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concessões

Política

Entidades solicitam audiência com o governo estadual sobre concessão do Bloco 1

Por Jonathan da Silva 20/07/2026
Por Jonathan da Silva

Lideranças municipais, empresariais e acadêmicas do Vale do Sinos, Vale do Paranhana, Serra e regiões abrangidas encaminharam um pedido de audiência ao vice-governador Gabriel Souza para apresentar uma proposta alternativa ao modelo de concessão e implantação de pedágios do Bloco 1. O documento defende a construção de uma alternativa técnica, econômica e política para o projeto, mantendo a necessidade de investimentos em infraestrutura rodoviária, mas propondo ajustes para reduzir impactos econômicos e sociais e ampliar a participação das comunidades afetadas.

As entidades afirmam reconhecer a importância da modernização da malha viária e da ampliação dos investimentos em infraestrutura como fatores para a competitividade regional, a segurança no trânsito e o desenvolvimento econômico. No entanto, defendem que o modelo de concessão apresente equilíbrio econômico, transparência e sustentabilidade.

Questionamentos sobre o modelo

No documento encaminhado ao governo estadual, as entidades manifestam preocupação com aspectos da estrutura financeira e contratual da proposta. Entre os pontos destacados estão a concentração dos investimentos nos primeiros anos da concessão, os riscos de futuros reequilíbrios econômico-financeiros, a baixa transparência na composição dos custos operacionais, a falta de detalhamento sobre a manutenção e modernização das rodovias ao longo dos 30 anos de contrato e o potencial aumento dos custos para os usuários sem garantias proporcionais de qualidade dos serviços.

Outro ponto levantado é a capacidade de fiscalização técnica permanente por parte do poder concedente diante da complexidade do contrato.

Impactos econômicos e sociais

As entidades também apontam possíveis reflexos do modelo sobre trabalhadores que utilizam diariamente as rodovias, especialmente a RS-239, estudantes que se deslocam entre municípios, produtores rurais, comércio, indústria, turismo e logística regional.

Segundo o documento, há preocupação de que o aumento dos custos de deslocamento possa reduzir a competitividade econômica da região e afetar a renda das famílias.

Além disso, as lideranças avaliam que os municípios poderão enfrentar aumento da demanda por manutenção de vias alternativas, mobilidade urbana, serviços públicos relacionados ao tráfego e obras complementares.

Prioridades para a RS-239

O documento destaca a RS-239 como um dos principais eixos estratégicos da região e aponta como prioritários investimentos em viadutos, acessos seguros, duplicações tecnicamente justificadas e melhorias voltadas à segurança viária.

As entidades defendem que essas intervenções sejam preservadas independentemente de eventuais alterações no modelo de concessão.

Proposta regional

As lideranças argumentam que alterações promovidas em versões anteriores do projeto, como a redução de praças de pedágio e a exclusão de trechos, demonstram que o modelo pode ser aperfeiçoado por meio do diálogo técnico.

Entre as preocupações apontadas estão a baixa participação dos municípios na elaboração do projeto, a necessidade de maior transparência dos estudos e o fortalecimento do diálogo institucional antes da publicação definitiva dos editais.

Como alternativa, as entidades propõem a criação de uma agenda conjunta entre o Governo do Estado e representantes regionais estruturada em três frentes. A frente técnica prevê avaliação de engenharia, estudos de tráfego, revisão das prioridades de investimento e do cronograma físico-financeiro. A frente econômica propõe análise de viabilidade econômico-financeira, revisão dos custos operacionais, avaliação da sustentabilidade dos contratos e medidas para mitigação dos impactos tarifários. Já a frente institucional e política contempla participação permanente das entidades regionais, diálogo com os municípios, construção de consenso regional e acompanhamento da execução contratual.

Encaminhamentos

O documento solicita a realização de uma audiência institucional com o Governo do Estado, a criação de um grupo técnico de trabalho entre o executivo estadual e as entidades regionais, a apresentação formal de uma contraproposta antes da consolidação definitiva do modelo de concessão e a continuidade do diálogo entre as partes.

Assinam o pedido a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), a Associação dos Municípios do Vale do Paranhana (Ampara), a Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag), a Associação dos Municípios de Turismo da Serra (Amserra), a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Sapiranga, Araricá e Nova Hartz (Acisa), o Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio dos Sinos (Consinos), as Faculdades Integradas de Taquara (Faccat), a Universidade Feevale, a FTEC Novo Hamburgo, o Sindicato das Indústrias de Calçados de Novo Hamburgo (SICNH), o Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (SICTC) e o Sindicato da Indústria de Máquinas, Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (Sinmaqsinos).

Foto: AwesomeContent/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
20/07/2026 0 Comentários 104 Visualizações
Política

Setcergs e Federasul realizam fórum sobre concessões rodoviárias no RS

Por Jonathan da Silva 02/02/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Rio Grande do Sul (Setcergs) e a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) promovem o 2º Encontro do Fórum de Debates Setcergs | Federasul nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, às 14h, na sede do Setcergs, em Porto Alegre. O encontro contará com a com a presença do Governo do Estado para receber propostas de lideranças empresariais e entidades representativas sobre a modelagem das concessões rodoviárias dos Blocos 1 e 2 no Rio Grande do Sul.

O encontro dá continuidade à agenda iniciada em 21 de janeiro, quando foi realizada uma análise técnica da modelagem de concessões apresentada pelo Governo do Estado. Nesta segunda edição, a proposta é avançar para uma etapa voltada à apresentação de sugestões por parte de representantes de diferentes setores econômicos e organizações da sociedade.

Próximos passos

Uma nova agenda do fórum está prevista para o dia 25 de fevereiro, também na sede do Setcergs. Na data, o Governo do Estado deverá indicar quais sugestões poderão ser incorporadas à modelagem e de que forma.

Posicionamento das entidades

O presidente do Setcergs, Delmar Albarello, afirmou que as rodovias são estruturantes para o estado e precisam ser discutidas com profundidade, dados e compromisso com a sociedade. O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, afirmou que o fórum é uma oportunidade concreta de alinhar interesses e construir soluções para o futuro do Estado.

De acordo com as entidades, o Rio Grande do Sul possui uma malha rodoviária que ultrapassa 150 mil quilômetros entre rodovias federais, estaduais e municipais. O transporte rodoviário é o principal modal no estado e responde pela maior parte do escoamento de cargas, incluindo produtos agrícolas e manufaturados.

Serviço

  • O quê: 2º Encontro do Fórum de Debates Setcergs | Federasul sobre concessões rodoviárias
  • Quando: Quarta-feira, 4 de fevereiro, às 14h
  • Onde: Sede do Setcergs (Avenida São Pedro, 1420, Bairro São Geraldo, Porto Alegre)
  • Quanto: gratuito
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/02/2026 0 Comentários 263 Visualizações
Política

TCE aponta riscos em concessão do Bloco 2 e deputado defende suspender leilão

Por Jonathan da Silva 29/01/2026
Por Jonathan da Silva

Representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE) informaram, durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pedágios realizada na quarta-feira (28), que a análise técnica sobre a concessão do Bloco 2 ainda não foi concluída e reconheceram a existência de riscos no modelo proposto pelo Governo do Estado. O fato levou o relator da CPI, deputado Miguel Rossetto (PT), a defender a suspensão do leilão previsto para março.

De acordo com o primeiro relatório do TCE, foram identificados 50 erros e inconsistências na proposta de concessão, com possíveis impactos para a população e para os recursos públicos. A informação foi apresentada aos parlamentares durante a oitiva de representantes do órgão de controle.

Análise técnica em andamento

O diretor de Controle e Fiscalização do TCE/RS, Roberto Tadeu de Souza, afirmou que o tribunal ainda examina pontos centrais da modelagem do Bloco 2 e admitiu fragilidades no edital. Entre os aspectos citados está a taxa interna de retorno do projeto, conhecida como WACC, que pode influenciar o valor das tarifas cobradas dos usuários.

Posição do relator da CPI

O relator da CPI dos Pedágios e líder da bancada do PT/PCdoB, Miguel Rossetto, avaliou que não é adequado manter o processo de concessão sem a conclusão da análise do TCE. “Estamos diante de um fato inédito e preocupante: é o primeiro edital de concessão lançado pelo governo sem que o TCE tenha finalizado sua análise técnica”, destacou o deputado petista.

Sobre o leilão previsto para março, o parlamentar defendeu a interrupção do processo até a conclusão das avaliações. “O correto é suspender o leilão, fazer os ajustes necessários e só avançar quando houver segurança técnica e transparência. Não se pode transferir esse custo e esse risco para a população gaúcha”, afirmou Rossetto.

Atuação da CPI

Ainda segundo Rossetto, a CPI tem a função de fiscalizar o processo de concessão. “A sociedade gaúcha exige ser respeitada. O governo precisa rever o edital e garantir que qualquer concessão esteja plenamente amparada por critérios técnicos e pelo interesse público”, concluiu o deputado.

Foto: Kelly Demo Christ/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/01/2026 0 Comentários 195 Visualizações

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