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amamentação

Saúde

Agosto Dourado reforça orientação sobre amamentação exclusiva

Por Jonathan da Silva 03/08/2026
Por Jonathan da Silva

A campanha Agosto Dourado está reforçando, ao longo deste mês, a importância da amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida como estratégia de proteção à saúde infantil. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) orienta as famílias sobre os benefícios do leite materno, os cuidados necessários para a retirada, conservação e oferta do alimento e destaca a importância do apoio à mãe para a continuidade da amamentação e a prevenção do desmame precoce.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde, os bebês devem receber exclusivamente leite materno até os seis meses de idade, sem necessidade de água, chás, sucos ou outros leites. Após esse período, a recomendação é manter a amamentação até os dois anos ou mais, associada à alimentação complementar saudável.

Benefícios do leite materno

Segundo a SPRS, o leite materno fornece nutrientes essenciais, fortalece a imunidade, reduz o risco de infecções e contribui para o desenvolvimento do bebê, além de favorecer o vínculo entre mãe e filho.

Para o médico pediatra e titular da Comissão de Sindicância da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Leandro Meirelles Nunes, a informação e o suporte à mãe são fatores fundamentais para o sucesso da amamentação. “O leite materno é um alimento vivo, com propriedades nutricionais e imunológicas fundamentais para o bebê. Mas, para que a amamentação aconteça de forma plena, a mãe precisa de orientação, acolhimento e uma rede de apoio que compreenda a importância desse cuidado”, afirma Meirelles Nunes.

Cuidados com armazenamento

A entidade orienta que, antes da ordenha, a mãe lave bem as mãos e os braços, prenda os cabelos e evite conversar, tossir ou espirrar durante o procedimento. O leite deve ser armazenado em frascos de vidro com tampa plástica de rosca previamente esterilizados.

Após a coleta, os recipientes devem ser identificados com a data e o horário da primeira retirada, e o leite mais antigo deve ser utilizado primeiro. Conforme orientação do Ministério da Saúde, o leite materno pode permanecer por até 12 horas na geladeira e por até 15 dias no congelador ou freezer. Os frascos devem ser armazenados nas prateleiras internas da geladeira, e não na porta, devido à variação de temperatura.

Na hora de oferecer o leite ao bebê, a orientação é não aquecê-lo no micro-ondas nem fervê-lo diretamente no fogão. O aquecimento deve ser feito em banho-maria, com o fogo desligado. O leite que sobrar no copinho ou na mamadeira após a alimentação deve ser descartado e não deve retornar à geladeira.

Rede de apoio

A SPRS também destaca que a participação de familiares e cuidadores pode contribuir para a continuidade da amamentação. Entre as formas de apoio estão assumir tarefas domésticas, preparar refeições, auxiliar nos cuidados com o bebê, como banho, troca de fraldas e sono, e oferecer o leite ordenhado quando necessário, sem pressionar a mãe ou a criança. “Amamentar não deve ser uma responsabilidade solitária. A rede de apoio precisa cuidar também da mãe, lembrando que descanso, alimentação adequada, hidratação e tranquilidade interferem diretamente nesse processo”, destaca Meirelles Nunes.

A entidade ressalta ainda que o acompanhamento com pediatra pode auxiliar na prevenção de dificuldades relacionadas à amamentação, orientar a família e reduzir o risco de desmame precoce.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/08/2026 0 Comentários 90 Visualizações
Variedades

Nova Petrópolis promove 8º Seminário da Semana Mundial da Amamentação em agosto

Por Jonathan da Silva 29/07/2025
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Nova Petrópolis realizará no dia 5 de agosto, das 15h às 17h, o 8º Seminário da Semana Mundial da Amamentação. O evento gratuito e aberto ao público será realizado no Plenarinho da Acinp e tem como objetivo, segundo a administração do município, sensibilizar e informar a comunidade sobre a importância do aleitamento materno, fortalecendo a rede de apoio a mães, bebês e famílias.

A atividade, promovida pela Secretaria de Saúde e Assistência Social em parceria com o Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno (Gaama), contará com a palestra “Da Gestação ao Acolhimento: O Círculo Virtuoso que Garante o Sucesso da Amamentação”. A apresentação será conduzida pela pediatra Flávia Gheller Schaidhauer, consultora em lactação com certificação internacional (IBCLC), doutoranda em Pediatria e docente do Curso de Medicina da Unisul/SC.

O seminário integra a programação do Agosto Dourado e da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que em 2025 traz o tema “Priorizemos a amamentação: criemos sistemas de apoio sustentáveis”. A campanha é celebrada anualmente na primeira semana de agosto e busca conectar diferentes setores para criar ambientes de apoio ao aleitamento materno.

Funcionamento das UBS no dia do evento

Devido à participação dos profissionais de Saúde de Nova Petrópolis no seminário, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do interior funcionarão das 7h30min às 14h, e a UBS Centro das 7h às 14h, sem intervalo ao meio-dia. Os atendimentos do programa Inverno Gaúcho retornarão normalmente no mesmo dia, das 17h às 20h, na UBS Centro.

Agosto Dourado

O mês de agosto é reconhecido no Brasil como Agosto Dourado, instituído pela Lei nº 13.435/2017, para intensificar ações de conscientização sobre o aleitamento materno. A cor dourada simboliza o padrão ouro do leite materno.

Semana Mundial de Aleitamento Materno

A Semana Mundial de Aleitamento Materno foi criada em 1992 pela Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA) para incentivar globalmente a amamentação. A edição de 2025 destaca a importância de sistemas de apoio sustentáveis para a prática, ressaltando benefícios para famílias e o impacto positivo no meio ambiente.

Serviço

  • O quê: 8º Seminário da Semana Mundial da Amamentação
  • Quando: 5 de agosto, das 15h às 17h
  • Onde: Plenarinho da Acinp, Nova Petrópolis
  • Quanto: Gratuito e aberto ao público
Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
29/07/2025 0 Comentários 375 Visualizações
Ensino

Universidade Feevale inaugura o Espaço Família

Por Marina Klein Telles 07/08/2023
Por Marina Klein Telles

A Universidade Feevale inaugurou nesta sexta-feira, 4, o Espaço Família. Localizado na sala 008 do prédio Bicolor, no Câmpus II (ERS-239, 2755, bairro Vila Nova, Novo Hamburgo), o ambiente conta com sala de amamentação, fraldário e área kids. Na ocasião, a professora do curso de Enfermagem, Lisara Carneiro Schacker, ministrou a oficina Cuidados na amamentação e técnicas de desengasgo de bebês. A atividade foi realizada por meio do programa Mãe-bebê: da gestação ao primeiro ano de vida, em apoio à campanha Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno.

O Espaço Família funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 21h30min, e aos sábados, das 8h30min às 17h30min. A sala de amamentação e o fraldário são de uso exclusivo para amamentação e troca de fraldas; já a área kids é um local de recreação destinado às crianças, que devem estar acompanhadas de responsáveis. Os usuários devem zelar pela ordem do local e pela conservação de todos os móveis, utensílios e brinquedos nele contidos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2023 0 Comentários 584 Visualizações
Saúde

Secretaria da Saúde promove ações de incentivo ao aleitamento materno

Por Marcel Vogt 01/08/2023
Por Marcel Vogt

Dando continuidade ao programa Ser Mãe, lançado recentemente em Estância Velha, que tem o objetivo de estimular as gestantes a realizarem o pré-natal, a Secretaria da Saúde promove ações de incentivo ao aleitamento materno.

O mês de agosto foi designado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como Agosto Dourado, por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação. A primeira ação do mês Agosto Dourado acontece no Posto de Saúde Rincão 1, hoje, 1º de agosto, das 15h às 17h, quando acontece uma roda de conversa com as gestantes e puérperas que estão amamentando com a enfermeira Márcia Ribeiro, a nutricionista Jéssica Schmitt e dentista Paula  Segatto. Conforme a enfermeira Márcia Ribeiro, foram convidadas a participar da ação, 17 gestantes que estão em acompanhamento de pré-natal e 13 mulheres que estão amamentando, todas usuárias da unidade de saúde do Rincão 1.

A OMS recomenda que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os 6 meses de idade, pois é um alimento completo e possui todo os nutrientes essenciais par o recém-nascido. E que, mesmo após a introdução dos primeiros alimentos sólidos, sigam sendo amamentados até, pelo menos, os 2 anos de idade. O leite materno possui anticorpos que protegem os bebês contra diversas doenças, como diarreia, infecções respiratórias e alergias. Além disso, a amamentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/08/2023 0 Comentários 514 Visualizações
Saúde

exposição fotográfica gratuíta conscientiza sobre a importância do aleitamento materno

Por Marcel Vogt 01/08/2023
Por Marcel Vogt

O mês de agosto carrega consigo a cor dourado, período que simboliza a luta pelo incentivo à amamentação. Para marcar o mês que celebra e estimula o aleitamento materno, a enfermeira, especialista em educação e saúde e consultora materna Janaína Lima, em parceria com a Semente Studio Photo, realiza durante todo o mês uma exposição fotográfica itinerante e gratuita nas cidades de Porto Alegre, Novo Hamburgo e São Leopoldo.

A exposição conta com 25 fotografias que celebram o ato de amamentar e a vitória que é para cada mãe, incentivando outras mulheres a insistirem no aleitamento materno para seus bebês. O processo iniciou em maio, através das redes sociais, quando foi feito o convite para as mulheres que quisessem participar de um ensaio fotográfico gratuito para celebrar o aleitamento materno. Cada participante ganhou uma foto, escolhida por ela, impressa e digital. “A partir dali, nós escolheríamos as fotos que estariam na exposição avaliando pega, posição e o contexto técnico do aleitamento materno em si, assim como o contexto técnico de fotografia”, conta Jana, destacando que foram mais de 50 mães participantes. A partir da próxima semana, será possível conhecer as selecionadas para a exposição.

A enfermeira conta que a exposição tem uma importância muito grande para as mães que são fotografadas porque, para chegar naquelas fotos, o aprendizado foi muito longo. “Muitas delas passaram por diversas dificuldades e venceram todos os tabus e mitos do aleitamento. Independente se elas fizeram o aleitamento exclusivo ou não, a luta foi tão bonita que tem que ser comemorada. Além disso, a exposição tem a função de demonstrar o momento e convidar a sociedade para falar em aleitamento”, explica.

Jana relembra que a ideia surgiu há 13 anos, quando ainda trabalhava no Hospital Regina. Ao se dar conta que ajudava tantas mães a amamentar e passar pelas dificuldades para chegar ao momento prazeroso da amamentação que só acontece a longo prazo, iniciou uma exposição interna com fotos das colaboradoras amamentando. Foi então que seu deu conta que ela mesma não tinha foto amamentando seu filho, o que era uma realidade comum. “Surgiu então a ideia de registrar esse momento, que envolve tantos aprendizados e merece um registro bonito”, afirma.

Datas e locais da exposição itinerante:

Porto Alegre
31 a 6 – das 10h às 22h no Viva Open Mall (Av. Nillo Peçanha 3228 – Porto Alegre)
07 a 13 – das 10h às 22h no Hospital Divina Providência (Rua da Gruta, 145 – Bairro Cascata – Porto Alegre)

Novo Hamburgo
14 a 20 – das 10h às 22h no Hotel Swan NH (Av. Dr. Maurício Cardoso, 303 – Hamburgo Velho – Novo Hamburgo)
21 a 25 – das 9h às 18h na Casa Premater (R. Carioca, 106 – Jardim Mauá – Novo Hamburgo)

São Leopoldo
26 a 31 – das 9h às 19h na Fralda e Cia (Av. Theodomiro Porto da Fonseca, 907 – Fião, São Leopoldo).

Foto: Semente Studio Photoboutique | Fonte: Assessoria
01/08/2023 0 Comentários 684 Visualizações
Variedades

Agosto Dourado: confira os benefícios e mitos sobre o aleitamento materno

Por Felipe Schwartzhaupt 11/08/2022
Por Felipe Schwartzhaupt

Ao longo do mês de agosto, acontecem diferentes eventos alusivos ao Agosto Dourado. A campanha tem como objetivo incentivar e proteger o aleitamento materno, além de reforçar a divulgação dos benefícios dessa prática para a mãe e o bebê. A cor dourada foi escolhida para a campanha por remeter às qualidades do leite materno, considerado padrão ouro de qualidade, já que contém todos os nutrientes adequados para as necessidades dos bebês.

Antigamente, se acreditava que o aleitamento materno era instintivo, o que impedia que informações adequadas chegassem às pessoas. A professora Lisara Carneiro Schacker, que integra o programa Mãe-bebê: da gestação aos primeiros anos de vida da Universidade Feevale, diz que é importante a ampla divulgação de informações. “Hoje em dia, se sabe que o aleitamento materno precisa ser aprendido pela mãe e pelo bebê. Não é um processo fácil, já que existem muitas variáveis que necessitam de atenção para a prevenção do desmame precoce. A mãe precisa ser orientada e apoiada e ter uma rede composta por profissionais de saúde e familiares, entre outros”, ressalta.

A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde preconizam que o aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de vida, e o bebê não necessita de chás, água ou quaisquer outros alimentos. De acordo com Lisara, a amamentação é a ação mais importante para a prevenção de doenças infecciosas que acometem as crianças nos primeiros meses de vida, principalmente as doenças gastrointestinais e respiratórias. O aleitamento materno também auxilia na prevenção de diabetes infantil e previne obesidade e alergias, sendo, assim, fundamental para a redução da mortalidade infantil. “É importante salientar que a amamentação contribui para o desenvolvimento cognitivo e o fortalecimento dos aspectos emocionais e psíquicos, favorecendo a relação mãe-bebê através dos laços afetivos estabelecidos”, destaca Lisara.

A mãe que amamenta também recebe benefícios devido à prática, pois a ação auxilia na prevenção de hemorragias pós-parto por conta da ocitocina, hormônio liberado na corrente sanguínea durante a amamentação. O hormônio também contribui para a redução do risco de anemia, além de auxiliar na diminuição do estresse materno, promovendo uma sensação de bem-estar. A amamentação contribui, ainda, para a prevenção do câncer de ovário e do endométrio e reduz o risco de depressão pós-parto, entre outros benefícios. Segundo Lisara, outro aspecto importante é o fato de que o aleitamento materno está disponível sem custos, diferentemente dos leites industrializados, que possuem um valor elevado e não possui todos os benefícios do leite materno.

Mitos sobre a amamentação

Alguns mitos cercam a amamentação, como por exemplo que o leite materno é “fraco”. Lisara explica o porquê isso não é verdade. “Cada mulher produz um leite com a qualidade ideal para o filho. Ao nascer, o recém-nascido está em processo de aprendizagem, ele precisa adaptar-se à vida fora do útero e isso exige um certo tempo. O bebê apresenta uma capacidade gástrica reduzida e o leite materno é digerido facilmente pelo sistema gastrointestinal e isso leva, inicialmente, à necessidade de mamadas mais frequentes, confundindo isso com leite fraco. Esse aprendizado também gera um gasto energético adicional que, associado à maior sonolência nesse período, pode levar o bebê a dormir no seio materno e logo acordar com fome. Esse processo é normal. A amamentação é em livre demanda, ou seja, deve-se oferecer o seio conforme a necessidade de cada criança”, explica.

É importante a orientação sobre como manejar a amamentação, evitando problemas que podem levar ao desmame precoce. “É fundamental promover o aleitamento materno já no pré-natal, tendo sua continuidade durante e após o parto, para que no domicílio as mães se sintam mais seguras. É preconizado pelo Ministério a amamentação na sala de parto, desde a primeira hora de vida. Isso contribui para todo o processo, pois, à medida que a mulher é apoiada e orientada, tendo acesso a informações seguras e de qualidade, estará mais apta a amamentar”, explica Lisara. Podem existir problemas ao amamentar, mesmo com orientação, como, por exemplo, lesões mamilares, sucção ineficiente do bebê, pouca produção de leite, fatores emocionais, depressão pós-parto, entre outros. Para todos, é necessária a intervenção de profissionais de saúde, para que sejam identificadas as suas causas e realizados os tratamentos necessários.

Na Universidade Feevale, o programa Mãe-bebê tem o objetivo de atender às gestantes e crianças até os três anos de idade, por meio de atendimentos interdisciplinares, contando com profissionais de Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia, Medicina, Nutrição e Psicologia. O programa contém, também, um consultório da amamentação, que é um espaço para aconselhamento e apoio da gestante e puérpera sobre as questões da amamentação. Dentre as ações realizadas no local, estão as orientações sobre a prevenção de problemas, pega correta, correção do posicionamento da criança e da mãe, desmame do bico de silicone quando utilizado, tratamento de fissuras, ingurgitamento mamário, suporte psicológico, entre outros. Também é realizada a avaliação da língua da criança para verificar se o frênulo lingual (estrutura de sucção) está adequado. O atendimento funciona todas as sextas-feiras pela manhã, no Centro Integrado de Especialidades em Saúde (CIES) na Feevale, necessitando de agendamento, que pode ser feito pelo telefone (51) 3586-8813.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/08/2022 0 Comentários 783 Visualizações
Saúde

HU incentiva o aleitamento materno e prepara programação do Agosto Dourado

Por Amanda Krohn 04/08/2022
Por Amanda Krohn

O Hospital Universitário de Canoas (HU) prepara palestras, mesa-redonda com multiprofissionais, oficinas e orientações para o Agosto Dourado. Este mês simboliza a luta mundial pelo incentivo à amamentação para a saúde do bebê e da mulher. A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. O HU é referência em todo o Estado na aplicação do método Canguru, um modelo de assistência ao recém-nascido em situação de baixo peso ao nascer ou prematuridade que fundamenta-se no contato pele a pele entre a mãe e bebê, e nos cuidados na alimentação, estimulação e proteção.

“Ao contrário do que muitas vezes pensam, amamentar não é um processo instintivo. É preciso todo um apoio e suporte, inclusive psicológico para as mães”, pontua a fonoaudióloga Marilise Floriano, que atua na UTI Neonatal do HU. A coordenadora da UTI Neonatal do HU e tutora responsável pelo Centro de Referência pelo Método Canguru no RS, Silvana Salgado Nader, explica que quando o bebê nasce prematuro o desafio da amamentação é ainda maior. “Os prematuros não estão com o desenvolvimento cerebral pronto. Então, o estímulo é fundamental para o sucesso na amamentação e estabelecimento do vínculo materno”.

Com o tema deste ano “Fortalecer a amamentação – Educando e Apoiando”, a equipe da CTI Neonatal e o serviço de Nutrição do HU vão realizar a programação de incentivo ao aleitamento materno de 16 a 19 de agosto. Mamaço, mesa-redonda sobre a importância do Banco de Leite, palestra sobre as Propriedades do Leite Humano e sobre o Acolhimento das mães de bebê prematuro com enfoque na amamentação e benefícios da mamanalgesia estão entre as atividades previstas.

Ao contrário do que muitas vezes pensam, amamentar não é um processo instintivo. É preciso todo um apoio e suporte, inclusive psicológico, para as mães – fonoaudióloga Marilise Floriano

Funcionária do HU valoriza a amamentação

Nutricionista clínica e consultora em amamentação, Franciela Godoi Viau, 30 anos, não abre mão de proporcionar o aleitamento materno. Funcionária do Hospital Universitário de Canoas (HU), diariamente na hora do intervalo do almoço, é possível ver a profissional amamentando o filho Gael de 1 ano. “Meu esposo traz ele todos os dias. Me sinto muito grata por poder amamentar, sei da importância para a saúde dele. Meu filho é muito saudável e nunca precisou ser hospitalizado”, conta a profissional.

Moradora do Bairro Estância Velha em Canoas, Franciela diz que Gael mamou, exclusivamente, o leite materno até os 6 meses. “O aleitamento materno é a forma mais segura e eficaz de alimentar um bebê, além de ser um alimento completo que protege de doenças, fortalece a imunidade, mantendo o bebê saudável e bem nutrido”. Ela destaca ainda que, sempre que pode, amamenta o bebê durante a aplicação de vacinas. “O peito acalma o bebê, ajuda a reduzir a dor ou desconforto. Faço a mamanalgesia a fim de aliviar o incômodo causado pela agulha durante a aplicação”.

Integrante da equipe de Nutrição do HU, que organiza a programação do Agosto Dourado no hospital, Franciela salienta que gostaria que todas as mulheres que possam e querem exercer a maternidade tenham a oportunidade de nutrir seus filhos através do seu leite materno. “Desejo que as mulheres não sejam julgadas pelas suas escolhas, que tenham apoio da sua família e rede de apoio em suas casas. Que elas possam exercer o direito de amamentar em livre demanda, pelo tempo que ela e seu bebê quiserem”.

O que mais é preciso saber sobre o aleitamento materno

  • Os bebês até os seis meses de idade devem ser alimentados somente com leite materno, não precisam de chás, sucos, outros leites, nem mesmo de água. Após essa idade, deverá ser dada alimentação complementar apropriada, mas a amamentação deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.
  • Amamentar os bebês, imediatamente, após o nascimento, pode reduzir a mortalidade neonatal – aquela que acontece até o 28º dia de vida.
  • O aleitamento materno na primeira hora de vida é importante tanto para o bebê quanto para a mãe, pois auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia. E, além das questões de saúde, a amamentação fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.
  •  O leite materno é o melhor alimento que um bebê pode ter. É de fácil digestão e promove um melhor crescimento e desenvolvimento, além de proteger contra doenças. Água e outras bebidas não são necessárias até o sexto mês de vida.
  • Bebês recém-nascidos devem ficar perto de suas mães e devem ser amamentados na primeira hora após o parto. O colostro, o leite amarelado e grosso que a mãe produz nos primeiros dias após o nascimento, é o alimento ideal para recém-nascidos. É muito nutritivo e ajuda a proteger o bebê contra infecções.
  • A amamentação frequente faz com que a mãe produza mais leite. Quase toda mãe é capaz de amamentar com sucesso.
    A partir dos seis meses, os bebês precisam de uma alimentação variada, mas o aleitamento materno deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.
  • A mãe que amamenta precisa de uma maior quantidade de alimentos e líquidos. Assim supre suas necessidades e produz leite em quantidade e qualidade adequadas ao bebê. Ela precisa comer frutas, verduras, carnes, miúdos, legumes, feijão e arroz, que possuem os nutrientes e vitaminas de que precisa. Deve beber bastante líquido: chás, água, sucos ou leite. Isso ajuda a produzir leite. E não deve consumir álcool, fumo e outras drogas, nem tomar medicamentos sem receita médica.
Foto: Arthur Ghilardi/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/08/2022 0 Comentários 751 Visualizações

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