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Business

Presidente do Lide SC/RS discutirá agenda comercial entre Brasil e EUA em Nova York

Por Jonathan da Silva 21/09/2026
Por Jonathan da Silva

O presidente do Lide SC/RS, Delton Batista, participará do Climate Week NYC 2026 e de um encontro com lideranças empresariais dos Estados Unidos sobre as relações comerciais entre os dois países nesta terça-feira, 22 de setembro, em Nova York. A agenda terá como foco oportunidades de cooperação e negócios em áreas como transição energética, inteligência artificial e minerais críticos. Durante a reunião, Batista também apresentará o Global South Connection, iniciativa criada pela entidade para conectar empresas do Sul do Brasil ao mercado global.

O Climate Week NYC 2026 ocorre simultaneamente à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e reúne discussões relacionadas às mudanças climáticas e à transformação das cadeias globais de energia, tecnologia e recursos estratégicos.

Relações entre Brasil e Estados Unidos

O encontro com lideranças norte-americanas será organizado pela presidente do Lide Nova York e Washington, Fernanda Baggio, e terá como tema “What’s Next for U.S.-Brazil Relations?” (“O que vem pela frente nas relações entre Brasil e Estados Unidos?”, em tradução livre).

A reunião contará com a participação de empresários e investidores, que discutirão a próxima agenda comercial entre Brasil e Estados Unidos. Entre os temas previstos estão a transição energética, a inteligência artificial, os minerais críticos e oportunidades de crescimento nos dois mercados.

A programação também busca aproximar lideranças empresariais dos dois países e ampliar o diálogo sobre possibilidades de cooperação e negócios.

Global South Connection

Durante a reunião fechada, o presidente do Lide SC/RS, Delton Batista, apresentará o Global South Connection. O movimento foi criado pela entidade empresarial com o objetivo de fomentar negócios entre líderes e empresas do Sul do Brasil e o mercado internacional. “Essa é uma oportunidade imperdível de apresentar o Global South Connection a nomes importantes da maior economia do mundo e mostrar toda a capacidade competitiva da economia do Sul do Brasil. É um momento para reforçar que nossos líderes e empresas estão prontos para inovar com qualidade em busca de novos mercados globais. Queremos mostrar ao mundo nosso talento e potencial”, afirma Batista.

Lançamento no Sul

O Global South Connection será lançado oficialmente em 11 de novembro, durante a solenidade do Prêmio Líderes 2026, na Alameda Casa Rosa, em Florianópolis. Em 24 de novembro, a iniciativa será apresentada no Instituto Caldeira, em Porto Alegre.

O Prêmio Líderes 2026 é um evento multissetorial que premiará empresas e lideranças empresariais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/09/2026 0 Comentários 99 Visualizações
Business

Exportações do RS aos EUA caem 21,3% até agosto

Por Jonathan da Silva 11/09/2026
Por Jonathan da Silva

O Rio Grande do Sul exportou US$ 1 bilhão aos Estados Unidos entre janeiro e agosto de 2026, o que representa uma queda de 21,3% em relação ao mesmo período de 2025. O recuo gaúcho foi mais que o dobro da média brasileira, de 9,7%, e deixou o estado com a segunda maior retração entre os cinco principais exportadores brasileiros para o mercado norte-americano. Os dados fazem parte do Monitor do Comércio BR-EUA de agosto, divulgado pela Amcham Brasil nesta terça-feira (8), com base em números do Comexstat.

Mesmo com a redução, o Rio Grande do Sul permanece como o quinto maior exportador brasileiro aos Estados Unidos e responde por 4,2% das vendas nacionais ao país. Máquinas de energia elétrica, tabaco e celulose são os principais produtos da pauta exportadora gaúcha.

Resultado nacional

No conjunto do Brasil, as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 24,1 bilhões nos oito primeiros meses do ano. O valor representa o menor resultado para o período desde 2023 e uma perda de US$ 2,6 bilhões na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

O desempenho das vendas aos Estados Unidos contrasta com o resultado das exportações brasileiras para os demais mercados, que cresceram 10,3% no mesmo período.

Produtos com maiores alíquotas

Os produtos brasileiros sujeitos às alíquotas mais altas, entre 25% e 37,5%, registraram queda de 29,1% no acumulado do ano. Segundo o levantamento, essa foi a maior retração entre todas as faixas de alíquotas.

Entre os produtos incluídos nessa categoria está o fumo não manufaturado, cuja produção se concentra no Vale do Rio Pardo. As vendas brasileiras do produto aos Estados Unidos recuaram 39,9%.

Outros produtos presentes na indústria gaúcha também tiveram redução nas vendas ao mercado norte-americano. As exportações de madeira de coníferas caíram 55,3%, enquanto as de couros e peles de bovinos recuaram 16,2%.

Agosto registra alta em valor

Em agosto, as exportações brasileiras aos Estados Unidos cresceram 12,1% em valor. Foi o primeiro resultado positivo relevante desde a entrada em vigor das sobretaxas de 40% e 50%, em agosto de 2025.

Apesar do aumento em valor, o volume de produtos embarcados caiu 17,3% e atingiu o menor patamar para o mês desde 2021. A alta registrada no valor das exportações foi acompanhada por um aumento de 35,7% no preço médio dos produtos, e não por um crescimento na quantidade de mercadorias enviadas aos Estados Unidos.

Indústria de transformação

O levantamento também aponta que as vendas da indústria de transformação brasileira aos Estados Unidos registraram a primeira queda desde 2020. O recuo foi de 4,9% no período analisado.

Mesmo com a retração, os Estados Unidos continuam como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira, à frente da União Europeia, China e Mercosul.

O Monitor do Comércio BR-EUA é publicado mensalmente pela Amcham Brasil e utiliza dados do Comexstat.

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
11/09/2026 0 Comentários 99 Visualizações
Variedades

Feevale debate impactos das barreiras comerciais dos EUA

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale realizou o painel “Protecionismo Comercial dos EUA: consequências e estratégias para o Brasil” na noite desta quarta-feira (2), no Câmpus II, em Novo Hamburgo. Organizado pelo curso de Comércio Exterior, o encontro reuniu estudantes, profissionais e demais interessados para discutir os efeitos das novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre as relações internacionais, a economia e os negócios brasileiros. O debate contou com especialistas das áreas de política, Direito, Ciências Econômicas, Administração e logística, que apresentaram diferentes perspectivas sobre o cenário internacional e as estratégias para o Brasil diante das mudanças na política comercial norte-americana.

O painel reuniu cinco professores da Universidade Feevale. O cientista político e professor da Feevale, Everton Rodrigo Santos, abordou as novas configurações no modelo de relações políticas internacionais dos Estados Unidos.

O professor da Feevale e do curso de Direito, Daniel Sica, tratou das mudanças nas regras de comércio. A professora do curso de Ciências Econômicas, Lisiane Fonseca da Silva, discutiu a conjuntura econômica e os impactos da política comercial protecionista na economia dos Estados Unidos.

Também participaram o professor do curso de Ciências Econômicas, José António Moura, que analisou as barreiras comerciais e seus efeitos sobre a economia brasileira e do Rio Grande do Sul, e o professor do curso de Administração, Fausto Kiewel, que tratou dos impactos da política protecionista dos EUA no volume e nos modelos de negócios para o Brasil.

Diálogo diante das mudanças

Durante a abertura, o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, destacou a importância de promover espaços de discussão diante das transformações nas relações internacionais. “É uma grande satisfação estar aqui com vocês para este momento de diálogo e reflexão. Nós estamos, de fato, vivendo um momento bastante desafiador, especialmente diante desse aumento significativo das tarifas e os impactos que esse movimento provoca em diferentes setores da economia e da sociedade”, afirmou da Rosa.

Segundo o reitor, além dos conhecimentos técnicos desenvolvidos durante a formação superior, o cenário atual exige o desenvolvimento de competências relacionadas ao diálogo, à negociação e à tomada de decisões. “Cada vez mais, precisamos desenvolver as chamadas soft skills: capacidade de diálogo, negociação, tomada de decisão, relacionamento, liderança e, principalmente, a capacidade de compreender diferentes perspectivas”, ressaltou José Paulo da Rosa.

Participação da comunidade acadêmica

A atividade foi realizada pelo curso de Comércio Exterior e teve como público estudantes, profissionais e demais interessados no tema. A programação abordou os impactos das medidas comerciais dos Estados Unidos a partir de diferentes áreas do conhecimento.

Também estiveram presentes no evento a pró-reitora de Ensino da Universidade Feevale, Maria Cristina Bohnenberger, e a coordenadora dos cursos de Administração, Comércio Exterior e Gestão Comercial, Cristiane Froehlich.

Foto: Maria Izabella Atanasio/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 70 Visualizações
Cultura

Trompetista gaúcho participa de programa da Juilliard School, em Nova York

Por Jonathan da Silva 11/08/2026
Por Jonathan da Silva

O trompetista Gabriel Ceolin, de 15 anos, natural de Faxinal do Soturno, foi o único gaúcho selecionado para o programa de verão da Juilliard School, em Nova York. Integrante da Orquestra Jovem Recanto Maestro (OJRM) desde os oito anos, o estudante passou o mês de julho nos Estados Unidos em uma programação de aulas práticas e teóricas, com atividades de música orquestral, de câmara, teoria musical e aperfeiçoamento técnico. A participação ocorreu após um processo seletivo que incluiu audições e envio de gravações avaliadas por professores, maestros e coordenadores da instituição.

A preparação para a seleção começou no ano passado, com acompanhamento do professor da classe de metais da OJRM, Cezar Guerra. Durante o processo, Ceolin enviou gravações de solos de peças de orquestras sinfônicas executados no trompete. O material foi analisado por diferentes profissionais da Juilliard School.

O professor da classe de metais da OJRM, Cezar Guerra, acompanha o estudante desde a entrada na orquestra. “O Gabriel chegou na orquestra com oito anos de idade e se destacou logo no início pelo compromisso com as atividades, o comportamento e a responsabilidade. Ele sempre foi um menino disciplinado, focado, estudioso e também muito maduro. Desde cedo ele deixou bem claro que queria ser trompetista e que estava disposto a batalhar muito pelo lugar dele na música”, conta Guerra.

Durante o programa de verão, Ceolin teve aulas com os trompetistas norte-americanos Brandon Ridenour, Billy Ray Hunter e Christopher Martin, além do músico porto-alegrense Tiago Linck, que integra o corpo docente da Juilliard desde 2025.

A rotina em Nova York incluiu prática orquestral, música de câmara, teoria musical, aulas individuais e atividades de aperfeiçoamento técnico e interpretativo. O estudante também visitou locais onde pretende se apresentar profissionalmente, como o Metropolitan Opera e o Carnegie Hall.

Faço parte do projeto da Orquestra Jovem Recanto Maestro desde 2019, onde tive a maior parte do meu desenvolvimento e progresso. Acredito que foi toda essa experiência que me trouxe até aqui em Nova Iorque, no programa de verão da The Juilliard School, para viver esses 20 dias de muito conhecimento e experiências enriquecedoras. Isso tudo é importante, pois pode me abrir portas e me dar grandes oportunidades”, destaca o trompetista Gabriel Ceolin.

Concertos no Rio Grande do Sul

Após a experiência internacional, Gabriel participa da turnê da Orquestra Jovem Recanto Maestro pelo Rio Grande do Sul. O músico integra o grupo de 60 estudantes que participa da circulação neste mês de agosto, com concertos didáticos gratuitos na região da Quarta Colônia.

As apresentações combinam obras do repertório clássico e contemporâneo com comentários sobre o funcionamento de uma orquestra e a função dos instrumentos. Os concertos serão realizados no dia 12 de agosto, às 19h, na Paróquia de Santo Antônio de Pádua, em Silveira Martins; no dia 14, às 19h, na Paróquia São João Batista, em São João do Polêsine; e no dia 16, às 19h, na Catedral Metropolitana, em Santa Maria.

O repertório inclui obras contemporâneas do compositor Vagner Cunha e peças do repertório de concerto, como Ode à Alegria, de Beethoven, além de trechos das óperas Carmen, de Bizet, e Nabucco, de Verdi.

A regência será do maestro Julian Ramos, acompanhado por um dos professores da OJRM: Cezar Guerra, Josias Costa, Katiuska Yustiz ou Arianna Gutierrez.

Turnê pelo Estado

Desde maio, a Orquestra Jovem Recanto Maestro percorre o Rio Grande do Sul com apresentações em locais onde formações sinfônicas têm menor presença. O grupo já passou pelo distrito Recanto Maestro e pelos municípios de Agudo, Faxinal do Soturno e Restinga Sêca.

A circulação conta com patrocínio do Banrisul e da Insi, realização da Associação OntoArte e promoção da Fundação Antonio Meneghetti.

O que é a Orquestra Jovem Recanto Maestro

Fundada em 2015, a Orquestra Jovem Recanto Maestro oferece formação musical e humanista gratuita para crianças e jovens. O projeto trabalha aspectos relacionados a trabalho, responsabilidade, humanismo, excelência e beleza, além do ensino de música.

Os participantes são acompanhados desde a musicalização inicial e a escolha de um instrumento até o desenvolvimento técnico e a participação em diferentes formações orquestrais. O projeto também busca estimular convivência, disciplina, cooperação e protagonismo positivo.

O percurso de formação pode levar à participação na FORMA – Filarmônica OntoArte Recanto Maestro, voltada à transição entre a formação musical e a atuação profissional.

A OJRM mantém atividades de formação para alunos e professores e promove residências artísticas com músicos convidados. Em julho, foi realizada uma Residência de Inverno com cinco dias de aulas individuais e coletivas de instrumento, música de câmara e ensaios orquestrais. Participaram professores da OJRM e convidados, entre eles músicos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e docentes de universidades brasileiras.

Atualmente, o projeto conta com mais de mil participantes e está com inscrições abertas para estudantes de 5 a 17 anos que residam em Santa Maria, Agudo, Restinga Sêca, Faxinal do Soturno, Silveira Martins, São João do Polêsine, Nova Palma e Dona Francisca. As solicitações de vaga podem ser feitas pelo e-mail [email protected].

Serviço

Orquestra Jovem Recanto Maestro | Turnê RS – 2ª edição
  • 12 de agosto, quarta-feira, às 19h
    Silveira Martins – Paróquia de Santo Antônio de Pádua
    Rua Francisco Guerino, 575
  • 14 de agosto, sexta-feira, às 19h
    São João do Polêsine – Paróquia São João Batista
    Rua Elisa Sonego, 1574
  • 16 de agosto, domingo, às 19h
    Santa Maria – Catedral Metropolitana
    Avenida Rio Branco, 823
  • Entrada franca
Foto: DHFotografias/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/08/2026 0 Comentários 92 Visualizações
Política

Entidades pedem inclusão do tabaco em lista de exceções dos EUA

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) encaminharam uma carta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na sexta-feira (24), solicitando que o governo brasileiro atue para incluir o tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido foi formalizado após audiência realizada em 22 de julho com o ministro Geraldo Alckmin, e técnicos da pasta, quando o setor apresentou os impactos da medida e propostas para reduzir seus efeitos.

Segundo as entidades, a manutenção do tabaco fora da lista de exceções pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, provocar perdas de até US$ 100 milhões em exportações e afetar produtores rurais, a indústria e municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Impactos nas exportações

Na correspondência, o SindiTabaco e a Abifumo destacam que a cadeia produtiva do tabaco está presente em mais de 525 municípios brasileiros e gera renda para mais de 600 mil pessoas no meio rural. Historicamente, os Estados Unidos ocupam a terceira posição entre os principais destinos das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por cerca de 9% dos embarques do setor. Em 2025, essa participação caiu para 6%.

Conforme dados do MDIC/Secex apresentados no documento, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 195,3 milhões em 2025, queda de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques totalizaram US$ 88,8 milhões, redução de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

Concorrência internacional

As entidades afirmam que outros produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, laranja, mel orgânico, castanhas e celulose, foram incluídos na lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, enquanto o tabaco permaneceu sujeito à sobretaxa. Segundo o setor, essa situação coloca o produto brasileiro em desvantagem competitiva frente a outros países exportadores.

De acordo com a carta, caso as tarifas sejam mantidas, compradores norte-americanos poderão buscar fornecedores em outros mercados, principalmente em países africanos, como Zimbábue e Malaui, que ampliaram sua produção. A estimativa apresentada pelas entidades é de uma perda aproximada de US$ 100 milhões em exportações brasileiras.

Reflexos na produção

O documento destaca que a redução da demanda poderá atingir especialmente a produção de tabaco Burley, variedade que possui mercado internacional concentrado nos Estados Unidos e poucas alternativas de comercialização. Segundo as entidades, esse cenário poderá afetar centenas de pequenos produtores rurais que têm nesse cultivo sua principal fonte de renda.

Além dos impactos sobre a produção e o emprego, a carta aponta que a redução da atividade econômica poderá diminuir a arrecadação de tributos e comprometer investimentos públicos em municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Pedido ao governo

No ofício encaminhado ao MDIC, o SindiTabaco e a Abifumo solicitam a inclusão de todo o Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que engloba o tabaco e seus produtos, na lista de exceções à tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também informam que permanecem à disposição do governo federal para contribuir tecnicamente na busca de uma solução que preserve a competitividade das exportações brasileiras e reduza os impactos econômicos e sociais da medida.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 204 Visualizações
Política

Entidades enviam propostas ao governo para reduzir impactos do tarifaço

Por Jonathan da Silva 17/07/2026
Por Jonathan da Silva

Entidades empresariais do Vale do Sinos encaminharam, nesta quinta-feira (16), um documento ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin Filho, e ao ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, propondo medidas para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. No documento, as organizações também colocam-se à disposição para cooperar institucionalmente com o governo federal na busca de soluções para preservar a competitividade das empresas exportadoras.

As entidades afirmam que a confirmação das novas tarifas representa um desafio para a indústria nacional, o agronegócio e outros segmentos exportadores, com possíveis reflexos sobre investimentos, produção, empregos e renda em diferentes regiões do país.

Cooperação institucional

Entre as signatárias está a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), que manifesta disposição para colaborar na construção de soluções destinadas a minimizar os efeitos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos.

No documento, a entidade informa que está preparada para participar de missões empresariais, promover a aproximação com entidades econômicas internacionais, compartilhar informações do setor produtivo e contribuir tecnicamente com iniciativas voltadas à ampliação da competitividade da economia brasileira.

As entidades também reiteram propostas já defendidas anteriormente, entre elas a intensificação das negociações diplomáticas e comerciais com o governo norte-americano para buscar a revisão das tarifas e o monitoramento permanente dos impactos econômicos decorrentes da medida, permitindo respostas rápidas aos setores afetados.

Medidas propostas

Além dessas ações, o documento apresenta novas propostas ao governo federal. As entidades afirmam que a solução não depende apenas da atuação brasileira, mas defendem medidas para reduzir os efeitos das tarifas sobre empresas exportadoras e suas cadeias produtivas.

Entre as propostas está a isenção, por tempo indeterminado, de tributos federais, como PIS, Cofins e IPI, sobre a produção destinada à exportação e às cadeias produtivas relacionadas. Segundo as entidades, a medida reduziria os custos de produção e permitiria que as empresas mantivessem preços competitivos no mercado internacional.

Outro ponto é a desoneração integral da folha de pagamento das empresas exportadoras e da cadeia produtiva, também sem prazo determinado, com foco na redução de encargos trabalhistas. De acordo com o documento, a medida contribuiria para a manutenção dos empregos e para a estabilidade econômica das regiões produtoras.

Reintegra e drawback

As entidades ainda propõem a ampliação do Programa Reintegra Especial EUA. A sugestão inclui elevar a alíquota do programa para 5% no caso de médias e grandes empresas e para 8% para micro e pequenas empresas, permitir a retroatividade dos créditos para exportações realizadas desde julho de 2024, manter a vigência enquanto perdurarem os efeitos das tarifas, criar crédito extraordinário sobre exportações destinadas aos Estados Unidos, estabelecer percentuais diferenciados para os setores mais afetados e possibilitar a utilização imediata dos créditos para compensação de tributos federais ou restituição financeira.

Segundo o documento, a alíquota atual do programa é insuficiente diante da tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também lembram que a ampliação do Reintegra foi discutida durante missão a Brasília, em setembro de 2025, mas que o tema não avançou no Congresso Nacional.

Outra proposta é a prorrogação, por tempo indeterminado, dos prazos para exportações realizadas no regime de drawback, sem cobrança de multas ou juros para empresas afetadas pelas tarifas. Conforme o documento, em 2024, US$ 10,5 bilhões das exportações brasileiras para os Estados Unidos ocorreram por meio desse regime, e a prorrogação evitaria penalidades às empresas que não conseguirem cumprir os prazos estabelecidos.

Sem reciprocidade no momento

As entidades também defendem que o governo federal não adote medidas de reciprocidade tarifária neste momento. Em vez disso, propõem a criação de um programa emergencial e temporário de compensação para empresas exportadoras atingidas pelas tarifas. “Não precisamos responder uma tarifa com outra tarifa. Precisamos responder protegendo nossas empresas, nossos empregos e nossa capacidade de competir no mercado internacional. Cada dólar exportado representa emprego, renda e arrecadação no Brasil”, destaca o documento.

Outro encaminhamento sugerido é a instalação imediata de uma Mesa Permanente de Crise para o Comércio Exterior, reunindo representantes da Presidência da República, dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, das Relações Exteriores e da Fazenda, além do Congresso Nacional e de entidades empresariais e exportadoras. O objetivo é acompanhar a evolução do cenário, coordenar ações de enfrentamento e construir soluções conjuntas para preservar a competitividade da economia brasileira.

Entidades participantes

O documento é assinado pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), pela Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (Aicsul), pelo Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (SICTC) e pelo Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (Sinmaqsinos).

Foto: Jannoon028/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/07/2026 0 Comentários 142 Visualizações
Projetos especiais

Sebrae RS abre inscrições para missão internacional sobre pecuária nos Estados Unidos

Por Jonathan da Silva 10/07/2026
Por Jonathan da Silva

Produtores rurais interessados em participar da primeira missão técnica internacional do Sebrae RS voltada exclusivamente à pecuária têm até o dia 13 de julho para se inscrever na Imersão Colorado 2026. A iniciativa levará um grupo ao estado norte-americano do Colorado, referência na produção de carne bovina, para conhecer sistemas de produção, tecnologias, modelos de gestão e práticas adotadas em diferentes etapas da cadeia produtiva. O objetivo é proporcionar uma experiência prática que permita aos participantes identificar soluções passíveis de adaptação à realidade da pecuária gaúcha.

A programação conta com visitas a universidades, centros de pesquisa, propriedades rurais, confinamentos e indústrias ligadas ao setor. Ao longo da missão, os participantes conhecerão desde sistemas de cria até operações de confinamento, além de instituições voltadas ao desenvolvimento de pesquisas e à transferência de tecnologia para o campo.

Programação inclui visitas técnicas

Entre os destaques está a visita ao Five Rivers, considerado o maior confinamento de bovinos dos Estados Unidos. O Colorado também reúne instituições reconhecidas internacionalmente pela pesquisa agropecuária e pela aplicação de conhecimento científico na atividade rural.

Segundo o gestor estadual de Agronegócios do Sebrae RS, André Bordignon, a escolha do destino está relacionada às características da produção local. “A missão foi estruturada para apresentar como funciona o sistema americano de produção de bovinos de corte, com foco em eficiência produtiva, uso de tecnologia, sustentabilidade, pesquisa aplicada e integração entre os diferentes elos da cadeia. A proposta é que os participantes conheçam essas experiências e identifiquem oportunidades que possam ser adaptadas à realidade brasileira”, afirma Bordignon.

Tecnologias e inovação

Além da estrutura de confinamento, a missão abordará temas como melhoramento genético, inseminação artificial, transferência de embriões, manejo de precisão, rastreabilidade e nutrição animal. De acordo com o Sebrae RS, esses recursos fazem parte da rotina das propriedades norte-americanas e estarão entre os assuntos apresentados durante a programação.

Para André Bordignon, o melhoramento genético está entre as áreas com maior potencial de aplicação no Rio Grande do Sul. “Conhecer como essas soluções são utilizadas permite que o produtor avalie o que faz sentido para a sua realidade. O objetivo não é copiar modelos, mas compreender práticas que possam contribuir para fortalecer a pecuária gaúcha e ampliar a competitividade do setor”, destaca o gestor.

Acompanhamento após a missão

Os participantes também receberão consultoria após o retorno ao Brasil para avaliar as oportunidades identificadas durante a viagem e orientar a implementação de melhorias nas propriedades. Segundo o Sebrae RS, a iniciativa inaugura uma nova frente de atuação voltada à internacionalização do agronegócio, com perspectiva de ampliar o modelo de imersões para outros segmentos.

O agro brasileiro é referência mundial, mas sempre há espaço para evoluir em produtividade, agregação de valor e organização da cadeia. Queremos proporcionar aos produtores contato com realidades inspiradoras e estimular a construção de soluções que fortaleçam cada vez mais a pecuária do Rio Grande do Sul”, conclui André Bordignon.

Serviço

  • O quê: Imersão Colorado 2026
  • Quando: Inscrições até 13 de julho
  • Onde: Missão técnica no estado do Colorado, Estados Unidos
Foto: Wirestock/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
10/07/2026 0 Comentários 167 Visualizações
Variedades

Grupo Unity participa da NRA Show 2026 nos Estados Unidos

Por Jonathan da Silva 28/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Grupo Unity participou da National Restaurant Association (NRA) Show 2026, realizada em Chicago, nos Estados Unidos, considerada uma das principais feiras mundiais dos setores de gastronomia, food service e hospitalidade. Representada pelo CEO Roger Wingert e pelo diretor Junior Scur Dalateia, a empresa acompanhou as principais tendências do mercado internacional, com foco em inovação, tecnologias para operações gastronômicas e experiências voltadas ao entretenimento.

A feira reuniu empresas, especialistas e marcas do segmento para apresentar equipamentos, soluções operacionais, tendências de consumo e novos formatos de atendimento ligados à gastronomia e hospitalidade. Segundo o Grupo Unity, a participação teve como objetivo acompanhar de perto as transformações do setor e buscar referências para aplicação nos empreendimentos da empresa.

Tendências do setor

Durante a programação, os executivos destacaram temas observados ao longo da feira, como inovação em alimentos e bebidas, experiências imersivas, conceitos temáticos, formatos modernos de atendimento e soluções voltadas à eficiência operacional sem perda do atendimento humano.

A empresa também acompanhou tecnologias e tendências relacionadas à experiência do cliente e à operação de restaurantes e espaços de entretenimento gastronômico.

Busca por inovação

Conforme o CEO do Grupo Unity, Roger Wingert, a participação no evento faz parte do processo contínuo de atualização da empresa. “Na NRA vimos o que existe de mais moderno no mercado mundial, trazendo inspirações que vão contribuir muito para o desenvolvimento e a manutenção da excelência no Cara de Mau, Gatzz e Scur. Participar da Feira é um grande investimento para todo o nosso negócio”, afirmou Wingert.

O Grupo Unity atua no segmento de entretenimento e gastronomia desde 1980 e é responsável pelos restaurantes temáticos Cara de Mau, Navio Cara de Mau, Porto Cara de Mau Porto Alegre, além do Gatzz Fondue & Show e da Pizzaria Scur.

Foto: Grupo Unity/Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2026 0 Comentários 175 Visualizações
Ensino

Feevale participa da maior conferência mundial de educação internacional

Por Jonathan da Silva 28/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale marcou presença na Nafsa 2026 Annual Conference & Expo, realizada em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos. Considerada a principal conferência mundial voltada à educação internacional e cooperação acadêmica, a edição deste ano reúne mais de 8 mil participantes de mais de 110 países. A instituição gaúcha integra a delegação brasileira no evento e apresentou nesta quarta-feira (27) uma parceria internacional desenvolvida com a Universidad Santo Tomás (UST), do Chile, voltada à internacionalização inclusiva e à extensão universitária.

Com o tema “Global by Design”, a conferência reúne líderes, profissionais, formuladores de políticas públicas e representantes de instituições de ensino superior para debater estratégias ligadas à internacionalização da educação. A programação conta com mais de 200 sessões entre palestras, debates e atividades de networking, além da participação de mais de 300 expositores e 50 consórcios e delegações nacionais.

Participação brasileira

A Feevale integra o estande brasileiro ao lado de outras 35 instituições de ensino superior e organizações ligadas à educação internacional. A participação ocorre por meio de uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Segundo a universidade, a presença coletiva reforça o compromisso do Brasil com a internacionalização do ensino superior, promovendo oportunidades de cooperação acadêmica, mobilidade estudantil, pesquisa e desenvolvimento de parcerias estratégicas com instituições de diferentes países.

Parceria com universidade chilena

Nesta quarta-feira (27), a diretora de Relações Internacionais e Institucionais da Universidade Feevale, Paula Casari Cundari, apresentou a atividade “Connections in Latin America: Brazil–Chile Partnership in University Extension”, da qual também atuou como coordenadora e mediadora.

A apresentação abordou a parceria entre a Feevale e a Universidad Santo Tomás, do Chile, destacando iniciativas colaborativas voltadas à internacionalização inclusiva e à extensão universitária. Entre as ações desenvolvidas estão intercâmbios virtuais, cursos acadêmicos conjuntos, trocas linguísticas e culturais e projetos comunitários realizados em parceria entre as instituições.

O estudo também apresentou impactos das iniciativas, como ampliação do acesso às experiências internacionais, fortalecimento de competências interculturais, engajamento comunitário e desenvolvimento de modelos acessíveis de internacionalização na América Latina.

Cooperação internacional

Para a diretora de Relações Internacionais e Institucionais da Universidade Feevale, Paula Casari Cundari, a participação da instituição na Nafsa representa reconhecimento da atuação da universidade no cenário global da educação internacional. “É uma oportunidade de avançar na agenda de cooperação com a rede internacional. Mais de 40 parceiros da América, Europa e Ásia estarão presentes. Também será possível conhecer experiências globais inovadoras, outras modalidades de financiamento para intercâmbios e projetos, além de prospectar novas parcerias”, afirmou Paula.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2026 0 Comentários 199 Visualizações
Ensino

Acadêmicos dos EUA realizam pesquisas e ações de extensão na Feevale

Por Jonathan da Silva 19/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale recebeu nesta segunda-feira (18) dois estudantes de Medicina da University of South Florida para a realização da Atividade Eletiva de Verão em Pesquisa, Inovação e Produção Acadêmica. Pranshu Khanna e Ryan Anthony George permanecerão em Novo Hamburgo até o dia 30 de junho desenvolvendo projetos de pesquisa e participando de atividades de observação no Hospital Unimed. A recepção oficial ocorreu na instituição e reuniu representantes da instituição, professores e estudantes.

Participaram da acolhida o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, Fernando Spilki, a diretora de Relações Internacionais e Institucionais, Paula Casari Cundari, e a diretora do Instituto de Ciências da Saúde, Caren Mello Guimarães.

Projetos de pesquisa

Durante o período na instituição, Pranshu Khanna atuará sob supervisão da professora Gilmara Coelho Meine na pesquisa “Tendência temporal da mortalidade por neoplasias malignas do trato digestivo no Brasil entre 2012 e 2021”. Já Ryan Anthony George desenvolverá estudos orientados pelo professor Eduardo Costa Barbosa na pesquisa “Obesidade e função cognitiva entre os participantes do Projeto Times no Sul do Brasil”. Além das pesquisas, os estudantes participarão de observações no Hospital Unimed com os professores Leandro Orlandini e Mariana Orlandini.

Parceria entre instituições

A diretora de Relações Internacionais e Institucionais da Universidade Feevale, Paula Casari Cundari, conduziu as boas-vindas e apresentou a universidade e os representantes presentes no encontro.

Em sua apresentação, o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da instituição, Fernando Spilki, destacou os 11 anos de colaboração entre a Feevale e a University of South Florida. Segundo ele, a parceria teve início na área de qualidade da água e foi ampliada durante a pandemia de Covid-19, especialmente em atividades ligadas ao sequenciamento genômico.

O acordo de cooperação entre as duas instituições, prevendo mobilidade de estudantes e professores, foi oficializado em 2021.

Ao final da recepção, o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, desejou uma boa estadia aos estudantes e entregou um presente para cada um deles.

Expectativas dos estudantes

O estudante Pranshu Khanna afirmou estar motivado para desenvolver as atividades acadêmicas na instituição gaúcha. “Estou muito interessado em gastroenterologia, e será muito bom conduzir pesquisas em um local diferente e aprender sobre os diferentes fatores que afetam a saúde. Penso que essa é uma significativa experiência de aprendizado, com a qual vou me enriquecer culturalmente”, comentou Khanna.

Ryan Anthony George destacou o interesse em conhecer o modelo de atuação das universidades brasileiras junto às comunidades. “Considero incrível como as universidades daqui trabalham com o público e investem na saúde. Penso que há muitos países que fazem isso de forma diferente e às vezes melhor do que os EUA. Estou muito interessado em aprender como diferentes países e culturas lidam com a saúde”, pontuou George.

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/05/2026 0 Comentários 181 Visualizações
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