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grupo hospitalar conceição

Projetos especiais

Rede Re-Humam do GHC atende quase 2 mil mulheres em dois anos

Por Jonathan da Silva 31/03/2026
Por Jonathan da Silva

A Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência (Re-Humam), do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), realizou 1.959 atendimentos em dois anos de atuação no Rio Grande do Sul. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (30), durante evento que marcou o aniversário da iniciativa e reuniu instituições para fortalecer a rede de proteção. A ampliação do atendimento ocorre por meio de parcerias, novos protocolos e atuação integrada entre serviços de saúde, assistência e justiça, com o objetivo de qualificar o acolhimento e ampliar o acesso ao suporte para mulheres vítimas de violência.

Criada em março de 2024, a Re-Humam registrou aumento de 22% nos atendimentos entre o primeiro e o segundo ano, passando de 884 para 1.075 casos. A violência doméstica segue como a principal demanda, representando 52% dos registros, com crescimento de 19% no período. Já os casos de violência sexual aumentaram 56%, totalizando 271 atendimentos no último ano.

A coordenadora da Re-Humam, Débora Cristina Abel, destacou o cenário apresentado pelos indicadores. “Gostaria de estar aqui para apresentar outros números, dizer que diminuímos significativamente os atendimentos porque a violência reduziu, mas infelizmente essa não é a nossa realidade. Continuamos necessários, sendo chamados e atuando como ponte, escuta e acolhimento — muitas vezes, o primeiro lugar onde essa mulher consegue chegar. A partir de agora, também vamos avançar na qualificação dos dados, com uma análise mais detalhada do perfil das vítimas e um sistema mais ágil de busca ativa no Hospital Cristo Redentor”, afirmou Abel.

Como atua

A Re-Humam atua de forma integrada em diferentes serviços do GHC, incluindo os hospitais Conceição, Fêmina, Criança Conceição e Cristo Redentor, além da UPA Moacyr Scliar, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Ambulatório de Identidade de Gênero, Consultório na Rua e 12 Unidades Básicas de Saúde.

A sede da rede está localizada no Hospital Cristo Redentor, que concentra 61% dos atendimentos. Em seguida aparecem o Hospital Nossa Senhora da Conceição, com 15%, e o Hospital Fêmina, com 13%. A maior parte dos casos envolve violência física, com 69%, seguida pela violência sexual, com 23%.

Cooperação com a Defensoria Pública

Durante o evento, foi formalizada a assinatura de termo de cooperação com a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, além da implementação de novos protocolos com a Corregedoria e a área de Saúde do Trabalhador do GHC.

O diretor-presidente do GHC, Gilberto Barichello, destacou a necessidade de atuação institucional diante da demanda. “Os problemas da sociedade chegam até nós, e o GHC precisa agir diante deles, tanto no acolhimento de quem busca atendimento quanto na construção de políticas internas que enfrentem essas situações”, afirmou Barichello.

O defensor público-geral do Estado, Nilton Leonel Arnecke Maria, ressaltou a importância da integração dos serviços. “Esse convênio nos permite unir essa rede, porque a mulher vítima está em uma situação tão grave, que não consegue, muitas vezes, percorrer todas as etapas do atendimento. Ela precisa de atendimento de saúde, muitas vezes de saúde mental, e de atendimento jurídico. Não podemos permitir que se perca nesse percurso”, reforçou Arnecke Maria.

A procuradora de Justiça Carla Carrion Frós, coordenadora da Central de Apoio às Vítimas do Ministério Público do Rio Grande do Sul, também destacou a necessidade de articulação. “O nosso trabalho lá na ponta só vai ser efetivo com uma rede de proteção devidamente articulada. A rede existe, os serviços existem, mas sem articulação nós não estaremos protegendo essas mulheres”, pontuou Carla.

Debate sobre a rede de proteção

A programação contou também com um painel com representantes da segurança pública, do Judiciário e da assistência social para discutir o ciclo da violência doméstica e os desafios no atendimento às vítimas. Participaram a delegada Waleska Aline Viana de Alvarenga, a coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à Mulher Márcia Calixto, Raquel Garbin Mársico, a defensora pública Paula Granetto, a juíza Taís Culau de Barros, a soldada Andressa Simionato Sthör e a promotora de Justiça Carla Carrion Frós.

Durante o encontro, foram apresentados fluxos de atendimento e medidas protetivas, além do funcionamento de serviços como a Patrulha Maria da Penha e o espaço “Bem-Me-Quer”, voltado ao acolhimento de vítimas.

Exposição

O evento também contou com a exposição “Arrancadas de Nós: histórias que precisam ser contadas”, proposta pela deputada estadual Stela Farias (PT), que reúne relatos e imagens de vítimas de feminicídio como forma de sensibilização e enfrentamento à violência.

Foto: Chico Lisboa/GHC/InPacto/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/03/2026 0 Comentários 244 Visualizações
Projetos especiais

Grupo Hospitalar Conceição formaliza adesão ao Pacto Nacional contra o Feminicídio

Por Jonathan da Silva 27/03/2026
Por Jonathan da Silva

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) formalizou sua adesão ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio nesta quinta-feira (26), durante ato realizado no Teatro da Unisinos, em Porto Alegre. A iniciativa reuniu representantes do governo federal, empresas estatais, universidades, movimentos de direitos humanos e de mulheres, parlamentares e integrantes da sociedade civil, com o objetivo de fortalecer ações articuladas de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Durante o evento, o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello, destacou a necessidade de atuação conjunta entre poder público e sociedade. “Sem políticas de Estado e sem a articulação com a sociedade civil, não vamos enfrentar a violência contra as mulheres. É um problema estrutural”, afirmou Barichello.

A adesão ao pacto estabelece compromissos institucionais voltados à proteção das mulheres e à promoção de ações coordenadas entre diferentes setores, envolvendo poder público, instituições e sociedade civil.

Parcerias firmadas

Na ocasião, também foram firmadas parcerias com o Observatório da Violência de Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com foco na produção de conhecimento e no apoio a políticas públicas voltadas à equidade de gênero. A iniciativa integra um conjunto de diretrizes que incluem a promoção de ambientes de trabalho seguros, o desenvolvimento de programas de formação e o fortalecimento de redes de apoio às mulheres.

Debate com especialistas

O encontro foi encerrado com um painel de especialistas, com participação de Denise Dora, Carmen Hein de Campos e Lígia Mori Madeira, que abordaram aspectos históricos da violência de gênero e destacaram a necessidade de estratégias integradas de prevenção e enfrentamento.

Foto: Chico Lisboa/GHC InPacto/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/03/2026 0 Comentários 255 Visualizações
Saúde

Hospital Criança Conceição aposta em ambiente lúdico no tratamento oncológico pediátrico

Por Jonathan da Silva 18/02/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Criança Conceição, do Grupo Hospitalar Conceição, dispõe de uma estrutura com ambientação lúdica e atendimento humanizado para auxiliar no tratamento oncológico pediátrico pelo Sistema Único de Saúde. O espaço foi destacado durante o Dia Internacional do Câncer Infantil, em 15 de fevereiro, que chama a atenção para a estimativa de 7.560 novos casos da doença no país em 2026, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

Referência no atendimento oncológico pediátrico 100% realizado pelo SUS, o hospital atende atualmente 137 pacientes ativos, sendo 57 do interior do Rio Grande do Sul, 45 de Porto Alegre e 35 da Região Metropolitana. Do total de crianças atendidas na oncologia da instituição, 41% são do interior do estado.

Estrutura e atendimento

O hospital dispõe de 12 leitos de internação, três leitos ambulatoriais e um leito de isolamento no ambulatório. O ambulatório oncológico e a área de internação contam com decoração temática, consultórios com desenhos e elevadores ilustrados. A instituição também mantém uma sala de recreação exclusiva para a oncologia pediátrica, coordenada pela psicopedagoga Tatiane Milani, onde são desenvolvidas atividades lúdicas e pedagógicas durante a espera por exames e consultas, além de contato com escolas para garantir a continuidade do aprendizado.

Embora os protocolos adotados sejam internacionais, cada paciente recebe um plano individualizado com previsão de internações, ciclos de tratamento, uso de medicamentos e possíveis intercorrências. Após a confirmação do diagnóstico, a família participa de consulta detalhada com a equipe multiprofissional, com duração aproximada de duas horas.

Sinais de alerta

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, as neoplasias infantojuvenis são consideradas raras em comparação com os adultos, mas representam a principal causa de morte por doenças no Brasil entre pessoas de até 19 anos. No Rio Grande do Sul, a estimativa é de 430 novos casos em 2026.

Entre os sinais de alerta estão palidez, cansaço, falta de disposição para brincar, febre persistente por mais de 15 dias, dor nas pernas, manchas no corpo e pele amarelada. A orientação é procurar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde diante desses sintomas. Em casos agudos e mais graves, a indicação é buscar um serviço de emergência.

O oncologista pediátrico Roberto Cabral, responsável pelo serviço de Oncologia Pediátrica e Hematologia Pediátrica do Hospital Nossa Senhora da Conceição, destaca a importância da avaliação médica. “O paciente precisa ser avaliado, fazer exames complementares e receber um diagnóstico preciso. A maioria dos casos tem altas chances de cura, especialmente quando identificados cedo”, afirma Cabral.

Impacto no tratamento

Segundo o oncologista, o ambiente hospitalar também influencia o desfecho clínico. “A questão lúdica faz muita diferença. Esse público já enfrenta desafios próprios do crescimento e ainda precisa lidar com o afastamento da escola. Tudo isso interfere nos resultados das terapias”, atesta Cabral.

A experiência da família de Felipe Cardoso Flores, morador de São Leopoldo, ilustra o atendimento prestado pela instituição. O diagnóstico de leucemia ocorreu em 2022, após o menino passar mal no primeiro dia de aula e ser encaminhado ao hospital, onde a biópsia de medula confirmou a doença. Após quatro anos, ele se prepara para encerrar o tratamento em 25 de fevereiro, dois dias antes de completar 14 anos.

A mãe do paciente, Cristiane Sampaio Cardoso, relata a importância do atendimento recebido. “O modo como o médico explica tudo e o carinho de toda a equipe foram muito importantes. Criamos vínculos porque sempre há um abraço e um gesto de conforto para as crianças e os familiares”, comenta Cristiane.

Foto: Chico Lisboa/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/02/2026 0 Comentários 288 Visualizações
Projetos especiais

Grupo Hospitalar Conceição lança Calendário Camaleoas 2026

Por Jonathan da Silva 23/01/2026
Por Jonathan da Silva

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) lançou, nesta quinta-feira (22), o Calendário Camaleoas 2026 e uma exposição fotográfica itinerante que reúnem histórias de 20 pacientes do Centro de Oncologia e Hematologia da instituição localizada em Porto Alegre. A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Camaleão e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), busca ampliar o cuidado às mulheres em tratamento oncológico ao valorizar aspectos de autoestima e acolhimento durante o enfrentamento do câncer de mama.

O calendário reúne imagens produzidas em outubro de 2025 e retrata pacientes atendidas pelo GHC que participaram do projeto criado em 2016 pelo Instituto Camaleão. Entre elas está a moradora de Três Cachoeiras, Eloísa Fernandes da Mota, de 50 anos, que relatou a experiência de integrar a publicação. “Quando vi minha imagem na publicação, quase chorei. Depois de tudo o que passei, é muito gratificante estar aqui. Receber o diagnóstico de um câncer é como se puxasse o tapete da gente, mas eu respirei fundo, pedi força e decidi enfrentar. Hoje, me sinto mais forte, grata e com vontade de contar minha trajetória para incentivar outras mulheres a se cuidarem. A prevenção salvou a minha vida, e se a minha experiência puder ajudar outras pessoas, já valeu a pena”, relatou Eloísa.

Exposição itinerante

Além do calendário, as fotografias integram uma mostra itinerante que percorrerá as unidades do complexo hospitalar. O projeto convida mulheres diagnosticadas com câncer de mama a viverem, por um dia, a experiência de serem modelos, com registros fotográficos realizados por profissionais e voluntários.

Parceria institucional

A realização do Calendário Camaleoas 2026 é resultado da parceria entre o GHC, o Instituto Camaleão e a PUCRS. As imagens foram feitas pelo fotógrafo e professor Raul Krebs, com apoio de voluntários da associação e participação de estudantes da universidade.

Segundo a diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, que também participou da ação, o projeto tem impacto no processo de cuidado. “O Calendário das Camaleoas mostra mulheres que passaram por esse processo e hoje estão bem, inspirando outras que estão em tratamento a terem esperança e a acreditarem que há cura. A autoestima também faz parte do cuidado, porque a doença atinge profundamente a identidade da mulher. Esses espaços trazem conforto, força e ajudam a entender que esse momento passa e que é possível sair dele como uma vitoriosa”, afirmou Quelen.

A presidente e fundadora do Instituto Camaleão, Flávia Maoli, destacou o alcance da iniciativa. “O calendário é uma forma de acolher as pacientes e ajudá-las a se enxergar de outra maneira. É um dia muito especial, em que elas se sentem cuidadas, com maquiagem, cabelo e toda uma produção pensada com carinho. Mas o impacto continua quando outras pessoas veem essas imagens e percebem que o câncer é uma doença difícil, sim, mas que não precisa ser enfrentada com tabus, preconceitos ou a autoestima fragilizada”, destacou Flávia.

Cuidado além do tratamento

A coordenadora do Serviço de Mastologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição, Francine Nyland, ressaltou a importância da ação no contexto do cuidado integral. “Cada foto aqui presente não é apenas um registro estético, mas sim um manifesto de vida. Penso que a iniciativa imprime um olhar de incentivo e de apoio, que inspira tantas pessoas que atravessam o tratamento do câncer de mama. Um projeto muito bonito, que fortalece ainda mais o papel fundamental do voluntariado”, afirmou Francine.

Atendimento oncológico

Maior complexo de saúde 100% SUS do Sul do Brasil, o Grupo Hospitalar Conceição é responsável por cerca de 48% dos tratamentos oncológicos realizados em Porto Alegre. O Centro de Oncologia e Hematologia do GHC desenvolve ações voltadas à humanização da assistência, como atividades no Espaço de Convivência, que reúne práticas integrativas e iniciativas de apoio aos pacientes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/01/2026 0 Comentários 367 Visualizações
Saúde

Secretaria da Saúde e Grupo Hospitalar Conceição alinham ações para atender afetados pelas enchentes

Por Jonathan da Silva 03/05/2024
Por Jonathan da Silva

As equipes diretivas da Secretaria da Saúde (SES) e do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) se reuniram nesta quinta-feira (2) para debater ações para atendimento de saúde às populações das regiões afetadas pela tragédia climática que assola o Rio Grande do Sul. Na quarta (1), o governo gaúcho decretou situação de calamidade pública no estado.

A secretária Arita Bergmann abordou o enfrentamento das dificuldades no atendimento de saúde nas áreas alagadas e destacou questões como acesso a insumos pela rede hospitalar, transporte aéreo de pacientes de urgência e emergência, além da implantação de mais um hospital de campanha no município de Estrela, para manutenção do atendimento de saúde em casos de urgência.

O diretor-superintendente do GHC, Gilberto Barichello, informou que o GHC vai manter as portas abertas da instituição para o que for necessário e que serão abertos mais leitos de UTI e de internação pediátrica no Hospital da Criança Conceição. Ele ressaltou, ainda, que o GHC está à disposição da SES para ações desenvolvidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) neste momento difícil pelo qual que passa o Rio Grande do Sul.

Desde o início da semana, quando começaram as enchentes, a SES vem monitorando e buscando atender às demandas urgentes da regulação de leitos, especialmente partos e hemodiálise. Também está sendo feito um mapeamento das prioridades de atenção à saúde nos territórios dos municípios. Para isso, as Coordenadorias Regionais de Saúde estão atuando como pontos focais para troca de informações. A SES também está contando com o apoio do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do RS (Cosems).

Foto: Guga Stefanello/Ascom SES/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/05/2024 0 Comentários 535 Visualizações
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