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estados unidos

Política

Entidades pedem inclusão do tabaco em lista de exceções dos EUA

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) encaminharam uma carta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na sexta-feira (24), solicitando que o governo brasileiro atue para incluir o tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido foi formalizado após audiência realizada em 22 de julho com o ministro Geraldo Alckmin, e técnicos da pasta, quando o setor apresentou os impactos da medida e propostas para reduzir seus efeitos.

Segundo as entidades, a manutenção do tabaco fora da lista de exceções pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, provocar perdas de até US$ 100 milhões em exportações e afetar produtores rurais, a indústria e municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Impactos nas exportações

Na correspondência, o SindiTabaco e a Abifumo destacam que a cadeia produtiva do tabaco está presente em mais de 525 municípios brasileiros e gera renda para mais de 600 mil pessoas no meio rural. Historicamente, os Estados Unidos ocupam a terceira posição entre os principais destinos das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por cerca de 9% dos embarques do setor. Em 2025, essa participação caiu para 6%.

Conforme dados do MDIC/Secex apresentados no documento, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 195,3 milhões em 2025, queda de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques totalizaram US$ 88,8 milhões, redução de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

Concorrência internacional

As entidades afirmam que outros produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, laranja, mel orgânico, castanhas e celulose, foram incluídos na lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, enquanto o tabaco permaneceu sujeito à sobretaxa. Segundo o setor, essa situação coloca o produto brasileiro em desvantagem competitiva frente a outros países exportadores.

De acordo com a carta, caso as tarifas sejam mantidas, compradores norte-americanos poderão buscar fornecedores em outros mercados, principalmente em países africanos, como Zimbábue e Malaui, que ampliaram sua produção. A estimativa apresentada pelas entidades é de uma perda aproximada de US$ 100 milhões em exportações brasileiras.

Reflexos na produção

O documento destaca que a redução da demanda poderá atingir especialmente a produção de tabaco Burley, variedade que possui mercado internacional concentrado nos Estados Unidos e poucas alternativas de comercialização. Segundo as entidades, esse cenário poderá afetar centenas de pequenos produtores rurais que têm nesse cultivo sua principal fonte de renda.

Além dos impactos sobre a produção e o emprego, a carta aponta que a redução da atividade econômica poderá diminuir a arrecadação de tributos e comprometer investimentos públicos em municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Pedido ao governo

No ofício encaminhado ao MDIC, o SindiTabaco e a Abifumo solicitam a inclusão de todo o Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que engloba o tabaco e seus produtos, na lista de exceções à tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também informam que permanecem à disposição do governo federal para contribuir tecnicamente na busca de uma solução que preserve a competitividade das exportações brasileiras e reduza os impactos econômicos e sociais da medida.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 116 Visualizações
Política

Entidades enviam propostas ao governo para reduzir impactos do tarifaço

Por Jonathan da Silva 17/07/2026
Por Jonathan da Silva

Entidades empresariais do Vale do Sinos encaminharam, nesta quinta-feira (16), um documento ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin Filho, e ao ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, propondo medidas para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. No documento, as organizações também colocam-se à disposição para cooperar institucionalmente com o governo federal na busca de soluções para preservar a competitividade das empresas exportadoras.

As entidades afirmam que a confirmação das novas tarifas representa um desafio para a indústria nacional, o agronegócio e outros segmentos exportadores, com possíveis reflexos sobre investimentos, produção, empregos e renda em diferentes regiões do país.

Cooperação institucional

Entre as signatárias está a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), que manifesta disposição para colaborar na construção de soluções destinadas a minimizar os efeitos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos.

No documento, a entidade informa que está preparada para participar de missões empresariais, promover a aproximação com entidades econômicas internacionais, compartilhar informações do setor produtivo e contribuir tecnicamente com iniciativas voltadas à ampliação da competitividade da economia brasileira.

As entidades também reiteram propostas já defendidas anteriormente, entre elas a intensificação das negociações diplomáticas e comerciais com o governo norte-americano para buscar a revisão das tarifas e o monitoramento permanente dos impactos econômicos decorrentes da medida, permitindo respostas rápidas aos setores afetados.

Medidas propostas

Além dessas ações, o documento apresenta novas propostas ao governo federal. As entidades afirmam que a solução não depende apenas da atuação brasileira, mas defendem medidas para reduzir os efeitos das tarifas sobre empresas exportadoras e suas cadeias produtivas.

Entre as propostas está a isenção, por tempo indeterminado, de tributos federais, como PIS, Cofins e IPI, sobre a produção destinada à exportação e às cadeias produtivas relacionadas. Segundo as entidades, a medida reduziria os custos de produção e permitiria que as empresas mantivessem preços competitivos no mercado internacional.

Outro ponto é a desoneração integral da folha de pagamento das empresas exportadoras e da cadeia produtiva, também sem prazo determinado, com foco na redução de encargos trabalhistas. De acordo com o documento, a medida contribuiria para a manutenção dos empregos e para a estabilidade econômica das regiões produtoras.

Reintegra e drawback

As entidades ainda propõem a ampliação do Programa Reintegra Especial EUA. A sugestão inclui elevar a alíquota do programa para 5% no caso de médias e grandes empresas e para 8% para micro e pequenas empresas, permitir a retroatividade dos créditos para exportações realizadas desde julho de 2024, manter a vigência enquanto perdurarem os efeitos das tarifas, criar crédito extraordinário sobre exportações destinadas aos Estados Unidos, estabelecer percentuais diferenciados para os setores mais afetados e possibilitar a utilização imediata dos créditos para compensação de tributos federais ou restituição financeira.

Segundo o documento, a alíquota atual do programa é insuficiente diante da tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também lembram que a ampliação do Reintegra foi discutida durante missão a Brasília, em setembro de 2025, mas que o tema não avançou no Congresso Nacional.

Outra proposta é a prorrogação, por tempo indeterminado, dos prazos para exportações realizadas no regime de drawback, sem cobrança de multas ou juros para empresas afetadas pelas tarifas. Conforme o documento, em 2024, US$ 10,5 bilhões das exportações brasileiras para os Estados Unidos ocorreram por meio desse regime, e a prorrogação evitaria penalidades às empresas que não conseguirem cumprir os prazos estabelecidos.

Sem reciprocidade no momento

As entidades também defendem que o governo federal não adote medidas de reciprocidade tarifária neste momento. Em vez disso, propõem a criação de um programa emergencial e temporário de compensação para empresas exportadoras atingidas pelas tarifas. “Não precisamos responder uma tarifa com outra tarifa. Precisamos responder protegendo nossas empresas, nossos empregos e nossa capacidade de competir no mercado internacional. Cada dólar exportado representa emprego, renda e arrecadação no Brasil”, destaca o documento.

Outro encaminhamento sugerido é a instalação imediata de uma Mesa Permanente de Crise para o Comércio Exterior, reunindo representantes da Presidência da República, dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, das Relações Exteriores e da Fazenda, além do Congresso Nacional e de entidades empresariais e exportadoras. O objetivo é acompanhar a evolução do cenário, coordenar ações de enfrentamento e construir soluções conjuntas para preservar a competitividade da economia brasileira.

Entidades participantes

O documento é assinado pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), pela Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (Aicsul), pelo Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (SICTC) e pelo Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (Sinmaqsinos).

Foto: Jannoon028/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/07/2026 0 Comentários 72 Visualizações
Projetos especiais

Sebrae RS abre inscrições para missão internacional sobre pecuária nos Estados Unidos

Por Jonathan da Silva 10/07/2026
Por Jonathan da Silva

Produtores rurais interessados em participar da primeira missão técnica internacional do Sebrae RS voltada exclusivamente à pecuária têm até o dia 13 de julho para se inscrever na Imersão Colorado 2026. A iniciativa levará um grupo ao estado norte-americano do Colorado, referência na produção de carne bovina, para conhecer sistemas de produção, tecnologias, modelos de gestão e práticas adotadas em diferentes etapas da cadeia produtiva. O objetivo é proporcionar uma experiência prática que permita aos participantes identificar soluções passíveis de adaptação à realidade da pecuária gaúcha.

A programação conta com visitas a universidades, centros de pesquisa, propriedades rurais, confinamentos e indústrias ligadas ao setor. Ao longo da missão, os participantes conhecerão desde sistemas de cria até operações de confinamento, além de instituições voltadas ao desenvolvimento de pesquisas e à transferência de tecnologia para o campo.

Programação inclui visitas técnicas

Entre os destaques está a visita ao Five Rivers, considerado o maior confinamento de bovinos dos Estados Unidos. O Colorado também reúne instituições reconhecidas internacionalmente pela pesquisa agropecuária e pela aplicação de conhecimento científico na atividade rural.

Segundo o gestor estadual de Agronegócios do Sebrae RS, André Bordignon, a escolha do destino está relacionada às características da produção local. “A missão foi estruturada para apresentar como funciona o sistema americano de produção de bovinos de corte, com foco em eficiência produtiva, uso de tecnologia, sustentabilidade, pesquisa aplicada e integração entre os diferentes elos da cadeia. A proposta é que os participantes conheçam essas experiências e identifiquem oportunidades que possam ser adaptadas à realidade brasileira”, afirma Bordignon.

Tecnologias e inovação

Além da estrutura de confinamento, a missão abordará temas como melhoramento genético, inseminação artificial, transferência de embriões, manejo de precisão, rastreabilidade e nutrição animal. De acordo com o Sebrae RS, esses recursos fazem parte da rotina das propriedades norte-americanas e estarão entre os assuntos apresentados durante a programação.

Para André Bordignon, o melhoramento genético está entre as áreas com maior potencial de aplicação no Rio Grande do Sul. “Conhecer como essas soluções são utilizadas permite que o produtor avalie o que faz sentido para a sua realidade. O objetivo não é copiar modelos, mas compreender práticas que possam contribuir para fortalecer a pecuária gaúcha e ampliar a competitividade do setor”, destaca o gestor.

Acompanhamento após a missão

Os participantes também receberão consultoria após o retorno ao Brasil para avaliar as oportunidades identificadas durante a viagem e orientar a implementação de melhorias nas propriedades. Segundo o Sebrae RS, a iniciativa inaugura uma nova frente de atuação voltada à internacionalização do agronegócio, com perspectiva de ampliar o modelo de imersões para outros segmentos.

O agro brasileiro é referência mundial, mas sempre há espaço para evoluir em produtividade, agregação de valor e organização da cadeia. Queremos proporcionar aos produtores contato com realidades inspiradoras e estimular a construção de soluções que fortaleçam cada vez mais a pecuária do Rio Grande do Sul”, conclui André Bordignon.

Serviço

  • O quê: Imersão Colorado 2026
  • Quando: Inscrições até 13 de julho
  • Onde: Missão técnica no estado do Colorado, Estados Unidos
Foto: Wirestock/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
10/07/2026 0 Comentários 105 Visualizações
Variedades

Grupo Unity participa da NRA Show 2026 nos Estados Unidos

Por Jonathan da Silva 28/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Grupo Unity participou da National Restaurant Association (NRA) Show 2026, realizada em Chicago, nos Estados Unidos, considerada uma das principais feiras mundiais dos setores de gastronomia, food service e hospitalidade. Representada pelo CEO Roger Wingert e pelo diretor Junior Scur Dalateia, a empresa acompanhou as principais tendências do mercado internacional, com foco em inovação, tecnologias para operações gastronômicas e experiências voltadas ao entretenimento.

A feira reuniu empresas, especialistas e marcas do segmento para apresentar equipamentos, soluções operacionais, tendências de consumo e novos formatos de atendimento ligados à gastronomia e hospitalidade. Segundo o Grupo Unity, a participação teve como objetivo acompanhar de perto as transformações do setor e buscar referências para aplicação nos empreendimentos da empresa.

Tendências do setor

Durante a programação, os executivos destacaram temas observados ao longo da feira, como inovação em alimentos e bebidas, experiências imersivas, conceitos temáticos, formatos modernos de atendimento e soluções voltadas à eficiência operacional sem perda do atendimento humano.

A empresa também acompanhou tecnologias e tendências relacionadas à experiência do cliente e à operação de restaurantes e espaços de entretenimento gastronômico.

Busca por inovação

Conforme o CEO do Grupo Unity, Roger Wingert, a participação no evento faz parte do processo contínuo de atualização da empresa. “Na NRA vimos o que existe de mais moderno no mercado mundial, trazendo inspirações que vão contribuir muito para o desenvolvimento e a manutenção da excelência no Cara de Mau, Gatzz e Scur. Participar da Feira é um grande investimento para todo o nosso negócio”, afirmou Wingert.

O Grupo Unity atua no segmento de entretenimento e gastronomia desde 1980 e é responsável pelos restaurantes temáticos Cara de Mau, Navio Cara de Mau, Porto Cara de Mau Porto Alegre, além do Gatzz Fondue & Show e da Pizzaria Scur.

Foto: Grupo Unity/Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2026 0 Comentários 125 Visualizações
Ensino

Feevale participa da maior conferência mundial de educação internacional

Por Jonathan da Silva 28/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale marcou presença na Nafsa 2026 Annual Conference & Expo, realizada em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos. Considerada a principal conferência mundial voltada à educação internacional e cooperação acadêmica, a edição deste ano reúne mais de 8 mil participantes de mais de 110 países. A instituição gaúcha integra a delegação brasileira no evento e apresentou nesta quarta-feira (27) uma parceria internacional desenvolvida com a Universidad Santo Tomás (UST), do Chile, voltada à internacionalização inclusiva e à extensão universitária.

Com o tema “Global by Design”, a conferência reúne líderes, profissionais, formuladores de políticas públicas e representantes de instituições de ensino superior para debater estratégias ligadas à internacionalização da educação. A programação conta com mais de 200 sessões entre palestras, debates e atividades de networking, além da participação de mais de 300 expositores e 50 consórcios e delegações nacionais.

Participação brasileira

A Feevale integra o estande brasileiro ao lado de outras 35 instituições de ensino superior e organizações ligadas à educação internacional. A participação ocorre por meio de uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Segundo a universidade, a presença coletiva reforça o compromisso do Brasil com a internacionalização do ensino superior, promovendo oportunidades de cooperação acadêmica, mobilidade estudantil, pesquisa e desenvolvimento de parcerias estratégicas com instituições de diferentes países.

Parceria com universidade chilena

Nesta quarta-feira (27), a diretora de Relações Internacionais e Institucionais da Universidade Feevale, Paula Casari Cundari, apresentou a atividade “Connections in Latin America: Brazil–Chile Partnership in University Extension”, da qual também atuou como coordenadora e mediadora.

A apresentação abordou a parceria entre a Feevale e a Universidad Santo Tomás, do Chile, destacando iniciativas colaborativas voltadas à internacionalização inclusiva e à extensão universitária. Entre as ações desenvolvidas estão intercâmbios virtuais, cursos acadêmicos conjuntos, trocas linguísticas e culturais e projetos comunitários realizados em parceria entre as instituições.

O estudo também apresentou impactos das iniciativas, como ampliação do acesso às experiências internacionais, fortalecimento de competências interculturais, engajamento comunitário e desenvolvimento de modelos acessíveis de internacionalização na América Latina.

Cooperação internacional

Para a diretora de Relações Internacionais e Institucionais da Universidade Feevale, Paula Casari Cundari, a participação da instituição na Nafsa representa reconhecimento da atuação da universidade no cenário global da educação internacional. “É uma oportunidade de avançar na agenda de cooperação com a rede internacional. Mais de 40 parceiros da América, Europa e Ásia estarão presentes. Também será possível conhecer experiências globais inovadoras, outras modalidades de financiamento para intercâmbios e projetos, além de prospectar novas parcerias”, afirmou Paula.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2026 0 Comentários 148 Visualizações
Ensino

Acadêmicos dos EUA realizam pesquisas e ações de extensão na Feevale

Por Jonathan da Silva 19/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale recebeu nesta segunda-feira (18) dois estudantes de Medicina da University of South Florida para a realização da Atividade Eletiva de Verão em Pesquisa, Inovação e Produção Acadêmica. Pranshu Khanna e Ryan Anthony George permanecerão em Novo Hamburgo até o dia 30 de junho desenvolvendo projetos de pesquisa e participando de atividades de observação no Hospital Unimed. A recepção oficial ocorreu na instituição e reuniu representantes da instituição, professores e estudantes.

Participaram da acolhida o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, Fernando Spilki, a diretora de Relações Internacionais e Institucionais, Paula Casari Cundari, e a diretora do Instituto de Ciências da Saúde, Caren Mello Guimarães.

Projetos de pesquisa

Durante o período na instituição, Pranshu Khanna atuará sob supervisão da professora Gilmara Coelho Meine na pesquisa “Tendência temporal da mortalidade por neoplasias malignas do trato digestivo no Brasil entre 2012 e 2021”. Já Ryan Anthony George desenvolverá estudos orientados pelo professor Eduardo Costa Barbosa na pesquisa “Obesidade e função cognitiva entre os participantes do Projeto Times no Sul do Brasil”. Além das pesquisas, os estudantes participarão de observações no Hospital Unimed com os professores Leandro Orlandini e Mariana Orlandini.

Parceria entre instituições

A diretora de Relações Internacionais e Institucionais da Universidade Feevale, Paula Casari Cundari, conduziu as boas-vindas e apresentou a universidade e os representantes presentes no encontro.

Em sua apresentação, o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da instituição, Fernando Spilki, destacou os 11 anos de colaboração entre a Feevale e a University of South Florida. Segundo ele, a parceria teve início na área de qualidade da água e foi ampliada durante a pandemia de Covid-19, especialmente em atividades ligadas ao sequenciamento genômico.

O acordo de cooperação entre as duas instituições, prevendo mobilidade de estudantes e professores, foi oficializado em 2021.

Ao final da recepção, o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, desejou uma boa estadia aos estudantes e entregou um presente para cada um deles.

Expectativas dos estudantes

O estudante Pranshu Khanna afirmou estar motivado para desenvolver as atividades acadêmicas na instituição gaúcha. “Estou muito interessado em gastroenterologia, e será muito bom conduzir pesquisas em um local diferente e aprender sobre os diferentes fatores que afetam a saúde. Penso que essa é uma significativa experiência de aprendizado, com a qual vou me enriquecer culturalmente”, comentou Khanna.

Ryan Anthony George destacou o interesse em conhecer o modelo de atuação das universidades brasileiras junto às comunidades. “Considero incrível como as universidades daqui trabalham com o público e investem na saúde. Penso que há muitos países que fazem isso de forma diferente e às vezes melhor do que os EUA. Estou muito interessado em aprender como diferentes países e culturas lidam com a saúde”, pontuou George.

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/05/2026 0 Comentários 143 Visualizações
Business

Empresários gaúchos participam de imersão na maior feira de food service do mundo

Por Jonathan da Silva 14/05/2026
Por Jonathan da Silva

Empresários do setor de alimentação e bebidas do Rio Grande do Sul participam, entre os dias 16 e 19 de maio, de uma imersão internacional durante a NRA Show 2026, realizada no McCormick Place, em Chicago, nos Estados Unidos. A missão é promovida pelo Sebrae RS e reúne pequenos empresários em uma programação voltada à gestão, inovação, tecnologia e experiência no setor de alimentação. A iniciativa busca ampliar a competitividade dos negócios por meio do contato com referências internacionais do segmento.

Além da participação na feira, a programação inclui preparação prévia, curadoria de conteúdos, visitas orientadas e acompanhamento após o retorno ao Brasil. O objetivo é proporcionar aos participantes uma experiência estruturada de aprendizado e adaptação de práticas do mercado norte-americano à realidade brasileira.

Preparação antes da viagem

De acordo com o especialista em competitividade do Sebrae RS, Roger Klafke, a proposta da missão é proporcionar acesso a modelos consolidados de gestão no setor de gastronomia. “O nosso objetivo é permitir um mergulho organizado em uma cultura empresarial muito consolidada e que ainda é referência para nós, brasileiros. É dar acesso a esse ambiente e permitir que o empresário observe o que faz sentido adaptar na sua realidade”, afirma Klafke.

Segundo o Sebrae RS, o processo de participação começou meses antes da viagem, com inscrições, seleção dos participantes e encontros preparatórios. Entre os critérios analisados estão a maturidade do negócio, o momento estratégico da empresa e a capacidade de investimento.

Os empresários também participaram de consultorias individuais antes do embarque. “Nosso papel é preparar essa turma para que vá de maneira organizada, com a cabeça aberta para aprender e com clareza sobre o que observar. Isso aumenta muito a chance de transformar o conhecimento em resultado quando eles retornam”, explica Klafke.

Tecnologia, atendimento e produtividade

Durante a NRA Show 2026, os participantes acompanharão conteúdos relacionados à hospitalidade, experiência do cliente, produtividade, tecnologia, organização de processos e engenharia de cardápio. Também estarão em pauta o uso de dados para relacionamento e fidelização de clientes, além da valorização de insumos locais.

Segundo Klafke, a expectativa em torno da feira também é trabalhada previamente com os empresários. “Muitas vezes, existe a ideia de encontrar uma grande tendência ou uma solução única que resolva tudo, mas não funciona assim. O que a gente vê é um conjunto de práticas, referências e insights que, quando aplicados, ajudam a melhorar processos, produtos e serviços”, destaca o especialista.

A missão também acompanhará soluções relacionadas à gestão de equipes e à escassez de mão de obra, desafios presentes tanto no mercado brasileiro quanto no norte-americano. Entre os pontos observados estarão estratégias de produtividade, qualificação do atendimento e uso de equipamentos e tecnologias.

Valorização de ingredientes locais

Outro aspecto que será visto pelos empresários é a valorização da cultura e dos ingredientes regionais na construção de experiências gastronômicas. A proposta é analisar como o mercado norte-americano utiliza produtos locais para agregar valor às operações. “Existe um olhar muito forte para o uso inteligente dos ingredientes e para a construção de uma história por trás do produto. Isso agrega valor e pode ser aplicado à nossa realidade”, afirma Klafke.

A missão também contará com observação de sistemas de CRM e programas de fidelidade voltados à personalização da experiência do consumidor e à geração de recorrência de clientes.

Chicago como referência do setor

A escolha de Chicago como sede permanente da NRA Show está relacionada à relevância histórica da cidade para o setor de alimentação nos Estados Unidos. A cidade possui forte ligação com o agronegócio e a indústria alimentícia, além de concentrar cerca de 10 mil restaurantes e grande presença de redes e franquias.

Segundo Klafke, a estrutura de Chicago contribui para ampliar a experiência dos participantes. “A cidade respira gastronomia e tem uma estrutura completamente preparada para um evento desse porte. Isso amplia muito o repertório dos empresários que participam da missão”, pontua o especialista.

Após a participação na feira, os empresários seguem acompanhados pelo Sebrae RS por até seis meses. O trabalho é voltado à aplicação prática dos aprendizados, incluindo desenvolvimento de novos produtos, mudanças em cardápios, melhorias operacionais, investimentos em estrutura e adoção de tecnologias.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/05/2026 0 Comentários 197 Visualizações
Variedades

Gerente de TI da Feevale participa de evento internacional de tecnologia nos EUA

Por Jonathan da Silva 06/05/2026
Por Jonathan da Silva

O gerente de Tecnologia da Informação da Universidade Feevale, Carlos Henrique Schwartzhaupt, está participando do Extreme Connect 2026, realizado de segunda-feira (4), a quinta-feira, dia 7, em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos. O evento anual, promovido pela Extreme Networks, reúne líderes de TI para discutir inovações em redes baseadas em inteligência artificial, automação e computação em nuvem, por meio de palestras, treinamentos e demonstrações tecnológicas.

Além da Feevale, a comitiva da região sul conta com representantes de empresas como BRF, Química Amparo, Angeloni, Box Group, Sesc-Senac, Unisinos (Associação Antônio Vieira – Asav) e Britânia. Também participam organizações de outras regiões do Brasil. A programação inclui keynotes ao vivo, treinamentos práticos (labs), partner summit e apresentações de soluções tecnológicas, como a plataforma Extreme Platform One. O encerramento está previsto para ocorrer no complexo Universal Orlando.

Temática do evento

O evento destaca o uso de inteligência artificial em redes empresariais. Entre os palestrantes confirmados estão Tom Gruber, cofundador da Siri, que abordará o conceito de inteligência artificial humanística, e Alison Levine, especialista em liderança. Representantes da equipe Seattle Seahawks também participam com discussões sobre conectividade. Executivos da Extreme Networks, como o CEO Ed Meyercord e o CTO Nabil Bukhari, devem apresentar perspectivas sobre o futuro da inteligência artificial e das redes em nuvem.

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/05/2026 0 Comentários 186 Visualizações
Política

ACI se manifesta sobre mudanças nas taxações do governo Trump

Por Jonathan da Silva 23/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV) publicou na sexta-feira (20) um manifesto sobre a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que, por 6 votos a 3, invalidou tarifas impostas via International Emergency Economic Powers Act (IEEPA) às importações norte-americanas de produtos de diversos países, entre eles o Brasil. O posicionamento da entidade aborda os impactos da medida para empresas exportadoras da região do Vale do Sinos e Paranhana e orienta associados sobre o cenário comercial.

No documento, a entidade afirma que a decisão, sob a liderança do chefe de Justiça John Roberts, representa o fim das sobretaxas adicionais de 10% e 40% aplicadas ao Brasil sob justificativa de “emergência econômica”. Segundo o manifesto, setores como o calçadista, o moveleiro e o movimento The South Base são diretamente beneficiados.

A ACI destaca que a Suprema Corte entendeu que o poder de tributar pertence ao Congresso norte-americano, e não ao executivo, estabelecendo limite constitucional para a imposição das tarifas.

Cenário de incerteza

Apesar da revogação, a entidade aponta que o governo dos Estados Unidos já sinalizou a possibilidade de editar novo decreto criando uma tarifa global de 15%. O manifesto afirma que não há clareza se a eventual nova taxa será somada às existentes ou se substituirá as que foram invalidadas.

O texto também ressalta que permanecem vigentes tarifas relacionadas às Seções 232 e 301, que tratam de aço, alumínio e investigações sobre práticas desleais de comércio. A ACI orienta cautela na assinatura de contratos de longo prazo sem cláusulas de ajuste tarifário, em razão do que classifica como “limbo” jurídico nas próximas semanas.

Possibilidade de reembolsos

A entidade informa que a declaração de ilegalidade das tarifas pode abrir caminho para ações de reembolso por parte de importadores em instâncias inferiores da Justiça norte-americana. No entanto, o manifesto ressalta que o processo tende a ser lento e burocrático e que os valores não devem ser considerados como fluxo de caixa imediato.

O manifesto é assinado pelo presidente da ACI-NH/CB/EV/DI/IV, Robinson Oscar Klein; pela vice-presidente de Internacionalização, Sheila Bonne; e pelo diretor, Fauston Gustavo Saraiva.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/02/2026 0 Comentários 219 Visualizações
Ensino

Aluno da IENH é aprovado em três programas internacionais

Por Jonathan da Silva 20/02/2026
Por Jonathan da Silva

O estudante Lucas Closs, da 2nd grade do ensino médio da Unidade Fundação Evangélica da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH), foi aprovado em três programas acadêmicos internacionais, incluindo o Yale Young Global Scholars (YYGS), da Yale University, nos Estados Unidos, com bolsas de até 100%. O jovem participará em julho do curso Solving Global Challenges, no campus da universidade americana.

Closs recebeu bolsa de 99% para o programa da Yale, considerado um dos cursos de verão mais competitivos do mundo. “Era um sonho participar desse programa. Ele aborda justamente a resolução de problemas globais, algo que conecta muito com as atividades curriculares e projetos dos quais participo”, destaca o estudante.

Outras aprovações

Além do programa na Yale University, o estudante foi aprovado no Lumiere Research Program, onde participará, a partir de março, de um processo de mentoria online com um doutor de uma universidade internacional para desenvolver um projeto científico. Nesse programa, recebeu bolsa integral de 100%.

Lucas Closs também foi aceito na The New York Times Summer Academy, promovida pelo jornal The New York Times, em Nova York, com a maior bolsa concedida pela instituição. No entanto, optou por não participar devido à coincidência de datas com o programa da Yale.

Trajetória acadêmica

O estudante iniciou sua formação na IENH – Unidade Oswaldo Cruz, no Year 1 do Ensino Fundamental do Currículo Bilíngue. Segundo ele, foi no Year 9 que passou a direcionar seus esforços para processos seletivos internacionais, especialmente em programas voltados à liderança. “Esses programas exigem muito mais do que notas altas. Passei por diversas etapas, como redações com temas bem diferentes do que estamos acostumados no Brasil, envio de histórico escolar, currículo, gravação de vídeos e entrevistas. Foi um processo seletivo muito desafiador, mas que valeu a pena”, relata Closs.

Para as aplicações mais recentes, o jovem contou com o apoio da agência Daqui Pra Fora e da school counselor da IENH, Karin Meyrer, além de mentores que auxiliaram na preparação das redações e organização dos materiais. Em julho, ele embarca para os Estados Unidos para participar do programa na Yale University. “Quero aprender o máximo possível e aplicar tudo o que eu vivenciar lá nos projetos que desenvolvo aqui no Brasil”, enfatizou o estudante.

Além das três aprovações, o estudante aguarda o resultado de um processo seletivo para um programa na Alemanha.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/02/2026 0 Comentários 248 Visualizações
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