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grupo hospitalar conceição

Saúde

GHC reforça pedido de doação de sangue diante de estoque baixo

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

Com queda nos estoques, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) renova o alerta para a necessidade de doações de sangue no início desta semana. No momento, os tipos O positivo e A positivo apresentam situação crítica, enquanto O negativo, A negativo e AB negativo estão no nível de alerta.

O estoque de sangue garante a realização de serviços essenciais à população, como cirurgias, atendimentos de emergência, tratamentos oncológicos, transplantes e outros procedimentos rotineiros nos hospitais públicos.

As doações

As doações podem ser feitas no Banco de Sangue do GHC, localizado no 2º andar do Ambulatório do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), na Avenida Francisco Trein, 596, bairro Cristo Redentor, em Porto Alegre.

O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h, e aos sábados, das 7h30 às 12h. O atendimento é realizado por ordem de chegada. Aos sábados, são disponibilizadas 60 senhas. Para grupos com mais de 10 pessoas, é necessário agendamento prévio.

Requisitos

Entre os requisitos para doar estão ter idade entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg, ter ingerido alimentação leve e portar um documento oficial com foto.

Mais informações estão disponíveis no site do Banco de Sangue  ou no WhatsApp (51) 3357-2072.

Serviço

  • Local : 2º andar do ambulatório do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC)
  • Endereço : Avenida Francisco Trein, 596, bairro Cristo Redentor, Porto Alegre
  • Horários : segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h, e sábados, das 7h30 às 12h

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

27/07/2026 0 Comentários 66 Visualizações
Saúde

Grupo Hospitalar Conceição promove imersão de estudantes no sistema público de saúde da Região Metropolitana

Por Gabrielle Pacheco 08/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

A tarde de segunda-feira, 06 de julho, marcou o início oficial da edição metropolitana do projeto Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS), do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). A abertura ocorreu durante uma cerimônia no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo do GHC, e contou com a presença da diretoria da instituição, autoridades e participantes da iniciativa.

Até sexta-feira, 10 de julho, estudantes da área da saúde vão participar de uma imersão no Sistema Único de Saúde, em atividades nos centros de saúde administrados pelo GHC e em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre.

O objetivo é mostrar aos participantes o funcionamento, os desafios e as potencialidades do SUS. Esse é o segundo encontro do gênero no ano, já que, em janeiro, a instituição tinha aberto as portas para outro grupo de alunos.

“O VER-SUS é uma iniciativa importante para fazer com que as pessoas entendam o sistema público como um todo. Após se formar e no trabalho, é comum que vejamos o setor da saúde de forma segmentada. Mas o SUS é muito mais do que isso: é preciso entender as relações sociais, os territórios de disputas, em busca de uma saúde realmente coletiva. Já o SUS ganha porque consegue estabelecer parcerias mais eficientes e estabelecer um senso de pertencimento maior”, disse Rosana Reis Nothen, diretora de Atenção à Saúde do GHC.

O Projeto

O projeto envolve estudantes de cursos como medicina, psicologia, assistência social e enfermagem. A maioria deles é do Rio Grande do Sul, mas há pessoas da Bahia, do Distrito Federal e do Piauí.

“É importante para quem está entrando agora no SUS conhecer e ajudar a aumentar as potencialidades do sistema público e entender os desafios que existem. O SUS é uma conquista da sociedade, do povo brasileiro, tão importante na vida da maioria da população e em momentos críticos como a Covid-19. Agora, vocês vão ver os diferentes tipos de sistemas que existem em um país continental como é o Brasil”, comentou Quelen Tanize Alves da Silva, diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC aos presentes no auditório.

Ao longo desta semana, os estudantes conhecerão de perto diversos serviços de saúde e poderão tirar dúvidas com profissionais que já atuam na área. Essa proximidade entre a academia e a prática de um sistema público é benéfica para todos os participantes, segundo Alcindo Ferla, gerente de Ensino e Pesquisa da Escola GHC.

“A população da Região Metropolitana é a maior usuária dos nossos serviços, então criar essas articulações é importante para estudantes, trabalhadores, gestores porque estabelece uma rede acolhedora. Além disso, o GHC é um grande laboratório de iniciativas do SUS e tem na diversidade o ativo mais importante. Além do leito hospitalar, temos a atenção domiciliar, a atenção primária, ambulatórios de especialidade e a complexidade. Isso faz dele um espaço propício para vivências aos estudantes e residentes que participam desta edição”, comentou Ferla.

O VER-SUS GHC Metropolitano é realizado pela Diretoria de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, por meio da Gerência de Ensino e Pesquisa/Escola GHC, em parceria com a Prefeitura de Viamão, o Ministério da Saúde e a Associação da Rede Unida, com organização conduzida por servidores e residentes da instituição.

A edição terá a participação de 150 pessoas, entre alunos de cursos técnicos e de graduação e residentes do GHC. Eles são divididos em dois grupos. O primeiro é o dos viventes, que atualmente estudam em cursos de graduação com interface com o SUS e de cursos técnicos da área da saúde.

Entre 6 e 10 de julho, eles terão atividades em período integral, com total de 60 horas. Já os facilitadores são residentes em saúde e estudantes de graduação ou do ensino técnico que foram viventes em edições anteriores do VER-SUS. Responsáveis por orientar, eles têm atividades desde a última sexta-feira  e seguem até o último dia da edição, na próxima sexta-feira. Os estudantes (tanto viventes quanto facilitadores) ficarão hospedados em alojamentos coletivos fornecidos gratuitamente pelo projeto.

O início do projeto contou ainda com a apresentação do grupo Tocantes, formado por usuários dos serviços de saúde mental do SUS em Porto Alegre, que animou os participantes com clássicos da música brasileira.

De longe para participar

Moradora de Feira de Santana, na Bahia, Laís Vitória de Santana Jesus Souza, 22 anos, foi uma das selecionadas para participar do VER-SUS. Ela soube da oportunidade por uma publicação no Instagram e decidiu deixar momentaneamente o Nordeste brasileiro para conhecer o modo de atuação do Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Sul.

“Espero aprender como é articulada a rede de saúde pública aqui, para fazer também as comparações com o funcionamento do SUS do meu estado. Pretendo aprender também com os outros viventes e facilitadores: acredito que o debate multidisciplinar vai agregar muito para o meu currículo”, disse a jovem.

Além disso, ela diz que pretende usar a oportunidade no GHC como uma começo de trajetória no setor público.

“Quis trabalhar no SUS desde antes do início da minha graduação. Meu interesse é a saúde pública, especialmente na área da saúde da mulher. Pretendo me formar e seguir nesse eixo. Além do currículo, quero conhecer a cidade de Porto Alegre e interagir com outras culturas durante o VER-SUS”, pontuou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

08/07/2026 0 Comentários 127 Visualizações
Saúde

Fisioterapeuta do GHC é finalista de prêmio internacional por técnica de humanização

Por Jonathan da Silva 02/07/2026
Por Jonathan da Silva

O fisioterapeuta do Hospital Criança Conceição (HCC), Diego Kurtz, foi selecionado como finalista do IDEA Awards, prêmio internacional promovido pela International Drama/Theatre and Education Association (IDEA), voltado a iniciativas que utilizam práticas cênicas no atendimento de crianças hospitalizadas. A indicação foi feita pela Unima International, organização mundial de marionetistas e entusiastas de marionetes, e reconhece uma técnica desenvolvida por Kurtz que transforma objetos do cotidiano hospitalar em personagens para interação com pacientes pediátricos. Único brasileiro entre os finalistas, o profissional atua no Grupo Hospitalar Conceição (GHC) desde 2008.

O trabalho teve início em 2005, quando Diego Kurtz ainda era residente na UTI pediátrica do HCC. Diante das restrições sanitárias que impediam a entrada de bonecos tradicionais na unidade, ele passou a utilizar materiais hospitalares, como luvas de procedimento, estetoscópios e esparadrapos, para criar personagens e facilitar a comunicação com as crianças internadas.

Uso de objetos hospitalares

Ao longo dos anos, o fisioterapeuta aprofundou estudos sobre a técnica, que denominou de “exaptação” de objetos hospitalares. “Exaptação é um termo da biologia em que uma estrutura ou característica que evoluiu originalmente para uma função é reaproveitada para servir a um propósito diferente. No meu caso, dei uma nova finalidade para objetos que tinham funções industriais e os transformei em formas animadas”, explica Kurtz.

Entre as criações desenvolvidas está uma versão do personagem Zé Gotinha produzida com uma luva de látex. Segundo Kurtz, a transformação dos objetos em personagens ajuda a reduzir o estranhamento das crianças em relação ao ambiente hospitalar. “Dar referenciais humanos para um objeto hospitalar diminui o estranhamento da criança ao hospital. Isso é fundamental para a empatia e a redução do medo. Também facilita para o cuidado esse imaginário de que a animação de um objeto é um convite ao jogo, à brincadeira. Já para o profissional da saúde, é uma abordagem que amplia a capacidade de improviso e ajuda a proporcionar condições para que o encontro seja leve e produtivo”, afirma o fisioterapeuta.

Metodologia de ensino

A intervenção lúdica desenvolvida por Diego Kurtz foi estruturada como metodologia de ensino para profissionais da saúde e se tornou tema de seu mestrado. Para concorrer ao prêmio internacional, o fisioterapeuta apresentou a evolução do trabalho a um comitê internacional, enviando portfólio, vídeos, currículos e publicações relacionadas ao projeto.

O profissional salienta que pretende dar continuidade às pesquisas sobre o tema em um futuro doutorado. “Estou muito feliz com a indicação, independentemente de ser o vencedor. Para mim, ao construir uma prática humanizada, é fundamental pensar o cuidado como um acontecimento que se dá no encontro de dois sujeitos, e não como um procedimento em que o cuidador é sujeito e a criança é objeto do cuidado. Essa forma de atuar na área da saúde respeita e considera as crianças como sujeitos do acontecimento cuidador”, pontua Kutz.

Premiação internacional

De acordo com o regulamento do IDEA Awards, o anúncio dos vencedores será realizado em novembro de 2026. A cerimônia de premiação está prevista para julho de 2027, nos Estados Unidos.

Foto: Tamires Rodrigues/GHC/InPacto/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/07/2026 0 Comentários 179 Visualizações
Variedades

Grupo Hospitalar Conceição é homenageado na Câmara de Porto Alegre por seus 70 anos

Por Jonathan da Silva 09/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre na tarde desta segunda-feira (8), em reconhecimento aos 70 anos de atuação da instituição, celebrados em 2026. A sessão solene foi realizada no Plenário Otávio Rocha, por iniciativa do vereador Alexandre Bublitz (PT), e reuniu gestores, parlamentares e profissionais da saúde para destacar a trajetória do grupo, que presta atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a Câmara, a homenagem foi concedida em razão do impacto social da instituição, da sua atuação na saúde pública e do trabalho desenvolvido por seus profissionais ao longo de sete décadas.

Legado do grupo

Durante a cerimônia, o diretor-presidente do GHC, Gilberto Barichello, destacou a trajetória da instituição e o papel desempenhado pelos trabalhadores que atuam na rede hospitalar. “Fazemos muito mais do que comemorar uma história: reconhecemos uma construção feita pelo tempo e pelo compromisso permanente com a vida. O GHC consolidou-se como uma instituição 100% SUS, construída por pessoas e para as pessoas. É uma trajetória que não foi erguida por prédios ou equipamentos, mas, sobretudo, pela dedicação de homens e mulheres, trabalhadores e trabalhadoras, que transformaram o seu trabalho em propósito”, ressaltou Barichello.

O dirigente também mencionou a implantação do terceiro turno de atendimento nos hospitais e na rede de atenção primária do grupo. Segundo ele, a medida permitiu ampliar o uso das estruturas existentes e aumentar a realização de cirurgias eletivas e exames no período noturno.

Expansão e modernização

O diretor-presidente apresentou ainda projetos de expansão e modernização da rede, entre eles a construção do Complexo Econômico, Industrial e de Inovação em Saúde (Ceiis), com investimento estimado em R$ 1,7 bilhão. O empreendimento deverá abrigar novas estruturas para os hospitais Fêmina, Cristo Redentor e Criança Conceição, além do Centro Obstétrico.

Outro projeto citado foi a criação de uma empresa estatal subsidiária voltada ao fortalecimento das áreas de ensino, pesquisa científica e inovação tecnológica. “O GHC vive um momento de transformação tecnológica, modernização e evolução dos seus modelos de gestão. Só faz isso quem tem coragem de inovar e de fazer a diferença. Não cabe mais a mesmice na área da saúde. A partir da covid-19 e da tragédia climática, não podemos mais fazer saúde como fazíamos há três anos: ou mudamos nossas instituições ou vamos sucumbir e as filas de espera serão maiores”, argumentou Barichello.

Ao abordar os investimentos em tecnologia, o dirigente afirmou que as mudanças não substituirão o papel dos profissionais da saúde. “Esse investimento massivo em tecnologia digital e infraestrutura inteligente não vai substituir a inteligência humana ou os profissionais de saúde, até porque as pessoas precisam tocar o paciente, conversar e acolher, pois a afetividade muitas vezes cura muito mais do que uma tarefa cirúrgica”, pontuou o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição.

Reconhecimento da atuação do grupo

Autor da homenagem, o vereador Alexandre Bublitz destacou a atuação do GHC na saúde pública do Rio Grande do Sul e ressaltou a importância dos hospitais Conceição, Cristo Redentor, Fêmina e Criança Conceição, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Moacyr Scliar, dos 12 postos de atenção básica e dos três Centros de Atenção Psicossocial (Caps) administrados pela instituição. “O GHC demonstra fazer atendimento de saúde com qualidade, de uma forma humana, com carinho, vinculado com o desenvolvimento da ciência, sendo um dos principais polos de desenvolvimento de tecnologia em saúde do Brasil. É uma das maiores redes de hospitais públicos, é nossa e está atendendo a população daqui. É um dos principais responsáveis por manter a saúde do nosso estado funcionando”, ressaltou o parlamentar.

Ao justificar a homenagem, Bublitz também mencionou a atuação das equipes da instituição durante a pandemia de covid-19 e nas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul há dois anos. “Não é fácil fazer a gestão de um grupo hospitalar desse tamanho. Não é fácil estar numa emergência lotada. Por isso, eu queria dizer muito obrigado ao GHC”, afirmou o vereador.

Atendimento em diferentes áreas

O secretário municipal de Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, também participou da solenidade e destacou a abrangência dos serviços oferecidos pela instituição. “Ele atende do pré-natal às pessoas da melhor idade. É voltado para o câncer, para as crianças, para a saúde da mulher. Também é importante porque desenvolve tecnologias. Isso tudo sendo 100% SUS, com cuidado de excelência que é referência no Brasil”, detalhou o titular da pasta.

Foto: Vinicius Coimbra/Impacto/GHC/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/06/2026 0 Comentários 145 Visualizações
Variedades

Administradores do Grupo Hospitalar Conceição entram em greve total na quinta-feira

Por Jonathan da Silva 07/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato dos Administradores no Estado do Rio Grande do Sul (Sindaergs) informou que os administradores e administradoras do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) decidiram, em assembleia, pela paralisação total de suas atividades a partir das 14h desta quinta-feira, dia 9 de abril. A decisão ocorre após o esgotamento das tentativas de negociação e a ausência de resposta formal às demandas apresentadas pela categoria. A greve afeta a instituição de saúde localizada em Porto Alegre.

Segundo o sindicato, a decisão foi tomada após o esgotamento das tentativas de negociação e a falta de resposta formal às demandas apresentadas pela categoria.

Serviços mínimos mantidos

A paralisação seguirá os termos da Lei de Greve, com a manutenção dos serviços mínimos essenciais, garantindo o atendimento à população.

Diálogo aberto

O Sindaergs reforçou que permanece aberto ao diálogo e à construção de soluções que atendam aos legítimos interesses dos administradores e da sociedade. A categoria aguarda uma resposta formal da direção do Grupo Hospitalar Conceição.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/04/2026 0 Comentários 680 Visualizações
Projetos especiais

Rede Re-Humam do GHC atende quase 2 mil mulheres em dois anos

Por Jonathan da Silva 31/03/2026
Por Jonathan da Silva

A Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência (Re-Humam), do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), realizou 1.959 atendimentos em dois anos de atuação no Rio Grande do Sul. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (30), durante evento que marcou o aniversário da iniciativa e reuniu instituições para fortalecer a rede de proteção. A ampliação do atendimento ocorre por meio de parcerias, novos protocolos e atuação integrada entre serviços de saúde, assistência e justiça, com o objetivo de qualificar o acolhimento e ampliar o acesso ao suporte para mulheres vítimas de violência.

Criada em março de 2024, a Re-Humam registrou aumento de 22% nos atendimentos entre o primeiro e o segundo ano, passando de 884 para 1.075 casos. A violência doméstica segue como a principal demanda, representando 52% dos registros, com crescimento de 19% no período. Já os casos de violência sexual aumentaram 56%, totalizando 271 atendimentos no último ano.

A coordenadora da Re-Humam, Débora Cristina Abel, destacou o cenário apresentado pelos indicadores. “Gostaria de estar aqui para apresentar outros números, dizer que diminuímos significativamente os atendimentos porque a violência reduziu, mas infelizmente essa não é a nossa realidade. Continuamos necessários, sendo chamados e atuando como ponte, escuta e acolhimento — muitas vezes, o primeiro lugar onde essa mulher consegue chegar. A partir de agora, também vamos avançar na qualificação dos dados, com uma análise mais detalhada do perfil das vítimas e um sistema mais ágil de busca ativa no Hospital Cristo Redentor”, afirmou Abel.

Como atua

A Re-Humam atua de forma integrada em diferentes serviços do GHC, incluindo os hospitais Conceição, Fêmina, Criança Conceição e Cristo Redentor, além da UPA Moacyr Scliar, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Ambulatório de Identidade de Gênero, Consultório na Rua e 12 Unidades Básicas de Saúde.

A sede da rede está localizada no Hospital Cristo Redentor, que concentra 61% dos atendimentos. Em seguida aparecem o Hospital Nossa Senhora da Conceição, com 15%, e o Hospital Fêmina, com 13%. A maior parte dos casos envolve violência física, com 69%, seguida pela violência sexual, com 23%.

Cooperação com a Defensoria Pública

Durante o evento, foi formalizada a assinatura de termo de cooperação com a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, além da implementação de novos protocolos com a Corregedoria e a área de Saúde do Trabalhador do GHC.

O diretor-presidente do GHC, Gilberto Barichello, destacou a necessidade de atuação institucional diante da demanda. “Os problemas da sociedade chegam até nós, e o GHC precisa agir diante deles, tanto no acolhimento de quem busca atendimento quanto na construção de políticas internas que enfrentem essas situações”, afirmou Barichello.

O defensor público-geral do Estado, Nilton Leonel Arnecke Maria, ressaltou a importância da integração dos serviços. “Esse convênio nos permite unir essa rede, porque a mulher vítima está em uma situação tão grave, que não consegue, muitas vezes, percorrer todas as etapas do atendimento. Ela precisa de atendimento de saúde, muitas vezes de saúde mental, e de atendimento jurídico. Não podemos permitir que se perca nesse percurso”, reforçou Arnecke Maria.

A procuradora de Justiça Carla Carrion Frós, coordenadora da Central de Apoio às Vítimas do Ministério Público do Rio Grande do Sul, também destacou a necessidade de articulação. “O nosso trabalho lá na ponta só vai ser efetivo com uma rede de proteção devidamente articulada. A rede existe, os serviços existem, mas sem articulação nós não estaremos protegendo essas mulheres”, pontuou Carla.

Debate sobre a rede de proteção

A programação contou também com um painel com representantes da segurança pública, do Judiciário e da assistência social para discutir o ciclo da violência doméstica e os desafios no atendimento às vítimas. Participaram a delegada Waleska Aline Viana de Alvarenga, a coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à Mulher Márcia Calixto, Raquel Garbin Mársico, a defensora pública Paula Granetto, a juíza Taís Culau de Barros, a soldada Andressa Simionato Sthör e a promotora de Justiça Carla Carrion Frós.

Durante o encontro, foram apresentados fluxos de atendimento e medidas protetivas, além do funcionamento de serviços como a Patrulha Maria da Penha e o espaço “Bem-Me-Quer”, voltado ao acolhimento de vítimas.

Exposição

O evento também contou com a exposição “Arrancadas de Nós: histórias que precisam ser contadas”, proposta pela deputada estadual Stela Farias (PT), que reúne relatos e imagens de vítimas de feminicídio como forma de sensibilização e enfrentamento à violência.

Foto: Chico Lisboa/GHC/InPacto/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/03/2026 0 Comentários 192 Visualizações
Projetos especiais

Grupo Hospitalar Conceição formaliza adesão ao Pacto Nacional contra o Feminicídio

Por Jonathan da Silva 27/03/2026
Por Jonathan da Silva

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) formalizou sua adesão ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio nesta quinta-feira (26), durante ato realizado no Teatro da Unisinos, em Porto Alegre. A iniciativa reuniu representantes do governo federal, empresas estatais, universidades, movimentos de direitos humanos e de mulheres, parlamentares e integrantes da sociedade civil, com o objetivo de fortalecer ações articuladas de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Durante o evento, o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello, destacou a necessidade de atuação conjunta entre poder público e sociedade. “Sem políticas de Estado e sem a articulação com a sociedade civil, não vamos enfrentar a violência contra as mulheres. É um problema estrutural”, afirmou Barichello.

A adesão ao pacto estabelece compromissos institucionais voltados à proteção das mulheres e à promoção de ações coordenadas entre diferentes setores, envolvendo poder público, instituições e sociedade civil.

Parcerias firmadas

Na ocasião, também foram firmadas parcerias com o Observatório da Violência de Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com foco na produção de conhecimento e no apoio a políticas públicas voltadas à equidade de gênero. A iniciativa integra um conjunto de diretrizes que incluem a promoção de ambientes de trabalho seguros, o desenvolvimento de programas de formação e o fortalecimento de redes de apoio às mulheres.

Debate com especialistas

O encontro foi encerrado com um painel de especialistas, com participação de Denise Dora, Carmen Hein de Campos e Lígia Mori Madeira, que abordaram aspectos históricos da violência de gênero e destacaram a necessidade de estratégias integradas de prevenção e enfrentamento.

Foto: Chico Lisboa/GHC InPacto/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/03/2026 0 Comentários 198 Visualizações
Saúde

Hospital Criança Conceição aposta em ambiente lúdico no tratamento oncológico pediátrico

Por Jonathan da Silva 18/02/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Criança Conceição, do Grupo Hospitalar Conceição, dispõe de uma estrutura com ambientação lúdica e atendimento humanizado para auxiliar no tratamento oncológico pediátrico pelo Sistema Único de Saúde. O espaço foi destacado durante o Dia Internacional do Câncer Infantil, em 15 de fevereiro, que chama a atenção para a estimativa de 7.560 novos casos da doença no país em 2026, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

Referência no atendimento oncológico pediátrico 100% realizado pelo SUS, o hospital atende atualmente 137 pacientes ativos, sendo 57 do interior do Rio Grande do Sul, 45 de Porto Alegre e 35 da Região Metropolitana. Do total de crianças atendidas na oncologia da instituição, 41% são do interior do estado.

Estrutura e atendimento

O hospital dispõe de 12 leitos de internação, três leitos ambulatoriais e um leito de isolamento no ambulatório. O ambulatório oncológico e a área de internação contam com decoração temática, consultórios com desenhos e elevadores ilustrados. A instituição também mantém uma sala de recreação exclusiva para a oncologia pediátrica, coordenada pela psicopedagoga Tatiane Milani, onde são desenvolvidas atividades lúdicas e pedagógicas durante a espera por exames e consultas, além de contato com escolas para garantir a continuidade do aprendizado.

Embora os protocolos adotados sejam internacionais, cada paciente recebe um plano individualizado com previsão de internações, ciclos de tratamento, uso de medicamentos e possíveis intercorrências. Após a confirmação do diagnóstico, a família participa de consulta detalhada com a equipe multiprofissional, com duração aproximada de duas horas.

Sinais de alerta

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, as neoplasias infantojuvenis são consideradas raras em comparação com os adultos, mas representam a principal causa de morte por doenças no Brasil entre pessoas de até 19 anos. No Rio Grande do Sul, a estimativa é de 430 novos casos em 2026.

Entre os sinais de alerta estão palidez, cansaço, falta de disposição para brincar, febre persistente por mais de 15 dias, dor nas pernas, manchas no corpo e pele amarelada. A orientação é procurar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde diante desses sintomas. Em casos agudos e mais graves, a indicação é buscar um serviço de emergência.

O oncologista pediátrico Roberto Cabral, responsável pelo serviço de Oncologia Pediátrica e Hematologia Pediátrica do Hospital Nossa Senhora da Conceição, destaca a importância da avaliação médica. “O paciente precisa ser avaliado, fazer exames complementares e receber um diagnóstico preciso. A maioria dos casos tem altas chances de cura, especialmente quando identificados cedo”, afirma Cabral.

Impacto no tratamento

Segundo o oncologista, o ambiente hospitalar também influencia o desfecho clínico. “A questão lúdica faz muita diferença. Esse público já enfrenta desafios próprios do crescimento e ainda precisa lidar com o afastamento da escola. Tudo isso interfere nos resultados das terapias”, atesta Cabral.

A experiência da família de Felipe Cardoso Flores, morador de São Leopoldo, ilustra o atendimento prestado pela instituição. O diagnóstico de leucemia ocorreu em 2022, após o menino passar mal no primeiro dia de aula e ser encaminhado ao hospital, onde a biópsia de medula confirmou a doença. Após quatro anos, ele se prepara para encerrar o tratamento em 25 de fevereiro, dois dias antes de completar 14 anos.

A mãe do paciente, Cristiane Sampaio Cardoso, relata a importância do atendimento recebido. “O modo como o médico explica tudo e o carinho de toda a equipe foram muito importantes. Criamos vínculos porque sempre há um abraço e um gesto de conforto para as crianças e os familiares”, comenta Cristiane.

Foto: Chico Lisboa/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/02/2026 0 Comentários 227 Visualizações
Projetos especiais

Grupo Hospitalar Conceição lança Calendário Camaleoas 2026

Por Jonathan da Silva 23/01/2026
Por Jonathan da Silva

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) lançou, nesta quinta-feira (22), o Calendário Camaleoas 2026 e uma exposição fotográfica itinerante que reúnem histórias de 20 pacientes do Centro de Oncologia e Hematologia da instituição localizada em Porto Alegre. A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Camaleão e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), busca ampliar o cuidado às mulheres em tratamento oncológico ao valorizar aspectos de autoestima e acolhimento durante o enfrentamento do câncer de mama.

O calendário reúne imagens produzidas em outubro de 2025 e retrata pacientes atendidas pelo GHC que participaram do projeto criado em 2016 pelo Instituto Camaleão. Entre elas está a moradora de Três Cachoeiras, Eloísa Fernandes da Mota, de 50 anos, que relatou a experiência de integrar a publicação. “Quando vi minha imagem na publicação, quase chorei. Depois de tudo o que passei, é muito gratificante estar aqui. Receber o diagnóstico de um câncer é como se puxasse o tapete da gente, mas eu respirei fundo, pedi força e decidi enfrentar. Hoje, me sinto mais forte, grata e com vontade de contar minha trajetória para incentivar outras mulheres a se cuidarem. A prevenção salvou a minha vida, e se a minha experiência puder ajudar outras pessoas, já valeu a pena”, relatou Eloísa.

Exposição itinerante

Além do calendário, as fotografias integram uma mostra itinerante que percorrerá as unidades do complexo hospitalar. O projeto convida mulheres diagnosticadas com câncer de mama a viverem, por um dia, a experiência de serem modelos, com registros fotográficos realizados por profissionais e voluntários.

Parceria institucional

A realização do Calendário Camaleoas 2026 é resultado da parceria entre o GHC, o Instituto Camaleão e a PUCRS. As imagens foram feitas pelo fotógrafo e professor Raul Krebs, com apoio de voluntários da associação e participação de estudantes da universidade.

Segundo a diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, que também participou da ação, o projeto tem impacto no processo de cuidado. “O Calendário das Camaleoas mostra mulheres que passaram por esse processo e hoje estão bem, inspirando outras que estão em tratamento a terem esperança e a acreditarem que há cura. A autoestima também faz parte do cuidado, porque a doença atinge profundamente a identidade da mulher. Esses espaços trazem conforto, força e ajudam a entender que esse momento passa e que é possível sair dele como uma vitoriosa”, afirmou Quelen.

A presidente e fundadora do Instituto Camaleão, Flávia Maoli, destacou o alcance da iniciativa. “O calendário é uma forma de acolher as pacientes e ajudá-las a se enxergar de outra maneira. É um dia muito especial, em que elas se sentem cuidadas, com maquiagem, cabelo e toda uma produção pensada com carinho. Mas o impacto continua quando outras pessoas veem essas imagens e percebem que o câncer é uma doença difícil, sim, mas que não precisa ser enfrentada com tabus, preconceitos ou a autoestima fragilizada”, destacou Flávia.

Cuidado além do tratamento

A coordenadora do Serviço de Mastologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição, Francine Nyland, ressaltou a importância da ação no contexto do cuidado integral. “Cada foto aqui presente não é apenas um registro estético, mas sim um manifesto de vida. Penso que a iniciativa imprime um olhar de incentivo e de apoio, que inspira tantas pessoas que atravessam o tratamento do câncer de mama. Um projeto muito bonito, que fortalece ainda mais o papel fundamental do voluntariado”, afirmou Francine.

Atendimento oncológico

Maior complexo de saúde 100% SUS do Sul do Brasil, o Grupo Hospitalar Conceição é responsável por cerca de 48% dos tratamentos oncológicos realizados em Porto Alegre. O Centro de Oncologia e Hematologia do GHC desenvolve ações voltadas à humanização da assistência, como atividades no Espaço de Convivência, que reúne práticas integrativas e iniciativas de apoio aos pacientes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/01/2026 0 Comentários 304 Visualizações
Saúde

Secretaria da Saúde e Grupo Hospitalar Conceição alinham ações para atender afetados pelas enchentes

Por Jonathan da Silva 03/05/2024
Por Jonathan da Silva

As equipes diretivas da Secretaria da Saúde (SES) e do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) se reuniram nesta quinta-feira (2) para debater ações para atendimento de saúde às populações das regiões afetadas pela tragédia climática que assola o Rio Grande do Sul. Na quarta (1), o governo gaúcho decretou situação de calamidade pública no estado.

A secretária Arita Bergmann abordou o enfrentamento das dificuldades no atendimento de saúde nas áreas alagadas e destacou questões como acesso a insumos pela rede hospitalar, transporte aéreo de pacientes de urgência e emergência, além da implantação de mais um hospital de campanha no município de Estrela, para manutenção do atendimento de saúde em casos de urgência.

O diretor-superintendente do GHC, Gilberto Barichello, informou que o GHC vai manter as portas abertas da instituição para o que for necessário e que serão abertos mais leitos de UTI e de internação pediátrica no Hospital da Criança Conceição. Ele ressaltou, ainda, que o GHC está à disposição da SES para ações desenvolvidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) neste momento difícil pelo qual que passa o Rio Grande do Sul.

Desde o início da semana, quando começaram as enchentes, a SES vem monitorando e buscando atender às demandas urgentes da regulação de leitos, especialmente partos e hemodiálise. Também está sendo feito um mapeamento das prioridades de atenção à saúde nos territórios dos municípios. Para isso, as Coordenadorias Regionais de Saúde estão atuando como pontos focais para troca de informações. A SES também está contando com o apoio do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do RS (Cosems).

Foto: Guga Stefanello/Ascom SES/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/05/2024 0 Comentários 501 Visualizações

Edição 308 | Jul 2026

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