões do País quando as condições de competitividade são as mesmas oferecidas pelo governo do Estado”, apontou.

Guerra fiscal

Para Haroldo Ferreira, da Abicalçados, o Rio Grande do Sul precisa ter condições de igualdade para competir com os demais estados. “A reunião foi frutífera neste sentido, pois aponta a preocupação dos deputados e também do governo no sentido de dar melhores condições de competitividade para a indústria calçadista gaúcha por meio da redução efetiva da alíquota de ICMS”, afirmou.  A indústria do RS é a que mais emprega no Brasil e vem perdendo postos para outros estados, principalmente do Nordeste, em função da guerra fiscal.

Ricardo Neves disse que o governo já estuda há alguns meses uma nova política tributária para o setor. “Está em nossa pauta e estamos fazendo estudos para apresentar ao governador. O objetivo é propor uma simplificação do sistema que potencialize o desenvolvimento do setor”, destacou. O sub-secretário comprometeu-se em apresentar em breve este estudo. “Vamos avaliar todos os impactos e vermos com o governador onde podemos avançar”, definiu. Neves disse, ainda, que a proposta será apresentada em Novo Hamburgo, em reunião com o setor produtivo. O presidente da ACI-NH, Diogo Leuck, já colocou a entidade à disposição para sediar o encontro.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/02/2023 0 Comentários 763 Visualizações
Business

Fecomércio-RS defende projeto que amplia limite de faturamento para enquadramento do ICMS

Por Amanda Krohn 24/11/2022
Por Amanda Krohn

Entrou em pauta esta semana, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 127/2021, que retira a proibição para estados e municípios elevarem o limite do Simples Nacional acima de R$3,6 milhões. O avanço é acompanhado de perto pela Fecomércio-RS, que apoia a aprovação junto ao senador Lasier Martins (Podemos), membro gaúcho titular da Comissão, e à Confederação Nacional do Comércio (CNC).

“Enviamos uma proposta ao Governo do Rio Grande do Sul sugerindo um regime de transição apenas para empresas com receita bruta anual superior a R$ 4,8 milhões. Com a aprovação do PLP 127/2021 poderemos alterar essa demanda junto ao Estado e ampliar o limite para enquadramento do ICMS”, explica o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

De autoria do senador Jorginho Mello (PL/SC), o projeto permite a correção da defasagem na atualização dos limites no ICMS e ISS que, desde 2006, quando foi instituído, não é alterada. Outro benefício da proposta é que, se entrar em vigor, ajudará a diminuir os casos de informalidade e evasão fiscal, além de equalizar a tributação para optantes pelo Simples Nacional. A Fecomércio-RS segue buscando apoio para a aprovação da matéria.

Representa+

Através da plataforma colaborativa Representa+, da Fecomércio-RS, empresários e interessados podem consultar, opinar a respeito de pautas como a da revisão dos limites do Simples Nacional e atribuir grau de prioridade para atuação da Federação em projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/11/2022 0 Comentários 738 Visualizações
Business

Diretoria da Trensurb determina reestudo tarifário e suspende implantação

Por Amanda Krohn 10/08/2022
Por Amanda Krohn

Em reunião realizada na manhã de hoje (10), a Diretoria da Trensurb determinou que seja feito um reestudo tarifário, bem como a suspensão do atual estudo para reajuste da tarifa. A última análise havia sido feita em abril deste ano e encaminhada à Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) em junho. Após, o Governo Federal sancionou Medida Provisória proibindo os estados de cobrarem taxa superior à alíquota geral do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que reduziu de 25% para 17% sobre gasolina, energia elétrica e telecomunicações. Além disso, em decisão anunciada ontem (9) pelo Governo Federal, a tarifa de serviços de Itaipu foi reduzida em 8,2%. Considerando que a energia elétrica é o maior insumo dentro do serviço prestado pela Trensurb, determinou-se que a área técnica faça um reestudo para analisar o impacto dessas medidas na composição tarifária da empresa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/08/2022 0 Comentários 797 Visualizações
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